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Trump desafia Irã e diz que EUA vão escoltar navios no Estreito de Ormuz ‘se necessário’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 17:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.956 pts-3,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.956 pts-3,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,2641,91%Dólar TurismoR$ 5,4661,85%Euro ComercialR$ 6,1141,05%Euro TurismoR$ 6,3621,11%B3Ibovespa182.956 pts-3,36%Oferecido por

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (3) que os Estados Unidos estão preparados para agir caso o tráfego de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz seja ameaçado.

Em publicação na rede Truth Social, o republicano declarou que, se necessário, a Marinha norte-americana poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região.

“Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO”, escreveu.

O presidente também destacou que o poder econômico e militar americano é “o maior da Terra” e afirmou que novas ações poderão ser anunciadas.

A manifestação ocorre após declarações da Guarda Revolucionária do Irã de que a passagem não seria segura. Na segunda-feira (2), o governo iraniano anunciou o fechamento do estreito e afirmou que poderá atacar embarcações que tentem atravessar a rota.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma cerimônia de entrega da Medalha de Honra na Casa Branca, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

Apesar da ameaça, autoridades militares dos Estados Unidos afirmaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada. O impasse elevou a tensão em uma das áreas mais sensíveis para o abastecimento global de energia.

No texto publicado, Trump também informou que determinou, “com efeito imediato”, que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo, especialmente o transporte de energia.

Segundo ele, as medidas estarão disponíveis a todas as companhias de navegação e terão custo “muito razoável”.

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3), refletindo o temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, que o estreito seja efetivamente fechado e que ataques atinjam instalações do setor de energia.

Durante a manhã, o barril do Brent para entrega em maio subia 8,43%, cotado a US$ 84,29. Mais tarde, às 15h, a alta desacelerava para 7,04%, com o preço em US$ 83,21. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 8,79%, negociado a US$ 77,49.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Ele conecta os grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Estima-se que cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passe por essa faixa estreita de mar.

Qualquer interrupção no tráfego na região pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais os preços da commodity, com reflexos sobre combustíveis, transporte e inflação em diversos países.

Por isso, as declarações de autoridades iranianas e americanas foram acompanhadas de perto por investidores e governos, em meio ao receio de que o conflito ganhe novas dimensões e afete diretamente o mercado internacional de energia.

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Escala 6×1: governo pode mandar novo projeto com urgência ao Congresso caso tema não avance na ‘velocidade desejada’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 13:25

Política Escala 6×1: governo pode mandar novo projeto com urgência ao Congresso caso tema não avance na 'velocidade desejada' Informação foi divulgada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Projetos com urgência trancam pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, informou nesta terça-feira (3) que o governo pode enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional, sobre o fim da jornada 6 por 1, se julgar que o tema não está caminhando com a "velocidade desejada" nos textos em análise pelo Legislativo.

🔎Projetos com urgência de autoria do presidente da República trancam a pauta do Congresso caso não seja analisado em até 45 dias pela a Câmara e, posteriormente, em até 45 dias pelo Senado.

"Motta [presidente da Câmara dos Deputados] se comprometeu a tocar as PECs que estavam lá, mas que trabalharia também os projetos de lei vigentes. PL pode ter uma velocidade maior do que as PECs. Mas o governo não descarta, a depender da conversa com o Hugo Motta e Alcolumbre [presidente do Senado], mandar um projeto de lei com urgência se perceber que as coisas não irão caminhar na velocidade desejada", disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Principal bandeira de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca por uma nova reeleição no fim deste ano, o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade.

De acordo com o ministro Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira. Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores.

Segundo ele, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. "Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais", explicou.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Guerra e divergências na agenda podem deixar encontro Lula‑Trump para abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 11:46

Economia Blog da Ana Flor Guerra e divergências na agenda podem deixar encontro Lula‑Trump para abril Por Ana Flor, Túlio Amâncio, g1 e GloboNews — Brasília

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, inicialmente prevista para março, deve ser adiada em algumas semanas.

Segundo interlocutores do Planalto e auxiliares do presidente, o encontro entre Lula e Donald Trump tende a ficar para abril, em meio ao agravamento da guerra no Oriente Médio e às dificuldades para fechar a pauta bilateral.

Trump, na última sexta, voltou a afirmar, segundo agências internacionais, que quer receber a visita de Lula na Casa Branca. Tudo mudou com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no sábado.

Nesta segunda, o blog chegou a trazer a visão de auxiliares do presidente brasileiro de que a guerra deveria atrasar o encontro, em uma provável visita oficial de Estado.

De sua parte, os Estados Unidos querem chegar à reunião com um plano estruturado para a exploração de minerais críticos no Brasil, área considerada estratégica por Washington.

Fontes da diplomacia norte‑americana afirmam que é prioridade definir parâmetros, salvaguardas e projetos com potencial de financiamento antes do encontro entre os presidentes.

Pelo lado brasileiro, o foco é avançar na agenda de segurança e no combate ao crime organizado — tema considerado prioritário também na conjuntura eleitoral do Brasil.

Essa diferença de prioridades tem prolongado as negociações. Além disso, o governo quer mais tempo para negociar o capítulo dos minerais críticos, e diplomatas afirmam que não faz sentido ir a Washington sem algum tipo de acordo fechado.

Enquanto isso, uma etapa importante ocorrerá antes da viagem. No dia 18 de março, a Embaixada dos EUA, em parceria com o setor privado, organiza em São Paulo um fórum sobre minerais críticos. A ideia é apresentar projetos brasileiros, discutir financiamento e destravar negociações.

Integrantes do governo dos Estados Unidos devem vir ao país para participar das reuniões ligadas ao evento, reforçando a centralidade do tema para Washington.

Em novembro, Trump já havia retirado tarifas de 40% sobre diversos produtos brasileiros, após negociação direta com Lula. — Foto: Getty Images

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Brasil cria 112,3 mil empregos formais em janeiro; com forte queda de 27% frente ao mesmo mês de 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2852,3%Dólar TurismoR$ 5,4671,87%Euro ComercialR$ 6,1211,15%Euro TurismoR$ 6,3490,89%B3Ibovespa182.306 pts-3,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,2852,3%Dólar TurismoR$ 5,4671,87%Euro ComercialR$ 6,1211,15%Euro TurismoR$ 6,3490,89%B3Ibovespa182.306 pts-3,7%MoedasDólar ComercialR$ 5,2852,3%Dólar TurismoR$ 5,4671,87%Euro ComercialR$ 6,1211,15%Euro TurismoR$ 6,3490,89%B3Ibovespa182.306 pts-3,7%Oferecido por

A economia brasileira gerou 112,3 mil empregos formais em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (3) o Ministério do Trabalho e do Emprego.

📈 O resultado representa recuo de 27,2% em relação a janeiro do ano passado, quando foram criados cerca de 154,4 mil empregos com carteira assinada.

👉🏽 Esse também foi o pior resultado para meses de janeiro desde 2023. Veja os resultados para os meses de outubro:

2020: 112,1 mil vagas fechadas;2021: 254,5 mil empregos criados;2022: 167,4 mil vagas abertas;2023: 90,09 mil vagas abertas;2024: 173,1 mil empregos criados.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.

Ao fim de janeiro de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 48,57 milhões de empregos com carteira assinada.O resultado representa aumento na comparação com dezembro do ano passado (48,46 milhões) e com relação a janeiro de 2025 (47,35 milhões).

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro de 2026 mostram que foram criados empregos formais em quatro dos cinco setores da economia.

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.428,67 em janeiro deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a dezembro de 2025 (R$ 2.346,16).

Na comparação com janeiro do ano passado, houve também aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.347,46.

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Irã proíbe exportações de alimentos devido à guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 10:46

Agro Irã proíbe exportação de alimentos devido à guerra; maiores compras do Brasil são de pistache e uva passa Irã acionou plano de emergência após EUA e Israel lançaram ataque contra o país. Brasil não importa alimentos essenciais do país. Por Redação g1

O governo iraniano anunciou nesta terça-feira (3) a proibição da exportação de alimentos e produtos agrícolas devido ao conflito com Israel e os Estados Unidos.

"A exportação de todos os alimentos e produtos agrícolas está proibida até segunda ordem", informou a agência de notícias Tasnim, citando um comunicado do governo.

"O governo está priorizando o fornecimento de bens essenciais à população", acrescentou.

O Irã acionou um plano de emergência no sábado, dia em que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra a República Islâmica, que resultou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, e de vários oficiais militares de alta patente.

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Petróleo dispara mais de 7% após Irã anunciar fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçar incendiar navios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 07:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3), impulsionados pelo temor do mercado de uma prorrogação da guerra no Oriente Médio, pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz e pelas infraestruturas do setor de energia sob ataque.

Às 7h34, a cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 6,70%, cotado a US$ 82,95 por barril. Já o

5,45%, a 81,98 dólares por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 7,30%, a US$ 76,43.

O Irã anunciou nesta segunda-feira (2) que o Estreito de Ormuz está fechado e que incendiará qualquer navio que tentar passar pelo local, informou a mídia iraniana.

O comunicado, feito em nome do comandante da Guarda Revolucionária do país na mídia estatal, foi o aviso mais explícito do Irã desde que comunicou aos navios, no sábado (28), o fechamento da rota. A medida é uma retaliação pela morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

"O estreito (de Ormuz) está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios", disse Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante.

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Seu carro bebe muito ou pouco? Veja o consumo de todos os carros zero km do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 03:10

Carros Seu carro bebe muito ou pouco? Veja o consumo de todos os carros zero km do Brasil Levantamento oficial do Inmetro permite comparar consumo na cidade, na estrada e autonomia antes da compra de carros a combustão, híbridos ou 100% elétricos. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O Inmetro atualizou nesta segunda-feira (2) o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que reúne informações sobre todos os carros zero km vendidos no Brasil.

A planilha traz informações como tipo de transmissão, motorização e tipo de combustível, além de um dado essencial para muitos brasileiros na escolha de um carro novo: o consumo na cidade e na estrada. Para os carros elétricos, é informada a autonomia com uma carga completa da bateria.

100% elétricos: 146 modelos;Híbridos plug-in: 94 modelos;Híbridos (leves ou plenos): 94 modelos;Flex: 246 modelos;Gasolina: 273 modelos;Diesel: 121 modelos.

O g1 preparou uma tabela para facilitar a busca pelo seu carro — ou por aquele que você pretende comprar. Nela, é possível visualizar todos os modelos ou procurar um específico ao digitar o nome ou a versão no campo de busca.

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Câmara aprova proibição do uso da palavra ‘leite’ em embalagens de produtos lácteos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 01:02

Política Câmara aprova proibição do uso da palavra 'leite' em embalagens de produtos lácteos O projeto também determina as palavras que podem estar em embalagens de produtos lácteos. Texto segue para votação pelo Senado. Por Paloma Rodrigues, TV Globo — Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) um projeto que proíbe que produtos lácteos sejam comercializados com a palavra “leite” em suas embalagens. O projeto segue agora para análise do Senado.

Segundo o projeto, a palavra "leite" só poderá ser utilizada em "produto da secreção mamária das fêmeas mamíferas, proveniente de uma ou mais ordenhas, sem qualquer adição ou extração".

Os compostos lácteos são misturas de leite com outros elementos, como soro de leite, aromatizantes e compostos derivados de amido de milho. Eles também possuem valores nutricionais diferentes do leite.

O projeto também determina as palavras que podem estar em embalagens de produtos lácteos, sendo elas:

queijos e seus derivados;manteiga;leite condensado;requeijão;creme de leite;bebida láctea;doce de leite;leites fermentados;iogurte;coalhada ecream cheese.

O mesmo é feito para embalagens de carnes, como bife, steak, hambúrguer, filé, nuggets, presunto, presuntado, salsicha, linguiça, bacon, torresmo – expressões que designam cortes específicos.

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O petróleo vai passar de US$ 100 com a guerra entre EUA e Irã?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 00:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

Fumaça sobe após uma explosão, depois que Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã, em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via Reuters

O ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã e a agressividade da reação iraniana balançaram o mercado petrolífero, com muitos especialistas prevendo um aumento substancial nos preços da commodity.

Embora o Irã só responda por entre 3 e 4% da produção global de petróleo, sua proximidade com o Estreito de Ormuz, via marítima que é considerada o gargalo mais crítico do mundo, está levando analistas do setor a preverem um aumento nos preços futuros do barril.

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Uma interrupção prolongada do tráfego no estreito, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, pode fazer com que os preços da commodity ultrapassem o limite de 100 dólares por barril. Esse cenário seria prejudicial para a economia global, porque acirraria a inflação em um momento onde os preços já estão difíceis de serem controlados.

Só nesta segunda-feira (02/03), primeiro dia de negociação após os ataques de EUA e Israel, o petróleo Brent registrou alta de até 13%. Após isso, parte dos ganhos foram revertidos, e o barril passou a ser negociado a cerca de 77 dólares, à medida em que os traders concentravam a atenção no Estreito de Ormuz, onde o tráfego comercial praticamente parou.

Os preços do petróleo já haviam atingido os níveis mais altos meses antes do atual conflito na região, com os operadores preocupados com as consequências de possíveis ataques ao Irã. No domingo (01/03), a Opep+, entidade que reúne os países produtores de petróleo, concordou em aumentar a produção a partir de abril, em um esforço para acalmar os mercados.

"Se o conflito se prolongar e, principalmente, se afetar o abastecimento de petróleo – por causa de interrupções no abastecimento iraniano ou tentativas do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz –, isso poderá causar um aumento nos preços do petróleo, talvez para cerca de 100 dólares por barril", afirmou William Jackson, economista-chefe de mercados emergentes da Capital Economics, em um comunicado a investidores.

O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que faz dele o quarto maior produtor de petróleo da Opep. É também um dos maiores produtores de gás natural do mundo. O país possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, representando cerca de um quarto das reservas do Oriente Médio e 12% das mundiais, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). No entanto, a produção iraniana se manteve limitada devido a anos de investimentos baixos e sanções internacionais.

Mas o Irã encontrou maneiras de contornar as sanções ocidentais e, atualmente, exporta 90% do seu petróleo para a China. Na realidade, foi a demanda da China que levou o Irã a aumentar a produção de petróleo bruto em cerca de 1 milhão de barris por dia entre 2020 e 2023.

A economia iraniana é relativamente diversificada em comparação com outras do Oriente Médio dependentes do petróleo, mas as exportações de energia constituem uma fonte significativa de receita para o governo em Teerã. Em 2023, as empresas petrolíferas do país registraram cerca de 53 bilhões de dólares (R$ 275 bilhões) em receitas líquidas com a exportação do combustível fóssil, de acordo com estimativas da EIA.

Situado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é uma importante rota de transporte de petróleo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Por ali passam grandes volumes de petróleo bruto produzidos na região por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque.

O Irã tem feito ameaças reiteradas sobre fechar o estreito. Mas Teerã nunca levou adiante a interdição de Ormuz, pois isso poderia provocar uma resposta internacional rápida que impediria o país de exportar seu próprio petróleo.

Em meio à guerra em curso, o tráfego pelo estreito ficou praticamente paralisado. Várias transportadoras e comerciantes suspenderam os embarques pela hidrovia devido a preocupações com segurança e alertas das autoridades.

Isso pode impedir que 15 milhões de barris por dia de petróleo bruto – cerca de 30% do volume global da commodity que é transportado pelo mar – cheguem aos destinos. Mesmo que uma infraestrutura alternativa seja usada para contornar os fluxos do estreito, o impacto seria uma perda de 8 a 10 milhões de barris por dia, segundo a Rystad Energy.

"Se o estreito for fechado à força ou se tornar inacessível por motivos de segurança, o impacto sobre os fluxos será praticamente o mesmo", escreveu Jorge Leon, vice-presidente sênior e chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, em um comunicado aos clientes. "A menos que surjam sinais de distensão rapidamente, esperamos um aumento significativo no preço do petróleo no início da semana."

A Opep+ – uma aliança entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, e outros produtores de petróleo, incluindo a Rússia – anunciou no domingo um aumento maior do que o esperado nas cotas de produção.

"O grupo acabou ampliando a produção além do previsto inicialmente, mas evitou um aumento mais contundente, o que é um sinal claro do delicado equilíbrio que tenta manter entre reagir aos riscos geopolíticos imediatos e não provocar um excesso de oferta mais adiante neste ano", afirmou Leon, da Rystad.

"Se o fluxo pelo Golfo ficar restrito, mais produção vai gerar apenas um alívio momentâneo. Nessas circunstâncias, o acesso às rotas de exportação passa a ser muito mais decisivo do que qualquer meta de produção anunciada", complementou o vice-presidente da empresa norueguesa.

A Arábia Saudita aumentou suas próprias exportações de petróleo bruto nas últimas semanas, o que os analistas interpretaram como um esforço para criar uma reserva de curto prazo antes dos ataques de EUA e Israel.

O reino saudita embarcou cerca de 7,3 milhões de bpd nos primeiros 24 dias de fevereiro, o maior volume desde abril de 2023, de acordo com dados de rastreamento compilados pela agência de notícias Bloomberg.

A Arábia Saudita também já havia aumentado as exportações do combustível fóssil em junho do ano passado, logo após os EUA atacarem instalações nucleares iranianas.

Segundo a Bloomberg, o Irã também aumentou suas exportações de petróleo na véspera das negociações com os EUA.

"Mesmo assim, essas reservas são, por natureza, limitadas e servem mais para suavizar choques de curto prazo do que para compensar interrupções estruturais prolongadas", disse o especialista da Rystad Energy.

O impacto na economia global depende em grande parte da elevação no valor da commodity a partir de agora. O petróleo bruto é uma importante unidade econômica, portanto, um aumento nos preços causa um efeito dominó, gerando alta nos preços de outros bens.

"Como regra geral, um aumento de 5% nos preços do petróleo em relação ao ano anterior costuma adicionar cerca de 0,1 ponto percentual à inflação média nas principais economias", explicou Jackson, da Capital Economics. "Portanto, um aumento no Brent [principal referência global para os preços do petróleo] para 100 dólares por barril poderia adicionar entre 0,6 e 0,7 pontos percentuais à inflação global."

Uma inflação mais elevada pode pesar sobre a confiança geral dos consumidores e os gastos. Os bancos centrais também podem aumentar as taxas de juros para controlar a alta nos preços, desacelerando ainda mais o crescimento econômico.

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Gasolina, indústria e agro: veja como a guerra no Irã pode pesar no bolso do brasileiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/03/2026 00:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1660,62%Dólar TurismoR$ 5,3670,42%Euro ComercialR$ 6,050-0,3%Euro TurismoR$ 6,292-0,51%B3Ibovespa189.222 pts0,23%Oferecido por

A escalada no Oriente Médio já elevou o dólar para R$ 5,15 e o petróleo Brent em 7,5%, aproximando-se de US$ 80.

Dólar e petróleo mais caros podem elevar combustíveis e energia, impactando transporte, indústria e agronegócio em cerca de um mês.

Se os preços se mantiverem altos, o BC pode desistir de cortar juros, mantendo a Selic elevada e desacelerando a economia.

A gasolina é "um dos itens mais relevantes para a inflação, representando 5% do IPCA". Agronegócio sofre com fertilizantes do Irã.

Especialistas alertam que "ainda é cedo para prever como isso vai evoluir", com o mercado atento aos desdobramentos do conflito.

Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz já mostraram os primeiros efeitos econômicos nesta segunda-feira (2). O dólar subiu e passou dos R$ 5,15, e os preços do petróleo dispararam, com o barril do Brent subindo mais de 7,5% e se aproximando de US$ 80.

O que começa no mercado financeiro, logo pode se transferir para o bolso dos brasileiros. Com dólar e petróleo mais caros, cresce a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e de energia, que têm efeitos indiretos sobre o transporte, a indústria e até o agronegócio.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz.

Caso os preços se mantenham elevados, o Banco Central do Brasil (BC) pode desistir de reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mantendo a Selic no maior patamar em 20 anos e desacelerando ainda mais o crescimento da economia brasileira.

Desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o salto no preço do petróleo no mercado internacional foi o efeito mais marcante. Em relação ao fim de 2025, quando a commodity fechou cotada a US$ 60, a alta é de 27,5%.

“Quanto mais o conflito se prolongar e comprometer o fluxo de petróleo pelo mundo, maior será a tendência de alta nos preços do barril”, afirma André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O petróleo é matéria-prima de combustíveis — como gasolina, diesel, querosene de aviação e gás de cozinha — e de diversos insumos, como plásticos, borracha, fertilizantes e medicamentos. Isso gera um efeito em cadeia, pressionando os custos de produção e a logística da indústria e do agronegócio.

Uma alta no preço do diesel, por exemplo, tende a elevar o custo do frete rodoviário, o que pode resultar em aumento nos preços de produtos transportados por estradas. “Além disso, a gasolina é um dos itens mais relevantes para a inflação, representando 5% do IPCA”, afirma o especialista.

Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de funcionamento das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos — que também são parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano.

Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas. Elas geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

“A indústria brasileira está inserida em cadeias globais, e qualquer instabilidade em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz repercute nos fretes, nos seguros e na energia”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe.

Por outro lado, o aumento nos preços do petróleo costuma favorecer a balança comercial do Brasil, já que o país é um grande exportador da commodity e seu valor influencia diretamente o resultado financeiro das petrolíferas.

“Isso já pode pressionar por um ajuste no preço da gasolina. Se houver anúncio, é provável que o valor acompanhe a tendência do petróleo e permaneça elevado enquanto a commodity continuar em alta”, afirma André Braz.

Sempre que ocorre um evento geopolítico — como as rusgas entre grandes potências militares —, o dólar costuma ser uma opção de proteção para os investidores.

🔎 A moeda americana é uma das mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade, sem grandes distorções de preço. Por isso, em momentos como esse, investidores costumam vender aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa, e migrar para opções mais seguras, como o dólar.

“O dólar normalmente se valoriza em momentos de incerteza e cautela internacional, o que pode aumentar a pressão inflacionária causada por insumos importados”, explica Lilian Linhares, da Rio Negro Family Office.

Embora o impacto do dólar dependa de um período mais prolongado de valorização da moeda, a especialista diz que esse é um fator ao qual o BC deve estar atento ao definir a política de juros no país.

“A projeção para a inflação no médio prazo continua alinhada à meta, o que permite que o Banco Central conduza a política monetária nesse cenário de incerteza, com cautela e atenção a eventuais choques de oferta”, afirma.

Linhares ressalta, no entanto, que uma postura mais rígida por parte do BC depende de como a guerra deve se desenrolar daqui para frente.

“Caso o conflito se prolongue no médio e longo prazo, podemos ver ajustes na magnitude dos cortes de juros ou até na duração do ciclo de redução no Brasil. Mas isso ainda depende de quanto o choque nos preços do petróleo vai se traduzir em pressão inflacionária”, afirma.

“Ainda é cedo para prever como isso vai evoluir, e o mercado continuará acompanhando os desdobramentos do conflito”, conclui a executiva.

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