RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Copa à venda? Novo plano comercial da Fifa enfrenta resistência global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 12:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,81%Dólar TurismoR$ 5,272-0,67%Euro ComercialR$ 5,839-0,16%Euro TurismoR$ 6,084-0,11%B3Ibovespa175.469 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,81%Dólar TurismoR$ 5,272-0,67%Euro ComercialR$ 5,839-0,16%Euro TurismoR$ 6,084-0,11%B3Ibovespa175.469 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,067-0,81%Dólar TurismoR$ 5,272-0,67%Euro ComercialR$ 5,839-0,16%Euro TurismoR$ 6,084-0,11%B3Ibovespa175.469 pts0,91%Oferecido por

A proximidade entre Gianni Infantino e Donald Trump alimenta questionamentos sobre conflitos de interesse no plano da Fifa de atrair investidores privados — Foto: Kai Pfaffenbach/REUTERS

"Enquanto vocês dividem, nós unimos", escreveu Gianni Infantino nas redes sociais em 27 de julho, em uma longa mensagem dirigida a seus críticos. Um dia depois, porém, o presidente da Fifa conseguiu unir diferentes setores do futebol internacional contra sua mais recente proposta.

Após reportagens publicadas pelos jornais britânicos The Times e Financial Times, a Fifa confirmou planos para criar uma nova subsidiária, a FIFA Forward Enterprise (FFE). A estrutura permitiria à entidade vender uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados por cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões).

Entre os potenciais investidores estaria a Thrive Eternal, empresa liderada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além das preocupações com possíveis conflitos de interesse decorrentes da proximidade entre Infantino e Trump, críticos apontam falta de transparência, riscos de corrupção e questionam se a Fifa tem legitimidade para tomar uma decisão dessa dimensão sem ampla consulta às entidades do futebol.

"A Copa do Mundo é um dos poucos eventos esportivos verdadeiramente globais, e isso envolve uma responsabilidade que vai além da maximização de receitas", afirmou Bret Myers, professor de negócios esportivos da Universidade Villanova, nos Estados Unidos, à DW.

A proposta segue um modelo comum nos esportes americanos, nos quais a participação de investidores privados é amplamente aceita. A Fórmula 1 passou por um processo semelhante após ser adquirida pela Liberty Media, em 2017. Greg Maffei, ex-presidente-executivo da companhia, atua atualmente como conselheiro comercial da Fifa no projeto da FFE.

"Os esportes da América do Norte operam há muito tempo sob uma lógica mais comercial, baseada em propriedade privada, valorização de franquias e presença de investidores", disse Myers. "No futebol, especialmente na Europa, clubes e competições ainda são vistos como instituições culturais, e não apenas como ativos comerciais."

A proposta de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo renderia repasses a confederações — Foto: Markus Ulmer/Pressefoto Ulmer/picture alliance

Para muitos críticos, a principal preocupação é que a iniciativa represente o primeiro passo rumo a uma eventual privatização da principal competição do futebol mundial.

"Uma participação minoritária é muito diferente de abrir mão do controle", afirmou Myers. "Ainda assim, trata-se de uma mudança significativa na forma como a Copa do Mundo será financiada e explorada comercialmente."

Embora seja formalmente uma organização sem fins lucrativos, a Fifa acumula reservas estimadas em 8 bilhões de dólares (R$ 40 bilhões), impulsionadas pelos resultados da última Copa do Mundo.

Como a missão declarada da entidade é promover o desenvolvimento do futebol, e não maximizar lucros, críticos interpretam a medida também como uma tentativa de ampliar a influência política de Infantino. Outro foco de insatisfação é a ausência de consultas prévias às confederações continentais.

A entidade afirma que os recursos serão reinvestidos no futebol. O principal incentivo oferecido às federações é um repasse linear de 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões) para cada uma das 211 associações nacionais em 2027, valor que subiria para 24 milhões de dólares (R$ 122 milhões) em 2035.

As federações têm até 19 de setembro para informar se aceitam o plano. Caso contrário, esses valores poderão ser reduzidos ou até retirados.

"O presidente controla um enorme volume de recursos e os utiliza para recompensar quem lhe é leal e punir quem não o apoia", afirmou Miguel Maduro, ex-presidente do Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade da Fifa.

Segundo ele, a falta de mecanismos eficazes de controle e fiscalização levanta dúvidas sobre a destinação dos recursos.

"A Fifa poderia fazer muitas coisas positivas com esse dinheiro. Mas não existe um sistema adequado de freios, contrapesos e prestação de contas que garanta que os recursos sejam bem utilizados pelas associações nacionais. Tudo o que aconteceu no passado me deixa desconfiado sobre como esse dinheiro acabará sendo gasto", disse.

A resposta do futebol internacional foi majoritariamente crítica. Federações nacionais, dirigentes e grupos de torcedores rejeitaram a proposta, sobretudo pela falta de consultas prévias.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) afirmou não ter sido consultada e declarou decepção com a forma como o projeto foi apresentado. Ásia e África formam a principal base política de Infantino, reunindo 101 das 211 associações filiadas à Fifa.

Posições semelhantes foram adotadas por federações influentes, entre elas a Federação Alemã de Futebol (DFB).

"Uma linha está sendo ultrapassada. Existe um forte consenso entre as associações nacionais sobre esse tema, como pude constatar em conversas recentes com Aleksander Ceferin e outros colegas", afirmou Hans-Joachim Watzke, vice-presidente da DFB.

A gestão de Infantino já esteve no centro de controvérsias envolvendo o calendário do futebol, a expansão de competições e medidas adotadas em Copas do Mundo, como pausas para hidratação — Foto: Foto: Marco Bader/HMB-Media/IMAGO

A Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) disse estar "profundamente preocupada" com a proposta.

Já a Confederação Africana de Futebol (CAF) convidou suas associaçõesa "examinar" o projeto da Fifa e a "participar do processo de consulta".

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) não se manifestaram até o momento. Anteriormente, a entidade sul-americana demonstrou apoio à reeleição de Infantino.

A União Associações Europeias de Futebol (Uefa) afirmou que "o futebol não pertence à Fifa para ser vendido". A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões entre as duas entidades nos últimos meses.

Miguel Maduro apoia a posição da entidade europeia, mas argumenta que os problemas de governança vão além da atual gestão da Fifa.

"Não acredito que a Uefa enfrente problemas tão graves quanto os da Fifa, mas ela também possui falhas significativas de governança que precisam ser corrigidas", afirmou.

"Substituir apenas Infantino, sem mudar a estrutura que produz esse tipo de liderança, seria remover algumas maçãs estragadas e deixar a árvore intacta."

As críticas da AFC e da Concacaf, responsável pelo futebol da América do Norte, Central e Caribe, podem reforçar a posição da Uefa em uma eventual articulação contra o projeto.

O episódio também pode estimular uma aliança entre confederações continentais para apoiar um adversário de Infantino nas próximas eleições da Fifa ou até levantar a possibilidade de boicotes a competições futuras.

Ainda assim, os valores prometidos às federações podem alterar o cenário político. Maduro avalia que esse tipo de resistência costuma perder força com o tempo.

"Na maioria das vezes, essas declarações surgem sob pressão da opinião pública. Depois, as organizações acabam não levando suas posições adiante", disse.

Segundo ele, a crescente oposição da Uefa também está ligada à defesa de seus próprios interesses econômicos, especialmente da Liga dos Campeões. Caso o projeto avance, Maduro acredita que a Fifa tentará ampliar ainda mais o alcance e a frequência de suas competições.

"Eles vão querer transformar o Mundial de Clubes na principal competição internacional entre clubes, superando a Liga dos Campeões. É isso que tentarão fazer porque estará alinhado aos seus interesses comerciais", afirmou.

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Arrecadação federal soma R$ 264,4 bilhões em junho e bate recorde para o mês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 11:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,78%Dólar TurismoR$ 5,292-0,3%Euro ComercialR$ 5,834-0,24%Euro TurismoR$ 6,0960,08%B3Ibovespa175.209 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,78%Dólar TurismoR$ 5,292-0,3%Euro ComercialR$ 5,834-0,24%Euro TurismoR$ 6,0960,08%B3Ibovespa175.209 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,78%Dólar TurismoR$ 5,292-0,3%Euro ComercialR$ 5,834-0,24%Euro TurismoR$ 6,0960,08%B3Ibovespa175.209 pts0,76%Oferecido por

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 264,4 bilhões em junho deste ano, informou nesta quinta-feira (30) a Receita Federal.

O resultado representa um aumento real de 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 245,5 bilhões (valor corrigido pela inflação).

O valor também foi o maior já registrado para meses de junho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.

➡️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira, com a tributação do do petróleo e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;reoneração gradual da folha de pagamentos;fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);início da taxação das bets;aumento do IOF sobre crédito e câmbio;alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

"O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL. Destaca-se, ainda, recolhimentos atípicos de IRPJ e CSLL no mês de junho e a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

CCJ do Senado aprova PEC da autonomia financeira do Banco Central — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

➡️Segundo a Receita Federal, a arrecadação recorde em junho também é resultado da tributação e da disparada do preço do petróleo.

Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como "royalties" e extração.

➡️Somente em junho, o imposto de exportação sobre o petróleo arrecadou R$ 3,8 bilhões e as receitas não administradas (que englobam royalties, concessões, permissões e cotas-parte e compensações financeiras pela exploração de recursos naturais, entre outros) tiveram aumento de R$ 1,2 bilhão.

Nos seis primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 1,59 trilhão — sem a correção pela inflação.

Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 1,6 trilhão de janeiro a junho, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,51 trilhão.

Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.

Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

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Dívida pública federal sobe 2,6% em junho e atinge R$ 9,27 trilhões, diz Tesouro Nacional

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 10:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,7%Dólar TurismoR$ 5,293-0,29%Euro ComercialR$ 5,836-0,21%Euro TurismoR$ 6,0940,05%B3Ibovespa174.438 pts0,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,7%Dólar TurismoR$ 5,293-0,29%Euro ComercialR$ 5,836-0,21%Euro TurismoR$ 6,0940,05%B3Ibovespa174.438 pts0,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,073-0,7%Dólar TurismoR$ 5,293-0,29%Euro ComercialR$ 5,836-0,21%Euro TurismoR$ 6,0940,05%B3Ibovespa174.438 pts0,32%Oferecido por

A dívida pública federal cresceu 2,6% em junho e atingiu R$ 9,27 trilhões, informou nesta quarta-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em maio, o endividamento estava em R$ 9,03 trilhões.

A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições.

De acordo com o Tesouro, a dívida subiu em junho por conta da emissão de R$ 149,6 bilhões em títulos públicos no mercado interno. Os resgates desses papéis somaram valor menor no mês passado: R$ 7,33 bilhões.

Segundo o governo, o custo médio das emissões em oferta pública da dívida pública apresentou redução, passando de 14,19%, em maio, para 14,20% ao ano em junho.

Já o prazo médio da dívida pública apresentou queda, passando de 4,07 anos, em maio, para 4,01 anos, em junho.

A chamada "reserva de liquidez' (disponibilidades de caixa destinadas exclusivamente ao pagamento da dívida) passou de passando de R$ 1,21 trilhão, em maio, para R$ 1,35 trilhão em junho — o equivalente a 8,33 meses de vencimentos.

A previsão do Tesouro Nacional é que a dívida encerre o ano de 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões. O dado consta no Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em janeiro deste ano.

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Táxi sem volante da Amazon recebe autorização para operar comercialmente nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 10:52

Carros Táxi sem volante da Amazon recebe autorização para operar comercialmente nos EUA Veículo elétrico da Zoox não tem volante nem pedais e foi desenvolvido para nunca precisar de motorista. Órgão de trânsito americano declarou que vai fiscalizar a segurança do sistema. Por Reuters — San Diego, Califórnia

Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização do governo dos Estados Unidos para iniciar uma operação comercial limitada de seus robotáxis sem volante nem pedais.

A aprovação foi anunciada nesta quarta-feira (30) pela Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA, na sigla em inglês).

A decisão é considerada um marco para a indústria de carros autônomos porque permite que um veículo desenvolvido desde o início para funcionar sem motorista humano passe a operar comercialmente.

Até agora, a maioria das empresas do setor adaptava carros convencionais para incluir sistemas de direção autônoma.

🤖 O robotáxi da Zoox tem formato semelhante ao de uma pequena cabine elétrica, com duas fileiras de assentos voltadas uma para a outra.

A empresa disputa espaço nesse mercado com concorrentes como a Waymo, da Alphabet (controladora do Google), e a Tesla, que também desenvolve veículos totalmente autônomos.

Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Em entrevista exclusiva à agência Reuters, o administrador da NHTSA, Jonathan Morrison, afirmou que a autorização permite que a Zoox coloque em operação comercial até 2.500 veículos por ano, durante os próximos dois anos.

Segundo ele, a agência concluiu que o sistema de direção autônoma da empresa oferece um nível de segurança equivalente ao exigido para veículos convencionais, mesmo sem volante ou pedais.

"Podemos afirmar claramente que os sistemas instalados no Zoox superam os requisitos equivalentes de desempenho de um veículo em conformidade", afirmou Morrison.

A autorização, no entanto, vem acompanhada de exigências extras. A Zoox terá de informar regularmente à NHTSA ocorrências como acidentes e paradas inesperadas nas vias públicas. Caso sejam identificados problemas relevantes de segurança, a autorização poderá ser suspensa.

"Temos a capacidade de retirar a isenção caso vejamos grandes problemas de segurança", disse Morrison.

Cabine do Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, que recebeu autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Atualmente, a Zoox realiza testes com passageiros em áreas de Las Vegas e São Francisco. Com a nova autorização federal, a empresa poderá começar a cobrar pelas viagens, desde que obtenha também as licenças exigidas pelos governos estaduais e municipais.

A NHTSA informou ainda que pretende elaborar os primeiros padrões federais específicos para sistemas de direção autônoma até o fim do governo Donald Trump. A agência também estuda revisar normas antigas, criadas para veículos conduzidos por pessoas, como a obrigatoriedade de volante, pedais e retrovisores.

Apesar do avanço regulatório, a expansão dos robotáxis ainda enfrenta desafios relacionados à segurança.

Zoox, táxi sem volantes e pedais da Amazon, recebe autorização para operar nos EUA — Foto: Divulgação / Zoox

Neste mês, a NHTSA enviou uma carta às empresas do setor cobrando medidas imediatas para corrigir situações em que veículos autônomos interferiram no trabalho de policiais, bombeiros e equipes de resgate.

A agência também acompanha episódios em que robotáxis tiveram dificuldades para lidar com ônibus escolares parados, áreas de obras, cruzamentos movimentados, ruas alagadas e outras situações complexas do trânsito.

"Se continuarmos vendo problemas, não hesitaremos em usar toda a nossa autoridade fiscalizadora", afirmou Morrison.

Após receber a notificação da agência, a Zoox fez um recall de sua frota de 105 veículos autônomos para atualizar o software. Segundo a empresa, os robotáxis poderiam ter dificuldade para detectar fumaça densa, especialmente em situações de emergência.

Morrison deve apresentar nesta quinta-feira (30) os esforços da NHTSA para aumentar a segurança dos veículos autônomos durante o Simpósio de Transporte Automatizado da SAE International, em San Diego.

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Associação repudia ataques de Paulo Figueiredo a jornalistas e veículos de comunicação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 09:51

Economia Midia e Marketing Associação repudia ataques de Paulo Figueiredo a jornalistas e veículos de comunicação Segundo a Abert, declarações do influenciador "ultrapassam os limites da liberdade de expressão" e configuram incitação ao ódio. Por Redação g1 — São Paulo

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente da Ditadura militar João Baptista de Oliveira Figueiredo — Foto: Reprodução/YouTube

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) publicou na última quinta-feira (29) uma nota de repúdio contra os ataques proferidos pelo influenciador Paulo Figueiredo contra jornalistas e veículos de comunicação, principalmente "as declarações de conteúdo misógino" feitas à jornalista da Globo Miriam Leitão.

Segundo o órgão, as ofensas "ultrapassam os limites da liberdade de expressão e configuram grave incitação ao ódio e à intimidação de jornalistas".

"É inadmissível que profissionais da comunicação sejam alvo de discursos que buscam constrangê-los, desqualificá-los e estimulam a violência em razão do exercício de sua atividade", afirmou a Abert em nota.

"Ataques dessa natureza representam uma afronta à liberdade de imprensa, à dignidade da pessoa humana e ao direito da sociedade de receber informação livre, plural e independente."

A associação ainda manifestou solidariedade à jornalista Miriam Leitão e aos profissionais atingidos e disse esperar que as autoridades competentes "adotem medidas cabíveis para apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos".

A Abert também reafirmou seu compromisso com a defesa da liberdade de expressão, do livre exercício do jornalismo e da integridade de todos os profissionais da comunicação.

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UE anuncia € 10 bilhões para financiar sete gigafábricas de IA e reduzir distância de EUA e China na tecnologia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 09:51

Tecnologia UE anuncia € 10 bilhões para financiar sete gigafábricas de IA e reduzir distância de EUA e China na tecnologia Comissão Europeia quer atrair mais € 20 bilhões da iniciativa privada para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial no bloco. Por Reuters

A União Europeia (UE) vai financiar a construção de sete gigafábricas de inteligência artificial (IA) em países do bloco, em um investimento de € 10 bilhões (US$ 11,5 bilhões), informou a Comissão Europeia nesta quinta-feira (30).

A iniciativa faz parte dos esforços da UE para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China.

A Comissão afirmou que pretende atrair pelo menos € 20 bilhões em investimentos privados para os projetos. Inicialmente, o plano previa a construção de cinco gigafábricas, mas o número foi ampliado para sete devido ao forte interesse dos países do bloco.

As instalações vão reunir processadores avançados de IA, softwares, tecnologia em nuvem, conectividade de alta velocidade e data centers. Elas serão somadas às 19 fábricas de IA que já existem em diferentes países da União Europeia.

"O acesso à escala bruta do poder computacional dentro das gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento da IA acelera", afirmou Henna Virkkunen, chefe de tecnologia da União Europeia, em comunicado.

Empresas de tecnologia, provedores de serviços em nuvem, entidades públicas e investidores poderão formar consórcios ou veículos de propósito específico para se candidatar à participação nas gigafábricas.

O processo de inscrição termina em 12 de novembro. A Comissão espera anunciar os vencedores no início de 2027, e a previsão é que as instalações entrem em operação até 18 meses após a assinatura dos contratos.

As empresas AMD, Nvidia e Qualcomm assinaram cartas de intenção com a Comissão Europeia para fornecer chips aos grupos envolvidos nos projetos das gigafábricas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Desemprego fica em 5,4% no trimestre até junho, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

A taxa de desocupação ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

Com o resultado, a taxa caiu 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, quando estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período do ano passado (abril a junho de 2025), a queda foi de 0,4 ponto percentual, já que a taxa era de 5,8%.

No trimestre encerrado em junho, o Brasil tinha 5,9 milhões de pessoas desempregadas. O número representa uma queda de 10,9% em relação ao trimestre anterior, encerrado em março (6,6 milhões).

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 6,3%, o equivalente a 392 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Já o total de ocupados somou 103,1 milhões. Esse contingente aumentou 1,1% no trimestre, com avanço de 0,7% também em relação ao ano anterior, representando um adicional de 742 mil pessoal.

Com consequência, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,8%, com alta de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre anterior e estabilidade na comparação anual.

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Mesmo com Desenrola 2.0, inadimplência bancária mantém recorde em junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 08:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu estável em 4,7% em junho, recorde histórico, informou nesta quinta-feira (30) o Banco Central (BC).

O valor continuou no maior desde o início da série histórica revisada da autoridade monetária, em março de 2011.

O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.

No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 5,6% em junho, o maior patamar da série histórica.Já para as empresas, a inadimplência ficou estável 3,2% em no mês passado, o maior valor desde novembro de 2017 (3,3%).

O recorde foi atingido no mês seguinte ao lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também chamado de Desenrola 2.0, último programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo, que começou em maio.

Segundo o ministério da Fazenda, o programa já renegociou mais de R$ 22 bilhões e foram feitas cerca de 3,6 milhões de renegociações até o final de junho. Com isso, a dívida recuou de R$ 22 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta semana que o governo federal decidiu prorrogar a adesão ao Desenrola 2.0 até 31 de agosto. Sem a extensão, o programa terminaria no começo de agosto.

De acordo com números do Banco Central, os indicadores de endividamento também continuaram em patamar elevado no mês de maio, apesar de uma queda marginal — o último disponível nesse indicador.

A relação percentual entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada em doze meses recuou de 49,9% em abril para 49,8% em maio.

Segundo a Serasa Experian — empresa de análise de crédito que reúne dados financeiros de consumidores e empresas — 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, o equivalente a 49% da população brasileira.

💸A empresa informou ainda que 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras. Ou seja, essas dívidas estão no foco do Desenrola 2.0 – programa do governo lançado nesta semana.

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O que brasileiros pensam de influenciadores que fazem publicidade de bets: ‘Destruíram minha vida’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 06:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

Uma pesquisa inédita revelou que 51% dos brasileiros têm visão negativa sobre influenciadores que fazem propaganda de casas de apostas. Apenas 9% avaliam a prática como positiva.

A perda de confiança nesses famosos é ainda maior entre pessoas com nível superior e com renda acima de 5 salários mínimos, conforme o levantamento de julho.

A Justiça de Campinas excluiu influenciadores de um processo movido por um cabeleireiro. Ele pedia indenização após perder mais de R$ 100 mil em apostas online.

Após polêmicas, o governo federal impôs novas regras restringindo propagandas do setor em julho. Diversos estados e capitais também discutem ou aprovaram legislações restritivas locais.

Pesquisa inédita mostra que 40% dos brasileiros não confiam ou passam a confiar menos em quem faz propaganda de bets — Foto: AFP VIA GETTY IMAGES/BBC

Foi quase impossível acompanhar a Copa do Mundo esse ano sem se deparar, pelo menos algumas vezes por dia, com o jogador Vini Jr. fantasiado de idoso, encarnando o personagem "Vini Sênior", em propaganda de uma casa de apostas.

O narrador Galvão Bueno também emprestou sua influência para anúncios do setor, assim como ex-jogadores como Cafu, Zinho, Renato Gaúcho e Túlio Maravilha.

Segundo uma pesquisa inédita realizada pela organização não governamental inglesa More in Common, em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos-Ipec, 51% dos brasileiros têm uma visão negativa de influenciadores que anunciam bets, enquanto 19% têm visão neutra e somente 9% têm uma impressão positiva dessas pessoas. Outros 21% não sabiam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas de 16 anos ou mais de idade, em 130 municípios, entre os dias 4 e 8 de julho, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pergunta foi feita de forma aberta, colhendo respostas espontâneas, posteriormente categorizadas.

Da parcela de brasileiros que têm uma visão negativa sobre famosos que fazem propaganda de apostas, 22% avaliam que esses influenciadores são "irresponsáveis", "egoístas", "manipuladores" e "não têm ética".

Outros 17% afirmam que são más influências e exploram as pessoas, enquanto 8% acreditam que são pessoas que pensam apenas no próprio benefício, e 4% dizem que deixam de seguir essas pessoas, que elas deveriam ser punidas, ou as propagandas proibidas.

Em outra pergunta, com respostas fechadas, sobre como fazer propaganda de bets afeta a confiança dos entrevistados nos famosos, 40% disseram que não confiam ou passam a confiar menos em influenciadores, artistas e atletas que fazem propaganda de bets, enquanto 53% dizem que sua confiança não muda, 4% dizem que passam a confiar mais e 4% não sabiam ou não responderam.

Aqui, novamente, o percentual dos que não confiam ou passam a confiar menos nesses influenciadores é maior entre os mais escolarizados (48% entre quem tem ensino superior) e entre quem tem mais renda (46% entre os que ganham acima de cinco salários mínimos).

"O influenciador troca, portanto, um ganho certo hoje, por um desgaste de reputação no público que sustenta sua própria capacidade de monetização no futuro", completa Ortellado, que também é professor no curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP).

Em relatório publicado em 2024, o Itaú estimou os gastos do setor de apostas com marketing entre R$ 5,8 bilhões e R$ 8,8 bilhões.

"Esses números devem ser muito maiores em 2026: o patrocínio master da Série A do campeonato brasileiro de futebol cresceu 125% em dois anos e o setor de apostas passou a ser o terceiro maior anunciante da TV", observa o pesquisador.

Questionado sobre o resultado da pesquisa da More In Common, o presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, diz que é preciso diferenciar influenciadores que promovem operadores autorizados pelo Ministério da Fazenda e aqueles que divulgam plataformas ilegais de apostas.

"Com frequência, promove campanhas direcionadas a menores de idade, utiliza promessas enganosas de ganhos fáceis e desrespeita regras básicas de proteção ao consumidor. As operações policiais constantes contra esse grupo têm mostrado o risco", afirma.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), por sua vez, não respondeu a pedido de comentário até a publicação desta reportagem.

'Destruíram minha vida', diz apostador que tentou processar Virginia, Deolane e Carlinhos Maia

Em junho deste ano, ele entrou na Justiça com uma ação contra três empresas de intermediação ligadas a plataformas de apostas, e contra os influenciadores Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, a quem atribui parte da culpa por ter desenvolvido transtorno de jogo.

"Na primeira vez que entrei, acabei ganhando um prêmio muito alto, eu coloquei R$ 700 e, em menos de quatro horas, ganhei R$ 12 mil", lembra Andrade, em entrevista à BBC News Brasil.

"Aquilo foi surreal para mim e correspondeu muito ao que os influenciadores passavam, aquela facilidade [de ganhar dinheiro]. Depois de dois ou três meses, me percebi totalmente refém daquilo, hoje estou com a vida destruída, dilacerada por conta das consequências que isso me trouxe."

Isaac Pinto de Andrade entrou na Justiça contra Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, após perder mais de R$ 100 mil com apostas — Foto: BBC

Andrade estima suas perdas financeiras em mais de R$ 100 mil. "Eu tinha casa própria, eu tinha um salão de beleza, eu era um cidadão de bem, mas perdi tudo isso em um período de dois anos."

O cabeleireiro afirma que sua intenção ao processar os influenciadores foi fazer com que eles refletissem sobre as consequências de suas ações.

"São pessoas que vieram ao mundo e foram agraciadas de alguma forma. E que, infelizmente, não põem a mão na consciência para saber as consequências que elas estão gerando na vida de pessoas comuns e simples", afirma.

"Então espero que eles repensem essas atitudes. Pessoas que já têm tudo — será que elas têm mesmo a necessidade de se associar a coisas que estão devastando o mundo?", questiona.

Na semana passada, o juiz responsável pelo caso excluiu duas das empresas e os três influenciadores do processo, extinguindo a ação em relação a eles, sem análise do mérito.

O juiz Bruno Gonçalves Mauro Terra, da 5ª Vara Cível da Comarca de Campinas, avaliou que duas das empresas citadas, por serem intermediadoras de pagamentos, "não mantiveram qualquer relação jurídica contratual ou obrigacional direta com o autor" e se limitaram a prestar serviços financeiros. E que Virginia, Deolane e Carlinhos Maia se limitaram "à veiculação de conteúdos em redes sociais, sem integrar a essência da relação jurídica de apostas objeto da demanda".

O juiz também declinou o pedido de Andrade para ter acesso à Justiça gratuita, argumentando que, se ele teve perdas financeiras superiores a R$ 100 mil em apostas, além de ter realizado aportes vultosos nas plataformas de jogos de azar, sua condição financeira é incompatível com o benefício.

A ação, no entanto, não foi integralmente extinta, e prossegue em relação a uma das empresas indicadas na petição inicial. A decisão também poderá ser objeto de recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Andrade se diz decepcionado com a decisão do juiz de excluir os influenciadores do processo, mas pretende seguir com a ação contra a empresa restante.

"Eu acredito que ele [o juiz] se baseou nos estudos dele, jamais vou julgar, mas não vou perder minha esperança e nem vou desistir", afirma.

As assessorias de imprensa de Virginia Fonseca e Deolane Bezerra disseram à BBC News Brasil que elas não se pronunciariam sobre o caso.

Já a defesa de Carlinhos Maia destaca, em nota, que a decisão do juiz reforça seu entendimento de que não há fundamento jurídico para atribuir ao influenciador responsabilidade pelos prejuízos alegados. A defesa diz que seguirá acompanhando o processo e "adotará medidas cabíveis caso haja recurso contra a decisão".

Criada em 2016 na Inglaterra, a partir do assassinato da parlamentar trabalhista Jo Cox por um radical de direita, a More In Common é uma organização que se dedica a estudar a polarização política em diversos países do mundo.

Ortellado explica, porém, que o interesse da instituição em pesquisar a questão das bets no Brasil veio justamente do fato de este ser um dos poucos temas hoje que não divide a população.

"Todas as pesquisa têm mostrado que, seja de esquerda ou de direita, todos os eleitores odeiam bets", observa o diretor-executivo da More In Common.

"Todos acham que isso causa vício e endivida as famílias, não varia quase nada se a pessoa vota no Lula, ou vota no Bolsonaro."

As novas regras também proíbem que as apostas sejam apresentadas como uma forma de investimento ou ganho fácil de dinheiro, a criação de senso de urgência para estimular apostas, e a utilização de comentaristas, especialistas ou influenciadores para induzir o público a apostar.

"Há modelos internacionais bem mais restritivos, incluindo restrições de horário e de veiculação em ambiente esportivo", exemplifica.

"O que nossas pesquisas mostram é que há grande apoio popular para um endurecimento — e apoio popular independente de coloração partidária."

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‘Mais simbólico do que efetivo’: por que o Brasil foi à OMC contra o tarifaço, mesmo com o órgão enfraquecido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 05:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,108-0,27%Dólar TurismoR$ 5,308-0,33%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0910,22%B3Ibovespa173.885 pts-1,52%Oferecido por

Nesta semana, o Brasil acionou a OMC para contestar tarifas impostas pelos EUA. A iniciativa ocorre em meio à paralisação do principal sistema de recursos do órgão.

O Órgão de Apelação está paralisado desde 2019, após os EUA bloquearem novos integrantes. Especialistas apontam que a ida do Brasil é "mais simbólica que efetiva".

O país usou a OMC em 2002 contra subsídios americanos ao algodão. O contencioso acabou em 2014 com o pagamento de US$ 300 milhões ao Brasil.

Além da OMC, o governo brasileiro avalia a Lei da Reciprocidade Econômica. O país também atua para fechar novos acordos e diversificar seus parceiros comerciais.

Durante décadas, recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) foi o caminho usado por países para tentar resolver disputas comerciais. Nesta semana, o governo brasileiro acionou o órgão para contestar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O pedido ocorre em um cenário diferente do passado: após uma perda gradual de influência, o principal sistema de julgamento da OMC está praticamente paralisado, enquanto as maiores economias passaram a recorrer a vias políticas para defender seus interesses econômicos.

➡️ Na teoria, um país recorre à OMC quando considera que outro membro adotou uma medida que viola as regras do comércio internacional, como tarifas ou barreiras injustificadas. Mas, desde que os EUA bloquearam a nomeação de novos integrantes do Órgão de Apelação, as disputas até podem avançar, mas enfrentam dificuldades para chegar a uma decisão definitiva. (saiba mais abaixo)

Em resumo, o pedido apresentado pelo Brasil questiona as duas tarifas adotadas recentemente pelos EUA:

Uma delas é a tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais desleais. A outra é a sobretaxa de 12,5% aplicada a mais de 60 parceiros comerciais dos americanos, relacionada ao comércio de produtos que utilizam trabalho forçado. (entenda melhor aqui)

Para especialistas ouvidos pelo g1, a aposta do Brasil não é obter uma resposta rápida para derrubar as tarifas, mas formalizar a contestação, fortalecer a posição diplomática do país e construir uma base jurídica que possa ser usada em futuras negociações comerciais.

🔎 Criada em 1995, a Organização Mundial do Comércio estabelece regras para o comércio internacional e oferece um mecanismo para que países contestem medidas consideradas incompatíveis com os acordos firmados entre seus membros.

Desde 2019, o principal sistema de recursos da OMC está praticamente paralisado. O Órgão de Apelação, responsável por revisar as decisões dos painéis de especialistas, perdeu o número mínimo de integrantes após os EUA bloquearem a nomeação de novos membros.

Para Roberto Uebel, professor de Relações Internacionais e coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos da ESPM, esse cenário representa "o maior golpe já sofrido pela OMC em seus quase 30 anos de existência, a ida do Brasil é mais simbólica que efetiva".

Uebel destaca ainda que o mundo vive um momento inusitado, em que uma grande potência se recusa a seguir lógicas econômicas e se fecha ao multilateralismo.

🔎 Multilateralismo é a cooperação entre vários países por meio de regras, instituições e acordos comuns para resolver problemas internacionais. A ideia é que decisões globais sejam tomadas por negociação coletiva, e não apenas pela imposição de uma única potência.

O enfraquecimento da OMC também reflete a mudança de postura das duas maiores potências econômicas do mundo. "Quando EUA e China deixam de colocá-la no centro das suas disputas, qualquer instituição perderia força", afirma o cientista político e professor da UFPI Elton Gomes.

Para ele, as tarifas adotadas pelo governo americano deixaram de ser apenas uma ferramenta comercial e passaram a funcionar como "pressão geopolítica preferida por eles para arrancar acordos e causar ônus a países ideologicamente rivais", servindo como uma espécie de munição para obter vantagens estratégicas em negociações.

Para Roberto Uebel, o principal efeito está na reafirmação de princípios. O Brasil aciona a OMC em defesa do multilateralismo, um dos pilares da política externa brasileira. É uma forma de afirmar que considera essas tarifas injustificadas e incompatíveis com as regras internacionais.

"O Brasil não quer apenas receber normas. Ele procura contribuir para que elas sejam construídas. Cada disputa gera uma jurisprudência e um conjunto de documentos que podem balizar decisões futuras."

Ele lembra que, para o Brasil, atuar em instituições internacionais sempre foi uma forma de ampliar sua influência diante do peso militar das grandes potências.

O recurso atual segue uma estratégia que o Brasil já utilizou em outros conflitos comerciais na Organização Mundial do Comércio (OMC). Um dos casos mais emblemáticos foi a disputa contra os EUA por causa dos subsídios ao algodão, aberta em 2002.

Na época, o governo brasileiro argumentou que os repasses americanos aos produtores distorciam o mercado internacional ao reduzir artificialmente os preços do algodão e prejudicar os agricultores brasileiros.

Em 2004, a OMC deu ganho de causa ao Brasil. Após anos de recursos e discussões sobre o cumprimento da decisão, o país foi autorizado, em 2009, a aplicar sanções comerciais contra os EUA.

A retaliação, porém, nunca saiu do papel. Em 2010, os dois países firmaram um acordo provisório e, quatro anos depois, encerraram definitivamente o contencioso. O desfecho incluiu o pagamento de US$ 300 milhões pelos EUA ao Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), além de mudanças em programas americanos de apoio ao setor.

Sul de Minas concentra cidades entre líderes das exportações e importações de MG em 2026 — Foto: Ana Torres/Sede

Também em 2002, o Brasil contestou na OMC os subsídios concedidos pela União Europeia aos produtores de açúcar. Três anos depois, o Órgão de Apelação confirmou que parte das medidas era incompatível com as regras do comércio internacional.

A decisão levou o bloco europeu a reformular sua política para o setor, reduzindo subsídios e ampliando o espaço para exportadores mais competitivos, como o Brasil.

Em outro contencioso de destaque, Brasil e Canadá se enfrentaram no setor aeronáutico. A disputa, iniciada ainda nos anos 1990, girava em torno dos incentivos concedidos às fabricantes Embraer e Bombardier e resultou em condenações para os dois países.

Em 2017, o Brasil voltou a questionar subsídios canadenses à Bombardier, mas encerrou o processo em 2021, depois que a empresa deixou o mercado de aviação comercial. A partir daí, os dois países passaram a buscar regras comuns de concorrência no âmbito da OCDE.

🔎 O histórico desses casos mostra que as disputas na OMC raramente terminam com a aplicação imediata de sanções comerciais. Na prática, as decisões do órgão costumam servir como instrumento de pressão para que os países alterem políticas consideradas incompatíveis com as regras internacionais ou negociem acordos bilaterais que ponham fim ao conflito.

"O fato de a OMC autorizar uma retaliação não significa que ela precise ser usada. Muitas vezes, o principal ganho está justamente no fortalecimento da posição negociadora", afirma Elton Gomes.

O pedido apresentado pelo Brasil abre a primeira etapa do sistema de solução de controvérsias da OMC: as consultas entre os dois países.Nessa etapa, Brasil e EUA tentam chegar a um acordo antes do julgamento.Se não houver entendimento, o caso pode avançar para um painel de especialistas, que analisa os argumentos apresentados e verifica se as medidas adotadas estão de acordo com as regras comerciais. Os setores afetados também podem ser convocados.Uma eventual decisão favorável ao Brasil ainda poderia enfrentar dificuldades na fase de recursos, já que o Órgão de Apelação da OMC não está funcionando plenamente.

Além da disputa na OMC, o governo brasileiro também avalia os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.

🔎 O mecanismo é novo e permite responder a medidas consideradas prejudiciais adotadas por parceiros comerciais, mas especialistas avaliam que esse caminho deve ser usado com cautela.

Para Carla Beni, economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), a negociação deve ser a prioridade. Segundo ela, uma resposta baseada apenas em novas tarifas poderia gerar efeitos negativos para setores brasileiros.

"O objetivo não deve ser entrar em uma guerra tarifária. Existem mecanismos mais inteligentes, com medidas específicas para determinados setores", diz.

A economista afirma que respostas direcionadas podem evitar impactos maiores sobre empresas e consumidores brasileiros.

O conflito entre Brasil e EUA ocorre em um momento de transformação do comércio internacional. O avanço de medidas unilaterais, como a adoção de tarifas por grandes economias, pressiona um sistema que, durante décadas, buscou ampliar regras comuns e reduzir barreiras comerciais.

"A globalização não acabou, mas estamos entrando em uma nova fase. Antes, a prioridade era produzir onde fosse mais barato. Hoje, empresas e governos também precisam considerar onde é mais seguro produzir e quais fornecedores oferecem maior estabilidade", afirma Paula Sauer, professora da FIA Business School.

Segundo a especialista, crises recentes, como a pandemia, conflitos internacionais e eventos climáticos extremos, mostraram os riscos de cadeias produtivas muito concentradas.

"O que estamos assistindo é uma transformação da lógica econômica do menor custo para a lógica do menor risco. As empresas passaram a aceitar pagar um pouco mais para reduzir a possibilidade de interrupções na produção", diz.

Nesse cenário, o Brasil busca atuar em diferentes frentes: mantém a defesa do multilateralismo, participa de negociações comerciais, como o acordo entre Mercosul e União Europeia, e tenta ampliar as relações com novos mercados.

Para especialistas, em um ambiente de maior disputa entre potências, diversificar parceiros se torna uma ferramenta para reduzir vulnerabilidades.

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