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Ford faz recall de 1,4 milhão de picapes F-150 nos Estados Unidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 20:49

Carros Ford faz recall de 1,4 milhão de picapes F-150 nos Estados Unidos Investigação indicou que unidades feitas entre 2015 e 2017 podem ter reduções repentinas de marcha. Documento diz que já há acidentes que podem ter sido causados pela falha. Por Redação g1

A Ford anunciou o recall de aproximadamente 1,4 milhão de unidades da picape Ford F-150 nos Estados Unidos.

A campanha foi convocada após relatos de reduções inesperadas de marcha na transmissão da picape.

A Ford do Brasil só começou a vender a F-150 no país em 2023. Portanto, não há unidades da picape envolvidas neste recall.

A Ford anunciou o recall de aproximadamente 1,4 milhão de unidades da picape Ford F-150 nos Estados Unidos, após uma investigação conduzida pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA).

A campanha foi convocada após relatos de reduções inesperadas de marcha na transmissão da picape.

Segundo a NHTSA, a montadora tem conhecimento de dois casos de ferimentos “potencialmente” relacionados ao problema, além de um acidente. Como medida corretiva, as concessionárias irão atualizar o software do módulo de controle do motor e câmbio dos veículos afetados.

Ainda de acordo com a NHTSA, a investigação sobre o defeito foi ampliada no início deste ano. A apuração preliminar havia sido aberta em março do ano passado, após o recebimento de diversas reclamações envolvendo picapes F-150 dos anos modelo 2015 a 2017, equipadas com a transmissão “6R80”.

A Ford já havia informado anteriormente que a falha pode estar relacionada ao desgaste de conexões elétricas ao longo do tempo, causado por calor e vibração. Esse desgaste pode provocar perda de sinal do sensor de faixa da transmissão.

A NHTSA aponta que sinais incorretos enviados por esse sensor podem levar à redução involuntária de marcha, aumentando o risco de acidentes.

A Ford do Brasil só começou a vender a F-150 no país em 2023. Portanto, não há unidades da picape envolvidas neste recall.

Recentemente a picape já havia passado por outro recall no Brasil. Desta vez, por problema no módulo do reboque. Segundo a marca, luzes de freio, luzes indicadoras de direção e sistema de freios do reboque podem não funcionar se o módulo apresentar falha.

"O sistema de reboque pode não funcionar corretamente devido à possibilidade de falha na calibração do módulo do reboque", explicou a Ford no comunicado.

Nessas condições, segundo a marca, essa falha pode causar aumento do risco de acidentes, com possibilidade de danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros.

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TRF-2 derruba decisão que impedia cobrança de imposto sobre exportação de petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 20:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%MoedasDólar ComercialR$ 4,983-0,19%Dólar TurismoR$ 5,181-0,1%Euro ComercialR$ 5,864-0,3%Euro TurismoR$ 6,112-0,17%B3Ibovespa195.734 pts-0,55%Oferecido por

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) suspendeu uma decisão liminar que impedia a cobrança de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto para as petroleiras TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmou que a decisão o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar que suspendeu o imposto de exportação de petróleo bruto citou um trecho de uma medida provisória (MP) que não existe.

Segundo a PGFN, a decisão que atendeu um pedido das empresas Equinor, TotalEnergies, Petrogal, Shell e Repsol-Sinopec se baseou em um trecho de norma que não existe na legislação vigente.

A alíquota de 12% foi instituída por MP pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio.

De acordo com a PGFN, o magistrado fundamentou a concessão da liminar em um suposto artigo da MP da subvenção do diesel, que vincularia a arrecadação do imposto de exportação ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da União.

PGFN recorreu da decisão; ao analisar o recurso, juiz admitiu "erro material grave", mas não reviu decisão por considerar que "conclusões" não foram afetadas.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, suspendeu, nesta sexta-feira (17), uma decisão liminar que impedia a cobrança de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto para as petroleiras TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor.

O presidente acatou um pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que apresentou recurso ao tribunal. O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel.

No recurso, a PGFN afirmou que a decisão o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar que suspendeu o imposto de exportação de petróleo bruto citou um trecho de uma medida provisória (MP) que não existe.

Segundo a Procuradoria, a decisão que atendeu um pedido das empresas Equinor, TotalEnergies, Petrogal, Shell e Repsol-Sinopec se baseou em um trecho de norma que não existe na legislação vigente.

🔎 A alíquota de 12% foi instituída por MP pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte de um conjunto de ações voltadas a reduzir os efeitos da alta nos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre os consumidores brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio.

De acordo com a PGFN, o magistrado fundamentou a concessão da liminar em um suposto artigo da MP da subvenção do diesel, que vincularia a arrecadação do imposto de exportação ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da União.

Em resposta à alegação de que a decisão usa um trecho da MP que não existe, o juiz admite que a decisão levou em conta "três parágrafos que não integram o texto da referida medida provisória. Porém, não reviu a decisão. O caso deve ir para análise colegiada no tribunal.

"Foi um erro material grave, mas que não afeta as conclusões extraídas do processo de interpretação segundo o qual a exposição de motivos deve ser levada em conta, máxime por ser tratar de uma medida executiva (portanto, eminentemente administrativa), ainda que com força de lei", escreveu Vasconcelos.

A desembargadora havia mantido a decisão de Sampaio e direcionado o assunto para referendo em um orgão colegiado do TRF2. Nesta sexta-feira (10), Arruda enviou o tema para "correção de erro material". O que suspende a análise da decisão na turma que vai julgar o caso.

Nos bastidores do governo, a avaliação de integrantes é de que a decisão foi tomada com base em um texto falso. Para a PGFN, esse equívoco compromete a base da decisão e evidência uma "fragilidade jurídica" na concessão da liminar.

Segundo esses relatos, o governo suspeitava que o erro teria sido causado com a anexação de uma versão modificada da MP por parte das petroleiras, e que o juiz não teria conferido a autenticidade do documento antes de utilizá-lo como fundamento.

Entretanto, a petição inicial das empresas no processo, à qual o g1 teve acesso, não menciona os trechos citados pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio que não fazem parte do texto da MP.

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. — Foto: Pilar Olivares / Reuters

O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel.

A decisão afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional.

O magistrado também destacou que o próprio governo reconheceu que a cobrança tinha objetivo arrecadatório, o que, segundo ele, caracteriza um “verdadeiro desvio de finalidade”.

A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão.

As críticas ao imposto ganharam força nesta quarta-feira (8). Segundo a Reuters, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, afirmou que a cobrança pode se tornar um obstáculo a novos investimentos no país.

Executivos das grandes petroleiras também reforçaram a necessidade de maior previsibilidade, defendendo que o Brasil mantenha estabilidade fiscal e regulatória para atrair capital ao setor.

"Este imposto não é oportuno, especialmente diante da necessidade de demonstrar que o Brasil é um destino atraente para investimentos de longo prazo no setor de petróleo e gás", disse o chefe do IBP, Roberto Ardenghy, em um evento na quarta-feira.

O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil.

No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem "pagar um pouco mais" para ajudar o governo a subsidiar o combustível.

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Escala 6×1: ministro da Fazenda diz que pode haver transição para ‘alguns setores’, mas que conta não pode sobrar para o Tesouro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 16:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,984-0,18%Dólar TurismoR$ 5,181-0,09%Euro ComercialR$ 5,873-0,17%Euro TurismoR$ 6,116-0,11%B3Ibovespa195.578 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 4,984-0,18%Dólar TurismoR$ 5,181-0,09%Euro ComercialR$ 5,873-0,17%Euro TurismoR$ 6,116-0,11%B3Ibovespa195.578 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 4,984-0,18%Dólar TurismoR$ 5,181-0,09%Euro ComercialR$ 5,873-0,17%Euro TurismoR$ 6,116-0,11%B3Ibovespa195.578 pts-0,63%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu nesta sexta-feira (17) que pode ser necessário, na discussão e eventual implementação do fim da escala 6×1, a transição para alguns setores da economia. Mas ponderou, também, que a "conta" não pode sobrar para o Tesouro Nacional.

As declarações foram dadas durante entrevista coletiva a jornalistas em Washington (Estados Unidos), onde Durigan participa das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

"Discussão tem que se dar no âmbito do Congresso para que ouça todos setores da economia. Acho importante, e tenho visto nos estudos mais recentes, é que são cada vez menos os setores impactados. Muitos setores já têm dinâmicas de escalas diferentes de 5×2, 4×3. Sou muito favorável a debater, entender com os setores como se adaptar, ter alguma transição a alguns setores, para ter tempo de adaptação", disse o ministro.

Nesta semana, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, relatório favorável ao avanço de propostas de emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. A votação foi adiada por pedidos de vista.

Antes disso, entretanto, o parlamentar sugeriu a discussão sobre uma regra de transição, progressiva, para a entrada das novas regras em vigor e a adaptação do setor produtivo.

Azi propôs também uma compensação para as empresas, com a redução de tributos, especialmente sobre a folha de pagamentos, considerando a possibilidade de elevação de gastos com pessoal caso a redução de jornada entre em vigor.

🔎As discussões no Congresso Nacional tratam de propostas que envolvem redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra, mas o próprio relator admite que, posteriormente, isso pode ser alterado para uma jornada máxima maior, de 40 horas — em linha com a proposta do governo federal.

O ministro da Fazenda se posicionou contrário a uma eventual compensação a setores da economia por conta da adoção de compensação para as empresas por eventuais aumentos de gastos com a folha de pagamentos.

"Tem ganhado apelo a pauta, acho uma pauta muito meritória. Tenho ressaltado que, como se fez no passado, que não pode sobrar uma conta para o Tesouro. Tem que ser reconhecimento de um ganho civilizacional, geracional para os trabalhadores. Não é possível que se queira financiar com recursos públicos, da sociedade como um todo, um avanço como esse", acrescentou Durigan

À GloboNews, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta sexta no entanto que o governo quer "que a escala 6×1 acabe já" e fez críticas à proposta apresentada pelo relator do projeto na Câmara.

"Uma transição pode ser de adaptação, de 90 dias, não é? É preciso dar um prazo mínimo para as empresas se adaptarem, organizarem as escalas de trabalho. Agora, nós não admitimos nenhum tipo de transição como foi pensada na CCJ pelo relator Paulo Azi. Aí não é transição, é postergação, né?", disse Boulos.

Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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Como reabertura do Estreito de Ormuz e queda no valor do petróleo podem afetar o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 16:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,984-0,18%Dólar TurismoR$ 5,181-0,09%Euro ComercialR$ 5,873-0,17%Euro TurismoR$ 6,116-0,11%B3Ibovespa195.578 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 4,984-0,18%Dólar TurismoR$ 5,181-0,09%Euro ComercialR$ 5,873-0,17%Euro TurismoR$ 6,116-0,11%B3Ibovespa195.578 pts-0,63%MoedasDólar ComercialR$ 4,984-0,18%Dólar TurismoR$ 5,181-0,09%Euro ComercialR$ 5,873-0,17%Euro TurismoR$ 6,116-0,11%B3Ibovespa195.578 pts-0,63%Oferecido por

Os preços do petróleo despencaram em todo o mundo nesta sexta-feira (17/04) após o Irã anunciar a reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos.

O preço do petróleo Brent, referência internacional, caiu cerca de 10%, para US$ 89,43 (R$444,04) o barril nesta manhã.

Os preços ainda permanecem mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro — na época, o barril era negociado a cerca de US$ 70 (R$ 360,97) —, mas a queda atual é considerada bastante significativa.

O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial por onde passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo.

Os EUA chegaram a anunciar que iniciariam um bloqueio naval no local no início desta semana, depois de o Irã ter efetivamente fechado o canal de transporte por semanas, em resposta ao ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã em fevereiro.

Nesta sexta, entretanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o estreito seria "declarado completamente aberto" pelo "período restante do cessar-fogo".

"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã", disse Araghchi em um comunicado divulgado pela rede social X (antigo Twitter).

O Brasil pode se beneficiar desse novo cenário, já que a baixa do petróleo Brent invariavelmente deve atingir o mercado nacional, que contava, até então, com ajuda apenas de um pacote do governo federal para segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene de aviação no preço das passagens aéreas.

O diesel preocupa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. O Palácio do Planalto já havia anunciado, em 12 de março, R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento.

O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado.

A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Em um segundo conjunto de ações anunciado em abril, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país.

Há ainda a isenção dos impostos federais (PIS e Cofins) para o querosene de aviação (QAV) — gerando economia de R$ 0,07 por litro de combustível —, duas linhas de crédito no valor de R$ 9 bilhões para o setor e a prorrogação para dezembro das tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes a abril, maio e junho.

O problema é que este pacote se vê ameaçado, principalmente as medidas ligadas ao diesel, que demoram a chegar integralmente aos consumidores por limitações na implementação da subvenção.

Isso porque duas grandes empresas do setor (Ipiranga e Raízen), responsáveis por grande parte das importações privadas de diesel, se recusaram a aderir à política em um primeiro momento.

A falta de adesão estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado.

A Vibra — a antiga BR Distribuidora — também não participou da primeira fase do projeto, mas mudou de ideia em decisão tomada no último dia 9.

Nesse sentido, portanto, uma queda dos preços globais pode ajudar a contornar a falta de adesão do pacote governamental.

Mas o efeito da queda mundial do preço do barril de petróleo pode levar semanas para chegar às bombas.

Ao mesmo tempo, a bolsa e o real exibem apreciação nesta sexta diante do alívio na percepção de risco global com a reabertura do Estreito de Ormuz e a expectativa pelo fim dos embates no Oriente Médio.

Perto das 10h50, o dólar à vista era negociado em queda de 0,52%, a R$ 4,9667, depois de ter batido na mínima de R$ 4,9502, o menor patamar ao longo do próprio dia de negociação desde março de 2024.

Análise do banco BTG Pactual assinado pela economista Iana Ferrão, porém, afirma que nos últimos 10 anos o Brasil passa por uma mudança estrutural que fez com que o choque do petróleo reforçasse o cenário externo do Brasil.

"No início dos anos 2000, o país ainda se caracterizava, do ponto de vista do setor externo, como importador líquido de petróleo e derivados. Nesse contexto, altas no Brent deterioravam a balança comercial e ampliavam o déficit em transações correntes", diz Ferrão em sua análise.

"A partir de 2016, contudo, observa-se uma inflexão estrutural. O saldo da balança de petróleo e derivados torna-se consistentemente positivo e crescente, e os choques altistas no Brent passam a exercer efeito favorável sobre as contas externas, refletindo a transição do Brasil para exportador líquido de petróleo."

Ou seja, a alta no preço do petróleo nas ultimas semanas estava reforçando, em vez de prejudicar, o cenário externo brasileiro, com melhora nas projeções de balança comercial e transações correntes.

Segundo o relatório do BTG, no início dos anos 2000, um aumento de 10% no preço do barril de petróleo Brent ampliava o déficit nas transações correntes do Brasil — resultado das trocas comerciais, de serviços e rendas entre residentes e não residentes no país — em 0,05 ponto percentual (p.p.) do PIB. Em 2026, no entanto, esse mesmo choque reduz o déficit em conta corrente em 0,16 p.p. do PIB.

No caso da balança comercial, enquanto um aumento de 10% do petróleo diminuiu o saldo da balança comercial do Brasil em US$ 300 milhões no início dos anos 2000, hoje esse movimento engorda o saldo em US$ 3,7 bilhões.

"O Brasil hoje se beneficia de uma alta do preço do petróleo porque a exposição positiva em petróleo bruto exportado domina a exposição negativa via derivados importados", diz. A alta recente do Brent reforçava essa tendência, segundo ela.

O relatório do BTG, publicado em 13 de abril, ainda apontava que se o preço do petróleo Brent se mantivesse em torno de US$100 até o fim do próximo ano, sem grandes mudanças no cenário, o saldo da balança comercial total do Brasil subiria para algo próximo de US$93 bilhões.

No oposto, uma volta rápida do Brent para US$70 reduziria o saldo para perto de US$80 bilhões em 2026 e US$85 bilhões em 2027.

Como reabertura do Estreito de Ormuz e queda no valor do petróleo podem afetar o Brasil — Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images/BBC

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Argentinos e chilenos lideram maior entrada de turistas estrangeiros no Brasil em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,08%Dólar TurismoR$ 5,175-0,2%Euro ComercialR$ 5,8820,000%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.346 pts-0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,08%Dólar TurismoR$ 5,175-0,2%Euro ComercialR$ 5,8820,000%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.346 pts-0,24%MoedasDólar ComercialR$ 4,989-0,08%Dólar TurismoR$ 5,175-0,2%Euro ComercialR$ 5,8820,000%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.346 pts-0,24%Oferecido por

O Brasil registrou recorde de turistas internacionais no primeiro trimestre de 2026. Cerca de 2,33 milhões de visitantes estrangeiros desembarcaram no país por via aérea, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados fazem parte de um levantamento da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e foram divulgados nesta sexta-feira (17).

Considerando todos os meios de transporte — aéreo, terrestre, marítimo e fluvial — o país também alcançou o melhor resultado da série histórica para o período, com 3,74 milhões de chegadas nos três primeiros meses do ano.

Entre as nacionalidades, os argentinos lideram o fluxo de turistas, com 780.578 visitantes, seguidos por chilenos, com 316.252, e norte-americanos, com 213.401 (leia mais abaixo).

O Brasil também atraiu europeus, com destaque para portugueses, que representaram 113.765 visitas, e alemães, com 74.409.

Na distribuição por estados, São Paulo (855.191) e Rio de Janeiro (843.615) concentram a maior parte das entradas de estrangeiros.

Santa Catarina aparece na sequência, com mais de 328 mil chegadas, seguido por Bahia, com 83.570, e Pernambuco, com 52.031.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o resultado já corresponde a 50% da meta projetada para o ano.

“Nosso objetivo é alcançar 7,5 milhões de turistas internacionais até o fim de 2026. Apenas no primeiro trimestre, já atingimos metade dessa meta”, afirmou.

Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O transporte aéreo manteve desempenho positivo ao longo do período. Em janeiro, foram registradas 742.848 entradas de turistas internacionais por via aérea, alta de 22,15% na comparação com o mesmo mês de 2025. Em fevereiro, o volume chegou a 835.464 visitantes e, em março, a 750.934.

“Mesmo em meses em que o total geral de chegadas por todos os modais apresentou leve retração em relação ao ano anterior, como janeiro e fevereiro, o transporte aéreo seguiu em expansão, consolidando-se como a principal porta de entrada de turistas estrangeiros no Brasil”, destacou o governo federal.

O levantamento da Embratur considera somente pessoas que moram fora do Brasil, tanto estrangeiros quanto brasileiros que vivem no exterior.

"Esse recorte permite medir com mais precisão o fluxo internacional de visitantes que ingressam no país, sem incluir brasileiros que retornam de viagens, oferecendo um retrato mais fiel do turismo internacional", complementa o informe.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quaest: 29% dos brasileiros dizem que costumam apostar em bets, e 71% dizem que não

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,14%Dólar TurismoR$ 5,173-0,25%Euro ComercialR$ 5,8840,03%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.272 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,14%Dólar TurismoR$ 5,173-0,25%Euro ComercialR$ 5,8840,03%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.272 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 4,986-0,14%Dólar TurismoR$ 5,173-0,25%Euro ComercialR$ 5,8840,03%Euro TurismoR$ 6,122-0,02%B3Ibovespa196.272 pts-0,28%Oferecido por

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (17) aponta que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas esportivas pela internet, em bets.

Levantamento verificou prática de apostas esportivas em diferentes recortes, como região, sexo, faixa etária e renda.

Pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (17) aponta que 29% dos brasileiros dizem ter o costume de fazer apostas esportivas pela internet, em bets. Outros 71% dos entrevistados responderam que não costumam apostar.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Infográfico da pesquisa Quaest de abril de 2026 sobre o consumo de apostas esportivas no Brasil — Foto: Arte/g1

A pesquisa também verificou sobre a prática de apostas esportivas em diferentes recortes, como região, sexo, faixa etária e renda.

Veja abaixo os percentuais de respostas para a pergunta "Você tem costume de fazer apostas esportivas pela internet?" em diferentes estratos:

Sul: Sim (37%) | Não (63%)Sudeste: Sim (29%) | Não (71%)Centro-Oeste / Norte: Sim (27%) | Não (73%)Nordeste: Sim (25%) | Não (75%)

No recorte por gênero, 33% dos homens costumam apostar, enquanto entre as mulheres o índice é de 21%.

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Em relação a idade, o percentual de quem diz ter costume de apostar em bets é de 27% entre pessoas com entre 16 e 34 anos; 30% entre 35 e 59 anos; e 30% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, 32% responderam ter costume de fazer apostas. O índice é de 26% entre quem recebe mais de 5 salários mínimos e de 24% entre quem ganha até 2 salários mínimos.

A religião também interfere no resultado da pesquisa. Um percentual menor de evangélicos (23%) disse apostar em bets, na comparação com católicos (34%).

Quando se compara a resposta dada de acordo com o posicionamento político do entrevistado, 33% dos bolsonaristas afirmam fazer apostas esportivas pela internet. 

O número é de 31% entre eleitores independentes – que não se identificam como esquerda, esquerda, lulista ou bolsonarista.

Entre a esquerda não-lulista, 27% responderam que costumam apostar, e entre os lulistas, 26%. A direita não-bolsonarista registrou 25% de adeptos a bets.

Brasil é o quinto maior mercado mundial de bets, segundo levantamento recente. — Foto: Getty Images via BBC

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quer produzir mirtilo? Veja dicas que podem te ajudar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

GLOBO RURAL Quer produzir mirtilo? Veja dicas que podem te ajudar Material gratuito reúne orientações sobre os diferentes tipos de mirtileiro, os principais tratos culturais, além de cuidados importantes na colheita e na comercialização da fruta. Por Globo Rural

Neste domingo, o Globo Rural atende a um pedido internacional. O Maximiliano, da província de Misiones, na Argentina, entrou em contato com o programa em busca de ajuda com a produção de mirtilo.

A nossa recomendação é uma cartilha elaborada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

O material reúne orientações práticas e técnicas sobre os diferentes tipos de mirtileiro, os principais tratos culturais, além de cuidados importantes na colheita e na comercialização da fruta.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Europa pode ter combustível de aviação só para as próximas semanas, e companhias começam a cancelar voos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

A Europa tem combustível suficiente para abastecer aviões por "talvez mais seis semanas", alertou o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE).

Os estoques podem atingir um ponto crítico em junho se a região não conseguir substituir pelo menos metade de suas importações do Oriente Médio, afirmou a organização em um relatório divulgado nesta semana.

O estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o combustível de aviação que sai do Golfo Pérsico, está efetivamente fechado pelo Irã há mais de seis semanas em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o que fez os preços dispararem e gerou temores de escassez.

O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, disse em entrevista concedida na quinta-feira (16/04) à agência de notícias Associated Press que poderia haver cancelamentos de voos em breve se o fornecimento continuar bloqueado.

Até esta sexta-feira (17/04), duas grandes companhias europeias anunciaram cancelamentos: a alemã Lufthansa e a holandesa KLM.

A alemã Lufthansa anunciou que sua subsidiária regional, Lufthansa CityLine, suspenderá as operações de suas 27 aeronaves a partir de sábado (18/04).

"Em vista do aumento significativo dos preços do querosene, que mais que dobraram em comparação com o período anterior à guerra com o Irã, bem como do aumento dos encargos adicionais decorrentes de conflitos trabalhistas, a implementação da estratégia corporativa está sendo parcialmente acelerada."

"Como primeira medida de efeito imediato, a partir de depois de amanhã, as 27 aeronaves operacionais da Lufthansa Cityline serão permanentemente retiradas de serviço para reduzir ainda mais os prejuízos da companhia aérea deficitária", anunciou a Lufthansa na quinta-feira.

Além da crise do combustível, a Lufthansa tem enfrentado greves recorrentes, incluindo cinco dias consecutivos de paralisações de membros das tripulações de cabine e pilotos nesta semana.

Já a companhia aérea holandesa KLM cancelou 160 voos para o próximo mês, mas afirmou que isso afetará menos de 1% de sua programação.

A empresa insiste que não há escassez de combustível de aviação, alegando que a medida se deve exclusivamente ao aumento vertiginoso dos custos.

Um porta-voz da KLM declarou: "Os passageiros afetados por essas mudanças serão realocados para o próximo voo disponível".

"A KLM espera um período de férias de maio movimentado e está garantindo que os passageiros possam viajar para seus destinos de férias conforme planejado."

Em março, a companhia Scandinavian Airlines (SAS) já havia anunciado que cancelaria ao menos mil voos no mês de abril diante da crise.

O CEO da empresa, Anko van der Werff, também alertou que poderia haver aumento de preços se a crise se prolongasse. "Estamos cancelando algumas centenas de voos durante o mês de março, mas estamos tentando proteger nosso tráfego o máximo possível", disse ele ao jornal sueco Dagens Industri em março.

Em uma atualização comercial divulgada na quinta-feira, a companhia aérea britânica de baixo custo (low-cost), EasyJet, afirmou que teve um custo adicional de combustível de 25 milhões de libras (cerca de R$ 168 milhões) em março devido ao conflito no Oriente Médio.

Isso ocorreu apesar de a empresa ter garantido mais de três quartos de seu combustível de aviação a um preço fixo antes que os custos aumentassem devido ao conflito atual — um processo conhecido como hedge.

A empresa afirmou que o conflito gerou "incerteza de curto prazo em relação aos custos de combustível e à demanda do cliente".

Em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a AIE — que assessora 32 países membros em questões de abastecimento e segurança energética — afirmou que as exportações da região do Golfo são a maior fonte de combustível de aviação para o mercado global.

Refinarias em outros grandes países exportadores, como Coreia do Sul, Índia e China, também são altamente dependentes das importações de petróleo bruto do Oriente Médio.

Como resultado, a crise "atrapalhou significativamente o funcionamento interno dos mercados de combustível de aviação", afirmou a agência.

No passado, a Europa dependia do Oriente Médio para cerca de 75% de suas importações de combustível de aviação, observou a AIE.

No momento, os países europeus estão se esforçando para substituir o fornecimento do Golfo por importações de outros lugares. Segundo analistas, os carregamentos alternativos vêm principalmente dos EUA e da Nigéria.

A AIE afirmou que houve uma rápida aceleração nas exportações de combustível de aviação dos EUA nas últimas semanas.

No entanto, alertou em seu relatório que, mesmo que esses carregamentos fossem todos destinados à Europa, eles substituiriam apenas um pouco mais da metade do fornecimento perdido.

Analisando diferentes cenários, a agência afirmou que, se a Europa não conseguisse substituir mais de 50% de suas importações do Oriente Médio, "escassez física poderia surgir em aeroportos selecionados, resultando em cancelamentos de voos e destruição da demanda".

Se três quartos do fornecimento pudessem ser substituídos, a mesma situação ainda poderia ocorrer, mas não antes de agosto.

"Consequentemente, por enquanto, parece que os mercados europeus precisarão se esforçar mais para atrair mais cargas de reposição de outros lugares, se quiserem manter estoques suficientes durante os meses de verão", diz a AIE.

No Reino Unido, um porta-voz disse à BBC que está trabalhando com fornecedores de combustível e companhias aéreas para "garantir que as pessoas continuem se deslocando e que as empresas recebam apoio".

"As companhias aéreas do Reino Unido deixaram claro que não estão enfrentando interrupções no fornecimento", disseram.

A Airlines UK, que representa o setor, afirmou que, embora não esteja enfrentando interrupções no fornecimento de combustível de aviação no Reino Unido, está conversando com o governo sobre "medidas cruciais" que seriam necessárias para apoiar o setor de aviação em caso de interrupção no fornecimento de combustível, "incluindo a redução da burocracia, para proteger os consumidores, o comércio e a competitividade do Reino Unido".

Amaar Khan, chefe de preços de combustível de aviação europeu da Argus Media, uma editora independente de notícias do setor energético, acredita que, mesmo que o fornecimento do Golfo seja retomado em breve, ainda poderá haver escassez no período que antecede o pico de viagens do verão europeu, geralmente entre junho e agosto.

"Não é uma certeza, mas ainda assim, parece cada vez mais provável que haja alguma escassez em algumas áreas da Europa", diz.

"É claro que um aeroporto como Heathrow [em Londres] provavelmente terá prioridade sobre outros aeroportos menores ou centros de demanda menores. Mas sim, mesmo que esse fornecimento seja restabelecido, levará de cinco a seis semanas", disse ele.

Muitas companhias aéreas em todo o mundo tiveram que tomar medidas de emergência para combater o aumento do custo do combustível, que normalmente representa de 20 a 40% de seus custos operacionais.

O preço de referência do combustível de aviação europeu atingiu um recorde histórico de US$ 1.838 (R$ 9.180) por tonelada no início de abril, em comparação com US$ 831 (R$ 4.150) antes do início da guerra.

No início desta semana, a Comissão Europeia afirmou que "não havia evidências de escassez de combustível" na União Europeia, mas reconheceu que poderia haver problemas de abastecimento "em um futuro próximo".

Um porta-voz disse em uma coletiva de imprensa que o fornecimento de petróleo bruto para refinarias da UE estava "estável, sem necessidade de liberações adicionais de estoque no momento".

A Comissão disse que os grupos de coordenação de petróleo e gás estavam se reunindo semanalmente e que as medidas energéticas seriam anunciadas pelo presidente da Comissão na próxima semana.

Na semana passada, a associação comercial de aeroportos europeus, o Conselho Internacional de Aeroportos, escreveu à Comissão alertando que o continente poderia sofrer com a escassez de querosene de aviação se o estreito de Ormuz não for reaberto nas próximas três semanas.

A associação do setor aéreo Airlines for Europe pediu à UE que esclareça suas regras de compensação de passageiros para garantir que a escassez de combustível ou o fechamento do espaço aéreo resultantes do conflito sejam tratados como "circunstâncias extraordinárias".

Isso significaria que, quando resultarem em cancelamentos, as companhias aéreas não teriam que fazer pagamentos de compensação significativos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Com envelhecimento da população, número de brasileiros que vivem sozinhos mais que dobra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%MoedasDólar ComercialR$ 4,963-0,6%Dólar TurismoR$ 5,161-0,48%Euro ComercialR$ 5,872-0,18%Euro TurismoR$ 6,111-0,19%B3Ibovespa197.645 pts0,42%Oferecido por

Viver sozinho deixou de ser um arranjo isolado no Brasil e vem ganhando espaço de forma consistente. Em 2025, quase um em cada cinco domicílios do país (19,7%) tinha apenas um morador, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (17).

O avanço é expressivo quando se observa a última década. Em 2012, os lares unipessoais representavam 12,2% das residências brasileiras. Em números absolutos, passaram de 7,5 milhões para 15,6 milhões, um crescimento de 109,8% no período.

Para o analista do IBGE William Kratochwill, a expansão acompanha transformações demográficas e familiares que vêm se consolidando no país, sendo o principal motor dessa mudança o envelhecimento da população.

"À medida que a expectativa de vida aumenta e as famílias passam por reconfigurações, cresce o número de pessoas que passam a viver sozinhas em etapas mais avançadas da vida", afirma.

Além disso, fatores como a saída dos filhos de casa e a viuvez tornam-se mais frequentes em uma sociedade que envelhece, ampliando esse tipo de arranjo residencial.

Entre as pessoas que vivem sozinhas, os homens ainda são maioria. Em 2025, eles representavam 54,9% dos moradores de domicílios unipessoais.

De acordo com o analista do IBGE William Kratochwill, entre os homens esse tipo de arranjo costuma estar associado a separações — quando os filhos permanecem com a mãe — ou a deslocamentos motivados pelo trabalho, especialmente em centros urbanos mais dinâmicos.

♀️ Entre as mulheres, o perfil é diferente: mais da metade das mulheres que viviam sozinhas em 2025 (56,5%) tinha 60 anos ou mais.

Kratochwill explica que esse padrão está relacionado sobretudo à maior longevidade feminina, à viuvez e a separações em idade mais avançada, além da escolha de muitas mulheres por manter autonomia residencial.

🤝 Nos domicílios nucleares, formados por casais com ou sem filhos, a participação entre homens e mulheres é mais equilibrada. 👩‍👩‍👧‍👦 Já nos domicílios estendidos, que incluem parentes além do núcleo familiar, as mulheres são maioria entre os responsáveis.

Mesmo com o avanço das moradias individuais, o arranjo nuclear segue predominante no país. Em 2025, esse formato ainda representava 65,6% dos domicílios brasileiros, embora sua participação venha diminuindo ao longo do tempo.

A presença de domicílios unipessoais é mais elevada nas regiões mais envelhecidas e urbanizadas do país.

Em 2025, o Sudeste concentrava 20,9% dos lares formados por apenas uma pessoa, seguido pelo Centro-Oeste, com 20%. No outro extremo, o Norte registrava 15,1%.

Nas capitais, porém, a proporção é ainda maior. Em Florianópolis, por exemplo, 30,5% dos domicílios tinham apenas um morador, a maior participação entre as capitais analisadas.

Segundo Kratochwill, esses resultados refletem uma combinação de fatores, como envelhecimento populacional, maior urbanização e o papel de grandes cidades como polos de trabalho e estudo.

Apesar disso, o crescimento mais acelerado desde 2012 ocorreu justamente nas regiões Norte e Nordeste, onde o número de domicílios unipessoais aumentou 131% no período.

As mudanças nos arranjos familiares ocorrem em paralelo a uma transformação mais ampla na estrutura demográfica brasileira.

Em 2025, a população do país chegou a 212,7 milhões de pessoas. No mesmo período, a participação de idosos cresceu de forma significativa: a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3%, em 2012, para 16,6%.

No sentido oposto, o número de brasileiros com menos de 30 anos diminuiu 10,4% em termos absolutos desde 2012, refletindo a queda da fecundidade e a redução do número de nascimentos ao longo dos últimos anos.

Segundo Kratochwill, a pirâmide etária brasileira revela um país em transição demográfica. A base da estrutura populacional — formada pelas crianças e jovens — está mais estreita, enquanto as faixas etárias adultas e idosas se tornam proporcionalmente maiores.

Os dados mostram que os grupos de idade até cerca de 20 anos perderam participação na população, enquanto as faixas acima dos 40 anos ganharam peso relativo ao longo do período.

O analista destaca ainda que até mesmo o grupo de 30 a 39 anos, que apresentava crescimento no início da série histórica, passou a registrar retração a partir de 2017.

A taxa anual de expansão, que era de 0,78% em 2013, passou a girar em torno de 0,40% nos últimos quatro anos, indicando um processo gradual de estabilização demográfica.

Outro reflexo aparece na distribuição por sexo nas idades mais avançadas. A partir dos 60 anos, há 78,9 homens para cada 100 mulheres, resultado da mortalidade masculina historicamente mais elevada no país.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Rio de Janeiro já tentou implantar placas com bandeira do estado, mas ministério foi contra; relembre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 11:04

Carros Rio de Janeiro já tentou implantar placas com bandeira do estado, mas ministério foi contra; relembre Em 2018, durante a implementação do novo modelo, o estado usava a bandeira do RJ e o brasão do município onde acontecia o emplacamento. Ministério das Cidades derrubou medida para reduzir custos. Por Redação g1

Projeto de lei quer recolocar nomes de estados e municípios nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação.

Em 2018, durante a implantação das placas Mercosul, o Rio de Janeiro tentou colocar a bandeira do estado, além do brasão do município, mas o Ministério das Cidades foi contrário.

Um projeto de lei quer recolocar nomes de estados e municípios nas placas dos veículos, além da bandeira da unidade da federação. A medida é uma proposta do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Em 2018, durante a implantação das placas Mercosul, o Rio de Janeiro tentou colocar a bandeira do estado, além do brasão dos municípios, mas o Ministério das Cidades foi contrário.

A medida, segundo a pasta, tinha como objetivo reduzir custos, mas manteria outros itens de segurança na placa.

"Após análise técnica de viabilidade e impacto, decidimos retirar os brasões das novas Placas Padrão Mercosul. Com isso, evitaremos qualquer despesa extra aos condutores de nosso país, embora o objetivo tenha sido desde o início apenas adotar um modelo mundial de identificação veicular e proporcionar mais agilidade por parte da polícia e segurança a todos", afirmou o então ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

A projeto atual foi aprovado na última terça-feira (14) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para o autor do projeto, a medida pode ajudar autoridades a identificar a origem dos veículos em casos de infrações, furtos e roubos.

O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que a mudança pode reforçar o senso de pertencimento regional e facilitar a identificação de veículos “de fora”.

Segundo o autor do projeto, a identificação pode ajudar autoridades de trânsito e policiais a identificarem com facilidade a origem de um veículo em casos de infrações furtos, roubos e outros crimes envolvendo veículos.

O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que a medida pode resgatar o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento regional.

A placa padrão Mercosul passou a ser obrigatória no Brasil no início de 2020 e, além de tirar o estado e o município do veículo, trouxe mudanças como:

combinação de letras e números em um novo formato;aumento da quantidade de combinações possíveis;uso de QR Code para consulta de dados.

À época da implementação, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) justificou a mudança afirmando que o sistema antigo estava próximo de atingir seu limite de combinações possíveis.

Com o novo formato alfanumérico da placa Mercosul, a capacidade foi expandida para cerca de 450 milhões de combinações.

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