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‘Rainha da maçã do amor’: como empreendedora transformou doces em negócio de R$ 10 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Rainha da maçã do amor': como empreendedora transformou doces em negócio de R$ 10 mil por mês Tradicional nas festas juninas, a maçã do amor ganhou versões coloridas, acabamento perfeito e se tornou protagonista em eventos de Araraquara (SP). Por Pegn

Em Araraquara, no interior de São Paulo, a confeiteira encontrou na simplicidade da maçã uma receita de sucesso.

Especialista no preparo da tradicional maçã do amor, ela se tornou referência em festas e eventos da cidade, faturando cerca de R$ 10 mil por mês.

A história começou de forma inesperada. Prestes a se casar, buscava uma fonte extra de renda para custear a festa e decidiu vender doces.

O sucesso maior veio com a maçã do amor. Insatisfeita com as versões tradicionais, ela se juntou a um grupo de confeiteiras em busca do “caramelo perfeito”.

Em Araraquara, no interior de São Paulo, a confeiteira encontrou na simplicidade da maçã uma receita de sucesso.

Especialista no preparo da tradicional maçã do amor – agora com cores e acabamentos personalizados –, ela se tornou referência em festas e eventos da cidade, faturando cerca de R$ 10 mil por mês.

A história começou de forma inesperada. Prestes a se casar, buscava uma fonte extra de renda para custear a festa e decidiu vender doces.

“Me encantei com o suspiro, fui na internet, peguei uma receita e executei. Não casei, mas ganhei uma nova profissão”, lembra. O doce leve e de baixo custo foi o impulso para mergulhar no empreendedorismo, levando-a a fazer cursos e investir R$ 10 mil no negócio.

O sucesso maior, no entanto, veio com a maçã do amor. Insatisfeita com as versões tradicionais, ela se juntou a um grupo de confeiteiras de várias partes do Brasil em busca do “caramelo perfeito” – aquele que não derrete e mantém o brilho por mais de 24 horas.

Confeiteira fatura R$ 10 mil por mês com receita especial de maçã do amor — Foto: Reprodução/Tv Globo

Após muita pesquisa e testes, a receita ideal foi alcançada. Hoje, oferece maçãs personalizadas nas cores que o cliente quiser, e seu nome virou sinônimo do doce na cidade.

Para impulsionar as vendas, aposta nas redes sociais e parcerias com influenciadores locais. Também surfa em novas tendências, como o “morango do amor”, que rendeu vídeos com mais de meio milhão de curtidas.

Além da produção, aprendeu a precificar de forma estratégica, levando em conta todos os custos e insumos para garantir lucro.

O próximo passo é conquistar seu próprio ateliê, ampliar a produção e oferecer cursos para outras mulheres que desejam independência financeira.

“Eu busco muito. Parece que o que eu tenho ainda não é suficiente. Quero mais”, diz a confeiteira, que há quase uma década transforma açúcar, cor e criatividade em inspiração – e em um negócio cada vez mais doce.

Confeiteira fatura R$ 10 mil por mês com receita especial de maçã do amor — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 Rua Francisco Nobile, 21 – Parque Res. Vale do Sol, Araraquara/SP – CEP: 14804-127📞 (16) 98201-8266✉️ docesararaquara7@gmail.com📘 Facebook📸 Instagram

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De hacker mirim a bilionário: como o único não-herdeiro entre os 10 jovens mais ricos do Brasil fez fortuna

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Empreendedorismo De hacker mirim a bilionário: como o único não-herdeiro entre os 10 jovens mais ricos do Brasil fez fortuna Pedro Franceschi é o 8º brasileiro mais rico abaixo dos 30 anos, e começou desbloqueando iPhones ainda criança. Hoje, lidera a fintech Brex, avaliada em US$ 3,4 bilhões pela Forbes USA. Por Redação g1, Rafaela Zem — São Paulo

Cofundador e CEO da Brex, plataforma de gestão de gastos corporativos com base em inteligência artificial, Franceschi lidera uma empresa que atende mais de 30 mil companhias no mundo.

A virada financeira ocorreu em janeiro de 2022, quando a Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões, colocando Franceschi oficialmente no grupo dos bilionários.

A trajetória de Franceschi, no entanto, começou muito antes, marcada por sinais de genialidade precoce.

Pedro Franceschi é o único da lista que construiu o patrimônio a partir do próprio trabalho. — Foto: Redes sociais/ Reprodução

Aos 28 anos, Pedro Franceschi aparece entre os mais jovens bilionários do Brasil. Ele ocupa a 8ª posição no ranking divulgado pela revista Forbes nesta quinta-feira (28), que revela um padrão: entre os 10 jovens mais ricos do país, nove herdaram suas fortunas.

A exceção é Franceschi, único da lista que construiu o patrimônio de R$ 3,3 bilhões a partir do próprio trabalho — chamado de bilionário "self-made".

Cofundador e CEO da Brex, plataforma de gestão de gastos corporativos com base em inteligência artificial, Franceschi lidera uma empresa que atende mais de 30 mil companhias no mundo.

Fundada em 2017 no Vale do Silício, a Brex oferece soluções que vão de cartões corporativos a softwares para gestão de viagens e despesas.

A virada financeira ocorreu em janeiro de 2022, quando a Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões, colocando Franceschi oficialmente no grupo dos bilionários. Hoje, segundo a Forbes USA, a empresa vale US$ 3,4 bilhões.

A trajetória de Franceschi, no entanto, começou muito antes, marcada por sinais de genialidade precoce.

Nascido e criado no Brasil, Franceschi teve contato com computadores aos 6 anos. Aos 8, já programava. Três anos depois, desbloqueava iPhones com tanta habilidade que passou a cobrar pelo serviço — com o dinheiro, comprou o próprio celular.

Na adolescência, criou ferramentas como o Quick2gPwner e o QuickOib, que facilitaram o jailbreak de iPods e a instalação do iPhone Linux. Aos 13 anos, lotou o Planetário do Rio de Janeiro no TEDxSudeste, onde foi apresentado como jovem programador promissor e respeitado “ex-hacker”.

Aos 15, voltou a chamar atenção ao fazer a Siri, assistente de voz do iPhone 4S, funcionar em português antes mesmo de a Apple lançar suporte oficial ao idioma. Questionado sobre o futuro, dizia que se via “trabalhando em uma grande empresa como a Apple”.

Hoje, lidera a própria empresa. A parceria com Henrique Dubugras, seu sócio na Brex, começou em 2012, após uma discussão no Twitter sobre editores de texto para programação.

“A gente viu que não dava para brigar em 140 caracteres, então foi pro Skype. Depois viu que não conseguíamos mais brigar e viramos amigos”, contou Franceschi em entrevista ao g1, em 2014.

Da amizade nasceu a sociedade: juntos criaram a Pagar.me, startup de pagamentos online que simplificava a intermediação entre lojas virtuais, bandeiras de cartão e bancos, com sistema antifraude integrado.

Na mesma época, ambos foram aprovados em Stanford, mas adiaram o sonho acadêmico para focar na empresa. Anos depois, Franceschi retomou os estudos e concluiu a graduação em Ciência da Computação na universidade americana.

Em 2017, Franceschi e Dubugras fundaram a Brex no Vale do Silício. No ano seguinte, lançaram os primeiros produtos voltados a startups: um cartão corporativo e um programa de pontos. Desde então, a empresa se especializou em soluções financeiras para negócios em rápido crescimento.

Além da Brex, Franceschi atua em conselhos de grandes companhias. Desde abril de 2022, integra o board da Coupang, gigante sul-coreana do e-commerce. Entre 2021 e 2023, fez parte do conselho da Stone, empresa brasileira de tecnologia em pagamentos.

Com patrimônio estimado em R$ 3,3 bilhões, Franceschi vive atualmente em San Francisco, de onde lidera a Brex e segue criando soluções que conectam tecnologia e finanças em escala global.

Amelie Voigt TrejesPatrimônio: R$ 3,4 bilhõesIdade: 20 anosFonte de riqueza: WEGFilha de Cladis Voigt Trejes, herdou parte das ações da mãe na WEG e divide o patrimônio com os irmãos Pedro e Felipe.Lívia VoigtPatrimônio: R$ 6,6 bilhõesIdade: 20 anosFonte de riqueza: WEGNeta de Werner Ricardo Voigt, fundador da WEG. Já chegou a ser considerada a bilionária mais jovem do mundo em 2024.Felipe Voigt TrejesPatrimônio: R$ 3,6 bilhõesIdade: 23 anosFonte de riqueza: WEGIrmão de Amelie e Pedro Voigt Trejes.Pedro Voigt TrejesPatrimônio: R$ 3,6 bilhõesIdade: 23 anosFonte de riqueza: WEGTambém irmão de Felipe e Amelie Voigt Trejes.Helena Marina da Silva PetryPatrimônio: R$ 1,9 bilhãoIdade: 23 anosFonte de riqueza: WEGHerdeira de Eggon João da Silva, cofundador da WEG.Ana Flávia da Silva PetryPatrimônio: R$ 1,9 bilhãoIdade: 26 anosFonte de riqueza: WEGIrmã de Helena Petry.Dora Voigt de AssisPatrimônio: R$ 6,6 bilhõesIdade: 27 anosFonte de riqueza: WEGNeta de Werner Ricardo Voigt, fundador da companhia catarinense.Pedro FranceschiPatrimônio: R$ 3,3 bilhõesIdade: 28 anosFonte de riqueza: BrexFundador da fintech Brex, com sede em São Francisco (EUA). É o único do ranking que construiu sua fortuna fora da herança.Izabela Henriques FefferPatrimônio: R$ 2,3 bilhõesIdade: 28 anosFonte de riqueza: Grupo SuzanoBisneta de Leon Feffer, fundador da Suzano.Max Van Hoegaerden Herrmann TellesPatrimônio: R$ 29,3 bilhõesIdade: 29 anosFonte de riqueza: AB InBev / 3G CapitalFilho de Marcel Herrmann Telles, vive em Nova York.

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Defender o home office nas redes custou o emprego deles, mas posts justificam demissão?

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Trabalho e Carreira Defender o home office nas redes custou o emprego deles, mas posts justificam demissão? Wanderley e Jenifer foram demitidos após criticarem o modelo presencial nas redes. O g1 ouviu especialistas para entender se empresas podem punir esse tipo de post e até onde vai o controle sobre o que funcionários publicam. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Wanderley e Jenifer foram desligados de suas empresas após publicarem desabafos sobre as dificuldades do modelo presencial. Mesmo sem citar os empregadores, seus posts foram interpretados como sinais de insatisfação e culminaram em demissões.

As empresas alegaram quebra de confiança e desalinhamento com a cultura organizacional, ainda que as postagens tenham sido feitas fora do horário de trabalho e sem conteúdo ofensivo.

Profissionais de RH afirmam que o problema está na ausência de canais abertos de comunicação. Sem espaço para conversar internamente, os funcionários recorrem às redes sociais, o que acaba gerando conflitos e, muitas vezes, demissões.

Empresas podem aplicar sanções, inclusive demissão por justa causa, quando postagens violam regras internas, expõem informações sigilosas ou comprometem a imagem institucional. No entanto, isso exige critérios claros e provas.

Especialistas destacam que, em casos de abuso ou perseguição, o trabalhador pode recorrer à Justiça e até pleitear indenizações por danos morais.

Era mais um dia de trem lotado e cansaço acumulado quando Wanderley Bueno, então coordenador de segurança da informação, decidiu registrar a cena e desabafar em seu status do WhatsApp:

"Ainda tem gente que defende o presencial. Enquanto eu estou aqui, passando por isso, muitos gerentes vão para casa dentro de suas SUVs, com ar-condicionado, tranquilos".

A frase, que poderia ser apenas uma queixa entre contatos pessoais, percorreu corredores invisíveis até chegar à diretoria. Em pouco tempo, Wanderley foi afastado de reuniões, perdeu espaço na liderança e, um mês e meio depois, acabou demitido.

Wanderley Bueno foi demitido da empresa após reclamar do modelo presencial em seu status do WhatsApp: — Foto: g1

Do outro lado da cidade de São Paulo, em um vagão igualmente apertado, Jenifer Matias vivia uma situação parecida.

Especialista em gestão de risco e compliance, ela ficou presa por quase 4h no metrô durante um incidente na linha. Sem ar-condicionado e com pessoas passando mal ao redor, pensou no quanto tudo aquilo poderia ser evitado com o trabalho remoto. E escreveu sobre isso no LinkedIn.

Segundo Jenifer, as postagens sempre foram respeitosas. Mesmo assim, chamaram a atenção da chefia. Primeiro vieram os alertas informais e, por fim, a demissão. A justificativa? Quebra de confiança e insatisfação com a empresa, mesmo sem nunca ter citado o nome da companhia nas postagens.

"Fui demitida por expressar uma opinião que todos partilhavam, inclusive a própria gerente", conta.

As histórias de Wanderley e Jenifer acontecem em meio à tendência de retorno ao modelo presencial e à redução das vagas com possibilidade de home office.

Como mostrou o g1 em reportagem publicada em fevereiro deste ano, há um movimento crescente de empresas que estão revendo suas políticas de trabalho remoto, reduzindo benefícios ou exigindo maior presença física dos funcionários nos escritórios.

O problema é que essa retomada ao presencial nem sempre leva em conta quem foi contratado no modelo remoto ou reorganizou a vida para isso.

Isso ajuda a explicar por que manifestações contrárias ao presencial têm se tornado cada vez mais frequentes nas redes. Acontece que, muitas vezes, elas são encaradas como sinais de desalinhamento cultural pelas empresas e usadas como justificativas para demissões.

Mas esses desligamentos vão além do debate sobre o trabalho remoto. Em um mundo cada vez mais conectado, é comum que as redes sociais se tornem espaço para desabafos sobre o cotidiano: o trabalho, o transporte, o cansaço, as angústias.

🤔 E é nesse contexto que surgem outras perguntas: até onde podemos usar as redes como um diário pessoal? As empresas têm o direito de controlar o que seus funcionários publicam fora do ambiente corporativo? É possível demitir alguém apenas por discordar de uma opinião?

➡️ A seguir, especialistas ajudam a esclarecer essas e outras questões, fundamentais para entender o que está em jogo quando o assunto é liberdade de expressão nas redes e relações de trabalho.

Wanderley conta que enfrentava jornadas de até 13 horas, era acionado fora do expediente e ainda precisava se deslocar diariamente entre Itaquera e o centro de São Paulo para trabalhar. Foi esse pacote de exaustão física e mental que, segundo ele, culminou no desabafo publicado no WhatsApp.

O que mais o decepcionou foi descobrir que a postagem havia sido repassada à chefia por um colega do mesmo nível hierárquico.

"Aprendi da pior forma que colegas não são amigos. (…) Me senti traído. Se fosse eu, chamaria o colega para um café e diria: ‘Apaga isso, vai te prejudicar'", desabafa.

Wanderley enxerga o episódio como um atentado à liberdade de expressão e afirma que isso mudou completamente a sua forma de se relacionar no mundo corporativo.

Desde a demissão, parou de adicionar colegas em perfis pessoais, evita compartilhar situações da vida privada e começou a revisar suas postagens com a ajuda de inteligência artificial.

Já Jenifer, explica que começou a se manifestar em defesa do home office após viver a experiência traumática durante o incidente na linha. O episódio reforçou sua preferência pelo trabalho remoto.

Na reunião de desligamento, ela afirma ter ouvido da gerente que os conteúdos estavam prejudicando a imagem da empresa.

Jenifer Matias passou a se manifestar em defesa do remoto após viver uma experiência traumática — Foto: g1

"Hoje, me pego pensando: será que preciso deixar de ser eu mesma para não perder um emprego?", questiona Jenifer.

O clima pós-saída também foi tenso. Segundo ela, colegas que curtiram sua mensagem de despedida teriam sido repreendidos e orientados a apagar os elogios. Jenifer recebeu mensagens privadas com pedidos de desculpas e relatos de medo de retaliação.

Atualmente desempregada, ela considera empreender na área de turismo, para criar um ambiente flexível. Ela também pretende entrar com uma ação trabalhista contra o antigo empregador.

"Vou entrar com uma ação. As empresas precisam entender que opinião não é difamação".

Especialistas em recursos humanos afirmam que, por trás desse tipo de desligamento, existe uma preocupação crescente com a imagem institucional, tanto diante do mercado quanto entre o próprio quadro de funcionários.

Para Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), esse é um problema que começa com uma falha básica: a falta de diálogo dentro das empresas.

Muitas vezes, profissionais desejam mais flexibilidade, como trabalhar de casa, mas não encontram abertura para conversar com suas lideranças. Sem esse espaço, o desabafo acaba migrando para as redes sociais — e é aí que os conflitos costumam explodir, explica.

Leyla ressalta que demitir alguém por uma postagem deveria ser a última medida, e não a primeira. Isso porque o desligamento impacta não apenas o profissional, mas também o clima do time e a reputação construída pela marca.

"Se a demissão não for bem pensada, o funcionário sai com uma experiência ruim e isso pode prejudicar a imagem da empresa no mercado, como marca empregadora", diz Leyla.

Para a diretora da ABRH, postagens criticando o modelo presencial podem ser interpretadas como um sinal de insatisfação, mas deveriam servir como alerta.

"Ao invés de punir, a empresa poderia usar esse sinal como uma chance de ouvir melhor seus colaboradores e melhorar o ambiente de trabalho", conclui Leyla.

Outro ponto citado por especialistas é que muitas companhias ainda não têm diretrizes claras sobre o uso de redes sociais.

Depende. De acordo com a advogada Elisa Alonso, tudo depende do teor da postagem e do impacto que ela pode gerar na imagem da empresa.

"Se a postagem prejudicar a reputação da organização, violar regras internas ou expor informações sigilosas, o empregador pode aplicar sanções que vão desde advertências até a demissão por justa causa", explica Elisa.

Também entram nessa lista postagens que revelem informações estratégicas, como projetos confidenciais ou dados de clientes, o que pode configurar quebra de confidencialidade e justificar a rescisão do contrato.

Além disso, conteúdos considerados discriminatórios ou incompatíveis com os valores da empresa podem gerar punições.

Essas regras valem mesmo quando a postagem é feita fora do horário de trabalho, principalmente quando o profissional é facilmente identificado como funcionário da empresa.

Casos de assédio virtual contra colegas, como mensagens ofensivas ou o vazamento de conversas privadas, também podem resultar em demissão, já que impactam diretamente o clima organizacional e a cultura da empresa.

Nos casos de Wanderley e Jenifer, as demissões foram sem justa causa. Isso significa que a empresa teve que pagar todos os direitos trabalhistas, como aviso prévio, multa do FGTS e demais verbas rescisórias.

Segundo o advogado trabalhista Affonso Garcia Moreira Neto, essa é uma escolha mais segura para evitar conflito, já que não exige comprovação de dano à imagem ou quebra de regras internas.

A demissão por justa causa é considerada a punição mais severa e só pode ser aplicada em casos de falta grave.

Nesses casos, a empresa precisa agir rapidamente após tomar conhecimento do fato e apresentar provas concretas. Caso contrário, o juiz pode entender que a punição foi exagerada e reverter a justa causa.

Mesmo em demissões sem justa causa, o trabalhador pode recorrer à Justiça se sentir que foi perseguido ou que houve abuso por parte da empresa.

"É possível pedir indenização por danos morais, desde que se comprove ofensa à dignidade ou perseguição", orienta Affonso Neto.

O advogado destaca que já existem decisões judiciais reconhecendo esse tipo de dano, inclusive em situações envolvendo postagens nas redes sociais.

Um dos casos mais recentes envolveu uma mulher que recebeu R$ 30 mil de indenização após ser demitida por publicar críticas às ações de Israel na Cisjordânia. A decisão foi tomada pela 15ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Apesar disso, Affonso pondera: a liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição, mas não é absoluta.

Isso significa que o funcionário pode se manifestar, mas precisa ter responsabilidade sobre o que publica. E que, se a postagem for respeitosa e não causar prejuízo direto à empresa, dificilmente será considerada motivo para justa causa.

Podem. Segundo a advogada Adriana Faria, a empresa tem o direito de proibir ou restringir publicações dos seus funcionários nas redes sociais.

No entanto, essa proibição precisa estar prevista no contrato de trabalho ou em uma política interna clara. E não pode ser genérica ou abusiva. É necessário justificar a regra com motivos razoáveis, como a proteção de informações confidenciais ou da imagem institucional.

"O RH deve desenvolver políticas claras e objetivas sobre o uso das redes sociais pelos funcionários, definindo o que pode ou não ser compartilhado e quais são as consequências em caso de descumprimento", conclui Adriana.

A disputa pelo "melhor modelo de trabalho" está longe de terminar e vem ganhando força à medida que mais empresas abandonam o home office e retomam o expediente presencial.

Essa é a realidade de empresas que decidiram proibir ou reduzir drasticamente os dias de teletrabalho, como a Amazon e a Dell.

Esse declínio é visto em números. Um levantamento da consultoria imobiliária JLL mostra que a taxa de vacância de imóveis comerciais (de unidades disponíveis para locação) diminuiu, voltando a patamares ainda menores que o momento pré-pandemia.

O "êxodo remoto" também é notado em sites de recrutamento, como a Gupy. A empresa registra cada vez menos oportunidades de trabalho remoto, enquanto as vagas presenciais ou híbridas aumentam.

A insegurança quanto à produtividade é o principal razão para esse fenômeno, apontam registros da ABRH.

Uma pesquisa da Mercer Brasil com 365 profissionais de RH revela as principais dificuldades no modelo remoto:

🤷 76% citam ter insegurança sobre a produtividade no sistema remoto;💻 66% mencionam excesso de reuniões.👀 51% têm dificuldade em acompanhar iniciantes.👨‍💼 61% apontam a liderança como um desafio.🏢 52% consideram a cultura organizacional um impeditivo.

Multidão de passageiros se aglomera na Estação da Luz da CPTM, na região central de São Paulo, após os transtornos causados pelo temporal que atingiu a cidade na tarde desta sexta-feira, 24. A CPTM registrou interrupção da circulação de trens em trechos de diversas linhas em razão dos alagamentos provocados pela chuva — Foto: ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Apesar disso, especialistas ressaltam que os problemas têm origem em falhas internas das empresas, como:

⚠️ Planejamento deficiente por parte da liderança⌚ Falta de maturidade dos colaboradores para gerir tempo e tarefas🙋‍♀️️ Perfis de negócios que dependem de colaboração constante entre equipes

Para muitos profissionais, o retorno ao presencial é inviável — seja pelo tempo de deslocamento, segurança, rotina familiar ou qualidade de vida.

O home office, por outro lado, oferece autonomia, redução de custos e mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Por isso, muitos preferem pedir demissão a abrir mão desse modelo.

Com o mercado aquecido, a mobilidade profissional aumentou. Em 2024, cerca de 8,5 milhões de brasileiros pediram demissão voluntária. Entre eles, 53 mil foram ouvidos pelo Ministério do Trabalho. Segundo os dados:

❌ 15,7% deixaram o emprego por falta de flexibilidade🚌 21,7% por dificuldade de locomoção🍼 9,1% pela necessidade de cuidar da família

E além da mobilidade urbana, há outros fatores que tornam o trabalho presencial menos atrativo: medo de assaltos, importunação sexual e falta de tempo para estudos ou cuidados com a saúde foram motivos citados por trabalhadores entrevistados pelo g1.

Em 2024, cerca de 8,5 milhões de brasileiros pediram demissão voluntária — Foto: Freepik/ Reprodução

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De cortador de fios a empresário: paixão por lingerie vira negócio familiar com faturamento de R$ 90 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De cortador de fios a empresário: paixão por lingerie vira negócio familiar com faturamento de R$ 90 mil por mês Inspirado por um desfile aos 10 anos, mineiro criou marca própria, vende para o Brasil e exterior e ainda presta consultoria para concorrentes no polo nacional da moda íntima. Por Pegn

Val Allans transformou uma paixão de infância em um negócio que hoje fatura e inspira outros empreendedores.

O primeiro contato de Val com o universo da moda íntima aconteceu aos 10 anos, quando assistiu a um desfile na cidade.

Com dedicação, aprendeu todas as etapas do processo de produção e das vendas – da costura à criação de coleções, da etiquetagem à montagem de vitrines.

Com apoio financeiro da irmã e experiência acumulada, Val fundou sua própria marca de moda íntima.

👙 A cidade de Juruaia, em Minas Gerais, é conhecida como a “capital da lingerie”. Por lá, são mais de 200 confecções responsáveis por movimentar a economia local e gerar cerca de 5 mil empregos.

No meio desse cenário, a história de Val Allans chama atenção: ele transformou uma paixão de infância em um negócio que hoje fatura e inspira outros empreendedores.

O primeiro contato de Val com o universo da moda íntima aconteceu aos 10 anos, quando assistiu a um desfile na cidade.

“Fiquei deslumbrado com aquilo. Meu olhar encheu de esperança e eu pensei: quero fazer parte desse universo”, relembra.

A partir daí, começou sua jornada em uma confecção local, realizando tarefas simples como cortar fios das peças.

🪡🧵 Com dedicação, aprendeu todas as etapas do processo de produção e das vendas – da costura à criação de coleções, da etiquetagem à montagem de vitrines.

Empreendedor transforma paixão por lingerie em negócio de R$ 90 mil por mês — Foto: Reprodução/Tv Globo

A dedicação o levou a se tornar sócio de sua ex-chefe, experiência que durou dois anos e abriu caminho para voos maiores.

Com apoio financeiro da irmã e experiência acumulada, Val fundou sua própria marca de moda íntima.

Hoje, a empresa tem produção terceirizada em até 10 oficinas e vendas 97% online, alcançando clientes em todo o Brasil e no exterior – incluindo Estados Unidos, Portugal e Austrália.

O empreendedor também presta consultoria para cerca de 30 marcas concorrentes, atividade que gera R$ 20 mil por mês, além dos R$ 70 mil mensais faturados pela loja de roupas.

“Acredito que todas as marcas têm seu próprio DNA. Meu compromisso é com o desenvolvimento de empreendedores, municípios e da região”, diz Val Allans.

Empreendedor transforma paixão por lingerie em negócio de R$ 90 mil por mês — Foto: Reprodução/Tv Globo

A novela “Dona de Mim”, exibida pela TV Globo, também contribuiu para a visibilidade da marca. Inspirado pela trama, Val lançou uma coleção colorida que reflete a essência da empresa.

“A novela dita tendências e consumo. Desde o início, fiquei ansioso para ver o que ela traria de novidade”, afirma o empreendedor.

Em um momento emocionante, Val recebeu uma mensagem especial do ator Tony Ramos, que interpreta o empresário Abel na novela (veja em vídeo acima).

“Você tem uma história vencedora. Imagino como seja manter seus sonhos e seu negócio. É isso que nos move”, declarou o ator.

Para o futuro, Val planeja ampliar o alcance da confecção e seguir gerando renda para outras empreendedoras revendedoras.

“Assim como a moda íntima mudou a minha vida, quero que mude a vida de outras pessoas”, completa Val Allans.

Empreendedor transforma paixão por lingerie em negócio de R$ 90 mil por mês — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 Rua Francisco Antônio de Melo 369 – Centro – Juruaia/MG –CEP: 37805-000📞 Telefone: (35)99898-4456✉️ E-mail: modellelingerie@outlook.com🌐 Site: https://loja.modellelingerie.com.br📱Instagram: https://www.instagram.com/modellelingerie📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/16ux1ke7sE/?mibextid=wwXIfr

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Como uma comunidade rural da Paraíba criou um polo gastronômico que fatura R$ 1 milhão por ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 19:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Como uma comunidade rural da Paraíba criou um polo gastronômico que fatura R$ 1 milhão por ano Na zona rural de Areia (PB), moradores transformaram a vocação turística da região em uma rede de negócios que valoriza a cultura local, gera renda e atrai milhares de visitantes em busca de experiências autênticas. Por Pegn

Na Serra da Borborema, a sete quilômetros do centro de Areia (PB), onde o frio nordestino atrai visitantes nos meses de junho a agosto, a comunidade rural de Chã de Jardim vive um exemplo inspirador de como o empreendedorismo pode mudar realidades.

Liderada por Luciana Balbino, moradora local e formada em História, a região deixou de ser apenas um ponto no mapa para se tornar referência em turismo de experiência, gastronomia e hospedagem.

Luciana sempre acreditou que as pessoas têm o direito e o privilégio de viver onde nasceram. Com esse propósito, reuniu jovens da comunidade, criou uma associação e buscou capacitação em áreas como condução de trilhas e roteiros turísticos.

Aos poucos, surgiram novos empreendimentos: uma fábrica de polpa de frutas, um restaurante e, mais tarde, uma pousada com três modalidades de hospedagem — camping, glamping e chalés inspirados em casas de avós.

O restaurante, que começou com investimento de R$ 10 mil e utensílios emprestados, hoje recebe até 1,5 mil clientes nos finais de semana de alta temporada, fatura R$ 1 milhão por ano e oferece pratos típicos preparados com ingredientes comprados exclusivamente de produtores locais.

Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba — Foto: Reprodução/Tv Globo

“Faço questão de comprar tudo aqui, só trago de fora o que não conseguimos produzir”, conta Luciana.

“Não vendo comida, vendo uma experiência gastronômica”, diz Luciana. O restaurante, que começou com 80 lugares, oferece pratos como galinha de capoeira, buchada, tripa frita e até tanajura.

Ao redor do restaurante, surgiram pequenas bodegas e lojinhas de artesanato e produtos típicos, administradas por 27 microempreendedores da comunidade.

“Cada lojinha é de uma pessoa diferente. Aqui não é só um restaurante, é uma cadeia de empreendedores”, explica.

O espaço oferece desde picolés de sabores inusitados, como pitomba e canjica, até brinquedos tradicionais feitos de bananeira. Para muitos, a venda no local representa a principal fonte de renda.

A demanda dos clientes por hospedagem motivou a abertura da pousada, com investimento inicial de R$ 60 mil. O negócio, que já fatura R$ 300 mil por ano, se destaca pelo glamping – uma versão sofisticada do camping – e pelos chalés com decoração afetiva.

Para Luciana, o segredo do sucesso está em “fazer o que acredita no coração” e oferecer algo único. “Hoje vejo crianças dizendo que querem trabalhar aqui ou abrir negócios na comunidade. Ninguém mais sonha em ir embora, porque sabem que é possível viver com dignidade aqui”, afirma.

Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba — Foto: Reprodução/Tv Globo

Com faturamento crescente e um ecossistema de negócios interligados, Chã de Jardim se consolidou como destino turístico, gastronômico e cultural no interior da Paraíba, mostrando que desenvolvimento e preservação das raízes podem caminhar juntos.

“Quando alguém sugere algo, é uma consultoria gratuita. Cabe a nós escutar e colocar em prática”, diz Luciana, que vê o empreendedorismo como ferramenta de transformação. “A receita do sucesso é amar o que faz, ter propósito e oferecer algo único.”

O impacto é visível. Crianças da comunidade sonham em trabalhar no restaurante ou abrir seus próprios negócios. “Hoje ninguém mais sonha em abandonar Chã de Jardim. Esse legado vai perdurar por muitas gerações”, afirma emocionada.

Luciana prova que é possível empreender com afeto, valorizando o coletivo e resgatando memórias afetivas. E mostra que, mesmo nos cantos mais afastados do país, grandes negócios podem nascer — e transformar realidades.

Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba — Foto: Reprodução/Tv Globo

📍 Sitio Chã do Jardim, s/n – Zona Rural – Areia/PB -CEP: 58397-000📞 Telefone: (83) 99998-2597 e (83) 99810-2177✉️ E-mail: lucbalbino@yahoo.com.br📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/1GMskorzLB/?mibextid=wwXIfr📱 Instagram: https://www.instagram.com/restaurantevomaria

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Pedrada, linguagem GenZ e mais: empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Pedrada, linguagem GenZ e mais: empreendedores fazem de tudo por likes, mas trends exigem cautela Especialistas alertam que é preciso tomar cuidados, como evitar humor ofensivo ou passível de má interpretação, respeitar direitos autorais de músicas e imagens e não expor funcionários sem consentimento. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Empreendedores têm recorrido à linguagem da geração Z para viralizar nas redes sociais, divulgar promoções e atrair clientes.

De comerciantes a multinacionais, passando por padres, órgãos públicos e até pelo governo federal, muitos têm adotado gírias da geração Z.

Um exemplo é o vídeo de uma rede de drogarias em Iturama, Minas Gerais, que ultrapassou 4,2 milhões de visualizações no TikTok.

Outro exemplo vem de uma loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Graças à forte presença online, o estabelecimento ganhou visibilidade e se consolidou como marca local.

Aderir às trends pode ser uma boa forma de surpreender clientes e divulgar a marca com humor. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, é preciso cautela para evitar conteúdos ofensivos, riscos à saúde física ou situações constrangedoras para os funcionários.

Se você acessou o TikTok ou Instagram nos últimos dias, sem dúvidas deve ter esbarrado com vídeos que iniciam com o seguinte bordão: “oi divos e divas”, e ainda traz algumas expressões como “babadeiro”, “iconic”, “faraônico” e “aesthetic”.

Essas são gírias da geração Z que vêm sendo adotadas por empreendedores para viralizar nas redes sociais, divulgar promoções e atrair clientes.

De comerciantes a multinacionais, passando por padres, órgãos públicos e até pelo governo federal, muitos têm recorrido à linguagem da geração Z para se aproximar dos mais jovens.

🤔 Mas isso realmente funciona? Traz retorno? Um exemplo é o vídeo de uma rede de drogarias em Iturama, Minas Gerais, que ultrapassou 4,2 milhões de visualizações no TikTok. Nele, Seu Antônio, um senhorzinho que esbanja carisma, divulga o comércio usando gírias da geração Z.

“Hoje, não existe ferramenta melhor de marketing do que as redes sociais. Em seis meses de trabalho mais intenso, nosso faturamento cresceu 25%. Mesmo com novas farmácias na cidade, nosso faturamento só subiu”, explica Daniela Ferreira, proprietária da drogaria.

Daniela conta que contratou um gestor de tráfego para a empresa, que passou a atuar com foco no Instagram e no TikTok. O conteúdo é adaptado a cada plataforma:

Mel Mendes, uma das funcionárias da drogaria, foi descoberta pelo TikTok e acabou assumindo o papel de criadora de conteúdo da empresa. Além de atuar nas vendas, tem autonomia para produzir e editar os vídeos.

“A gente só orienta a trabalhar com a ética, mas a criatividade é toda dela, de colocar humor dentro do nosso trabalho”, explica Daniela. Ela ressalta que a drogaria evita conteúdos que possam estimular a automedicação e sempre orienta o público a procurar profissionais de saúde.

Segundo a proprietária, os funcionários participam das gravações dentro do horário de trabalho e de forma voluntária. Desde então, a drogaria passou a receber clientes de outras cidades, interessados em comprar e conhecer a equipe.

“Vejo muitos empresários que não dão oportunidade aos próprios funcionários, e isso é um erro. Muita gente duvida da geração Z, mas eu acredito no potencial deles, que é enorme”, completa Daniela.

Vídeo de uma rede de drogarias em Iturama, Minas Gerais, ultrapassou 4,2 milhões de visualizações. — Foto: Reprodução/Tiktok

Outro exemplo vem de uma loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Graças à forte presença online, o estabelecimento ganhou visibilidade e se consolidou como marca local.

Segundo Juliana Cardoso, contadora e responsável pelo marketing digital da loja, a pandemia acelerou a transição do atendimento presencial para o digital. Foi nesse período que ela criou as redes sociais do estabelecimento para divulgar produtos e se aproximar dos clientes.

De início, o foco estava em conteúdos simples, como fotos de pisos e promoções. Com o tempo, a estratégia evoluiu para vídeos mais criativos, adotando reels e trends com humor e dancinhas para gerar engajamento.

“O vídeo da tijolada viralizou no Brasil todo. Recebemos mensagens de pessoas do Nordeste, do Sul, de vários lugares perguntando se fazíamos entregas lá”, lembra Juliana.

O post mostra o garoto-propaganda Lucas Rodrigues, conhecido como Feijãozinho, levando uma tijolada após dizer a frase “coloca o capacete que lá vem pedrada”, em referência à música “Malvada”, do cantor Zé Felipe.

Em seguida, a vendedora Gabrielly Mello apresenta as promoções de piso. O vídeo, de apenas 20 segundos, já superou 17 milhões de visualizações no TikTok e foi reproduzido por diversos outros comércios.

“Os vendedores gostam de aparecer porque isso atrai clientes. Há quem vá à loja só para comprar com o Lucas”, diz Juliana.

Embora os vídeos sejam divertidos, existe cuidado para não expor os funcionários a situações constrangedoras ou de risco. “Seguramos as ideias mais exageradas. É preciso cuidado para não passar do limite”, afirma Juliana.

Mesmo com impacto financeiro limitado, já que a loja não atende fora da região, Juliana afirma que as redes sociais aumentaram o faturamento e atraíram novos clientes.

“Por se tratar de material pesado, não conseguimos enviar pelos Correios”, explica. “O retorno financeiro seria muito maior se pudéssemos vender para fora, mas ainda não temos estrutura de caminhões”, completa Juliana.

Aderir às trends pode ser uma boa forma de surpreender clientes e divulgar a marca com humor. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo g1, é preciso cautela para evitar conteúdos ofensivos, riscos à saúde física ou situações constrangedoras para os funcionários.

Ter atenção ao uso de músicas e imagens, respeitando os direitos autorais. Evitar humor ofensivo ou passível de má interpretação.Não expor funcionários ou clientes sem consentimento.Redobrar o cuidado com trends que envolvem riscos físicos.

Para o professor, os memes são ótimos para atrair atenção, mas não garantem aumento nas vendas. Um vídeo pode alcançar milhões de visualizações e viralizar no TikTok, mas isso não significa que tenha sido bem recebido pelo público.

O especialista destaca ainda que as redes sociais vão além de simples vitrines: elas são ferramentas essenciais em todo o ciclo de relacionamento com o consumidor — atraem, fidelizam, divulgam, promovem e ajudam a vender produtos.

Para o consumidor, as redes também funcionam como canal de relacionamento e fonte de pesquisa. Por isso, manter um perfil ativo é fundamental, mesmo quando a venda não acontece on-line.

O professor acrescenta que cada rede social possui linguagem e público próprios. “A diferença não está apenas no tema, mas também no formato e no tom”, afirma.

“O que aparece no Twitter também circula no TikTok, depois chega ao Instagram e, em algum momento, ao WhatsApp. O que diferencia os públicos são os formatos e o tipo de linguagem”, completa.

Loja de materiais de construção em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, ganhou visibilidade e se consolidou como marca local graças à forte presença online. — Foto: Reprodução/Tiktok

Segundo Tainá Alves, coordenadora de Relacionamento Digital do Sebrae, vale acompanhar os conteúdos virais do momento. Mas, ao produzir vídeos ou posts baseados em trends, é fundamental que estejam alinhados aos valores da empresa.

“Não adianta seguir uma trend só para ganhar likes, porque isso pode ser prejudicial. O empreendedor pode até conseguir muitas visualizações e curtidas no momento, mas dificilmente mantém essa audiência ativa depois”, afirma Tainá.

Quando um conteúdo viraliza, significa que o empreendedor “furou a bolha” e alcançou um público além do habitual. Nessas situações, é essencial manter o perfil ativo e garantir uma sequência de conteúdos relevantes nas semanas seguintes.

Essa consistência é crucial porque os algoritmos das plataformas avaliam o engajamento: se os novos seguidores não interagem, o alcance do perfil tende a cair.

A especialista ressalta ainda que um bom conteúdo pode trazer retorno, mas a empresa deve estar preparada com estoque suficiente, atendimento ágil e canais acessíveis.

Isso inclui logística eficiente, respostas rápidas e canais de comunicação como WhatsApp ativos para tirar dúvidas e atender solicitações. Sem esse planejamento, o sucesso momentâneo pode se transformar em problema em vez de oportunidade.

Não custa lembrar que o trabalhador não é obrigado a gravar vídeos para o TikTok ou qualquer rede social se não quiser ou se essa função não fizer parte de seu contrato.

Essa prática pode configurar desvio de função, como explica Paulo Renato Fernandes, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro.

“Quando há desvio de função, o empregado tem direito a receber um adicional. Além disso, há a questão do direito de imagem, que é garantido por lei e precisa ser autorizado. Nesse caso, também é possível solicitar indenização pelo uso da imagem”, explica o professor.

O empregador deve solicitar aos funcionários uma autorização por escrito para o uso de imagem, especificando onde os vídeos serão exibidos.

Mesmo quando essa atividade já consta no contrato, o advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga recomenda obter autorização do funcionário a cada nova campanha publicitária. (veja mais o que diz a lei sobre o tema)

Segundo o advogado, o empregado pode processar a empresa e pedir indenização se se sentir obrigado, induzido ou coagido de alguma forma a participar dos vídeos.

➡️ Mas quem deve aparecer nesses conteúdos? Para Tainá Alves, do Sebrae, o ideal é que o próprio empreendedor participe, pois isso gera credibilidade e conexão.

“Se o empreendedor não tiver interesse, perfil ou aptidão para aparecer, e nenhum colaborador quiser participar da produção de conteúdo, é possível contratar microinfluenciadores”, explica.

📲 Os microinfluenciadores são criadores de conteúdo com número relativamente pequeno de seguidores (geralmente entre 1 mil e 100 mil).

Esses influenciadores, geralmente locais ou de nicho, têm engajamento mais real com comunidades específicas. Segundo Tainá Alves, costumam gerar mais retorno do que grandes influenciadores.

Outro ponto destacado pela especialista é a importância da Geração Z, nativa digital. Mesmo sem grande poder de compra, esse grupo influencia decisões familiares e deve ser incluído nas estratégias de comunicação.

Além disso, a GenZ será o público do futuro. Por isso, é essencial fidelizar esse grupo. “Eles buscam propósito, impacto social e conteúdo autêntico. É com eles que as marcas precisam começar a dialogar desde já”, conclui Tainá.

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Garagem, churrasqueira e R$ 200: como esse ex-açougueiro fatura R$ 300 mil com churrasco

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Garagem, churrasqueira e R$ 200: como esse ex-açougueiro fatura R$ 300 mil com churrasco Matheus Vitor começou vendendo carnes defumadas na garagem de casa e hoje comanda dois restaurantes. Por Pegn — São Paulo

Matheus Vitor, chef e empreendedor de Indaiatuba (SP), encontrou no churrasco defumado à moda americana uma forma de unir paixão, técnica e oportunidade de negócio.

Antes de virar empresário, Matheus foi açougueiro e chef de cozinha. A experiência foi essencial para desenvolver o estilo que hoje é sua assinatura: o American Barbecue adaptado ao paladar brasileiro.

Com apoio da esposa, Lau Niza, ele começou a vender carnes por delivery. No primeiro fim de semana, foram 15 pedidos. Em três meses, já havia fila de espera e reservas antecipadas.

A defumação das carnes leva até 18 horas e é feita com equipamentos específicos, desenvolvidos por Matheus para garantir sabor e aproveitamento.

O que começou com um investimento de apenas R$ 200 e uma churrasqueira improvisada na garagem de casa, hoje é uma marca consolidada com duas unidades de restaurante, 24 funcionários e um faturamento mensal de R$ 300 mil.

Essa é a trajetória de Matheus Vitor, chef e empreendedor de Indaiatuba (SP), que encontrou no churrasco defumado à moda americana uma forma de unir paixão, técnica e oportunidade de negócio. (Assista à reportagem no vídeo acima)

Antes de virar empresário, Matheus foi açougueiro e chef de cozinha. A experiência com cortes e preparos de carne foi essencial para desenvolver o estilo que hoje é sua assinatura: o American Barbecue adaptado ao paladar brasileiro.

A relação com a gastronomia começou cedo, ainda na infância, cozinhando com a mãe. Mas foi após enfrentar preconceitos no mercado de trabalho que Matheus decidiu empreender.

Sem recursos, mas com apoio da esposa, Lau Niza, ele começou a vender carnes defumadas por delivery. No primeiro fim de semana, foram 15 pedidos. Em três meses, já havia fila de espera e reservas antecipadas.

A defumação das carnes leva até 18 horas e é feita com equipamentos específicos, desenvolvidos por Matheus para garantir sabor e aproveitamento — o rendimento das carnes subiu de 70% para 85%. O cardápio é autoral, com pratos como brisquete, costelinha barbecue e nhoque com tomates assados.

Além da técnica, o chef investiu pesado em marketing e criou bordões que viraram marca registrada.

“Comecei a colocar a cara, fiz uns bordões tipo ‘meu nobre’ e ‘my friends’, e isso gerou conexão com os clientes”, conta.

Com o sucesso do delivery, veio o primeiro restaurante. Para atrair público durante a semana, Matheus criou pratos executivos a R$ 50. A estratégia funcionou e, em menos de três anos, ele abriu a segunda unidade, que também serve pizza e hambúrguer.

Hoje, o casal planeja transformar o negócio em franquia e expandir para outros estados e até para fora do país.

📍 Rua Pedro Gonçalves, 1777 – Vila Todos os Santo, Indaiatuba/SP – CEP: 13330-210📞 Telefone: (19) 98358-1577✉️ E-mail: mat.mablack@gmail.com📱 Instagram: @mablackhouse📘 Facebook: MaBlack House

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Casal transforma Kombis em casas e fatura R$ 800 mil em um único ano

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casal transforma Kombis em casas e fatura R$ 800 mil em um único ano Em Guarulhos (SP), empreendedores criaram uma empresa especializada em adaptar veículos utilitários para moradia e viagens. Por Pegn — São Paulo

O que era apenas um sonho inspirado por vídeos nas redes sociais virou um negócio lucrativo e cheio de histórias para contar.

Em Guarulhos (SP), o casal Nathália Custódio e Murillo Átilla criou uma empresa que transforma veículos utilitários, especialmente Kombi, em verdadeiras casas sobre rodas. Em 2024, o faturamento chegou a impressionantes R$ 800 mil.

Fascinados por motorhomes, decidiram construir o próprio veículo para viajar. Sem experiência, aprenderam tudo na prática, desenharam projetos, fizeram maquetes e, com um investimento inicial de R$ 8 mil, começaram a montar a primeira Kombi artesanalmente, com materiais reaproveitados e muita criatividade.

A primeira Kombi foi vendida durante a pandemia e trouxe uma renda inesperada. A segunda foi construída na garagem apertada de casa e também vendeu rápido.

Quando chegaram ao quarto veículo, veio a virada de chave: nasceu a empresa especializada em casas sobre rodas.

Hoje, com quase 150 veículos transformados, o casal atende clientes de todo o Brasil. Cada projeto é 100% personalizado, feito sob medida para quem quer viajar com conforto e estilo.

Os pedidos são os mais variados: já criaram uma Kombi cigana para apresentações teatrais e até um estúdio de podcast móvel.

Um dos projetos mais especiais foi para a família Costa, que queria viajar com os filhos e o pet. “A melhor coisa no fim de semana é chegar num camping, relaxar, tomar um café e curtir a paisagem”, conta Ana Paula, cliente da empresa.

A adaptação do veículo custou R$ 28 mil e incluiu detalhes como pastilhas 3D na cozinha, divisórias personalizadas e até um banheiro interno — exigência da família que só Nathália e Murillo aceitaram realizar.

Apesar do sucesso, o casal mantém o processo artesanal. Recentemente, investiram em uma máquina CNC para facilitar os cortes e aumentar a produtividade. Hoje, conseguem entregar até quatro veículos por mês, mas a demanda continua crescendo.

Nathália Custódio e Murillo Átilla criaram uma empresa que transforma veículos utilitários em casas sobre rodas — Foto: Namu

📍 Av. Torres Tibagy, 620 – Vila Aprazível, 📌 Guarulhos/SP – CEP: 07062-000📞 Telefone: (11) 91089-0262🌐 Site: namukombihome.com.br✉️ E-mail: namukombihome@gmail.com📱 Instagram: @namu_kombihome

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Trabalhador pode ter desconto no salário pelo plano de saúde ou vale-refeição? Veja o que diz a lei

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Empreendedorismo Guia do empreendedor Trabalhador pode ter desconto no salário pelo plano de saúde ou vale-refeição? Veja o que diz a lei A legislação não obriga o patrão a fornecer pelo vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado. Porém, se houver liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, eles passam a ser obrigatórios. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador não tem a obrigação de fornecer vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado.

Porém, se houver a liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, além da previsão em contrato de trabalho, eles passam a ser obrigatórios para todos os trabalhadores da empresa.

O vale-alimentação e o vale-refeição são regulamentados pela lei federal 6.321/1976, que institui o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Em ambas as leis, os descontos referentes ao vale-refeição/alimentação devem ser previstos em norma coletiva ou acordo individual por escrito com o empregado. Porém, o valor não pode ultrapassar 20% do salário do funcionário.

Planos de saúde, vale-refeição e outros benefícios extras têm ganhado cada vez mais peso na disputa por talentos. Mas afinal, eles são obrigação das empresas ou apenas um diferencial competitivo?

Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador não tem a obrigação de fornecer vale-alimentação, vale-refeição ou plano de saúde ao empregado.

Porém, se houver a liberação desses benefícios em convenção ou acordo coletivo, além da previsão em contrato de trabalho, eles passam a ser obrigatórios para todos os trabalhadores da empresa.

“As normas coletivas podem estabelecer a obrigatoriedade, valores, formas de concessão e condições de utilização, a possibilidade ou não de descontá-los do salário do empregado, além de limites para esse desconto”, explica a advogada trabalhista Maria Fernanda Redi.

Por outro lado, especialistas em gestão de pessoas defendem que os benefícios são importantes para atrair colaboradores. Segundo Luiz Eduardo Drouet, conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), os profissionais priorizam cada vez mais as melhores condições de trabalho.

“Empresas que oferecem melhores benefícios conseguem atrair os melhores talentos e as que não seguem este caminho têm muito mais dificuldade para contratar bons profissionais, e convivem com uma rotatividade superior de colaboradores”, completa o especialista.

Self-service; quilão; restaurante por quilo; almoço; vale-refeição — Foto: Marcos Serra Lima/g1

O g1 conversou com especialistas no assunto, e explica abaixo o que diz a lei sobre descontos desconto no salário referentes ao plano de saúde ou vale-refeição:

💸 Como funciona o desconto do vale-refeição/alimentação? 🤔 Posso ser demitido por uso indevido do vale-refeição/alimentação? 🚫 Existe um valor máximo de desconto do plano de saúde? 📝 Como funciona a coparticipação? 🚑 Fiz um procedimento caro, e agora?

O vale-alimentação e o vale-refeição são regulamentados pela lei federal 6.321/1976, que institui o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O benefício também é previsto no artigo 457 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em ambas as leis, os descontos referentes ao vale-refeição/alimentação devem ser previstos em norma coletiva ou acordo individual por escrito com o empregado. Porém, o valor não pode ultrapassar 20% do salário do funcionário.

Segundo a advogada trabalhista Maria Fernanda Redi, os descontos precisam ser previstos em cláusula no contrato de trabalho ou com autorização expressa em caso de adesão ao recebimento do benefício.

Esses valores precisam ser descritos no holerite, e todos os funcionários da empresa precisam estar cientes. No caso do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), são oferecidos incentivos fiscais para incentivar as empresas a concederem os benefícios.

“A empresa que realize a adesão voluntária ao PAT, pode fornecer o vale-alimentação/refeição ao funcionário e, em troca, recebe uma série de incentivos fiscais, como a dedução no Imposto de Renda”, completa a advogada trabalhista Luciana Guerra Fogarolli.

Sim. Esse é um benefício precisa ser utilizado apenas com a finalidade destinada, ou seja: refeição e alimentação do trabalhador, conforme previsto pela lei federal 14.442/22, que prevê expressamente que:

“As despesas destinadas aos programas de alimentação do trabalhador deverão abranger exclusivamente o pagamento de refeições em restaurantes e estabelecimentos similares, e a aquisição de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais”.

Segundo a advogada Luciana Guerra Fogarolli, ao receber o benefício, o funcionário precisa ser informado com muita clareza todas as regras e políticas do vale-refeição/alimentação da empresa.

O mau uso do benefício pode levar o trabalhador a ser demitido por justa causa, e trazer implicações até mesmo para o empregador.

Deixar que outras pessoas utilizem o vale; Vender ou trocar o vale por dinheiro; Comprar produtos que não sejam alimentícios, como utensílios domésticos, bebidas alcóolicas, cigarros, entre outros.

“O empregador, além de deixar muito claras as regras de uso do benefício, deve observar a gradatividade das penalidades de advertência e suspensões, antes de tomar a decisão drástica de dispensar o trabalhador por justa causa”, afirma a especialista.

No ano passado, mais de 20 funcionários da Meta foram demitidos por comprarem itens de casa com o dinheiro do vale refeição. Eles usaram parte dos US$ 70 (cerca de R$ 390) que ganhavam por dia para comprar produtos como sabão em pó, pasta de dente e taças de vinho.

Quando se trata do plano de saúde, que é regulamentado pela lei federal 9.656/98, não existe um limite mínimo ou máximo para desconto no salário do trabalhador.

Na prática, costuma-se adotar o parâmetro de que o valor descontado não ultrapasse 30% do salário líquido do empregado.

Além disso, a orientação Jurisprudencial (OJ) nº 18 da Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabelece que todos os descontos salariais somados não podem ultrapassar 70% do salário base do empregado.

Isso porque, os valores debitados não podem comprometer o sustento e sobrevivência do trabalhador. As normas, acordos ou convenções coletivas também podem estabelecer os valores e limites de descontos referentes ao plano de saúde.

“Qualquer desconto do salário (para pagar uma parte ou valor mensal do plano) deve ser autorizado pelo empregado, por escrito, como cláusula no seu contrato de trabalho. Outra possibilidade é o funcionário assinar termo de adesão ao benefício ou à política de concessão do benefício”, completa Maria Fernanda Redi.

Na prática, existem duas formas de mais comuns que a empresa disponibiliza o plano de saúde para o trabalhador. São elas:

➡️ Com coparticipação: a empresa paga a mensalidade do convênio, e os colaboradores arcam com parte dos valores dos procedimentos realizados. ➡️ Sem coparticipação: a empresa arca com o valor integral do plano de saúde dos funcionários, que ficam livres de qualquer despesa.

Em ambos os casos, o valor debitado também deve ser previamente autorizado por escrito pelo empregado. No plano com coparticipação, o trabalhador deve arcar com até 40% dos custos por consulta, procedimento ou exame realizado.

Segundo a advogada Luciana Guerra Fogarolli, é muito comum algumas empresas aderirem a coparticipação do empregado nesses benefícios, através de descontos da remuneração, que podem ser simbólicos ou não, dependendo do que foi acordado.

Em planos que existem a coparticipação, procedimentos mais caros (como parto ou cirurgias) pode ter um valor variado de desconto conforme as regras do plano de saúde ou acordos feitos em convenção coletiva.

“Mesmo com a aplicação do percentual de coparticipação, o custo final para o trabalhador é geralmente bem menor do que o valor total do procedimento. No entanto, ainda pode representar um impacto significativo na renda do empregado”, explica Luciana Guerra Fogarolli.

Para o trabalhador não ter a renda comprometida, é comum que a empresa permita o parcelamento do valor da coparticipação em procedimentos mais caros. Dessa forma, o desconto mensal não ultrapassa o limite de 30% do salário líquido do trabalhador.

"Essa prática visa proteger a subsistência do empregado, respeitando o equilíbrio entre o benefício e a capacidade financeira do segurado", completa a advogada trabalhista.

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Como Sofá na Caixa foi de sucesso viral nas redes à explosão de reclamações de clientes

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 23/02/2026 18:44

Tecnologia Como Sofá na Caixa foi de sucesso viral nas redes à explosão de reclamações de clientes Queixas contra a empresa no Procon-SP cresceram 126% em 2025, com atraso na entrega como principal problema apontado por compradores. Dono da marca diz que resolver as reclamações é prioridade. Por BBC

Reclamações contra a Sofá na Caixa cresceram 126% em 2025 no Procon-SP, com atrasos na entrega como principal problema.

Fundada em 2024, a empresa ficou famosa nas redes por vender sofás modulares embalados a vácuo e entregues em caixas.

O fundador, Rubens Stuque, diz que os pedidos atrasados representam 6,5% dos cerca de 100 mil sofás entregues desde que a empresa começou a operar. Ele diz que resolver as queixas é prioridade.

O Procon-SP notificou a empresa por descumprir acordos e pode multá-la e incluí-la na lista “Evite Esses Sites”.

Especialistas apontam que o rápido crescimento e a estrutura totalmente digital ajudam a explicar os atrasos; consumidores recorrem à Justiça.

A catarinense Rebeca Alvarez, de 24 anos, se casou em abril e escolheu um sofá da marca Sofá na Caixa para decorar seu novo apartamento com o marido.

"Dia 22 de julho fiz meu pedido, estamos construindo nossa vida do zero, como alugamos um apartamento pequeno, achamos que o Sofá na Caixa seria a melhor opção, pelas milhões de propagandas, e como saíram até na [revista] Forbes, resolvemos confiar", conta a esteticista.

Em reportagem publicada em fevereiro de 2024 na revista Forbes, o fundador da Sofá na Caixa, Rubens Stuque, contava sobre como faturou R$ 1,6 milhão na primeira semana de operação da empresa e planejava vender 50 mil sofás e faturar R$ 90 milhões no primeiro ano de atividade.

"O prazo de entrega era 26 de agosto, o que já é um prazo grande em comparação a qualquer fábrica de móveis, mas aceitei. Porém se passaram 78 dias do pedido, um pagamento alto via Pix, e nada de sofá e nem de resposta deles", contou Rebeca à BBC News Brasil no dia 9 de outubro.

Assim como Rebeca, diversos consumidores têm passado por problemas ao comprar produtos da Sofá na Caixa, que enfrenta uma explosão de reclamações e centenas de processos na Justiça movidos por clientes insatisfeitos.

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Reclamações contra a Sofá na Caixa no Procon-SP cresceram 126% em 2025, com atraso na entrega como principal queixa — Foto: Divulgação via BBC

Entre as principais queixas, estão atrasos na entrega, dificuldade para obter resposta da empresa nos canais de atendimento e para cancelar pedidos e receber o dinheiro de volta.

Segundo o Procon-SP, o número de reclamações contra a empresa mais do que dobrou entre 2024 e 2025. Já foram 614 só neste ano, de janeiro a agosto, um aumento de 126% em relação a todo ano passado, quando houve 272 queixas.

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, já recebeu este ano 88% mais reclamações sobre produtos não entregues pela Sofá na Caixa do que em todo o ano de 2024. A cada duas queixas no sistema ProConsumidor da secretaria, uma é sobre sofás não entregues.

No Reclame Aqui, a Sofá na Caixa somava 7.861 reclamações até 13 de outubro, sendo 5.419 delas apenas nos últimos 12 meses. No site, a fabricante é classificada como não recomendada pelos consumidores, e apenas 13% dizem que voltariam a comprar da empresa.

Em entrevista à BBC News Brasil, o fundador da Sofá na Caixa, Rubens Stuque, reconhece as dificuldades enfrentadas por parte dos clientes, mas afirma que os pedidos em atraso representam apenas 6,5% dos cerca de 100 mil sofás já entregues desde que a empresa começou a operar, em fevereiro de 2024.

Stuque diz ainda que resolver os pedidos em atraso e devolver o dinheiro dos clientes que optaram pelo cancelamento é hoje a "prioridade número um".

"Temos um compromisso com o Procon de, até o fim do ano, diminuir essas reclamações pela metade", diz ele.

Conforme o Procon-SP, após a abertura de um processo de fiscalização contra a empresa em julho devido ao aumento de reclamações, a Sofá na Caixa compareceu a uma reunião presencial no final daquele mês, regularizou seu cadastro junto ao órgão de defesa do consumidor e se comprometeu a resolver as reclamações.

Porém, nesta quarta-feira (15/10), a empresa foi novamente notificada pelo Procon-SP por não ter cumprido o plano acordado.

Se a Sofá na Caixa não apresentar soluções efetivas para as dezenas de queixas de consumidores, a empresa será multada, terá de responder na Justiça e será incluída na lista "Evite Esses Sites" do Procon, informou o órgão.

Segundo Stuque, que falou à BBC antes da segunda notificação pelo Procon-SP, entre as medidas tomadas até agora para resolver os problemas estão o aumento da produção para atender à demanda, a redução na variedade de produtos para aumentar a produtividade e uma equipe dedicada a responder às reclamações pendentes.

O empresário diz que a Sofá na Caixa conta hoje com três fábricas próprias, emprega 320 funcionários diretos e gera cerca de 1 mil empregos indiretos.

Com um investimento inicial de R$ 700 mil feito pelos próprios fundadores, o executivo diz que a empresa faturou R$ 57 milhões em 2024, e a expectativa é chegar a R$ 117 milhões neste ano, o que representaria um crescimento de 105%.

"Esse crescimento foi controlado, poderia ter sido 300%, mas controlamos, justamente pela capacidade de produção e logística hoje", diz Stuque.

A Sofá na Caixa vende sofás modulares, compostos por peças individuais que podem ser combinadas de diferentes maneiras para criar modelos personalizados.

Feitos com uma espuma especial, os módulos são vendidos comprimidos em caixas. Uma vez fora da embalagem, as peças se expandem, recuperando a forma original.

Fundada em 2024, a empresa ganhou fama com uma eficiente campanha de marketing, com uma grande quantidade de anúncios impulsionados nas redes sociais e influenciadores testando o produto que viralizou nas redes.

Antes da Sofá na Caixa, Rubens Stuque foi fundador da empresa de móveis para áreas externa Eco Flame Garden e foi homenageado em 2022 na lista Forbes Under 30 da revista Forbes, que destaca empreendedores de até 30 anos, por seu trabalho naquela empresa.

Questionada pela BBC News Brasil sobre os critérios para inclusão de Stuque na lista, a Forbes disse que não iria se pronunciar.

"O modelo de negócios da Sofá na Caixa responde a um problema muito grande, tanto do fabricante, quanto do consumidor", avalia Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi).

"Moramos hoje empilhados uns sobre os outros, em imóveis pequenos, em que há muita dificuldade de passar no elevador o sofá, que é um móvel grande. Tem que içar, não é qualquer elevador que entra, não dá pra subir pela escada às vezes", diz o consultor especializado no setor de móveis há mais de 30 anos.

"Quando você transporta colchão, sofá, ou qualquer coisa feita em espuma, se transporta muito ar. Então, quando você põe isso numa caixa fechada a vácuo, tira todo o ar, a metragem cúbica é muito menor, você também ganha com a logística e com os materiais de embalagem", enumera.

Para o consultor, esse pioneirismo da empresa, além de sua estrutura totalmente digital de vendas e estratégia de marketing agressiva, ajudam a explicar as dificuldades enfrentadas pela companhia agora.

"O pioneirismo traz um desafio. Traz uma vantagem, porque você chega primeiro, mas tem um ônus", diz Prado.

"Tem que ter muito cuidado, muito planejamento, e lidar com a coisa passo a passo, porque a reação do mercado não é necessariamente controlada, ainda mais quando seu grande promotor ou gerador de fluxo é a internet", prossegue.

"A loja física é previsível, você tem mais facilidade de controlar e menos risco. A internet, se aquilo viralizar, pode gerar um fluxo muito maior do que a empresa pode atender."

Foi o que aconteceu com a Sofá na Caixa, segundo uma pessoa com conhecimento dos negócios da empresa, que preferiu falar à BBC News Brasil sob anonimato.

"Acho que vendeu mais do que produz, sistematicamente. Porque foi um boom muito grande. Ele [Stuque] deveria ter pausado as vendas para atender [aos pedidos já realizados]", opina essa pessoa.

A paulistana Maíra Della Negra, de 45 anos, foi uma das afetadas pelos produtos não entregues pela Sofá na Caixa.

Após 20 anos morando em Vinhedo, no interior de São Paulo, a psicóloga conta que se mudou de volta para a capital paulista e escolheu uma poltrona da marca para seu novo apartamento.

"Logo quando comprei, não tinha um código de rastreio, achei estranho, mas OK. Fui cobrando e não tinha uma resposta. E aí começa: 'Olá, estamos com problema na produção, estamos com problema nisso, estamos com problema naquilo'", diz Maíra.

Além de ficar irritada com as respostas da empresa, ela diz que se incomodou ao ver que tinha muita gente reclamando e que ninguém fazia nada a respeito: "Pensei, 'não é possível, a gente precisa se juntar'."

Foi assim que Maíra criou um perfil no Instagram e um grupo de WhatsApp para clientes insatisfeitos, que chegou a reunir mais de 50 consumidores com pedidos em atraso, alguns deles, com compras feitas ainda no fim de 2024 e nunca entregues.

Na quarta-feira (15/10), o perfil "Nunca Sai da Caixa", criado por Maíra, foi suspenso pelo Instagram.

A BBC News Brasil questionou o fundador da empresa se a Sofá na Caixa de fato vendeu mais sofás do que tinha capacidade de produzir.

Rubens Stuque nega, mas afirma que sua produção foi afetada pela aplicação pelo governo federal, em julho deste ano, de direitos antidumping sobre as importações de poliol originárias da China e dos Estados Unidos.

O poliol é um dos principais insumos na fabricação de poliuretano, matéria-prima utilizada na indústria de espumas, e a sobretaxa encareceu e reduziu a oferta do produto no Brasil, segundo representantes do setor.

A decisão do governo foi resultado de um processo de investigação iniciado em janeiro de 2024, a pedido da Dow Brasil, única fabricante nacional de poliol.

A Dow alegou que as importações chinesas e americanas estavam causando danos à indústria doméstica. Mas fabricantes de móveis e colchões questionam a capacidade da companhia de atender à toda demanda nacional.

Associações do setor questionaram a medida junto ao governo e, ainda em julho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disse que ela poderia ser revista.

Procurado pela BBC News Brasil, o MDIC informou que "o tema ainda está em discussão e sem data prevista para apresentar a decisão".

"Isso [o antidumping sobre importações de poliol] não afetou só a gente, afetou todo o setor colchoeiro", diz Stuque.

"Fornecedores de poliol retiraram o produto [do mercado], alongando o tempo de venda, sabendo que teria esse aumento de taxa e eles poderiam ganhar mais."

Segundo o empresário, esse é um dos fatores que explicam os atrasos aos clientes, embora não seja o principal. Além disso, ele cita problemas logísticos com transportadoras.

Questionado sobre a possibilidade de pausar vendas e anúncios até a regularização dos pedidos em atraso, Stuque diz que isso não é viável, diante das centenas de pessoas que hoje dependem da empresa.

"Aumentamos nosso prazo de entrega, diminuímos a variedade de produtos. Mas são 1 mil pessoas envolvidas no projeto, e os atrasos representam 6,5% [do total de pedidos], nosso foco é a eliminação desses pedidos [em atraso]", diz o empresário, acrescentando que cerca de 60% dos pedidos do grupo de WhatsApp de clientes insatisfeitos criado por Maíra já tiveram seus problemas resolvidos.

Stuque refuta, por fim, a acusação de muitos desses clientes insatisfeitos de que a empresa seria um "golpe" ou um "esquema de pirâmide".

"A gente não tolera esse tipo de comunicação como 'golpe', 'estelionato'. Todos os dias são feitas soluções de pedidos, de problemas. Muitos clientes têm sim uma resposta, mas não é a resposta que eles gostariam."

O advogado Stéfano Ferri, especialista em Direito do Consumidor e membro da comissão de Direito Civil da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campinas, explica os passos que o consumidor deve tomar em casos de produtos não entregues.

"O primeiro ponto é sempre registrar todos os contatos que as pessoas fazem com a empresa, seja por e-mail, WhatsApp, se for por ligação, lembrar de pedir o número de protocolo, porque tudo isso facilita quando você precisa buscar o Judiciário posteriormente", diz Ferri.

O Código de Defesa do Consumidor estabelece que o vendedor é responsável pela entrega do produto dentro do prazo estipulado. Caso o produto não seja entregue, o consumidor pode recorrer à Justiça para exigir o cumprimento forçado da oferta.

Outra opção, caso o cumprimento não seja possível, é aceitar outro produto equivalente ou rescindir o contrato, com direito à devolução dos valores pagos.

Caso opte por entrar com um processo, isso pode ser feito na Justiça comum ou no Juizado Especial Cível (JEC), antes conhecido como Tribunal de Pequenas Causas.

O Juizado Especial pode ser acessado se a causa não superar 40 salários mínimos vigentes (equivalente a R$ 60.720 em outubro de 2025). A vantagem é que não há custo judicial para entrar com a ação e, se o consumidor perde, ele não precisa pagar honorários de sucumbência em primeira instância — valores pagos pela parte perdedora em um processo ao advogado da parte vencedora.

No tribunal, também é possível entrar com a ação sem advogado, mas Ferri não recomenda a prática. "Fica muito mais difícil o acompanhamento do processo. E, eventualmente, se a pessoa precisar recorrer, ela vai ter que buscar um advogado", argumenta.

O gaúcho Felipe Beckert tentou esse caminho, após não receber o sofá que comprou em janeiro. Ele diz que, depois de tentar diversas vezes cancelar o pedido e reaver o valor diretamente com a empresa, entrou em junho com uma ação no Juizado Especial Cível no Rio Grande do Sul.

Em outubro, houve uma audiência de conciliação entre as partes — uma etapa obrigatória em ações movidas no Juizado Especial —, mas a empresa não mandou representantes.

"Quando isso acontece, se pede para que seja decretada a revelia da empresa. O caso vai a julgamento, e muito provavelmente o juiz vai considerar como verdade as alegações do autor [da ação] e pode ser até que a empresa venha a pagar uma multa pelo não comparecimento", diz Ferri.

Quanto à possibilidade de indenização por danos morais, o advogado explica que isso é possível pela lei, mas improvável num caso como o enfrentado pelos clientes da Sofá na Caixa.

"Tem que ter um cenário em que o consumidor passa por um constrangimento, algo mais grave. Não basta o simples inadimplemento para ter direito ao dano moral", explica o advogado.

Por fim, Ferri diz que o consumidor também pode recorrer a canais oficiais de reclamação como os Procons estaduais, a plataforma Consumidor.gov.br do governo federal ou sites privados como o Reclame Aqui.

E pode expor seus problemas com a empresa nas redes sociais, se assim o desejar, desde que não extrapole o limite da reclamação, passando a ofender a empresa ou difamá-la — nesses casos, o consumidor pode acabar se expondo ao risco de ser processado pela empresa.

Após o pedido de entrevista feito pela BBC News Brasil, os consumidores ouvidos pela reportagem relataram que a Sofá na Caixa acelerou o processo de resolução dos problemas. A empresa nega e diz que a condução dos casos ocorre normalmente.

A recém-casada Rebeca conseguiu a devolução do seu dinheiro, assim como o gaúcho Felipe. A psicóloga Maíra recebeu seu produto quase três meses depois da compra.

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