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Ministério Público junto ao TCU pede afastamento do presidente do IBGE, Marcio Pochmann

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 21:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,15%Dólar TurismoR$ 5,356-1,03%Euro ComercialR$ 5,989-0,12%Euro TurismoR$ 6,233-0,84%B3Ibovespa183.447 pts1,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,15%Dólar TurismoR$ 5,356-1,03%Euro ComercialR$ 5,989-0,12%Euro TurismoR$ 6,233-0,84%B3Ibovespa183.447 pts1,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,157-0,15%Dólar TurismoR$ 5,356-1,03%Euro ComercialR$ 5,989-0,12%Euro TurismoR$ 6,233-0,84%B3Ibovespa183.447 pts1,4%Oferecido por

O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann. O g1 entrou em contato com o IBGE e aguarda posicionamento do órgão.

Segundo o MP, há supostas irregularidades na condução do órgão. De acordo com o procurador, as medidas do presidente do IBGE que estão sendo questionadas estão sucessivas substituições de servidores de carreira em cargos técnicos por recém-ingressos até a tentativa de criação da Fundação IBGE+.

No documento, o procurador menciona sucessivas exonerações e substituições de servidores de carreira por ocupantes de funções técnicas estratégicas no âmbito do IBGE, como nomeação de servidores recém admitidos e ainda em estágio probatório em funções de "elevada complexidade técnica".

Isso, segundo o procurador, revela um "quadro institucional preocupante". Oliveira também menciona a tentativa de criação da Fundação IBGE+ que, dentre outros fatores, poderia extrapolar as atribuições legais do órgão.

"Ainda que se trate fundação de direito privado vinculada ao IBGE, a utilização da estrutura, da marca institucional, do corpo técnico ou de competências legalmente atribuídas ao Instituto exigiria autorização legislativa expressa, sob pena de violação ao princípio da legalidade estrita", diz o procurador.

"A criação de entidade paralela, com possível captação de recursos próprios e atuação em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais, não pode decorrer de ato meramente administrativo da Presidência", diz o documento.

Em outro trecho, o procurador destaca, ainda, atos de gestão que poderiam fragilizar a autonomia técnica e a credibilidade dos dados oficiais, como o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).

"Nesse cenário, a eventual manipulação indevida — ainda que indireta — de parâmetros metodológicos, premissas técnicas ou processos de validação interna, com o objetivo de influenciar resultados conjunturais, configuraria violação grave aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da eficiência", destaca o procurador.

"O resultado do PIB influencia diretamente expectativas de crescimento, decisões de investimento, comportamento do mercado financeiro, formulação da política fiscal e monetária, além de impactar classificações de risco soberano", complementa o membro do MPTCU.

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Senado aprova criação de novos cargos no Poder Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 21:02

Política Senado aprova criação de novos cargos no Poder Executivo; impacto é de R$ 5,3 bilhões Texto segue para sanção presidencial. Projeto também reajusta remuneração de médicos e médicos veterinários, auditores fiscais e altera cargos na Cultura. Por Sara Curcino, Mariana Assis, Ana Clara Alves, TV Globo e g1 — Brasília

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que cria 17,8 mil cargos nos Ministérios da Educação (MEC) e no da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O senador afirmou que o texto beneficiará 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto na lei orçamentária deste ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos.

O Ministério da Gestão afirmou que, apesar de estarem previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, os valores "não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da realização ou finalização dos concursos".

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que cria 17,8 mil cargos nos Ministérios da Educação (MEC) e no da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de virar lei.

O texto, apresentado pelo governo federal, terá impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026 – valor confirmado pelo MGI e pelo líder do governo no Congresso e relator da proposta, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

O senador afirmou que o texto beneficiará 270 mil servidores e que o montante que será gasto já está previsto na lei orçamentária deste ano e terá de ser incorporado no balanço dos próximos anos.

O Ministério da Gestão afirmou que, apesar de estarem previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, os valores "não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da realização ou finalização dos concursos".

criação dos 17,8 mil cargos no MEC, incluídas as instituições federais, e no MGI: R$ 1,1 bilhão;criação de um plano especial para os cargos do MEC: R$ 91,2 milhões;reajuste das carreiras do Executivo: R$ 4,2 bilhões.

O projeto cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou nesta terça a votação do texto no Senado.

O texto muda as regras para incentivar a qualificação, por exemplo, de professores que atuam em instituições federais- de escolas básicas e universidades. O incentivo, por meio do aumento da remuneração, acontece à medida que o servidor obtém uma formação acadêmica acima daquela exigida pelo concurso que o selecionou.

Pelo projeto, o novo programa vai incluir servidores com fundamental incompleto e considerar fatores como:

participação em grupos de trabalho e projetos de apoio à pesquisa;recebimento de premiação;assumir função de direção;produção de conhecimento científico.

cria a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo (ATE). Com isso, servidores de funções de nível superior, de diferentes áreas, vão ser classificados por essa nova classificação, com objetivo de "unificar as carreiras" e "simplificar a gestão". O salário do nível mais alto dessa carreira vai pular de R$ 4.620,50 para R$ 9.716,48 a partir de abril deste ano;reajusta a remuneração para os cargos de médico e médico veterinário, que são técnicos administrativos em Educação;reajusta também o salário das carreiras tributária e aduaneira da Receita Federal e de auditoria fiscal do Trabalho;transforma cargos de nível superior e médio, da Cultura, em analista em atividades culturais e assistente técnico administrativo;reorganização a carreira de perito federal territorial, que passará a ser supervisionada pelo MGI; cria uma gratificação temporária de apoio a atividades técnicas, para servidores que exerçam funções no Poder Executivo, mas que façam parte de cargos sem um plano de carreira ainda estruturado.

A instituição sem partido República.org avalia que apesar de a revisão de carreiras ser "essencial para a modernização da gestão pública", é necessário "reduzir as desigualdades entre elas". "Algumas carreiras chegam a ganhar 150% a mais que outras, com as mesmas atribuições", apontou a entidade.

"Em nota, a República.org afirma que esses ajustes dentro do funcionalismo público devem sempre mirar a melhor organização das carreiras, já que hoje a administração pública federal tem cerca de 290 tabelas salariais diferentes. É preciso mirar uma reestruturação ampla de todas as carreiras para garantir regras mais simples", afirmou.

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Meta compra Moltbook, rede social voltada a agentes de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 16:50

Tecnologia Meta compra Moltbook, rede social voltada a agentes de IA Plataforma chamou atenção por ter sido criada para que apenas agentes de IA interajam entre si. Movimento da dona do WhatsApp, Instagram e Facebook ocorre em meio à corrida global por inteligência artificial. Por Akash Sriram

A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial.

Movimento da dona do WhatsApp, Instagram e Facebook ocorre em meio à corrida global por inteligência artificial.

O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang.

O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro.

A Meta, controladora do Facebook, anunciou nesta terça-feira (10) a compra da Moltbook, uma plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial, trazendo os fundadores da empresa para sua divisão de pesquisa de IA.

🔎 O que são agentes de IA? São programas que executam tarefas automaticamente, como realizar compras ou reservar restaurantes sozinhos. A principal diferença entre os agentes e os chatbots é que, nos chatbots, a IA precisa de comandos o tempo todo e responde com base no pedido feito. O agente, por outro lado, não apenas responde, mas também pensa e executa ações de forma autônoma.

O desenvolvimento sinaliza uma intensa corrida entre os gigantes da tecnologia para adquirir talentos e tecnologia de IA, à medida que os agentes autônomos capazes de executar tarefas do mundo real deixam de ser novidade e passam a ser a próxima fronteira do setor.

O acordo trará os co-fundadores da Moltbook, Matt Schlicht e Ben Parr, para o Meta Superintelligence Labs, a unidade liderada pelo ex presidente-executivo da Scale AI, Alexandr Wang.

Schlicht e Parr vão começar a trabalhar na Meta Superintelligence Labs em 16 de março, de acordo com a Axios.

Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem — Foto: Reprodução/Moltbook

O Moltbook, um site semelhante ao Reddit, no qual bots de IA parecem trocar códigos e fazer fofocas sobre seus proprietários humanos, foi iniciado como um experimento de nicho no final de janeiro.

Desde então, ele se tornou o centro de um debate crescente sobre o quanto os computadores estão próximos de possuir inteligência semelhante à humana.

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, minimizou o site como uma provável moda passageira, mas disse que sua tecnologia oferece um vislumbre do futuro.

No mês passado, a OpenAI contratou Peter Steinberger, criador do OpenClaw, um bot de código aberto anteriormente conhecido como Clawdbot ou Moltbot, que está apoiando o projeto de código aberto.

Mike Krieger, diretor de produtos da Anthropic, disse que a maioria das pessoas ainda não está pronta para dar à IA total autonomia sobre seus computadores.

Schlicht defendeu a programação do Moltbook, que ele afirma que foi criada com ajuda de IA, afirmando que "não escreveu uma única linha de código" para o site.

Schlicht criou o Moltbook usando principalmente seu próprio assistente pessoal de IA, Clawd Clawderberg.

A ascensão do Moltbook também trouxe riscos. A empresa de segurança eletrônica Wiz disse que a abordagem deixou uma grande falha que expôs mensagens privadas, mais de 6.000 endereços de email e mais de um milhão de credenciais.

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Qual é o tamanho do patrimônio de Donald Trump, segundo a Forbes

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 10/03/2026 15:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,151-0,27%Dólar TurismoR$ 5,350-1,15%Euro ComercialR$ 5,991-0,1%Euro TurismoR$ 6,239-0,74%B3Ibovespa184.299 pts1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,151-0,27%Dólar TurismoR$ 5,350-1,15%Euro ComercialR$ 5,991-0,1%Euro TurismoR$ 6,239-0,74%B3Ibovespa184.299 pts1,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,151-0,27%Dólar TurismoR$ 5,350-1,15%Euro ComercialR$ 5,991-0,1%Euro TurismoR$ 6,239-0,74%B3Ibovespa184.299 pts1,87%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O patrimônio de Donald Trump cresceu US$ 1,4 bilhão no último ano. Segundo a lista de bilionários da Forbes, ele agora tem US$ 6,5 bilhões.

Trump também subiu no ranking mundial: passou da 700ª para a 645ª posição entre os 3.428 nomes citados. A maior parte do avanço veio de negócios ligados a moedas digitais.

Trump e seus parceiros venderam 49% da World Liberty Financial à Aryam Investments, empresa apoiada por Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, consultor de segurança nacional e membro da família real dos Emirados Árabes Unidos. A operação rendeu US$ 200 milhões.

Trump surpreendeu ao se tornar um dos grandes apoiadores do Bitcoin em seu segundo mandato — Foto: Ian Maule/AFP/Getty Images via DW

No ano passado, a World Liberty Financial também vendeu ativos digitais e registrou receita de US$ 550 milhões. A participação de 38% que Trump mantém na empresa é avaliada em cerca de US$ 240 milhões.

Trump também mantém reservas de moedas digitais, tanto da World Liberty Financial quanto de sua própria moeda virtual, a $Trump. Segundo a Forbes, esses ativos somam US$ 570 milhões.

O presidente também obteve uma decisão favorável na Justiça. Após analisar um recurso, o tribunal o desobrigou de pagar uma multa de US$ 517 milhões. O caso de fraude foi julgado em Nova York, e a procuradora-geral Letitia James deve recorrer. Por enquanto, esse risco sobre o patrimônio dele está suspenso.

Os dois mandatos de Trump também aumentaram o valor de seus imóveis. O resort Mar-a-Lago, em Palm Beach, triplicou de preço desde 2018 e hoje é avaliado em US$ 560 milhões, segundo a Forbes.

Além disso, seus 10 campos de golfe tiveram alta de receita e valorização. Atualmente, o conjunto é estimado em US$ 550 milhões, acima dos US$ 340 milhões registrados no ano anterior.

Apesar do crescimento do patrimônio, alguns fatores limitaram ganhos mais expressivos. A recente queda no mercado de moedas digitais reduziu em 64% o valor dos 15 milhões de ativos emitidos pela World Liberty Financial.

A participação de Trump na Trump Media and Technology Group (TMTG) também perdeu valor. O preço de mercado de sua fatia caiu de US$ 2,6 bilhões para US$ 1,2 bilhão. A desvalorização das ações está relacionada ao momento negativo do setor de moedas digitais.

Nem o anúncio da fusão de US$ 6 bilhões entre a TMTG e a TAE, empresa da Califórnia que planeja lançar a primeira usina de energia por fusão nuclear dos EUA até 2031, foi suficiente para animar os investidores.

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X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 15:51

Tecnologia X Money: Elon Musk diz que lançará sistema de pagamentos do X em abril Anúncio faz parte do plano do bilionário de transformar a rede social X em um 'aplicativo completo'. Por Reuters

O bilionário Elon Musk anunciou nesta terça-feira (10) que lançará em abril o X Money, um sistema de pagamento digital do X.

O anúncio faz parte do plano de Musk de transformar o X em um "aplicativo completo", e não apenas uma rede social.

A rede social de Musk fez uma parceria com a Visa no ano passado para oferecer serviços de pagamento direto aos clientes do aplicativo de mídia social.

Musk comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227 bilhões, na cotação atual) e passou a chamar a plataforma de X.

Desde a aquisição, o bilionário divulgou o plano de expandir a área de atuação da empresa, com o objetivo de oferecer streaming, mensagens, imagens, vídeos e pagamentos, por exemplo.

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Ibaneis sanciona lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos para salvar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 14:44

Distrito Federal Ibaneis sanciona lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos para salvar o BRB Autorização saiu em edição extra do Diário Oficial do DF nesta terça-feira (10). Confira a lista de imóveis. Por Mateus Rodrigues, Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou, nesta terça-feira (10), a lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB.

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF no último dia 3. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro.

Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou "obscuro".

O governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou, nesta terça-feira (10), a lei que autoriza o uso dos nove imóveis públicos para salvar o BRB. A autorização saiu em edição extra do Diário Oficial do DF.

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara Legislativa do DF com 14 votos a favor e 10 contra, nos dois turnos, no último dia 3. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro (veja lista abaixo).

Desde que o escândalo do Banco Master foi revelado pela operação Compliance Zero, no fim do ano passado, o futuro do Banco de Brasília (BRB) se tornou incerto.

Isso, porque o BRB e o governo do Distrito Federal – seu acionista controlador – passaram 2024 e 2025 tentando comprar a maior parte do Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master – e agora, sabe-se que pelo menos R$ 12,2 bilhões desse aporte estão sob suspeita de irregularidades.O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, dias depois, definiu a liquidação extrajudicial do Master. Com isso, os ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB ficaram "congelados" nas mãos do liquidante.

As transações fragilizaram o patrimônio do BRB e deixaram o banco sob risco de descumprir as regras prudenciais do sistema bancário – as normas que exigem uma solidez mínima de cada banco para evitar dano aos correntistas e investidores.

Desde então, o BRB e o governo do DF vêm atuando em múltiplas frentes para tentar recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes.

A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que repassa nove imóveis públicos da capital federal ao patrimônio do Banco de Brasília (BRB). Entenda a cronologia:

➡️O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados na segunda (2) para explicar a situação patrimonial do banco.

➡️Na terça (3), os deputados se reuniram a portas fechadas para debater o tema e decidir se levava o projeto à votação em plenário.

➡️ No mesmo dia, os parlamentares aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra nos dois turnos. Agora, o texto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

A proposta sancionada nesta terça-feira (10) cria um "menu" para permitir ao GDF aportar dinheiro ou bens no BRB. As opções podem ser usadas em conjunto ou separadamente.

O governo poderá colocar dinheiro diretamente no capital social do banco, integralizar capital com bens móveis ou imóveis e fazer aportes patrimoniais de outras formas previstas em lei.A lei também autoriza a venda de bens públicos para levantar recursos. Esses bens podem ser do próprio GDF, inclusive os da Terracap, da Novacap, da CEB ou da Caesb. O dinheiro obtido poderá ser destinado ao reforço patrimonial do BRB.Além disso, o GDF poderá contratar operações de crédito, inclusive com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras.O limite máximo de empréstimos será de R$ 6,6 bilhões. Essa trava foi adicionada após reunião com os deputados distritais no último dia 2.

transferência de imóveis ao BRBaumentar o capital do bancoconstituição de garantiascessão de direitosalienação (venda) direta ou via licitaçãopermutaquitar uma dívidaestruturação por meio de veículos societários oufundos de investimento.

Também prevê a criação de Fundos de Investimento Imobiliário (FII), medida defendida pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, securitização e operações estruturadas.

O que determinava que o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF) deveria receber ao menos 20% do valor dos bens do DF usados nas operaçõesO que definia que o BRB deveria publicar um relatório trimestral no Diário Oficial do DF com a identificação dos imóveis, o valor da venda, a identificação de quem comprou e o demonstrativo de aplicação dos recursosO que determinava a realização de um plano com a estimativa de retorno financeiro ao DF, prazo máximo para recomposição dos valores, mecanismos de compensação, metas de desempenho econômico do BRB e demonstração do benefício para a sociedade.

SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb): R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões;SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão;Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – é a sede do Centro Administrativo do DF, abandonada há mais de uma década: R$ 491 milhões;"Gleba A" de 716 hectares, pertencentes à Terracap – parte da Serrinha do Paranoá, trecho verde que abriga centenas de nascentes: R$ 2,2 bilhões;Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN (antigo lote da PM): R$ 239 milhões.

usar dinheiro e imóveis para ajudar o BRBvender terrenos públicospegar empréstimos de até R$ 6,6 bilhõescriar fundos imobiliáriosfazer ajustes no orçamento para que tudo isso funcione

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Senacon pede ao Cade investigação sobre aumento dos combustíveis, mesmo sem reajuste da Petrobras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 14:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,143-0,42%Dólar TurismoR$ 5,347-1,21%Euro ComercialR$ 5,993-0,07%Euro TurismoR$ 6,242-0,69%B3Ibovespa184.165 pts1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,143-0,42%Dólar TurismoR$ 5,347-1,21%Euro ComercialR$ 5,993-0,07%Euro TurismoR$ 6,242-0,69%B3Ibovespa184.165 pts1,8%MoedasDólar ComercialR$ 5,143-0,42%Dólar TurismoR$ 5,347-1,21%Euro ComercialR$ 5,993-0,07%Euro TurismoR$ 6,242-0,69%B3Ibovespa184.165 pts1,8%Oferecido por

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) solicitou nesta terça-feira (10) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de investigação sobre aumentos recentes nos preços de combustíveis no país, mesmo sem que a Petrobras, principal fornecedora nacional, tenha reajustado os valores em suas refinarias.

Nos últimos dias, sindicatos do setor reportaram aumentos ou projeções de alta para gasolina e diesel em várias regiões do país, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

Entre os relatos, destacam-se aumentos de até R$ 0,80 por litro de diesel e R$ 0,30 por litro de gasolina.

Representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) informaram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve. Entre os valores citados estão aumentos de até R$ 0,80 por litro de diesel e R$ 0,30 por litro de gasolina em alguns estados.

Em Brasília, o presidente do Sindicombustíveis-DF disse ao Correio Braziliense que a defasagem entre os preços da Petrobras e os valores internacionais já chega a R$ 1,60 no diesel e R$ 0,70 na gasolina, o que, segundo ele, indicaria espaço para reajustes adicionais caso a estatal opte por corrigir seus preços.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro relatou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina, enquanto na Bahia os reajustes reportados chegam a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina, de acordo com dados da refinaria de Mataripe (Acelen).

No Rio Grande do Norte, a gasolina passou de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Minas Gerais, o Minaspetro classificou a situação como “grave” e alertou para estoques baixos em alguns postos.

A Senacon pediu ao Cade a análise da situação para avaliar se há indícios de prática que possa configurar infração à ordem econômica, considerando o aumento dos combustíveis mesmo sem alterações na política de preços da Petrobras. O conselho ainda não se pronunciou sobre a instauração do processo.

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Lista de bilionários da Forbes tem 390 novatos em 2026; Brasil ganha 18 bilionários, mas perde 3

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 13:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,35%Dólar TurismoR$ 5,350-1,14%Euro ComercialR$ 5,996-0,03%Euro TurismoR$ 6,246-0,63%B3Ibovespa184.017 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,35%Dólar TurismoR$ 5,350-1,14%Euro ComercialR$ 5,996-0,03%Euro TurismoR$ 6,246-0,63%B3Ibovespa184.017 pts1,71%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,35%Dólar TurismoR$ 5,350-1,14%Euro ComercialR$ 5,996-0,03%Euro TurismoR$ 6,246-0,63%B3Ibovespa184.017 pts1,71%Oferecido por

A revista Forbes divulgou, nesta terça-feira (10), a lista anual dos bilionários do mundo em 2026. O ranking reúne mais de 3,4 mil nomes, dos quais 11,3% não apareciam na edição do ano passado.

A lista reúne pessoas de 40 países, mas Estados Unidos e China concentram quase metade dos novos bilionários, com 41% do total. Juntos, os dois países somam 161 nomes: 106 americanos e 55 chineses.

Ao somar todos os estreantes, a Forbes estima que a fortuna desse grupo chegue a US$ 755 bilhões, o equivalente a R$ 3,9 trilhões na conversão direta.

Entre os destaques está a estreia da cantora Beyoncé, com fortuna estimada em US$ 1 bilhão. Também aparece o diretor James Cameron, conhecido por filmes como Avatar, Titanic e O Exterminador do Futuro, que em 2026 acumulou US$ 1,1 bilhão.

A mulher mais rica entre as estreantes é Jennifer Gilbert, cuja fortuna é estimada em US$ 5,7 bilhões.

Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhõesBlairo Maggi — US$ 1,4 bilhõesEdir Macedo — US$ 2 bilhõesFelipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhõesHugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhõesItamar Locks — US$ 1,4 bilhõesIvan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhõesLia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhõesLuana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhõesMarciano Testa — US$ 1,2 bilhõesMaria Frias — US$ 1,1 bilhõesMax Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhõesPedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhõesPedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhõesRenato dos Santos — US$ 3,5 bilhõesRicardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhõesRoberto Sallouti — US$ 4,7 bilhõesRodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões

Na comparação com a lista de 2025, estes são os nomes que deixaram de aparecer no ranking da Forbes:

David Velez — US$ 10,7 bilhõesLucia Maggi e família — US$ 1 bilhãoVicky Safra — US$ 20,7 bilhões

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Quem é Luana Lara, brasileira mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 13:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,28%Dólar TurismoR$ 5,350-1,14%Euro ComercialR$ 5,9980,02%Euro TurismoR$ 6,246-0,63%B3Ibovespa184.120 pts1,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,28%Dólar TurismoR$ 5,350-1,14%Euro ComercialR$ 5,9980,02%Euro TurismoR$ 6,246-0,63%B3Ibovespa184.120 pts1,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,150-0,28%Dólar TurismoR$ 5,350-1,14%Euro ComercialR$ 5,9980,02%Euro TurismoR$ 6,246-0,63%B3Ibovespa184.120 pts1,77%Oferecido por

A brasileira Luana Lara, de 29 anos, cofundadora e diretora de operações da startup de previsões Kalshi, é a mulher mais jovem do mundo a construir sua própria fortuna e se tornar bilionária. As informações são da revista Forbes.

🔎 A Kalshi funciona como uma bolsa voltada para contratos de eventos. Nela, as pessoas negociam com base na probabilidade de determinados acontecimentos futuros — como a alta ou a queda da inflação, ou a chance de paralisação do governo dos Estados Unidos, por exemplo.

Lara alcançou a liderança entre as mulheres bilionárias sem herança depois que a empresa levantou US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos, no final de 2025. A operação foi liderada pela Paradigm, empresa de capital de risco especializada em criptomoedas, e contou com investidores como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Y Combinator.

De acordo com a Forbes, o valor de mercado da Kalshi cresceu mais de cinco vezes no ano passado — de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em junho para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões) em dezembro —, o que aumentou significativamente o patrimônio dos cofundadores. Além de Lara, seu sócio, Tarek Mansour, também entrou para a lista de bilionários.

Formada em Ciência da Computação pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Lara nasceu no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Ainda estudante, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática.

Lara também estudou na Escola de Teatro Bolshoi do Brasil e se apresentou como bailarina profissional na Áustria por nove meses após concluir o ensino médio, antes de seguir para os Estados Unidos para cursar a faculdade.

No MIT, Lara conheceu seu sócio, Tarek Mansour. Ambos ingressaram no mercado financeiro ainda na faculdade: Mansour trabalhou no Goldman Sachs e Lara na Bridgewater, gestora de fundos.

Durante esse período, os dois perceberam que muitas das decisões financeiras eram motivadas por previsões sobre eventos futuros, mas que não havia uma maneira direta para as pessoas negociarem com base nos resultados desses eventos.

Assim, em 2018, Lara e Mansour fundaram a Kalshi, criada com o objetivo de ser uma plataforma de negociação mais simples e direta, onde as pessoas pudessem negociar com base no resultado de eventos específicos.

A empresa cresceu e, em 2020, obteve a aprovação regulatória que a tornou a primeira bolsa totalmente regulamentada nos Estados Unidos para contratos de eventos.

A Kalshi foi oficialmente designada como Mercado de Contratos Designado (DCM) pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), o que a colocou ao lado de bolsas consolidadas como a Chicago Mercantile Exchange (CME) e a Intercontinental Exchange (ICE).

Em 2024, a empresa pediu autorização ao CFTC para oferecer contratos de eventos eleitorais, mas o órgão negou, alegando risco de manipulação de resultados e impacto na integridade das eleições nos Estados Unidos.

A Kalshi entrou com uma ação judicial para contestar a decisão. O tribunal federal decidiu a favor da empresa, tornando-a a primeira plataforma totalmente regulamentada a oferecer negociação legal de resultados eleitorais no país.

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Pão de Açúcar vai fechar? De quanto é a dívida? Entenda a crise do GPA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 10/03/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,145-0,38%Dólar TurismoR$ 5,351-1,13%Euro ComercialR$ 5,995-0,04%Euro TurismoR$ 6,244-0,66%B3Ibovespa183.557 pts1,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,145-0,38%Dólar TurismoR$ 5,351-1,13%Euro ComercialR$ 5,995-0,04%Euro TurismoR$ 6,244-0,66%B3Ibovespa183.557 pts1,46%MoedasDólar ComercialR$ 5,145-0,38%Dólar TurismoR$ 5,351-1,13%Euro ComercialR$ 5,995-0,04%Euro TurismoR$ 6,244-0,66%B3Ibovespa183.557 pts1,46%Oferecido por

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar, informou nesta terça-feira (10) que firmou um acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial.

A medida envolve cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas e tem como objetivo reorganizar as finanças da empresa sem recorrer à recuperação judicial, processo que ocorre na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.

O plano tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias — período em que a companhia pretende conseguir apoio da maioria dos credores e chegar a uma solução definitiva para reorganizar seu endividamento.

A empresa destacou que dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não fazem parte do plano e, portanto, não serão afetadas. Na prática, isso significa que as lojas da companhia seguirão abertas e funcionando.

O Grupo Pão de Açúcar tem enfrentado dificuldades financeiras há anos, reflexo de uma série de acontecimentos que impactaram os resultados da companhia ao longo do tempo.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), responsável pela rede de supermercados Pão de Açúcar, informou nesta terça-feira (10) que firmou um acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial.

A medida envolve cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas e tem como objetivo reorganizar as finanças da empresa sem recorrer à recuperação judicial, processo que ocorre na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo. (Entenda mais abaixo)

🔎A recuperação extrajudicial é um acordo em que uma empresa renegocia parte de suas dívidas diretamente com credores, fora da Justiça. O objetivo é ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como a falência, mantendo as operações da empresa funcionando normalmente.

O plano tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não fazem parte do plano e, portanto, não serão afetadas. Na prática, isso significa que as lojas da companhia seguirão abertas e funcionando.

O Grupo Pão de Açúcar tem enfrentado dificuldades financeiras há anos, reflexo de uma série de acontecimentos que impactaram os resultados da companhia ao longo do tempo. Entre os principais fatores, estão:

a baixa demanda vista em períodos de alta na inflação de alimentos;o nível elevado dos juros por tempo prolongado, que afetaram os resultados devido ao alto grau de endividamento da companhia — ou seja, as dívidas da empresa ficaram mais caras; custos com mudanças internas na gestão;pagamentos de dívidas fiscais e trabalhistas; e reconhecimento de perdas em lojas com baixo desempenho.

Diante desse cenário, a empresa — que já vinha reportando prejuízos líquidos anuais desde 2022 — ligou o alerta dos investidores ao informar, no resultado do último trimestre do ano passado, que havia dúvidas sobre sua capacidade de dar continuidade às suas operações.

Segundo nota explicativa divulgada pela companhia, o grupo apresentava um déficit — ou seja, tinha mais contas a pagar do que dinheiro disponível no caixa — de cerca de R$ 1,2 bilhão no final do ano passado, resultado de empréstimos e títulos de dívida com vencimento em 2026.

"Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia", disse a empresa no documento, divulgado no final de fevereiro.

A empresa ainda informou que já vinha adotando iniciativas para reduzir os riscos de que sua operação fosse afetada, já tendo iniciado negociações com seus credores para o alongamento dos prazos de dívidas financeiras, redução do custo financeiro e de despesas e monetização de créditos tributários (transformar créditos fiscais em dinheiro para reforçar o caixa).

O GPA passou por mudanças relevantes no ano passado, com o Grupo Coelho Diniz assumindo como principal acionista (24,6%). O grupo francês Casino, que já foi controlador da companhia, ainda detém uma fatia de 22,5%.

Em outubro, o empresário André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração. Na sequência, o presidente-executivo, Marcelo Pimentel, que estava no cargo desde 2022, renunciou. No começo de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi eleito como diretor-presidente da companhia.

Em 2025, a companhia registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de cerca de R$ 651 milhões, encerrando o exercício com uma dívida líquida de R$ 2 bilhões, enquanto a dívida bruta total somava R$ 4 bilhões.

Nos últimos 12 meses, as ações do GPA, negociadas na bolsa sob o ticker PCAR3, acumulam alta de 9,64%. Segundo os dados mais recentes divulgados pela companhia, o grupo possui 728 lojas no Brasil. Desse total, 187 são da bandeira Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar.

Segundo a companhia, o plano foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e já recebeu o apoio de credores que detêm 46% dos créditos incluídos no processo — um montante equivalente a cerca de R$ 2,1 bilhões.

O acordo prevê a suspensão temporária dos pagamentos dessas dívidas enquanto a empresa negocia novas condições para quitar suas obrigações. A companhia pretende conseguir apoio da maioria dos credores e chegar a uma solução definitiva para reorganizar seu endividamento.

Em comunicado ao mercado, o GPA afirmou que a iniciativa busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer o balanço da companhia, criando condições para resolver problemas de liquidez no curto prazo e garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo.

A empresa também disse que suas operações seguirão normalmente e que está em dia com pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais.

O plano, segundo o GPA, foi estruturado justamente para preservar a operação do negócio enquanto as negociações com credores avançam.

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