RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Preços dos ingressos da Copa estão em queda — a Fifa está tentando se livrar deles para evitar fiasco?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 19:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por

Preços em queda, disponibilidade instável e falta de clareza. A uma semana do início da Copa do Mundo de 2026, muitas perguntas permanecem sem resposta sobre os ingressos para as partidas.

A Fifa prometeu que o evento teria ingressos esgotados, mas há milhares de entradas disponíveis para venda em diversas plataformas.

A BBC Sport descobriu que ingressos para partidas envolvendo seleções menos tradicionais estão agora disponíveis por preços bem abaixo do valor original – tanto no site de revenda da própria Fifa quanto em mercados secundários.

A Fifa prometeu uma Copa do Mundo com ingressos esgotados, mas ainda há entradas disponíveis para mais da metade dos jogos — Foto: Getty Images

A própria entidade máxima do futebol mundial foi acusada de despejar ingressos que agora não consegue vender no site de revenda SeatGeek.

Mas afinal, quão "esgotados" estão os jogos? Será que veremos uma repetição do Mundial de Clubes do ano passado, quando os ingressos foram vendidos a preços baixíssimos para lotar os estádios?

Quando se trata da Fifa e dos ingressos para a Copa do Mundo, talvez seja mais fácil dizer o que não sabemos.

Houve tanto sigilo que parece impossível ter certeza de qual seria um preço justo e razoável para um ingresso da Copa do Mundo.

Na semana passada, os procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey iniciaram oficialmente uma investigação sobre as práticas da Fifa em relação aos ingressos.

A entidade máxima do futebol foi intimada a responder a acusações de "inflação artificial de preços" e "dano aos torcedores".

Alguns torcedores que tiveram sucesso e pagaram por ingressos em uma categoria de preço acabaram recebendo ingressos de valor inferior, mais distantes do campo.

Mesmo aqueles que ganharam no sorteio o fizeram às cegas – em nenhum momento a tabela de preços foi divulgada. O preço astronômico dos ingressos só ficou claro quando os torcedores foram solicitados a pagar.

A Fifa adotou precificação variável, em vez da precificação dinâmica, que altera os preços em cada ponto de venda com base na demanda anterior.

A janela final de vendas ao público da Fifa começou em abril. À época, foi dito que mais ingressos poderiam ser liberados até o início das partidas.

Os mapas dos estádios foram alterados e categorias mais caras foram adicionadas, sem que os torcedores soubessem.

Essas categorias geralmente ficavam nas primeiras fileiras e custavam cerca de 50% a mais do que os assentos logo atrás delas.

Os procuradores-gerais alegaram que tudo fazia parte de uma tentativa deliberada de omitir informações e deixar os torcedores sem saber como comprar ingressos.

A variação regular e gradual de preços, fileira por fileira, em um mercado secundário pode indicar uma política deliberada e estruturada, anunciada pela mesma empresa ou indivíduo — Foto: BBC

"Todos os jogos já estão esgotados", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em fevereiro. "Reservamos alguns ingressos para vendas de última hora, é claro, mas todos os jogos estão esgotados."

A Fifa não deveria ter problemas para esgotar os ingressos para os jogos com as seleções principais – Argentina, Brasil, Inglaterra, Alemanha e Espanha, para citar algumas.

Deveríamos poder dizer o mesmo sobre os países anfitriões, mas a Fifa precificou esses jogos tão alto que apenas duas das nove partidas envolvendo Canadá, México ou Estados Unidos estão oficialmente esgotadas.

Mesmo a partida de abertura, entre México e África do Sul, ainda tem mais de 500 lugares disponíveis no site da Fifa, com preços a partir de US$ 2.273 (R$ 11.740) cada.

O problema da Fifa são os jogos com seleções que não têm grande apelo – partidas como Bósnia-Herzegovina x Catar, Cabo Verde x Arábia Saudita e República Democrática do Congo x Uzbequistão.

O TicketData, um site independente que monitora os principais eventos esportivos nos Estados Unidos, apresentou um panorama intrigante.

O site indica que, no sábado, havia cerca de 74 mil ingressos disponíveis para 86 das 104 partidas.

Isso é apenas parte da história. Existem milhares de ingressos a mais no próprio site de venda da Fifa, com disponibilidade real, mas a um preço ainda mais alto – muitos provavelmente foram comprados para revenda, sem intenção de comparecer ao jogo.

Em poucas horas, a TicketData relatou que o número de ingressos no site da Fifa, com preço original, caiu para menos da metade, para cerca de 32 mil. Na terça-feira (2/6), esse número havia caído para 22 mil, com 66 jogos à venda.

A Fifa tem se esforçado para incentivar os torcedores a usarem seu próprio site para revender ingressos que não pretendam usar. O site oficial cobra uma taxa de 15% tanto do comprador quanto do vendedor.

Em sua página de perguntas frequentes, a entidade máxima do futebol mundial afirma que "incentiva fortemente a compra de todos os tipos de ingressos" por meio de suas plataformas oficiais.

A Fifa também alerta que ingressos comprados por outros meios "podem ser inválidos e estar sujeitos a cancelamento sem aviso prévio".

Mas na terça-feira, logo após a queda no estoque no próprio site da Fifa, a disponibilidade no SeatGeek pareceu aumentar consideravelmente.

Não se tratava apenas de assentos individuais aleatórios, mas de lotes de assentos em fileiras de blocos específicos.

Isso foi destacado nas redes sociais e, em 24 horas, a disponibilidade no SeatGeek pareceu diminuir novamente.

A TicketData afirma que, na quarta-feira, o número de ingressos no próprio site da Fifa voltou a subir para 37 mil.

É impossível verificar quem listou os ingressos e por quê. Ou por que os números mudaram no site da Fifa.

Qualquer pessoa pode anunciar ingressos nesses sites externos, e os ingressos em si podem nem existir.

O SeatGeek negou qualquer envolvimento direto, mas isso não significa que a Fifa, ou um de seus parceiros, não possa estar operando e anunciando ingressos de forma independente.

Em um comunicado, a empresa afirmou: "O SeatGeek é um mercado confiável que oferece aos torcedores acesso seguro a ingressos para dezenas de milhares de eventos ao vivo, incluindo a Copa do Mundo. Não temos parceria ou acordo de distribuição com a Fifa."

"A Viagogo é um mercado seguro e regulamentado. Não possui qualquer relação com a Fifa", diz o comunicado.

A Fifa foi contatada para comentar o assunto, mas, como tem acontecido durante todo o processo de venda de ingressos, não houve resposta.

Em vez de o preço dos ingressos ser aleatório, parece que eles são definidos com preços regulares e que aumentam de fileira em fileira, ficando mais caros quanto mais perto da frente do campo.

Observando dois setores atrás do gol para o jogo República Democrática do Congo x Uzbequistão, há 60 anúncios de ingressos múltiplos com preços entre US$ 250 (R$ 1.291) e US$ 296 (R$ 1.529) nos setores 102 e 103.

Quando a Fifa lançou seus ingressos "frontais" mais caros em abril, deixou claro que considerava que quanto mais perto do campo, mais valioso o ingresso.

O preço aumenta alguns dólares, fileira por fileira. Todos os preços estão bem abaixo do valor nominal de US$ 380 (R$ 1.963).

A Fifa é como qualquer outra promotora. A última coisa que ela quer é um monte de assentos vazios – não apenas pela imagem, mas também porque qualquer assento vazio significa valor zero.

Os números mostram que os torcedores não estão dispostos a pagar os altos preços dos ingressos para os jogos menos atrativos.

A BBC Sport selecionou cinco partidas que normalmente teriam uma demanda menor e descobriu que os ingressos para os assentos mais desejáveis da arquibancada inferior estão agora bem abaixo do preço original.

Dois ingressos comparáveis no bloco 121, com valor nominal de US$ 620 (R$ 3.202), podiam ser comprados por R$ 1.179 no próprio site de revenda da Fifa – 64% mais barato.

Para o jogo República Tcheca x África do Sul, os ingressos do bloco 122, com valor nominal de R$ 2.356, estavam abaixo de R$ 1.310 no SeatGeek e no StubHub.

Isso indica que a Fifa não consegue manter o alto valor nominal em seu próprio site, o que leva à especulação de que esteja tentando vender os ingressos em outros lugares – sem reduzir os preços por conta própria.

E, depois que os ingressos para o jogo das quartas-de-final do Mundial de Clubes do Chelsea contra o Palmeiras caíram para apenas R$ 56,32, os preços ainda podem estar longe de atingir o fundo do poço.

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Estados americanos preparam ação para bloquear compra da Warner Bros pela Paramount

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 16:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1541,71%Dólar TurismoR$ 5,3591,61%Euro ComercialR$ 5,9411,08%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.082 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,1541,71%Dólar TurismoR$ 5,3591,61%Euro ComercialR$ 5,9411,08%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.082 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,1541,71%Dólar TurismoR$ 5,3591,61%Euro ComercialR$ 5,9411,08%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.082 pts-0,73%Oferecido por

Um grupo de estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, está preparando uma ação judicial para bloquear a aquisição da Warner Bros. pela Paramount Skydance ( PSKY.O ) por US$ 110 bilhões (R$563 bilhões, na cotação atual), disseram fontes informadas sobre o assunto à Reuters nesta sexta-feira (5).

A ação judicial deverá ser protocolada nas próximas semanas, disseram as fontes. O caso representaria a medida mais ousada até o momento por parte dos estados em seus esforços para estarem na vanguarda da aplicação das leis antitruste nos EUA, visto que suas contrapartes, com mais recursos no governo Trump, adotam uma postura mais favorável aos negócios em relação à fiscalização.

Analistas também consideram que a Paramount terá um caminho mais fácil para obter a aprovação dos órgãos reguladores antitruste federais nos EUA, em parte devido às suas conexões políticas. O pai do CEO da Paramount, David Ellison, o bilionário Larry Ellison, cofundador da Oracle, tem conexões com o presidente Donald Trump.

As ações da Warner Bros caíram após a Reuters divulgar a notícia, e registravam queda de 3,6% na tarde de sexta-feira. As ações da Paramount ampliaram as perdas, com queda de 6,7%.

Um porta-voz da Paramount disse que o acordo traria maior concorrência e que se opor a ele "significa dar a empresas consolidadas como a Netflix uma vantagem que elas não merecem".

"Continuaremos a lutar contra qualquer tentativa de sabotar um acordo que beneficia claramente os consumidores, os criadores e a indústria como um todo", disse o porta-voz.

Não ficou claro quais outros estados se juntariam ao processo. Um porta-voz do gabinete do Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que a investigação estadual continua em andamento, mas se recusou a comentar mais.

A transação proposta enfrentou resistência de atores, roteiristas e outros profissionais de Hollywood devido ao seu potencial para eliminar empregos. Hollywood e Wall Street têm acompanhado de perto o acordo de alto risco, que reuniria algumas das franquias mais duradouras da indústria do entretenimento.

Paramount assina acordo de US$ 110 bilhões para comprar a WarnerEstrelas de Hollywood assinam carta aberta contra fusão de Paramount e Warner Bros.Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount; veja os números

A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming.

Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais.

A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas.

A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery.

O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.

💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.

Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais.

Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.

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Lula sanciona lei que permite renovação automática da CNH de bons condutores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 14:45

Carros Lula sanciona lei que permite renovação automática da CNH de bons condutores A lei, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (5). Por Ana Clara Alves, TV Globo — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, sem vetos, lei que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de motoristas que não cometerem infrações de trânsito sujeitas a pontuação nos 12 meses anteriores.

A lei, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (5).

A proposta é de autoria do governo federal. A principal mudança feita no texto pelo Congresso Nacional foi a retomada da obrigatoriedade do exame de aptidão física e mental para a renovação da habilitação, mesmo para os bons condutores.

🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses;🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período;📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).

De acordo com Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), desde a publicação da medida provisória, agora transformad em lei, as novas regras de renovação já beneficiaram 2 milhões de motoristas, que tiveram suas CNHs renovadas automaticamente.

Renovação automática da CNH é usada como isca em golpe digital. — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Com a publicação da lei, a emissão do documento em meio físico passa a ser uma escolha do condutor, e não mais uma obrigação.

Além disso, haverá um preço público nacional para os exames de aptidão física, mental e psicológica, fixado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, em substituição às tabelas estaduais.

A nova legislação também permite que os motoristas escolham como preferem se preparar para tirar a CNH, se por meio do conteúdo teórico gratuito disponível na plataforma digital, se em uma autoescola tradicional, ou combinando as duas opções.

No caso das aulas práticas, o novo condutor pode optar por uma autoescola, contratar um instrutor autônomo credenciado pelo Detran ou escolher a quantidade de aulas que julgar necessária para se sentir preparado.

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Erro no site da Fifa libera ingressos grátis para a Copa, torcedores resgatam e entidade exige pagamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 11:50

Tecnologia Erro no site da Fifa libera ingressos grátis para a Copa, torcedores resgatam e entidade exige pagamento Falha permitiu que cerca de 60 torcedores obtivessem entradas sem custo; entidade deu prazo para pagamento e pode cancelar os ingressos. Por Redação g1

Um problema no site da Fifa fez com que ao menos 60 pessoas resgatassem ingressos para jogos da Copa do Mundo de 2026 por R$ 0, segundo informações da emissora britânica Sky News.

A Fifa confirmou que as entradas foram emitidas sem custo devido a um erro no processo da compra. A entidade afirmou ainda que os torcedores foram avisados de que precisarão concluir a compra pelo valor correto, que não foi divulgado.

"A FIFA pode confirmar que aproximadamente 60 torcedores da Copa do Mundo FIFA 2026 receberam uma comunicação na quarta-feira, 3 de junho, sobre ingressos que haviam sido disponibilizados gratuitamente (0 USD) devido a um problema de pagamento anterior durante o processo de checkout", disse em comunicado.

"Os ingressos solicitados por esses fãs continuam reservados, e os torcedores afetados foram convidados a concluir o pagamento do valor correto", completou.

Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, na Flórida, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e palco do terceiro jogo do Brasil na competição — Foto: Nathan Ray Seebeck-USA TODAY Sports/Reuters/Arquivo

Segundo a BBC, a Fifa deu sete dias para que esses torcedores concluam a compra. Caso contrário, os ingressos serão cancelados e disponibilizados novamente para venda.

A BBC lembra que a Fifa vem sofrendo vários críticas após implementar, pela primeira nesta, a política de "preços dinâmicos" para ajustar os valores dos ingressos com base na demanda.

Os valores de vários jogos explodiram ao longo dos últimos meses. Espanha x Uruguai, por exemplo, o ingresso mais barato passou do equivalente a R$ 600 para R$ 1.575. O mais caro da final agora está custando cerca de R$ 55 mil.

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Dona do Claude sugere pausa no desenvolvimento da IA por risco de sistemas saírem do controle humano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 10:45

Tecnologia Dona do Claude sugere pausa no desenvolvimento da IA por risco de sistemas saírem do controle humano Anthropic afirma que uma pausa global no avanço da IA poderia dar mais tempo para pesquisas de segurança acompanharem a evolução da tecnologia. Por France Presse

A empresa de IA Anthropic propôs uma pausa global no desenvolvimento de sistemas de IA cada vez mais potentes, diante de sinais de que os modelos mais recentes poderiam escapar do controle humano.

Desenvolvedora dos modelos de IA do Claude, a empresa, sediada em San Francisco (EUA), destacou em um relatório que a desaceleração mundial no desenvolvimento da IA de ponta poderia ser "uma boa ideia", mas alertou que, se apenas uma empresa diminuir o ritmo, ela pode simplesmente ser ultrapassada pela concorrência.

"Acreditamos que seria bom para o mundo ter a opção de reduzir ou pausar temporariamente o desenvolvimento da IA, para permitir que as estruturas sociais e a pesquisa de alinhamento sigam o ritmo do avanço da tecnologia", manifestou a Anthropic.

Uma pausa real significaria grandes empresas de IA em vários países, principalmente China e Estados Unidos, concordando em parar ao mesmo tempo, sob regras que todos pudessem verificar, ressaltou a Anthropic.

"Sem um mecanismo de coordenação global, empresas e governos terão que tomar decisões difíceis sobre segurança enquanto enfrentam pressões competitivas e geopolíticas."

A proposta enfrenta uma batalha difícil em Washington e no Vale do Silício. Funcionários americanos e executivos de grandes empresas de tecnologia argumentam que desacelerar o desenvolvimento da IA poderia dar à China uma vantagem significativa.

O presidente Donald Trump, no entanto, assinou nesta semana um decreto que permitirá ao governo fazer avaliações preliminares dos modelos de IA mais poderosos de empresas americanas antes do seu lançamento.

A Anthropic indicou que espera reunir nos próximos meses funcionários do governo, cientistas, grupos de defesa e empresas concorrentes para definir como esse sistema funcionaria.

O chamado à coordenação surge no momento em que dados internos mostram que a IA acelera de forma dramática seu próprio desenvolvimento, destacou a Anthropic.

A empresa alertou que essa aceleração criaria um ciclo de retroalimentação que poderia levar ao que pesquisadores chamam de "melhora recursiva de si mesma", o que se refere à ideia de que um sistema de IA poderia ser capaz de ensinar a si próprio a se tornar mais inteligente.

A Anthropic negou que esse ponto seja inevitável, mas ressaltou que "as evidências sugerem que o papel humano está diminuindo em cada etapa do processo de desenvolvimento da IA".

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Como cultivar morango?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 07:48

GLOBO RURAL Como cultivar morango? Material gratuito reúne orientações sobre variedades, espaçamento, tipos de canteiro e cuidados para evitar pragas e doenças no cultivo de morango. Por Globo Rural

Precisa de orientações sobre como cultivar morango? A recomendação é a publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O material traz todos os detalhes sobre os tipos de canteiro que podem ser utilizados, as variedades para plantio, o espaçamento ideal e os cuidados necessários para evitar as pragas e doenças mais comuns da cultura.

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PIX x Zelle: veja as diferenças entre os sistemas de pagamento do Brasil e dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

O Zelle, sistema de pagamentos dos Estados Unidos, ficou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (4), após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro compará-lo ao PIX em entrevista à rádio TMC.

A declaração ocorre em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro, com acusações de que o país favorece a ferramenta em detrimento de empresas americanas. (entenda mais abaixo)

O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público. A ferramenta foi desenvolvida e lançada pelo Banco Central do Brasil em 2020. O BC também é responsável pela regulação e pela infraestrutura tecnológica necessária para o funcionamento do sistema.

Já o Zelle — cuja pronúncia é “Zell” — foi lançado em 2017 e é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos.

O sistema foi criado pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por grandes bancos dos Estados Unidos, como Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Embora o Banco Central estude permitir transferências diretas do PIX para contas no exterior, o sistema brasileiro — assim como o americano — ainda está limitado a operações entre contas nacionais.

Enquanto o PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central, o Zelle é restrito às instituições participantes do sistema.

Segundo dados oficiais, o Zelle está disponível em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.

Enquanto o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e transações de pequenas empresas, o PIX pode ser usado em diversas situações do dia a dia.

pagamentos em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços;pagamentos entre empresas;recolhimento de receitas públicas e contribuições; epagamento de cobranças e faturas, como contas de serviços públicos.

Além disso, o PIX é gratuito para pessoas físicas e costuma ter custo mais baixo para empresas. Já o Zelle pode ou não ser gratuito, a depender das tarifas cobradas pelo banco ou cooperativa de crédito. De acordo uma pesquisa realizada no terceiro trimestre do ano passado, no entanto, "quase todos" os bancos e cooperativas que disponibilizam o sistema não cobram taxas de consumidores.

Por fim, enquanto o PIX é instantâneo, o Zelle pode levar alguns minutos para que o valor fique disponível ao destinatário.

Segundo o site oficial do Zelle, o usuário só pode cancelar um pagamento se o destinatário ainda não estiver cadastrado na plataforma.

“Se o destinatário já estiver cadastrado no Zelle, o dinheiro será enviado diretamente para a conta bancária dele e não poderá ser cancelado”, alerta o site.

Já o PIX conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado para ajudar vítimas de fraude. O Banco Central ressalta, no entanto, que a ferramenta não garante o ressarcimento.

“A recuperação depende da análise do caso e da existência do saldo na conta do recebedor ou de demais envolvidos na fraude”, diz o BC.

No caso de transferências feitas por engano, não há normas específicas do Banco Central ou do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre devolução. Ainda assim, o BC lembra que o Código Penal trata da apropriação indevida e orienta os consumidores a procurar o banco para tentar reaver o dinheiro.

O PIX também conta com uma funcionalidade que permite ao recebedor devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.

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Brasil, França ou Espanha? Seleção de R$ 9 bilhões é a mais valiosa da Copa; veja ranking

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

Os jogadores mais valorizados do planeta, distribuídos entre 48 seleções, começam em 11 de junho a disputa da Copa do Mundo de 2026.

A França, dona de um elenco cheio de estrelas, lidera não só o ranking da FIFA — que classifica as seleções de acordo com o desempenho internacional —, mas também a lista das equipes mais valiosas do Mundial.

Juntos, os atletas franceses convocados para a competição somam 1,53 bilhão de euros em valor de mercado — o equivalente a R$ 9 bilhões pela cotação de 28 de maio. Em seguida aparece a Inglaterra, com 1,32 bilhão de euros, ou R$ 7,78 bilhões.

O Brasil ocupa a sexta posição entre as seleções mais valiosas, com 912,2 milhões de euros em valor de mercado (R$ 5,37 bilhões). Além de França e Inglaterra, a seleção brasileira fica atrás de Espanha, Portugal e Alemanha. (veja o ranking completo abaixo)

🔎 Os valores têm como base dados do site Transfermarkt, especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma calcula os valores dos atletas com base na demanda do mercado e considera fatores como taxas de transferência, idade, desempenho, potencial futuro, salário e tempo de contrato dos jogadores.

Os dados também mostram quais são os jogadores mais valiosos de cada seleção. Entre os destaques estão o francês Kylian Mbappé, o espanhol Lamine Yamal e o norueguês Erling Haaland. Cada um tem valor de mercado estimado em 200 milhões de euros (R$ 1,17 bilhão).

O brasileiro mais valorizado é o atacante Vini Jr., estimado em 150 milhões de euros (R$ 882,5 milhões).

Juntos, todos os jogadores convocados das dez equipes somam mais de R$ 57 bilhões em valor de mercado.

Kylian Mbappé (França) — R$ 1,17 bilhãoLamine Yamal (Espanha) — R$ 1,17 bilhãoErling Haaland (Noruega) — R$ 1,17 bilhãoVini Jr. (Brasil) — R$ 882,5 milhõesJude Bellingham (Inglaterra) — R$ 823,7 milhõesJoão Neves (Portugal) — R$ 823,69 milhõesVitinha (Portugal) — R$ 823,69 milhõesFlorian Wirtz (Alemanha) — R$ 647,2 milhõesRyan Gravenberch (Holanda) — R$ 529,5 milhõesEnzo Fernández (Argentina) — R$ 529,5 milhõesJulián Álvarez (Argentina) — R$ 529,5 milhõesJérémy Doku (Bélgica) — R$ 382,4 milhões

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Site rastreia jatos de super-ricos para ‘prever o apocalipse’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/06/2026 03:51

Tecnologia Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' Programador dos EUA sustenta que, se o mundo estivesse prestes a acabar, as elites seriam as primeiras a saber. Projeto surgiu após ameaça de Donald Trump contra civilização persa. Por Felipe Espinosa Wang

Site rastreia jatos de super-ricos para 'prever o apocalipse' — Foto: Unsplash/Niklas Jonasson

A ideia é simples, talvez óbvia. Se o fim do mundo estiver se aproximando – ou ao menos um ataque nuclear ou uma crise civilizatória –, os super-ricos provavelmente ficarão sabendo antes. Não por fazerem parte de uma conspiração, mas porque costumam estar mais próximos dos centros onde circula informação estratégica.

Se eles souberem, subirão em seus jatos particulares. E, se todos subirem ao mesmo tempo, os dados vão mostrar isso.

Essa foi a intuição de Kyle McDonald, programador e artista de Los Angeles, nos EUA, que levou a ideia para a era dos dados e da aviação privada. O resultado é seu Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de movimentos de jatos privados no mundo todo, que McDonald interpreta como um possível sinal de inquietação – ou até de pânico – entre as elites globais.

"Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro", escreveu McDonald ao portal de tecnologia Business Insider.

Segundo a revista Vice, o sistema monitora uma rede mundial de receptores de rádio que captam sinais ADS-B – os mesmos que transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves – e filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento.

Em seguida, compara quantos desses aviões estão no ar a cada momento com uma linha de base histórica, que leva em conta padrões diários, semanais e até feriados.

Dessa comparação surge uma escala de alerta de 1 a 5. O nível 1 corresponde a um dia normal, enquanto o nível 5 indica uma atividade aérea superior a qualquer outro momento registrado no ano anterior.

Se o número dispara repentinamente – mais de cinco desvios padrão acima da média –, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto.

A iniciativa, no entanto, não nasceu de uma curiosidade acadêmica, mas da ansiedade. McDonald conta que tudo começou a tomar forma depois de ler a recente ameaça contra o Irã por Donald Trump, na qual o presidente dos Estados Unidos advertia que uma "civilização inteira" poderia desaparecer caso não fosse alcançado um cessar-fogo.

A declaração o levou a se perguntar quem teria acesso a informações críticas antes do restante da população. Afinal, pessoas próximas ao poder já se beneficiaram, em outras ocasiões, de informações privilegiadas em áreas como mercados de previsão, política ou criptomoedas.

Se isso acontece em questões econômicas ou geopolíticas, por que não aconteceria também diante de uma ameaça verdadeiramente existencial?

Depois de concluir o modelo, ele decidiu testá-lo, analisando dados históricos em busca dos maiores picos de atividade. O resultado o surpreendeu. O aumento mais pronunciado registrado até agora ocorreu em 6 de abril, o mesmo dia em que o Irã lançou uma ofensiva em larga escala contra alvos americanos e israelenses.

"Isso me perturbou", escreveu na Business Insider. "Lembro de ter pensado: 'Meu Deus, é real'."

Ainda assim, McDonald insiste que seu rastreador está longe de ser um detector científico do apocalipse. Um nível 5 pode ser acionado por motivos perfeitamente banais, como as férias de Natal ou grandes eventos políticos que envolvem deslocamentos em massa de ricos.

Mas ele sustenta que o simples fato de padrões reconhecíveis surgirem já levanta questões interessantes sobre como as elites reagem a situações de incerteza.

McDonald tem 25 anos como programador. Mas, no último ano e meio, trabalha constantemente com inteligência artificial. O rastreador foi construído por meio do chamado vibe coding, uma técnica cada vez mais popular em que o desenvolvedor orienta a IA com instruções, e ela escreve grande parte do código.

Metade da sua renda vem de consultoria para empresas de tecnologia e artistas. A outra metade, de exposições na Europa e no Leste Asiático. Ele se paga um salário anual de 60 mil dólares (cerca de R$ 305 mil) – modesto para a sua vida em Los Angeles, segundo ele – e reinveste o restante em seus projetos.

O rastreador também gera alguma receita: cerca de 2,5 mil pessoas se inscreveram, a maioria gratuitamente via Telegram, e outras pagam cinco dólares por ano para receber alertas por SMS ou e-mail.

"O que me fascina é que as pessoas basicamente me pagam cinco dólares por ano pela possibilidade de não receber uma mensagem de texto", escreveu. "Isso me parece uma intervenção conceitual, uma obra de arte e um serviço de software, tudo ao mesmo tempo."

Este não é seu primeiro projeto na fronteira entre vigilância e ativismo. Antes, ele construiu aplicativos para rastrear helicópteros do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) – e descobriu, afirma, que a polícia frequentemente ocultava a identidade de suas aeronaves.

Mais recentemente, desenvolveu ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes das forças de segurança, projetos que lhe renderam cobertura midiática, críticas e até ameaças de morte. O fio condutor, diz ele, é inverter a lógica da vigilância: usá-la para escrutinar o poder, e não o cidadão.

De acordo com o The Washington Post, McDonald dialoga com as reflexões do escritor Douglas Rushkoff, que há anos estuda a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social.

No livro Survival of the Richest (A Sobrevivência dos Mais Ricos), Rushkoff documentou como muitos ultrarricos não apenas constroem bunkers, mas também transformam propriedades existentes em refúgios autossuficientes, preparados para cenários extremos.

Sob a perspectiva do autor, o rastreador de McDonald seria menos um detector de catástrofes e mais um termômetro do medo das elites. E esse medo não surge no vácuo. A própria possibilidade de que alguns consigam escapar enquanto a maioria não tem essa opção remete a uma questão mais profunda: a crescente concentração de riqueza e poder.

Apesar da gravidade do pano de fundo, McDonald prefere tratar o tema com humor, em vez de solenidade. Ele não pretende oferecer respostas grandiosas. Basta-lhe que as pessoas vejam o projeto, deem uma risada e reconheçam o absurdo da situação.

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‘Pix americano’? O que é o Zelle, sistema de pagamentos defendido por Eduardo Bolsonaro para negociação entre Brasil e EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/06/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,0661,15%Dólar TurismoR$ 5,2741,19%Euro ComercialR$ 5,8760,86%Euro TurismoR$ 6,1310,92%B3Ibovespa170.331 pts-2,22%Oferecido por

Em meio às críticas do governo de Donald Trump ao Pix, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu na quarta-feira (3) que o Brasil pode "ir para a mesa de negociação" ao mencionar o uso do Zelle, que ele chamou "o Pix americano".

Ao canal TMC News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que os "EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle".

"Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos", seguiu o ex-deputado cassado que vive nos EUA há mais de um ano fazendo articulações políticas que buscam favorecer o campo bolsonarista.

A declaração de Eduardo foi dada em meio à pressão americana sobre o Pix, que foi um dos alvos do documento em que governo Trump propõe uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros.

"O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix", afirma o documento da investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado.

O governo americano acusou o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — "como regulador e proprietário/operador" do Pix — criando um "conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas".

As críticas americanas seguem citando a exigência do uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e a de que o sistema de pagamentos seja exibido na tela principal do aplicativo dos bancos no Brasil.

Em pré-campanha à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem usando o argumento de que os Estados Unidos e a família Bolsonaro seriam contra o Pix.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem citado que o Pix foi lançado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) — apesar de o projeto ter sido iniciado ainda no governo Michel Temer (MDB), em 2018.

As declarações de Eduardo Bolsonaro já repercutiram no campo governista, com o deputados do PT acusando os filhos do ex-presidente de agir contra o Brasil.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) os chamou de "entreguistas": "Eduardo Bolsonaro confessa que quer entregar nosso Pix público e gratuito, operado pelo nosso Banco Central, aos americanos. Nós não vamos permitir".

Já a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Eduardo "quer trocar o nosso Pix pelo sistema americano chamado Zelle, como ponto de negociação pra retirar a taxação americana, que eles ajudaram articular".

Pix foi lançado em 2020 e entrou na mira de uma investigação do governo americano — Foto: Getty Images via BBC

Diferentemente do Pix — um sistema de pagamentos público, criado e operado pelo Banco Central brasileiro —, o Zelle é um sistema privado de pagamentos e transferências, operado por bancos americanos.

O serviço é operado desde 2017 pela Early Warning Services, empresa que é copropriedade de sete dos maiores bancos americanos: Bank of America, Capital One, JPMorgan Chase, PNC Bank, Truist, U.S. Bank e Wells Fargo.

Segundo a empresa, o Zelle está disponível em mais de 2,4 mil aplicativos bancários no país. Ou seja, depende de cada banco a decisão de usar ou não.

Já no Brasil, a participação no Pix é obrigatória para todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central com mais de 500 mil contas ativas.

O serviço americano anunciou que alcançou 151 milhões de usuários cadastrados em 2024, entre consumidores e pequenos negócios, fazendo mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) em transferências naquele ano.

O Pix, por sua vez, é usado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, ou 80% da população do país, movimentando R$ 35,4 trilhões em transferências somente em 2025.

A CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, classifica o Zelle como uma "resposta da indústria bancária ao crescente sucesso de serviços de pagamento entre pessoas, como PayPal", uma plataforma global de pagamentos online separada dos bancos.

Uma limitação de serviços como PayPal, Venmo e Cash App é que os usuários precisam usar o mesmo serviço para transferir dinheiro. Já com o Zelle, qualquer pessoa com uma conta bancária em uma instituição financeira participante pode enviar dinheiro.

Assim como o Pix, o serviço americano permite que um cliente bancário envie recursos rapidamente para outra pessoa usando apenas seu endereço de e-mail ou número de telefone. No Brasil, os clientes podem usar ainda o CPF ou uma "chave aleatória" para as transferências.

De acordo com a Early Warning Services, o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária "em poucos minutos". Já o Pix é um serviços instantâneo, que realizar pagamentos em segundos, estando disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.

O Bank of America ressalta também em seu site que, "em algumas situações, a instituição financeira do destinatário pode causar um atraso no processamento da transferência" via Zelle.

Ainda segundo a Early Warning Services, "normalmente não há tarifas para consumidores enviarem ou receberem dinheiro por meio do Zelle", mas essa não é uma regra. É possível que bancos cobrem taxas para transações, por isso é preciso verificar com as instituições financeiras.

No Brasil, o Pix é gratuito para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais, e cobra taxas baixas de pessoas jurídicas, que variam de 0,89% a 1,45% por transação, dependendo do banco, do volume de recebimentos e do canal utilizado.

Os limites de envio e recebimento de dinheiro pelo Zelle são definidos por cada banco ou cooperativa de crédito participante.

No Pix, os limites para pessoas físicas são definido pelas instituições financeiras, com base no perfil de risco e de comportamento do usuário.

Em um artigo publicado em 2025 em que elogiou o Pix, o economista americano Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, disse que "o Pix é uma espécie de versão pública do Zelle".

"Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E, embora o Zelle seja grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, sendo usado por 93% dos adultos brasileiros. Parece estar rapidamente substituindo dinheiro em espécie e cartões", escreveu Krugman.

Após a citação do Pix no relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o meio de pagamento e disse que a conclusão da investigação dos EUA decorre de "informações incompletas" acerca dos objetivos e funcionamento do sistema financeiro.

"O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica.

Trata-se de um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras", afirmou a entidade.

A Febraban pontuou ainda que "não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento da indústria financeira, desde que operem no mercado nacional".

Post do governo federal de julho de 2025: gestão Lula tem procurado usar episódios para tentar melhorar imagem — Foto: Governo Federal

A menção ao Pix no relatório publicado pelo USTR nesta semana não foi o primeiro ataque dos EUA ao sistema de pagamentos.

O Pix foi mencionado em outro relatório do USTR de 31 de março em que os EUA listam o que consideram barreiras comerciais de mais de 60 países contra empresas americanas. Na ocasião, o governo brasileiro reagiu e o presidente Lula afirmou que "o Pix é do Brasil".

No relatório de março do ano passado, no entanto, o sistema de pagamentos não foi mencionado diretamente, ao contrário do que aconteceu no deste ano.

Uma fonte ouvida pela BBC News Brasil que tem proximidade com as negociações entre Brasil e EUA comenta que uma das hipóteses para o endurecimento no tom agora foi o desfecho de uma reunião recente da Organização Mundial do Comércio (OMC) em que o Brasil bloqueou uma proposta dos EUA e outros países para estender a moratória de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas, que inclui serviços digitais como streamings, softwares e jogos.

Há ainda a grande derrota que o tarifaço de Trump sofreu no judiciário americano em fevereiro deste ano, quando a Suprema Corte considerou que o instrumento que vinha sendo usado para embasar as medidas (a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ou IEEPA, na sigla em inglês), na verdade não autorizava o governo americano a instituir as tarifas.

Em um artigo de março deste ano, duas analistas do centro de pesquisas americano Brookings Institute pontuaram que, diante desse revés, a Seção 301, usada na investigação contra o Brasil, poderia entrar no cardápio do governo americano como opção para voltar a taxar seus parceiros comerciais.

Do lado do setor financeiro, a jurista Camila Villard Duran chama atenção para a expansão do Pix no Brasil, "que altera diretamente o equilíbrio competitivo para empresas americanas, como Visa e Mastercard", mas especialmente para o fenômeno mais amplo no qual ele está inserido, de transformação estrutural e reorganização da ordem monetária e financeira internacional.

"O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros", destaca Duran.

A professora aponta que, no relatório do USTR, os EUA fazem críticas semelhantes às feitas ao Brasil a países como Índia, Tailândia e Paquistão, "onde políticas públicas nacionais promovem sistemas domésticos de pagamento, impõem requisitos de localização de dados ou criam barreiras regulatórias à atuação de empresas estrangeiras".

"Em todos esses casos, o argumento dos EUA é semelhante: tais medidas seriam discriminatórias e restringiriam o acesso de empresas americanas a mercados nacionais", completa.

Diante desse panorama, Duran avalia que a pressão sobre o Pix e sobre sistemas de pagamentos de outros países também está ligada a uma questão ainda mais ampla, de soberania.

O que está em jogo, diz ela, já não é apenas a concorrência entre empresas, "mas o controle sobre infraestruturas consideradas como críticas".

"Nas minhas pesquisas, tanto sobre a criação do euro digital como sobre os projetos de plataformas alternativas para transações financeiras transfronteiriças, noto que a ideia de 'soberania monetária' está se deslocando muito rapidamente da autonomia da política monetária para o controle jurisdicional sobre as infraestruturas de pagamento e dos dados monetários que elas geram", afirma Duran.

"A moeda, na economia digital, torna-se cada vez mais informação e, nesse contexto, o controle jurisdicional sobre esses dados passa a ser um elemento central do poder monetário estatal."

Com informações de Vitor Tavares, Thais Carrança, Daniel Gallas e Camilla Veras Motta, da BBC News Brasil em São Paulo e em Londres.

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