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Cargill suspende exportação de soja do Brasil à China após mudança em inspeção

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 10:58

Agro Cargill suspende exportação de soja do Brasil à China após mudança em inspeção Empresa é uma das maiores exportadoras do grão no país. O Ministério da Agricultura adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês. Por Reuters

A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro.

Segundo o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês.

Neste contexto, Cargill, uma das maiores exportadoras de soja a partir do Brasil, também suspendeu a compra do produto no mercado brasileiro, por conta das dificuldades de enviar o grão ao principal importador global da oleaginosa.

A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro, disse o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, à Reuters, na quarta-feira (11) à noite.

Segundo ele, o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma inspeção mais rigorosa para soja destinada à China, após solicitação do governo chinês, e a nova fiscalização está dificultando cumprimento de normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização para o embarque do produto.

Neste contexto, Cargill, uma das maiores exportadoras de soja a partir do Brasil, também suspendeu a compra do produto no mercado brasileiro, por conta das dificuldades de enviar o grão ao principal importador global da oleaginosa.

"Isso é um grande risco hoje para o fluxo de exportação brasileira de soja para a China", disse Sousa, nos bastidores da Argentina Week 2026, conferência organizada pelo Bank of America em Nova York.

Ele explicou que o ministério, em vez de usar amostra padrão para inspeção que o mercado usa, está fazendo a própria amostragem.

"Isso está gerando discrepância… com essas discrepâncias, os certificados fitossanitários que acompanham a carga, que são emitidos pelo ministério, em alguns casos não estão sendo emitidos…", disse.

Essa situação está "fazendo com que alguns navios", que tinham a China como destino, "tenham que ser levados para outro lugar".

"Se não resolver logo, vai levar à paralisação dos embarques para a China", ressaltou, acrescentando que a Cargill parou de fazer operações na última sexta-feira.

Ele disse que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está avaliando a situação com as entidades representativas dos exportadores e processadores, a Anec e a Abiove, buscando um acordo "sobre a maneira correta de fazer a amostra e a classificação da soja".

Algumas postagens no X nesta quarta-feira, feitas por corretores de grãos e agricultores brasileiros, citaram que quase não houve lances de comerciantes para comprar soja local.

A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira, comprando cerca de 80% dos grãos exportados pelo país sul-americano. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa.

O executivo disse que as novas inspeções começaram no início da semana passada. Há negociações em andamento, mas até agora nenhuma solução foi encontrada, afirmou.

O Ministério da Agricultura do Brasil não respondeu a um pedido de comentário na noite de quarta-feira.

A Anec, associação brasileira de exportadores de grãos, afirmou em nota na quarta-feira que há preocupações entre os exportadores sobre como eles conseguirão adequar suas operações ao novo sistema de inspeção, especialmente no período de pico das exportações de soja do Brasil.

"De forma geral, a principal preocupação do setor segue sendo a soja e como a cadeia conseguirá se adequar às novas exigências no médio prazo. A Anec permanece em diálogo com o Mapa (ministério) e acompanhando a evolução do tema junto às autoridades competentes", disse.

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Greve da Lufthansa cancela voos para o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 10:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1910,63%Dólar TurismoR$ 5,3840,41%Euro ComercialR$ 5,9890,32%Euro TurismoR$ 6,2190,11%B3Ibovespa180.758 pts-1,75%MoedasDólar ComercialR$ 5,1910,63%Dólar TurismoR$ 5,3840,41%Euro ComercialR$ 5,9890,32%Euro TurismoR$ 6,2190,11%B3Ibovespa180.758 pts-1,75%MoedasDólar ComercialR$ 5,1910,63%Dólar TurismoR$ 5,3840,41%Euro ComercialR$ 5,9890,32%Euro TurismoR$ 6,2190,11%B3Ibovespa180.758 pts-1,75%Oferecido por

A greve de 48 horas de pilotos da Lufthansa que começou nesta quinta-feira (12) levou ao cancelamento de voos para o Brasil.

Segundo o site da companhia aérea, dois voos que partiriam de Frankfurt com destino a São Paulo foram cancelados nesta quinta e sexta-feira.

Além disso, dois voos partindo de São Paulo para Frankfurt na sexta e no sábado também foram cancelados.

A greve afeta partidas na Alemanha operadas pela companhia aérea principal da Lufthansa, bem como por sua subsidiária de carga Lufthansa Cargo e pela transportadora regional Lufthansa CityLine.

A companhia garantiu que metade dos voos programados nos dias de paralisação deverão operar normalmente. Já em voos de longa distância, 40% das rotas devem ser afetadas.

A greve de 48 horas de pilotos da Lufthansa que começou nesta quinta-feira (12) levou ao cancelamento de voos para o Brasil.

Segundo o site da companhia aérea, dois voos que partiriam de Frankfurt com destino a São Paulo foram cancelados nesta quinta e sexta-feira. Além disso, dois voos partindo de São Paulo para Frankfurt na sexta e no sábado também foram cancelados.

A greve afeta partidas na Alemanha operadas pela companhia aérea principal da Lufthansa, bem como por sua subsidiária de carga Lufthansa Cargo e pela transportadora regional Lufthansa CityLine.

A companhia garantiu que metade dos voos programados nos dias de paralisação deverão operar normalmente. Já em voos de longa distância, 40% das rotas devem ser afetadas.

A Lufthansa anunciou ainda que usará aeronaves maiores. Os passageiros afetados pelo cancelamento serão notificados por e-mail. Quem não for comunicado, pode presumir que seus voos não foram afetados.

O sindicato havia evitado uma paralisação na semana passada devido às tensões que afetam as viagens aéreas para o Oriente Médio, imerso numa guerra envolvendo vários países, que deixou milhares de pessoas presas na região, sem poder viajar. Desta vez, os voos para a região ficarão isentos da greve.

A disputa gira em torno das demandas por maiores contribuições patronais para os planos de pensão da empresa. Segundo o presidente do sindicato Vereinigung Cockpit, Andreas Pinheiro, ainda não há proposta significativa na mesa para atender às preocupações dos pilotos. De acordo com Pinheiro, a greve deve cancelar cerca de 300 voos por dia.

A paralisação marca a segunda rodada de greve. Os pilotos da companhia aérea principal da Lufthansa pararam por um dia em fevereiro, forçando o cancelamento de mais de 800 voos e afetando cerca de 100 mil passageiros.

A Lufthansa propôs então reformas neutras em termos de custo para o sistema de pensões da empresa, seguidas por discussões com um mediador externo sobre a organização mais ampla das operações de voo e as perspectivas de carreira para os pilotos.

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O escândalo que levou à demissão do chef estrelado de um dos melhores restaurantes do mundo

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 09:45

Empreendedorismo Guia do empreendedor O escândalo que levou à demissão do chef estrelado de um dos melhores restaurantes do mundo René Redzepi já havia pedido desculpas depois que ex-funcionários do restaurante dinamarquês o acusaram de criar um ambiente de trabalho tóxico. Por BBC

Segundo relatos da imprensa, ex-funcionários acusaram o chef René Redzepi de criar ambiente de trabalho tóxico, com abuso verbal e físico — Foto: Getty Images

O chef principal do Noma, um dos restaurantes mais bem avaliados do mundo, pediu demissão em meio a alegações de abuso.

René Redzepi anunciou sua saída nas redes sociais, dizendo: "Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos extraordinários líderes agora guiem o restaurante para seu próximo capítulo."

Ex-funcionários acusaram o chef de criar um ambiente de trabalho tóxico, praticando abuso verbal e físico, de acordo com relatos da imprensa.

O restaurante de alta gastronomia, com sede na Dinamarca, estava se preparando para inaugurar uma sede temporária em Los Angeles. Mas após as alegações de abuso e a realização de protestos em frente ao local onde o restaurante estava instalado, os patrocinadores da nova unidade desistiram.

"Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade pelas minhas ações", disse Redzepi em um comunicado publicado no Instagram.

"Para quem estiver se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixe-me ser claro: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já foi", acrescentou.

"Estamos abertos há 23 anos e tenho muito orgulho da nossa equipe, da nossa criatividade e da direção que o Noma está tomando."

Redzepi também renunciou ao conselho da MAD, uma organização sem fins lucrativos que ele fundou em 2011 e que afirma em seu site que se concentra em ajudar aqueles que são novos no setor de restaurantes.

Uma reportagem recente do New York Times afirmou que dezenas de ex-funcionários acusaram o chef de criar uma cultura abusiva na cozinha e um ambiente de trabalho tóxico, que incluía ameaças verbais e maus-tratos físicos no restaurante que ele fundou em 2003.

"Para ser honesto, acho que as repercussões de ficar em silêncio são piores do que eu manifestar e me solidarizar com meus colegas contra a violência", disse Jason Ignacio White, ex-funcionário do Noma.

White disse ter testemunhado abusos generalizados durante os anos em que trabalhou para o famoso chef.

Dias depois das acusações serem trazidas à tona, Redzepi respondeu às alegações nas redes sociais, dizendo: "Àqueles que sofreram sob minha liderança, meu mau julgamento ou minha raiva, peço profundas desculpas e tenho trabalhado para mudar".

Ele disse que "gritou e empurrou pessoas, agindo de maneiras inaceitáveis" e compartilhou que fez terapia e encontrou maneiras melhores de controlar sua raiva.

Mas protestos ocorreram em frente à unidade temporário do Noma, no bairro de Silver Lake, em Los Angeles. Grupos de defesa dos direitos trabalhistas pediram a renúncia de Redzepi.

"Quem quer comer em um ambiente de abuso?", disse Saru Jayaraman, membro da organização One Fair Wage (Um Salário Justo, em português), à CBS News, parceira da BBC nos EUA. "Quem quer comer comida que vem das lágrimas e do suor de pessoas que estão sofrendo?"

Vários patrocinadores do restaurante, incluindo a American Express, se retiraram do projeto que levaria o restaurante a Los Angeles por 16 semanas.

As reservas para o evento pop-up nos EUA custavam US$ 1.500 (R$ 7.800) por pessoa e esgotaram em poucos minutos.

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Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:45

Piracicaba e Região Recuperação extrajudicial não afetará operação nas unidades, diz Raízen Empresa afirmou que plano busca criar "ambiente jurídico mais seguro" para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo e que as operações seguem normalmente. Por g1 Piracicaba e região

A Raízen anunciou, nesta quarta-feira (11), um pedido de recuperação extrajudicial por conta de dívidas que chegam a R$ 65,1 bilhões.

A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo, de acordo com a empresa.

A Raízen afirmou que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia.

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa — Foto: Divulgação

Após anunciar, nesta quarta-feira (11), um pedido de recuperação extrajudicial por conta de dívidas que chegam a R$ 65,1 bilhões, a Raízen defendeu que a medida não afetará operação em suas unidades.

🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo em que a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, sem a mediação da Justiça, em busca de maior prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo, de acordo com a empresa.

"Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios", informou a Raízen.

Expansão, dívida alta e resultados em queda: entenda a crise da RaízenConheça a Raízen, empresa que opera os postos Shell no Brasil

Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Justiça de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários — aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não contam com garantias, como imóveis ou máquinas.

Nessa categoria de credores podem estar bancos, investidores ou fornecedores que concederam crédito sem exigir garantias.

Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% dessas dívidas, percentual suficiente para apresentar o pedido de recuperação extrajudicial.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja aprovado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação.

O plano pode incluir aporte de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de débitos por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos.

A Raízen afirmou que a renegociação envolve apenas parte das dívidas financeiras e não afeta as operações da companhia. Leia a nota na íntegra:

"A Raízen informa que protocolou nesta quarta-feira (11) pedido de homologação de um plano de recuperação extrajudicial, voltado à reorganização de parte de suas obrigações financeiras junto a credores da companhia.

A proposta foi estruturada em diálogo com esses credores e tem como objetivo estabelecer um ambiente jurídico adequado para a negociação e implementação de ajustes em determinadas obrigações financeiras, no âmbito da estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital.

A empresa ressalta que o escopo da recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não envolve dívidas ou obrigações operacionais. Dessa forma, permanecem integralmente preservadas as relações da Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros de negócios, que seguem regidas normalmente pelos respectivos contratos.

Todas as operações da companhia continuam sendo conduzidas normalmente, incluindo o atendimento a clientes, a relação com fornecedores e a execução de seus planos de negócios.

O plano apresentado prevê prazo de até 90 dias para a obtenção das adesões necessárias à sua homologação, nos termos da legislação aplicável.

A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema."

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IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços variaram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior.

Ainda assim, o número veio um pouco acima do esperado pelo mercado, que previa alta de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, o índice em 12 meses ficaria próximo de 3,77%.

No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto.

Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Nos demais grupos pesquisados, as variações ficaram entre 0,13% em Artigos de residência e 0,59% em Saúde e cuidados pessoais.

Alimentação e bebida: 0,26%;Habitação: 0,30%;Artigos de residência: 0,13%;Vestuário: 0,16%;Transportes: 0,74%;Saúde e cuidados pessoais: 0,59%;Despesas pessoais: 0,33%;Educação: 5,212%;Comunicação: 0,15%.

O grupo Educação foi o que mais pressionou a inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e responderam por cerca de 44% do resultado do IPCA.

A principal influência veio dos cursos regulares, que registraram aumento de 6,20%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam as mensalidades.

Esses reajustes explicam boa parte da pressão observada no grupo Educação no mês. Entre os itens com maiores aumentos estão:

🎓 Ensino médio: mensalidades subiram 8,19%.📚 Ensino fundamental: preços avançaram 8,11%.🧸 Pré-escola: mensalidades tiveram alta de 7,48%.

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René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 08:29

Empreendedorismo Guia do empreendedor René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações Cofundador do Noma, um dos restaurantes mais famosos do mundo, Redzepi foi denunciado por 35 ex-funcionários em reportagem do jornal 'The New York Times'. Dinamarquês ficou 23 anos à frente do estabelecimento. Por Isabel Lima, g1 — São Paulo

O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos.

O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times".

A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017.

Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos.

O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times". A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017.

Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. (leia a nota na íntegra ao final da matéria)

"Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota.

Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

"Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef.

René Redzepi usou as redes sociais para anunciar a saída do restaurante e pedir desculpas a equipe. — Foto: Reprodução/Instagram

“Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao "The New Yotk Times".

Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante.

Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas.

As denúncias tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles.

A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas.

As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes.

“As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado.

“Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.”

Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles.

“Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa.

Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza.

As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado.

Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações.

Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011.

Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo.

Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial.

A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mundo enfrenta maior interrupção de fornecimento de petróleo da história com guerra no Oriente Médio, diz IEA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 08:29

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia.

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia. O volume equivale a quase 10% da demanda mundial e reflete os impactos do conflito.

A IEA acrescentou que, sem uma rápida retomada do transporte marítimo na região, essas perdas tendem a aumentar.

“A produção interrompida nos campos petrolíferos levará semanas e, em alguns casos, meses para voltar aos níveis anteriores à crise, dependendo da complexidade de cada área e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, informou a agência.

A IEA, que assessora países industrializados em políticas energéticas, anunciou na quarta-feira (11) a liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos por seus membros.

A medida busca conter a alta global dos preços do petróleo bruto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com os EUA responsáveis pela maior parte do volume liberado.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (12) após o Irã intensificar ataques a instalações petrolíferas e de transporte em diferentes pontos do Oriente Médio, aumentando o temor de um conflito prolongado e de novas interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, que chegou a US$ 119,50 por barril na segunda-feira (9) — maior valor desde meados de 2022 — avançava mais de 6% nesta quinta-feira, sendo negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril.

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

3 efeitos econômicos da guerra no Irã além do aumento do preço do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 07:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

Pouco mais de uma semana após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito já causa impacto na economia global.

Na segunda-feira (9/3), o preço do petróleo bruto Brent e WTI, referências do mercado internacional, ultrapassou a marca de US$ 100 (R$ 520) pela primeira vez desde 2022, embora tenha caído para menos de US$ 95 (R$ 494) no mesmo dia.

Em comparação, em 27 de fevereiro, um dia antes do início das hostilidades, o preço do petróleo bruto Brent e WTI rondava os US$ 70 (R$ 364) por barril.

Este aumento nos preços dos combustíveis ocorreu principalmente devido ao virtual fechamento do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, após o governo iraniano ameaçar navios que tentassem atravessar essa hidrovia, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás do mundo.

Mas, embora o aumento dos preços do petróleo — e da gasolina — fosse claramente esperado, visto que o conflito envolve o Irã e o Estreito de Ormuz, especialistas preveem que suas repercussões serão sentidas em outras áreas da economia e em diferentes partes do mundo.

Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são quatro dos maiores exportadores globais de fertilizantes nitrogenados, segundo dados do Observatório de Complexidade Econômica.

Esse tipo de fertilizante é produzido a partir de gás natural e é utilizado em plantações que produzem cerca de metade do suprimento mundial de alimentos.

Embora a maioria dos produtores de fertilizantes da região tenha continuado operando apesar da guerra, a Qatar Energy, uma das principais produtoras de ureia, teve que suspender suas operações após o fornecimento de gás ter sido interrompido na semana passada devido a ataques de drones e mísseis iranianos.

Além disso, os benefícios da continuidade das operações dessas empresas são limitados pelo fato de que elas não conseguem exportar seus fertilizantes devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um terço do suprimento mundial de fertilizantes, de acordo com a Bloomberg.

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A isso se soma o fato de o Irã também ser exportador de fertilizantes e a decisão da China, adotada no final de 2025, de suspender as exportações de fertilizantes fosfatados e restringir severamente as exportações de ureia até agosto de 2026, com o objetivo de garantir o abastecimento aos agricultores locais.

Ainda segundo o Observatório da Complexidade Econômica, a China é a maior exportadora mundial de fertilizantes nitrogenados.

Como consequência disso, os preços dos fertilizantes já começaram a subir significativamente. No Porto de Nova Orleans, principal ponto de entrada desses produtos nos EUA, o preço dos fertilizantes saltou de US$ 516 (R$ 2.684) por tonelada métrica para US$ 683 (R$ 3.552) durante a primeira semana da guerra de preços.

E essa situação ocorre justamente na época do ano em que os agricultores do Hemisfério Norte se preparam para o plantio, o que complica ainda mais o cenário.

De acordo com dados da Federação Americana de Escritórios Agrícolas (FAR, na sigla em inglês), 25% das importações de fertilizantes do país ocorrem entre março e abril de cada ano.

"Isso não poderia ter acontecido em pior hora", disse à BBC o agricultor Harry Ott, que cultiva algodão, milho e soja na Carolina do Sul, nos EUA.

Analistas preveem que, caso o conflito continue, os consumidores começarão a sentir o impacto nos preços dos alimentos dentro de um a três meses, enfrentando custos mais altos e escassez, já que as colheitas serão menores sem a quantidade necessária de fertilizantes.

"O aumento repentino dos preços dos alimentos e combustíveis, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, pode ter um efeito dominó que agravará a fome para as populações vulneráveis ​​na região e em outras partes do mundo", alertou o Programa Mundial de Alimentos da ONU em um comunicado.

A guerra em curso no Oriente Médio também está impactando a cadeia de suprimentos global de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Isso se deve principalmente aos ataques sofridos por Dubai, um importante centro logístico no setor farmacêutico global.

A cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos abriga o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, que recebeu aproximadamente 95 milhões de passageiros em 2025.

Este aeroporto também é um importante centro de distribuição de cargas para medicamentos e outros produtos farmacêuticos, especialmente aqueles que exigem manutenção da cadeia de frio.

A indústria farmacêutica da Índia, a maior fornecedora mundial de medicamentos genéricos e que produz 60% das vacinas do mundo, de acordo com dados do Departamento de Comércio da Índia, tem como o aeroporto de Dubai um ponto estratégico de distribuição.

A companhia aérea Emirates possui um terminal de cargas chamado Emirates SkyPharma, construído especificamente para lidar com remessas farmacêuticas sensíveis à temperatura. Dubai também possui o Porto de Jebel Ali, considerado o nono porto de cargas mais movimentado do mundo e o maior do Oriente Médio.

Segundo a Autoridade Portuária de Jebel Ali (JAFZA), cerca de 400 empresas farmacêuticas e de saúde de 60 países operam no porto. A JAFZA destaca que, em 2020, 50% dos produtos farmacêuticos e de saúde de Dubai, avaliados em US$ 21,8 bilhões (R$ 113,4 bilhões), passaram por este porto.

As exportações farmacêuticas indianas também transitam por este porto, de onde os produtos são enviados para outros países do Golfo Pérsico, África, Europa e outros destinos.

Os ataques militares iranianos causaram danos tanto ao porto quanto ao aeroporto de Dubai, interrompendo as operações normais devido ao conflito. O transporte aéreo de carga é crucial para a indústria farmacêutica, especialmente para remessas de alto valor ou que exigem entrega urgente ou controle de temperatura.

Embora existam algumas rotas alternativas para Dubai, muitas têm menor capacidade para lidar com esses volumes de carga, exigem dias adicionais de viagem e incorrem em custos mais elevados, o que pode, em última análise, aumentar o preço e a disponibilidade desses produtos. De acordo com o Departamento de Comércio da Índia, a indústria farmacêutica do país exportou produtos para 200 países em todo o mundo, sendo os EUA, o Reino Unido, o Brasil, a França e a África do Sul os principais destinos.

O aeroporto e as instalações portuárias de Dubai funcionam simultaneamente como centros de armazenamento e reexportação desses medicamentos, desempenhando, assim, um papel central no setor farmacêutico global.

A distribuição de elementos químicos como enxofre e de matérias-primas como alumínio, que desempenham um papel fundamental na produção industrial, também está sendo impactada pela guerra.

Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Irã estão entre os principais exportadores de enxofre, um subproduto do refino de petróleo e gás.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, 24% da produção mundial de enxofre tem origem no Oriente Médio.

Grande parte dessa produção é utilizada para fertilizantes, mas também tem usos importantes na extração de minerais e metais como cobre e níquel, essenciais para a produção de eletrodomésticos, veículos, redes elétricas, semicondutores, baterias e materiais como aço inoxidável, entre muitas outras aplicações.

Nesse setor, os efeitos da guerra já são sentidos. Durante a primeira semana do conflito, companhias mineradoras de níquel na Indonésia — país responsável por mais de 50% do níquel mundial — anunciaram cortes na produção devido a interrupções no fornecimento dos países do Golfo, que fornecem 75% do enxofre utilizado por essas empresas.

Como alertou a Reuters, alguns produtores de cobre na África provavelmente enfrentam uma situação semelhante.

"Uma disputa pela oferta colocaria refinarias de níquel indonésias contra mineradoras de cobre africanas, e ambas contra fabricantes de fertilizantes em todo o mundo, que também buscam substitutos para o enxofre do Oriente Médio", observou a Reuters.

Como o ácido sulfúrico — que é produzido com enxofre — é um dos componentes mais importantes para a fabricação de semicondutores e chips, interrupções no fornecimento desse produto químico podem impactar a produção de inúmeros produtos considerados essenciais na vida moderna, como smartphones, computadores, cartões de memória, veículos e inúmeros dispositivos eletrônicos usados ​​em residências, empresas e fábricas.

Esta não é a primeira vez que o mundo enfrenta uma situação como essa. Durante a pandemia de covid-19, a escassez de chips impactou tanto os volumes de produção desses dispositivos quanto o preço final que os consumidores tiveram que pagar.

Desta vez, há um fator adicional: a alta demanda por chips por parte de empresas que desenvolvem e implementam modelos de inteligência artificial.

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Coreia do Sul vai impor teto para preços de combustíveis a partir de sexta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 07:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13).

O petroleiro Seaprincess ao largo do Golfo de Fos-sur-Mer, em Port-de-Bouc. — Foto: Manon Cruz/Reuters

A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13), segundo informações divulgadas pela imprensa local.

Além disso, o governo também vai restringir o armazenamento de produtos derivados de petróleo. A decisão foi confirmada pelo Ministério das Finanças do país.

De acordo com a pasta, as refinarias serão obrigadas a liberar ao menos 90% do volume mensal de derivados de petróleo que colocaram no mercado em março e abril do ano passado.

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Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 05:47

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty Depois de viver em Singapura e conhecer técnicas de bem-estar em países asiáticos, empreendedores abriram um day spa em Paraty (RJ). Negócio reúne massagens tradicionais, modelo de parceria com terapeutas e atrai turistas do Brasil e do exterior. Por PEGN

Hans e Priscila Neus criaram um spa em Paraty, no Rio de Janeiro, que oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia.

A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço, quando o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos e conhecer práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar.

O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil. Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente.

Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade.

Depois de viver na Ásia, casal aposta em spa de terapias orientais em Paraty e fatura R$ 1,2 milhão

A busca por equilíbrio entre corpo e mente inspirou um casal de empreendedores a transformar experiências de viagem em um negócio no litoral fluminense.

Em Paraty, no Rio de Janeiro, o spa criado por Hans e Priscila Neus oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia e faturou cerca de R$ 1,2 milhão em 2025.

A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço. Hans, holandês, veio ao Brasil para trabalhar no escritório de uma multinacional em São Paulo.

Foi nesse período que começou a se interessar pela cultura oriental, especialmente após fazer um curso sobre a filosofia chinesa dos cinco elementos e técnicas de massagem.

Priscila, bióloga marinha, acompanhou o marido em uma transferência profissional para Singapura. A mudança marcou o início de uma imersão cultural que acabaria influenciando o futuro da dupla.

Nos intervalos entre o trabalho e o mestrado, o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos, como Malásia, Indonésia e Japão.

Durante essas experiências, conheceram práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar. Com o tempo, surgiu o desejo de empreender.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

De volta ao Brasil em meados dos anos 2000, os dois decidiram transformar o interesse pelas terapias orientais em um negócio. O projeto inicial previa a criação de um resort de bem-estar, mas acabou evoluindo para um day spa, com serviços voltados ao relaxamento e ao cuidado corporal.

Para escolher o local, o casal buscava uma cidade pequena, com natureza e fluxo turístico internacional. A escolha acabou recaindo sobre Paraty, localizada entre os grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro.

A lógica era simples: oferecer um refúgio de relaxamento para quem vive em rotinas estressantes nas metrópoles. O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente. No período, Hans criou uma startup voltada à conexão entre terapeutas e clientes online — experiência que trouxe aprendizados de gestão, especialmente nas áreas fiscal e jurídica.

Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade. O modelo inclui um contrato em que o proprietário do imóvel recebe uma participação no faturamento, reduzindo custos fixos do spa.

O catálogo do spa reúne rituais inspirados em diversas tradições asiáticas, incluindo técnicas de Bali, da Índia, do Tibete, da ilha de Java e da Tailândia. Entre os serviços mais procurados estão massagens de corpo inteiro e terapias focadas em relaxamento profundo.

O ticket médio do negócio foi de R$ 348 em 2025. Hoje, cerca de 15 terapeutas trabalham no espaço, que realiza aproximadamente 250 atendimentos por mês. O spa adota um sistema semelhante ao modelo de “salão parceiro”.

Os profissionais atuam como microempreendedores individuais (MEI) e trabalham sob demanda, de acordo com os agendamentos dos clientes. Nesse formato, o spa oferece infraestrutura, atendimento e marketing, enquanto os terapeutas recebem parte do valor dos serviços realizados.

Segundo os empreendedores, o modelo trouxe mais eficiência operacional e flexibilidade para os profissionais, que conseguem organizar melhor a própria agenda.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

A clientela do spa inclui tanto brasileiros quanto estrangeiros — estes representam cerca de 70% dos clientes. Por isso, avaliações online e recomendações em plataformas digitais têm grande peso na atração de novos visitantes.

O casal aposta no crescimento do setor. Dados do Global Wellness Institute indicam que o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking mundial do mercado de bem-estar, um segmento impulsionado pela busca por qualidade de vida e redução do estresse.

Para Hans e Priscila, essa tendência deve continuar nos próximos anos.“Mesmo com o avanço da tecnologia, o toque humano e o cuidado com o bem-estar não são fáceis de substituir”, diz Hans. “É um mercado que tende a crescer cada vez mais.”

📍 Endereço: Rua Comendador José Luiz, 348 – Centro Histórico – Paraty/RJ📞 Telefone: (24) 99999‑1299🌐 Site: www.shambhala-spa.com📧 E‑mail: info@shambhjala-spa.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/shambhalaspa.paraty/📸 Instagram: https://www.instagram.com/shambhalaspa.paraty/

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