RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo Trump autoriza venda de ouro da Venezuela aos Estados Unidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 17:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa179.720 pts-0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa179.720 pts-0,41%MoedasDólar ComercialR$ 5,244-0,81%Dólar TurismoR$ 5,456-0,61%Euro ComercialR$ 6,084-0,54%Euro TurismoR$ 6,342-0,41%B3Ibovespa179.720 pts-0,41%Oferecido por

O governo de Donald Trump emitiu nesta sexta-feira (6) uma autorização para a venda de parte do ouro venezuelano aos Estados Unidos, em uma nova flexibilização das sanções de Washington contra Caracas desde a queda de Nicolás Maduro no início do ano.

Segundo um documento publicado no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as transações com a Companhia Geral de Mineração da Venezuela (Minerven) ou suas filiais voltam a estar autorizadas.

A licença permite, por enquanto, apenas as trocas por meio dos Estados Unidos e para empresas estabelecidas no país, as quais estão autorizadas a reexportar o metal precioso.

Ela prevê um procedimento de rastreabilidade para garantir que o ouro provenha efetivamente da Venezuela e proíbe transações com destino ao Irã, Coreia do Norte, Rússia, China e Cuba, uma condição que já se aplica às vendas de petróleo venezuelano.

Os Estados Unidos já voltaram a autorizar a exportação de petróleo venezuelano. Mas mantêm o controle sobre o processo: o produto gerado pela venda do petróleo bruto, assim como os impostos vinculados, devem ser depositados em um fundo específico supervisionado pelo Departamento do Tesouro e atualmente sediado no Catar.

A licença do Tesouro sobre o ouro venezuelano se tornou pública depois que o secretário do Interior do governo Trump, Doug Burgum, concluiu na quinta-feira (5) uma visita de dois dias à Venezuela, e ambos os países anunciaram o restabelecimento das relações diplomáticas.

Burgum, que durante a visita manteve conversas com a presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, disse que dezenas de empresas haviam manifestado interesse em investir na Venezuela.

O governo Trump afirma que administra de fato a Venezuela e controla os vastos recursos naturais do país após a derrubada de Maduro durante uma incursão de forças especiais americanas em 3 de janeiro.

Após a captura de Maduro e da esposa, Cilia Flores, que foram levados de avião para Nova York para serem julgados por acusações de narcotráfico, o secretário de Energia de Trump, Chris Wright, tornou-se em fevereiro o primeiro alto funcionário dos Estados Unidos a viajar para a Venezuela.

Além do petróleo, a Venezuela é rica em minerais como ouro e diamantes, além de bauxita, coltan e outros materiais raros usados para fabricar computadores e telefones celulares.

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Agência alfandegária dos EUA diz que sistema de reembolso de tarifas estará pronto em 45 dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 16:22

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,262-0,47%Dólar TurismoR$ 5,466-0,42%Euro ComercialR$ 6,108-0,17%Euro TurismoR$ 6,357-0,16%B3Ibovespa180.185 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,262-0,47%Dólar TurismoR$ 5,466-0,42%Euro ComercialR$ 6,108-0,17%Euro TurismoR$ 6,357-0,16%B3Ibovespa180.185 pts-0,15%MoedasDólar ComercialR$ 5,262-0,47%Dólar TurismoR$ 5,466-0,42%Euro ComercialR$ 6,108-0,17%Euro TurismoR$ 6,357-0,16%B3Ibovespa180.185 pts-0,15%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa após chegar ao Texas, em 27 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

A agência alfandegária dos Estados Unidos está preparando um sistema que ficará pronto dentro de 45 dias para processar reembolsos relacionados às tarifas de importação impostas pelo presidente do país, Donald Trump.

As sobretaxas foram consideradas ilegais pela Justiça norte-americana e os importadores não terão que arcar com elas, disse um representante norte-americano nesta sexta-feira (6).

A declaração de Brandon Lord, um dos principais funcionários da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês), foi feita enquanto os advogados do governo se reuniam com um juiz federal de comércio para definir um processo de devolução de US$ 166 bilhões em pagamentos de tarifas para cerca de 330.000 importadores.

As tarifas, que eram uma parte central da política econômica do presidente Donald Trump, foram consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte dos EUA no mês passado.

No entanto, a Suprema Corte não informou como as tarifas cobradas deveriam ser reembolsadas, o que preocupou os pequenos importadores, pois o processo seria proibitivamente caro e demorado.

"Esse novo processo exigirá um mínimo de apresentação por parte dos importadores", disse Lord em sua declaração, que foi protocolada na Corte de Comércio Internacional dos EUA no momento em que os advogados do governo Trump começaram a se reunir com o juiz Richard Eaton, da Corte de Comércio Internacional dos EUA.

Eaton convocou a reunião para discutir como o governo dos EUA executará sua ordem emitida na quarta-feira, instruindo o CBP a começar a reembolsar tarifas a possíveis centenas de milhares de importadores usando o processo interno existente da agência.

Lord disse que a agência alfandegária prevê que o processo de restituição exigirá que os importadores apresentem uma declaração ao sistema de computador do CBP, conhecido como ACE, detalhando os pagamentos de tarifas, e que o sistema e o CBP validarão esses pagamentos e processarão as restituições com juros.

Cada importador receberá um único pagamento do Departamento do Tesouro dos EUA, independentemente de quantas entradas separadas de mercadorias o importador tiver feito.

Lord não estimou quanto tempo levará para processar as restituições, mas disse que o CBP não será capaz de cumprir a ordem de Eaton na quarta-feira. Eaton contemplou um sistema no qual os reembolsos seriam automaticamente devolvidos aos importadores por meio da plataforma existente, sem documentação ou informações do importador.

"Os procedimentos administrativos e a tecnologia existentes não são adequados para uma tarefa dessa escala e exigirão trabalho manual que impedirá que o pessoal cumpra integralmente a missão de fiscalização da agência", disse Lord ao explicar por que a CBP não poderá usar o sistema existente.

A ordem de Eaton vai exigir que a agência revise manualmente a documentação de cada encomenda, um processo que, segundo Lord, exigirá mais de 4 milhões de horas de trabalho.

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Guerra no Irã expõe racha no Brics expandido

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 16:22

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,264-0,44%Dólar TurismoR$ 5,466-0,42%Euro ComercialR$ 6,110-0,13%Euro TurismoR$ 6,357-0,16%B3Ibovespa179.962 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,264-0,44%Dólar TurismoR$ 5,466-0,42%Euro ComercialR$ 6,110-0,13%Euro TurismoR$ 6,357-0,16%B3Ibovespa179.962 pts-0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,264-0,44%Dólar TurismoR$ 5,466-0,42%Euro ComercialR$ 6,110-0,13%Euro TurismoR$ 6,357-0,16%B3Ibovespa179.962 pts-0,28%Oferecido por

A ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e a retaliação subsequente do regime de Teerã contra países do Golfo expuseram um racha interno no Brics, que não só deixou de emitir uma declaração conjunta até o momento como mostrou posicionamentos públicos divergentes entre seus membros.

Atualmente, o Brics é formado por dez países: Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia. A Arábia Saudita costuma ser listada como membro, mas ainda não oficializou seu ingresso.

Enquanto países como Brasil, Rússia e China emitiram notas condenado a ofensiva conjunta de Israel e os EUA contra o Irã, outros membros, como Emirados Árabes Unidos e Índia se concentraram em condenar as retaliações do Irã. A África do Sul, por sua vez, tentou se equilibrar manifestando preocupação com a escalada do conflito.

A falta de coesão e de um posicionamento conjunto contrasta com a reação conjunta observada em junho de 2025, na guerra de 12 dias iniciada por Israel contra o Irã e que também contou com participação dos EUA.

À época, quando a presidência era ocupada pelo Brasil, os dez países do bloco divulgaram uma nota conjunta classificando os ataques israelenses como uma "violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas". O mesmo texto também pedia a abertura de "canais de diálogo" com o objetivo de "desescalar a situação e resolver suas divergências por meios pacíficos".

O conflito de 2026 tem diferenças com a guerra de 12 dias do ano passado. Há oito meses, o Irã também retaliou a ofensiva israelense, mas suas ações militares não atingiram alvos nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita como ocorreu desta vez.

Oficialmente, o Irã afirma que só tem mirado bases dos EUA em países do Oriente Médio. "Não estamos atacando nossos vizinhos nos países do Golfo Pérsico, estamos atacando a presença dos EUA nesses países", disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi. No entanto, foram registrados danos em alvos sem relação direta com os militares dos EUA, como aeroportos civis, refinarias e até prédios de luxo.

Em resposta, a Arábia Saudita advertiu que "se reserva ao direito" de reagir ao que chamou de "ataque covarde do Irã". Por outro lado, os Emirados Árabes Unidos afirmaram descartar ação militar contra o Irã e apelaram para que as Nações Unidas busquem uma solução para o conflito.

Para especialistas, a estratégia do Irã de levar o conflito a monarquias do Golfo visa pressionar esses países a cobrarem os EUA por um cessar-fogo. Além da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, mísseis e drones do Irã também atingiram alvos no Bahrein, Catar, Omã, Jordânia, Síria, Iraque e Kuwait.

Em 2001, o economista Jim O'Neill cunhou o termo Bric para identificar Brasil, Rússia, Índia e China como economias que cresciam rapidamente e que tinham potencial para se tornar potências econômicas globais até 2050.

Apesar das diferenças em ideologias políticas e estruturas sociais, os formuladores de políticas dos quatro países passaram a trabalhar juntos, inicialmente por meio de conversas informais.

Com a consolidação das negociações, a primeira cúpula dos países foi realizada em Ecaterimburgo, na Rússia, em 2009. Um ano depois, a África do Sul foi convidada a juntar-se ao bloco emergente, acrescentando o "S" ao acrônimo Brics.

Entre 2023 e 2025, o bloco passou por uma grande expansão, ganhando seis novos membros: Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia. (Os sauditas foram convidados, mas passaram a evitar oficializar a entrada após seus aliados dos EUA começarem ameaçar com tarifas países que se alinharem ao bloco.

À época, a expansão foi em grande resultado de pressão da China, enquanto o Brasil tentou resistir por temor de perder protagonismo no grupo. Após a expansão, o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Celso Amorim, também afirmou que o grupo "não poderia se expandir indefinidamente", sob o risco de perder "coesão".

Em abril de 2025, um encontro do Brics que reuniu ministros do Exterior dos países do bloco já havia terminado sem a divulgação de comunicado conjunto, mas posteriormente, em julho, na reunião de líderes, os membros chegaram a um consenso em temas como reforma das Nações Unidas e solução de dois Estados para os territórios palestinos e Israel, resultando numa declaração oficial.

No momento, a presidência rotativa do Brics é ocupada pela Índia, que mantém relações estreitas com os Estados Unidos e Israel. Entre diplomatas brasileiros, não há expectativa que os indianos convoquem uma reunião para articular um posicionamento comum em relação ao atual conflito.

Entre os quatro membros fundadores do Brics, a posição indiana é a que mais tem contrastado. O premiê indiano, Narendra Modi, evitou comentar num primeiro momento o ataque israelense que matou o "líder supremo" do Irã, Ali Khamenei, preferindo condenar publicamente a retaliação iraniana que provocou danos na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, além de denunciar o que chamou de "violação da soberania e da integridade territorial" do Kuwait, Catar e Omã. Nenhuma declaração semelhante em relação ao Irã foi divulgada pelo premiê.

No último domingo (01/03), Modi também relatou que teve uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e disse ter transmitido "preocupações da Índia" e reiterado "a necessidade de um rápido fim das hostilidades". Modi também não relatou ter contatado qualquer autoridade iraniana. A posição de Modi provocou críticas de membros da oposição indiana.

Brasil tentou resistir à expansão que ampliou grupo para dez membros — Foto: Li Xueren/Xinhua/picture alliance

Já a Rússia e a China foram explícitas em se posicionar contra a ação israelo-americana contra o Irã.

Poucas horas depois de as bombas israelenses e americanas começarem a atingir Teerã, o representante da Rússia nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, classificou o ataque como um "ato não provocado de agressão armada contra um Estado-membro soberano e independente da ONU".

Em nota, o governo russo também chamou a ação dos EUA e Israel de "irresponsável", "premeditado" que viola "os princípios e normas fundamentais do direito internacional". A Rússia é um dos poucos aliados do regime de Teerã e nos últimos anos dependeu dos iranianos para o fornecimento de drones militares para uso na frente de guerra ucraniana.

A China, compradora petróleo iraniano, por sua vez, se expressou em termos semelhantes aos da Rússia, com uma porta-voz afirmando que "os ataques dos EUA e de Israel não foram autorizados pelo Conselho de Segurança da ONU e violam o direito internacional".

No entanto, nem Moscou nem Pequim emitiram sinais de que pretendem ir além das condenações verbais contra as ações de Israel e EUA, sinalizando que não vão correr para socorrer os iranianos.

A África do Sul, que tem relações hostis com Israel e paralelamente tenta encontrar algum equilíbrio com os EUA de Donald Trump, divulgou uma posição mais genérica. Por um lado, em nota, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou em relação à ofensiva israelo-americana que "a autodefesa antecipada não é permitida pelo direito internacional", mas se concentrou em argumentar que "o confronto militar nunca trouxe uma paz sustentável" e pedir uma solução diplomática. A declaração não menciona os países envolvidos e em geral usa linguagem menos direta que a China e Rússia.

Entre os membros originais do Brics, o Brasil foi a única democracia que divulgou uma condenação explícita contra a ofensiva de EUA e Israel, mencionando diretamente os dois países.

"O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região", afirmou o Itamaraty, em nota divulgada no último sábado (28/02).

Na segunda-feira, foi a vez de o Itamaraty divulgar uma nova nota, condenando a retaliação do Irã contra países do Golfo. "O Brasil insta todas as partes a respeitar o Direito Internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis. O Brasil se solidariza com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia — objetos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro."

Entre os outros membros novatos do Brics, a Indonésia usou linguagem genérica em seu posicionamento, "lamentando o fracasso nas negociações entre os EUA e o Irã" e apelando para que as partes priorizem a diplomacia. O país também se ofereceu como mediador.

A Etiópia, por sua vez, se mantém discreta, e expressou publicamente solidariedade ao Kuwait, alvo de retaliação do Irã. Aliado dos EUA, mas receoso do aumento da força de Israel no Oriente Médio, o Egito evitou comentar a ofensiva inicial dos israelo-americana, preferindo instar o Irã a parar de lançar ataques a alvos em países do Golfo e pedir que todos os lados demonstrem contenção.

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Carne suína: USP aponta queda de preços por retração de compras pela indústria e incerteza de produtores devido ao conflito no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 14:45

Piracicaba e Região Carne suína: USP aponta queda de preços por retração de compras pela indústria e incerteza de produtores devido ao conflito no Oriente Médio Cotações médias do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP). Por g1 Piracicaba e Região

Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP).

O movimento de baixa nas cotações no período pode ser explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente.

O mês de março deve deixar os agentes do setor ainda mais atentos aos recuos, devido ao conflito no Oriente Médio.

O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. No mês anterior, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba).

Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%.

Em fevereiro, o preço da carcaça suína registrou elevação de 10,8% na comparação com janeiro, passando para R$ 13,20 o quilo. — Foto: Arquivo Secom

Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP).

O movimento de baixa nas cotações no período pode ser explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. O mês de março deve deixar os agentes do setor ainda mais atentos aos recuos, devido ao conflito no Oriente Médio. Entenda mais, abaixo.

"Resultou em um desarranjo da oferta interna", analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), divulgado nesta última quarta-feira (4).

O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. No mês anterior, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba).

Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%.

"Agentes do setor consultados pelo Cepea estão atentos ao conflito no Oriente Médio, envolvendo principalmente o Irã e que pode se alastrar para outros países. Apesar de a região como um todo não ser um destino importante da carne suína brasileira (por conta sobretudo da religião), o fechamento de canais de escoamento estratégicos e o consequente aumento nos valores dos fretes e seguros marítimos têm gerado preocupações, sobretudo entre exportadores", analisa do Cepea.

Além dos preços mais firmes de venda do suíno vivo, levantamento do Cepea aponta que o valor médio do animal em setembro, de R$ 9,25 o quilo , foi o maior de 2025 –, esse cenário favorável ao suinocultor é influenciado pelas recentes fortes desvalorizações do farelo de soja.

A Equipe de Grãos do Cepea mostram que a tonelada do derivado negociado na região de Campinas registrou média de R$ 1.660,53 em setembro, sendo 21,7% abaixo da verificada no mesmo período do ano passado.

Os preços do suíno vivo e da carne de porco mantiveram altas desde o fim do primeiro semestre de 2025 e as cotações de agosto seguiram firmes, contrariando cenário típico de recuos para esse período do ano.

🐖O mercado independente do suíno vivo, segundo o Cepea, foi favorecido pela demanda aquecida, típica no começo do mês e que ajudou a impulsionar as cotações.

Na segunda metade de agosto, a procura seguiu firme, e os valores não recuaram como tradicionalmente ocorre. Desta forma, as médias mensais dos preços do vivo em quase todas as praças acompanhadas pelo Cepea avançaram em relação a julho", observa o Cepea em boletim desta quinta-feira.

Quanto à carne, pesquisadores explicam que a demanda também esteve bastante elevada em agosto, levando a aumentos nas cotações da maior parte dos produtos suinícolas no período.

📈O indicador do Suíno Vivo Mensal Cepea/Esalq fechou em R$ 8,57 em Minas Gerais, R$ 8,27 no Paraná, R$ 8,15 no Rio Grande do Sul, R$ 8,19 em Santa Catarina e R$ 8,76 em São Paulo em agosto.

Há 2 horas Política Mensagens e temor de delação: o STF de volta ao epicentro da criseHá 2 horasToffoli diz que não teve acesso à quebra de sigilo de Vorcaro quando era relator

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Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 14:45

Carros Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026 Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros. No primeiro bimestre, os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro bimestre registrou 59,4 mil unidades exportadas, contra 82,4 mil no mesmo período do ano passado.

Trata-se de uma queda de 28% nas exportações de veículos em 2026, com destaque para o recuo da Argentina.

Os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades entre janeiro e fevereiro, uma redução de 7,5%.

Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros.

As montadoras brasileiras podem não aproveitar uma nova onda de exportações em 2026. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro bimestre registrou 59,4 mil unidades exportadas, contra 82,4 mil no mesmo período do ano passado.

Trata-se de uma queda de 28% nas exportações de veículos em 2026, com destaque para o recuo da Argentina. Os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades entre janeiro e fevereiro, uma redução de 7,5%.

“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirma o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros. Das 528 mil unidades enviadas ao exterior, 302 mil tiveram como destino o país vizinho. Na comparação com o ano anterior, a alta havia sido de 85%.

Agora, os emplacamentos de automóveis na Argentina em fevereiro caíram 37% em relação a janeiro. O resultado reflete as incertezas do mercado em relação às reformas implementadas recentemente pelo presidente Javier Milei.

O resultado das exportações brasileiras só não foi pior por causa dos números do México, que cresceram 318%.

No último mês, os embarques para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil veículos em relação a janeiro. Já o Chile registrou aumento de 34,1%, passando de 1,6 mil para 2,2 mil unidades.

Os dados da Anfavea mostram que as vendas de veículos no Brasil somaram 355,7 mil unidades no primeiro bimestre, uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2025.

À primeira vista, o número indica estabilidade. Porém, houve aumento de 1,8% nas vendas de automóveis e comerciais leves, que passaram de 334,1 mil para 340,1 mil unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus caíram 29,4%, de 22,1 mil para 15,6 mil unidades.

Em fevereiro, a média diária de vendas foi de 10,3 mil veículos, na comparação com o mesmo mês de 2025 — a segunda melhor média diária dos últimos dez anos. Já a produção de veículos no Brasil no bimestre foi de 338 mil unidades, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025.

Os veículos eletrificados acumularam 28,1 mil unidades vendidas, das quais 43% são nacionais. “Esse já é um sinal dos investimentos em tecnologia e produção anunciados pelas fábricas nos últimos anos”, explica o presidente da Anfavea.

Segundo Calvet, o aumento da taxa Selic ao longo de 2025 pressionou a indústria e o mercado consumidor.

“A Selic nesse nível tem o poder de afetar negativamente os investimentos e o poder de consumo. A Selic atinge fortemente os emplacamentos de veículos pesados”, explica.

Mesmo com a expectativa de recuo da Selic em 2026, a previsão da Anfavea é que os reflexos demorem a ser sentidos.

“O Comitê de Política Monetária já sinalizou que estamos no caminho de redução da Selic, mas o mercado leva, em média, sete meses para sentir o efeito do ajuste. Portanto, devemos ter respostas no começo de 2027”, diz Calvet.

A guerra no Oriente Médio já provoca reflexos no preço do barril de petróleo e na cadeia logística. “Ainda não há alerta de desabastecimento de componentes e matérias-primas, mas estamos monitorando a situação com as fábricas no Brasil”, diz Calvet.

Segundo ele, ainda não está claro qual será o impacto do conflito na produção de automóveis no país.

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Banco do Brasil lança PIX na Argentina

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 06/03/2026 12:54

Economia Negócios Banco do Brasil lança PIX na Argentina Com o novo recurso, os clientes brasileiros na Argentina escaneiam um código QR com seu aplicativo bancário para concluir compras em estabelecimentos comerciais participantes. O comerciante argentino é pago em moeda local, enquanto o cliente é debitado em reais. Por Reuters

O Banco do Brasil lançou nesta sexta-feira (6) um recurso que permite a brasileiros usarem o sistema de pagamentos PIX na Argentina.

O serviço, desenvolvido em parceria com o Banco Patagonia, instituição argentina controlada pelo Banco do Brasil, permite que qualquer usuário brasileiro do PIX — seja ou não correntista do BB — faça pagamentos na Argentina.

Com o novo recurso, brasileiros na Argentina podem escanear um código QR pelo aplicativo bancário para concluir compras em estabelecimentos participantes.

O Banco do Brasil avalia ainda estender o recurso a outros países das Américas, da Europa e da Ásia, com foco em regiões que concentram grandes comunidades brasileiras.

Caso aconteceu em uma agência do Banco do Brasil Estilo. (foto ilustrativa) — Foto: Divulgação/Banco do Brasil

O Banco do Brasil lançou nesta sexta-feira (6) um recurso que permite a brasileiros usarem o sistema de pagamentos PIX na Argentina.

O serviço, desenvolvido em parceria com o Banco Patagonia, instituição argentina controlada pelo Banco do Brasil, permite que qualquer usuário brasileiro do PIX — seja ou não correntista do BB — faça pagamentos na Argentina, ampliando o uso da ferramenta para além das transações realizadas no Brasil.

"O lançamento do PIX no exterior reforça a atuação internacional do Banco do Brasil e nosso compromisso com a inovação em meios de pagamentos voltada ao bem‑estar das pessoas", disse Felipe Prince, vice-presidente de controlesiInternos e gestão de risco do banco.

Com o novo recurso, brasileiros na Argentina podem escanear um código QR pelo aplicativo bancário para concluir compras em estabelecimentos participantes. O comerciante argentino recebe em moeda local, enquanto o valor é debitado do cliente em reais.

A Argentina é o primeiro passo na expansão das opções de pagamento para usuários brasileiros como parte da estratégia global do banco, acrescentou.

A iniciativa também representa um avanço na integração regional, disse o presidente‑executivo do Banco Patagonia, Oswaldo Parre.

O Banco do Brasil avalia ainda estender o recurso a outros países das Américas, da Europa e da Ásia, com foco em regiões que concentram grandes comunidades brasileiras.

Criado pelo Banco Central (BC), o PIX permite transferências instantâneas, 24 horas por dia, e é gratuito para pessoas físicas. Cerca de 900 instituições já adotaram o sistema, que se tornou o método de pagamento mais utilizado no Brasil, alcançando mais de 170 milhões de pessoas.

O Banco do Brasil processa a transação, incluindo a conversão peso‑real e quaisquer impostos aplicáveis, que são exibidos ao cliente na tela de confirmação.

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EMS acerta compra da Medley, marca de remédios genéricos da Sanofi

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 11:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2930,09%Dólar TurismoR$ 5,5060,3%Euro ComercialR$ 6,1220,03%Euro TurismoR$ 6,3770,14%B3Ibovespa179.261 pts-0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,2930,09%Dólar TurismoR$ 5,5060,3%Euro ComercialR$ 6,1220,03%Euro TurismoR$ 6,3770,14%B3Ibovespa179.261 pts-0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,2930,09%Dólar TurismoR$ 5,5060,3%Euro ComercialR$ 6,1220,03%Euro TurismoR$ 6,3770,14%B3Ibovespa179.261 pts-0,67%Oferecido por

O Grupo EMS firmou um acordo com a farmacêutica francesa Sanofi para comprar 100% da Medley, uma das principais marcas de medicamentos genéricos do Brasil, informaram as empresas nesta sexta-feira (6).

🔎Segundo as companhias, a operação pretende combinar a presença da Medley no mercado brasileiro de genéricos com a capacidade industrial e produtiva do grupo brasileiro. O valor da transação não foi divulgado.

A Medley é uma das principais marcas de genéricos do país e ganhou espaço ao longo dos anos com medicamentos de menor custo. A empresa ocupa a segunda posição no ranking das indústrias farmacêuticas do Brasil, de acordo com informações divulgadas pela própria companhia.

O negócio ocorreu após uma disputa que mobilizou diversos laboratórios interessados no ativo. Além da EMS, empresas como Sun Pharma, Hypera, Biolab e Aché também apresentaram propostas pela Medley.

Com fábrica em Campinas (SP), a empresa produz comprimidos, cápsulas, drágeas, líquidos, pomadas, cremes e suspensões. Ao todo, incluindo as equipes de vendas, emprega cerca de 1.800 pessoas.

Para a EMS, a aquisição deve ampliar o portfólio de medicamentos e reforçar a presença da companhia no segmento de genéricos, considerado um dos pilares de crescimento do grupo.

"A empresa construiu uma marca muito sólida e respeitada no mercado brasileiro e possui medicamentos importantes. Esta aquisição é relevante para o povo brasileiro e para a indústria nacional", afirmou Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do Grupo EMS.

"Nossos planos são, por meio da Medley, continuar dando acesso a medicamentos de qualidade a toda a população brasileira, manter sempre as operações separadas e garantir a cadeia de abastecimento da saúde."

Para a Sanofi, a venda faz parte da estratégia de concentrar investimentos em medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas. A empresa informou que pretende direcionar recursos para áreas com maior potencial de impacto em tratamentos ainda pouco atendidos.

Durante o processo de aprovação da operação, a Medley continuará sendo administrada pela Sanofi, mantendo suas atividades normalmente, de acordo com a companhia.

A conclusão do negócio ainda depende do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições regulatórias.

Com sede em Hortolândia (SP), o Grupo EMS atua há mais de 60 anos no setor farmacêutico e tem cerca de 12 mil funcionários no Brasil. A empresa faz parte do Grupo NC, conglomerado brasileiro controlado por Carlos Sanchez.

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Veja dicas de criação de camarão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 11:53

GLOBO RURAL Veja dicas de criação de camarão Material do Sebrae traz dicas sobre produção em viveiros, além de explicar técnicas de manejo. Por Globo Rural

Material do Sebrae traz dicas sobre produção de camarão em viveiros, além de explicar técnicas de manejo. — Foto: Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Quem pensa em investir na criação de camarão e não sabe por onde começar pode contar com uma ajuda simples e gratuita.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) disponibiliza uma cartilha digital com orientações básicas para quem quer iniciar na atividade.

A cartilha reúne dicas para iniciar a produção em viveiros, além de apresentar técnicas de manejo e curiosidades sobre o camarão.

50 vídeos Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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CEO da Petrobras destaca alta de 200% no lucro: ‘Quem apostar contra vai perder’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 10:40

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,277-0,17%Dólar TurismoR$ 5,4940,09%Euro ComercialR$ 6,116-0,03%Euro TurismoR$ 6,3710,05%B3Ibovespa180.407 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,277-0,17%Dólar TurismoR$ 5,4940,09%Euro ComercialR$ 6,116-0,03%Euro TurismoR$ 6,3710,05%B3Ibovespa180.407 pts-0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,277-0,17%Dólar TurismoR$ 5,4940,09%Euro ComercialR$ 6,116-0,03%Euro TurismoR$ 6,3710,05%B3Ibovespa180.407 pts-0,03%Oferecido por

O lucro obtido pela Petrobras em 2025, 200% maior do que no ano anterior, mostra os esforços da companhia para aumentar sua produção e vendas e dá um sinal claro para que os investidores continuem confiando na empresa, disse à Reuters a presidente da estatal, Magda Chambriard.

A Petrobras divulgou na véspera um lucro líquido de R$110,1 bilhões em 2025, alta de 200,8% no comparativo anual, sustentado por aumentos de produção, vendas e exportações e maior eficiência operacional, e a despeito de uma queda dos preços do petróleo ante 2024, para uma média de US$70/barril, de acordo com o balanço.

“Quem apostar contra a Petrobras vai perder”, disse Chambriard à Reuters, ao comentar o resultado da companhia.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, durante coletiva de imprensa sobre os resultados financeiros de 2024 — Foto: Rafa Pereira / Petrobras

O lucro obtido pela Petrobras em 2025, 200% maior do que no ano anterior, mostra os esforços da companhia para aumentar sua produção e vendas e dá um sinal claro para que os investidores continuem confiando na empresa, disse à Reuters a presidente da estatal, Magda Chambriard.

A Petrobras divulgou na véspera um lucro líquido de R$110,1 bilhões em 2025, alta de 200,8% no comparativo anual, sustentado por aumentos de produção, vendas e exportações e maior eficiência operacional, e a despeito de uma queda dos preços do petróleo ante 2024, para uma média de US$70 por barril, de acordo com o balanço.

“Quem apostar contra a Petrobras vai perder”, disse Chambriard à Reuters, ao comentar o resultado da companhia.

A CEO afirmou que a Petrobras continua observando o comportamento do mercado de petróleo, que vive uma disparada de preços desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, antes de qualquer decisão sobre eventual repasse de preços.

"Agora é olhar para a frente e ver o que a Petrobras pode entregar a seus acionistas e ao país no novo cenário de Brent que o contexto mundial está desenhando", adicionou.

Algumas distribuidoras de combustíveis já estariam se antecipando e repassando aos postos uma alta de preços pelo impacto da disparada do petróleo no mercado internacional, disse a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) na véspera.

O reajuste relatado ocorre apesar de a Petrobras, que responde por cerca de 70% do abastecimento no Brasil, não ter alterado seus preços.

O preço do diesel vendido pela Petrobras a distribuidoras está cerca de 30% abaixo da referência internacional, configurando a maior defasagem desde 2022, apontou um relatório do Goldman Sachs enviado a clientes na quinta-feira (5).

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Empresário cria tapete higiênico ecológico para pets e transforma preocupação em negócio milionário

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 06/03/2026 06:21

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empresário cria tapete higiênico ecológico para pets e transforma preocupação em negócio milionário Inspirado pela chegada de uma cachorrinha à família, empreendedor paulista desenvolveu produto de papel reciclável, até 15% mais barato que os modelos tradicionais e com impacto ambiental muito menor. Por PEGN

A chegada de Cindy, cachorrinha da família, inspirou o empresário Gustavo Ferreira a criar um tapete higiênico biodegradável para pets, em Atibaia (SP).

Feito de papel reciclável, o produto substitui modelos plásticos, pode ser reutilizado e se decompõe em cerca de 120 dias.

Com investimento inicial de R$ 50 mil, a empresa produz 200 mil unidades por mês e projeta faturar R$ 2 milhões em 2026.

A iniciativa une inovação, sustentabilidade e educação ambiental no mercado pet, em linha com o espírito do Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Comprar ração, petiscos, brinquedos e acessórios faz parte da rotina de quem tem um animal de estimação. Mas um item comum nas casas com cães — o tapete higiênico — foi o ponto de partida para um negócio inovador e sustentável criado no interior de São Paulo.

A ideia surgiu quando o empresário Gustavo Ferreira percebeu a quantidade de plástico descartada diariamente após o uso desses produtos.

Morador de Atibaia, no interior de São Paulo, Gustavo se surpreendeu ao descobrir que os tapetes higiênicos tradicionais funcionam como verdadeiras fraldas, feitas majoritariamente de plástico e com tempo de decomposição que pode chegar a 450 anos.

A constatação veio logo após a chegada de Cindy, a cachorrinha da família, e despertou uma inquietação que rapidamente se transformou em oportunidade de negócio.

Com experiência prévia no setor gráfico — a família já atuava com a produção de papéis autoadesivos, rótulos e etiquetas —, Gustavo decidiu testar uma alternativa.

Usando papel reciclável, material impermeabilizado e uma camada altamente absorvente, ele criou um tapete higiênico biodegradável capaz de reter o xixi do animal sem vazamentos, odores ou resíduos plásticos.

“Na primeira noite, praticamente não dormi de ansiedade para saber se ia funcionar”, relembra o empreendedor. O teste deu certo: o produto absorveu o líquido, secou rapidamente e pôde ser reutilizado. “Ali eu percebi que tinha criado algo novo”, conta.

O investimento inicial foi de cerca de R$ 50 mil, aproveitando parte do maquinário já existente na fábrica da família. Cindy, além de inspiração, virou a mascote da marca e a principal “testadora” do produto.

Amigos que experimentaram o tapete em casa ajudaram a validar a ideia e incentivaram Gustavo a produzir em alta escala para vender. Hoje, a empresa produz cerca de 200 mil tapetes por mês. Em 2025, o faturamento chegou a R$ 250 mil.

Para 2026, a expectativa é alcançar R$ 2 milhões em receita. Além do apelo ambiental, o produto se destaca no preço: custa entre 10% e 15% menos que os tapetes plásticos disponíveis no mercado.

Outro diferencial é a sustentabilidade. Enquanto os modelos tradicionais levam séculos para se decompor, o tapete criado por Gustavo se desfaz em aproximadamente 120 dias. Após o uso, o descarte é simples: uma folha de papel reciclável.

“Se eu conseguir tirar ao menos um tapete plástico de um aterro sanitário, já valeu todo o esforço”, afirma.

O negócio também se expandiu para além do público de cães. A empresa desenvolveu versões do tapete para clínicas veterinárias, gaiolas de aves, além de roedores como chinchilas, porquinhos-da-índia e coelhos.

As embalagens seguem a mesma proposta sustentável: feitas de papel reciclado, ocupam menos espaço e ainda trazem histórias educativas voltadas à preservação ambiental.

A filha de Gustavo, Helena, acompanha de perto o projeto e reforça o propósito da iniciativa. “Quando a gente aprende sobre a quantidade de plástico que existe no planeta, dá ainda mais orgulho de saber que estamos criando algo que não polui”, diz.

Mais do que um produto, o empreendedor define o projeto como um negócio com propósito. “Não é só vender tapete higiênico. É educar, cuidar do meio ambiente e dos animais ao mesmo tempo”, resume.

Histórias como essa mostram como pequenas inquietações do dia a dia podem dar origem a soluções inovadoras — e sustentáveis — no mercado pet, um dos que mais crescem no país.

Um exemplo claro de como empreender também pode ser uma forma de cuidar do planeta, como costuma destacar o Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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