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Tesla anuncia recall de quase 219 mil carros por falha na câmera de ré; veja modelos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 19:49

Carros Tesla anuncia recall de quase 219 mil carros por falha na câmera de ré; veja modelos Montadora afirma que defeito está ligado a um curto-circuito em componente do computador do veículo, afetado no momento da partida do carro elétrico. Por Reuters

A Tesla anunciou, nesta quarta-feira (6), um recall de 218.868 veículos nos Estados Unidos devido a uma falha na imagem da câmera de ré.

Segundo a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA), órgão equivalente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) no Brasil, em alguns veículos a imagem da câmera de ré pode demorar a aparecer ao se engatar a marcha à ré, o que reduz a visibilidade do motorista.

"Em uma pequena porcentagem dos veículos afetados, no momento em que o veículo é ligado, a placa do computador do carro pode sofrer um curto-circuito, resultando na perda da funcionalidade da câmera de ré", diz a Tesla em no comunicado do recall.

Tesla Model 3 de 2024 até 2025;Tesla Model Y de 2023 até 2025;Tesla Model S de 2024 até 2025;Tesla Model X de 2023 até 2025.

A Tesla informou que já disponibilizou uma atualização de software remota para corrigir o problema.

No mês passado, a NHTSA encerrou uma investigação que envolvia cerca de 2,6 milhões de veículos da Tesla, relacionada a um recurso que permitia movimentar os carros à distância, após concluir que os casos estavam ligados apenas a incidentes em baixa velocidade.

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Desenrola cria cultura que ignora razão do endividamento recorde, diz pesquisador do ‘Brasil dos boletos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 15:25

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9230,22%Dólar TurismoR$ 5,1220,21%Euro ComercialR$ 5,7830,65%Euro TurismoR$ 6,0330,68%B3Ibovespa187.551 pts0,43%MoedasDólar ComercialR$ 4,9230,22%Dólar TurismoR$ 5,1220,21%Euro ComercialR$ 5,7830,65%Euro TurismoR$ 6,0330,68%B3Ibovespa187.551 pts0,43%MoedasDólar ComercialR$ 4,9230,22%Dólar TurismoR$ 5,1220,21%Euro ComercialR$ 5,7830,65%Euro TurismoR$ 6,0330,68%B3Ibovespa187.551 pts0,43%Oferecido por

'O parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas', aponta Kauê Lopes dos Santos — Foto: AFP via Getty Images

O investimento em programas de renegociação de dívidas mostra que o governo brasileiro está atento aos problemas da população e funciona como uma injeção de renda para permitir a volta ao consumo, afirma o geógrafo Kauê Lopes dos Santos, que estuda a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo.

Por outro lado, diz o professor da Universidade de Campinas (Unicamp), programas como o Desenrola, que teve sua segunda versão lançada oficialmente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana, podem criar uma cultura de renegociação de débitos que não resolve o problema estrutural causado pelo consumo via crédito no Brasil.

"Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo", diz Lopes dos Santos, autor do livro Parcelado (Editora Fósforo).

Segundo o pesquisador, programas como o Desenrola 2.0 podem criar uma cultura de renegociação que podem "complexificar o jogo". "Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais", diz.

A iniciativa, lançada oficialmente na segunda-feira (4), prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

Em Parcelado, Kauê Lopes dos Santos analisa como o consumo via crédito passou a fazer parte do modus operandi da organização do orçamento doméstico das famílias brasileiras, assim como eventuais entradas em situação de inadimplência.

"Temos uma dinâmica na qual o consumo é estruturado pelo parcelamento das coisas: tudo se parcela e, ao tudo se parcelar, vai se tendo cada vez mais um comprometimento do orçamento doméstico, o que faz com que as famílias tenham que parcelar mais ainda", disse em entrevista à BBC News Brasil.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada desde janeiro de 2010 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 80,4% das famílias brasileiras se encontravam endividadas em março, um recorde na série histórica do levantamento.

Outra pesquisa, realizada pela Serasa, aponta que 81,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em fevereiro, ou 49,9% da população adulta, com valor médio da dívida por pessoa de R$ 6.598,13.

O geógrafo aponta que o sistema varejista, articulado ao sistema financeiro, "construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, com taxas de juros altíssimas", tornando o cenário cada vez mais complexo para as famílias de baixa renda.

"Trata-se de uma população que está sempre no limite, e esse limite vai sendo ocupado cada vez mais por crédito, crédito, crédito, crédito. Algumas pessoas às vezes precisam até arrumar novos empregos para aumentar a renda e não se afogar na inadimplência ou na insolvência."

E se por um lado o acesso ao crédito se transforma em inclusão social e maior acesso a produtos, ele também compromete o futuro financeiro de parte da população, diz o autor.

"Essa lógica gera uma alienação do futuro. Quer dizer: o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento."

Nos últimos anos, afirma Lopes dos Santos, a situação se agravou ainda mais diante da disseminação no país das plataformas de apostas virtuais, conhecidas como bets.

"Frequentemente, as pessoas que se endividam a partir das bets são obrigadas a recorrer a modalidades de crédito com taxas mais altas para cobrir o endividamento, como cheque especial, cartão de crédito etc.", diz.

➡️ Leia, a seguir, a entrevista completa com Kauê Lopes dos Santos, editada para maior clareza e concisão.

Kauê Lopes dos Santos – Eu resolvi estudar o tema, na verdade, em decorrência de uma pesquisa que desenvolvi no mestrado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), que objetivava entender os contrastes materiais perceptíveis na periferia de São Paulo.

Quando fazia visitas de campo, observava nos bairros periféricos a presença de um conjunto de infraestruturas e serviços muito precários, como rede de saneamento básico, rede de eletricidade e telecomunicações, equipamentos de infraestrutura e lazer e etc.

Só que, ao mesmo tempo, nas moradias, observava uma presença de bens considerados modernos, como televisões, geladeiras, mais recentemente celulares, computadores e assim por diante. Esse contraste me chamava a atenção e, quando fui tentar entender o motor por trás desse contraste, cheguei na questão do crédito.

Lopes dos Santos – O endividamento crônico é aquele que está ligado a uma lógica de repetição. Temos uma dinâmica na qual o consumo é estruturado pelo parcelamento das coisas: tudo se parcela e, ao tudo se parcelar, vai se tendo cada vez mais um comprometimento do orçamento doméstico, o que faz com que as famílias tenham que parcelar mais ainda.

Vamos supor que eu tenha um orçamento de um salário mínimo, mas não consiga comprar várias das coisas que tem na minha casa com esse valor. Então eu parcelo a geladeira, depois o fogão, depois a televisão. E aí chega um momento que algo como, por exemplo, uma roupa, que eu poderia comprar com o meu salário mínimo e estaria dentro do meu orçamento, já não está mais porque parte da minha renda está comprometida com as outras parcelas. Então o que eu faço? Parcelo a roupa também. Parcelo até o supermercado.

Essa lógica gera uma alienação do futuro. Quer dizer: o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento.

BBC News Brasil – O senhor entrevistou centenas de famílias. Com o que as pessoas se endividam no Brasil hoje?

Lopes dos Santos – Na minha pesquisa, o foco principal são equipamentos elétricos e eletrônicos, mas em paralelo acompanho dados de outras pesquisas maiores, de institutos, que têm mais condições de ampliar a análise. E o que observo é que o parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas.

Há também o uso para emergências, como um conserto de carro. Trata-se de uma população que está sempre no limite, e esse limite vai sendo ocupado cada vez mais por crédito, crédito, crédito, crédito. Algumas pessoas às vezes precisam até arrumar novos empregos para aumentar a renda e não se afogar na inadimplência ou na insolvência.

Mais recentemente, também temos visto o crescimento das bets, que drenam o orçamento e fazem com que as pessoas se endividem cada vez mais. E, frequentemente, as pessoas que se endividam a partir das bets são obrigadas a recorrer a modalidades de crédito com taxas mais altas para cobrir o endividamento, como cheque especial, cartão de crédito, etc.

BBC News Brasil – Hoje quase metade da renda dos brasileiros está comprometida em dívidas com instituições financeiras, segundo o Banco Central (BC). Como chegamos a esse ponto?

Lopes dos Santos – O Brasil construiu nos últimos 25 ou 30 anos uma sociedade cujo consumo é catalisado pelo crédito. O consumo já acontecia, obviamente, mas agora o sujeito na periferia, que não era bancarizado e não tinha acesso a crédito, pode não só comprar sem ter o dinheiro em reserva, mas em uma velocidade muito maior.

E o sistema foi percebendo ao longo do tempo que o mais pobre paga – há situações de calote, de insolvência, mas a grande maioria da população paga porque é importante ter o nome limpo, até para poder continuar consumindo.

O sistema varejista, articulado ao sistema financeiro, construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, com taxas de juros altíssimas, o que torna a situação cada vez mais difícil de resolver, pois mesmo que você tenha chegado ao fim de um parcelamento, ainda tem a parcela de um outro produto que você comprou.

Há ainda um conjunto de variáveis de ordem macroeconômica que são muito problemáticas. Inclusive, porque com a população sempre com o orçamento no limite, qualquer alteração de ordem macroeconômica, como por exemplo aumento do desemprego, ou a diminuição da renda, vai aumentar muito o número de pessoas em situação de inadimplência e insolvência.

Endividamento crônico é 'variante nociva' da inclusão financeira, vê pesquisador — Foto: Getty Images

BBC News Brasil – Até que ponto o acesso ao crédito se converteu em inclusão social e aumento do poder aquisitivo no Brasil?

Lopes dos Santos – Essa questão é importante, porque o termo inclusão financeira é muito celebrado como algo positivo, pois tínhamos uma população que anteriormente estava excluída desse sistema e passa a ser incluída. Mas me parece importante qualificar essa inclusão.

O que eu fui descobrindo com a pesquisa, a partir dos entrevistados, é que eles identificam que houve uma melhora na vida deles a partir do consumo via crédito – do ponto de vista objetivo e subjetivo. Por exemplo, uma família poder ter acesso a uma geladeira para conservar alimentos significa melhora na qualidade de vida em uma dimensão objetiva.

Já do ponto de vista subjetivo, temos a percepção do sujeito cuja família vive num bairro que tem uma infraestrutura precária, mas agora consegue comprar uma coisa moderna. Ou seja, chega a lugares que nunca tinha chegado antes, ou acessa produtos a que nunca teve acesso

Mas, ao mesmo tempo, na forma como essa inclusão financeira acontece, ela também pode ser negativa. As taxas de juros empregadas vão comprometer o orçamento e vão comprometer o futuro dessas famílias.

O endividamento crônico, para mim, é uma variável nociva dessa inclusão financeira. Por isso que eu chamo de capilarização do crédito, porque as regras do sistema são verticais: elas são decididas e a população tem que acatar, e a taxa de de juros não é negociável.

BBC News Brasil – Existe espaço para algum tipo de reforma ou maior regulação no mercado de oferta de créditos?

Lopes dos Santos – Economistas são melhores para formulação de políticas públicas de curto prazo, nas humanidades fazemos mais a leitura crítica de construção de estrutura. Mas têm muitos caminhos para serem pensados, nem todos eles de fácil resolução. Por exemplo, redução de taxas de juros não é uma coisa tão simples de ser de ser construída. Ou então educação financeira, que é muito importante, mas como isso seria feito? Se for apenas para gente em idade escolar, como é que garantimos que a maior parte da população economicamente ativa e que é tomadora de crédito vai ter acesso a esse conhecimento? E esse letramento financeiro deveria ser crítico, né? Não adianta só explicar como deve ser o orçamento da família, esse sujeito precisa também saber ler a estrutura, conhecer o sistema financeiro, os bancos, as taxas de juros cobradas.

Outra política importante, que se conecta com o debate da escala 6×1, é a questão de aumento da renda do trabalhador. Isso daria maior segurança em termos de não entrada em circuitos de insolvência. Mas tudo tem que ser feito de uma forma combinada, não dá para apostar só em uma dessas políticas.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, na apresentação do Desenrola 2.0 — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

BBC News Brasil – O novo Desenrola Brasil foi lançado oficialmente pelo governo Lula no dia 4 de maio. Como o senhor avalia a primeira iniciativa do Desenrola, em 2023, e quais são suas perspectivas para a nova edição?

Lopes dos Santos – Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo. Mas como muitas políticas públicas, tem um impacto de curto e médio prazo.

O Desenrola 1 teve um papel importante como um primeiro exercício de atenção para essa questão do endividamento, ao mesmo tempo em que serviu como uma garantia para os bancos, já que a forma como foi arquitetado gera menor risco nas operações do crédito. Mas há também uma leitura crítica, ligada sobretutudo ao fato de que o sujeito vai receber um desconto em sua dívida para depois voltar a consumir. Entre o Desenrola 1 e o Desenrola 2.0., mais de 9 milhões de pessoas voltaram para a condição de super endividamento, o que mostra o quão complexa é a situação.

Em termos gerais, eu entendo [as iniciativas] como algo positivo no curto prazo. No médio prazo é uma questão para ser analisada, pois pode criar uma cultura de renegociação que pode complexificar todo o jogo. Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais.

Não vamos conseguir resolver efetivamente o problema [do endividamento e do parcelamento], pois o Brasil me parece um dos países que adotaram com mais força essa lógica. Os países europeus, nos quais os inspiramos para muita coisa, não tem essa mesma lógica operante.

O Desenrola, na verdade, é feito para lidar com as situações de inadimplência e insolvência – que são produtos do endividamento –, sobretudo para populações de baixa renda que teriam menores condições de resolver isso por conta própria. Essa injeção de verba do Estado não deixa de ser uma injeção de rendimento para essas pessoas positivem a sua situação no mercado de crédito e voltem a consumir mais.

BBC News Brasil – Mas e a percepção pessoal em relação ao estado da economia? Sabemos o peso que o endividamento tem para as famílias brasileiras, então do ponto de vista pessoal, o programa pode ter impacto na percepção sobre o estado do país e aprovação do govermo?

Lopes dos Santos – A minha hipótese é de que isso vai ter um efeito positivo na leitura da população em relação ao governo – e a expectativa do governo também é essa.

Mas um ponto interessante em relação a essa discussão é que, nos anos 2000 e 2010, durante a ascensão da nova classe C, havia uma euforia em relação ao consumo. Essa população teve acesso, pela primeira vez, a uma TV de plasma, a um computador.

Só que, com o tempo, essas pessoas entram em um novo ciclo de consumo, de obsolescência programada, de crédito, e não há mais a mesma euforia. Aqueles bens já não são mais uma novidade e o eleitor de hoje já naturalizou a presença desses objetos no seu cotidiano.

Mas claro, o parcelamento compromete o orçamento familiar, muitas famílias vivem em situação de inadimplência e insolvência, comprometendo seu bem-estar. Isso também impacta na leitura da população diante da própria situação do consumo.

BBC News Brasil – Uma das possibilidades da nova iniciativa é o uso de até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar as dívidas. Mas há uma preocupação de alguns setores de que isso possa comprometer a função original do FGTS de aquisição da casa própria e proteção em caso de demissão. Qual sua visão?

Lopes dos Santos – Isso tem gerado uma disputa entre empresários e diferentes setores de economia. A construção civil, por exemplo, não gosta do uso do FGTS para garantir negociação com o sistema financeiro porque o fundo é um recurso que pode ser historicamente capturado por esse setor.

Outra frente é o debate sobre o sistema financeiro ter mais uma forma de capturar o rendimento dos trabalhadores. Na verdade, se pararmos para pensar, o sujeito na periferia já está pagando as maiores taxas de juros, e está trabalhando e gerando renda que é drenada pelo sistema.

Muitas vezes ele já terminou e pagar o preço do produto à vista e segue pagando parcelas referentes apenas ao juros. Isso não deixa de ser uma captura de recursos.

Agora, além dessa captura de recursos pelo sistema, temos o FGTS, que seria mais um braço para extração de renda do trabalhador.

BBC News Brasil – O presidente Lula afirma que quem aderir ao novo Desenrola ficará bloqueado de apostar em bets por um ano. Te parece uma boa solução para a crise de endividamento gerada pelas apostas?

Lopes dos Santos – Me parece, pelo menos, um exercício de conscientização. Em alguns países se proíbe apostas a partir de um horário específico, e eu acho corretíssimo. São jogos azar, o próprio nome já diz muito né? E, claro, chega de forma muito irresponsável para populações em situação de maior vulnerabilidade, que vão ter seu orçamento também drenado por isso. Inclusive porque, no começo, chegou-se a vender [as bets] como uma possibilidade de renda extra, o que já foi proibido. Chega a ser imoral.

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O custo silencioso do presencial: por que a volta ao escritório enfrenta tanta resistência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 13:45

Trabalho e Carreira O custo silencioso do presencial: por que a volta ao escritório enfrenta tanta resistência Estudos mostram que empresas aceleram o retorno ao presencial por preocupações com produtividade e gestão, enquanto trabalhadores relatam aumento de custos, desgaste no deslocamento e preferência por modelos mais flexíveis. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

O movimento acontece aos poucos, mas já dá para perceber: mais gente no trânsito, elevadores cheios, escritórios voltando a ganhar movimento.

Depois que o home office virou regra para milhares de empresas durante a pandemia da Covid-19, as empresas estão puxando o retorno ao presencial — e os dados indicam que essa virada já está em curso.

Um estudo da WeWork, em parceria com a Offerwise, divulgado nesta quarta-feira (6), ajuda a dimensionar essa mudança. Hoje, 63% dos brasileiros trabalham de forma presencial. Para a maioria deles (79%), isso não é uma escolha, mas uma exigência.

Quando a decisão depende do profissional, apenas 42% dos entrevistados optariam por trabalhar exclusivamente no escritório. Os demais preferem modelos híbridos ou totalmente remotos.

⚠️ Esse desencontro já aparece na prática. Em São Paulo, a taxa de vacância de imóveis corporativos atingiu 13,4% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível registrado em 14 anos, segundo a consultoria imobiliária JLL.

No mercado de trabalho, o cenário é semelhante: vagas remotas diminuem, enquanto oportunidades presenciais e híbridas avançam, sendo que estas já superam as totalmente remotas, apontam plataformas de recrutamento como a Gupy.

O Nubank, por exemplo, enfrentou resistência ao anunciar o fim do modelo 100% remoto no ano passado. Em carta, trabalhadores citaram impactos diretos, como a necessidade de mudança de cidade e a reorganização da rotina.

🤔 Mas o que explica esse movimento? Um levantamento da Mercer Brasil mostra que 76% dos gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, além de desafios como excesso de reuniões (66%) e dificuldades na gestão e na cultura organizacional.

Por outro lado, se para as empresas o retorno parece fazer sentido, entre os trabalhadores ele encontra resistência.

A resistência ao retorno não está, necessariamente, no escritório em si, mas no que ele exige. O principal fator é o deslocamento. Para 65% dos trabalhadores, o tempo gasto no trajeto é a maior desvantagem do modelo presencial — um desgaste diário que afeta diretamente a vida pessoal.

É um custo silencioso, explica Beatriz Kawakami, gerente de negócios da WeWork Brasil. Não aparece no salário, mas aumenta o cansaço, reduz o tempo livre e interfere na rotina fora do expediente.

Há também impacto financeiro. Mais da metade dos profissionais, 53%, relata aumento de gastos com transporte, alimentação e outras despesas associadas ao trabalho presencial.

E, ao chegar ao escritório, nem sempre a experiência compensa. Ambientes barulhentos, apontados por 57%, e a falta de espaços de descanso, mencionada por 53%, estão entre as principais reclamações.

Nesse contexto, a flexibilidade ganha um novo peso. Quando retirada, deixa de ser um benefício e passa a atuar como fator de saída: 44% dizem que a perda da flexibilidade gera desmotivação, e 38%, ansiedade.

Essa insatisfação se conecta a uma transformação mais ampla. O mercado de trabalho brasileiro em 2026 já não aceita o emprego como um “pacote fechado”, afirma Kawakami. O trabalho passou a ser avaliado pelo impacto que tem na vida das pessoas.

Segundo o estudo da WeWork, 93% dos profissionais consideram essencial equilibrar vida pessoal e trabalho. Além disso, 64% afirmam que trocariam de emprego por uma melhor qualidade de vida, mesmo com salário menor.

A pesquisa, feita com 2,5 mil profissionais em todo o país, mostra predominância de millennials, que representam 37%, e da geração Z, com 32%. Esses grupos priorizam propósito e flexibilidade, enquanto a geração X, com 26%, mantém o papel de estabilidade nas equipes.

A própria geração Z ajuda a ilustrar essa mudança. A ideia de que os mais jovens não se preocupam com vínculos formais começa a perder força. “As novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos”, afirma o sociólogo Ricardo Nunes.

Para 55% dos profissionais, ele ainda é importante para a integração das equipes, e 49% destacam o fortalecimento das relações interpessoais.

“O escritório não compete mais apenas com outras empresas — ele compete com o conforto do lar”, afirma Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam.

Quando há investimento em melhorias, como escritórios maiores e mais bem estruturados, o nível de satisfação pode chegar a 96%.

Para a WeWork, a lógica é direta: o tempo de deslocamento precisa ser compensado por uma experiência superior no destino.

Segundo Beatriz Kawakami, as empresas têm adotado uma combinação de estratégias para tornar o presencial mais atrativo e reduzir resistências, especialmente relacionadas ao tempo de deslocamento.

A principal delas é a flexibilização dos modelos de trabalho. Equipes com maior autonomia tendem a buscar formatos híbridos, com horários ajustáveis à realidade de cada time, em vez de uma regra única para toda a companhia.

A lógica, explica Beatriz, é reconhecer as diferenças entre áreas e funções. Quando as decisões são feitas por time, e não de forma padronizada, a produtividade tende a aumentar.

Essa flexibilidade inclui também a possibilidade de trabalhar em outros prédios ou unidades mais próximas de casa, reduzindo o tempo gasto no transporte.

Outra frente é a escolha de escritórios inseridos em complexos multiuso, que concentram diferentes serviços no mesmo local.

🏋️‍♀️Esses espaços costumam ter comércio no térreo, restaurantes, academias, cabeleireiros e outros serviços, o que facilita a rotina e diminui a necessidade de novos deslocamentos ao longo do dia. Esse tipo de solução, segundo Beatriz, já aparece com força no mercado.

Levantamentos do setor indicam que cerca de 70% dos novos projetos corporativos seguem essa lógica, apoiada em quatro pilares principais: flexibilidade de horários, diversidade de local de trabalho, integração com serviços e estímulo à convivência urbana.

A tendência, afirma, é que esse modelo se torne cada vez mais comum. Ou seja, mesmo com a pressão pelo retorno, ainda há espaço para negociação.

Ainda segundo o estudo, 82% aceitariam trabalhar mais dias no escritório em troca de um salário maior.

Novo escritório da Conta Simples fica no Brooklin, um dos bairros mais valorizados de São Paulo — Foto: Gladstone Campos/ Conta Simples

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Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 12:44

Mundo Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos Empresário, que foi casado com a atriz Jane Fonda, revolucionou jornalismo dos EUA ao fundar o modelo de notícias 24 horas, em 1980. Causa da morte não foi divulgada. Magnata também comprou a MGM e lutou por causas ambientais. Por Redação g1

O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.

➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo. — Foto: Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

"Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista.

O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York. — Foto: Reuters

Registrado como Robert Edward Turner III, Ted Turner nasceu na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio, em 1938. Depois, mudou-se para o sul dos EUA e enviado para escolas militares, onde se tornou um campeão de debates e iatismo.

Na juventude irritou seu pai ao ir estudar literatura clássica na Universidade Brown em vez de administração. Mas Turner sofreu infrações da universidade por colocar uma namorada em seu quarto no dormitório da Brown, entre outras infrações, e nunca se formou.

Ele foi então ajudar o pai a tocar os negócios de sua família em Savannah, no estado da Geórgia, vendendo espaços em outdoors. Aos 24 anos, assumiu o comando da empresa após seu pai cometer suicídio.

O negócio foi vendido para pagar dívidas, mas após uma disputa familiar na qual Turner saiu vitorioso, ele recomprou a empresa e a tornou um sucesso.

Em 1970, contrariando a recomendação de seus consultores, ele comprou uma emissora de televisão UHF em dificuldades em Atlanta, hoje chamada WTBS, por US$ 2,5 milhões.

Após um início difícil, Turner finalmente tornou a emissora lucrativa com programação 24 horas de baixo custo. A sorte da emissora melhorou em 1976, após uma decisão federal que permitiu que sistemas de televisão a cabo utilizassem sinais de satélite para programação.

Ao ser um pioneiro no uso de satélites, Turner ajudou a WTBS a se tornar a primeira "superestação", com sua programação sendo transmitida por sistemas de TV a cabo locais em todo o país.

Em 1980, ele fundou a CNN na cidade de Atlanta, na Georgia. A proposta de Turner, à época, era combater a cobertura que ele chamava de "sensacionalista" das principais redes de televisão.

Oferecendo baixos salários, mas com a promessa de aventura, Turner contratou jornalistas e equipe técnica que enfrentaram deboches de que a rede não prosperaria. Em vez disso, prosperou como o primeiro canal de notícias 24 horas, estabeleceu um modelo para a cobertura jornalística mundial de guerras, julgamentos, revoluções e desastres naturais e provocados pelo homem.

"A menos que haja problemas com o satélite, não vamos sair do ar até o fim do mundo", disse Turner em uma entrevista à CNN em 2013. Em 2018, em meio ao turbulento primeiro mandato do presidente Donald Trump, Turner disse em uma entrevista que raramente assistia à emissora que fundara, alegando que ela se concentrava demais em política.

Como "televisionário", Turner foi nomeado Homem do Ano em 1991 pela revista Time por "influenciar a dinâmica dos eventos e transformar telespectadores em 150 países em testemunhas instantâneas da história".

Em 1996, a Time Warner Inc. comprou a Turner Broadcasting System, empresa de Turner, por US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 37 bilhões) criando a maior empresa de comunicações do mundo, com marcas como HBO, o estúdio de cinema Warner Bros., a revista Time, a CNN, o Cartoon Network e o Turner Classic Movies.

Em 2001, a Time Warner fundiu-se com a provedora de internet AOL, um negócio de US$ 99 bilhões (cerca de R$ 489,4 bilhões) que contou com o voto favorável de Turner. No entanto, na reorganização subsequente, ele foi destituído do cargo de responsável pelas redes de TV a cabo que havia criado e acabou perdendo bilhões com a queda do valor das ações da empresa.

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‘Um dos maiores de todos os tempos’: Trump lamenta morte do fundador da CNN

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 12:44

Mundo 'Um dos maiores de todos os tempos': Trump lamenta morte do fundador da CNN Embora seja um crítico constante da CNN, Trump elogiou o empresário, que chamou de amigo. Turner revolucionou o jornalismo nos EUA ao fundar a 1ª rede dedicada a notícias durante 24 horas por dia. Por Redação g1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a morte do fundador da rede de TV CNN, Ted Turner. Turner morreu aos 87 anos nesta quarta-feira (6), segundo informou a emissora.

Embora seja um crítico constante da CNN, Trump elogiou o empresário, que chamou de "um dos maiores de todos os tempos".

"Ele fundou a CNN, vendeu-a e ficou pessoalmente devastado com o negócio, pois os novos proprietários pegaram a CNN, seu 'xodó', e a destruíram (…); De qualquer forma, ele foi um dos maiores nomes da história da radiodifusão e um amigo meu. Sempre que precisei dele, ele estava lá, sempre disposto a lutar por uma boa causa!", escreveu o presidente norte-americano em suas redes sociais.

➡️ Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede dos EUA dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O empresário Ted Turner, fundador da CNN, em imagem de arquivo. — Foto: Nancy Mangiafico/Atlanta Journal-Constitution via AP

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda, e também se destacou no mundo dos esportes.

Na década de 1970, foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America's Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

"Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito", disse o empresário em uma entrevista.

O fundador da CNN Ted Turner e a atriz Jane Fonda, com quem foi casado, em imagem de arquivo em Nova York. — Foto: Reuters

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Nova CNH: aluno agora pode escolher instrutores e autoescolas dentro de aplicativo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 11:48

Carros Nova CNH: aluno agora pode escolher instrutores e autoescolas dentro de aplicativo Instrutores agora têm uma credencial para identificação; aluno poderá buscar instrutores e autoescola por geolocalização e depois avaliar aula com até cinco estrelas. Por Redação g1

O ministro dos Transportes, George Santoro, anunciou nesta quarta-feira (6) novas funcionalidades da CNH do Brasil. O aplicativo passa a mostrar ao aluno instrutores habilitados e autoescolas, que podem ser filtrados por geolocalização, CEP ou endereço.

No aplicativo agora também é possível dar avaliação de zero até cinco estrelas para o instrutor e autoescola.

Os instrutores passam a ter dentro do aplicativo uma Credencial do Instrutor de Trânsito. Segundo o ministro, essa credencial facilita a identificação do instrutor por parte das autoridades de fiscalização. A habilitação dos instrutores continua sob responsabilidade de cada Detran estadual.

As aulas são cadastradas no aplicativo e geram um certificado para o aluno. Os instrutores podem registrar essas aulas como autônomos ou quando estão a serviço de uma autoescola.

Todas as atualizações feitas no aplicativo serão inscritas de maneira imediata no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) com comunicação automática com os Detrans.

Segundo dados do ministério, hoje existem 170 mil instrutores habilitados no Brasil. Ainda segundo o órgão, apenas 7% das aulas práticas são ministradas por profissionais autônomos. O restante das aulas é feito por instrutores a serviço de autoescolas.

Segundo Adrualdo Catão, secretário nacional de trânsito, as atualizações do aplicativo colocam em pé de igualdade instrutor e autoescola. “O Código Brasileiro de Trânsito (CTB) diz que o instrutor é essencial na formação do condutor. Ele tem de contratar um instrutor autorizado. Vinculado ou não a uma autoescola”, explica o secretário.

Catão explica que a dinâmica anterior criava uma reserva de mercado. Instrutores somente podiam ministrar aulas em autoescola e alunos não tinham liberdade de contratar fora da autoescola.

De acordo com o ministro dos Transportes, George Santoro, as atualizações do aplicativo são uma mudança de cultura e procedimento. “Serve para estimular a competição entre instrutor e autoescola. Quem tem de escolher é o aluno, qual ele achar melhor. Queremos estimular os empreendedores”, diz o ministro.

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Operação da PF mira grupo suspeito de fraudar Seguro-Desemprego; prejuízo estimado é de R$ 8 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 11:48

Trabalho e Carreira Operação da PF mira grupo suspeito de fraudar Seguro-Desemprego; prejuízo estimado é de R$ 8 milhões Polícia Federal e Ministério do Trabalho cumpriram mandados no Paraná e em São Paulo contra grupo suspeito de usar empresas fictícias para fraudar quase 1.200 pedidos do benefício. Por Redação g1 — São Paulo

Uma operação do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal mira um grupo suspeito de fraudar o Seguro-Desemprego com empresas fictícias.

Segundo as investigações, quase 1.200 pedidos irregulares teriam sido feitos usando 69 empresas de fachada, causando prejuízo estimado em R$ 8 milhões aos cofres públicos.

A ação, batizada de “Labor Fictus”, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Paraná e em São Paulo.

A Justiça também autorizou a quebra de sigilo telemático dos investigados e o bloqueio de bens ligados aos suspeitos.

Uma força-tarefa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (6), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de fraudar o Seguro-Desemprego por meio da criação de empresas fictícias.

Batizada de “Labor Fictus”, a ação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em cidades do Paraná e na região metropolitana de São Paulo. Segundo as investigações, o grupo teria realizado quase 1.200 pedidos fraudulentos do benefício usando 69 empresas de fachada.

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de cerca de R$ 8 milhões, de acordo com o Ministério do Trabalho.

As investigações foram conduzidas pela Coordenação-Geral de Inteligência Trabalhista (CGINT) do Ministério do Trabalho, em conjunto com a Polícia Federal de Maringá (PR).

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou medidas como a quebra de sigilo telemático dos investigados, que permite o acesso a dados de comunicações e registros digitais, como e-mails, aplicativos e conexões utilizadas pelos suspeitos.

A Justiça também autorizou o sequestro de bens dos envolvidos, mecanismo utilizado para bloquear ou apreender patrimônios que possam ter sido adquiridos com recursos obtidos nas fraudes.

Os suspeitos poderão responder por estelionato majorado contra a administração pública e por organização criminosa, crimes previstos no Código Penal e na Lei nº 12.850/2013.

Segundo o governo, o nome da operação faz referência à criação de vínculos empregatícios falsos para obtenção indevida do Seguro-Desemprego.

A investigação começou após uma denúncia recebida pela Polícia Federal em Maringá e contou com apoio da inteligência do Ministério do Trabalho para identificar os responsáveis pelas fraudes.

A operação mobilizou 40 policiais federais e quatro servidores da área de inteligência trabalhista do MTE.

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Grupo Pão de Açúcar fecha acordo com credores para renegociar dívida de R$ 4,57 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 10:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%Oferecido por

O Grupo Pão de Açúcar anunciou, na noite de terça-feira (6), que concluiu a renegociação com credores do plano de recuperação extrajudicial referente a uma dívida de R$ 4,57 bilhões.

Segundo o comunicado, o grupo espera reduzir em mais de 50% o valor total das obrigações incluídas no plano ao longo do tempo, além de alongar o prazo médio de pagamento para 6,4 anos e diminuir o custo médio da dívida.

Entre as medidas previstas, o plano inclui a reestruturação de créditos em debêntures conversíveis — títulos de dívida que podem ser transformados em ações da empresa —, no valor de até R$ 1,1 bilhão, além de um novo financiamento para a companhia, de até R$ 200 milhões.

A nova versão do plano contou com o aval de credores que representam 57,49% dos créditos incluídos, informou o grupo.

O plano foi aprovado pelo conselho de administração e será protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

O Grupo Pão de Açúcar anunciou, na noite de terça-feira (6), que concluiu a renegociação com credores do plano de recuperação extrajudicial referente a uma dívida de R$ 4,57 bilhões.

Segundo o comunicado, o grupo espera reduzir em mais de 50% o valor total das obrigações incluídas no plano ao longo do tempo, além de alongar o prazo médio de pagamento para 6,4 anos e diminuir o custo médio da dívida.

Entre as medidas previstas, o plano inclui a reestruturação de créditos em debêntures conversíveis — títulos de dívida que podem ser transformados em ações da empresa —, no valor de até R$ 1,1 bilhão, além de um novo financiamento para a companhia, de até R$ 200 milhões.

A nova versão do plano contou com o aval de credores que representam 57,49% dos créditos incluídos, informou o grupo.

O plano foi aprovado pelo conselho de administração e será protocolado na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

"Como resultado dessas medidas, o plano de recuperação extrajudicial proporcionará liquidez relevante e reduzirá em mais de R$4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela companhia nos próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa no período," disse o GPA.

“O plano firmado nesta data permitirá uma solução estruturada para os desafios financeiros da companhia, ao tratar ao mesmo tempo da liquidez no curto prazo e da sustentabilidade financeira no longo prazo.”

O GPA acrescentou que suas operações seguem saudáveis e que a empresa está em dia com suas obrigações com fornecedores.

O Grupo Pão de Açúcar enfrenta uma crise financeira desde 2022, com prejuízos recorrentes causados principalmente pela queda no consumo, alta da inflação de alimentos e juros elevados, que encareceram suas dívidas. (saiba mais aqui)

A empresa também foi impactada por custos com mudanças de gestão, pagamento de dívidas fiscais e trabalhistas e fechamento de lojas com baixo desempenho. Mesmo com alguma melhora recente, o GPA continuou no vermelho.

No fim de 2025, o grupo acumulava um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão, pressionado por dívidas com vencimento próximo, e chegou a alertar o mercado sobre dúvidas em relação à sua capacidade de continuar operando no longo prazo.

Diante desse cenário, a empresa passou a adotar medidas para reorganizar as finanças, como renegociar dívidas, reduzir custos e buscar reforço de caixa, culminando no plano de recuperação extrajudicial.

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Instagram e Facebook vão analisar estrutura óssea para verificar idade de menores no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 10:00

Tecnologia Instagram e Facebook vão analisar estrutura óssea para verificar idade de menores no Brasil Meta diz que sistema não fará reconhecimento facial e analisará fotos, vídeos e informações do perfil para identificar usuários com menos de 13 anos no Instagram e no Facebook. Por Redação g1

Criança mexendo no celular com as redes sociais visíveis no aparelho. — Foto: Unsplash/Sanket Mishra

A Meta anunciou na terça-feira (5) que vai usar IA para analisar imagens de usuários e verificar se eles são menores de idade no Instagram e no Facebook. A tecnologia vai "ler" características como altura e estrutura óssea para identificar contas de pessoas com menos de 13 anos. A novidade chega ao Brasil, nos EUA e na União Europeia.

➡️ A Meta afirma que é preciso ter ao menos 13 anos para criar uma conta no Instagram e no Facebook.

Segundo a empresa, o sistema não fará reconhecimento facial, ao contrário de outras redes que usam esse tipo de tecnologia para verificar a idade dos usuários. Muitas plataformas passaram a exigir selfies ou documentos de identificação em meio à pressão por medidas que reforcem a segurança de crianças e adolescentes online.

"Essa tecnologia permite que nossa IA escaneie fotos e vídeos em busca de pistas visuais sobre a idade de uma pessoa que o texto possa não perceber. Nossa IA analisa temas gerais e pistas visuais, por exemplo altura ou estrutura óssea, para estimar a idade geral de alguém", afirmou a empresa.

A Meta explica que a IA fará uma análise do perfil do usuário "em busca de pistas contextuais". Como exemplo, a empresa cita publicações sobre aniversários e até menções a notas escolares.

"Buscamos esses sinais em vários formatos, como postagens, comentários, biografias e legendas, e continuamos expandindo essa tecnologia para partes adicionais dos nossos aplicativos como Instagram Reels, Instagram Live e grupos do Facebook", explicou.

Caso a Meta identifique que a conta pertence a um menor de idade, ela será desativada, e o usuário precisará enviar um comprovante de idade para evitar a exclusão.

A companhia diz que saber a idade de alguém no ambiente online " é um desafio complexo e de toda a indústria" e cita casos em que alguns menores informam um aniversário de adulto ao criar uma conta em rede social. Por isso, diz estar usando tecnologia sofisticada para identificar essas pessoas.

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Desenrola 2.0: governo estuda nova linha de crédito para trabalhadores informais, diz ministro da Fazenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/05/2026 08:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%MoedasDólar ComercialR$ 4,912-1,12%Dólar TurismoR$ 5,112-1,14%Euro ComercialR$ 5,745-1,12%Euro TurismoR$ 5,992-1,1%B3Ibovespa186.754 pts0,62%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo federal estuda uma nova linha de crédito dentro do Desenrola 2.0 para os trabalhadores informais, a ser lançada no fim de maio ou começo de junho.

A informação foi divulgada durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

"A gente tem um primeiro momento agora do Desenrola para quem está inadimplente. Ela não tem crédito, não cartão de crédito, está com nome negativado. Mas estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos", explicou o ministro.

"Uma pessoa informal, por exemplo, um olhar que a gente tem com muito cuidado. Ele não tem renda fixa por mês, não tem salário recorrente, uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Tem de ganhar seu dia a dia de maneira pontual. Estamos estudando linha para informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho", detalhou.

Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105.

Serão feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

Descontos entre 30% e 90%;Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês;Até 48 meses de prazo;Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;

Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas.

Bancos consultados pelo g1 informaram que vão aderir ao Novo Desenrola Brasil, mas ainda aguardavam definições operacionais para iniciar, de fato, a renegociação de dívidas.

O programa tem o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que estabelece as regras foi publicada no fim desta segunda-feira (4) — e, com isso, já passou a valer.

📱O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.

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