RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

EUA iniciam investigações comerciais que podem abrir caminho para novas tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 23:15

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O governo do presidente Donald Trump abriu nesta quarta-feira (11) uma nova investigação comercial contra 16 grandes parceiros dos Estados Unidos por suposto excesso de produção.

A medida é vista como uma forma de retomar a pressão por um novo tarifaço depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou, no mês passado, a principal base legal das tarifas aplicadas pelo republicano.

O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que a investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais, com base na chamada "Seção 301", pode levar à aplicação de novas tarifas sobre produtos da China, da União Europeia, da Índia, do Japão, da Coreia do Sul e do México nos próximos meses.

Outros parceiros comerciais sujeitos à investigação de excesso de capacidade incluem Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega.

O Canadá, o segundo maior parceiro comercial dos EUA, não foi mencionado como alvo da investigação.

O governo do presidente Donald Trump abriu nesta quarta-feira (11) uma nova investigação comercial contra 16 grandes parceiros dos Estados Unidos por suposto excesso de produção, em um movimento que pode abrir caminho para novas tarifas.

A medida é vista como uma forma de retomar a pressão por um novo tarifaço depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou, no mês passado, a principal base legal das tarifas aplicadas pelo republicano.

O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que a investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais, com base na chamada "Seção 301", pode levar à aplicação de novas tarifas sobre produtos da China, da União Europeia, da Índia, do Japão, da Coreia do Sul e do México nos próximos meses.

Outros parceiros comerciais sujeitos à investigação de excesso de capacidade incluem Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Cingapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega. O Canadá, o segundo maior parceiro comercial dos EUA, não foi mencionado como alvo da investigação.

"Portanto, essas investigações se concentrarão em economias que, segundo nossas evidências, parecem apresentar excesso estrutural de capacidade e produção em vários setores de manufatura, como, por exemplo, por meio de superávits comerciais maiores e persistentes ou capacidade subutilizada ou não utilizada", disse Greer a repórteres em uma teleconferência.

Greer também disse que, nesta quinta-feira, iniciará outra investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, destinada a proibir a importação para os EUA de produtos feitos com trabalho forçado. A investigação envolve mais de 60 países.

Os EUA já restringiram a importação de painéis solares e outros produtos da região de Xinjiang, na China, com base na Lei de Proteção ao Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden. A nova investigação pode ampliar essas medidas para outros países.

Greer disse que gostaria que outros países também adotassem proibições semelhantes às dos EUA contra produtos feitos com trabalho forçado, previstas em uma lei comercial americana de quase um século.

Os EUA afirmam que autoridades chinesas criaram campos de trabalho para uigures e outros grupos muçulmanos na região ocidental de Xinjiang. O governo chinês nega as acusações de abusos.

Greer disse que espera concluir as investigações da Seção 301, incluindo as propostas de solução, antes que as novas tarifas temporárias impostas por Trump no final de fevereiro expirem em julho.

Depois que a Suprema Corte considerou ilegais, em 20 de fevereiro, as tarifas globais de Trump com base em uma lei de emergências nacionais, o presidente aplicou uma tarifa de 10% por 150 dias sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Trump definiu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência prevista para cerca de 5 de maio.

O republicano estabeleceu um cronograma rápido para a investigação do excesso de capacidade, com comentários públicos aceitos até 15 de abril e uma audiência pública programada para por volta de 5 de maio.

Greer afirmou que as novas investigações, já anunciadas há algum tempo por autoridades do governo, não devem surpreender os parceiros comerciais e que eles devem cumprir seus acordos.

Ele ressaltou, porém, que isso não significa que esses países ficarão imunes a todas as novas tarifas previstas na Seção 301.

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TCU rejeita pedido de afastar ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do caso Master

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou pedido de afastamento do ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do processo que analisa os procedimentos adotados pelo Banco Central do Brasil para a liquidação extrajudicial do Banco Master.

O pedido de suspeição foi apresentado por organizações da sociedade civil. Uma das alegações apresentadas foi a de que o ministro teria um "padrinho político" de Jesus com interesse no caso Master.

Outros argumentos apresentados dão conta de que Jesus teria destinado recursos para a construção de casas populares no estado de Roraima, supostamente sem a devida prestação de contas.

Também foi mencionado que um veículo registrado em nome de familiar do ministro teria sido apreendido no âmbito de operação da Polícia Federal relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou pedido de afastamento do ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do processo que analisa os procedimentos adotados pelo Banco Central (BC) para a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi tomada por unanimidade pelo plenário do TCU.

👉🏽 O pedido de suspeição foi apresentado por organizações da sociedade civil. Uma das alegações apresentadas foi a de que o ministro teria um "padrinho político" de Jesus com interesse no caso Master.

🏠 Outros argumentos apresentados dão conta de que Jesus teria destinado recursos para a construção de casas populares no estado de Roraima, supostamente sem a devida prestação de contas.

🚗 Também foi mencionado que um veículo registrado em nome de familiar do ministro teria sido apreendido no âmbito de operação da Polícia Federal relacionada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

"Os excipientes não explicaram de que modo essas questões – sobre as quais não foi juntada qualquer evidência nestes autos – impactam na condução [do processo]. Ou seja, não se desenvolveu o raciocínio atinente ao nexo das imputações com a atuação do ministro arguido no contexto do aludido processo, razão pela qual as alegações devem ser prontamente rejeitadas", afirmou o relator do caso, ministro Jorge Oliveira, em seu voto.

Também é mencionado um suposto "racismo institucional" e perseguição ao diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino dos Santos. Segundo o relator, a afirmação não procede.

"Neste ponto, a petição incide em grave erro. Não houve qualquer convocação, por parte do Ministro Jhonatan de Jesus ou deste Tribunal, direcionada ao aludido diretor do Banco Central do Brasil. Constam nos autos apenas a determinação de oitiva prévia da autarquia", disse Oliveira.

"Não há dúvidas, portanto, da absoluta fragilidade das imputações feitas na petição à peça 3, que claramente não têm o condão de conformar a suspeição do Ministro Jhonatan de Jesus, configurando meras conjecturas, ilações sem vínculo efetivo com a realidade e pretensões destituídas de qualquer elemento objetivo e demonstrável", concluiu o relator, cujo voto foi acompanhado pelos demais ministros.

Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária.

Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público.

No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória.

No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master.

Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalho.

Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições.

No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro.

O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU.

O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos.

O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC.

O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.

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Justiça aceita pedido de recuperação extrajudicial do GPA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 18:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta quarta-feira (11) que a Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da companhia.

O processo foi deferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

A companhia anunciou na terça-feira (10) que havia fechado um acordo com seus principais credores no âmbito do plano de recuperação extrajudicial.

Na prática, o processo é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com credores, fora da Justiça.

O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta quarta-feira (11) que a Justiça aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da companhia, que busca reorganizar suas finanças e renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.

🔎 Apesar de extrajudicial, a recuperação precisa ser homologada pela Justiça para que o acordo entre empresa e credores tenha validade jurídica. A regra está na Lei de Recuperação Judicial e Falências.

Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que o processo foi deferido pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

A companhia anunciou na terça-feira (10) que havia fechado um acordo com seus principais credores no âmbito do plano de recuperação extrajudicial.

O processo é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA busca renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers.

Segundo a empresa, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio dos credores envolvidos, que detêm 46% dos valores negociados — o equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões.

O acordo prevê a suspensão temporária do pagamento dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições. O objetivo é chegar a um acordo com a maioria dos credores e definir uma solução definitiva para reorganizar o endividamento.

Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço, criando condições para resolver problemas de caixa no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo.

A empresa afirmou ainda que as operações seguem normalmente e que está em dia com os pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais.

Segundo o GPA, o plano foi estruturado para preservar o funcionamento do negócio enquanto avançam as negociações com os credores.

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WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 17:09

Tecnologia WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos Adultos também podem configurar quais grupos a criança pode participar e receber alertas quando ela receber solicitações de conversa de desconhecidos. Por Redação g1

O WhatsApp começou a permitir que pais ou responsáveis monitorem mensagens e coloquem limites sobre a atividade de menores de 13 anos no aplicativo.

O recurso foi anunciado nesta quarta-feira (11) e começará a ser testado com um pequeno grupo de usuários nas próximas semanas.

Os adultos que desejarem ativar o recurso precisarão estar com o próprio telefone e o da criança lado a lado lado a lado para vincular as contas.

Em seguida, é possível configurar quais grupos ela pode participar e revisar solicitações de conversa de desconhecidos, por exemplo.

WhatsApp permite que pais e responsáveis gerenciem contas dos filhos — Foto: Divulgação/WhatsApp

O WhatsApp começou a permitir que pais ou responsáveis monitorem mensagens e coloquem limites sobre a atividade de menores de 13 anos no aplicativo. O recurso foi anunciado nesta quarta-feira (11) e começará a ser testado com um pequeno grupo de usuários nas próximas semanas.

Os adultos que desejarem ativar o recurso precisarão estar com o próprio telefone e o da criança lado a lado lado a lado para vincular as contas.

Em seguida, é possível configurar quais grupos ela pode participar. O WhatsApp informa quem são os participantes e os administradores da conversa para ajudar os pais a tomarem a decisão.

O aplicativo permite ainda revisar solicitações de conversa de desconhecidos, que são enviadas para uma pasta e são visualizadas primeiro pelos pais. Os adultos também são notificados adultos sempre que a criança adicionar, bloquear ou denunciar outro usuário.

"Se uma mensagem indesejada vier de alguém já salvo como contato, a conta gerenciada pelos pais pode denunciar e/ou bloquear o contato, assim como qualquer outro usuário do WhatsApp", disse o WhatsApp.

As configurações de proteção para menores de 13 anos se concentram em mensagens e ligações pelo WhatsApp. Elas são protegidas por senha e só podem ser alteradas pelos adultos.

E as crianças também não têm acesso a recursos como Meta AI, Canais e Status nem mensagens temporárias ou de visualização única.

O monitoramento foi criado em resposta aos comentários de pais que gostariam de uma experiência adaptada para menores de 13 anos, informou o WhatsApp.

A plataforma afirma que as contas gerenciadas são protegidas por criptografia de ponta a ponta, assim como as contas convencionais, e que suas informações não são usadas para fins publicitários.

"Projetamos contas gerenciadas pelos pais para atender às regulamentações de segurança e privacidade infantil e trabalhamos regularmente com especialistas independentes para revisar nossas proteções e manter as famílias seguras", diz o aplicativo.

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‘Nojento e desolador’: a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 15:50

Trabalho e Carreira 'Nojento e desolador': a mulher que recebe R$ 10 por hora para ajudar no engajamento do OnlyFans Trabalhadores são contratados para fingir ser criadores de conteúdo e conversar com assinantes da plataforma. Por BBC

"Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC uma "chatter" — Foto: Getty Images

Uma mulher nas Filipinas descreveu como é "desolador" ganhar menos de US$ 2 (cerca de R$ 10) por hora fingindo, em chats online, ser modelos da plataforma OnlyFans muito mais bem pagas do que ela.

O OnlyFans funciona conectando criadores de conteúdo explícito a usuários que pagam uma assinatura para acessar o material desses criadores e supostamente conversar online com eles.

No entanto, embora criadores de grande destaque possam ganhar bastante dinheiro, o trabalho de interagir com os fãs e tentar vender a eles imagens e vídeos muitas vezes é feito por pessoas mal remuneradas, empregadas por terceiros, como a pessoa entrevistada pela BBC.

Um sindicato que representa esses trabalhadores — conhecidos como "chatters" — disse à BBC News que está preocupado com a "natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online".

O OnlyFans, que gerou US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) em receita em 2024, não quis responder aos questionamentos da BBC. Segundo os termos de serviço da plataforma, a relação comercial do OnlyFans é exclusivamente com o criador de conteúdo.

A BBC não identificará nesta reportagem a mulher com quem conversou a fim de proteger sua identidade.

Empregada por uma agência usada pela modelo que ela fingia ser, ela disse que começou nesse tipo de trabalho para sustentar a família durante um período de renda mais baixa, ganhando menos de US$ 2 por hora e trabalhando em turnos de oito horas, cinco dias por semana.

Durante seu turno, ela recebia metas para gerar para a modelo centenas de dólares em vendas de fotos e vídeos.

Recentemente, uma nova agência ofereceu melhores condições e remuneração para o mesmo trabalho de "chatter", embora ainda inferior a US$ 4 por hora (cerca de R$ 20).

Ela disse que sabia que o trabalho envolveria conteúdo explícito, mas, ainda assim, fazer "sexting" (troca de mensagens de teor sexual) era desagradável para ela.

"É meio nojento quando você pensa nisso, porque você precisa fazer esse tipo de conversa muitas vezes, várias vezes por hora, porque está falando com vários fãs ao mesmo tempo."

Segundo ela, as pessoas com quem conversava muitas vezes pareciam "muito gentis", mas claramente solitárias, o que tornava todo o processo triste, especialmente porque ela não era a pessoa que fingia ser.

"Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda", disse.

"Tecnicamente, estou enganando essas pessoas, porque envio todas aquelas fotos e vídeos para elas e meu único objetivo é a venda". — Foto: Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images

De fato, o uso de "chatters" levou a ações judiciais contra o OnlyFans e contra as agências que os empregam, movidas por usuários e escritórios de advocacia que consideram a prática enganosa. Até agora, nenhuma teve sucesso.

Segundo ela, alguns fãs pediam "coisas realmente estranhas, fetiches ou preferências sexuais", que ela geralmente conseguia tolerar, mas nem sempre.

"Há dias em que penso: 'que diabos estou fazendo aqui?', porque há dias em que isso realmente pesa."

Questionada se se sentia explorada, ela disse que aceitar um pagamento inferior a US$ 2 por hora "não foi seu melhor momento".

"Não é nada agradável, sabe? Você começa a se questionar. Sua moralidade, até mesmo a sua consciência", disse à BBC. "É realmente de partir o coração, especialmente sabendo que a agência ganha muito mais."

A "chatter" também relatou preocupação com possíveis riscos legais ao aceitar esse tipo de trabalho, devido às leis relativamente rígidas contra pornografia nas Filipinas.

📎 A BPO Industry Employee' Network (BIEN) é um sindicato independente que representa trabalhadores do setor de terceirização de processos de negócios nas Filipinas.

Mylene Cabalona, presidente do sindicato, disse à BBC que "embora as Filipinas tenham leis relativamente rígidas em relação à pornografia, nossa principal preocupação como sindicato é a natureza em grande parte não regulamentada desse tipo de trabalho online".

Segundo Cabalona, isso levanta sérias preocupações sobre a exposição de trabalhadores a "conteúdo potencialmente prejudicial ou abusivo, além da falta de diretrizes claras sobre segurança, responsabilização e proteção trabalhista".

Ainda assim, há vantagens nos empregos digitais terceirizados, incluindo o trabalho de chat, que, segundo Cabalona, podem permitir que trabalhadores obtenham renda de casa, enquanto dão suporte a clientes ou plataformas no exterior.

"Esses empregos também podem oferecer maior potencial de renda em comparação com alguns trabalhos locais de nível inicial e proporcionar oportunidades para desenvolver habilidades em trabalho digital", observou.

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Trump diz que petroleiras ‘devem’ usar estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 15:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,13%Dólar TurismoR$ 5,3590,05%Euro ComercialR$ 5,974-0,25%Euro TurismoR$ 6,2380,08%B3Ibovespa183.051 pts-0,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,13%Dólar TurismoR$ 5,3590,05%Euro ComercialR$ 5,974-0,25%Euro TurismoR$ 6,2380,08%B3Ibovespa183.051 pts-0,22%MoedasDólar ComercialR$ 5,1630,13%Dólar TurismoR$ 5,3590,05%Euro ComercialR$ 5,974-0,25%Euro TurismoR$ 6,2380,08%B3Ibovespa183.051 pts-0,22%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que empresas de petróleo devem continuar utilizando o estreito de Ormuz.

Nesta terça (10), a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã planeja instalar minas navais no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo.

A presença de minas no Estreito de Ormuz colocaria em risco qualquer navio que tentasse atravessar a região. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada.

Após a publicação das reportagens Trump exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afrmou nesta quarta-feira (11) que empresas de petróleo devem continuar utilizando o estreito de Ormuz. Quando questionado por repórteres se as companhias devem circular pela região, trump respondeu: "Acho que deveriam".

Nesta terça (10), a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã planeja instalar minas navais no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A informação foi publicada pela CBS News com base em relatos de autoridades americanas.

Segundo a emissora, o Irã estaria usando embarcações pequenas para posicionar minas navais na rota marítima. A estimativa é que o governo iraniano tenha um estoque de até 6 mil unidades. Já a CNN Internacional informou que a instalação das minas já teria começado.

🔎 Minas navais são explosivos colocados no mar que detonam quando entram em contato com navios. São usadas para bloquear ou dificultar a passagem de embarcações por uma rota marítima.

A presença de minas no Estreito de Ormuz colocaria em risco qualquer navio que tentasse atravessar a região. O Irã afirma que a rota está fechada desde a semana passada. A área é estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante uma coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Após a publicação das reportagens Trump exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima.

“Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”, afirmou.

Trump disse ainda que os Estados Unidos monitoram a região e vão destruir qualquer embarcação usada para minar o Estreito de Ormuz.

Na sequência, o presidente fez uma nova publicação afirmando que os Estados Unidos destruíram 10 barcos usados para lançar minas. Segundo ele, as embarcações estavam inativas.

Na segunda-feira (9), Trump já havia ameaçado o Irã com ataques “vinte vezes mais fortes” caso o país tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em entrevista, o presidente disse que avaliava assumir o controle da região.

“Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente”, afirmou.

As ameaças ocorrem em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 na segunda-feira. Os preços podem impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos EUA.

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Foto mostra uma lancha da Guarda Revolucionária do Irã movendo-se em torno do petroleiro Stena Impero, que foi apreendido no Estreito de Ormuz — Foto: Agência de Notícias Morteza Akhoondi/Tasnim via AP

Localizada entre Omã e o Irã, a passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.

A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico para a energia mundial.

Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Nos séculos XVI e XVII, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas.

No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes.

Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados, e os EUA passaram a escoltar embarcações na região.

Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos.

Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz com que qualquer conflito na região impacte os preços da energia e os mercados globais.

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Banco Central anuncia liquidação da fintech Dank Sociedade de Crédito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 13:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3740,33%Euro ComercialR$ 5,970-0,34%Euro TurismoR$ 6,232-0,01%B3Ibovespa183.266 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3740,33%Euro ComercialR$ 5,970-0,34%Euro TurismoR$ 6,232-0,01%B3Ibovespa183.266 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3740,33%Euro ComercialR$ 5,970-0,34%Euro TurismoR$ 6,232-0,01%B3Ibovespa183.266 pts-0,1%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, determinou nesta quarta-feira (11) a liquidação extrajudicial da fintech Dank Sociedade de Crédito Direto por conta "grave comprometimento da situação econômico-financeira e as graves violações às normas legais".

Com isso, foi interrompido o funcionamento da instituição e houve sua retirada do sistema financeiro. Essa solução é adotada quando ocorrer situação de insolvência irrecuperável ou quando forem cometidas graves infrações às normas que regulam sua atividade, entre outros.

🔎 As "fintechs", que reúnem milhões de clientes, são empresas que oferecem produtos financeiros inovadores, como novos meios de pagamento e cartões de crédito.

No modelo conhecido como SCD, utilizado pela Dank, era a autorizada a concessão de operações de crédito, por meio de plataforma eletrônica, com recursos próprios. Esse tipo de instituição não pode fazer captação de recursos do público.

As SCDs também podem prestar os serviços de análise de crédito para terceiros; cobrança de crédito de terceiros; distribuição de seguro relacionado com as operações por ela concedidas por meio de plataforma eletrônica e emissão de moeda eletrônica.

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a Dank Sociedade de Crédito Direto, que havia recebido autorização de funcionamento em 2022, possuía um passivo (dívidas e obrigações) de R$ 43,8 milhões em setembro do ano passado (último dado disponível), e um patrimônio líquido de R$ 975 mil.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,15%Dólar TurismoR$ 5,3680,22%Euro ComercialR$ 5,959-0,52%Euro TurismoR$ 6,231-0,04%B3Ibovespa184.136 pts0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,15%Dólar TurismoR$ 5,3680,22%Euro ComercialR$ 5,959-0,52%Euro TurismoR$ 6,231-0,04%B3Ibovespa184.136 pts0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,15%Dólar TurismoR$ 5,3680,22%Euro ComercialR$ 5,959-0,52%Euro TurismoR$ 6,231-0,04%B3Ibovespa184.136 pts0,38%Oferecido por

O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira, após o ataque a mais três navios mercantes no Golfo Pérsico, que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril.

O Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, mostrando que ainda consegue reagir e afetar o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono classificou como os bombardeios mais intensos já realizados pelos EUA e por Israel até agora.

Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram, e os mercados de ações se recuperaram. Por enquanto, investidores apostam que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma forma rápida de encerrar a guerra iniciada ao lado de Israel há quase duas semanas.

No entanto, até agora não houve trégua em terra nem sinais de que os navios possam voltar a navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Trata-se da pior interrupção no fornecimento de energia desde as crises do petróleo da década de 1970.

Após escritórios de um banco em Teerã serem atingidos durante a noite, Zolfaqari afirmou que o Irã responderá com ataques a bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel. Ele também recomendou que pessoas em todo o Oriente Médio se afastem dessas instituições.

O comando militar do Irã afirmou nesta quarta-feira (11), após o ataque a mais três navios mercantes no Golfo Pérsico, que o mundo deve se preparar para o petróleo atingir US$ 200 por barril.

O Irã lançou ataques contra Israel e outros alvos no Oriente Médio nesta quarta-feira, mostrando que ainda consegue reagir e afetar o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono classificou como os bombardeios mais intensos já realizados pelos EUA e por Israel até agora.

Os preços do petróleo, que haviam disparado no início da semana, recuaram, e os mercados de ações se recuperaram. Por enquanto, investidores apostam que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma forma rápida de encerrar a guerra iniciada ao lado de Israel há quase duas semanas.

No entanto, até agora não houve trégua em terra nem sinais de que os navios possam voltar a navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Trata-se da pior interrupção no fornecimento de energia desde as crises do petróleo da década de 1970.

"Preparem-se para o petróleo chegar a US$ 200 por barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram", disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em declaração dirigida aos Estados Unidos.

Após escritórios de um banco em Teerã serem atingidos durante a noite, Zolfaqari afirmou que o Irã responderá com ataques a bancos que mantenham negócios com os Estados Unidos ou Israel. Ele também recomendou que pessoas em todo o Oriente Médio se afastem dessas instituições.

Uma autoridade israelense de alto escalão disse à Reuters que os líderes do país já admitem, em privado, que o governo iraniano pode sobreviver à guerra. Outras duas autoridades afirmaram que não há sinais de que Washington esteja perto de encerrar a ofensiva.

Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a US$ 200 o barril — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Em mais uma demonstração pública de desafio, grandes multidões foram às ruas nesta quarta-feira para os funerais de comandantes mortos em ataques aéreos. As pessoas carregavam caixões, bandeiras e retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho e sucessor, Mojtaba.

Uma autoridade iraniana disse à Reuters que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no início da guerra, quando ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho. Desde então, ele não apareceu em público nem divulgou mensagens.

Os militares iranianos informaram na terça-feira que lançaram mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, contra o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e contra alvos no centro de Israel.

Explosões foram ouvidas no Bahrein, e em Dubai quatro pessoas ficaram feridas após a queda de dois drones perto do aeroporto.

O Departamento de Aviação Civil do Bahrein informou que várias aeronaves da Gulf Air sem passageiros e alguns aviões de carga foram deslocados para outros aeroportos para "garantir a continuidade e a eficiência das operações aéreas" durante a crise.

Em Teerã, moradores relataram estar se acostumando aos ataques aéreos noturnos, que levaram centenas de milhares de pessoas a deixar a cidade e cobriram a capital com fumaça escura provocada por incêndios ligados ao petróleo.

"Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei tão assustado como antes. A vida continua", disse Farshid, de 52 anos, à Reuters por telefone.

Mais três navios mercantes foram atingidos no Golfo Pérsico por projéteis ainda não identificados, segundo agências que monitoram a segurança marítima. Com isso, sobe para 14 o número de embarcações atingidas desde o início da guerra.

A tripulação foi retirada de um cargueiro de bandeira tailandesa após uma explosão provocar incêndio a bordo. Um navio de contêineres de bandeira japonesa e outro cargueiro registrado nas Ilhas Marshall também sofreram danos.

Os preços do petróleo, que chegaram perto de US$ 120 por barril na segunda-feira, recuaram para cerca de US$ 90. O movimento indica que investidores ainda apostam que Trump conseguirá interromper a guerra e reabrir o estreito em breve.

Autoridades dos Estados Unidos e de Israel afirmam que o objetivo é reduzir a capacidade do Irã de atuar além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear. Ao mesmo tempo, também incentivaram a população iraniana a derrubar o governo clerical.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira que a operação "continuará sem limite de tempo, pelo tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e vencermos a campanha".

Quanto mais a guerra durar, maior tende a ser o impacto sobre a economia global. Se o conflito terminar com a permanência do governo clerical no poder, Teerã deverá declarar vitória.

Mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos ataques aéreos dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, segundo o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Também há registros de mortes em ataques israelenses no Líbano.

Os ataques iranianos contra Israel mataram pelo menos 11 pessoas, e dois soldados israelenses morreram no Líbano. Washington afirma que sete militares norte-americanos morreram e cerca de 140 ficaram feridos.

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Fim da escala 6×1: presidente da Fiesp aponta possíveis impactos caso projeto avance

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 11:58

Trabalho e Carreira Fim da escala 6×1: presidente da Fiesp aponta possíveis impactos caso projeto avance Em entrevista ao Conexão GloboNews, Paulo Skaf afirmou que é preciso considerar as diferenças entre os setores, comparar a medida com outros países e avaliar os possíveis impactos na economia e no mercado de trabalho. Por Redação g1 — São Paulo

Um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Tendências Consultoria, alerta para possíveis efeitos negativos da proposta de redução da jornada semanal de trabalho no Brasil.

Em entrevista ao Conexão GloboNews, Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), repercutiu o levantamento e destacou alguns pontos negativos da mudança em discussão no Congresso — que pode reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais e acabar com a escala 6×1.

“Quando se trata da escala, as realidades variam muito de setor para setor. Em geral, ela está diretamente ligada à natureza das funções. A realidade da saúde é diferente da do transporte, da indústria e do comércio. Há segmentos que necessitam do modelo 6×1 e nos quais esse formato de trabalho se encaixa”, afirma.

Outro ponto citado pelo presidente da Fiesp é a necessidade de analisar os impactos na economia, no desemprego e na informalidade no mercado de trabalho. Skaf também defende a livre negociação entre trabalhadores e empregadores e afirma que “é um erro a interferência governamental em algo que poderá atrapalhar os setores e trabalhador”.

Para o presidente, o foco deveria ser na população que atuar em reduzir informalidade – que atualmente passa dos está em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais – e não mexer em algo que está dando certo.

Skaf também comparou a situação com a de países vizinhos, como o Chile, onde houve aumento do desemprego e da informalidade. “Quando a natureza de um segmento exige uma escala de trabalho, mas são impostas regras sem dar liberdade para as partes negociarem, isso acaba levando à informalidade. As atividades continuam acontecendo, mas de forma ilegal”, afirmou.

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Raízen e Grupo Pão de Açúcar pedem recuperação extrajudicial; entenda as diferenças entre os processos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 11:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1570,02%Dólar TurismoR$ 5,3730,32%Euro ComercialR$ 5,983-0,08%Euro TurismoR$ 6,226-0,11%B3Ibovespa184.904 pts0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,1570,02%Dólar TurismoR$ 5,3730,32%Euro ComercialR$ 5,983-0,08%Euro TurismoR$ 6,226-0,11%B3Ibovespa184.904 pts0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,1570,02%Dólar TurismoR$ 5,3730,32%Euro ComercialR$ 5,983-0,08%Euro TurismoR$ 6,226-0,11%B3Ibovespa184.904 pts0,79%Oferecido por

As duas empresas recorreram ao mecanismo com o objetivo de renegociar dívidas com credores, reestruturar passivos e reforçar o caixa.

Embora atuem em setores diferentes, os casos chamam atenção pelo porte das companhias e pelo volume de dívidas envolvido.

A recuperação extrajudicial é um mecanismo legal que permite à empresa em crise financeira renegociar uma parte específica de suas dívidas.

No intervalo de dois dias, duas grandes empresas brasileiras entraram com pedidos de recuperação extrajudicial: o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a Raízen, companhia líder na produção de açúcar e etanol no Brasil e fruto de uma parceria entre o grupo Cosan e a Shell.

As duas empresas recorreram ao mecanismo com o objetivo de renegociar dívidas com credores, reestruturar passivos e reforçar o caixa. Embora atuem em setores diferentes, os casos chamam atenção pelo porte das companhias e pelo volume de dívidas envolvido.

🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo, em meio às negociações com credores para reestruturar suas dívidas e reforçar o caixa.

Segundo a empresa, o plano foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários – aqueles que têm valores a receber, mas não possuem garantias específicas, como imóveis ou outros bens dados como garantia da dívida.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas da própria companhia.

De acordo com a Raízen, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para ampliar a adesão de credores ao plano e alcançar o percentual mínimo exigido para que a Justiça homologue a proposta. Com a homologação, o plano passa a valer para todos os titulares dos créditos incluídos na negociação.

Entre as medidas previstas estão injeção de recursos pelos acionistas, conversão de parte das dívidas em ações, alongamento de prazos de pagamento e eventual venda de ativos.

A companhia afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui dívidas com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente.

A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua receita diminuir e a dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente.

Nos últimos dias, a controladora Cosan já indicava que uma solução para a situação da companhia poderia ser anunciada em breve, segundo informações da Reuters.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou na terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.

Nesse tipo de processo, as operações continuam funcionando normalmente. A empresa optou por renegociar os débitos sem recorrer à recuperação judicial – procedimento que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

Segundo o GPA, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já conta com o apoio de credores que representam 46% do valor das dívidas incluídas no acordo, cerca de R$ 2,1 bilhões – percentual acima do mínimo exigido pela lei.

O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições com os credores. A medida tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no processo.

Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e reforçar o caixa, enquanto as operações seguem normalmente e os pagamentos a fornecedores permanecem em dia.

O grupo registra prejuízos anuais desde 2022, pressionado por fatores como a queda no consumo, o aumento dos juros – que encareceu o custo das dívidas –, despesas com mudanças na gestão e perdas com lojas de baixo desempenho.

No balanço mais recente, a companhia também alertou para incertezas sobre sua continuidade operacional. Segundo a empresa, havia um déficit de cerca de R$ 1,2 bilhão no fim de 2025, ligado principalmente a empréstimos e títulos com vencimento em 2026.

Para enfrentar a situação, o grupo afirmou que vem adotando medidas como negociar prazos de dívidas com credores, reduzir despesas financeiras e converter créditos tributários em recursos para reforçar o caixa.

O processo é diferente de uma recuperação judicial, em que a companhia em crise financeira recorre à Justiça para entrar em um acordo com todos os seus credores. Na recuperação extrajudicial, a renegociação é feita diretamente com os principais credores para, depois, ser homologada pelo judiciário.

"A recuperação extrajudicial é um instrumento em que a empresa começa a ter dificuldades em relação a um número restrito de credores, com o pagamento de só algumas dívidas. E aí, ela usa a recuperação extrajudicial, geralmente, quando há uma concentração no valor dessa dívida", destaca Nelson Bandeira, advogado especialista em finanças corporativas da Magma.

Em outras palavras, a recuperação extrajudicial é um mecanismo legal que permite à empresa em crise financeira renegociar uma parte específica de suas dívidas, em um primeiro momento, apenas com seus credores mais estratégicos, afirma Bandeira.

O especialista explica que a empresa pode negociar em sigilo com esses credores mais estratégicos, até chegar a uma condição que seja benéfica para ambas as partes, e só depois tornar o processo conhecido.

Isso porque, para que um processo desse tipo avance, é necessário que credores detentores de pelo menos 51% dos créditos da empresa aprovem a proposta.

precisa estar em crise financeira comprovada;não ter nenhum sócio, controlador ou administrado condenado por práticas corporativas ilegais;não pode ter falido anteriormente, nem ter passado por recuperação judicial por, pelo menos, cinco anos.

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