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Mega-Sena, concurso 3038: confira os números sorteados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 21:51

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3038: confira os números sorteados O prêmio para o ganhador da edição desta quinta (30) é de R$ 85.091.902,76. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3038 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta (30), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas seria de R$ 85.091.902,76. Entretanto, ninguém acertou e o prêmio para o próximo sorteio acumulou para R$ 100 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Vale tem lucro de US$ 1,37 bilhão no 2º trimestre, queda de 35%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 21:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira (30).

O resultado foi pressionado pela piora do desempenho financeiro, principalmente pelos efeitos da marcação a mercado de derivativos e pelo aumento dos tributos sobre o lucro.

Em comunicados separados, a companhia também anunciou um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações, informou o pagamento de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio e elevou o piso da faixa de estimativas para a produção de cobre e níquel em 2026.

O lucro líquido ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de US$ 1,8 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG.

O lucro líquido proforma, que exclui itens não recorrentes, totalizou US$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado refletiu principalmente uma variação negativa de US$ 798 milhões na marcação a mercado de derivativos, diante de uma forte base de comparação com um ano antes.

Também houve impacto do aumento dos tributos sobre o lucro, influenciados sobretudo por uma variação negativa de US$ 326 milhões relacionada aos efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias.

Segundo a Vale, esses efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 642 milhões no Ebitda proforma e pelo impacto da provisão da Samarco registrada no segundo trimestre de 2025, refletido nos resultados de equivalência patrimonial de coligadas e joint ventures.

"Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos", disse o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, no relatório financeiro da companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou US$ 3,676 bilhões entre abril e junho, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo avanço dos preços realizados e pelo aumento do volume de vendas.

A receita líquida de vendas totalizou US$ 10,498 bilhões no trimestre, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Vale reiterou que as vendas cresceram em todos os negócios. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas de minério de ferro, cobre e níquel avançaram 3%, 10% e 7%, respectivamente.

O preço realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 95 por tonelada, alta de 12% em relação ao segundo trimestre de 2025. Já o cobre teve preço realizado de US$ 14.062 por tonelada, um salto de 57%.

Na divisão de metais básicos, o Ebitda ajustado subiu 79%, para US$ 1,289 bilhão, impulsionado principalmente pelo cobre, cujo Ebitda avançou 91%, para US$ 1,026 bilhão. Já na unidade de Soluções de Minério de Ferro, o Ebitda ajustado cresceu 3%, para US$ 3,056 bilhões.

A Vale revisou suas projeções de produção de cobre e níquel para 2026. A estimativa para o cobre passou de 350 mil a 380 mil toneladas para 360 mil a 380 mil toneladas. Já a do níquel foi elevada de 175 mil a 200 mil toneladas para 185 mil a 200 mil toneladas. Segundo a empresa, a revisão reflete o forte desempenho operacional dos dois segmentos no primeiro semestre.

A companhia também reduziu suas estimativas de custo total de produção. Para o cobre, passou a prever um custo de até US$ 500 por tonelada, ante uma faixa de US$ 1.000 a US$ 1.500.

No níquel, a estimativa caiu para US$ 10.000 a US$ 11.500 por tonelada, frente aos US$ 12.000 a US$ 13.500 projetados anteriormente. Segundo a Vale, a revisão reflete perspectivas mais favoráveis para os preços dos produtos vendidos junto com o minério e ganhos operacionais.

O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$ 1,505 bilhão no trimestre, 49% acima do registrado um ano antes, impulsionado pelo maior Ebitda proforma e pelo menor pagamento de tributos. A dívida líquida expandida encerrou junho em US$ 16,677 bilhões, uma queda de US$ 1,1 bilhão em relação ao trimestre anterior.

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Anthropic diz que Claude escapou de bloqueios e fez ataque hacker contra três empresas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 21:51

Tecnologia Após ataque de IA da OpenAI, Anthropic diz que seus modelos também invadiram outras empresas Empresa comunicou incidentes dias após a OpenAI, dona do ChatGPT, revelar que dois de seus modelos de IA encontraram formas de invadir um sistema e fazer ataque 'sem precedentes'. Por Redação g1 — São Paulo

O chatbot Claude, da Anthropic, está entre os mais populares, rivalizando com o ChatGPT e o Gemini — Foto: Reuters via BBC

A Anthropic informou nesta quinta-feira (30) que seu assistente de inteligência artificial Claude realizou ataques virtuais contra três empresas durante testes. Segundo a empresa, um erro de configuração permitiu que a ferramenta tivesse acesso à internet.

A revelação dos incidentes acontece dias após a OpenAI, dona do ChatGPT, informar que dois de seus modelos de IA encontraram formas de invadir um sistema e fizeram um ataque "sem precedentes".

Segundo a Anthropic, os ataques do Claude foram identificados após a análise de mais de 141 mil sessões de teste. A revisão começou a ser feita justamente após a divulgação do incidente com os modelos da OpenAI.

"O Claude comprometeu a infraestrutura das organizações afetadas usando técnicas básicas, como explorar senhas fracas e pontos de acesso não autenticados", disse a Anthropic.

Segundo a Anthropic, os ataques começaram em abril e envolveram o Claude Opus 4.7, o Claude Mythos 5 e um terceiro modelo de IA voltado para pesquisa.

Os ataques aconteceram durante exercícios em que os modelos são orientados a buscar informações ocultas em redes simuladas.

Os comandos indicavam para os modelos do Claude que eles não tinham acesso à internet, mas um mal-entendido com a empresa parceira Irregular deixou os sistemas conectados à internet, afirmou a Anthropic.

Em comunicado, a empresa disse que começou a revisar os registros em 23 de julho. No mesmo dia, suspendeu as avaliações depois de encontrar indícios de que o Claude poderia ter acessado a internet.

A companhia informou que identificou os três incidentes até 24 de julho e notificou as organizações afetadas em 27 de julho.

A Anthropic afirmou ainda que duas das empresas que sofreram os ataques não sabiam da atividade indevida antes de serem notificadas e que ainda buscava contato com a terceira companhia.

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Justiça homologa recuperação extrajudicial da Raízen e valida renegociação de R$ 61,4 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 18:52

Economia Negócios Justiça homologa recuperação extrajudicial da Raízen e valida renegociação de R$ 61,4 bilhões Plano passa a valer para todos os credores envolvidos e abre caminho para aumento de capital, conversão de parte das dívidas em participação na empresa e reorganização dos negócios da companhia. Por Redação g1 — São Paulo

Justiça homologou a recuperação extrajudicial da Raízen, validando a renegociação de R$ 61,4 bilhões em dívidas após adesão de 81,6% dos credores, sem contestações.

A homologação permite iniciar a reestruturação, com aumento de capital, conversão de parte das dívidas em ações, emissão de títulos e reorganização dos negócios.

A recuperação extrajudicial foi solicitada em março para reorganizar as dívidas e reforçar o caixa. Na época, a empresa informou dívidas financeiras de R$ 65,1 bilhões.

Segundo a Raízen, a crise financeira foi agravada por altos investimentos, problemas nas safras de cana, oscilações nos preços do açúcar e juros elevados.

Em dezembro, a dívida líquida era de R$ 55,3 bilhões. No terceiro trimestre da safra 2025/26, a empresa teve prejuízo de R$ 15,6 bilhões, influenciado por ajuste contábil.

A Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, que torna efetiva a renegociação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras da companhia com bancos e investidores. Em valores envolvidos, este é o maior processo de recuperação extrajudicial da história do país.

🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com os credores. Depois que há adesão do percentual mínimo previsto em lei, o plano pode ser homologado pela Justiça, passando a valer para todos os credores abrangidos. O objetivo é conseguir mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência.

Segundo o comunicado divulgado pela empresa, a decisão foi tomada pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca Central de São Paulo e faz com que os termos do plano passem a valer para todos os credores abrangidos pela reestruturação.

A companhia informou que o plano recebeu a adesão de 81,6% dos credores financeiros sem garantias específicas, percentual suficiente para a homologação judicial, e que nenhum credor apresentou contestação ao pedido.

"A homologação do Plano reforça a confiança dos stakeholders na solução consensual e estruturante do endividamento do Grupo Raízen, conciliando suas necessidades de liquidez de curto prazo com uma estrutura de capital adequada e sustentável no longo prazo."

Entre elas está a possibilidade de alguns credores converterem parte dos valores que têm a receber em participação na companhia, por meio da emissão de units (conjunto de ações negociado na bolsa), além do recebimento de novos títulos de dívida garantidos.

A empresa também pretende realizar um aumento de capital entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões, que será integralizado pela Shell Brasil Petróleo e, caso confirme adesão, também pela Aguassanta Participações, empresa controlada pela família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

Além disso, a Raízen prevê uma reorganização de sua estrutura, incluindo a separação dos negócios de distribuição de combustíveis e de energia, bem como a venda de ativos e outras medidas previstas no plano.

Segundo a companhia, a homologação também torna obrigatório o novo cronograma de pagamento das dívidas renegociadas para todos os credores abrangidos.

A empresa informou ainda que divulgará, oportunamente, as regras para que os credores possam escolher as opções de pagamento previstas no plano.

"A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema. O plano segue disponibilizado no site de relações com investidores da companhia e no sistema da CVM [Comissão de Valores Mobiliários], nos termos da regulamentação aplicável", diz o comunicado.

Em março, a Raízen anunciou que havia pedido recuperação extrajudicial enquanto buscava um acordo com os credores para reestruturar suas dívidas e reforçar o caixa da companhia.

Segundo a empresa, a medida tinha como objetivo dar mais segurança às negociações e facilitar a reorganização do endividamento do grupo. Na época, a Raízen informou que as dívidas financeiras somavam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de obrigações entre empresas do próprio grupo.

A Raízen afirmou que foi afetada por uma combinação de fatores, como o elevado volume de investimentos realizados nos últimos anos, condições climáticas adversas que prejudicaram as safras de cana-de-açúcar, oscilações nos preços do açúcar e juros elevados, que aumentaram o custo da dívida e pressionaram o caixa.

Ao fim de dezembro, a dívida líquida da empresa havia alcançado R$ 55,3 bilhões, segundo números divulgados anteriormente.

No terceiro trimestre da safra 2025/26, encerrado em dezembro de 2025, a Raízen registrou prejuízo de R$ 15,6 bilhões.

Desse total, R$ 11,1 bilhões foram resultado de um ajuste contábil que reduziu o valor de parte de seus ativos. Desconsiderando esse efeito, o prejuízo teria sido de aproximadamente R$ 4,5 bilhões.

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De Volkswagen à BMW, crise se espalha nas montadoras alemãs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 17:52

Carros De Volkswagen à BMW, crise se espalha nas montadoras alemãs Somados, os planos anunciados por BMW, Volkswagen, Porsche e Audi superam 120 mil cortes de empregos, enquanto as montadoras enfrentam a concorrência crescente das fabricantes chinesas e a queda nos lucros. Por Deutsche Welle

Com a concorrência chinesa em ascensão, os lucros em queda e a popularização de veículos elétricos da China, gigantes automobilísticas alemãs planejam dezenas de milhares de demissões e revisão de estratégias.

A BMW anunciou na quarta-feira (29) o corte de até 8 mil postos de trabalho em todo o mundo, tornando-se a quinta montadora alemã a divulgar grandes reduções de pessoal. O setor automobilístico enfrenta crescente pressão da concorrência chinesa, especialmente no segmento de veículos elétricos.

Segundo a empresa sediada em Munique, as demissões afetarão cerca de 5% da força de trabalho global, que soma 154 mil funcionários. A BMW, proprietária também das marcas Mini e Rolls-Royce, afirmou que o impacto será maior sobre as operações na Alemanha.

Embora fosse considerada mais resistente à concorrência chinesa, a BMW alertou no mês passado que suas vendas na China estão caindo acentuadamente. A disputa no mercado de veículos elétricos com as montadoras do gigante asiático diminuíram o poder de precificação da alemã.

Logotipo da BMW em veículo exibido no Salão Internacional do Automóvel de Pequim (Auto China), em Pequim, na China. — Foto: Reuters

No ano passado, as entregas de veículos da montadora na China reduziram para o menor nível desde 2017. No trimestre encerrado em junho, o recuo foi de 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuíram para as dificuldades, juntamente com o aumento dos preços da energia decorrente da guerra entre EUA, Israel e Irã e a expansão das fabricantes chinesas em outros mercados importantes, incluindo Europa, Ásia-Pacífico e América Latina.

Na quinta-feira, a empresa informou que o lucro líquido do segundo trimestre caiu 35%, para 1,2 bilhão de euros (R$ 7 bilhões), enquanto a receita recuou de 34 bilhões (R$ 199 bilhões) para 31 bilhões de euros (R$181 bilhões). A BMW revisou suas projeções para o restante do ano e alertou para uma "queda significativa" nos lucros.

Dois dias antes, a Porsche anunciara planos para cortar mais 5 mil empregos na Alemanha até o fim de 2035. O número corresponde a cerca de um em cada cinco funcionários da empresa.

A fabricante de carros esportivos informou que as novas medidas afetarão sua principal fábrica, em Stuttgart-Zuffenhausen, e seu centro de pesquisa e desenvolvimento na vizinha Weissach.

No ano passado, a Porsche já previra a eliminação de 1,9 mil postos de trabalho na região até 2029 e o encerramento de 2 mil contratos temporários.

A empresa também vai adiar aumentos salariais, enquanto os bônus por desempenho passarão a estar mais diretamente vinculados aos lucros.

A Porsche, que pertence ao Grupo Volkswagen, mas opera com elevado grau de independência, também reduziu vagas em sua fábrica de Leipzig e está fechando três subsidiárias que empregam cerca de 500 pessoas.

No fim do ano passado, a Porsche tinha quase 41,8 mil funcionários, dos quais cerca de 85% estavam na Alemanha.

A Volkswagen, maior montadora da Europa, dobrou no mês passado seu programa de redução de pessoal e anunciou planos para eliminar até 100 mil empregos. A empresa também pretende fechar quatro fábricas na Alemanha.

Os sindicatos e o estado da Baixa Saxônia, que detém 20% dos direitos de voto na companhia e tem poder de veto sobre decisões estratégicas, rejeitaram os novos planos. Inicialmente, a Volkswagen havia informado que reduziria 50 mil postos de trabalho.

A montadora é conhecida por seu quadro de pessoal inflado, com cerca de 630 mil funcionários em todo o mundo, ou 680 mil se consideradas as joint ventures chinesas.

O grupo sediado em Wolfsburg emprega aproximadamente 60% mais trabalhadores que a Toyota, apesar de produzir quantidade semelhante de veículos.

O grande contingente de funcionários, antes visto como símbolo da força industrial alemã, se transformou em peso financeiro diante da intensificação da concorrência das fabricantes chinesas de veículos elétricos.

Veículo elétrico Volkswagen ID. UNYX 08 em linha de produção na fábrica da Volkswagen Anhui, em Hefei, na China. — Foto: REUTERS/Florence Lo/Foto de arquivo

A Volkswagen mantém internamente mais etapas da produção do que os concorrentes, o que aumenta a demanda por mão de obra. Além disso, os custos de produção nas fábricas alemãs costumam ser até duas vezes maiores que os de seus rivais.

O avanço considerado lento da empresa no segmento de veículos elétricos também enfraqueceu suas vendas na China, mercado que já representou um terço das entregas globais, além da Europa.

Em março do ano passado, a Mercedes-Benz acertou com seu conselho de trabalhadores um plano para economizar 5 bilhões de euros (R$ 29 bilhões) até 2027. No entanto, a empresa descartou demissões compulsórias em suas fábricas alemãs, defendendo que saídas voluntárias seriam suficientes para implementar as mudanças.

Até março deste ano, cerca de 5.500 funcionários das áreas administrativa, de pesquisa e desenvolvimento e de tecnologia da informação haviam aderido a programas de desligamento. Os trabalhadores da produção permaneceram protegidos.

No mês passado, a Mercedes adiou para 2027 o pagamento de um bônus a quase três quartos de sua força de trabalho na Alemanha e propôs ampliar a jornada semanal de 35 para 40 horas sem aumento salarial.

Executivos da empresa indicaram que algumas funções poderão ser transferidas para outros países. Foram relatadas ainda reduções de pessoal nas operações da montadora na China.

Na terça-feira, a Mercedes afirmou ter registrado baixas contábeis superiores a 700 milhões de euros (R$ 4 bilhões) devido à forte concorrência na China. Embora o lucro líquido do segundo trimestre tenha crescido 13,5%, alcançando 1 bilhão de euros (R$ 6 bilhões), o lucro operacional da principal divisão de automóveis caiu um quarto, para 909 milhões de euros (R$ 5 bilhões).

A Audi, controlada pela Volkswagen, anunciou no ano passado planos para eliminar até 7,5 mil postos de trabalho na Alemanha até o fim de 2029.

A empresa descartou demissões compulsórias e informou que os cortes nas áreas administrativa e de pesquisa e desenvolvimento ocorrerão por meio de programas voluntários e aposentadorias antecipadas.

Linha de produção do Audi Q7 na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia. — Foto: Divulgação / Audi

No entanto, no mês passado, a fábrica da Audi em Neckarsulm foi incluída pela controladora Volkswagen entre as unidades que poderão ser fechadas em 2030. A medida pode afetar cerca de 15 mil trabalhadores.

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BNDES aprova crédito de R$ 8 bilhões para Azul, Gol, Latam e Abaeté

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 17:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira (30) uma linha de crédito de até R$ 8 bilhões para reforçar as despesas de quatro companhias aéreas que operam voos domésticos no Brasil: Azul, Abaeté, Gol e Latam.

Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), poderão ser utilizados até dezembro de 2026.

A medida busca dar investimento rápido às empresas diante da forte alta nos custos do combustível de aviação, que quase dobrou entre abril e maio deste ano em consequência da escalada da guerra no Oriente Médio. A linha de financiamento é destinada às empresas de transporte aéreo regular doméstico.

Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 4% ao ano, definida pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC), e prazo de até 60 meses para pagamento.

Avião passando bem perto de bar, em Goiânia, assusta e ao mesmo tempo impressiona clientes — Foto: Reprodução/Perfil do TikTok de Fernanda Leite

"São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento de custo no combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio", afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, disse que a iniciativa fortalece a sustentabilidade financeira das companhias. Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, afirmou que o apoio é compatível com a relevância do setor para a economia.

O custo do combustível de aviação disparou no primeiro semestre desse ano devido à escalada da guerra no Oriente Médio.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou as cotações internacionais do petróleo, em meio ao temor de interrupções na oferta global da commodity, especialmente por causa dos riscos ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo do mundo.

Como o preço do querosene de aviação (QAV) acompanha as oscilações do petróleo, a Petrobras reajustou o combustível em mais de 50% em abril. Embora tenha reduzido o preço em 14,2% em junho, o QAV ainda acumulava alta de 54,5% no ano, pressionando os custos das companhias aéreas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Caixa inicia nesta quinta depósito de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS a 138 milhões de trabalhadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 14:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,73%Dólar TurismoR$ 5,276-0,6%Euro ComercialR$ 5,845-0,06%Euro TurismoR$ 6,086-0,08%B3Ibovespa175.959 pts1,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,73%Dólar TurismoR$ 5,276-0,6%Euro ComercialR$ 5,845-0,06%Euro TurismoR$ 6,086-0,08%B3Ibovespa175.959 pts1,19%MoedasDólar ComercialR$ 5,071-0,73%Dólar TurismoR$ 5,276-0,6%Euro ComercialR$ 5,845-0,06%Euro TurismoR$ 6,086-0,08%B3Ibovespa175.959 pts1,19%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal inicia nesta quinta-feira (31) o depósito dos R$ 13,04 bilhões relativos de parte lucro do FGTS em 2025 para 138,2 milhões de trabalhadores.

A decisão sobre o pagamento foi formalizada durante reunião nesta terça-feira (28) do Conselho Curador do FGTS.

O montante representa 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado. Com isso, a rentabilidade total das contas em 2025 atingirá 6,90%.

Os recursos serão depositados nas contas vinculadas dos trabalhadores. No entanto, eles não poderão ser sacados de imediato.

A Caixa Econômica Federal iniciou nesta quinta-feira (30) o depósito nas contas dos trabalhadores dos R$ 13,04 bilhões relativos ao lucro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2025 a 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada.

As consultas podem ser feitas por meio do aplicativo do FGTS. Para os clientes da instituição financeira, é possível também acessar o extrato pelo Internet Banking.

No extrato do FGTS, o trabalhador poderá visualizar um lançamento com a descrição 'AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025', movimentação que representa o crédito da distribuição dos lucros do FGTS do ano passado.

A decisão sobre o pagamento foi formalizada durante reunião nesta terça-feira (28) do Conselho Curador do FGTS. O Conselho é formado por representantes do governo, dos patrões e dos trabalhadores.

No ano passado, o FGTS registrou resultado positivo de cerca de R$ 14,65 bilhões. O valor a ser distribuído representa 89% do lucro registrado no período.

Com a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% — o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%.

Pela proposta, o crédito será equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Se um trabalhador tiver um saldo R$ 1 mil, por exemplo, terá um crédito, em sua conta vinculada, de R$ 18,68, e assim por diante.

De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pelo IPCA em todos os anos.

💲Todas as pessoas com contas (ativas ou inativas) vinculadas ao FGTS em 2025, com saldo em dezembro, terão direito a receber uma parcela dos lucros.💲A divisão é proporcional ao saldo em cada conta. Quanto maior o saldo do trabalhador, mais ele irá receber de parte do lucro do FGTS.💲Para calcular o valor a ser creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta de FGTS em 31/12/2025 pelo índice de 0,01868341.

Confirmada a distribuição do lucro neste ano, o Conselho do FGTS manteve uma rotina que vigorou nos últimos anos.

Em 2025, o Conselho do FGTS aprovou a divisão de 95% do lucro obtido em 2024 aos trabalhadores. Ao todo, foram repassados R$ 12,9 bilhões.Em 2024, o conselho do FGTS aprovou a distribuição de R$ 15,2 bilhões aos trabalhadores relativos a parte do lucro registrado no ano anterior. A decisão foi unânime.Em 2023, o FGTS registrou um lucro recorde de R$ 23,4 bilhões. Mas, pela proposta do Ministério do Trabalho, somente parte desse valor, cerca de 65%, foi destinado aos trabalhadores.

De acordo com as regras, os recursos serão depositados nas contas vinculadas dos trabalhadores no FGTS. Isso não quer dizer, entretanto, que eles poderão ser sacados de imediato.

demissão sem justa causa, pelo empregador;término do contrato por prazo determinado;rescisão por acordo entre trabalhador e empregador;aposentadoria;idade igual ou superior a 70 anos;doenças graves (trabalhador ou dependente);aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional; saque-aniversário.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Morar sozinho pesa no bolso: 6 em cada 10 jovens da geração Z ainda vivem de aluguel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 14:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,77%Dólar TurismoR$ 5,271-0,69%Euro ComercialR$ 5,844-0,07%Euro TurismoR$ 6,086-0,08%B3Ibovespa176.022 pts1,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,77%Dólar TurismoR$ 5,271-0,69%Euro ComercialR$ 5,844-0,07%Euro TurismoR$ 6,086-0,08%B3Ibovespa176.022 pts1,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,069-0,77%Dólar TurismoR$ 5,271-0,69%Euro ComercialR$ 5,844-0,07%Euro TurismoR$ 6,086-0,08%B3Ibovespa176.022 pts1,23%Oferecido por

Morar sozinho continua sendo um marco de independência, mas também um desafio financeiro, especialmente para os mais jovens. 62,6% dos integrantes da Geração Z que vivem sozinhos ainda moram de aluguel.

Enquanto isso, entre a Geração X e os Baby Boomers esse percentual cai para 29,1%, segundo uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, que entrevistou 6.063 pessoas pelo Brasil.

O levantamento também revela diferenças no perfil de consumo e mobilidade entre as gerações. Entre os entrevistados nascidos entre 1946 e 1980, o carro é o principal meio de transporte, citado por 38% dos respondentes. Já entre os jovens da Geração Z, o transporte público aparece em primeiro lugar, com 26%, seguido pelas motocicletas, com 23%.

Edifício Copan, em São Paulo, tem centenas de apartamentos para aluguel de temporada. — Foto: Fantástico

Independentemente da idade, porém, a percepção é de que o custo de vida aumentou. Entre quem mora sozinho, 71,4% dos integrantes da Geração X e dos Baby Boomers afirmaram sentir alta nas despesas nos últimos 12 meses. Na Geração Y, esse percentual é de 64,9%, enquanto entre a Geração Z chega a 55,2%.

"A sensação de que viver ficou mais caro é semelhante entre todas as gerações, indicando que a inflação dos gastos essenciais impacta praticamente todos que vivem sozinhos, independentemente da idade", afirma Aline Vieira, especialista em educação financeira na Serasa.

Apesar de viver sozinho representar mais autonomia, administrar as próprias contas continua sendo um desafio. Entre quem mora sozinho, 25% consideram difícil organizar as despesas e outros 20% classificam essa tarefa como muito difícil.

O cenário praticamente se repete entre quem vive com familiares, como cônjuge, pais ou filhos: 25% relatam dificuldade e 20% dizem enfrentar muita dificuldade para manter as contas em dia.

A inflação dos gastos essenciais também afeta os dois grupos de forma semelhante. O supermercado foi apontado por 80% dos entrevistados como a despesa que mais pesou no orçamento no último ano. Em seguida aparecem as contas recorrentes da casa, como água, luz e internet, mencionadas por 51%.

Jovens no Brasil são mais ou menos conservadores do que os mais velhos? O que pesquisa descobriu sobre a geração Z — Foto: Getty Images / BBC

A principal diferença está nos custos com moradia. Entre quem vive sozinho, 34% apontam aluguel, financiamento ou condomínio entre os gastos que mais aumentaram, ante 27% daqueles que moram com familiares.

Essa pressão influencia diretamente a forma como o orçamento é organizado. Para quem mora sozinho, as prioridades financeiras são pagar as contas recorrentes da casa (75%), fazer compras de supermercado (74%) e arcar com as despesas de moradia (53%).

Entre quem vive com a família, a ordem de prioridades é semelhante, mostrando que o maior peso no orçamento continua concentrado nas despesas essenciais.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Os ‘Bolsonaros de IA’ que fazem campanha até contra Flávio nas redes sociais nesta eleição

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 14:53

Tecnologia Os 'Bolsonaros de IA' que fazem campanha até contra Flávio nas redes sociais nesta eleição Vídeos 'deepfakes' que usam a imagem do ex-presidente se multiplicam, mesmo antes do início oficial da campanha pela Presidência, e desafiam a Justiça. Por BBC

Vídeos fabricados com inteligência artificial simulam o ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo campanha nas redes sociais para a eleição de 2026. A tecnologia motivou ações na Justiça.

O senador Flávio Bolsonaro utilizou um avatar do pai em convenção partidária. A Federação Brasil da Esperança acionou o TSE pelo uso de inteligência artificial.

A reportagem encontrou vídeos falsos nas redes sociais. Alguns simulam Bolsonaro apoiando o filho, enquanto outros defendem a candidatura de Lula.

O ministro Alexandre de Moraes cobrou explicações sobre a autorização do vídeo. O ex-presidente está proibido de usar redes sociais de forma direta ou indireta.

A defesa informou nesta quarta-feira (29) que Bolsonaro não autorizou o vídeo. O ex-presidente está com visitas suspensas e sem contato com o filho Flávio.

Vídeos de IA se multiplicam nas redes de apoiadores de Bolsonaro no TikTok — Foto: Reprodução via BBC

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está há meses preso, atualmente em domiciliar, e proibido de usar redes sociais e fazer manifestações públicas e políticas, mas quem navega pelas redes sociais pode ter uma impressão diferente e acreditar que ele está em plena campanha nas eleições de 2026.

"Gente, está difícil para nós", diz "Bolsonaro" chorando em um vídeo no TikTok. "Peço que apertem na cruz abaixo da minha foto e me ajudem a ganhar esta eleição."

Em outro, o ex-presidente aparece ao lado do filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência pelo PL, fazendo coro em um pedido de apoio. "Vamos mostrar nossa força e vencer ainda no primeiro turno", eles dizem.

"Bomba!", diz "Bolsonaro" em um terceiro vídeo. "Eu acabo de receber um alvará de liberdade para minha candidatura. Então, se você me apoia, aperta todos os botões ao lado e mande esse vídeo para três amigos."

Não se trata de Bolsonaro de verdade, é claro, mas de sua imagem, fabricada com inteligência artificial (IA), em vídeos direcionados aos seus eleitores.

São os chamado deepfakes, uma técnica que manipula ou cria vídeos, áudios e imagens falsas com alto grau de realismo. Eles servem para fazer pessoas parecerem dizer ou fazer coisas que nunca aconteceram.

Um "Bolsonaro de IA" foi usado pelo próprio Flávio Bolsonaro ao lançar oficialmente sua candidatura. Na convenção do PL que oficializou seu nome, o senador exibiu um vídeo de menos de um minuto em que a imagem e voz do pai aparecem pedindo o apoio a seu "escolhido".

A peça começa informando que "isso que vocês estão vendo" não é Bolsonaro. "Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial", diz o avatar do ex-presidente.

"Peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé, o Brasil tem futuro, e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente", conclui a imagem de Bolsonaro.

Mas, bem além da convenção do PL, a BBC News Brasil também encontrou ao menos uma dezena de vídeos nas redes sociais em que o "Bolsonaro de IA" faz de um pedido de apoio ao filho a uma celebração por um falso "alvará de liberdade".

"Não vamos deixar o PT acabar com o Brasil", diz um dos vídeos com dezenas de milhares de visualizações.

Em uma amostra de como esse tipo de tecnologia permite mesmo simular qualquer coisa, até mesmo o impossível, também há vídeos em que "Bolsonaro" faz o papel contrário: critica Flávio ao dizer que ele "não tem condição de ser presidente" e faz campanha contra o filho e a favor do seu adversário.

"Venho nesse vídeo feito por IA pedir a todos vocês que não percam seu tempo em outubro votando no meu filho", diz um deles.

"Por estar inelegível até a volta de Jesus, eu resolvi indicar Flávio como um fantoche da minha candidatura. (…) Mas eu já me arrependi de ter indicado esse moleque. A melhor opção é o Lula mesmo."

Esses primeiros sinais de uma campanha que pode ser marcada pela utilização desta tecnologia mostram que a Justiça Eleitoral vai ter que deixar clara sua posição – e especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem discordam sobre o alcance das regras atuais.

O advogado Alberto Rollo, mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), avalia que, neste momento de pré-campanha, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixam dúvidas sobre o que é ou não permitido.

A resolução da Justiça eleitoral que estabelece regras das propagandas eleitorais (a 23.610, de 2019), veda expressamente o uso de deepfakes, independentemente se são usados para prejudicar ou favorecer candidaturas.

"Mas a vedação está muito clara e objetiva quando se fala de propaganda eleitoral. Não pode e ponto. A questão é que, no momento, estamos fora do período de propaganda. A redação da resolução [do TSE] realmente está complicada e acho que gera dúvidas na fase de pré-campanha", avalia Rollo.

Já na avaliação de Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV/SP, não há dúvidas de que quem está produzindo e compartilhando vídeos de deepfake no contexto eleitoral já estão cometendo ilegalidade.

"Há uma jurisprudência firmada há bastante tempo que diz que todas as regras formais da propaganda que valem para o período eleitoral valem também no período pré-eleitoral", diz.

"Essa é uma regra que diz respeito à forma, ao tipo de tecnologia que está sendo usada, e não ao conteúdo. Então, não me resta dúvida, que isso vale também para o caso da convenção [do PL]. Não há área cinzenta", segue Neisser.

Na convenção do PL, Flávio exibiu vídeo com avatar do pai — Foto: Nelson ALMEIDA / AFP via Getty Images/ BBC

Logo após a convenção em que Flávio exibiu o deepfake do pai, a Federação Brasil da Esperança, da qual o PT do presidente Lula faz parte, entrou com uma representação por propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial contra o PL e o candidato.

Ao tribunal, os advogados da campanha de Flávio defenderam que a gravação não pretendeu enganar o público ou espalhar conteúdo falso.

Na avaliação do especialista Alberto Rollo, pelas regras que existem e pelo fato de o vídeo ser identificado com IA no início – portanto, sem "tentativa de enganar" -, não houve ilegalidade em termos eleitorais na exibição do deepfake de Bolsonaro.

Além de estarmos fora do período de propaganda, o advogado avalia que convenção é um "ato interno".

"É uma reunião interna dos partidos. Não é para o público externo, eleitor", avalia Rollo.

Fernando Neisser discorda. "É indiscutível que, quando você tem um material que é produzido para circular nas redes sociais, é irrelevante se o ambiente é interno ou externo. Segue sendo ilegal", diz.

Mas, além da investigação eleitoral, o caso de Bolsonaro se complica ainda mais porque o ex-presidente está preso e vetado de usar redes sociais, mesmo que por intermédio de terceiros.

Na terça-feira (28/7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa do ex-presidente explicar se foi autorizado o uso de imagem e voz no vídeo exibido na convenção do PL.

Moraes explicou no documento que o ex-presidente está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação criminal por golpe de Estado e também está proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.

"A eventual concordância de Jair Messias Bolsonaro com a divulgação de um vídeo produzido por IA, e amplamente divulgado nas redes sociais, contendo sua imagem e declarações ostensivamente político-eleitorais constituiria nova e grave transgressão à decisão judicial, poucos dias após ser sancionado, e passível de reversão da prisão domiciliar humanitária para o regime fechado", escreveu Moraes.

Em resposta a Moraes, na quarta-feira (29/7), a defesa do ex-presidente informou que ele não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo.

Segundo a defesa, o presidente não teve contato com o filho porque está com o direito de visitas suspenso por 30 dias e Flávio está proibido de visitá-lo por 90 dias. Portanto, de acordo com os advogados, o ex-presidente não poderia ter autorizado o uso de sua imagem e voz

Em 15 de julho, Moraes havia suspendido, por 90 dias, o direito de Flávio a visitar o seu pai depois de ter lido, nas suas redes sociais, uma carta em que o pai pedia união da direita em torno da pré-candidatura do senador.

Em sua decisão, Moraes argumentou que leitura da carta por Flávio seria uma forma de burlar a restrição ao uso de redes sociais.

Caso a campanha de Flávio seja punida por uso de deepfake, isso poderia até levar a alguma condenação de abuso de poder político, sujeito a cassação do registro e mandato.

"Mas tem que configurar que teve deepfake, e não só uma uma vez. Toda jurisprudência do TSE, quando fala de abuso de poder político, fala em gravidade da conduta. Ou seja, teria que ter gravidade, condições de influenciar o pleito", diz Rollo.

Fernando Neisser avalia que a campanha "já merece punição", mas ainda não se pode falar de "abuso de poder político".

"Acho importante uma decisão reconhecendo que é ilegal, tirando conteúdo do ar e aplicando multa. E isso já fica como uma decisão, porque se a campanha decidir reiterar, aí sim vai poder se falar em abuso de poder e cassação de registro e inelegibilidade", conclui.

Em nota, o TSE informou à reportagem que não se manifestará sobre temas ou casos que possam vir a ser ou são objetos de análise na Justiça Eleitoral.

E as páginas que publicaram outros deepfakes de Bolsonaro. Elas podem ser responsabilizadas na Justiça?

"O que se quer é um ambiente em que esse tipo de material não seja produzido e não circule, sob pena de que essas pessoas respondam por isso", diz.

Já Rollo avalia que, a partir de 16 de agosto, quando começa o período de propaganda eleitoral, esse conteúdo pode vir a ser enquadrado como irregular.

"As resoluções não trataram de todas as hipóteses concretas. E aí o brasileiro é invetivo, e a IA permite isso. Então, a Justiça acaba tendo que analisar caso a caso, o que é perigoso, porque permite interpretações", avalia Rollo.

O especialista prevê que pode acontecer nessa eleição algo parecido com à campanha à prefeitura de São Paulo em 2024, quando o candidato Pablo Marçal fazia campeonato de recortes de vídeos até com remuneração.

"A Justiça Eleitoral não estava preparada, aí começa a jurisprudência sobre engajamento artificial estimulado por prêmio. Então, tem que se atualizar todos os dias, com cuidado para não ser parcial."

Para Neisser, ainda não dá pra saber qual o volume de casos que a Justiça Eleitoral terá que analisar.

"A Justiça Eleitoral age por provocação. É natural que as próprias candidaturas selecionem casos que elas querem gastar tempo e esforço", diz o especialista, ressaltando que as campanhas não devem entrar com ações contra todo vídeo de deepfake, apenas em casos mais visíveis.

"Mas a Justiça tem técnicos ultrapreparados e tem ferramentas que vão ser usadas na fiscalização, mas acho que, pela quantidade que está se desenhando, aí talvez não se consiga efetividade de controlar 100% do que acontece nas redes. Vai escapar alguma coisa", prevê.

O TSE conta com um sistema em que a população pode alertar casos de desinformação eleitoral. As pessoa podem apontar "fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial para causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral", inclusive com o uso de iA.

O tribunal também fechou acordos com as principais plataformas de redes sociais para ajudar no combate à desinformação durante a eleição geral de 2026. Os documentos incluem acordos de colaboração para detecção e mitigação do "uso enganoso de tecnologias digitais" no contexto das eleições, além de canais exclusivos para TSE enviar denúncias de conteúdos específicos.

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Contas do governo têm déficit de R$ 48,2 bilhões em junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/07/2026 14:53

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As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.

➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 46,3 bilhões (valor corrigido pela inflação).➡️Esse também foi o pior resultado para meses de junho desde 2023, quando foi registrado um déficit primário de R$ 51,6 bilhões (com a correção).

➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, o aumento de despesas influenciou o resultado negativo.

Segundo o governo, os gas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 9% em junho, para R$ 243,3 bilhões. Os principais aumentos foram:

Despesas do Poder Executivo Sujeitas à Programação Financeira (+R$ 10,1 bilhões);Créditos Extraordinários (+R$ 2,8 bilhões);Benefícios Previdenciários (+R$ 2,1 bilhões);Abono e Seguro-Desemprego (+R$ 1,7 bilhão); Pessoal e Encargos Sociais (+R$ 1,3 bilhão).

O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além da arrecadação relativa à taxação e à alta do petróleo.

No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 92,2 bilhões, com alta de 717%.

Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo negativo de R$ 11,3 bilhões.

A deterioração nas contas do governo na parcial deste ano está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano.

📈 Nos seis primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 5,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,26 trilhão (sem correção).📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,35 trilhão entre janeiro e junho deste ano, com uma alta real de 12,3% no período (valores nominais).

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 52 bilhões neste ano.Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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