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Do Banco Central ao STF: entenda como o caso Banco Master avançou e ganhou novos desdobramentos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 23:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da operação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

A investigação foi ampliada e passou a alcançar familiares do controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros nomes ligados ao mercado financeiro.

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco.

A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da operação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, recolocando o caso no centro do noticiário. A investigação foi ampliada e passou a alcançar familiares do controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros nomes ligados ao mercado financeiro.

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco. A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos.

🔎 O avanço das apurações ocorre em um momento em que o episódio deixou de se restringir ao campo policial. O caso passou a envolver discussões sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado.

Desde então, as investigações avançaram para apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos passou a tramitar sob sigilo no STF.

Nesta etapa da operação Compliance Zero, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

É nesse contexto que o g1 reúne os principais pontos do processo, detalhando como o Banco Master se tornou um dos casos mais acompanhados do sistema financeiro brasileiro, quais suspeitas estão em análise e como os acontecimentos recentes se conectam.

A origem da crise e tentativas de vendaPrisão de VorcaroBC determina liquidação extrajudicialOs principais pontos da investigaçãoTCU questiona operaçãoSigilo no STF e envolvimento com ministrosImpactos políticosQuem são os alvos da operação e o que dizem

BANCO MASTER: PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes deleVEJA IMAGENS: PF bloqueou R$ 5,7 bilhões e apreendeu R$ 97 mil em espécie em operaçãoVALDO CRUZ: Nova operação da PF vai reforçar decisão de liquidar o Master e mostrar que fraudes podem ser mais graves

O Banco Master registrou forte crescimento nos últimos anos, sustentado por uma estratégia de captação de recursos considerada arriscada por analistas do mercado.

O banco oferecia CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com taxas muito superiores às praticadas por outras instituições, atraindo investidores principalmente com base na proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

🔎 O FGC protege até R$ 250 mil por investidor e oferece garantia em caso de falência de um banco associado. O fundo é formado pelas próprias instituições financeiras — ou seja, trata-se de um mecanismo privado que assegura os recursos dos investidores.

Com esse modelo de captação, o Master acumulou um passivo bilionário lastreado em ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldades. A estratégia elevou os custos da instituição e ampliou as dúvidas sobre sua saúde financeira.

Para tentar contornar a crise, Vorcaro iniciou a busca por um comprador para a instituição. O Banco de Brasília (BRB) chegou a anunciar a aquisição, mas a operação foi vetada pelo Banco Central em setembro. Após a negativa, o banco continuou procurando outro comprador no mercado.

Em 17 de novembro, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master. O acordo previa um aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforçar a estrutura de capital da instituição.

Poucas horas após o anúncio da compra, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no aeroporto de Guarulhos. Segundo os investigadores, ele tentava deixar o país em um avião particular.

A defesa de Vorcaro, por sua vez, “nega veementemente que ele estivesse fugindo do país”. Segundo os advogados, “o destino final do voo era Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde Vorcaro pretendia se encontrar com parte dos compradores do Banco Master”.

🔎 O consórcio responsável pela aquisição do Banco Master, liderado pela Fictor, inclui investidores dos Emirados Árabes Unidos, segundo comunicado divulgado pelo banco na véspera.

Paralelamente, o Banco Central decidiu instaurar administração especial temporária por 120 dias no Banco Master e decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado.

Na prática, o BC encerra as atividades do banco e nomeia um liquidante, responsável por assumir o controle da instituição, encerrar operações, vender ativos e quitar credores conforme a ordem legal, até a extinção do banco. Com isso, a instituição deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

A decisão ocorreu poucas horas após a Fictor Holding anunciar a proposta de compra da instituição controlada por Daniel Vorcaro — e pouco mais de dois meses depois de o BC ter rejeitado a aquisição pelo BRB.

No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master era justificada pela “situação econômico-financeira da instituição” e pela “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária”.

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em CDBs prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte do dinheiro dos CDBs em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB – que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master – e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

Já a segunda fase da operação apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e incluiu buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, como o pai, a irmã e o cunhado.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também figuram entre os alvos da investigação.

Segundo as autoridades, o esquema envolveria a captação de recursos, a aplicação desses valores em fundos e o posterior desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro. Durante o cumprimento dos mandados, a PF apreendeu o celular do controlador do banco.

Procurada, a defesa de Vorcaro afirmou que ele tem colaborado com as autoridades e reiterou o interesse no esclarecimento completo dos fatos.

A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master passou a ser questionada em outras instâncias, ampliando o alcance do caso.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação.

O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, solicitou esclarecimentos ao BC sobre possíveis indícios de que a medida teria sido adotada de forma precipitada.

A decisão do relator, contudo, provocou reação imediata de entidades do setor financeiro e associações de bancos, que saíram em defesa da autonomia do BC.O próprio BC apresentou recurso ao TCU, solicitando que a determinação fosse analisada pelo plenário da Corte. Diante da repercussão, Jhonatan de Jesus recuou e suspendeu a inspeção até que o colegiado do tribunal se manifeste.

Na última semana, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, reuniu-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar do tema. Na segunda-feira (12), o Banco Central retirou os embargos de declaração apresentados contra a decisão do relator.

Segundo o BC, a retirada do recurso faz parte de uma saída negociada para encerrar o impasse institucional entre as duas entidades. Como resultado do acordo, BC e TCU definiram que as próximas etapas envolverão diligências técnicas sobre a documentação, e não uma inspeção formal.

Ao blog do Valdo Cruz, integrantes do BC afirmaram que os embargos cumpriram seu papel ao deixar claro que o TCU reconhece a prerrogativa exclusiva do BC para decretar a liquidação do banco, sem invasão de competência. Segundo técnicos da autoridade monetária, o sigilo do processo será preservado, e o tribunal terá acesso apenas aos documentos expressamente autorizados.

A apuração criminal chegou ao Supremo por decisão do ministro Dias Toffoli, que assumiu a relatoria e determinou a concentração das medidas judiciais no STF, suspendendo procedimentos em instâncias inferiores.

A justificativa apresentada foi a existência de informações econômicas sensíveis, com potencial de gerar impactos sobre o sistema financeiro. Desde então, Toffoli passou a centralizar as decisões relacionadas ao caso.

Entre as medidas estão a decretação de sigilo sobre partes do inquérito e a autorização de atos como acareações. O ministro também apontou urgência na condução do processo, argumentando que a exposição dos fatos poderia afetar o mercado.

A transferência do inquérito para o STF ocorreu após a menção a um deputado federal nas investigações, o que fundamentou a alegação de prerrogativa de foro. Paralelamente, a condução do caso no Supremo passou a ser acompanhada de episódios que levantaram questionamentos.

Um deles envolve uma viagem de Toffoli, no fim de novembro, em um voo particular que também transportava um advogado ligado à defesa de um dos diretores do Banco Master.

A viagem ocorreu logo após o ministro ter sido sorteado relator de um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. Toffoli confirmou que esteve no avião, mas afirmou que não houve qualquer discussão sobre o processo durante o trajeto.

Poucos dias depois, o ministro determinou o sigilo do caso e acolheu o pedido para que a investigação fosse formalmente transferida ao STF, sob sua relatoria. A decisão atendeu a solicitações feitas tanto por um diretor do banco quanto, anteriormente, pelos advogados de Vorcaro.

O episódio também trouxe à tona vínculos do banco com integrantes do Supremo Tribunal Federal. Um deles foi a existência de um contrato firmado entre o Banco Master e a esposa do ministro Alexandre de Moraes, conforme revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo".

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, descartou "ilicitude" e arquivou pedido para investigar Moraes e esposa no caso do banco Master.

Segundo a Polícia Federal, grande parte das operações do Banco Master envolveu bancos e fundos de pensão, escapando aos mecanismos de controle dessas instituições em razão da pressão exercida por políticos com influência sobre elas.

O blog do Valdo Cruz informou que governadores e parlamentares ligados a Daniel Vorcaro, com influência sobre esses bancos e fundos de pensão, estão na mira das investigações.

Ainda segundo o blog, os investigadores afirmam que a venda anunciada do Banco Master para a Fictor teria sido uma “bomba de fumaça” lançada no mercado diante do avanço das investigações.

O objetivo teria sido dar uma última cartada para evitar a exposição dos negócios fraudulentos da instituição controlada por Daniel Vorcaro.

Durante a segunda fase da operação Compliance Zero, a Polícia Federal apreendeu carros, relógios de luxo, dinheiro em espécie e outros bens. Ao todo, foram recolhidos R$ 97,3 mil em dinheiro, além do bloqueio e sequestro de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

A ação cumpre 42 mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli, incluindo buscas em endereços ligados ao controlador do banco, Daniel Vorcaro, e a familiares, em São Paulo.

Os mandados tiveram como alvos endereços em São Paulo — incluindo a Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista — e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele tem colaborado de forma integral e contínua com as autoridades competentes. Ressaltou, ainda, o interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. (veja mais abaixo)

As defesas do empresário Nelson Tanure e do investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, não se manifestaram. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos dos demais alvos da operação.

"A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais."

Fachada do Banco Master na cidade de Ssão Paulo, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. — Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo

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Caso Banco Master: saiba como reaver seu dinheiro pelo FGC

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

O processo só teve início depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC:

CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master?📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça

FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master. — Foto: Reprodução/g1

O processo só teve início depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil.o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.

Com as informações recebidas, o FGC liberou neste sábado (17) a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos.

Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia;Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição.

Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos.

Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes.

Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.

Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store.

"No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo.

Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento;Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo.Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados.

Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário.

"O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC.

Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo.

⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores.

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. O caso mais conhecido era a emissão títulos de renda fixa, os CDBs, que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. (veja aqui o que acontece com investidores)

O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Master. Na última semana, a Polícia Federal realizou uma segunda fase da operação, que incluiu buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos.

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.Ao comprar um CDB, o cliente empresta o dinheiro ao banco e recebe juros em troca.Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB — que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master — e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

Para evitar a quebra, foram realizadas tentativas de venda do banco, o que inclui uma proposta do BRB. Todas acabaram canceladas, envoltas em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.

A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida.

Há 10 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 10 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 10 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 3 horas Mundo EconomiaBrasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entenda

Há 1 hora Jornal Nacional Dólar fecha no menor valor em 21 meses após mudanças no tarifaço de Trump Há 1 horaSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

Há 2 horas Política Presidente da CPI do INSS descarta ouvir dono do Master em reunião fechadaHá 2 horasGoverno do DF quer usar imóveis públicos como garantia para salvar o BRB

Há 35 minutos Jornal Nacional Mercado imobiliárioCom boom no Minha Casa Minha Vida, venda de imóveis bate recorde em 2025

Há 6 horas Economia Rede elétrica ‘Só Jesus Cristo’ evitaria apagões por queda de árvores em SP, diz CEO da Enel

Há 5 horas Economia Exclusivo JNPedidos de refúgio de cubanos no Brasil quase dobram de 2024 para 2025

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Acordo UE-Mercosul: por que o Brasil é o centro da relação entre os dois blocos

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, neste sábado (17), vai aproximar cadeias produtivas estratégicas de dois continentes, ao mesmo tempo em que evidencia uma relação econômica assimétrica — em que o Brasil ocupa posição central dentro do tratado.

🔍 O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. O texto também estabelece regras comuns para áreas como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, após mais de 25 anos de negociações.

De acordo com dados da Comissão Europeia, o Brasil responde por mais de 82% de todas as importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco sul-americano destinadas ao velho continente. (entenda mais abaixo)

Com esse desenho, Argentina, Uruguai e Paraguai tendem a ocupar uma posição secundária na dinâmica do acordo. Ainda que integrem oficialmente o Mercosul, a menor escala de suas trocas comerciais faz com que a UE conduza a negociação essencialmente a partir da relação com o Brasil.

Lula se encontra com representante da União Europeia no Rio de Janeiro — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as compras brasileiras junto ao bloco europeu estão concentradas em poucos parceiros. Em 2025, três países responderam, juntos, por cerca de 57% dos US$ 50,3 bilhões que o Brasil importou da UE.

Alemanha: US$ 14,4 bilhões (28,6%);França: US$ 7,2 bilhões (14,3%);Itália: US$ 7,1 bilhões (14%).

A composição das importações brasileiras evidencia uma dependência concentrada em bens de maior valor tecnológico, essenciais tanto para o funcionamento de serviços públicos quanto para a atividade industrial.

💊 Medicamentos e produtos farmacêuticos: US$ 8,1 bilhões.🚗 Autopeças: US$ 2,5 bilhões.⚙️ Motores e máquinas não elétricas: US$ 2,4 bilhões.✈️ Aeronaves: US$ 1,2 bilhão.📐 Equipamentos de medição, verificação e controle: US$ 1,4 bilhão.🧪 Compostos químicos: US$ 1,41 bilhão.

José Pimenta, diretor de Comércio Internacional e sócio da BMJ Consultoria, ressalta que a retirada das tarifas tende a reduzir os custos de produção no Brasil ao baratear a importação de insumos da UE. Segundo ele, hoje a tributação eleva de forma significativa o preço final pago pelo produtor brasileiro.

“Em alguns casos, o produto chega a pagar 35% ou 40% sobre o valor. Um insumo que custa R$ 100 mil pode chegar a R$ 140 mil na mão do produtor. Com a retirada das tarifas, esse mesmo fertilizante poderia chegar por algo em torno de R$ 100 mil.”

Para a União Europeia, o Brasil desempenha um papel relevante como fornecedor de insumos básicos e matérias-primas estratégicas. Segundo dados do MDIC, dos US$ 49,81 bilhões exportados pelo Brasil ao bloco europeu em 2025, 73% tiveram como destino cinco países.

Holanda: US$ 11,7 bilhões (23,6%);Espanha: US$ 8,8 bilhões (17,7%);Alemanha: US$ 6,5 bilhões (13,1%);Itália: US$ 5,3 bilhões (10,8%);Bélgica: US$ 4 bilhões (8,1%).

No caso holandês, esse protagonismo está ligado ao papel do país como hub logístico da UE, com destaque para o porto de Roterdã, principal porta de entrada de mercadorias que depois seguem para outros mercados do continente.

Já para Espanha e Alemanha, a relevância do acordo vai além da ampliação das trocas comerciais. Segundo Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o tratado é visto como parte da estratégia europeia para fortalecer a economia diante das tensões geopolíticas envolvendo China e Rússia.

“Foi visível o esforço desses países para viabilizar o acordo, que é visto como vantajoso para a União Europeia no contexto atual, especialmente pela necessidade de diversificação de mercados.”

Esse interesse se reflete na composição da pauta exportadora brasileira para a UE, concentrada em produtos primários e insumos industriais — itens necessários para cadeias produtivas e para o abastecimento energético e alimentar do continente.

🛢️ Óleo bruto de petróleo: US$ 9,8 bilhões.☕ Café não torrado: US$ 7,1 bilhões.🌱 Farelo de soja para alimentação animal: US$ 4 bilhões.🔩 Minérios de cobre: US$ 3 bilhões.⛓️ Celulose: US$ 2,1 bilhões.⛰️ Minério de ferro: US$ 1,1 bilhão.

Embora negociado em bloco, o acordo entre União Europeia e Mercosul apresenta uma estrutura assimétrica. O Brasil concentra a maior parte do peso econômico, enquanto Argentina, Uruguai e Paraguai participam em escala menor. (veja no gráfico abaixo)

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, essa diferença reflete tanto nos fluxos comerciais quanto na capacidade de influência política dentro do processo.

A Argentina aparece como o segundo principal parceiro sul-americano no comércio com a União Europeia, mas a distância em relação ao Brasil é expressiva. Em 2024, as exportações brasileiras ao bloco europeu foram quase cinco vezes maiores que as argentinas, que somaram US$ 8,5 bilhões.

Para Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essa assimetria é agravada por um cenário político pouco favorável à coordenação regional. “O ambiente atual é muito ruim para o diálogo, sobretudo diante das dificuldades de interlocução entre o governo brasileiro e a gestão de Javier Milei.”

O distanciamento político entre os presidentes Lula e Milei contribuiu para o esvaziamento do papel argentino na reta final das negociações.

“Embora o acordo tenha avançado tecnicamente, a relação protocolar levou o Brasil a assumir o protagonismo diplomático, enquanto Buenos Aires perdeu capacidade de articulação”, avalia Bressan.

Em contraste com a volatilidade argentina, o Uruguai apresenta uma trajetória de crescimento gradual e maior previsibilidade institucional. As exportações da UE para o país avançaram de US$ 418 milhões para US$ 2,1 bilhões em pouco mais de duas décadas.

Ainda assim, segundo Bressan, o país enfrenta limitações técnicas para atender às atuais exigências ambientais do bloco europeu. “Diferentemente do Brasil, que conta com um arcabouço legal mais estruturado, como o Código Florestal, esses países partem de uma base regulatória mais frágil”, afirma a professora.

No caso paraguaio, essas restrições se somam a um peso econômico reduzido na relação com o bloco europeu. Em 2024, as exportações da UE para o país somaram US$ 994 milhões, enquanto as importações ficaram em US$ 416 milhões, uma estagnação observada desde 2018.

Mesmo tendo pouco peso no comércio com a UE, o Paraguai ganhou importância no processo em 2026 ao assumir a presidência temporária do Mercosul — cargo que conduz a etapa final de ratificação do acordo.

INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul — Foto: Arte/g1

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Inter recebe autorização do Fed para abrir filial nos EUA

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Banco Inter recebeu autorização dos reguladores da Flórida e do Federal Reserve para abrir uma agência internacional nos Estados Unidos.

A unidade será instalada em Miami e permitirá que o banco atenda clientes internacionais a partir de sua estrutura americana.

Com a aprovação, o Inter passa a integrar o grupo de instituições estrangeiras autorizadas a operar uma agência bancária no país.

O Banco Inter, controlado pela holding Inter&Co, informou nesta sexta-feira (16) que recebeu as aprovações do Florida Office of Financial Regulation (OFR) e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) para estabelecer uma agência internacional na Flórida.

"Na prática, a partir de agora, o Inter passa a atuar como banco para clientes internacionais em qualquer parte do mundo, a partir de sua filial nos Estados Unidos, marcando um avanço relevante em sua estratégia de expansão internacional", afirmou o banco em comunicado à imprensa.

De acordo com o grupo, a autorização viabiliza a abertura de uma agência em Miami, cidade onde o Inter mantém sua sede global desde 2021.

A unidade deve ampliar a oferta de serviços financeiros a pessoas físicas e empresas fora do Brasil.

"Esse passo reforça nossa ambição de atuar como uma plataforma global', afirmou João Vitor Menin, presidente-executivo global da Inter&Co, em comunicado.

Com a nova autorização, o Inter passa a integrar o grupo de instituições financeiras internacionais habilitadas a operar uma agência nos Estados Unidos.

A operação funcionará como uma base bancária digital e permitirá a oferta de produtos como contas correntes e de poupança, cartões de débito e crédito e modalidades de financiamento.

A estrutura também possibilita a captação de depósitos em dólar de clientes estrangeiros e o atendimento a empresas internacionais com operações no mercado americano, de acordo com as regras do sistema financeiro local.

O banco afirma ainda que a presença nos Estados Unidos amplia sua capacidade de atendimento a públicos internacionais e contribui para a organização de sua operação global.

Fundado como o primeiro banco digital do Brasil, em 2015, o Inter reúne hoje mais de 41 milhões de clientes e atua como um superaplicativo financeiro, com serviços de banking, investimentos, crédito, seguros, marketplace e remessas internacionais.

Segundo dados do banco, cerca de 10% das transferências entre pessoas realizadas no Brasil por meio do Pix passam pela plataforma do Inter.

A instituição tem índice de eficiência de 45,2%, carteira de crédito de R$ 43,8 bilhões, patrimônio líquido de R$ 9,8 bilhões e ativos totais de R$ 91,8 bilhões.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Netflix oferece US$ 82,7 bilhões em dinheiro pela Warner Bros. e recebe aval do conselho

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Netflix alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões).

A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro.

A Warner Bros. Discovery vai separar suas operações em duas empresas com ações negociadas em bolsa: Warner Bros. e Discovery Global.

A Netflix alterou os termos de sua proposta para adquirir os estúdios e os negócios de streaming da Warner Bros. Discovery, passando a oferecer pagamento integral em dinheiro, sem mudar o valor de US$ 82,7 bilhões (R$ 445,7 bilhões). A nova estrutura da oferta recebeu apoio unânime do conselho da controladora da HBO.

A Netflix passou a oferecer US$ 27,75 (R$ 149,71) por ação da Warner, com pagamento integral em dinheiro. Na proposta anterior, a empresa previa o desembolso de US$ 23,25 (R$ 125,43) em dinheiro e o restante em ações da própria Netflix, avaliadas em US$ 4,50 (R$ 24,28) por papel.

👉 Com a nova estrutura, os acionistas da Warner deixam de receber participação acionária na Netflix e passam a receber um valor fixo por ação. Isso elimina a exposição às oscilações das ações da compradora, já que o pagamento não dependerá do desempenho desses papéis no mercado.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou que “o acordo de fusão aproxima ainda mais a união de duas das maiores empresas de narrativa do mundo”.

“Ao nos unirmos à Netflix, combinaremos as histórias que a Warner Bros. contou e que cativaram a atenção do mundo por mais de um século, garantindo que o público continue a apreciá-las por muitas gerações.”

A Warner Bros. Discovery vai separar suas operações em duas empresas com ações negociadas em bolsa: Warner Bros. e Discovery Global.

No entanto, a conclusão dessa reorganização depende da efetivação da cisão da Discovery Global, da obtenção das aprovações regulatórias necessárias, do aval dos acionistas da WBD e do cumprimento de outras condições usuais para esse tipo de operação.

A expectativa é que o processo seja finalizado em um prazo de seis a nove meses, antecedendo a conclusão da transação proposta entre a Netflix e a Warner Bros.

“O Conselho da WBD continua a apoiar e a recomendar unanimemente a nossa transação, e estamos confiantes de que ela trará o melhor resultado para acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento”, disse Ted Sarandos, co-CEO da Netflix.

Tanto a Netflix quanto a Paramount cobiçam a Warner Bros. por seus estúdios de cinema e televisão, além de seu extenso catálogo de conteúdo e franquias como “Game of Thrones”, “Harry Potter” e os super-heróis da DC Comics.

A Paramount mantém a “oferta hostil” de US$ 77,9 bilhões pela Warner Bros. como um todo, incluindo os canais a cabo. Além disso, no início deste mês, a empresa anunciou a intenção de iniciar uma disputa por procuração com o objetivo de eleger representantes para o conselho da companhia.

A Warner Bros., no entanto, rejeitou a proposta apresentada pela Paramount, liderada por David Ellison, que revisou os termos da oferta e intensificou sua estratégia para convencer os acionistas de que a transação seria mais vantajosa.

Segundo a Warner, um dos fatores que favoreceram o acordo com a Netflix foi a possibilidade de os acionistas manterem participação na parte da empresa que não seria adquirida pelo serviço de streaming, preservando assim o acesso a eventuais resultados futuros desse negócio.

👉 Agora, a nova estrutura do acordo elimina o chamado “collar knock-in”, mecanismo usado em operações com pagamento em ações para limitar o impacto de variações no preço dos papéis da empresa compradora entre o anúncio do negócio e sua conclusão. Com o pagamento integral em dinheiro, esse tipo de proteção deixa de ser necessário.

Desde o anúncio do acordo com a Warner, as ações da Netflix acumulam queda de aproximadamente 15%. Os papéis, porém, reagiram após a divulgação de que a empresa passou a considerar uma proposta com pagamento integral em dinheiro, com alta de 1,53% no pré-mercado desta terça-feira.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Master: FGC começou ressarcimentos nesta segunda; saiba como reaver seu dinheiro

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

O processo só teve início depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já está recebendo os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master.

O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade.

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

Segundo o FGC, os ressarcimentos começaram nesta segunda-feira (19). Cerca de 600 mil credores do Banco Master já fizeram o pedido, de acordo com o balanço divulgado na noite desta segunda.

Desses, 400 mil concluíram o pedido (fizeram o trâmite completo). O FGC estima que 800 mil credores do Banco Master têm direito ao ressarcimento.

No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC:

CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.

ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master?📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça

FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master. — Foto: Reprodução/g1

O processo só começou depois que o liquidante enviou ao fundo a lista completa de credores do banco. Com a lista consolidada, o FGC libera o acesso aos valores cobertos.

o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil.o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.

Com as informações recebidas, o FGC liberou neste sábado (17) a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos.

Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia;Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição.

Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos.

Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes.

Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.

Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store.

"No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido", informou o fundo.

Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento;Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo.Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados.

Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário.

"O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa", informa o FGC.

Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo.

⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores.

🔎 A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, fecha as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até extinguir a instituição. Nessa fase, as operações são finalizadas e o banco deixa de integrar o sistema financeiro nacional.

O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. O caso mais conhecido era a emissão títulos de renda fixa, os CDBs, que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. (veja aqui o que acontece com investidores)

O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Master. Na última semana, a Polícia Federal realizou uma segunda fase da operação, que incluiu buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do banco, e parentes dele, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos.

O Banco Master emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs) prometendo juros acima das taxas de mercado e sem comprovar que tinha liquidez, ou seja, que conseguiria pagar esses títulos no futuro.Ao comprar um CDB, o cliente empresta o dinheiro ao banco e recebe juros em troca.Para reforçar essa impressão de liquidez, o Master aplicou parte desses R$ 50 bilhões em ativos que não existem, comprando créditos de uma empresa chamada Tirreno.O Master não pagou nada por essa compra, mas logo em seguida vendeu esses mesmos créditos ao BRB — que pagou R$ 12,2 bilhões, sem documentação, para "socorrer" o caixa do Banco Master.Essas transações aconteceram no mesmo período em que o BRB tentava comprar o próprio Banco Master — e convencer os órgãos de fiscalização de que a transação era viável e não geraria risco aos acionistas do BRB, incluindo o governo do DF.

Para evitar a quebra, foram realizadas tentativas de venda do banco, o que inclui uma proposta do BRB. Todas acabaram canceladas, envoltas em questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.

A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Elon Musk se aproxima de patrimônio inédito de US$ 800 bilhões

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Elon Musk está prestes a alcançar um marco inédito na história das grandes fortunas globais, com um patrimônio estimado em US$ 800 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões). O avanço ocorre em meio a uma forte valorização de seus negócios ligados à tecnologia, especialmente na área de inteligência artificial.

Nas últimas semanas, investidores privados mais do que dobraram a avaliação da xAI Holdings, empresa que reúne as operações de inteligência artificial e mídia social do empresário, levando o valor da companhia a US$ 250 bilhões. Esse movimento acrescentou cerca de US$ 62 bilhões à fortuna pessoal de Musk em um curto espaço de tempo.

De acordo com a "Forbes", a nova rodada de captação elevou o valor da participação de 49% de Musk na xAI Holdings para US$ 122 bilhões. O montante supera os US$ 113 bilhões atribuídos à empresa no momento em que a startup de IA foi incorporada à rede social X, antigo Twitter, em março do ano passado.

Com esse ganho, o patrimônio total de Musk chegou a aproximadamente US$ 780 bilhões, reforçando sua posição isolada como a pessoa mais rica do mundo. O empresário agora está a poucos passos de se tornar o primeiro bilionário da história a ultrapassar a marca de US$ 800 bilhões.

A valorização recente da xAI Holdings não beneficiou apenas Musk. Outros bilionários que investiram na empresa de inteligência artificial também viram suas fortunas crescerem com a nova rodada de avaliação.

Entre eles estão o príncipe saudita Alwaleed Bin Talal Alsaud, um dos primeiros investidores do Twitter, além de Jack Dorsey, cofundador da rede social, e Larry Ellison, cofundador da Oracle.

Príncipe Alwaleed Bin Talal Alsaud: detém cerca de 1,6% da xAI Holdings, participação avaliada em aproximadamente US$ 4 bilhões, sem considerar uma fatia maior mantida por meio da Kingdom Holding Company. Com isso, seu patrimônio pessoal é estimado em cerca de US$ 19,4 bilhões.Jack Dorsey: possui uma participação estimada de 0,8% na empresa, avaliada em torno de US$ 2,1 bilhões, o que elevou sua fortuna para aproximadamente US$ 6 bilhões.Larry Ellison: também detém cerca de 0,8% da xAI Holdings, com participação avaliada em aproximadamente US$ 2,1 bilhões, elevando seu patrimônio total para cerca de US$ 241 bilhões.

Em meio à corrida global por avanços em inteligência artificial, a xAI tem ampliado seus investimentos de forma agressiva e, segundo documentos internos, queimou cerca de US$ 7,8 bilhões nos primeiros nove meses de 2024.

Além da pressão sobre as finanças, a xAI enfrenta controvérsias que ampliam os desafios do negócio.

O chatbot Grok, desenvolvido pela companhia, foi alvo de críticas após gerar imagens falsas de mulheres reais em trajes íntimos, sem consentimento.

O caso ganhou dimensão jurídica com o ajuizamento de uma ação por Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Musk. No Brasil, o g1 também mostrou o relato de uma mulher que teve fotos usadas no antigo Twitter para criar imagens que simulavam nudez ou o uso de roupas íntimas.

Com a repercussão negativa internacional, a xAI anunciou, na quarta-feira (14), que o chatbot deixaria de editar imagens de pessoas reais com roupas reveladoras em países onde esse tipo de conteúdo é ilegal.

A empresa informou ainda que está adotando novas medidas de segurança, como a restrição da criação e edição de imagens a contas pagas — iniciativa que, segundo a companhia, busca aumentar a responsabilização dos usuários pelo uso da ferramenta.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Fortuna de bilionários bate recorde em 2025, aponta relatório da Oxfam

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A fortuna dos bilionários atingiu um recorde em 2025, “minando a liberdade política” e aumentando a desigualdade, segundo o relatório anual "Resistir ao domínio dos mais ricos", divulgado nesta segunda-feira (19) pela ONG Oxfam.

O documento denuncia a política do presidente americano Donald Trump e coincide com o início do Fórum Econômico em Davos, na Suíça.

Segundo o documento, os 12 bilionários mais ricos “possuem mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade”, o equivalente a cerca de quatro bilhões de pessoas.

No ano passado, o mundo contabilizou pela primeira vez mais de 3.000 bilionários, que, juntos, somavam uma fortuna de US$ 18,3 trilhões, de acordo com a ONG.

O valor de seus patrimônios aumentou 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto a redução da pobreza desacelera desde a pandemia de 2020.

A fortuna dos bilionários atingiu um recorde em 2025, “minando a liberdade política” e aumentando a desigualdade, segundo o relatório anual "Resistir ao domínio dos mais ricos", divulgado nesta segunda-feira (19) pela ONG Oxfam. O documento denuncia a política do presidente americano Donald Trump e coincide com o início do Fórum Econômico em Davos, na Suíça.

Segundo o documento, os 12 bilionários mais ricos “possuem mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade”, o equivalente a cerca de quatro bilhões de pessoas.

No ano passado, o mundo contabilizou pela primeira vez mais de 3.000 bilionários, que, juntos, somavam uma fortuna de US$ 18,3 trilhões, de acordo com a ONG.

O valor de seus patrimônios aumentou 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto a redução da pobreza desacelera desde a pandemia de 2020.

O acúmulo de riqueza, lembra a Oxfam, permite aos ultrarricos garantir acesso às instituições e adquirir veículos de comunicação, “minando a liberdade política e corroendo os direitos da maioria”, lamenta a organização.

A ONG também estima que os ultrarricos “têm cerca de 4.000 vezes mais chances de ocupar um cargo político” do que cidadãos comuns. Ela cita especialmente os Estados Unidos, primeira potência mundial, onde o governo de Donald Trump conta com vários bilionários.

“Isso pode ser observado nos EUA com o envolvimento de bilionários, em particular o de Elon Musk, nas eleições americanas. Estima-se que 1 em cada 6 dólares gastos por candidatos e partidos políticos em 2024 nos Estados Unidos venha de doadores bilionários”, diz Layla Abdelké Yakoub, representante da ONG.

“Também percebemos que, nos EUA, uma política que conta com o apoio dos mais ricos tem 45% de probabilidade de ser adotada, enquanto, quando eles se opõem, ela tem apenas 18%. Isso está ligado a uma série de medidas tomadas ao longo do tempo, mas também ao monopólio da mídia, das redes sociais e da inteligência artificial”, diz a OXFAM.

No domingo, em Davos, o presidente americano foi alvo de um protesto organizado pela Juventude Socialista Suíça sob o lema “No World Economic Forum – Stop Trump”.

Alguns dos 300 manifestantes usavam máscaras — incluindo as do bilionário Elon Musk, do chanceler alemão Friedrich Merz e do vice-presidente americano JD Vance — e seguravam notas gigantes de euro feitas de papelão.

O Fórum “é o lugar onde as pessoas mais poderosas e ricas do mundo se reúnem para discutir o nosso futuro, tomar decisões sobre ele — sobre a economia ou o clima, que afetam todos — e fazem isso sem qualquer legitimidade democrática”, denunciou Nathalie Ruoss, vice-presidente da Juventude Socialista, presente na manifestação.

Ela considerou “inaceitável receber fascistas como Donald Trump, já que isso também contribui para legitimar suas ações”, disse.

“As desigualdades econômicas e políticas podem acelerar a erosão dos direitos e da segurança das pessoas a uma velocidade assustadora”, denuncia no relatório da Oxfam seu diretor-geral, Amitabh Behar, que cita um “círculo vicioso”.

À medida que se aproximam as eleições legislativas americanas de novembro, reduções massivas de impostos estão previstas para empresas e famílias, enquanto as multinacionais americanas conseguiram isenção da taxa mínima de 15% prevista em um acordo internacional.

“As medidas tomadas durante a presidência Trump beneficiaram os mais ricos em todo o mundo”, destaca a Oxfam, que pede limitar o poder dos ultrarricos, tributando-os “de verdade” e proibindo-os de financiar campanhas políticas.

“Diante dessas reações da população exausta e irritada com tanta desigualdade, ocorreram respostas autoritárias e violentas. O X é usado para rastrear, punir, sequestrar e torturar críticos do governo. Até onde alguns governos estão dispostos a ir para proteger os interesses dos ultrarricos às custas de sua população?”, questiona Abdelké Yakoub.

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Will Bank: clientes relatam falhas para fazer movimentações financeiras

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Reclamações se intensificaram na manhã desta quarta-feira (21), por volta das 7h, após Banco Central (BC) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank.

Entre os principais problemas apontados estão falhas no cartão de crédito, no internet banking e em transferências.

Will Bank: liquidado pelo BC, banco digital cresceu com foco em clientes de baixa renda — Foto: Divulgação

Após o Banco Central (BC) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, diversos clientes da instituição relataram nas redes sociais dificuldades para realizar pagamentos e movimentações financeiras nesta quarta-feira (21).

De acordo com o Downdetector, plataforma que monitora instabilidades em serviços digitais, ao menos 500 notificações de erro foram registradas por clientes já na noite desta terça-feira (20).

As reclamações se intensificaram na manhã desta quarta, por volta das 7h. Entre os principais problemas apontados estão falhas no cartão de crédito, no internet banking e em transferências.

Os clientes já relatam dificuldades operacionais: embora ainda seja possível acessar o aplicativo e visualizar limites disponíveis, as transações não estão sendo concluídas. Compras, pagamentos e transferências via PIX estão indisponíveis.

Usuários do Will Bank reclamam de problemas em compras e movimentações — Foto: Reprodução/Downdetector

Clientes do Will Bank ainda conseguem acessar o aplicativo, mas não realizam operações financeiras após a liquidação. — Foto: Reprodução

Com a liquidação extrajudicial, as atividades do Will Bank são interrompidas. Isso significa que contas correntes, contas de pagamento e demais serviços deixam de operar normalmente.

De acordo com as regras do Banco Central, os valores mantidos por clientes passam a integrar o processo de liquidação e serão pagos conforme as garantias existentes e a ordem legal de preferência entre credores.

O liquidante nomeado será o responsável por apurar os valores devidos e conduzir os pagamentos possíveis.

Vale lembrar que quem tem dinheiro em conta corrente ou aplicações simples está protegido, mas dentro dos limites previstos.

O Banco Central informa que, em casos de intervenção ou liquidação de bancos, os depositantes contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por pessoa, considerando o conjunto de depósitos e produtos elegíveis mantidos na instituição.

Essa garantia se aplica aos clientes do Will Bank que se enquadram nas regras do fundo, respeitado o limite estabelecido. Veja mais sobre na reportagem abaixo:

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Will Bank: entenda a ligação do banco digital com o Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 22:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, nome fantasia do Will Bank.

A instituição integra o conglomerado do Banco Master, e a medida também interrompe suas atividades.

A instituição faz parte do conglomerado do Banco Master, liquidado pelo BC em 18 de novembro. Desde então, o Will Bank vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC.

Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa.

A fintech surgiu em 2017, no Espírito Santo, a partir do pag!, emissor de cartões de crédito fundado por Felipe Felix — atual CEO — ao lado dos irmãos Giovanni e Walter Piana.

O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, nome fantasia do Will Bank. A instituição integra o conglomerado do Banco Master, e a medida também interrompe suas atividades.

A instituição faz parte do conglomerado do Banco Master, liquidado pelo BC em 18 de novembro. Desde então, o Will Bank vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC.

🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro.

Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa.

A fintech surgiu em 2017, no Espírito Santo, a partir do pag!, emissor de cartões de crédito fundado por Felipe Felix — atual CEO — ao lado dos irmãos Giovanni e Walter Piana.

Em 2020, a empresa passou por uma reformulação e adotou a marca Will Bank, ampliando sua atuação para além do cartão de crédito e se consolidando como banco digital.

Ao longo dos anos, a fintech expandiu seu portfólio de produtos, incluindo conta digital remunerada, pagamentos via PIX e boletos, empréstimo pessoal, antecipação do saque-aniversário do FGTS e um marketplace com sistema de cashback.

A comunicação da marca sempre destacou uma linguagem simples e acessível, reforçando o discurso de democratização do crédito.

Em 2021, a instituição recebeu um aporte de R$ 250 milhões do fundo de private equity da XP e da Atmos Capital, que passaram a deter uma participação minoritária de 24,9%.

No ano seguinte, o banco incorporou a equipe e as parcerias da startup de cashback Getmore, acelerando a estratégia de vendas online e de marketplace.

Em 2024, o grupo passou por uma reestruturação societária relevante. Após aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central, o controle da Will Instituição de Pagamentos foi transferido ao Grupo Reag, enquanto a Will Financeira passou para o controle do Grupo Master.

Como parte do processo, ativos e passivos ligados ao arranjo de pagamentos começaram a ser transferidos da instituição de pagamentos para a financeira.

O Will Bank havia registrado melhora em seus resultados recentes. No primeiro semestre de 2024, a companhia reverteu prejuízos acumulados e apurou lucro líquido de R$ 47,4 milhões, segundo dados divulgados pela própria instituição.

BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank, ligado ao Banco MasterO que acontece com contas, cartões e CDBs dos clientes do Will BankPor que a liquidação do Will Bank veio só dois meses após o caso MasterClientes relatam falhas para realizar movimentações após intervenção do BC

A decisão do BC levantou a seguinte dúvida: por que o desfecho veio apenas agora, se o Master havia sido liquidado em novembro? A resposta está em uma combinação de fatores.

Após a liquidação do Master, o Will Bank passou a operar sob gestão do Banco Central, que assumiu temporariamente o controle da instituição para evitar o agravamento da situação e prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro.

Segundo o BC, houve uma tentativa de preservar a operação da instituição, visando ao interesse público.

De acordo com apurações do blog do Valdo Cruz, o Will Bank ainda não havia sido liquidado para permitir a venda a um novo investidor de origem árabe, que demonstrava interesse na compra. O negócio, porém, não foi concluído.

Somado a isso, a instituição descumpriu a grade de pagamentos com a Mastercard, o que agravou a situação. No dia seguinte, a empresa anunciou a suspensão da aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank em razão das dívidas.

Em nota, o BC citou o impasse para justificar a liquidação. No comunicado, o órgão afirma que o cenário comprometeu a “situação econômico-financeira” da instituição e caracterizou sua insolvência.

Segundo a TV Globo apurou, Maurício Antônio Quadrado, ligado ao Will Bank, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (14). De acordo com fontes da PF, ele é sócio oculto de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. A instituição enfrentava dificuldades financeiras, com alto custo de captação e forte exposição a investimentos considerados arriscados.

Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram diante de questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções ao banco em investigações. O alerta no mercado se intensificou quando o Master passou a oferecer CDBs com rentabilidades muito acima do padrão.

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