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Conta de luz: com menos chuvas, Aneel mantém bandeira tarifária amarela para junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 18:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

A bandeira tarifária para o mês de junho será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24). Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa.

"O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", justificou a agência.

Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura.

🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em maio, a Aneel definiu uma bandeira amarela.

💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

Governo anunciou bandeira tarifária para contas de energia de maio — Foto: Gilvana Giombelli/g1 Paraná

🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

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Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 18:44

Política Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV Facções brasileiras foram classificadas como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump, após pedido do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Medida desperta temor de risco à soberania do Brasil, mas também pode ajudar no combate ao crime organizado. Por Redação g1 — São Paulo

A decisão de Donald Trump de classificar as facções brasileiras PCC e CV como grupos terroristas gera impactos jurídicos, econômicos, militares e civis para ambos os países.

Especialistas alertam para possíveis riscos à soberania nacional, enquanto defensores da medida acreditam que a classificação dificultará a atuação internacional do crime organizado.

O anúncio do governo americano ocorreu apenas 2 dias após o senador Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente dos Estados Unidos para debater o tema.

Flávio Bolsonaro declarou ter feito mais pela segurança do país em uma única viagem do que a gestão do presidente Lula realizou ao longo de 17 anos.

O presidente Lula condenou a decisão americana sobre as facções brasileiras e declarou enfaticamente: "Não aceitamos ser tratados como moleques".

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente.

📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil "mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos".

Nesta sexta-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira e condenou a decisão americana sobre as facções brasileiras. "Não aceitamos ser tratados como moleques", afirmou.

Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações "narcoterroristas";Proteção e "libertação": O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma "proteção ao povo brasileiro" contra o que ele define como o "governo paralelo" das facções criminosas;Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV "vão poder ser combatidos igual Bin Laden era" pelos Estados Unidos.

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Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo;Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida;Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como "secretos" ou "ultrassecretos", o que reduziria a troca de informações;Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de "apoio material" às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo.

Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados;Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano;Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio.

Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação. — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo;Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA.

Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA;Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções.

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Campinas terá núcleo para desenvolver aplicativos com uso de IA para serviços públicos federais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 16:44

Campinas e Região Campinas terá núcleo para desenvolver aplicativos com uso de IA para serviços públicos federais Pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física no CPQD, foi lançada nesta sexta-feira com presença de ministra. Local também guardará e processará dados de usuários. Por Gabriel Pitor, Bárbara Camilotti, Helen Sacconi, EPTV 1 e g1 Campinas e Região

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), terá um núcleo para desenvolver aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais.

A pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física, foi lançada durante evento nesta sexta-feira (29), no CPQD.

O local deverá começar a funcionar até o fim deste ano e o investimento será de cerca de R$ 60 milhões.

O núcleo terá operação semelhante a um laboratório, no qual serão desenvolvidos modelos de linguagem e aplicativos com IA Generativa, aliados aos serviços do GOV.BR.

Além disso, o local guardará e processará dados sensíveis de usuários, como cadastros de pessoas em programas do governo.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP), terá um núcleo para desenvolver aplicativos com uso de Inteligência Artificial (IA) para serviços públicos federais. O investimento será de cerca de R$ 60 milhões.

A pedra fundamental, que marca a criação da estrutura física, foi lançada durante evento nesta sexta-feira (29), no CPQD, com a presença da ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O local deverá começar a funcionar até o fim deste ano.

O objetivo é que os novos aplicativos com suporte de IA façam o atendimento ou facilitem o acesso da população ao solicitar serviços por meio da plataforma GOV.BR.

"A gente vai ter um governo que vai chegar à população de forma personalizada, vai chegar de forma proativa, vai poder interagir com as pessoas, falar muito mais rápido. Vai aumentar a produtividade do setor público em números inimagináveis. É o início de uma transformação gigantesca para a nossa população", comentou a Dweck.

Além disso, o núcleo guardará e processará dados sensíveis de usuários, como cadastros de pessoas em programas do governo. Atualmente, essas informações estão hospedadas em nuvens internacionais.

O prédio que abrigará o núcleo já existe, mas, segundo o CPQD, será reformado, adequado e receberá novos equipamentos, entre eles unidades de processamento gráfico (GPUs).

O local terá operação semelhante a um laboratório, no qual serão desenvolvidos modelos de linguagem e ferramentas com IA Generativa. Também serão feitos tratamentos de grandes volumes de dados para treinamento de algoritmos.

Isso deverá impactar diretamente os aplicativos disponibilizados ao público e integrados ao GOV.BR. A pessoa que precisar de um serviço do governo federal acessará o aplicativo e conversará com robôs (chatbots) treinados por IA.

As ferramentas ainda usarão a IA em barras de pesquisa e processamento de dados. De acordo com o CPQD, isso irá atender à realidade da população brasileira, principalmente usuários com baixa maturidade digital.

"A inovação não é só tecnologia, mas é também tecnologia e essa parceria aqui vai nos permitir ter quase 350 pesquisadores desenvolvendo soluções para governos. Vai começar no governo federal, mas rapidamente vai se espalhar para todo o setor público brasileiro", disse Dweck.

No caso do processamento de dados, a ministra ressaltou que há uma questão de "soberania tecnológica". Isso porque as informações cadastrais de usuários estão, hoje, hospedadas em nuvens internacionais. Com o núcleo, elas passariam a ser guardadas e processadas dentro do Brasil.

"A gente fala que a soberania digital tem três níveis. A de dados, a gente já vinha trabalhando nisso, de repatriar os dados brasileiros, de poder saber onde os nossos dados estratégicos estão. A gente já estava num outro processo de operação, de conseguir acessar os dados, de conseguir operar", ponderou Dweck.

"E tem um terceiro que é tecnológico. Essa é a mais difícil. E aqui, esse é um projeto de soberania tecnológica, digital tecnológica. Isso realmente é um terceiro passo, um dos mais difíceis de se fazer num país em desenvolvimento, mas o Brasil tem capacidade, justamente porque a gente tem um grande sistema de inovação", finalizou.

O núcleo irá se integrar ao projeto Inspire (Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética). A parte criativa do projeto, que são as novas ferramentas com uso de IA para oferecer serviços públicos personalizados, será elaborada, guardada e processada no núcleo.

Mesmo sem a estrutura física, o Inspire completou sete meses e já implantou três chatbots em serviços do governo federal, conforme balanço divulgado durante o evento desta sexta:

Chatbot de Atendimento GOV.BR: desenvolvido para tirar dúvidas e dar suporte ao usuário por um único canal inteligente. Na fase de testes, a solução chegou a cerca de 2 mil atendimentos digitais por dia. A maior parte das interações teve como foco a solução de dúvidas e informações sobre recuperação de conta GOV.BR, autenticação em duas etapas, reconhecimento facial e uso do aplicativo. Chatbot SISU (Sistema de Seleção Unificada)/Jornada do Ensino Médio: lançado em janeiro de 2026 para apoiar estudantes durante o processo do SISU, Enem, Prouni e FIES, o chatbot foi preparado para oferecer orientações sobre matrículas, vagas, calendário e outros serviços associados ao MEC. Atende um universo potencial de 4,2 milhões de usuários inscritos no Enem.Chatbot Vacinação/Farmácia Popular: permite obter informações e esclarecer dúvidas sobre campanhas de vacinação realizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), bem como sobre Farmácia Popular e outras iniciativas do Ministério da Saúde.

Outra medida do projeto foi a criação de uma infraestrutura de IA para processar e qualificar 77 milhões de registros de endereços de pessoas no país.

"Além de endereços diferentes da mesma pessoa, armazenados em bases de dados de órgãos de governo distintos, encontramos duplicações e inconsistências, por exemplo, na grafia de nomes de ruas", contou Paulo Curado, diretor responsável pelo Inspire no CPQD.

"Ter o endereço correto das pessoas, disponível para todos os órgãos do governo, é essencial para políticas públicas que dependem desse dado para o pagamento de determinados benefícios”, explicou.

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Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 14:45

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ANS aprova limite de 5,11% para reajuste anual de planos de saúde individuais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0520,4%Dólar TurismoR$ 5,2610,54%Euro ComercialR$ 5,8970,62%Euro TurismoR$ 6,1520,7%B3Ibovespa173.264 pts-1,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0520,4%Dólar TurismoR$ 5,2610,54%Euro ComercialR$ 5,8970,62%Euro TurismoR$ 6,1520,7%B3Ibovespa173.264 pts-1,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0520,4%Dólar TurismoR$ 5,2610,54%Euro ComercialR$ 5,8970,62%Euro TurismoR$ 6,1520,7%B3Ibovespa173.264 pts-1,03%Oferecido por

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Segundo analistas, o percentual ficou abaixo do esperado pelo setor.

De acordo com a agência, esse foi o menor reajuste definido desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução nos preços em razão da queda no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social da pandemia de Covid-19.

O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.

A ANS informou que o reajuste só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação.

Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio.

Analistas do Citi afirmaram que, embora parte do mercado já esperasse um reajuste menor, o resultado “não é um bom sinal para enfrentar as persistentes pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais ainda elevadas”. A estimativa inicial do banco era de alta de 7,8%.

Já os analistas do UBS BB avaliaram que o percentual reforça a desaceleração dos reajustes após o período pós-pandemia, “mas a magnitude da surpresa negativa – cerca de 1 ponto percentual abaixo do consenso – é claramente negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado”.

No setor, os analistas das duas casas afirmaram que Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais, enquanto SulAmérica, controlada pela Rede D'Or, e Bradsaúde devem experimentar impacto direto limitado.

Na bolsa paulista, por volta das 12h50, as ações da Hapvida recuavam 3,77%, enquanto os papéis da Rede D'Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%.

"A decisão (da ANS) reforça uma dinâmica importante do setor: o crescimento dos reajustes está desacelerando enquanto a inflação dos custos médicos continua estruturalmente elevada, impulsionada por maior utilização, envelhecimento da população e adoção de tecnologias", disseram os analistas do UBS BB.

"Isso amplia o risco de compressão de margens em toda a indústria, aumentando a importância do controle de custos, da integração vertical e da composição da carteira para diferenciar os “vencedores” dos “perdedores” relativos."

STF estabelece critérios para que clientes de planos de saúde tenham direito a tratamentos além dos que estão na lista da ANS — Foto: Reprodução/TV Globo

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VÍDEO: veja momento em que nave da Blue Origin explode na Flórida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 13:46

Inovação VÍDEO: veja momento em que nave da Blue Origin explode na Flórida Empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e investiga as causas do incidente. Por Redação g1

A nave New Glenn, uma das mais poderosas do mundo, explodiu nesta quinta-feira (28) na base de lançamentos da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos (veja no vídeo acima).

A explosão aconteceu por volta das 22h (horário de Brasília), enquanto o veículo espacial passava por uma ignição estática dos motores, procedimento realizado com a nave ainda presa à plataforma.

Segundo a Blue Origin, foi registrada uma "anomalia" durante a operação. A empresa afirmou que todos os funcionários estão em segurança e disse que divulgará novas informações à medida que apurar os detalhes do incidente.

Explosão de nave da Blue Origin em base de lançamento na Flórida, em 28 de maio de 2026 — Foto: Reprodução/NasaSpaceFlight

A atividade fazia parte dos preparativos para a missão NG-4, anunciada pela companhia na quarta-feira (27). O plano era usar a New Glenn para colocar em órbita os primeiros 48 satélites da Amazon Leo, rede semelhante à Starlink, de Elon Musk.

Na ocasião, o CEO da Blue Origin celebrou o anúncio da missão. "Missão empolgante chegando. Não poderia estar mais orgulhoso de apoiar a equipe Leo nesta missão", afirmou.

Projetada para realizar voos de longa duração, a New Glenn é a principal concorrente da Starship, nave desenvolvida pela SpaceX.

Antes do incidente desta quinta, o veículo da Blue Origin já havia realizado três voos de teste sem tripulantes. O primeiro ocorreu no início de 2025, quando transportou um protótipo de outra espaçonave criada para implantar satélites no espaço.

O segundo teste aconteceu em novembro de 2025 e serviu para enviar sondas projetadas para chegar a Marte em 2027. A viagem foi encomendada pela Nasa e ficou marcada como a primeira missão comercial da nave da Blue Origin.

O terceiro experimento foi realizado em abril de 2026. Foi a primeira vez que a empresa reutilizou um propulsor, façanha que acirrou a rivalidade com a SpaceX.

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Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Vale do Paraíba e Região Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master Vice-presidente alertou que decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas pode prejudicar a economia brasileira e impactar o sistema financeiro. Por Cíntia Garcia, g1 Vale do Paraíba e Região

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a família Bolsonaro após os Estados Unidos classificarem as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Alckmin afirmou que a medida norte-americana pode trazer impactos negativos ao Brasil. A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva concedida na cidade de Caraguatatuba, em São Paulo.

O vice-presidente destacou que o Congresso Nacional já aprovou leis antifacção importantes, que aumentaram as penas e dificultaram a progressão de regime para presos do crime organizado.

Ele também ressaltou ações policiais recentes, como a Operação Carbono Oculto, que combateu esquemas bilionários de sonegação de combustíveis e lavagem de dinheiro no país.

A agenda oficial de Alckmin no Litoral Norte paulista incluiu a entrega de novos veículos para municípios da região por meio do programa federal Novo PAC Saúde.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família Bolsonaro após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Ao comentar a repercussão da decisão do governo americano, Alckmin criticou integrantes da família Bolsonaro e afirmou que o assunto estaria sendo usado para desviar o foco de outro tema.

“O que lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Ficam gerando factoides para desviar a atenção do caso Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e sonegação de tributos”, declarou.

Ainda segundo o vice-presidente, a classificação das facções como organizações terroristas pode trazer impactos negativos ao Brasil.

“Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequência no sistema financeiro, na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou.

Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

A declaração foi dada durante entrevista em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, após ser questionado pela repórter Cíntia Garcia, da TV Vanguarda, sobre o tema.

Segundo Alckmin, o combate ao crime organizado já vem sendo realizado pelo Brasil por meio de operações e mudanças na legislação.

“O combate ao crime organizado é feito por terra, mar e água. O Congresso aprovou lei antifacção, novos crimes foram listados, aumento das penas para o crime organizado e dificuldade da progressão penitenciária”, afirmou.

O vice-presidente também destacou operações recentes contra esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

“Queria destacar também a operação Carbono Oculto, com participação da Polícia Federal e Receita Federal, bilhões de sonegação em combustível e lavagem de dinheiro. Ontem foi feito um prolongamento dela, com participação do Ministério Público, Polícia Civil e Gaeco. É um trabalho permanente”, disse.

Alckmin cumpriu agenda no Vale do Paraíba e Litoral Norte nesta sexta-feira para a entrega de veículos destinados a municípios das duas regiões por meio do Novo PAC Saúde.

Alckmin diz que clã Bolsonaro pensa mais em si que no país e que meta é desviar atenção do caso Master — Foto: Cintia Garcia/TV Vanguarda

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Fiat Toro fica até R$ 5 mil mais cara e ganha versão híbrida para enfrentar Volkswagen e BYD

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Carros Fiat Toro fica até R$ 5 mil mais cara e ganha versão híbrida para enfrentar Volkswagen e BYD O sistema híbrido usa uma tecnologia que já estreou no novo Jeep Renegade, mas, no SUV, a economia de combustível foi menor do que a registrada na picape. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

A Fiat anunciou, nesta sexta-feira (29), a linha 2027 da picape Toro. Os preços variam entre R$ 167.490 e R$ 238.490. As versões ficaram mais equipadas e algumas passam a oferecer sistema híbrido, com promessa de até 12% de economia de combustível.

Antes de tudo, é importante explicar que se trata de um sistema híbrido leve, chamado de MHEV, que funciona com 48 volts. Nesse tipo de tecnologia, o motor elétrico não movimenta as rodas e a bateria de alta tensão é pequena, bem menor do que a de carros híbridos tradicionais. Por isso, o ganho no consumo de combustível é mais discreto.

Mesmo assim, o motor T270 usado nas versões híbridas apresentou redução de consumo de combustível de até 12,3%:

Com etanol, o consumo urbano passou de 6,5 km/l para 7,3 km/l, uma melhora de 12,3%;Com gasolina, o número subiu de 9,4 km/l para 10,5 km/l, ganho de 11,7%.

Vale destacar que essa economia aparece apenas no uso urbano. Na estrada, os números foram ligeiramente piores:

Com etanol, o consumo rodoviário caiu de 7,8 km/l para 7,6 km/l, uma piora de 2,5%;Com gasolina, passou de 10,8 km/l para 10,7 km/l, queda de 0,9%.

Mesmo com a melhora no consumo da Fiat Toro, que beneficia quem usa a picape principalmente na cidade, a ficha técnica permanece igual à do modelo do ano passado. A versão híbrida traz o motor T270, com 176 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, os mesmos números da versão sem eletrificação.

Esse é o mesmo motor usado no Jeep Renegade híbrido, mas, no SUV, a economia de combustível foi menor, de 9%. Vale lembrar que, apesar de compartilharem o conjunto mecânico, cada veículo tem ajustes próprios.

Diferente do Renegade, a Toro conta com uma versão a diesel, que segue sem mudanças e, nesse caso, sem qualquer tipo de sistema híbrido. Ela tem potência um pouco maior, com 200 cv, em relação à versão flex, mas se destaca principalmente pelo torque, que é 66% superior e chega a 45,8 kgfm.

A chegada da nova Toro híbrida é uma resposta ao avanço de duas marcas importantes, agora olahndo para o segmento de picapes. Uma delas é a Volkswagen Tukan.

O modelo foi apresentado camuflado no mesmo dia da divulgação da escalação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Ela tem porte semelhante ao da Toro, ficando acima do tamanho da Volkswagen Saveiro, que ocupa um segmento onde concorre diretamente com a Fiat Strada – mais simples e menor que a Toro.

Os detalhes técnicos ainda não foram totalmente divulgados, mas a Volkswagen confirmou que a Tukan terá opção híbrida. A tecnologia será muito parecida com a da Toro eletrificada, baseada em um sistema híbrido leve de 48 volts.

Na prática, isso significa que, assim como acontece na Toro, a Tukan não contará com um motor elétrico responsável por movimentar as rodas.

A Volkswagen ainda não definiu a data de lançamento da Tukan, mas a picape dificilmente chegará ao mercado brasileiro em 2026.

BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026 — Foto: Matheus Vinícius/g1

Outro nome que a Fiat acompanha de perto é a BYD Mako. Assim como a Tukan, a proposta dessa picape é disputar espaço com a Toro, mas, ao contrário da rival da Volkswagen, há a promessa de lançamento ainda neste ano.

Mesmo com lançamento prometido para breve, ainda se sabe pouco sobre a Mako, inclusive sobre o seu visual. A única exibição do modelo ocorreu em Ribeirão Preto (SP), por meio de um molde que, segundo a própria BYD, ainda pode sofrer alterações até a estreia oficial.

Segundo Victor François, supervisor de comunicação da BYD, o preço da Mako ficará abaixo dos R$ 344.990 cobrados pela BYD Shark, atualmente a única picape da marca chinesa à venda no Brasil.

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Operação revela fraude com nafta em combustível; adulteração pode danificar bomba, bicos e motor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 12:48

Carros Operação revela fraude com nafta em combustível; adulteração pode danificar bomba, bicos e motor Segundo especialistas, mistura ilegal pode causar perda de potência, acender luzes no painel e comprometer componentes do motor. Por André Fogaça, Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Uma nova fase da Operação Carbono Oculto foi realizada nesta quinta-feira (28) e teve como alvo um esquema criminoso no setor de combustíveis, que envolve fraudes, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

Esta etapa da investigação revela uma fraude física e tributária: o desvio de solventes petroquímicos importados (Nafta), que têm tributação muito menor e eram vendidos ilegalmente como gasolina para veículos.

"A nafta é um derivado de petróleo, que tem custo menor que a gasolina, mas possui características semelhantes. A baixa octanagem causa alguns problemas no motor", explica Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva.

Segundo Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação de Engenharia Automotiva (AEA), o "motor fraco" é um sintoma mesmo em pequenas quantidades de nafta na gasolina.

“Se você não tá pisando muito, numa estrada, velocidade constante, ele não não vai causar problema. Quando você retoma velocidade, quando acelera, pode até destruir totalmente o motor”, diz Gonçalves.

Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que os danos atingem praticamente todas as partes do carro por onde o combustível circula.

“Eu já pegei já isso. Destrói tudo do carro, tudo que você pode imaginar. De bomba de combustível a catalisador e injetores. Estraga até a parede do do motor do carro, que é a parte onde fica o cilindro”, aponta Bruno.

Segundo Bruno, os problemas costumam surgir com o motor frio, geralmente após o dia do abastecimento. Ele explica que isso acontece porque ainda há combustível do abastecimento anterior no tanque, que não fica totalmente cheio do produto adulterado.

Os dois mecânicos afirmam que é difícil identificar o combustível adulterado apenas pela aparência. Bruno, no entanto, alerta para dois sinais principais: o cheiro diferente e o acendimento da luz de alerta da injeção (imagem acima), que costuma aparecer logo após o abastecimento.

Rogério afirma que o consumo de combustível do carro também muda, o que pode servir como mais um sinal de alerta para o motorista sobre uma possível adulteração.

Filtro da bomba de combustível com sinais de dano por nafta — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal

40 litros de combustível descartados;Três bicos injetores danificados pela corrosão;Bomba de combustível danificada, com menos pressão;Filtro de combustível entupido;Catalisador obstruído, com liberação de pó branco.

Segundo o mecânico, o entupimento do catalisador ocorreu por causa da queima inadequada do combustível.

"Tem algumas matérias dele que não queimam direito. Então ele vai mandando embora tipo meio líquido, meio sei lá, tipo pastoso, e vai entupindo", explica.

O metanol é uma substância química presente na composição do biodiesel, mas pode provocar danos significativos em veículos que utilizam gasolina ou etanol. Segundo a operação, o combustível do PCC chegava a ter 90% de metanol na composição.

Tenório e Bruno destacam que certos veículos conseguem tolerar a presença de metanol no tanque, embora ele possa corroer diretamente os seguintes componentes:

Bicos injetores;Flauta de combustível;Câmara de combustão;Guia de válvulas;Bomba de baixa pressão;Bomba de alta pressão.

Com o tempo, o motor que sofre com a contaminação do combustível pode até não ligar. “Tem carro que, pela manhã, nem liga. Pelo combustível, ele trava onde fica a haste de válvula do cabeçote. O metanol cria uma goma”, revela Bandeira.

Segundo Orli Robalo, mecânico em Porto Alegre (RS), um dos sinais comuns de resposta do carro mal abastecido é o acendimento de luzes no painel. “O combustível alterado faz com que sature a leitura dos sensores e faz ligar essa luz”, aponta o especialista.

Denis Marum, mecânico com formação em engenharia mecânica, afirma que a perda de potência é um sinal claro de combustível adulterado por metanol.

“Assim que você abastece, o pedal do acelerador fica ‘borrachudo’. Você sente que precisa acelerar mais para obter a mesma velocidade”, diz.

Consumo elevado: “geralmente, o consumo médio despenca 30%. É fácil de perceber para quem faz o mesmo percurso diariamente: o tanque dura menos”, diz o especialista;Dificuldade para pegar pela manhã;Ruído do motor semelhante ao de uma corrente de bicicleta trocando de marcha. “Esse ruído ocorre nas saídas e, principalmente, em subidas, momentos em que o motor é mais exigido”, aponta;Odores estranhos saindo do escapamento;Cheiro de solvente ou querosene.

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‘Tiro pode sair pela culatra’: potencial impacto de classificação de PCC e CV como terroristas sobre políticos e Faria Lima pode prejudicar Flávio, diz professor

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/05/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0650,66%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8990,66%Euro TurismoR$ 6,1370,45%B3Ibovespa172.849 pts-1,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0650,66%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8990,66%Euro TurismoR$ 6,1370,45%B3Ibovespa172.849 pts-1,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0650,66%Dólar TurismoR$ 5,2570,46%Euro ComercialR$ 5,8990,66%Euro TurismoR$ 6,1370,45%B3Ibovespa172.849 pts-1,26%Oferecido por

O pré-candidato à Presidência do Brasil, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Professor de política internacional e comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dawisson Belém Lopes diz que ainda é cedo para estimar os impactos que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos deve ter nas eleições.

"Qualquer previsão neste momento é imprecisa, porque é preciso entender como essa decisão será lida pela imprensa, por Flávio Bolsonaro, por Lula e por outros agentes políticos que influenciam o debate", diz ele, que tem artigos e livros publicados sobre política externa ligada à América Latina e ao Brasil, escritos a partir de pesquisas em universidades na Alemanha, na Bélgica e na Índia.

O professor reconhece a possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhar tração no tema da segurança pública, algo caro a grande parte dos brasileiros e área na qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou sua pior avaliação em pesquisa Datafolha publicada há duas semanas.

Por outro lado, Lopes avalia que Lula, mais experiente em debates, pode virar o jogo ao argumentar que a medida revela a incapacidade do adversário de lidar com problemas internos, a ponto de recorrer à ajuda externa.

"Essa medida pode ser vista como entreguismo, algo contra o Brasil, não a favor, porque prevê uma renúncia de soberania", analisa.

Dois dias após Flávio se encontrar com Donald Trump e um dia após se reunir com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, o governo americano decidiu classificar o PCC e o CV como organizações terroristas internacionais.

Para estudiosos, facções como o PCC e o Comando Vermelho são criminosas, porque agem por interesses econômicos, sem qualquer motivação ideológica, diferentemente das organizações terroristas. Mas Trump tem contestado essa distinção, a exemplo do que também fez no México, com os cartéis, no ano passado.

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump na Casa Branca na terça-feira (27/5). — Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@FLAVIOBOLSONARO via BBC

A partir do dia 5 de junho, as facções passarão a ser tratadas por Washington como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, o que poderia abrir a possibilidade de o republicano promover intervenções militares em território brasileiro e também impor sanções diversas ao país e a quem, mesmo sem saber, mantenha alguma relação com essas organizações.

"Pode-se cogitar que a iniciativa vá alvejar pessoas ligadas à política, além de políticos profissionais, que mantenham interações com o PCC e o CV. Isso já tem vindo à tona nos últimos tempos. Já se sabe de algumas relações envolvendo a turma da Faria Lima, os investidores e os bancos com o crime organizado. Quem propôs essa medida pode estar jogando contra si."

Essas figuras, que em sua maioria apoiam a pré-candidatura do senador à Presidência, diz o professor, "se forem atingidas podem se voltar contra ele, porque são pessoas com muito dinheiro e influência para mexer nas alavancas do sistema político brasileiro".

Sua visão encontra amparo em investigações conduzidas por autoridades como a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público.

Essas três entidades deflagraram no ano passado uma operação contra um esquema que se valia de fundos de investimentos e empresas financeiras que operam na Faria Lima para gerar, lavar, ocultar e blindar recursos da atuação do PCC no tráfico de drogas e no setor de combustíveis.

Ao todo, a estimativa da PF à época era de que o esquema tenha movimentado pelo menos R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

Na ala política, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), foi preso suspeito de vazar informações sigilosas e obstruir investigações contra facções como o Comando Vermelho.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington — Foto: RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

Possíveis sanções ao Brasil e a brasileiros após a decisão de Trump poderiam se assemelhar à Lei Magnitsky, usada contra indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Foi ela que, no ano passado, Trump usou contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dificultando sua relação com o sistema financeiro americano.

A sorte do senador é que as sanções financeiras, ao menos na avaliação do professor, devem ser brandas. Para ilustrar seu argumento, ele lembra que os bancos brasileiros se recusaram a se voltar contra Moraes e a atender ao desejo dos Estados Unidos.

"Os bancos brasileiros foram pressionados a quebrar negócios com ele, mas resistiram, porque foram instruídos pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central para fazer isso. O Brasil já está vacinado contra esse tipo de pressão. Não vejo o sistema bancário sucumbindo e fazendo o jogo da diplomacia estadunidense, até pelas garantias que o governo brasileiro tem dado", diz o professor.

Ele recorda ainda que, na época, a conexão entre Brasília e Washington era mais delicada e vinha na esteira do "tarifaço". "Neste momento, a relação é bastante civilizada, e o nível de tensão, bastante controlado. Não vejo possibilidade de uma disrupção", opina.

Há, por fim, um terceiro argumento ao qual o professor recorre: a experiência do México, que teve seus cartéis classificados como organizações terroristas internacionais logo no início do segundo mandato de Trump, no ano passado.

Na ocasião, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, atendeu a parte das demandas de Washington — como a extradição de criminosos e o reforço da segurança nas fronteiras — e afastou rapidamente qualquer retaliação mais profunda.

"Se no México o impacto foi modesto, no Brasil tende a ser menor ainda", diz Lopes, acrescentando que "as correntes de comércio exterior do México são, em sua maioria, com os Estados Unidos, e todos os dias centenas de milhares de mexicanos cruzam a fronteira, legalmente ou ilegalmente".

"Os Estados Unidos são importantíssimos para o Brasil, sim, mas não são nem sequer nosso maior parceiro comercial. A China faz mais do que o dobro de comércio com o Brasil do que os Estados Unidos", diz.

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