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Arrecadação federal soma R$ 229 bilhões em março, com alta de 5% e bate recorde para o mês

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 11:56

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0110,57%Dólar TurismoR$ 5,2080,53%Euro ComercialR$ 5,8620,37%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.536 pts-1,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,0110,57%Dólar TurismoR$ 5,2080,53%Euro ComercialR$ 5,8620,37%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.536 pts-1,08%MoedasDólar ComercialR$ 5,0110,57%Dólar TurismoR$ 5,2080,53%Euro ComercialR$ 5,8620,37%Euro TurismoR$ 6,1030,29%B3Ibovespa187.536 pts-1,08%Oferecido por

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 229,2 bilhões em março deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Receita Federal.

O resultado representa um aumento real de 4,99% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 218,4 bilhões (valor corrigido pela inflação).

O valor também foi o maior já registrada para meses de março desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.

▶️Segundo a Receita Federal, o recorde pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF.

▶️O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);reoneração gradual da folha de pagamentos;fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);início da taxação das bets;aumento do IOF sobre crédito e câmbio;alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

Nos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 777,12 bilhões — sem a correção pela inflação.

Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 784,24 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 749,9 bilhões.

Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar atingir a meta para as suas contas em 2026.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Na prática, portanto, a previsão é que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Lula.

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Emirados Árabes anunciam saída da Opep e Opep+, em golpe para grupo de produtores de petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9880,1%Dólar TurismoR$ 5,1970,3%Euro ComercialR$ 5,835-0,09%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9880,1%Dólar TurismoR$ 5,1970,3%Euro ComercialR$ 5,835-0,09%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9880,1%Dólar TurismoR$ 5,1970,3%Euro ComercialR$ 5,835-0,09%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%Oferecido por

Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep e Opep+, impactando o grupo liderado pela Arábia Saudita.

A decisão ocorre após críticas à resposta militar do Golfo e dificuldades no Estreito de Ormuz devido à guerra com o Irã.

O ministro de Energia dos Emirados afirmou que a saída foi baseada em análise das estratégias energéticas do país.

A medida pode enfraquecer a Opep, que já enfrenta desafios internos e instabilidade no mercado global de petróleo.

A saída é vista como vitória para os EUA, enquanto os Emirados criticam a falta de apoio dos países árabes contra ataques iranianos.

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que estão deixando a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+, causando um grande golpe ao grupo e para a Arábia Saudita, seu principal líder.

O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed al-Mazrouei, confirmou a saída à Reuters e explicou que a decisão foi tomada após uma análise detalhada das estratégias de energia do país na região.

🔎O que são a Opep e a Opep+? ? A Opep foi criada em 1960 para tentar controlar a quantidade de petróleo disponível no mundo e influenciar seu preço. Hoje, ela tem 12 membros, principalmente do Oriente Médio e da África. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), criada em 2016, reúne esse grupo principal e mais 11 países produtores, que se encontram regularmente para decidir sobre a venda de petróleo no mercado internacional.

A inesperada saída dos Emirados, membro da Opep desde 1967, acontece em um período em que o conflito com o Irã causou uma crise energética sem precedentes e afetou a economia mundial.

A decisão pode gerar instabilidade e enfraquecer o grupo, que geralmente tenta manter uma imagem de união, mesmo com divergências internas sobre temas como política internacional e limites de produção.

Quando perguntado se os Emirados Árabes Unidos conversaram com a Arábia Saudita sobre a decisão, Suhail Mohamed al-Mazrouei disse que o país não tratou do tema com nenhuma outra nação.

"Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse o ministro de Energia.

Os países do Golfo que fazem parte da Opep já estavam tendo problemas para exportar pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã.

Por esse local passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, mas as exportações foram prejudicadas por ameaças e ataques de iranianos a navios.

Mazrouei disse que a saída dos Emirados Árabes Unidos não deve causar grande impacto no mercado, por causa da situação no estreito.

A decisão foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos, que são um importante centro de negócios e um dos principais aliados dos Estados Unidos, criticaram outros países árabes por não fazerem o suficiente para defendê-los de vários ataques do Irã durante o conflito.

A saída do país da Opep é vista como uma vitória para o presidente Donald Trump, que já acusou a organização de “roubar o resto do mundo” ao aumentar os preços do petróleo.

Trump também relacionou o apoio militar dos Estados Unidos à região do Golfo aos valores do petróleo, dizendo que, enquanto os americanos protegem os países da Opep, eles “exploram isso impondo preços altos do petróleo”.

Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, também criticou a resposta dos países árabes e do Golfo aos ataques do Irã, durante uma reunião no Fórum de Influenciadores do Golfo, na segunda-feira.

“Os países do Conselho de Cooperação do Golfo se apoiaram logisticamente, mas política e militarmente, acho que sua posição tem sido historicamente a mais fraca”, disse Gargash.

“Eu esperava essa postura fraca da Liga Árabe, e não me surpreende, mas não esperava isso do Conselho de Cooperação do Golfo. Estou surpreso”, afirmou.

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Guerra no Oriente Médio: Banco Mundial prevê alta de 24% nos preços de energia em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9850,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,29%Euro ComercialR$ 5,833-0,13%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9850,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,29%Euro ComercialR$ 5,833-0,13%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%MoedasDólar ComercialR$ 4,9850,05%Dólar TurismoR$ 5,1960,29%Euro ComercialR$ 5,833-0,13%Euro TurismoR$ 6,0880,05%B3Ibovespa187.433 pts-1,13%Oferecido por

Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos. — Foto: Damian Dovarganes/AP Photo

Os preços de energia devem subir 24% em 2026, atingindo o nível mais alto em quatro anos, caso os impactos mais graves da guerra no Oriente Médio terminem em maio, afirmou o Banco Mundial nesta terça-feira (28).

Os preços das commodities também podem subir ainda mais, caso as hostilidades na região se intensificarem e as interrupções no fornecimento durarem mais do que o esperado, afirmou o banco global de desenvolvimento em sua mais recente Perspectiva dos Mercados de Commodities .

O banco afirmou que seu cenário base pressupõe que os volumes de transporte marítimo pelo crucial Estreito de Ormuz retornarão gradualmente a níveis próximos aos anteriores à guerra até outubro, mas ressaltou que os riscos estão "notavelmente inclinados" para preços mais altos.

A projeção base do banco prevê um aumento de 16% nos preços gerais das commodities em 2026, devido à alta dos preços da energia e dos fertilizantes e aos preços recordes de vários metais importantes.

Os preços do petróleo continuaram a subir na terça-feira, enquanto os esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã estagnaram e o Estreito de Ormuz permaneceu em grande parte fechado, mantendo o fornecimento de energia, fertilizantes e outras commodities da importante região produtora do Oriente Médio fora do alcance dos compradores globais.

Os ataques à infraestrutura energética e as interrupções no transporte marítimo no estreito, que antes da guerra representava 35% do comércio global de petróleo bruto transportado por via marítima, desencadearam o maior choque de oferta de petróleo já registrado, afirmou o Banco Mundial.

O banco afirmou que os preços do petróleo Brent (LCOc1) permaneceram mais de 50% mais altos em meados de abril do que no início do ano. A previsão é de que o preço médio do barril de petróleo Brent seja de US$ 86 em 2026, um aumento acentuado em relação aos US$ 69 por barril em 2025.

Segundo a empresa, os preços do petróleo Brent podem atingir uma média de até US$ 115 por barril este ano, caso instalações críticas de petróleo e gás sofram mais danos devido à guerra e os volumes de exportação demorem a se recuperar.

Os contratos futuros do petróleo Brent para junho estavam sendo negociados em torno de US$ 109 por barril na terça-feira, após atingirem seu maior fechamento desde 7 de abril na segunda-feira.

"A guerra está atingindo a economia global em ondas cumulativas: primeiro com o aumento dos preços da energia, depois com o aumento dos preços dos alimentos e, finalmente, com o aumento da inflação, o que elevará as taxas de juros e encarecerá ainda mais o endividamento", disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. O choque atingirá os mais pobres com mais força, agravando os problemas dos países em desenvolvimento já altamente endividados.

Prevê-se que os preços dos fertilizantes aumentem 31% em 2026, impulsionados por um salto de 60% no preço da ureia, o fertilizante nitrogenado sólido mais utilizado, produzido pela conversão de gás natural em amônia e dióxido de carbono.

O aumento nos preços dos fertilizantes intensificaria a pressão sobre o abastecimento de alimentos, corroendo a renda dos agricultores e ameaçando as futuras safras. O Programa Mundial de Alimentos estima que mais 45 milhões de pessoas poderão enfrentar insegurança alimentar aguda este ano, caso a guerra se prolongue por um período extenso.

O Banco Mundial afirmou que a inflação nas economias em desenvolvimento deverá atingir uma média de 5,1% em 2026, no cenário base, um aumento em relação aos 4,7% do ano passado e um ponto percentual acima das previsões anteriores à guerra. No entanto, a inflação poderá chegar a 5,8% nas economias em desenvolvimento caso a guerra se prolongue.

O crescimento também sofreria um grande impacto, disse o banco. As economias em desenvolvimento agora devem crescer apenas 3,6% em 2026, abaixo da previsão de crescimento de 4% feita antes da guerra.

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Austrália prevê taxa a Google, Meta e TikTok se não fecharem acordo por uso de notícias de jornais do país

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 10:54

Tecnologia Austrália prevê taxa a Google, Meta e TikTok se não fecharem acordo por uso de notícias de jornais do país Proposta prevê cobrança sobre a receita local de plataformas que não fecharem acordos com empresas jornalísticas; governo usará recurso para financiar redações. Por Redação g1

O governo da Austrália anunciou nesta terça-feira (28) que gigantes da tecnologia como Meta, Google e TikTok podem enfrentar taxações caso não negociem pagamentos a veículos de mídia locais pelo uso de notícias em suas plataformas.

A proposta prevê a criação de um "Incentivo de Negociação de Notícias", que tributaria as empresas em 2,25% sobre suas receitas locais se não houver acordos diretos. O dinheiro arrecadado seria destinado a empresas de notícias para impulsionar o jornalismo australiano.

Segundo a Ministra das Comunicações, Anika Wells, a medida é uma questão de justiça, já que as grandes plataformas lucram com o trabalho jornalístico que enriquece seus feeds.

Wells explicou que, caso uma plataforma decida não fechar acordos, o governo recolherá o valor da taxa e fará o repasse às organizações de notícias com base no número de jornalistas empregados. O projeto prevê ainda compensações maiores para acordos feitos com veículos de mídia de pequeno porte.

A nova regra deve entrar em vigor no ano fiscal que começa em 1º de julho de 2025 e será aplicada a empresas com serviços "significativos" de busca ou redes sociais e receita local acima de 250 milhões de dólares australianos (cerca de US$ 179,3 milhões).

Ferramentas de inteligência artificial não estão incluídas neste pacote, pois possuem regulamentação própria.

A proposta recebeu apoio de grandes grupos de mídia do país, como a News Corp Australia e a emissora pública ABC, que classificaram o plano como um passo crítico para a sustentabilidade do setor.

Por outro lado, a Meta criticou a medida, afirmando que a proposta não passa de um "imposto sobre serviços digitais" e que o modelo criaria uma indústria dependente de subsídios governamentais.

O Google também manifestou oposição, rejeitando a necessidade da taxa, enquanto o TikTok preferiu não comentar.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, também rebateu possíveis preocupações sobre reações negativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja administração se opõe a impostos sobre serviços digitais.

Albanese afirmou que a Austrália é uma nação soberana e que seu governo tomará decisões baseadas no interesse nacional do país.

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Há 48 minutos Economia Banco Mundial prevê alta de 24% nos preços de energia em 2026Há 48 minutosDólar opera a R$ 4,99 com negociações entre EUA e Irã no radarHá 48 minutosAtaque israelense A gente dorme e acorda com medo, diz parente de brasileiros mortos no Líbano

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IPCA-15 acelera para 0,89% em abril, com pressão de alimentos e combustíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,89% em abril, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumula alta de 2,39% no ano. Em 12 meses, o avanço chega a 4,37%.

O número ficou próximo das projeções de economistas, que esperavam uma alta de 0,95% no mês e inflação acumulada de 4,45% em 12 meses. Em abril de 2025, a variação havia sido menor, de 0,43%.

🎯 Mesmo assim, o índice permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, a meta é de 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, os maiores aumentos vieram de alimentação e transportes. O grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,46% e foi o que mais contribuiu para o resultado do mês. Em seguida aparece transportes, com avanço de 1,34%.

Alimentação e bebidas: 1,46%Habitação: 0,42%Artigos de residência: 0,48%Vestuário: 0,76%Transportes: 1,34%Saúde e cuidados pessoais: 0,93%Despesas pessoais: 0,32%Educação: 0,05%Comunicação: 0,48%

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,46% em abril, a maior pressão veio dos alimentos consumidos em casa. A chamada alimentação no domicílio passou de uma alta de 1,1% em março para 1,77% em abril.

O grupo transportes também registrou aumento mais forte de preços em abril. A alta passou de 0,21% em março para 1,34%, influenciada principalmente pelo encarecimento dos combustíveis.

No período, os preços desse conjunto de produtos saíram de uma leve queda de 0,03% para uma alta de 6,06%.

Os combustíveis tiveram peso relevante na prévia da inflação de abril, com destaque para a alta do diesel e da gasolina.

Além dos combustíveis, outros itens ligados ao transporte tiveram comportamentos diferentes ao longo do mês. O preço das passagens aéreas, por exemplo, registrou queda após a forte alta observada em março. Em abril, o subitem passou de um aumento de 5,94% para uma redução de 14,32%.

Já no transporte público, os preços tiveram variações mais moderadas. As tarifas de ônibus urbano subiram 0,44% no período. O custo das corridas de táxi teve alta de 0,08%, enquanto as passagens de ônibus intermunicipal avançaram 0,14%.

Também houve aumento no item integração do transporte público, que reúne sistemas que permitem ao passageiro usar mais de um meio de transporte com a mesma tarifa. Nesse caso, a alta foi de 0,90% em abril.

A elevação dos preços dos combustíveis sem reajuste oficial da Petrobras está sob análise e pode ser considerada irregular. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que avalia os indícios de possíveis irregularidades apontados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a fim de verificar se há elementos suficientes para a abertura de uma investigação. Na última sexta-feira (13), a estatal anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro do diesel para as distribuidoras. A medida foi divulgada um dia após o governo federal apresentar um pacote de R$ 30 bilhões com o objetivo de conter os impactos da alta do preço do petróleo. Na foto, posto de combustível em Osasco na grande São Paulo, na manhã desta terça-feira (17). — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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Irã suspende exportação de aço, e Aramco, gigante do petróleo, mantém interrupção de venda de gás até fim de maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%MoedasDólar ComercialR$ 4,982-0,31%Dólar TurismoR$ 5,181-0,42%Euro ComercialR$ 5,840-0,29%Euro TurismoR$ 6,085-0,4%B3Ibovespa189.579 pts-0,61%Oferecido por

Abbas Araqchi, ministro de Relações Exteriores do Irã, em 17 de dezembro de 2025 — Foto: Reuters/Ramil Sitdikov/Pool/Foto de arquivo

O Irã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço, enquanto a Saudi Aramco, uma das maiores empresas de petróleo do mundo, continua com os embarques de gás paralisados. Ambas as medidas permanecem em vigor até 30 de maio.

Cerca de 25% a 30% da produção de aço do Irã foi desativada após danos a instalações, informou o jornal estatal iraniano Etemad no domingo.

Já a suspensão das exportações de gás pela Saudi Aramco foi reportada pela agência de notícias Bloomberg, com base em fontes familiarizadas com o assunto.

Segundo a agência, a empresa iraniana teria informado aos seus clientes que os embarques da instalação de gás de Juaymah, no leste da Arábia Saudita, ficarão suspensos durante o mês de maio, mas a Aramco se recusou a comentar.

As exportações de GLP da Saudi Aramco estão interrompidas desde o desabamento de uma estrutura de suporte na instalação, antes do início da guerra no Oriente Médio, em fevereiro. O incidente elevou os preços e forçou compradores a buscar alternativas de fornecimento.

A Saudi Aramco informou a alguns compradores que ainda não conseguiu realizar os reparos necessários em Juaymah. Isso significa que, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Ormuz, não há previsão de entregas no próximo mês, acrescentaram.

Grandes produtores do país, como a Mobarakeh Steel Company e a Khuzestan Steel Company, foram atingidos durante a guerra. A consequente interrupção na produção gerou impactos significativos em setores como construção, automotivo e infraestrutura.

Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deve se estabilizar dentro de dois meses, à medida que as importações compensarem a escassez e reduzirem a demanda especulativa, de acordo com a agência de notícias iraniana Tabnak.

No início de abril, um diretor adjunto da Khuzestan Steel Company disse que levaria entre 6 e 12 meses para restaurar as operações após os danos às instalações.

O aço é uma das principais fontes de receita de exportação não petrolífera do Irã, e a perda de capacidade de produção e exportação pode pressionar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira, além de arriscar a perda de participação no mercado global de aço, acrescentou o Etemad.

Espera-se que os danos tenham consequências econômicas mais amplas, com possíveis perdas de empregos e pressão de alta sobre a inflação.

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Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser realocados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 08:48

Fantástico Ninguém é dono de imóvel na China? Entenda o sistema em que a terra é do Estado e moradores podem ser realocados Modelo prevê concessão de até 70 anos. A série "Entre Dois Mundos" mostrou como sistema ajuda governo a transformar bairros inteiros em tempo recorde. Por Fantástico

Esse modelo tem impacto direto na forma como as cidades se desenvolvem. Em Xangai, por exemplo, bairros inteiros podem ser demolidos e reconstruídos em poucos anos.

Quando o governo decide que uma área será transformada, os moradores têm duas opções: aceitar uma indenização financeira ou trocar o imóvel por outro indicado pelo governo.

Como mostrado na série "Entre Dois Mundos", do Fantástico, na China, ninguém é dono definitivo da terra onde vive. No sistema chinês, toda a terra pertence ao Estado. Quem compra um apartamento recebe uma concessão de uso válida por 70 anos.

Esse modelo tem impacto direto na forma como as cidades se desenvolvem. Em Xangai, por exemplo, bairros inteiros podem ser demolidos e reconstruídos em poucos anos. Quando o governo decide que uma área será transformada — seja para abrir uma avenida, erguer prédios comerciais ou modernizar a região — os moradores têm duas opções: aceitar uma indenização financeira ou trocar o imóvel por outro indicado pelo governo.

Foi o que aconteceu com a senhora Wang e o filho, Lawrence. Eles moravam perto do centro de Xangai, em um apartamento pequeno, até serem informados de que a região seria demolida para dar lugar a novos empreendimentos. A decisão veio do governo. Em troca, a família recebeu um imóvel novo, localizado a cerca de uma hora e meia da antiga casa — agora maior, com três quartos e infraestrutura moderna.

“A maioria das pessoas aceita a mudança”, conta Lawrence. Segundo ele, muitos moradores veem a realocação como uma oportunidade de melhorar de vida, já que os novos apartamentos costumam ser mais espaçosos e novos.

Mas há quem não concorde. Os mais velhos, que passaram a vida inteira no mesmo bairro, sentem o peso da ruptura.

"Acontece com algumas pessoas mais velhas, que moram no mesmo lugar desde a infância, com vizinhos antigos, amigos e parentes por perto. Se você muda para um lugar novo, essas relações se rompem", diz Wang.

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Esse modelo é uma das engrenagens que explicam a rapidez das obras chinesas. Com um único partido no poder há décadas, o país consegue planejar e executar grandes projetos sem os embates políticos, disputas judiciais e interesses privados comuns em democracias ocidentais.

Em Xangai, bairros inteiros são redesenhados como peças de um grande quebra-cabeça urbano. Quarteirões antigos cercados por arranha-céus indicam que sua vez de desaparecer pode chegar a qualquer momento.

É o preço da coordenação estatal: projetos avançam rapidamente, mas as vontades individuais contam pouco. Um contraste direto com cidades como Nova York, onde a propriedade privada e a resistência de moradores podem atrasar obras por décadas.

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Na China, governo é dono da terra e moradores vivem sob concessão de 70 anos; entenda — Foto: Reprodução/TV Globo

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Megaprotejos em tempo recorde: como China foi de cenário de pobreza a referência global em infraestrutura

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 04:49

Fantástico Megaprotejos em tempo recorde: como China foi de cenário de pobreza a referência global em infraestrutura Série Entre Dois Mundos explica modelo baseado em obras rápidas, padronização e coordenação estatal, que permitiu ao país transformar cidades em poucas décadas. Por Fantástico

A experiência de sair de um aeroporto e chegar ao centro da cidade em poucos minutos ajuda a traduzir o ritmo das transformações urbanas na China. Em Xangai, um trem de levitação magnética — que não toca os trilhos — pode atingir mais de 400 km/h e conecta diferentes pontos da metrópole em questão de minutos.

Mais do que uma inovação tecnológica, o sistema virou símbolo de um modelo de desenvolvimento baseado em três pilares: velocidade, escala e planejamento.

Nas últimas décadas, o país asiático saiu de um cenário de pobreza para se tornar referência global em infraestrutura. Aeroportos, linhas de metrô e estações ferroviárias são construídos em ritmo acelerado e, muitas vezes, replicados em diferentes regiões com padrões semelhantes — como peças de um grande sistema.

Segundo especialistas, a lógica por trás desse avanço está na capacidade de planejar e executar projetos de longo prazo sem interrupções políticas. Com o mesmo grupo no poder há décadas, o país consegue alinhar decisões estratégicas e manter continuidade nas obras, algo mais difícil em democracias com alternância de governo e disputas políticas.

A escala também é um fator determinante. Grandes projetos são pensados para atender milhões de pessoas e replicados em diversas cidades, o que reduz custos por unidade. Na prática, isso significa que obras complexas podem ser concluídas em poucos anos e com orçamento menor do que projetos semelhantes em países ocidentais.

A combinação entre velocidade e escala impacta diretamente o custo final. Especialistas explicam que quanto mais rápido uma obra é concluída, menores são os gastos com atrasos, revisões e mudanças de projeto — um problema comum em grandes empreendimentos ao redor do mundo.

Além disso, o uso intensivo de dados tem ganhado espaço no planejamento urbano chinês. Informações sobre deslocamento, consumo e comportamento da população ajudam autoridades a tomar decisões sobre onde investir e como expandir a infraestrutura, tratando as cidades como sistemas dinâmicos em constante adaptação.

Apesar dos avanços, o modelo também levanta questionamentos. A rapidez na execução muitas vezes vem acompanhada de decisões centralizadas, que podem incluir a realocação de moradores para dar lugar a novos projetos. Em alguns casos, famílias são transferidas para áreas mais distantes, com compensações financeiras ou novos imóveis — um processo que nem sempre ocorre sem resistência.

Especialistas destacam que esse é o principal dilema do modelo chinês: a capacidade de transformar rapidamente o espaço urbano, mas com menor peso para decisões individuais. Em contrapartida, países com processos mais participativos enfrentam maior lentidão, custos elevados e entraves políticos.

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Hoje, cidades como Xangai se tornaram vitrines desse modelo, reunindo arranha-céus, sistemas de transporte modernos e obras que impressionam pela escala. Ao mesmo tempo, expõem um debate mais amplo sobre o futuro das metrópoles: até que ponto é possível equilibrar eficiência, custo e participação social no desenvolvimento urbano.

A resposta, ainda em construção, ajuda a explicar por que a infraestrutura se tornou peça central na disputa global por influência e desenvolvimento no século 21.

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Brasil registra recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025; caminhoneiros lideram óbitos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 03:58

Trabalho e Carreira Brasil registra recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025; caminhoneiros lideram óbitos Segundo a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), o Brasil soma mais de 6,4 milhões de acidentes e 27 mil mortes em dez anos. Em 2025, foram 806 mil casos e 3.644 óbitos — o maior número da série. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O Brasil registrou recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025, com 806 mil casos e 3.644 óbitos. Em dez anos, foram 6,4 milhões de ocorrências e 27 mil mortes.

Após a pandemia, os dados mostram que o aumento do emprego formal não foi acompanhado por melhorias na segurança.

Saúde lidera acidentes; transporte rodoviário concentra mortes, com destaque para motoristas de caminhão.

Sul e Sudeste concentram casos, mas Norte e Nordeste têm maior letalidade, indicando acidentes mais graves.

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes e mortes no trabalho. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos no ano, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores.

O levantamento foi elaborado com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no eSocial, que reúnem dados oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho no país.

Após a queda observada em 2020, em meio à retração econômica provocada pela pandemia de Covid-19, os acidentes voltaram a crescer de forma contínua. Entre 2020 e 2025, houve aumento de 65,8% nos registros de acidentes e de 60,8% nas mortes. (veja comparativo abaixo)

Embora a taxa de incidência – que relaciona o número de acidentes ao total de trabalhadores formais – tenha recuado ao longo da década, o avanço no número absoluto de casos indica que a expansão do emprego formal não foi acompanhada por melhorias equivalentes nas condições de segurança.

Para o auditor-fiscal do trabalho e diretor de Segurança e Saúde no Trabalho da SIT, Alexandre Scarpelli, os dados reforçam a urgência de ampliar a proteção aos trabalhadores.

“Os números evidenciam que ainda há um longo caminho a percorrer. É fundamental fortalecer a cultura de prevenção, aprimorar as condições de trabalho e ampliar a atuação integrada entre governo, empregadores e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou.

Em números absolutos, São Paulo concentra o maior volume de acidentes e mortes, reflexo do tamanho da economia. Ao todo, em 10 anos, são 2.219.859 acidentes (34,4% do total nacional) e 6.517 óbitos (23,7%).

Os estados do Sul e Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes, padrão associado ao peso industrial e do setor de serviços formais nessas regiões.

Por outro lado, estados como Tocantins, Mato Grosso e Maranhão apresentam as maiores taxas de letalidade, indicando maior gravidade dos acidentes.

Mato Grosso se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade. O estado está entre os três primeiros tanto na taxa de acidentes quanto na de letalidade, reunindo o maior risco ocupacional do país.

Com 1.257 óbitos e taxa de letalidade de 9,24, cerca de 1 em cada 100 acidentes resulta em morte — o dobro da média nacional. O perfil econômico, fortemente baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, ajuda a explicar o risco elevado.

Já nas regiões Norte e Nordeste, há o que o estudo chama de “letalidade oculta”: apesar do menor volume de acidentes, estados como Tocantins, Maranhão, Pará, Rondônia e Piauí registram algumas das maiores taxas de mortes, indicando que os acidentes nessas regiões tendem a ser mais graves.

A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia.

Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional.

Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média.

A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial.

Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo.

O estudo também aponta transformações importantes no perfil dos acidentes de trabalho. Os acidentes típicos, ocorridos durante a execução da atividade profissional, representam cerca de 65% do total, mas os acidentes de trajeto ganharam peso ao longo dos anos.

As doenças ocupacionais tiveram um pico atípico em 2020, impulsionadas pelos casos de Covid-19 reconhecidos como relacionados ao trabalho, especialmente entre profissionais da saúde.

Outro destaque é o crescimento da participação feminina. As mulheres passaram a representar 34,2% dos acidentes registrados, com aumento de 48% ao longo da década, especialmente em setores como saúde, serviços e administração pública.

Para o Ministério do Trabalho, os números reforçam a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção no país. “Os dados mostram que ainda há um longo caminho até garantir ambientes de trabalho seguros. É fundamental aprimorar as condições laborais e ampliar a atuação integrada entre governo, empresas e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, conclui o estudo.

Apesar da recuperação econômica e da formalização do emprego, o cenário indica que o crescimento sem investimento em segurança cobra um preço elevado: milhares de vidas interrompidas e milhões de trabalhadores afastados todos os anos.

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Crise dos fertilizantes: quase metade do adubo importado vem de países em conflito, diz relatório

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 28/04/2026 03:07

Agro Crise dos fertilizantes: quase metade do adubo importado vem de países em conflito, diz relatório Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas precisa importar 88% dos fertilizantes usados para produzir comida, segundo levantamento. No ano passado, 45% desse grupo veio de países em guerra ou instáveis politicamente. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano.

Um dos efeitos dessa dependência é a maior vulnerabilidade do Brasil a aumentos repentinos de preços.

Um exemplo recente foi a disparada dos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano, aponta relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. — Foto: Foto de Kashif Shah

O Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo, líder na produção e exportação de soja, carne bovina, café e açúcar. Ainda assim, depende fortemente de um dos principais produtos que sustentam essa atividade: os fertilizantes.

Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano. Com isso, tornou-se o maior importador mundial da matéria-prima, segundo um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios, elaborado por Carlos Cogo.

Além disso, cerca de 45% dos fertilizantes importados pelo Brasil vêm de países com alta propensão à instabilidade política ou violência motivada por fatores geopolíticos, como Rússia, Bielorrússia, Irã, Nigéria, entre outros.

Um dos efeitos dessa dependência é a maior vulnerabilidade do Brasil a aumentos repentinos de preços. Um exemplo recente foi a disparada dos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Esse cenário deve aumentar os custos de produção da próxima safra e, mais adiante, pressionar os preços dos alimentos no Brasil. O impacto só não será imediato porque boa parte dos plantios e colheitas deste ano utilizou adubos comprados antes da guerra.

A consultoria afirma que a dependência do Brasil de países em conflito deixou de ser um “risco teórico” e já se "materializou com força em episódios recentes".

"O conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, foi o teste mais severo da vulnerabilidade do agronegócio brasileiro até então", diz a Cogo.

Ele relembra que, com as sanções econômicas impostas à Rússia — responsável por cerca de 23% das importações brasileiras de fertilizantes —, os preços dispararam. Naquele momento, o custo do insumo subiu para os produtores brasileiros, mas o clima favorável garantiu uma safra recorde e evitou o repasse ao consumidor.

"A paralisação de fábricas iranianas de ureia — que produzem cerca de 9 milhões de toneladas por ano — e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram em aproximadamente 20% a oferta global de fertilizantes nitrogenados", acrescenta.

Entre o início da guerra e o dia 16 de abril, o preço da ureia subiu 67%, segundo dados da StoneX Brasil.

O potássio é o nutriente com maior grau de dependência de importação, mostra o relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios.

O Brasil produz internamente apenas cerca de 4% do que consome e importa os outros 96% de países como Canadá, Rússia e Bielorrússia. Nessa categoria, o cloreto de potássio é o principal produto importado.

➡️ O cloreto de potássio é usado nas principais culturas do país, como soja, milho, cana-de-açúcar e café, além de outras, como algodão, arroz, feijão, citros e banana. Ele fortalece as plantas, aumenta a resistência a pragas e à seca e melhora a formação de grãos e frutos.

"O Brasil possui reservas conhecidas de potássio, mas sua exploração em escala comercial ainda é limitada", afirma o relatório.

"O caso mais emblemático é o da Mina de Autazes, no Amazonas, cujo projeto poderia suprir até 20% da demanda nacional. No entanto, o empreendimento enfrenta, há anos, um processo de licenciamento ambiental complexo, envolvendo questões relacionadas a territórios indígenas e aos impactos ambientais na região", acrescenta.

A dependência de nitrogênio também é elevada, em torno de 95%. A ureia, principal fonte desse nutriente, é quase totalmente importada.

➡️ A ureia é utilizada em plantios como milho, cana-de-açúcar, trigo, arroz e café. Ela estimula o crescimento das folhas e a formação de grãos.

"A produção industrial de nitrogênio no Brasil é onerosa. O processo mais utilizado é a síntese de Haber-Bosch, que converte gás natural e nitrogênio atmosférico em amônia, base para a produção de ureia", diz Cogo.

"O principal entrave está no custo do gás natural no país, historicamente mais elevado do que nos principais produtores, como Rússia, Estados Unidos e países do Oriente Médio, onde esse insumo energético é mais abundante e barato", detalha.

O analista afirma que a Petrobras já operou unidades de fertilizantes nitrogenados no país, conhecidas como FAFENs (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados). “Em 2013, a empresa vendeu essas unidades, o que levou à perda de grande parte da capacidade nacional de produção de ureia”, diz.

Em janeiro de 2026, a Petrobras anunciou a retomada das operações das FAFENs da Bahia, em Camaçari, e de Sergipe, em Laranjeiras, além de aprovar a reativação da unidade Araucária Nitrogenados (ANSA), no Paraná.

➡️ O fósforo é usado em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Ele estimula o desenvolvimento das raízes e garante o bom estabelecimento das plantas, especialmente nas fases iniciais do cultivo.

"O país possui reservas expressivas de rocha fosfática, concentradas principalmente em Minas Gerais, Goiás e Ceará, e as explora com relativa regularidade", diz Cogo.

Entre os projetos de destaque está a mina de Itataia, em Santa Quitéria (CE), com reservas estimadas em 8,9 milhões de toneladas.

"Outros complexos em operação, como o da EuroChem em Serra do Salitre (MG), inaugurado em 2024 com capacidade de 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, voltadas exclusivamente ao mercado interno, indicam que o segmento de fósforo apresenta um caminho de expansão mais viável", destaca o relatório.

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