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‘Tira-teima’ da Copa escaneou jogadores para ficar mais preciso; veja como ele funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 02:46

Tecnologia 'Tira-teima' da Copa escaneou jogadores para ficar mais preciso; veja como ele funciona Atletas das 48 seleções foram fotografados em uma cabine com dezenas de câmeras de alta resolução. Imagens serviram para criar versões animadas que consideram altura e tamanho dos pés para facilitar análise de possíveis lances de impedimento. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Os jogos da Copa do Mundo de 2026 ganharam um sistema de "tira-teima" que permite reproduzir mais fielmente as situações de possível impedimento.

Até então, replays animados mostravam jogadores com o mesmo tamanho, o que não correspondia exatamente à jogada real e podia gerar dúvidas em lances mais complexos.

Nesta Copa, cada atleta passou a ser representado com suas dimensões reais, o que facilita a análise na cabine do VAR e dá mais clareza para quem assiste à partida.

Antes do início do torneio, os jogadores das 48 seleções foram fotografados em uma cabine com 36 câmeras com resolução 4K. As imagens ajudaram a criar um avatar 3D exclusivo para cada um deles.

Cada jogador fica na cabine por cerca de 30 segundos, desde o tempo de preparação até a captura da foto em si, que leva menos de um segundo, segundo a Lenovo, parceira da FIFA na criação do sistema.

Depois, algoritmos de inteligência artificial criam versões animadas que consideram detalhes como a altura e o tamanho dos pés do atleta, o que é ignorado em modelos mais antigos.

"É possível interpretar textura, postura, movimentação e replicar no avatar. É mais do que uma foto 3D, é efetivamente a replicação do jogador em um ambiente digital", disse Valério Mateus, gerente-geral de Serviços e Soluções da Lenovo para a América Latina.

Jogadores das 48 seleções foram fotografados em cabine antes do início da Copa — Foto: Divulgação/Lenovo

O sistema dos avatares em 3D não determina se um jogador está ou não em situação de impedimento — essa função permanece com o árbitro do VAR —, mas ajuda quem está na cabine a tomar decisões com mais rapidez.

"O VAR tem a possibilidade de olhar para entender se tinha um pé ou um ombro à frente e rotacionar a imagem para ver a partir de outro ângulo se houve um toque em um lance de falta, por exemplo", disse Valério.

O novo "tira-teima" também é útil porque deixa mais claro para os torcedores o motivo para o VAR ter tomado uma determinada decisão, disse o diretor de Inovação da Fifa, Johannes Holzmüller, em um evento realizado pela entidade no início de junho.

"Melhoraremos os replays em 3D, onde os jogadores são realmente parecidos e fica óbvio quais estão em posição de impedimento", afirmou.

Esse sistema já tinha sido testado em dezembro de 2025, na partida entre Flamengo e Pyramids, do Egito, válida pela terceira fase da Copa Intercontinental da FIFA.

Além dos avatares, a Copa de 2026 traz uma evolução nas câmeras usadas por árbitros. As gravações passaram a ser estabilizadas em tempo real por meio de inteligência artificial.

Como o árbitro se movimenta bruscamente, as versões anteriores sofriam com o desfoque e tremores, o que era desconfortável para quem está assistindo. Com menos balanço, as transmissões podem aproveitar mais o ângulo de quem está dentro do campo.

Fotos em cabine permitem escanear vários ângulos de jogadores para criar versões animadas — Foto: Reprodução

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Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Tecnologia Apple deve aumentar preços por conta de alta nos custos de chips, diz jornal Em entrevista ao Wall Street Journal, o CEO da Apple, Tim Cook, disse que os reajustes são inevitáveis. O iPhone 18 Pro, previsto para setembro, pode ficar até US$ 200 mais caro, segundo projeção do jornal. Por Redação g1 — São Paulo

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

A Apple planeja aumentar os preços de seus produtos por conta do aumento dos custos com chips de memória. A declaração foi feita pelo CEO da empresa, Tim Cook, ao Wall Street Journal.

"Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", disse Cook. "Estamos fazendo o possível para mitigar os enormes aumentos que estão sendo repassados para nós e tentando proteger os nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável".

O executivo não deu detalhes sobre quando o aumento de preços será aplicado nem quais produtos serão afetados.

A empresa deve lançar em setembro o iPhone 18 e apresentar o primeiro modelo dobrável da linha, segundo o WSJ. Mas a reportagem indicou que o aumento de preços pode chegar ainda antes, para modelos de Mac e iPad.

O preço do iPhone 18 Pro subiria de US$ 1.099 para US$ 1.299 caso a fabricante decida manter a sua margem de lucro, segundo projeção da consultoria TechInsights feita ao Wall Street Journal.

A oferta de chips de memória tem diminuído à medida que fabricantes direcionam seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.

Cook afirmou que os chips de armazenamento também são um problema, mas são os chips de RAM que causam mais preocupação.

🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para "memória de acesso aleatório") guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente.

Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.

O CEO da Apple disse ainda que consumidores querem comprar celulares e outros aparelhos, mas "os fabricantes de memória estão repassando aumentos de preços exorbitantes". E afirmou que ainda não visto um aumento de preços de matéria-prima como esse.

"Essa é uma enchente que acontece uma vez a cada cem anos", afirmou. "Precisamos, sem dúvida, que os preços e a oferta de memória voltem a níveis razoáveis aos produtos de consumo. Essa é a questão fundamental".

O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda da história em 2026, disse a consultoria IDC, em projeção divulgada em fevereiro. A expectativa é de que fabricantes somem 1,1 bilhão de unidades vendidas em todo o mundo este ano, 12,9% menos do que em 2025.

Na ocasião, a consultoria afirmou ainda que a situação não deverá melhorar até meados de 2027. E projetou que, em 2027, as vendas crescerão apenas 2% e, em 2028, terão uma recuperação, com alta de 5,2%.

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Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 36 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.019 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 36 para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (18), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Labubu chega ao Brasil nesta quinta com bonecos a partir de R$ 299,99

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

Os bonecos Labubu já podem ser comprados oficialmente no Brasil. O anúncio foi feito pela Candide, responsável pela distribuição dos produtos da empresa chinesa Pop Mart.

A chegada estava prevista para 5 de junho, mas a data foi alterada, e os bonecos Labubu só passaram a ser vendidos no país nesta quinta-feira (18). Além deles, também foram lançados itens das linhas Hirono, Crybaby, Skullpanda, Meninas Superpoderosas, Pucky e Nyota.

As vendas começam simultaneamente em 20 lojas distribuídas por 11 estados brasileiros. Todas são especializadas em itens colecionáveis:

Distrito Federal: no ParkShopping em Brasília (DF);Rio de Janeiro: no Shopping Leblon e Barra Shopping no Rio de Janeiro (RJ) e Plaza Shopping em Niterói (RJ);São Paulo: no Shopping Anália Franco, Shopping Bourbon, Shopping Eldorado, Shopping Pátio Higienópolis, Shopping Marketplace, Shopping Iguatemi, além de uma loja no bairro da Liberdade e outra nos Jardins;Minas Gerais: no BH Shopping;Bahia: Salvador Shopping;Pernambuco: Shopping RioMar Recife;Amazonas: no bairro Nossa Senhora das Graças, em Manaus (AM);Espírito Santo: no Shopping Vila Velha;Santa Catarina: no Balneário Shopping, em Balneário Camboriú (SC);Paraná: no Park Shopping Barigui em Curitiba (PR);Rio Grande do Sul: Shopping Iguatemi em Porto Alegre (RS).

Os Labubus são bonecos de pelúcia com aparência excêntrica e dentes serrilhados, criados em 2015 pelo artista de Hong Kong Kasing Lung.

Eles viraram febre nos últimos meses, primeiro entre celebridades. Rihanna, Maya Massafera, Virginia Fonseca e Marina Ruy Barbosa já apareceram com os bonecos pendurados em bolsas.

Os originais são vendidos em caixas-surpresa, o que significa que o comprador só descobre qual personagem recebeu depois de abrir a embalagem. Dependendo da sorte, é possível tirar desde modelos comuns até versões raras da coleção.

Após a parceria com a Pop Mart, os personagens ajudaram a fabricante chinesa a faturar mais de US$ 2,3 bilhões, segundo a Forbes.

Até então, os produtos da Pop Mart não eram vendidos oficialmente no Brasil. Com a febre dos bonecos nas redes sociais, versões falsificadas passaram a ser facilmente encontradas no país.

Enquanto um Labubu original chegou a custar US$ 300 (cerca de R$ 1,6 mil) em junho do ano passado, era possível encontrar réplicas na região da 25 de Março por preços entre R$ 65 e R$ 250, como mostrou o g1 em junho de 2025.

"Chegou a hora de oferecer essa experiência de forma oficial, com acesso amplo e a qualidade que a marca representa", disse Moise Candi, CEO da Candide.

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Move Aplicativos: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para motoristas de app

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/06/2026 00:44

Carros Move Aplicativos: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para motoristas de app Programa do governo começa nesta sexta-feira (19) e tem juros mais baixos, mas planejamento financeiro ainda é requisito para aprovação dos bancos. Veja como aumentar as chances. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

BYD Dolphin Mini é dos veículos que se encaixam no critério do Move Aplicativos — Foto: Divulgação / BYD

A partir desta sexta-feira (19), os motoristas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Táxi e Aplicativos (também chamado de Move Aplicativos) podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra do carro zero km.

A iniciativa do governo direciona uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para incentivar financiamento a motoristas de aplicativo e taxistas.

O Move Aplicativos promete juros menores para a aquisição de automóveis novos de até R$ 150 mil. Entre os requisitos, os motoristas de app precisam ter mais de 12 meses na plataforma e mais de 100 corridas nesse período para ter direito ao programa. (veja as regras aqui)

Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.

Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.

Para entender como motoristas e taxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro. Também há simulações que mostram que o programa pode diminuir em alguns casos R$ 17 mil no custo total na compra de um carro novo.

O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.

Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.

“Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira", detalha o planejador.

Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.

O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.

Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.

🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.

O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.

O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.

“No caso dos motoristas de aplicativo, esse cuidado é ainda mais importante porque a renda costuma variar ao longo dos meses”, diz Soares

Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.

Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil.

Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:

Declaração do Imposto de Renda;Extratos bancários recentes;Histórico completo de movimentação da conta corrente;Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.

Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.

Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.

Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.

“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica.

🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do motorista.

Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.

Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo;Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.

Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.

"O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento. ", ressalta Soares.

Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.

A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.

Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para protegar o motorista contra imprevistos de manutenção.

“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha.

Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.

"A taxa do programa, entre 11,5% e 12,6% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física", explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.

Na prática, segundo o especialista, essa vantagem permite que, em um financiamento de 48 parcelas com 50% de entrada, a economia em juros pagos possa ultrapassar R$ 17 mil para um carro com preço de R$ 150 mil.

🔎 Embora o programa ofereça facilidades, é preciso atenção aos detalhes contratuais. "A carência de 6 meses ajuda o caixa do motorista no início, mas os juros incidem sobre o saldo devedor nesse período”, diz Castro

Por fim, a estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade.

Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor", explica.

🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação para o motorista.

Veja abaixo a simulação de financiamento de um Volkswagen Virtus 170 TSI; a economia no final em juros é de mais de R$ 20 mil. Vale lembrar que o programa prevê taxas de juros diferentes para homens e mulheres:

O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.

O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro.

O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.

🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.

Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

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Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,50% para 14,25% ao ano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 19:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,1080,42%Dólar TurismoR$ 5,3010,06%Euro ComercialR$ 5,870-0,57%Euro TurismoR$ 6,120-0,7%B3Ibovespa168.454 pts-0,7%Oferecido por

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (17) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime pelo comitê.

"O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos efeitos já materializados desses conflitos até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz a nota do BC.

A maior parte dos analistas do mercado financeiro já projetava, na semana passada, um novo corte de juros pelo Banco Central nesta quarta.

"Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura", afirmou o Copom.

Após o anúncio do fechamento de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, na noite de domingo (14), a expectativa de uma nova redução da taxa básica da economia se consolidou.

A maioria do mercado projetou um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano – o que se confirmou. É a terceira redução seguida no juro.

"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", disse a nota do Copom.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

➡️Após a diminuição das tensões no Oriente Médio, com desobstrução do estreito de Ormuz, o preço do petróleo já teve queda no início desta semana, o que atenua a pressão de alta nos combustíveis e, consequentemente, na inflação.

➡️O resultado da inflação oficial em maio também foi considerado positivo por analistas, uma vez que a alta de 0,58% mostrou desaceleração em relação aos 0,67% registrados em abril. O Copom indicou que vai calibrar a Selic à medida que a inflação passe a convergir com a meta.

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,10%, ou seja, acima da meta central de 3%.

➡️Na ata de sua última reunião, realizada no fim de abril, o BC informou que o aumento das expectativas de inflação do mercado não impediram o último corte de juros porque o "período prolongado" de manutenção da taxa em 15% ao ano, o mais alto em 20 anos, gerou desaceleração da economia e criou condições para que essa redução seja compatível com a redução das expectativas de inflação nos próximos anos.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o BC, naquele momento.

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Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 19:50

Política Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete Relatório prevê piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias. Proposta ainda será analisada pelo Senado. Por Paloma Rodrigues, Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e g1 — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) uma medida provisória que prevê anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. (veja mais abaixo)

A anistia foi incluída pelo relator do projeto na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), por meio de um "jabuti" – a inclusão de um tema estranho ao contéudo original da proposta.

Inicialmente, a medida provisória apresentada pelo governo focava no endurecimento da fiscalização pelo descumprimento do piso mínimo de frete e cria um controle obrigatório das operações de transporte (CIOT).

A proposta agora será enviada ao Senado. Como foi modificada pelos deputados, caso aprovada pelos senadores, precisará ser sancionada pelo presidente Lula.

O texto foi aprovado na comissão mista formada por deputados e senadores ainda nesta tarde e seguiu para o plenário da Câmara.

Trovão apresentou uma complementação de voto nesta tarde e incluiu pontos como a possibilidade de subcontratação de transportador autônomo (TAC).

Outro trecho incluído foi a redução de prazo de adaptação de 90 para 60 dias no caso de obrigações que dependam de regulamentação específica, integração tecnológica, habilitação de sistemas, adequação cadastral entre outros.

O relatório estabelece o piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias, consideradas quando o motorista precisa permanecer fora da matriz da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.

O projeto também perdoou multas aplicadas aos caminhoneiros pela paralisação de 2022, realizadas em todo o país, após as eleições presidenciais.

Segundo o relator, as multas aplicadas foram injustas, dado que muitos caminhoneiros não aderiram ao movimento, mas não tinham como se locomover diante do bloqueio das estradas.

"A paralisação não foi feita nem pelos caminhoneiros, foi feita por pessoas que foram para cima da pista e bloquearam a passagem dos caminhoneiros. Esta é a anistia que está sendo dada. Tem caminhoneiro que foi multado em R$ 3 milhões e o cara nem estava lá parado porque ele queria, ele não conseguia passar”, disse o deputado.

O texto aprovado não incluiu a suspensão de processos judiciais, item que chegou a ser proposto pelo relator durante a discussão na comissão.

O projeto anula as multas aos transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas decorrentes das manifestações em 2022, inclusive as já inscritas em dívida ativa e com cobranças em andamento.

O texto torna obrigatório registrar toda operação de transporte com um código, chamado Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot)

O registro, segundo o texto, deve conter dados do contratante, do transportador, o valor do frete e a forma e prazo de pagamento.

O objetivo é reunir informações sobre contratantes, transportadores, carga, valores e condições de pagamento, ampliando a rastreabilidade das transações no setor.

Texto torna obrigatório registro de toda operação de transporte com código único — Foto: Reprodução/Internet

O texto reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O valor do frete deverá refletir os custos operacionais reais e terá caráter vinculante, ou seja, seu descumprimento passa a gerar sanções.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará responsável por atualizar os pisos periodicamente e sempre que houver variações relevantes no preço do combustível.

O relatório estabelece um escalonamento de penalidades para quem contratar frete abaixo do mínimo legal:

multa elevada, que pode chegar a R$ 1 milhão; suspensão do registro do transportador; cancelamento do registro em casos de reincidência grave.

As regras também passam a atingir intermediadores e plataformas digitais que ofertem serviços em desacordo com o piso.

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STF ajusta responsabilização das big techs; não cabe mais recursos da decisão dos ministros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 17:48

Política STF ajusta responsabilização das big techs; não cabe mais recursos da decisão dos ministros STF fixou um prazo de 60 dias para a implementação das obrigações impostas aos provedores. Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado. Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira (17) ajustes na decisão que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo que publicam. 

Por unanimidade, o Supremo também decidiu declarar o trânsito em julgado das ações, portanto, não há mais chances de questionamentos contra o entendimento fechado.

Ficou fixado um prazo de 60 dias para a implementação das obrigações impostas aos provedores. Isso vale para a adoção de ações do chamado dever de cuidado, que inclui medidas para reduzir riscos de ofensas a direitos fundamentais e combate a atos ilícitos, autorregulação e disponibilização de canais de atendimento específicos para pedidos de retirada de conteúdos.

Os ministros julgaram recursos das plataformas que questionaram o entendimento da Corte que amplia a responsabilidade sobre o conteúdo que publicam. Entre os recursos estão questionamentos apresentados pelo Facebook e pelo Google.

Os ministros fixaram um prazo de 60 dias para que os provedores adotam as novas regras e também esclarecerem obrigações que terão que ser adotadas. A chamada tese, reúne as regras que terão que ser seguidas por toda a Justiça em território brasileiro.

Os provedores poderão ter responsabilidade solidária quando não atuarem nos casos de contas denunciadas como não autênticas.

As empresas podem deixar de ser responsabilizadas por conteúdo do usuário se ficar comprovada dúvida razoável sobre casos de crimes ou atos ilícitos, sem prejuízo do dever de remoção do conteúdo.

Ficou decidido que há presunção relativa de culpa do provedor de aplicações de internet em caso de conteúdos ilícitos quando se tratar de anúncios e impulsionamentos pagos; ou mecanismos artificiais de disseminação inorgânica de conteúdos ilícitos.

Nesses casos, a responsabilização não depende de notificação. Os provedores ficarão excluídos de responsabilidade se comprovarem que atuaram diligentemente e em tempo razoável para tornar indisponível o conteúdo.

O Supremo definiu ainda que a responsabilidade dos provedores pelo chamado dever de cuidado ocorre quando há configuração de falha sistêmica, quando deixa de atuar de forma responsável, transparente e cautelosa.

Supremo Tribunal Federal concluiu julgamento sobre o Marco Civil da Internet — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O responsável pela publicação do conteúdo removido pelo provedor de aplicações de internet poderá requerer judicialmente o seu restabelecimento, mediante demonstração da ausência de ilicitude. Ainda que o conteúdo seja restaurado por ordem judicial, não haverá imposição de indenização ao provedor

Os provedores de aplicações de internet deverão editar autorregulação que abranja, necessariamente, sistema de notificações, devido processo e relatórios anuais de transparência em relação a notificações extrajudiciais, anúncios e impulsionamentos.

Deverão, igualmente, disponibilizar a usuários e a não usuários canais específicos de atendimento, preferencialmente eletrônicos, que sejam acessíveis e amplamente divulgados nas respectivas plataformas de maneira permanente. As regras deverão ser publicadas e revisadas periodicamente, de forma transparente e acessível ao público.

Os provedores de aplicações de internet com atuação no Brasil devem constituir e manter sede e representante no país, cuja identificação e informações para contato deverão ser disponibilizadas e estar facilmente acessíveis nos respectivos sítios.

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Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na primeira decisão com Warsh na presidência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,079-0,16%Dólar TurismoR$ 5,275-0,43%Euro ComercialR$ 5,868-0,63%Euro TurismoR$ 6,116-0,76%B3Ibovespa170.054 pts0,24%Oferecido por

O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,50% e 3,75% ao ano, em decisão unânime e em linha com as expectativas do mercado, na estreia de Kevin Warsh na presidência do banco central.

O Fed afirmou que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, com mercado de trabalho estável e inflação ainda acima da meta de 2%, em parte por causa da alta dos preços da energia associada ao conflito no Oriente Médio.

Na semana passada, Donald Trump voltou a defender juros mais baixos, mas disse que quer que Warsh “faça o que quiser”, em meio à troca de comando após meses de atritos com o ex-presidente do Fed, Jerome Powell.

Dados recentes mostram uma economia ainda aquecida, com criação de 172 mil vagas em maio, desemprego em 4,3%, inflação acumulada de 4,2% em 12 meses e núcleos de inflação ainda acima da meta, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo.

Juros altos nos Estados Unidos tornam os títulos públicos americanos mais atraentes, fortalecem o dólar e podem reduzir o fluxo de recursos para países como o Brasil, dificultando a queda dos juros brasileiros e aumentando a pressão sobre a inflação.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursa durante cerimônia de posse no Salão Leste da Casa Branca, em Washington, em 22 de maio de 2026. Foto de arquivo. — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — o menor nível desde setembro de 2022. O anúncio, feito nesta quarta-feira (17), veio em linha com as expectativas do mercado e foi aprovado por unanimidade pelos integrantes do comitê.

Esta foi a quarta reunião consecutiva em que o Fed deixou os juros inalterados. O encontro também marcou a estreia de Kevin Warsh no comando da autoridade monetária.

Indicado pelo presidente Donald Trump, ele tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos após uma cerimônia na Casa Branca (leia mais abaixo).

A guerra no Oriente Médio e a alta dos preços da energia continuaram entre as principais preocupações do Fed. Mas, diante de uma economia que segue aquecida e de uma inflação ainda acima da meta, os desafios do banco central americano vão além do conflito, incluindo pressões persistentes sobre os preços e questões ligadas à nova gestão de Warsh.

➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Esta é a 12ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou, em comunicado, que a economia americana continua crescendo em ritmo sólido, apesar das incertezas elevadas associadas, em parte, ao conflito no Oriente Médio.

Segundo o colegiado, os investimentos das empresas e os ganhos de produtividade seguem fortes, enquanto o mercado de trabalho permanece estável, com a geração de empregos acompanhando o crescimento da força de trabalho.

O comitê também destacou que a inflação continua acima da meta de 2% e atribuiu parte das pressões recentes a choques de oferta que elevaram os preços em alguns setores, especialmente o de energia.

“A inflação permanece elevada em relação à meta de 2% do Comitê, refletindo em parte choques de oferta que impulsionaram aumentos de preços em determinados setores, incluindo energia”, diz o texto do colegiado.

Ao decidir, por unanimidade (12 votos a 0), manter os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, o Fomc reafirmou seu compromisso com os dois principais objetivos do Federal Reserve: manter a inflação sob controle e preservar um mercado de trabalho forte.

O colegiado também ressaltou que continuará atento aos riscos para a economia e reafirmou que seu objetivo é garantir a estabilidade dos preços.

A troca de comando no Fed ocorre após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano argumenta que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.

Em entrevista à NBC News na última semana, porém, Trump adotou um tom diferente ao comentar o novo comando do banco central.

O republicano afirmou que quer que Warsh “faça o que quiser”, mas voltou a defender juros mais baixos e criticou a possibilidade de novas altas. Na visão do presidente, a economia americana continua forte, e encarecer o crédito seria uma forma de “punir o sucesso”.

No entanto, dados recentes da economia americana ajudam a explicar por que o Fed enfrenta uma tarefa mais complexa e por que cresce a percepção de que os juros terão de permanecer elevados por mais tempo.

💼 Mercado de trabalho aquecido: a criação de 172 mil vagas em maio e a taxa de desemprego estável em 4,3% — ainda em níveis historicamente baixos — mostram que a economia continua gerando empregos. Ao mesmo tempo, os salários avançam cerca de 3,4% ao ano, sinalizando que a demanda por trabalhadores segue forte.⛽ Pressão nos preços: a inflação voltou a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (CPI), uma das principais medidas do custo de vida, acumula alta de 4,2% em 12 meses, o maior patamar em três anos. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito no Oriente Médio.📈 Inflação ainda distante da meta: mesmo ao excluir itens mais voláteis, como alimentos e energia, os indicadores seguem acima do objetivo de 2% perseguido pelo Fed. O núcleo do CPI está em 2,9%, enquanto o núcleo do PCE — índice de inflação preferido do banco central americano por refletir melhor os hábitos de consumo das famílias — permanece em torno de 3,3%.📉 Crescimento mais moderado: por outro lado, a atividade econômica dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, abaixo dos 2% projetados anteriormente e das expectativas do mercado, indicando desaceleração em relação aos períodos anteriores.

Os juros ainda elevados nos EUA mantêm em níveis atrativos os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos considerados os investimentos mais seguros do mundo.

Com retornos mais altos, esses papéis tendem a atrair recursos de investidores internacionais, fortalecendo o dólar e reduzindo o interesse por aplicações em outros países, como o Brasil.

Embora diversos fatores influenciem esse movimento, a migração de capital para os EUA pode diminuir o fluxo de recursos estrangeiros para o mercado brasileiro, pressionando o real frente à moeda americana.

Um dólar mais forte também encarece produtos e insumos importados, aumentando as pressões sobre a inflação no Brasil. Com isso, o Banco Central brasileiro pode ter menos espaço para reduzir os juros, o que contribui para manter a taxa básica em níveis elevados por mais tempo.

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Governo calcula impacto de R$ 22,4 bilhões com renegociação de dívidas agrícolas em 2027; meta de contas no azul ficaria mais difícil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,057-0,57%Dólar TurismoR$ 5,263-0,65%Euro ComercialR$ 5,863-0,7%Euro TurismoR$ 6,115-0,79%B3Ibovespa171.357 pts1,01%Oferecido por

O ministério da Fazenda estimou nesta quarta-feira (17) que o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado, terá impacto de mais de R$ 22 bilhões em 2027.

O projeto implicará, ainda segundo a Fazenda, em uma nova linha de crédito de R$ 200 bilhões, considerando as dívidas passíveis de enquadramento.

🎯 Os benefícios serão para produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais. (entenda como vai funcionar)

Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Com base no volume de recursos para a nova linha de crédito de R$ 200 bilhões e as premissas acima, o custo total para a União, com impacto no superávit primário pela equalização de juros e pelos encargos, pode chegar a R$ 139,8 bilhões nos 13 anos, sendo R$ 22,4 bilhões em 2027", acrescentou a área econômica, em nota à imprensa.

➡️Com o impacto primário estimado pelo governo de de R$ 22,4 bilhões em 2027, o retorno das contas ao azul ficaria mais difícil ainda no próximo ano (veja mais abaixo nessa reportagem).

Estimativas da Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária (FPA) apontam para um impacto menor, de R$ 65 bilhões em 13 anos; sendo R$ 5 bilhões no primeiro ano e caindo a até R$ 500 milhões no último ano. A carteira a ser renegociada é cerca de R$ 100 bilhões.

Em pauta nos últimos meses, o tema tem gerado tensões entre o governo e o Congresso Nacional. Por ter impacto bilionário nas contas públicas, o projeto é tratado como uma "pauta-bomba" pela área econômica.

🔎Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação ou aumentando gastos públicos.

Robô que 'mora' no campo promete combater pragas e reduzir custos para o produtor rural — Foto: Divulgação/Solinftec

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano de 2027, enviado em abril ao Congresso Nacional, o governo propôs uma meta de superávit para as suas contas no próximo ano.

🔎A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Legislativo.

Se o objetivo fiscal por cumprido, se a diferença entre o que se pretende arrecadar e gastar for positiva, será o primeiro resultado no azul desde 2022.

A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.

Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.

➡️Com a redução do superávit primário em R$ 22,4 bilhões em 2027, conforme previsto pela área econômica por conta da renegociação da dívida agrícola, o retorno das contas do governo ao azul ficaria mais difícil ainda.

➡️Também haveria pressão sobre os limites de gastos dos ministérios, podendo implicar em bloqueios de recursos aos ministérios no decorrer do próximo ano.

Mais cedo, nesta quarta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que o governo "vai achar uma solução junto com o congresso pra estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro".

"Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", acrescentou o ministro da Fazenda, na ocasião.

➡️Ele pontuou que mais de 90% do agronegócio brasileiro não tem problema de endividamento, e disse que é importante olhar para inadimplência usando recursos financeiros, ou seja, sem implicar em pressão adicional sobre os gastos primários dos ministérios.

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