RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo calcula impacto de R$ 22,4 bilhões com renegociação de dívidas agrícolas em 2027; meta de contas no azul ficaria mais difícil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%Oferecido por

O ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17) que o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado, terá impacto de mais de R$ 22 bilhões em 2027.

O projeto implicará, ainda segundo a Fazenda, em uma nova linha de crédito de R$ 200 bilhões, considerando as dívidas passíveis de enquadramento.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Com base no volume de recursos para a nova linha de crédito de R$ 200 bilhões e as premissas acima, o custo total para a União, com impacto no superávit primário pela equalização de juros e pelos encargos, pode chegar a R$ 139,8 bilhões nos 13 anos, sendo R$ 22,4 bilhões em 2027", acrescentou a área econômica, em nota à imprensa.

➡️Com o impacto primário estimado pelo governo de de R$ 22,4 bilhões em 2027, o retorno das contas ao azul ficaria mais difícil ainda no próximo ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural — Foto: Divulgação/Solinftec

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027, enviado em abril ao Congresso Nacional, o governo propôs uma meta de superávit para as suas contas no próximo ano.

🔎A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Legislativo.

Se o objetivo fiscal por cumprido, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022.

A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.

Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.

➡️Com a redução do superávit primário em R$ 22,4 bilhões em 2027, conforme previsto pela área econômica por conta da renegociação da dívida agrícola, o retorno das contas do governo ao azul ficaria mais difícil ainda.

➡️Também haveria pressão sobre os limites de gastos dos ministérios, podendo implicar em bloqueios de recursos aos ministérios no decorrer do próximo ano.

Mais cedo, nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda, na ocasião.

➡️Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros, ou seja, sem implicar em pressão adicional sobre os gastos primários dos ministérios.

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Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma ‘catástrofe econômica’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Mundo Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma 'catástrofe econômica' O acordo inclui uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional. Presidente dos EUA diz que Teerã só terá acesso ao fundo bilionário se "se comportar". Por Redação g1

Donald Trump dá entrevista à imprensa durante a cúpula do G7 na França. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu na quarta-feira (17) o acordo norte-americano com o Irã em seu discurso de encerramento da cúpula do G7 na França, afirmando que não queria ver uma catástrofe econômica.

"Então, a única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica. Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido", disse Trump a repórteres.

Trump afirmou ainda que o Irã poderá ter acesso ao fundo de US$ 300 bilhões somente se "se comportar". O acordo para acabar com a guerra prevê uma compensação financeira ao país (leia mais baixo).

"São apenas 300 milhões de dólares. E só se eles estiverem fazendo as coisas direito. Lembrem-se disso. Além disso, quando se fala em bilhões de dólares, eles tiveram muito mais de um trilhão de dólares em prejuízos. Serão necessários de 15 a 20 anos para reconstruir o que eles têm agora. Portanto, eles têm que se comportar. Se não estiverem se comportando, serão atingidos novamente."

O presidente americano disse ainda que os Estados Unidos pegaram muito dinheiro do Irã e que, em "algum momento", terão que devolvê-lo, caso contrário correrão o risco de os países deixarem de investir no dólar americano.

O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio assinado por Estados Unidos e Irã inclui garantias por parte de Teerã de que nunca terá armas nucleares e uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional, que disse ter tido acesso à íntegra do texto nesta quarta-feira (17).

➡️ O conteúdo do acordo ainda não foi oficialmente divulgado. O texto foi assinado de forma virtual no fim de semana, segundo o governo dos EUA, e será firmado presencialmente em uma cerimônia na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.

A declaração mútua e junto de "seus aliados na guerra", de um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes;A reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou durante a guerra em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel;Compensação financeira ao Irã, em valor não determinado: o acordo, segundo a CNN, diz que Teerã poderá ter acesso a um fundo de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) caso cumpra a promessa de não desenvolver armas nucleares. Nesta quarta, no entanto, Trump negou que haja esse fundo;A derrubada de todos os tipos de sanções que hoje incidem sobre o Irã em um prazo ainda a ser determinado por ambas as partes;A liberação de ativos e fundos iranianos que estavam congelados ou restringidos pelas sanções;O compromisso, por parte do Irã, de que nunca produzirá armas nucleares;O compromisso, por parte dos EUA e junto de seus "aliados regionais", de criar um plano para a reabilitação e o desenvolvimento econômico do Irã em até 60 dias;A permissão para que o Irã comercialize seu petróleo e produtos petroquímicos;A emissão, pelo Departamento do Tesouro dos EUA, de isenções para exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e "todos os serviços relacionados, incluindo bancários, de seguros, transporte e similares";Um entendimento para um acordo final em 60 dias, incluindo a questão do programa nuclear iraniano;O compromisso, por parte do Irã, de restabelecer o tráfego de navios entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã (ligados pelo Estreito de Ormuz) aos níveis pré-guerra em até 30 dias;Que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprove o acordo final, após 60 dias.

O acordo não prevê, segundo a rede norte-americana, qual o limite de enriquecimento de urânio que o Irã poderá produzir. E determina que o destino do material nuclear e o urânio enriquecido pelo Irã ainda será definido no acordo final, em até 60 dias.

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Receita paga a partir de 15 de julho lote especial de restituição do IR a 4 milhões de contribuintes com direito a ‘cashback’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia Imposto de renda Receita paga a partir de 15 de julho lote especial de restituição do IR a 4 milhões de contribuintes com direito a 'cashback' Lote especial deve liberar aproximadamente R$ 500 milhões em restituições, referentes ao exercício 2025 (ano-calendário 2024). Serão pagos valores de restituição até R$ 1 mil. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal informou que pagará, a partir de 15 de julho, um lote "especial" de restituição do Imposto de Renda a cerca de quatro milhões de contribuintes.

São pessoas que não entregaram a declaração de Imposto de Renda em 2025 por não estarem obrigados, mas que tinham direito à restituição por fatos ocorridos em 2024.

Esse lote foi apelidado como sendo um tipo de "cashback" do Imposto de Renda. A partir de 8 de julho de 2026, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado.

O lote especial deve liberar aproximadamente R$ 500 milhões em restituições, referentes ao exercício 2025 (ano-calendário 2024). Serão pagos valores de restituição até R$ 1 mil.

O crédito será realizado exclusivamente em conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte, e a consulta estará disponível a partir de 8 de julho no Meu Imposto de Renda (MIR), informou o Fisco.

"Nesses casos, a própria Receita Federal elabora uma declaração no modelo simplificado, com base nas informações disponíveis em seus sistemas. Essa declaração passa pelas etapas regulares de processamento e fica disponível ao contribuinte no ambiente Meu Imposto de Renda, no aplicativo ou no site da Receita Federal (gov.br/receitafederal)", acrescentou o órgão.

De acordo com a Receita, a declaração gerada automaticamente estará disponível no Meu Imposto de Renda, com as mesmas funcionalidades de uma declaração elaborada pelo próprio contribuinte, garantindo transparência e autonomia para conferência e eventuais ajustes.

destina-se a contribuintes que não entregaram declaração;refere-se ao exercício 2025 (ano-calendário 2024);baseia-se em declaração elaborada pela Receita Federal;utiliza dados já disponíveis nas bases oficiais;será disponibilizado para contribuintes com restituição a receber de até R$ 1.000possui cronograma próprio, no âmbito de um projeto piloto.

A Receita Federal observou que este lote especial não se confunde com os lotes regulares de restituição do IRPF 2026, destinados aos contribuintes que apresentaram declaração.

"Esses lotes são referentes às declarações efetivamente transmitidas pelos contribuintes e processadas segundo as regras usuais do imposto de renda", acrescentou.

1º lote: pago em 29 de maio de 2026;2º lote: pago em 30 de junho de 2026;3º lote: pago em 31 de julho;4º lote: pago em 31 de agosto.

O Fisco informou que a consulta ao próximo lote regular estará disponível em 23 de junho de 2026, uma semana antes do pagamento.

O órgão estimou que 5% das declarações do Imposto de Renda de 2026, ano-base de 2025, caíram na chamada malha fina do Leão. São cerca de 2,2 milhões de documentos com pendências.

O percentual de declarações em malha fina, divulgado pelo supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, se assemelha ao registrado nos últimos anos.

🔎Quando a declaração do IR cai na malha fina, significa que ela está retida pelo Fisco por conta de pendências relativas a discrepância de dados (veja o que fazer mais abaixo nessa reportagem).

De acordo com a Receita Federal, o procedimento, para quem caiu na malha fina, é o mesmo dos últimos anos: o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.

Acesso se dá mediante o uso da conta "gov.br", nos níveis prata ou ouro.Contribuinte deve procurar, no serviço, por "declarações e demonstrativos".Em seguida deve buscar o "Meu Imposto de Renda", e consultar a declaração de 2026.

➡️Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.

Nesse caso, segundo o supervisor do IR, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).

No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.Porém, se a empresa não corrigir a informação enviada, o contribuinte não sai da malha e poderá enviar seus comprovantes a partir de janeiro de 2027 por meio do e-CAC.Antes disso, não é possível enviar os documentos pois as empresas ainda estarão corrigindo as informações, caso no qual o trabalhador pode sair da malha.

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Pautas-bomba: ministro da Fazenda discute com deputados renegociação de dívida do agronegócio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho de 2026 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discutiu com deputados da bancada ruralista nesta quarta-feira (17), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, a renegociação da dívida do agronegócio.

Questionado pelo deputado Alceu Moreira (MDB/RS), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan afirmou que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda.

Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros (linhas de crédito subsidiadas), ou seja, sem implicar em gastos primários dos ministérios.

Já o deputado Afonso Hamm (PP-RS), que foi relator do PL das dívidas rurais na Câmara, rebateu a classificação de "pauta-bomba".

A comunicação do governo e do ministério tem que ser ajustada. Não é pauta-bomba. Nós construímos com responsabilidade e todos aqui são testemunhas porque todos aqui opinaram. Foi para o Senado e ampliou", argumentou.

"Eu coloquei o meu nome para continuar como relator para ampliar esse diálogo e aprofundar a viabilidade para que a gente atenda realmente quem precisa”, prosseguiu.

Em conversas com interlocutores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que a medida é “impagável”, que as pautas de socorro ao agronegócio “precisam ter um limite” e que não é possível aprovar tudo o que a bancada ruralista deseja.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Já aprovado pelo Senado Federal, o projeto cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores. Para ter validade, porém, ainda tem de passar pelo crivo da Câmara dos Deputados e ser sancionado.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais (entenda como vai funcionar).

De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, o projeto que trata da renegociação de dívidas rurais com equalização de taxas de juros pela União, responde por um custo de até R$ 140 bilhões em 13 anos.Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já falou em outras oportunidades que o governo vai vetar, e até mesmo acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), em temas relacionados com as chamadas "pautas-bomba".

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Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em ‘bolhas’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Tecnologia Novo Android 17: sistema melhora segurança em celulares e permite abrir aplicativos em 'bolhas' Atualização aposta em multitarefa mais flexível, novos recursos para telas grandes e controles de privacidade específicos. Por Redação g1, g1 — São Paulo

O Google lançou, nesta quinta-feira (17), o Android 17. O novo sistema operacional apresenta uma interface renovada para executar vários aplicativos ao mesmo tempo e aprimora a segurança dos celulares compatíveis.

Visualmente, o Android 17 traz poucas mudanças em relação à versão anterior. O principal destaque é a possibilidade de transformar qualquer aplicativo em uma “bolha” flutuante.

Segundo o Google, basta tocar e segurar o ícone de um aplicativo para que ele seja aberto sobre os demais, sem ocupar toda a tela.

Em aparelhos com telas maiores, como tablets e celulares dobráveis, há uma área dedicada a esses aplicativos em formato de bolha no canto inferior direito — semelhante à barra de tarefas do Windows, onde ficam os programas abertos.

Outro recurso que aproveita as telas maiores é uma interface de jogos, exclusiva para celulares dobráveis. Ao abrir um jogo, o usuário pode mantê-lo em uma das metades da tela enquanto utiliza um controle virtual na outra.

Por fim, um novo recurso permite usar o gravador de tela nativo para reagir a conteúdos exibidos no celular. A ferramenta recorta automaticamente a imagem da pessoa, permitindo que o usuário comente o que aparece ao fundo.

Compartilhamento de localização: agora o usuário pode compartilhar a localização exata do celular ou tablet com aplicativos por tempo limitado;Compartilhamento de contatos: uma nova opção permite que os aplicativos acessem apenas contatos selecionados, em vez de toda a lista do aparelho;Celular roubado ou perdido: o Android 17 melhorou a interface em que o usuário indica que o aparelho foi perdido ou roubado, bloqueando o dispositivo para que ele só possa ser desbloqueado com a impressão digital ou o reconhecimento facial do proprietário;Tentativas de desbloqueio: em celulares roubados, o sistema reduz o número de tentativas de desbloqueio por senha e passa a exibir quantas ainda restam.

Neste momento, apenas os celulares Pixel, vendidos diretamente pelo Google e ainda não lançados oficialmente no Brasil, têm acesso ao sistema. Para aparelhos comercializados no país, o cronograma de atualização varia conforme a fabricante e, em alguns casos, a operadora.

Marcas populares como Samsung, Xiaomi e Motorola costumam liberar pouco tempo depois da disponibilidade global do Google.

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Governo vai encerrar subsídios a combustíveis se petróleo estabilizar perto de US$ 80, diz Ceron

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O Brasil deve encerrar medidas de subsídios aos preços de combustíveis, incluindo diesel e gasolina, caso a cotação do petróleo se estabilize em cerca de US$ 80 o barril, na esteira de um acordo sinalizado pelos Estados Unidos com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, à Reuters.

Em entrevista à agência de notícias, Ceron afirmou que o fim da guerra também tende a melhorar as projeções de inflação e reduzir a pressão sobre os juros futuros — ou seja, diminuir a projeção de alta das taxas à frente.

Esse cenário, disse o secretário-executivo da Fazenda, abriria espaço para o Banco Central cortar ainda mais os juros, além de reduzir os custos da dívida pública.

O secretário disse que os próximos 30 dias serão de observação para avaliar a consolidação desse cenário, destacando a necessidade de cautela diante de uma guerra que provocou oscilações não apenas no preço do petróleo, mas também em indicadores como juros e câmbio.

“Se o preço se estabilizar [em torno de US$ 80 o barril], realmente não há necessidade de continuidade das medidas. A gente vai retirar por prudência, com toda certeza”, ele disse.

Desde o início da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o governo anunciou uma série de medidas emergenciais para conter os efeitos da alta do petróleo, com reduções de impostos e subsídios sobre diesel, gasolina, querosene de aviação e gás de cozinha.

De modo geral, as medidas foram adotadas com vigência de dois meses, e algumas já foram prorrogadas. A maior parte das iniciativas tem validade até julho, prazo que Ceron considera suficiente para avaliar os efeitos do esperado fim da guerra.

“Tem dois cenários: tentar antecipar o fim das medidas ou deixar elas se extinguirem nos seus prazos de validade”, disse.

O secretário ressaltou que, embora o patamar de US$ 80 o barril represente alta em relação ao preço do petróleo Brent de US$ 70 no início do ano, o real se valorizou no período, com o dólar passando de R$ 5,20 para cerca de R$ 5,00, o que ajuda a compensar parte da pressão sobre a inflação provocada pelo petróleo mais caro.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 5,1% na terça-feira e fecharam a US$ 78,96 o barril, à medida que surgiram detalhes de um acordo provisório para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

Economistas reduziram de forma significativa suas estimativas para o corte de juros neste ano, em meio ao quadro mais desafiador para a inflação.

Segundo Ceron, as projeções para o IPCA (inflação oficial do país) foram principalmente afetadas pela guerra no Irã, refutando que as medidas de estímulo implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenham sido decisivas nesse sentido.

“Se você excluir o impacto da guerra, você não tem um cenário de um estresse inflacionário relevante”, disse.

Com a esperada estabilização do preço do petróleo, a expectativa é de uma rápida reversão das projeções de mercado para a inflação, que haviam se distanciado da meta de 3%, inclusive no longo prazo, o que deve permitir à política monetária ganhar mais espaço para agir, completou Ceron.

Desde o início do mês, bancos têm estimado o impacto conjunto das novas medidas de estímulo anunciadas pelo governo, em meio à estratégia do presidente Lula para a reeleição em outubro.

As projeções apontam para um impulso superior a R$ 200 bilhões neste ano, principalmente por meio de subsídios, garantias e aportes fora do resultado primário, o que pode pressionar a já elevada dívida pública.

“Se fosse verdade que tivesse um estímulo de 2% do PIB… isso colocaria atividade econômica próxima de (uma alta de) 3%”, disse. “Não tem nenhum tipo de estímulo dessa magnitude”, completou, sem precisar um número, mas destacando que indicadores econômicos recentes, como as vendas no varejo, têm mostrado “desaceleração significativa” da atividade.

A Fazenda projeta crescimento do PIB de 2,3% neste ano, dentro de uma faixa de 2,0% a 2,5% que, segundo Ceron, não deve gerar pressão sobre a inflação. O mercado vem há um mês revisando suas estimativas para cima e agora projeta alta de 1,96%, conforme o mais recente boletim Focus do Banco Central.

Segundo Ceron, parte do mercado tem tratado como iguais medidas diferentes, ao misturar ações fiscalmente neutras, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, com outras que estimulam a atividade, ainda que de forma limitada e sem necessariamente pressionar a inflação.

Ele citou como exemplo as linhas de crédito subsidiado para a compra de caminhões e para que motoristas e entregadores de aplicativos adquiram veículos, destacando que, nesses casos, montadoras têm se comprometido a oferecer descontos.

Ceron reconheceu desafios do país na área fiscal e afirmou que é necessário discutir o crescimento das despesas obrigatórias, mas disse que não há margem para propor medidas às vésperas de uma campanha eleitoral.

O secretário afirmou que, na visão do governo, o nível elevado dos juros no Brasil, que pressiona a dívida pública, não pode ser explicado apenas pela situação fiscal, sendo influenciado também por fatores como o baixo nível de poupança no país.

“Não estou negando a importância, tem que avançar no fiscal, mas não é a única pauta”, disse.

Em relação à recente alta nas projeções dos juros futuros no Brasil, Ceron afirmou que o movimento foi impulsionado principalmente por dados que mostraram a força da economia dos Estados Unidos, o que levou a um ajuste nos preços dos ativos em todo o mundo.

Caso o cenário de paz no Oriente Médio se mantenha, a tendência é de queda dos juros nos Estados Unidos, com o Brasil acompanhando esse movimento, afirmou, reiterando que a diferença entre os juros brasileiros e os americanos "não está tão longe do histórico".

O secretário também afirmou ver um maior pessimismo no mercado local em relação ao Brasil, enquanto, no exterior, o país é avaliado de forma mais comparativa com economias semelhantes e com mais cautela.

Ele também afirmou que o país deve realizar uma nova emissão de títulos sustentáveis no segundo semestre e destacou, sem dar detalhes, a possibilidade de novos anúncios durante a visita do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à China neste mês.

Segundo a Reuters, o ministro deve anunciar na viagem que o Brasil pretende emitir seus primeiros títulos da dívida em iuanes, conhecidos como “panda bonds”.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Ministro da Fazenda diz que governo vai propor aumento do limite do MEI e a contratação de mais um funcionário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%MoedasDólar ComercialR$ 5,060-0,52%Dólar TurismoR$ 5,265-0,62%Euro ComercialR$ 5,866-0,64%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa171.090 pts0,85%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho de 2026 — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (17) que o governo vai propor o aumento dos limites de enquadramento do microempreendedor individual. Entretanto, ele não citou valores.

Durante audiência pública nas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, ele disse que também será proposta que o microempreendedor possa contratar mais um funcionário.

"Nós vamos aumentar o limite do MEI junto com o Congresso Nacional, atendendo a um pleito que tem. O MEI vai ter o limite ampliado podendo ter essa contratação de mais um funcionário", disse Durigan, na Câmara dos Deputados.

Pelas regras atuais, os microempreendedores podem contratar até um empregado, e devem ter um faturamento anual de até R$ 81 mil (leia mais abaixo).

🔎O projeto de lei 108, de 2021, que já foi aprovado pelo Senado e está em análise agora na Câmara, propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, também, a contratação de mais um funcionário.

Esse projeto, porém, foi listado pela equipe econômica entre as chamadas "pautas-bomba", ou seja, projetos de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação.

Essa seria a principal pauta-bomba citada pelo governo federal, com impacto de perda de R$ 50 bilhões por ano em arrecadação federal, de um total de R$ 111 bilhões em nove projetos.

Em 2022, o auditor Fernando Mombelli, da Receita Federal, afirmou na Câmara dos Deputados que a correção dos limites do Simples, como propõe, levaria a um aumento da renúncia de arrecadação em R$ 66 bilhões.

Mombelli também citou o exemplo de outros países com regimes favorecidos para micro e pequenas empresas e seus limites.

Brasil = US$ 1 milhão (quase R$ 5 milhões);Canada = US$ 22,5 mil;Israel = US$ 26,5 mil;Portugal = US$ 11 mil;Coreia do Sul = US$ 48 mil eReino Unido = US$ 104 mil.

Estudos apontam que a desoneração oferecida aos microepreendedores individuais como uma da fonte importante de desequilíbrio nas contas públicas brasileiras – que apresenta rombos seguidos, com exceção em 2022 (por mudanças legais), desde 2014.

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Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 10:45

Agro Por que um El Niño intenso deixa safras tropicais vulneráveis Fenômeno é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses. Por Marcelo Teixeira, May Angel

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo — Foto: Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo

É cada vez mais provável que um super El Niño se desenvolva no segundo semestre do ano, elevando as temperaturas, alterando o regime de chuvas e trazendo riscos para as safras em todo o mundo.

Entenda nesta reportagem o que é o El Niño e por que algumas safras em regiões tropicais estão expostas.

O El Niño é um aquecimento periódico da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios, e que ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e tende a durar entre nove e 12 meses.

Esse fenômeno climático geralmente provoca temperaturas mais altas em todo o mundo, secas em regiões como o Sul e o Sudeste da Ásia, a Austrália e a África Austral, e chuvas intensas em outras áreas, incluindo o sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) declarou a chegada do El Niño na semana passada. O órgão também informou que o fenômeno deve se intensificar, com 63% de probabilidade de atingir níveis considerados muito fortes, ou de um “super El Niño”, até 2027.

A seca, o calor e as chuvas excessivas causados pelo El Niño são um duro golpe para os agricultores, que já enfrentam neste ano choques nos preços de fertilizantes e do diesel, provocados pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os preços das commodities agrícolas costumam subir de forma consistente durante episódios anteriores de El Niño.

Todos os episódios fortes de El Niño nos últimos 55 anos reduziram a produção de cacau, de acordo com a empresa de investimentos WisdomTree.

Durante o último El Niño, entre meados de 2023 e meados de 2024, considerado de moderado a forte, a África Ocidental — principal produtora — foi inicialmente atingida por chuvas duas vezes maiores do que o normal, o que deixou as árvores de cacau expostas a uma doença fúngica.

Em 2024, o padrão climático se inverteu e a África Ocidental foi atingida por calor intenso e pelos ventos Harmattan, que estavam excepcionalmente secos e fortes para a época, fazendo com que as árvores enfraquecidas pela doença perdessem suas flores.

"Todo mundo acha que o El Niño está associado apenas a secas na África Ocidental. Isso não é necessariamente verdade. Devido às mudanças climáticas… o resultado, às vezes, é chuva inicial em excesso. No momento, essa é minha maior preocupação", disse Jim Roemer, da consultoria Best Weather.

Cerca de metade do cacau mundial é cultivado na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores do mundo. O Equador, o terceiro maior produtor normalmente, enfrenta chuvas excessivas durante os episódios de El Niño.

Os preços do cacau quase triplicaram em 2024 após a quebra da safra na África Ocidental. Eles alcançaram níveis recordes, superando US$ 12.000 por tonelada métrica no fim do ano, tornando o ingrediente do chocolate mais caro do que muitos metais industriais.

O El Niño é especialmente problemático para o café robusta, pois costuma trazer temperaturas mais altas e reduzir as chuvas no Vietnã e na Indonésia — primeiro e terceiro maiores produtores do mundo — a partir de meados do ano.

As condições climáticas adversas afetam os dois países — que, juntos, respondem por cerca de 50% da produção mundial de robusta — durante a fase de desenvolvimento da cultura. Os efeitos são sentidos a partir do quarto trimestre, durante a colheita.

"A seca no Vietnã e na Indonésia pode reduzir significativamente a produtividade do café robusta", afirmaram analistas do Citi.

No caso do café arábica, cuja produção tem quase metade proveniente do Brasil, o impacto do El Niño é mais sutil.

Carlos Santana, diretor comercial da Eisa, subsidiária da trading Ecom, disse que o El Niño pode inicialmente ser positivo para a safra que o Brasil colhe atualmente, já que temperaturas mais altas poderiam impedir geadas no inverno.

A longo prazo, porém, o El Niño costuma trazer seca e calor às regiões cafeeiras do Brasil no quarto trimestre, quando a próxima safra se desenvolve, o que pode prejudicar a produção em 2027.

No caso do açúcar, uma das commodities agrícolas mais negociadas, o El Niño costuma trazer chuvas excessivas no segundo semestre do ano, o que pode atrapalhar a colheita e reduzir a qualidade da safra no Brasil, principal produtor mundial.

Na Índia, segundo maior produtor de açúcar, e na Tailândia, segundo maior exportador, por outro lado, o fenômeno costuma reduzir as chuvas durante a monção de verão.

A Índia espera que a monção de 2026 traga o menor volume de chuvas em 11 anos, com precipitações durante o período de desenvolvimento da safra, de junho a setembro, estimadas em cerca de 90% da média.

Carlos de Mello, diretor de açúcar da corretora Hedgepoint, estima que mesmo um El Niño moderado pode reduzir a produção da Índia em cerca de 1 milhão de toneladas.

A longo prazo, as chuvas acima da média que o El Niño costuma trazer para as regiões açucareiras do Brasil podem ajudar a safra do próximo ano.

Mello, da Hedgepoint, afirmou que, de modo geral, é “difícil imaginar um cenário de alta no mercado com o El Niño”, devido aos potenciais efeitos positivos para a safra brasileira de açúcar de 2027.

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Dólar abre em alta, com decisões de juros do Brasil e dos EUA no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (17) em alta, com um avanço de 0,15% perto das 9h, cotado a R$ 5,0940. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A "Superquarta", momento em que os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros, é o principal destaque da sessão. O mercado espera a manutenção da taxa básica americana por parte do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meio aos sinais de preços ainda elevados no país. Já por aqui, a estimativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

🔎 A política de juros nos EUA também tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio e no nível de investimento estrangeiro no país.

▶️ O novo acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã também fica no radar. O entendimento incluiria, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o tratado também deixa "bem claro" que Teerã não terá armas nucleares, mas reiterou que o entendimento ainda não é final. (entenda mais abaixo)

As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quarta-feira.

Por aqui, a expectativa é que o Copom faça mais uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) das taxas básicas, levando a Selic para 14,25% ao ano.

Segundo analistas da XP Investimentos, o cenário de inflação se deteriorou desde a última reunião do colegiado, em meio a choque globais de oferta, o aquecimento da atividade doméstica e a interrupção do ciclo de valorização vivido pelo real.

"[Isso] deve levar o Copom a elevar sua projeção para o IPCA [inflação oficial do país] no quarto trimestre de 2027 de 3,5% para 3,6%, e promover mais um corte de 0,25 p.p., para 14,25%, mantendo alguma flexibilidade para ajustes adicionais, mas com comunicação cautelosa e menos inclinada a sinalizar novos passos", afirmaram analistas da XP em relatório.

Já nos Estados Unidos, há grande expectativa dos investidores para a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que realiza, hoje, a primeira reunião da gestão de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a presidência do Fed.

As projeções indicam para mais uma manutenção das taxas básicas americanas, mantendo os juros do país em níveis ainda elevados.

➡️ O cenário de juros altos nos EUA tem diferentes reflexos no mundo — inclusive no Brasil. Isso porque, com juros mais altos, investidores estrangeiros tendem a realocar recursos para a maior economia do mundo, em busca de rendimentos maiores e maior segurança.➡️ Com isso, o dólar tende a se valorizar em relação às moedas de outras economias do mundo — incluindo o real — e a bolsa de valores brasileira tende a cair.➡️ Quando o dólar está mais alto, produtos importados ficam mais caros no Brasil, o que pode pressionar a inflação doméstica, especialmente em itens como combustíveis e eletrônicos. Com preços mais altos por aqui, a tendência é que esse cenário também resulte em juros mais elevados no Brasil, encarecendo o crédito e limitando o crescimento da economia.

Os EUA e o Irã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no último domingo (14). O memorando de entendimento foi assinado na segunda-feira e a expectativa é que o texto seja divulgado após uma cerimônia presencial, na sexta-feira. (acompanhe os principais acontecimentos)

Os detalhes do acordo ainda não foram totalmente divulgados. Segundo a mídia internacional, o memorando de entendimento deve prever:

um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;a reabertura imediata do Estreito do Ormuz — que, segundo Trump, deve ficar para sexta-feira, para que minas sejam retiradas do local;o Irã também não deverá cobrar taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;que os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;que sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;que o Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

Questionado sobre um dos pontos do acordo, o fim das sanções econômicas contra o regime iraniano, Trump disse que ele não será imediato e que isso será debatido pelos dois países posteriormente.

O republicano ainda afirmou, nesta quarta-feira, que apesar de os dois países terem chegado a um acordo, as negociações ainda não acabaram e que pode voltar a atacar o Irã caso não fique satisfeito.

"É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?", declarou em entrevista coletiva na cúpula do G7, na França.

A cúpula do G7 deu a Trump a oportunidade de apresentar seu acordo com o Irã aos aliados Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão.

Em comunicado, os líderes afirmam: "Ressaltamos a necessidade de negociação… para abordar as ameaças representadas pelo Irã na região e além, e garantir que eles jamais obtenham uma arma nuclear".

Na Ásia, a maioria das ações fechou em alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelo setor de tecnologia. O CSI300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, avançou 0,97%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,74%. Já o Hang Seng teve queda de 0,74%.

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‘Prévia do PIB’ do Banco Central tem alta de 0,5% em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 09:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,39%Dólar TurismoR$ 5,2980,51%Euro ComercialR$ 5,9040,59%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.648 pts-0,45%Oferecido por

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (17), mostrou expansão de 0,5% em abril, na comparação com o mês anterior.

O resultado representa melhora em relação a março, quando houve retração de 0,2% no indicador.Foi o maior aumento desde fevereiro, quando foi registrada alta de 0,6%.

Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na parcial do ano, o indicador avançou 1,3% e, em 12 meses até abril, teve aumento de 1,6%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

Divulgação — Foto: Indústria paranaense intensifica investimentos em qualificação, automação, eficiência energética.

A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.

Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa básica de juros, a Selic está, atualmente, em 14,5% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente.

O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,96% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%.

▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um "elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)".

▶️Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no fim de abril, o BC informou que o chamado "hiato do produto" segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Os resultados do IBC-Br são considerados a "prévia do PIB". Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

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