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Voos comerciais entre Miami e Caracas são retomados após sete anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 10:59

Mundo Voos comerciais entre Miami e Caracas são retomados após sete anos Retomada ocorre em meio à flexibilização de sanções e reabertura das relações entre Estados Unidos e Venezuela. Por France Presse

A retomada de voos diretos entre Estados Unidos e Venezuela marca um novo capítulo na reaproximação entre os dois países. O primeiro voo comercial entre Miami e Caracas está previsto para esta quinta-feira (30), após sete anos de interrupção.

A operação será feita pela American Airlines, primeira empresa americana autorizada a retomar a rota. A expectativa é de voos diários entre as duas cidades, operados por aeronaves Embraer 175, por meio da subsidiária Envoy Air.

A retomada ocorre após mudanças políticas recentes e a reabertura gradual das relações diplomáticas entre os países, rompidas em 2019. Nas últimas semanas, a embaixada americana em Caracas voltou a funcionar, enquanto a Venezuela retomou sua representação em Washington.

O governo dos EUA também vem flexibilizando, de forma gradual, sanções impostas ao país sul-americano. Ao mesmo tempo, Caracas aprovou mudanças em leis de hidrocarbonetos e mineração para atrair investimento privado, em um país que concentra algumas das maiores reservas de petróleo do mundo.

Apesar da reaproximação, o Departamento de Estado americano ainda recomenda cautela. O órgão classifica a Venezuela no nível 3 de alerta (em uma escala de 4) e desaconselha viagens devido a riscos como criminalidade, sequestros e limitações na infraestrutura de saúde.

A American Airlines prevê inicialmente um voo diário de ida e volta entre Miami e Caracas, com possibilidade de ampliação da oferta conforme a demanda e a evolução das condições operacionais.

A autorização concedida pelo governo dos EUA tem validade de dois anos e também inclui voos para a cidade de Maracaibo.

Miami abriga uma das maiores comunidades da diáspora venezuelana, o que deve impulsionar a demanda pela rota.

Antes da suspensão, em 2019, a American Airlines era a principal companhia aérea americana em operação na Venezuela. A empresa iniciou voos para o país ainda na década de 1980.

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Como possível ação dos EUA no Irã elevou petróleo ao maior nível desde 2022

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 10:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,2%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,04%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.416 pts0,9%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,2%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,04%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.416 pts0,9%MoedasDólar ComercialR$ 4,992-0,2%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,04%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.416 pts0,9%Oferecido por

Os preços do petróleo atingiram o nível mais alto desde 2022 após a divulgação de um relatório segundo o qual militares dos Estados Unidos devem apresentar ao presidente americano, Donald Trump, novos planos para uma possível ação contra o Irã.

O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) preparou um plano para uma série de ataques "breves e contundentes" com o objetivo de destravar as negociações com o Irã, informou o site Axios. A BBC entrou em contato com o Centcom e com a Casa Branca para comentar, mas não recebeu resposta até o momento.

O barril de petróleo do tipo Brent subiu quase 7% e chegou a ultrapassar US$ 126 (cerca de R$ 630), o maior valor desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

Os preços de energia vêm subindo nesta semana com as negociações de paz estagnadas, com o estratégico estreito de Ormuz ainda, na prática, fechado.

O site Axios informou que o Comando Central dos EUA preparou um plano para uma série de ataques "breves e contundentes" contra o Irã — Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images

Antes dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, passavam pelo estreito cerca de 20% do petróleo global, entre outros insumos.

A reportagem do site Axios, com base em fontes anônimas, afirma que a proposta de ataques deve incluir alvos de infraestrutura.

Outro plano envolve assumir o controle de parte do estreito de Ormuz para reabrir a rota ao transporte comercial, o que pode exigir o envio de tropas terrestres, segundo o Axios.

O petróleo West Texas Intermediate, que serve como referência de preço nos EUA, também subiu, com alta de 2,3%, para cerca de US$ 109 (aproximadamente R$ 545) o barril.

O contrato futuro do Brent para entrega em junho vence na quinta-feira (30/4). Já o contrato mais negociado, com entrega em julho, avançava cerca de 2%, para perto de US$ 113 (cerca de R$ 565), nas negociações da manhã na Ásia.

Os mercados de petróleo reagiram rapidamente à possibilidade de uma nova ação militar no Golfo, afirmou Yeow Hwee Chua, professor de economia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura.

Ele acrescentou que mesmo uma pequena chance de escalada do conflito pode ter "efeitos desproporcionais" sobre a oferta global de energia.

Os EUA disseram que vão bloquear portos iranianos enquanto o Irã continuar a ameaçar embarcações que tentam usar o estreito de Ormuz, o que pode afetar gravemente o transporte global de energia.

O Irã reagiu aos ataques aéreos dos EUA e de Israel ao ameaçar atacar navios na região, por onde costuma passar cerca de um quinto da energia consumida no mundo.

Os preços do petróleo já haviam subido 6% na quarta-feira (29/4), após relatos de que os EUA se preparavam para um bloqueio "prolongado" ao Irã.

"Há sinais de que uma escalada do conflito voltou ao centro das discussões, seja com os EUA mantendo o bloqueio ao Irã, seja com relatos e rumores de que, para sair desse impasse, o Irã pode voltar a atacar", disse Naveen Das, analista sênior de petróleo da Kpler, empresa de inteligência marítima.

Ele afirmou ao programa Today, da BBC, que um preço do petróleo próximo de US$ 125 (cerca de R$ 625) é o ponto em que empresas e políticos "começam a ficar mais apreensivos".

"Podemos começar a ver mais iniciativas para tentar reduzir a escalada", acrescentou, porque a alta dos preços "tem efeito em cadeia não só sobre o petróleo, mas também sobre produtos derivados, a inflação e praticamente todos os aspectos da vida cotidiana".

A BBC apurou que executivos do setor de energia se reuniram com Trump na terça-feira (28/4) para discutir formas de limitar o impacto da guerra sobre os consumidores americanos, o que aumentou a preocupação do mercado com uma possível interrupção prolongada no fornecimento de energia.

"A grande questão, na minha visão, é por quanto tempo o governo Trump conseguirá suportar a pressão econômica", disse Will Walker-Arnott, gestor de investimentos da Raymond James, ao programa Today.

"As pessoas já começam a se preocupar com o impacto inflacionário da alta do petróleo", acrescentou.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, provocou uma crise energética global, com alta do petróleo e risco de desabastecimento, especialmente após o bloqueio do estreito de Ormuz.

Nesse cenário, o Brasil conta com uma vantagem estratégica: os biocombustíveis, avalia a revista britânica The Economist.

A revista publicou um artigo em 26 de março em que afirma que "o Brasil tem uma arma secreta contra choques do petróleo" e que "os biocombustíveis vão ajudar o país a enfrentar os efeitos do conflito no Oriente Médio".

Neste contexto, a The Economist afirma que poucos países estavam preparados para um choque do petróleo, mas "o Brasil estava". Isso porque o país, ao longo de décadas, investiu em alternativas e construiu "a indústria de biocombustíveis mais sofisticada do mundo".

A reportagem destaca ainda o papel estrutural desses combustíveis na economia brasileira. "Eles são misturados à gasolina e ao diesel, com percentuais obrigatórios definidos pelo governo de 30% e 15%, respectivamente, entre os mais altos do mundo", observa a revista.

O artigo também chama atenção para a frota nacional: "três quartos dos veículos leves no Brasil possuem tecnologia que permite rodar com qualquer mistura, desde gasolina pura até etanol 100%".

"Isso reduz a dependência do Brasil de combustíveis fósseis importados e protege o país contra mercados inflacionados. O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu 10% desde o início da guerra, e o do diesel, 20%, segundo dados divulgados em 20 de março pelo regulador de energia. É um aumento doloroso, mas muito abaixo dos saltos de 30% a 40% observados nos Estados Unidos."

A The Economist lembra que essa estratégia começou nos anos 1970, após outra crise do petróleo, e desde então se consolidou como base da política energética do país.

"Na época, o Brasil importava 80% do combustível que consumia; o embargo árabe estava sufocando a economia. Transformar o excedente de cana-de-açúcar em etanol foi uma solução óbvia", aponta o texto.

A revista menciona ainda um plano do governo federal, em 2023, para promover o biodiesel, derivado de sementes, principalmente de soja. Hoje, diz a revista, o governo federal mantém essa linha, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que como "poucos abraçaram os biocombustíveis com tanta intensidade".

Ainda assim, a revista faz uma ressalva: "os biocombustíveis não podem eliminar totalmente os custos provocados pela alta do petróleo".

Mas a avaliação é que o Brasil entra nessa crise em posição mais favorável. Enquanto grandes economias enfrentam alta mais intensa de preços e risco de escassez, o país consegue amortecer parte do impacto — e até se beneficiar com o aumento da demanda global por alternativas ao petróleo.

A análise aponta também que o modelo começa a chamar atenção internacional, com países como Índia e Japão estudando adaptar a experiência brasileira.

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Veja dicas para o cultivo e poda do cacau

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 10:59

GLOBO RURAL Veja dicas para o cultivo e poda do cacau Material gratuito do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) traz informações sobre produção, manejo e colheita do cacau. Por Globo Rural

Neste domingo (3), o Globo Rural indica um folheto do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com informações sobre produção, manejo e colheita do cacau.

A publicação traz dicas específicas sobre a poda do cacaueiro, incluindo o material indicado para fazer os cortes e as recomendações para cada tipo de poda.

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Argentina vai aumentar impostos sobre combustíveis em maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 10:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,17%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,03%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.591 pts1%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,17%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,03%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.591 pts1%MoedasDólar ComercialR$ 4,993-0,17%Dólar TurismoR$ 5,189-0,44%Euro ComercialR$ 5,838-0,03%Euro TurismoR$ 6,083-0,22%B3Ibovespa186.591 pts1%Oferecido por

O governo da Argentina anunciou que aumentará parcialmente os impostos sobre combustíveis a partir de maio.

A medida ocorre em meio ao avanço dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Irã.

Segundo a Bloomberg News, os preços da gasolina na Argentina já acumulavam uma alta de 20% desde o início do conflito, em fevereiro.

O aumento dos impostos sobre combustíveis ocorre pouco tempo após um anúncio da estatal argentina de energia YPF.

O governo da Argentina anunciou que aumentará parcialmente os impostos sobre combustíveis a partir de maio. A decisão foi publicada no Diário Oficial do país nesta quinta-feira (30).

A medida ocorre em meio ao avanço dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Irã. Segundo a Bloomberg News, os preços da gasolina na Argentina já acumulavam uma alta de 20% desde o início do conflito, em fevereiro.

O aumento dos impostos sobre combustíveis ocorre pouco tempo após um anúncio da estatal argentina de energia YPF. No início do mês, a companhia informou que manteria os preços da gasolina estáveis nos postos por 45 dias.

“Vamos deixar os preços aproximadamente constantes por 45 dias. […] Se o preço do Brent subir ou cair, vamos manter a gasolina aproximadamente constante”, afirmou o CEO da companhia, Horacio Marin, em entrevista à TV La Nación.

O petróleo tipo Brent, referência internacional, já acumula uma alta de mais de 62% desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Na véspera, o barril da commodity encerrou a sessão cotado a US$ 118,03, no maior patamar em quase quatro anos.

O aumento dos combustíveis já começa a se refletir na inflação argentina. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) indicam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou uma alta de 3,4% em março, puxado principalmente pelos setores de educação (12,1%) e transporte (4,1%).

O resultado representa uma aceleração em relação aos 2,9% registrados em fevereiro e marca o maior nível em um ano. No acumulado de 12 meses até março, o índice ficou em 32,6%, abaixo dos 33,1% registrados no mês anterior.

A Argentina, que já enfrentava uma forte recessão, passa por uma ampla reforma econômica. Após tomar posse, em dezembro de 2023, o presidente Javier Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de recursos aos estados.

O governo também retirou subsídios às tarifas de água, gás, energia elétrica, transporte público e outros serviços essenciais. Com isso, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor.

O país também observou uma intensificação da pobreza no primeiro semestre de 2024, com 52,9% da população nessa situação. No segundo semestre de 2025, o percentual caiu para 28,2%, no menor nível em sete anos.

Por outro lado, o presidente conseguiu registrar uma sequência de superávits fiscais — quando a arrecadação supera os gastos — e retomar a confiança de parte dos investidores.

Além disso, desde o ano passado, o governo e o Banco Central da Argentina lançaram uma série de medidas monetárias, fiscais e cambiais para ampliar a entrada de dólares no país, com o objetivo de cumprir o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e apoiar a recuperação econômica.

O objetivo do governo é estabilizar a inflação, reforçar as reservas internacionais, melhorar o funcionamento do câmbio e atrair investimentos, ao mesmo tempo em que avança no ajuste econômico promovido por Milei.

Há 4 horas Blog da Andréia Sadi Até oposição se surpreende com 10 votos a mais do que o esperadoHá 4 horasLula pode indicar outro nome ao STF? O que acontece agora?Há 4 horasVALDO: Pacheco repete que STF é ‘realmente página virada’Há 4 horasASSISTA: Congresso pode reduzir pena de Bolsonaro e impor nova derrota a Lula

Há 20 minutos Política Parlamentares analisam veto do presidente ao PL da dosimetriaHá 20 minutos100º documentário do Globoplay’Territórios – Sob o Domínio do Crime’ mostra avanço das facções no Brasil

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Há 1 hora O Assunto Alcolumbre vai ter que lidar com efeito rebote, diz analistaHá 1 horaDerrota coroa relação conturbada de Lula com Congresso; veja os revesesHá 1 horaTabu de 132 anosComo era o mundo na última vez em que um indicado foi rejeitado

Há 3 horas Política ‘Farra dos guardanapos’Empresário condenado por corrupção dividiu jato com Motta e Ciro Nogueira

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Desemprego sobe para 6,1% no trimestre terminado em março, diz IBGE

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 09:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

A taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado e é o menor nível já registrado para esse período do ano desde o início da série, em 2012.

Apesar disso, o número de pessoas sem trabalho aumentou no curto prazo. Ao todo, 6,6 milhões estavam desocupadas, alta de 19,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 13%, com 987 mil pessoas a menos nessa condição.

Já o total de ocupados somou 102 milhões. Esse contingente recuou 1,0% no trimestre, mas avançou 1,5% em relação ao ano anterior, indicando uma recuperação ao longo de períodos mais longos.

Esse movimento também aparece no nível de ocupação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada. O indicador ficou em 58,2%, com queda de 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior e alta de 0,4 ponto na comparação anual.

A taxa composta de subutilização ficou em 14,3% no trimestre encerrado em março. O indicador subiu 0,9 ponto percentual em relação ao período anterior, mas recuou 1,6 ponto na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Ao todo, 16,3 milhões de pessoas estavam nessa condição. Esse contingente aumentou 6,6% no trimestre, com mais 1 milhão de pessoas, mas caiu 10,1% em um ano, o equivalente a 1,8 milhão a menos.

Taxa de desocupação: 6,1%População desocupada: 6,6 milhões de pessoasPopulação ocupada: 102 milhõesPopulação fora da força de trabalho: 66,5 milhõesPopulação desalentada: 2,7 milhõesEmpregados com carteira assinada: 39,2 milhõesEmpregados sem carteira assinada: 13,3 milhõesTrabalhadores por conta própria: 26 milhõesTrabalhadores informais: 38,1 milhõesTaxa de informalidade: 37,3%

Entre os grupos que compõem esse indicador, o número de pessoas que trabalham menos horas do que gostariam ficou em 4,4 milhões, sem variações relevantes nas duas comparações.

Já a população fora da força de trabalho somou 66,5 milhões, estável no trimestre e com alta de 1,3% em um ano, o que representa mais 841 mil pessoas.

A população desalentada, que reúne aqueles que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,7 milhões. Esse grupo não apresentou mudança significativa no trimestre, mas recuou 15,9% na comparação anual, com 509 mil pessoas a menos.

🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acharem que não encontrariam, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo.

O número de trabalhadores no setor privado somou 52,4 milhões no trimestre encerrado em março. Esse total recuou 1,0% em relação ao período anterior, com menos 527 mil pessoas, mas avançou 1,1% na comparação anual, o equivalente a 583 mil a mais.

Dentro desse grupo, o emprego com carteira assinada permaneceu estável no trimestre, em 39,2 milhões, e cresceu 1,3% em um ano. Já os sem carteira, de 13,3 milhões, caiu 2,1% no trimestre e não apresentou variação relevante na comparação anual.

No setor público, o número de ocupados ficou em 12,7 milhões, com queda de 2,5% no trimestre e alta de 3,7% em um ano. Entre os trabalhadores por conta própria, o total chegou a 26,0 milhões, estável no trimestre e com crescimento de 2,4% na comparação anual.

A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O índice recuou em relação ao trimestre anterior e também na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os rendimentos seguiram em alta. O ganho médio habitual chegou a R$ 3.722, com avanço de 1,6% no trimestre e de 5,5% em um ano, atingindo o maior valor da série.

Esse movimento também se refletiu no total de rendimentos pagos à população. A massa de renda somou R$ 374,8 bilhões, estável no trimestre e 7,1% maior na comparação anual, também no maior nível já registrado.

O rendimento médio mensal apresentou aumento em poucos setores na comparação com o trimestre anterior. As altas ficaram concentradas em comércio e em atividades ligadas ao setor público, enquanto os demais segmentos não registraram mudanças relevantes.

🛒 Comércio e reparação de veículos: alta de 3,0% (mais R$ 86)🏛️ Administração pública, educação e saúde: alta de 2,5% (mais R$ 127)

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço da renda foi mais disseminado e atingiu diferentes áreas da economia. Nesse caso, seis grupos apresentaram crescimento, enquanto os demais permaneceram sem variação significativa.

🏗️ Construção: alta de 4,5% (mais R$ 124)🛒 Comércio e reparação de veículos: alta de 3,9% (mais R$ 113)💻 Informação, comunicação e atividades financeiras e profissionais: alta de 5,9% (mais R$ 291)🏛️ Administração pública, educação e saúde: alta de 4,0% (mais R$ 198)🧰 Outros serviços: alta de 11,4% (mais R$ 320)🏠 Serviços domésticos: alta de 4,9% (mais R$ 66)

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Bloqueio em Ormuz pode fazer receitas do petróleo do Irã ‘cair para zero’, diz analista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

Os mercados reagem à possibilidade de opções militares analisadas em Washington e à perspectiva de um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, passagem estratégica por onde normalmente transita cerca de um quinto do petróleo bruto mundial e que já está paralisada desde o fim de fevereiro. Com o bloqueio, Teerã pode enfrentar elevadas perdas de receita. 

Na quarta-feira (29), uma fonte do governo americano declarou que o presidente Donald Trump conversou com representantes de companhias petrolíferas sobre medidas para atenuar o bloqueio dos portos iranianos e mencionou uma possível prorrogação “por vários meses” da restrição imposta pelos Estados Unidos.

O movimento ocorre enquanto Teerã mantém seu próprio bloqueio do Estreito para navios petroleiros que tentam deixar a região. 

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a iniciativa americana é contrária às leis internacionais e está “condenada ao fracasso”. Segundo ele, o bloqueio não melhora a segurança regional e tende a agravar as tensões de longo prazo no Golfo. 

Nesta quinta-feira, informações divulgadas pelo site americano Axios também agitaram o mercado: segundo o veículo, o presidente Donald Trump deve receber ainda hoje um briefing sobre novos planos para uma eventual ação militar no Irã, com base em duas fontes próximas do assunto. O cenário reforça as incertezas no Oriente Médio e alimenta a expectativa de perturbações prolongadas no abastecimento global de hidrocarbonetos. 

Receitas petrolíferas do Irã podem zerar Especialistas alertam que a República Islâmica do Irã dispõe atualmente de capacidade de armazenamento de petróleo suficiente para apenas alguns dias. Com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, Teerã não consegue exportar seu petróleo bruto e enfrenta um excesso de produção que precisa ser estocado para evitar perdas. 

A alternativa de fechar os poços tampouco é simples, já que a interrupção da extração pode causar danos estruturais duradouros às instalações petrolíferas. Além disso, a reativação dos poços é um processo complexo e demorado, com consequências econômicas diretas sobre a produção futura e as receitas do país. 

Segundo Homayoun Falakshahi, chefe de Análise de Petróleo da empresa Kpler, a acumulação forçada de petróleo representa um risco técnico e financeiro considerável para o setor energético iraniano, além de agravar a pressão sobre a economia do país. 

"O armazenamento do petróleo iraniano deve atingir um limite crítico em 20 dias. Portanto, se o bloqueio for mantido, as receitas petrolíferas do Irã, que atualmente giram em torno de US$ 5 a US$ 6 bilhões por mês, podem simplesmente cair para zero. Enquanto o bloqueio esteve ativo, o tempo estava a favor dos iranianos, que sabiam que quanto mais tempo o Estreito permanecesse fechado, mais os preços subiriam e menos a economia mundial seria capaz de suportar o impacto. Agora, porém, tudo voltou à estaca zero e o bloqueio passou a representar uma ameaça constante para os iranianos", explicou Falakshahi à RFI. 

Outro especialista, Anthony Kettle, gestor da RBC BlueBay Asset Management, citado pela Bloomberg, afirma que “o mercado parece ainda não incorporar plenamente a deterioração potencial dos fundamentos que um conflito prolongado no Oriente Médio pode provocar”. 

Efeitos históricos no mundo: bolsas em queda e Dólar em alta Na Bolsa de Tóquio, o principal índice, o Nikkei, encerrou em queda de 1,05%, aos 59.284,92 pontos. Em Seul, o índice Kospi recuou 1,38%. Em outros mercados asiáticos, Taipei caiu 0,96% e Sydney, 0,24%. 

Já pressionados, os índices aceleraram as perdas à medida que os preços do petróleo avançavam. A Ásia é fortemente dependente do Golfo para seu abastecimento de hidrocarbonetos. 

A moeda americana egistrava alta de 0,11%, cotada a 160,59 ienes por dólar, durante esta quinta-feira. O dólar já havia subido na quarta-feira, impulsionado tanto pela perspectiva de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz — que pressiona os preços do petróleo — quanto por um Federal Reserve pouco inclinado a reduzir os juros no curto prazo. 

Percebido como um ativo de refúgio em momentos de incerteza, o dólar se fortaleceu à medida que as cotações do petróleo avançaram. O ouro também subia 0,64%, a US$ 4.576 a onça, após um período de fraqueza. 

Além disso, a rúpia indiana caiu para o nível mais baixo de sua história frente ao dólar. A alta contínua dos preços do petróleo intensificou as preocupações com o déficit externo do país, levando a moeda a perder até 0,4% nesta quinta‑feira, para cerca de 95,26 rúpias por dólar, superando o recorde anterior registrado no fim de março. 

Bloqueio em Ormuz pode fazer receitas do petróleo do Irã ‘cair para zero’, diz analista — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Lula sinaliza a aliados que não vai abrir mão de nova indicação para o STF após derrota de Messias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, em conversa com aliados na noite dessa quarta-feira (29), que deve escolher um novo nome e não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Reunido com aliados do governo no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que deve escolher um novo nome para a Corte, ainda que não de forma imediata. A expectativa, segundo relatos, é que a indicação ocorra nas próximas semanas.

A posição foi discutida após a rejeição, pelo Senado Federal, do nome de Messias, indicado pelo presidente. Lula disse a interlocutores que recebeu com tranquilidade a decisão do Congresso Nacional. Messias, inclusive, estava na reunião.

Apesar disso, a votação acendeu alertas no Palácio da Alvorada. Aliados que participaram da reunião avaliaram que o placar — com apenas 34 votos favoráveis ao indicado — evidenciou traições dentro da base.

Ao longo do encontro informal, auxiliares do presidente, incluindo ministros ligados ao Centrão e não apenas petistas, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. Segundo eles, lideranças não conseguiram antecipar que o resultado no plenário seria desfavorável ao indicado.

Quando ficou claro, já durante a sessão, que Messias poderia ser rejeitado, articuladores do governo de outros partidos ainda tentaram adiar a votação. A tentativa, porém, não foi acatada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Outro ponto debatido na reunião foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças do Congresso. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) oi citado durante a conversa como alguém que teria votado contra o indicado.

O episódio reforçou, entre os presentes, a leitura de que o presidente deve agir rapidamente para garantir sua indicação ao STF ainda durante o atual mandato.

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Quando cai o quinto dia útil de Maio? Feriado pode impactar pagamento dos trabalhadores CLT

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Trabalho e Carreira Quando cai o quinto dia útil de Maio? Feriado pode impactar pagamento dos trabalhadores CLT Regra trabalhista define prazo máximo para o depósito e considera sábados na contagem dos dias úteis. Por Redação g1 — São Paulo

A contagem é impactada pelo feriado de 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cai na quinta-feira, com a contagem iniciando no sábado, 2 de maio.

Para o pagamento de salários, a contagem dos dias úteis inclui os sábados e desconsidera apenas domingos e feriados.

A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, que determina que o empregador deve efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Um novo mês começa e, como de costume, muitos trabalhadores já olham para o calendário à espera do pagamento do salário. Muitas empresas mantêm o hábito de fazer o depósito nos primeiros dias de cada mês — mas quando cai o quinto dia útil de maio neste ano?

Neste mês, a data será no dia 7 de maio, quarta-feira. A contagem é impactada pelo feriado de 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cai na quinta-feira, com a contagem iniciando no sábado, 2 de maio.

Para o pagamento de salários, a contagem dos dias úteis inclui os sábados e desconsidera apenas domingos e feriados. A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, que determina que o empregador deve efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

1º dia útil: 2 de maio, sábado;2º dia útil: 4 de maio, segunda-feira;3º dia útil: 5 de maio, terça-feira;4º dia útil: 6 de maio, quarta-feira;5º dia útil: 7 de maio, quinta-feira.

Neste ano, a maioria das datas de pagamento para trabalhadores com carteira assinada cai em dias úteis da semana. Veja abaixo:

Maio: Quinta-feira, dia 7Junho: Sexta-feira, dia 5Julho: Segunda-feira, dia 6Agosto: Quinta-feira, dia 6Setembro: Sexta-feira, dia 4 (5º dia útil no sábado)Outubro: Terça-feira, dia 6Novembro: Sexta-feira, dia 6 (5º dia útil no sábado)Dezembro: Sexta-feira, dia 4 (5º dia útil no sábado)

De acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, o pagamento deve ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte. Se a empresa não cumprir o prazo, o trabalhador pode cobrar judicialmente o valor devido, com correção monetária. O sindicato também pode entrar com ação contra o empregador.

Em casos de atrasos recorrentes, a Justiça do Trabalho entende que há descumprimento do contrato, o que pode justificar a rescisão indireta — quando o funcionário deixa o emprego com direito às verbas de uma demissão sem justa causa.

Além disso, a empresa pode ser autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com multa por trabalhador prejudicado, e ainda ser alvo de investigação pelo Ministério Público do Trabalho.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Chefe da agência de energia faz alerta: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

Chefe da agência de energia faz alerta: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história — Foto: Leslie Von Pless/NASA

O mundo enfrenta "a maior crise energética de sua história", provocada pela guerra no Oriente Médio e pelas perturbações no comércio de hidrocarbonetos, afirmou nesta quinta-feira (30) o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

Assim como aconteceu com a invasão russa da Ucrânia em 2022, o conflito no Oriente Médio evidenciou a forte dependência mundial dos combustíveis fósseis.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, disparou os preços do barril de petróleo a níveis não vistos em quatro anos.

O Brent do Mar do Norte chegou a ser cotado nesta quinta-feira a US$ 126 dólares (R$ 629), enquanto os Estados Unidos também impõem um bloqueio naval aos portos iranianos.

O prolongado fechamento dessa passagem marítima crucial para o comércio mundial ameaça causar problemas de abastecimento e escassez a longo prazo.

Em uma conferência da AIE em Paris, onde o organismo tem sua sede, Birol assegurou que esse encarecimento está "colocando muita pressão em muitos países".

"O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história", disse ele durante uma conferência na capital francesa dedicada às energias renováveis. "Os mercados de petróleo e gás terão grandes dificuldades", insistiu.

Nesse mesmo fórum, o presidente da cúpula climática COP31, que será realizada na Turquia no fim do ano, Murat Kurum, chamou a "acelerar a transição para as energias limpas".

"Agora sabemos claramente que a economia mundial precisa mudar seu modelo energético. E a etapa mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas", afirmou Kurum, segundo a tradução de um intérprete de seu discurso em turco.

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Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 após Trump indicar que manterá bloqueio em Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 03:15

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

O preço do petróleo bruto Brent ultrapassou os US$ 125 por barril (cerca de R$ 624,73) no início desta quinta-feira (30), à medida que a estagnação nas negociações entre EUA e Irã levantou dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e um fim permanente para a guerra no Irã.

O petróleo Brent para entrega em junho saltou 6,2%, para US$ 125,36, e o Brent para entrega em julho subiu 3,1%, para US$ 113,85. O petróleo de referência dos EUA subiu 2,3%, para US$ 109,38 por barril. Antes do início da guerra no final de fevereiro, o Brent era negociado em torno de US$ 70 por barril.

A guerra no Irã, que está em sua nona semana, ainda não apresenta um caminho claro para o fim. Os EUA mantiveram o bloqueio aos portos iranianos enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, impulsionando os preços do petróleo. Relatos de quarta-feira sugerindo uma possível escalada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, dissiparam as esperanças de um fim rápido para o conflito.

"O colapso das conversas entre EUA e Irã, juntamente com o relato de que o presidente Trump rejeitou a proposta do Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, faz com que o mercado perca a esperança de qualquer retomada rápida nos fluxos de petróleo", escreveram os estrategistas do ING Bank, Warren Patterson e Ewa Manthey, em nota de pesquisa.

Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça Irã com montagem de explosões em publicação na rede social em 29 de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social

Os preços do petróleo variam dependendo do tipo de óleo, onde é negociado e sob quais termos, para contratos futuros. Por algumas medidas, o Brent atingiu seu nível mais alto desde o pico de US$ 147,50 por barril em 2008, durante a crise financeira global.

Com a guerra abalando os mercados mundiais, o dólar americano subiu para 160,51 ienes japoneses, seu nível mais alto em quase dois anos. A moeda fechou a 160,44 ienes na quarta-feira.

O dólar ganhou força frente a outras moedas principais em parte devido ao seu status de porto seguro para investidores em tempos de risco, e em parte porque as taxas de juros dos EUA permaneceram relativamente altas, enquanto o Federal Reserve se esforça para equilibrar a necessidade de impulsionar a economia com os preços mais altos resultantes da guerra.

A decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis em sua reunião de política monetária na quarta-feira deu suporte adicional ao dólar. Analistas disseram que autoridades japonesas provavelmente interviriam no mercado caso o iene caísse muito mais.

Os contratos futuros dos EUA e as ações na Ásia recuaram após um desempenho morno em Wall Street na quarta-feira. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,6%, para 58.967,07, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,1%, para 6.615,51.

O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3%, para 25.772,50, e o índice Composto de Xangai operou em alta de 0,1%, a 4.109,99. A atividade fabril da China para abril desacelerou ligeiramente, mas permaneceu em território de expansão pelo segundo mês, apesar do choque energético global provocado pela guerra no Irã, mostrou uma pesquisa oficial.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,3%, para 8.665,50. O Taiex de Taiwan recuou 0,1% e o Sensex da Índia perdeu 1,2%.

Na quarta-feira, as ações dos EUA fecharam mistas. O índice S&P 500 caiu menos de 0,1%, para 24.673,24. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6%, para 48.861,81, enquanto o Nasdaq avançou menos de 0,1%, para 24.673,24. As ações da Starbucks saltaram 8,4% após resultados melhores que o esperado, e a Visa subiu 8,3% pelo mesmo motivo.

Em outras negociações, o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu de 4,36% na terça-feira para 4,42%, após o Fed anunciar que estava adiando cortes nas taxas de juros.

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