RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que foi a crise do petróleo dos anos 1970 – situação atual pode ser pior?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 16:00

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,193-1,06%Dólar TurismoR$ 5,419-0,66%Euro ComercialR$ 5,996-0,29%Euro TurismoR$ 6,2630,01%B3Ibovespa187.220 pts2,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,193-1,06%Dólar TurismoR$ 5,419-0,66%Euro ComercialR$ 5,996-0,29%Euro TurismoR$ 6,2630,01%B3Ibovespa187.220 pts2,58%MoedasDólar ComercialR$ 5,193-1,06%Dólar TurismoR$ 5,419-0,66%Euro ComercialR$ 5,996-0,29%Euro TurismoR$ 6,2630,01%B3Ibovespa187.220 pts2,58%Oferecido por

O colapso do petróleo nos anos 1970 desencadeou uma crise econômica e financeira global — Foto: James Pozarik/Liaison via Getty Images

O fechamento por quase um mês de uma via crucial para o fornecimento global de energia, o Estreito de Ormuz, tem levado a alertas de que o mundo está caminhando em direção a problemas piores do que aqueles causados na crise do petróleo dos anos 1970.

Lars Jensen, especialista em transporte marítimo e ex-diretor da Maersk, uma das maiores companhias marítimas do mundo, afirmou à BBC que o impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã pode, aliás, ser "substancialmente maior" do que o caos econômico de 50 anos atrás.

A opinião de Jensen se segue ao alerta feito pelo diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, no início deste mês, de que o mundo estava "enfrentando a maior ameaça da história à segurança energética global".

A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados.

"É muito maior do que o que tivemos nos anos 1970, com os choques do preço do petróleo. É também muito maior do que o choque do preço do gás natural que tivemos com a invasão russa na Ucrânia", disse Jensen à BBC.

Mas, ainda que o fechamento do Estreito de Ormuz cause a ruptura das cadeias globais de suprimentos, alguns especialistas afirmam que o mundo hoje é mais resiliente a impactos desse tipo do que aquele dos anos 1970.

A crise do petróleo dos anos 1970 foi "fundamentalmente diferente" da atual. O primeiro choque do petróleo naquela época foi "resultado de uma decisão política deliberada", explicou a economista e chefe executiva da Crystol Energy, Carole Nakhle, em entrevista à BBC.

Em outubro de 1973, os produtores árabes de petróleo impuseram um embargo a um grupo de países liderados pelos EUA por causa do apoio a Israel durante a Guerra do Yom Kippur. O embargo foi acompanhado de uma ação coordenada para reduzir a produção de petróleo.

A Guerra do Yom Kippur teve início em 6 de outubro de 1973, quando uma coalizão árabe liderada pelo Egito e pela Síria lançou um ataque combinado contra Israel, coincidindo com o feriado do Yom Kippur, um dia sagrado para os judeus.

O então presidente egípcio, Mohamed Anwar el-Sadat, e o mandatário sírio, Hafez al-Assad, queriam recuperar territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967.

Em meio à Guerra Fria, aparatos militares começaram a chegar da União Soviética para seus aliados sírios e egípcios, enquanto os EUA começaram a enviar material militar para Israel, o que irritou o mundo árabe.

Com o embargo e o corte da produção de petróleo no Oriente Médio, "o preço do petróleo quase quadruplicou em poucos meses", conta Nakhle.

A explosão dos preços levou a racionamentos nos países que eram grandes consumidores de petróleo e seus derivados, levando a uma "crise econômica e financeira global" com consequências duradouras.

Tiarnán Heaney, pesquisador da Queen's University Belfast, na Irlanda do Norte, explica que o aumento do preço do petróleo elevou a inflação, "resultando em cortes nos negócios e alta do desemprego".

"Isso levou a uma reação em cadeia que atingiu o tecido social de muitos países com greves, tumultos e aumento da pobreza, já que muitas pessoas sofreram para fechar a conta", afirma Heaney.

Tanto os EUA quanto o Reino Unido tiveram recessões de 1973 a 1975, com a crise contribuindo para a queda do governo do conservador britânico Ted Heath em 1974.

O Brasil, que vivia o chamado "milagre econômico", havia aumentado seu PIB (soma de todas as riquezas produzidas) em 14% em 1973. Mas, com o choque do petróleo, a alta anual do PIB caiu para 9% no ano seguinte e 5,2% em 1975. O crédito, que antes era farto, ficou de repente escasso.

A economia brasileira, tão dependente de empréstimo estrangeiro, passou a enfrentar dificuldade. A rolagem da dívida externa teve de ser feita a juros mais elevados, o que deteriorou as contas públicas do país.

Desde que os EUA e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, em 28/2, o Estreito de Ormuz foi praticamente fechado para o tráfego de navios cargueiros.

Esse fechamento levou a interrupções nas cadeias de fornecimento de petróleo, gás e outros produtos essenciais a partir de países do Golfo, que normalmente exportam cerca de 20% do petróleo global.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tentou várias táticas para reativar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, incluindo pedir a nações aliadas que enviassem embarcações militares para escoltar os cargueiros e ameaçar ampliar os ataques ao Irã se o país persa não permitisse a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

Mas Jensen, especialista em transporte que agora atua na consultoria Vespucci Maritime, afirmou ao programa Today, da BBC, que muito do petróleo que deixou o Golfo há mais de um mês ainda está chegando às refinarias ao redor do mundo. Mas esse fluxo vai parar em breve.

"A falta de petróleo que temos visto vai piorar, mesmo se o Estreito de Ormuz for magicamente reaberto amanhã", disse Jensen. "Nós vamos enfrentar preços de energia massivos não apenas enquanto a crise continuar, mas também por 6 a 12 meses depois que ela acabar."

Nakhle, executiva da Crystol Energy e secretária-geral do Clube Árabe de Energia, ressalta dois pontos: o mercado do petróleo é mais diversificado do que o dos anos 1970 e o seu peso relativo ao tamanho da economia global caiu bastante.

Para Nakhle, ainda que os preços estejam altos, a crise atual não é tão grave quanto a dos anos 1970.

"Ainda que o tamanho dos impactos seja significante, sem dúvida os maiores da história recente, o mercado é muito mais resiliente do que o dos anos 1970", afirma. "Ele é mais diverso, menos ligado ao petróleo, e mais bem equipado com 'para-choques' e mecanismos emergenciais de resposta."

Heaney, pesquisador da Queen's University Belfast, afirma que algumas diferenças entre as duas crises podem favorecer o mundo hoje, incluindo um melhor entendimento sobre as economias e mais países além do Oriente Médio com reservas de petróleo.

"O melhor cenário é o conflito acabar o mais rápido possível e uma certa estabilidade ser restaurada, diz Heaney.

Alicia Garcia Herrero, economista-chefe para Ásia-Pacífico da Natixis CIB, afirma que os choques de petróleo dos anos 1970 levaram os preços às alturas com o corte de 5% a 7% do fornecimento global. Por outro lado, afirma Garcia Herrero, a crise atual afeta 20% dos suprimentos globais de petróleo.

"A crise da guerra no Irã pode acabar sendo um choque maior [do que o dos anos 1970] se a situação não melhorar logo", diz ela, acrescentando que a crise também afeta o suprimento de gás e outros produtos refinados.

"As consequências disso é que podemos vivenciar aumentos acentuados dos preços, uma inflação mais ampla e maiores riscos de recessão, especialmente em países da Ásia que importam bastante desse petróleo", afirma Garcia Herrero. "Reservas e eficiência oferecem certa margem que os episódios dos anos 1970 não tiveram, mas a escala da perda de suprimentos torna isso muito pior, sem solução rápida à vista."

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Natura dispara após acordo com Advent e renovação do conselho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 14:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,187-1,17%Dólar TurismoR$ 5,414-0,75%Euro ComercialR$ 5,993-0,35%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.991 pts2,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,187-1,17%Dólar TurismoR$ 5,414-0,75%Euro ComercialR$ 5,993-0,35%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.991 pts2,45%MoedasDólar ComercialR$ 5,187-1,17%Dólar TurismoR$ 5,414-0,75%Euro ComercialR$ 5,993-0,35%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.991 pts2,45%Oferecido por

As ações da Natura dispararam nesta terça-feira, superando R$10 pela primeira vez desde setembro do ano passado, após acordo que prevê a aquisição de uma participação de até 10% na fabricante de cosméticos pela norte-americana Advent International.

O compromisso firmado por acionistas signatários do acordo da Natura, incluindo os fundadores, com o fundo de investimento Lotus, detido pela empresa de private equity, envolve a aquisição no mercado secundário de participação equivalente a no mínimo 8% e no máximo 10% do capital social.

A operação, de acordo com fato relevante da Natura na noite da véspera, deverá ocorrer no prazo de até seis meses, observado o preço-alvo médio de R$9,75.

Alcançando essa participação minoritária, Advent poderá indicar dois membros adicionais para compor o conselho de administração e participar de alguns comitês de assessoramento do colegiado.

"A possível entrada da Advent pode redefinir/reforçar o senso de responsabilidade e de 'ownership' na Natura, o que, ao longo do tempo, pode se traduzir em melhor execução, eficiência operacional e retornos", afirmaram analistas do Bradesco BBI em relatório publicado no final da segunda-feira.

Por volta de 13h30, as ações saltavam 9,52%, a R$10,12, melhor desempenho entre os papéis do Ibovespa, que subia 1,69%. Os papéis não haviam sido negociados acima de R$10 desde 19 de setembro do ano passado, quando chegaram a R$10,44 na máxima daquela sessão.

A Natura também divulgou que os fundadores Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos decidiram migrar do conselho de administração para um novo conselho consultivo, a ser instituído e eleito, conforme proposta a ser apreciada em assembleia de acionistas convocada para 29 de abril.

De acordo com a proposta, o conselho consultivo, se instituído, terá por função zelar pela preservação dos propósitos, dos valores e da cultura da Natura, bem como pela perpetuação do legado dos seus fundadores, sem funções executivas ou poderes decisórios ou de representação da empresa.

A Natura também anunciou que Fábio Barbosa deixará o conselho de administração, no qual ocupa a cadeira de presidente, e passará a atuar como membro do conselho consultivo, dependendo também da decisão na assembleia.

Diante disso, a administração propôs a recomposição integral do conselho para um mandato de dois anos, a ser iniciado após a assembleia.

A chapa proposta prevê a permanência de Duda Kertesz, João Paulo Ferreira (CEO) e Alessandro Carlucci, com este último assumindo a presidência do colegiado; além da entrada de Pedro Villares, Guilherme Passos e Luiz Guerra, parte da transição dos fundadores, e a eleição de Flávia Almeida e Gabriela Comazzetto.

"Nós enxergamos a proposta de renovação do conselho, juntamente com a mentalidade estratégica de 'nova fase', como um desenvolvimento construtivo", afirma o relatório do Bradesco BBI assinado por Pedro Pinto e equipe, que têm recomendação "outperform" para as ações.

"A nova composição traz profissionais experientes e seniores, mais alinhados às competências necessárias para a próxima etapa da companhia, e é liderada por Alessandro Carlucci, membro do conselho no último ano e, anteriormente, CEO da Natura em um ciclo de destaque (2004–2014)", acrescentaram.

Os analistas do Bradesco BBI também destacaram que o envolvimento contínuo dos fundadores e "principais visionários da Natura deve ajudar a preservar a cultura da empresa e seu DNA estratégico de longo prazo, ativos fundamentais na construção de uma das marcas mais fortes do Brasil e da América Latina".

Estande da Natura recebeu o público do Festival Negritudes, em Salvador, cidade palco que inspirou o perfumista Jerry Padoly. — Foto: Matheus Thierry

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Diesel: 17 estados aderem a proposta do governo para conter alta de preços

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 14:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,187-1,17%Dólar TurismoR$ 5,417-0,69%Euro ComercialR$ 5,992-0,37%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.820 pts2,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,187-1,17%Dólar TurismoR$ 5,417-0,69%Euro ComercialR$ 5,992-0,37%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.820 pts2,36%MoedasDólar ComercialR$ 5,187-1,17%Dólar TurismoR$ 5,417-0,69%Euro ComercialR$ 5,992-0,37%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.820 pts2,36%Oferecido por

Diesel: 17 estados aderem a proposta do governo para conter alta de preços — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Pelo menos 17 estados já indicaram adesão à proposta do governo federal para conter a alta do diesel, pressionada pela guerra no Oriente Médio, segundo levantamento do g1. A expectativa é que a medida provisória seja publicada nesta terça-feira (31).

Entre os estados estão Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais. Outros estados ainda não se manifestaram sobre a adesão. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, informou que vai aguardar a publicação da medida provisória para avaliar a participação na política de subvenção ao diesel. Confira abaixo os estados que se manifestaram à favor da medida:

AC (Acre)AM (Amazonas)BA (Bahia)CE (Ceará)ES (Espírito Santo)MA (Maranhão)MG (Minas Gerais)MS (Mato Grosso do Sul)MT (Mato Grosso)PI (Piauí)PR (Paraná)RN (Rio Grande do Norte)RS (Rio Grande do Sul)SE (Sergipe)SC (Santa Catarina)

A proposta prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio, com custo dividido entre a União e os governos estaduais.

Na semana passada, representantes do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) se reuniram em São Paulo com o secretário da Fazenda, Rogério Ceron, para discutir a medida. Na ocasião, Ceron afirmou que um número “relevante” de estados demonstrou apoio.

Após o encontro, os estados que ainda não haviam se posicionado tinham até segunda-feira (30) para enviar um parecer final.

“É uma guerra da qual o país não participa diretamente, mas que traz impactos relevantes. O aumento do preço do petróleo afeta o diesel, que impacta a produção rural, os caminhoneiros, o transporte e a logística, e isso acaba sendo repassado para toda a sociedade”, disse.

O secretário lembrou que já foram adotadas medidas como zerar tributos e subsídios, mas que ainda há necessidade de ações adicionais, especialmente na importação.

“O Brasil exporta petróleo, mas ainda importa cerca de 30% do diesel que consome. Há uma preocupação com a incerteza nessa importação, que pode gerar problemas pontuais na distribuição, especialmente no setor rural”, explicou.

Para ele, a proposta em discussão busca justamente reduzir esses riscos. “Não se trata de retirada de tributos dos estados, mas de uma medida conjunta para apoiar a população, os produtores rurais e os caminhoneiros, evitando que esse choque de preços chegue com força à ponta”, disse.

Já o presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Flávio Cesar de Oliveira, avaliou a reunião como positiva. Segundo ele, o encontro permitiu avanços importantes, principalmente no esclarecimento de dúvidas técnicas que ainda travavam a adesão de parte dos estados.

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Dona da Gol diz que Petrobras elevará preços do querosene de aviação em 55%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 14:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,190-1,12%Dólar TurismoR$ 5,417-0,7%Euro ComercialR$ 5,988-0,44%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.639 pts2,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,190-1,12%Dólar TurismoR$ 5,417-0,7%Euro ComercialR$ 5,988-0,44%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.639 pts2,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,190-1,12%Dólar TurismoR$ 5,417-0,7%Euro ComercialR$ 5,988-0,44%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.639 pts2,26%Oferecido por

O Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol, informou nesta terça-feira que a Petrobras elevará os preços do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% a partir de 1º de abril.

Segundo a empresa, o reajuste ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O aumento pode ampliar a pressão sobre o setor aéreo brasileiro, em um momento em que duas das maiores companhias do país, Gol e Azul, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas.

O querosene de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas. No Brasil, ele representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, maior produtora de petróleo do país, responde pela maior parte do refino e pela oferta desse combustível no mercado nacional.

A empresa costuma ajustar os preços do QAV no início de cada mês, levando em conta fatores como a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.

A alta do combustível, associada à tensão no Oriente Médio, tem afetado companhias aéreas em diferentes países. Com custos maiores, empresas do setor tendem a repassar parte desse impacto para as passagens ou revisar suas projeções financeiras.

O diretor financeiro da Abra, Manuel Irarrazaval, afirmou que o aumento anunciado pela Petrobras para abril será “moderado” quando comparado à alta observada no mercado internacional. Segundo ele, a política de reajustes mensais ajuda as companhias aéreas a lidar com variações nos custos ao longo do tempo.

Ainda assim, o executivo disse, em conferência com analistas, que a empresa pode precisar elevar os preços das passagens sempre que o combustível ficar mais caro. De acordo com ele, um aumento de US$ 1 por galão no preço do querosene de aviação pode exigir uma alta de cerca de 10% nas tarifas.

A Azul informou na semana passada que já aumentou o preço médio das passagens em mais de 20% ao longo de três semanas. A empresa também anunciou que pretende limitar o crescimento de sua operação para lidar com o aumento do combustível.

Entre as medidas previstas está a redução de 1% na oferta de voos domésticos no segundo trimestre.

Segundo reportagem publicada na segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo, o governo brasileiro estuda um pacote de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre o setor aéreo.

Entre as propostas discutidas estão a criação de uma linha de crédito para ajudar companhias aéreas na compra de combustível e possíveis cortes de impostos.

Petrobras perde R$ 34 bilhões em valor de mercado após demissão de Jean Paul Prates — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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McCormick anuncia fusão com divisão de alimentos da Unilever

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 14:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,194-1,03%Dólar TurismoR$ 5,420-0,63%Euro ComercialR$ 5,992-0,35%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.471 pts2,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,194-1,03%Dólar TurismoR$ 5,420-0,63%Euro ComercialR$ 5,992-0,35%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.471 pts2,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,194-1,03%Dólar TurismoR$ 5,420-0,63%Euro ComercialR$ 5,992-0,35%Euro TurismoR$ 6,257-0,08%B3Ibovespa186.471 pts2,17%Oferecido por

A empresa de temperos e condimentos McCormick anunciou nesta terça-feira (31) que vai se fundir à divisão de alimentos da Unilever, responsável por marcas conhecidas do público, como Hellmann’s e Knorr.

A nova empresa manterá o nome e a liderança da McCormick. Após a conclusão do acordo, os acionistas da Unilever devem ficar com 55,1% da empresa de alimentos, além de 9,9% de participação em ações ainda em circulação.

O acordo anunciado nesta terça-feira não inclui as operações de alimentos da Unilever na Índia, no Nepal e em Portugal.

Produtos da McCormick & Company são conhecidos pelos frascos com tampas vermelhas — Foto: REUTERS/Andrew Kelly

A empresa de temperos e condimentos McCormick anunciou nesta terça-feira (31) que vai se fundir à divisão de alimentos da Unilever, responsável por marcas conhecidas do público, como Hellmann’s e Knorr.

A nova empresa manterá o nome e a liderança da McCormick. Após a conclusão do acordo, os acionistas da Unilever devem ficar com 55,1% da empresa de alimentos, além de 9,9% de participação em ações ainda em circulação. Já os acionistas da McCormick terão 35%.

Avaliada em cerca de US$ 15 bilhões, a McCormick é conhecida por seus frascos de temperos com tampas vermelhas.

O acordo anunciado nesta terça-feira não inclui as operações de alimentos da Unilever na Índia, no Nepal e em Portugal.

Em comunicado oficial, o diretor-presidente da McCormick, Brendan Foley, afirmou que a união “acelera a estratégia da empresa e reforça o foco contínuo em sabor”.

Segundo ele, a McCormick sempre admirou o negócio de alimentos da Unilever, que reúne marcas alinhadas ao que a empresa já faz hoje e aos seus planos de longo prazo.

Unilever e McCormick confirmaram no mês passado que estavam negociando um acordo. A Unilever busca simplificar suas operações e concentrar seus esforços nos setores de beleza e cuidados pessoais.

"Existe lógica em uma venda do negócio de alimentos, cujos volumes foram reduzidos nos últimos anos", disse Harsharan Mann, gerente de portfólio da Aviva Investors, acionista da Unilever, em comentários enviados à Reuters.

As ações da Unilever, que caíram mais de 6% até agora neste ano, subiam 0,9% no início das negociações desta terça-feira. As ações da McCormick subiam 3,9% nas negociações pré-mercado em Nova York.

A Unilever, sediada em Londres, foi fundada há quase um século a partir da união da fabricante holandesa de margarina Margarine Unie com a empresa britânica de sabonetes Lever Brothers.

Atualmente, o grupo reúne dezenas de marcas conhecidas, como o sabonete Dove, a vaselina Vaseline, a maionese Hellmann’s, a bebida hidratante Liquid I.V., o desodorante Axe e o creme dental Pepsodent.

Em 2024, a Unilever anunciou a separação de seu negócio de sorvetes, que incluía marcas como Ben & Jerry’s, Magnum e Breyers. Essa área passou a operar de forma independente com o nome Magnum Ice Cream Co., com sede em Amsterdã.

Unilever vendeu divisão de sorvetes com marcas famosas, como Ben & Jerry's e Magnum — Foto: REUTERS/Kylie Cooper

No ano passado, a empresa também vendeu a The Vegetarian Butcher, marca de alimentos à base de plantas, e a Graze, voltada a lanches considerados mais saudáveis.

A McCormick, com sede em Hunt Valley, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, vem ampliando seu conjunto de marcas para acompanhar o interesse crescente dos consumidores por sabores e molhos de diferentes partes do mundo.

Fundada há 137 anos, a McCormick comprou em 2017 a divisão de alimentos da Reckitt Benckiser, que incluía marcas como a mostarda French’s e o molho de pimenta Frank’s RedHot. Em 2020, adquiriu a Cholula, marca mexicana de molho apimentado.

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Lula sanciona ampliação da licença-paternidade; veja o que muda e os próximos passos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 14:06

Trabalho e Carreira Lula sanciona ampliação da licença-paternidade; veja o que muda e os próximos passos Proposta regulamenta direito previsto na Constituição de 1988 e prevê aumento gradual do benefício até 2029. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias a partir de 2029.

O benefício será concedido aos pais em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente.

A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década. A Constituição de 1988 já prevê o direito, mas determinou que uma lei específica deveria regulamentar a duração do benefício.

A proposta institui o salário-paternidade como benefício previdenciário e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas da seguridade social, com o objetivo de aproximar a proteção à paternidade das garantias já asseguradas à maternidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias a partir de 2029.

O benefício será concedido aos pais em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente.

A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década. A Constituição de 1988 já prevê o direito, mas determinou que uma lei específica deveria regulamentar a duração do benefício.

A proposta institui o salário-paternidade como benefício previdenciário e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas da seguridade social, com o objetivo de aproximar a proteção à paternidade das garantias já asseguradas à maternidade.

“O projeto também prevê situações em que a licença-paternidade será equiparada à licença-maternidade, como nos casos em que não houver registro da mãe na certidão de nascimento ou quando a adoção ou a guarda for concedida exclusivamente ao pai”, afirma Rodrigo Marques, gestor de relações trabalhistas do PG Advogados.

Para a Coalizão Licença-Paternidade (CoPai), a aprovação do projeto que amplia a licença-paternidade representa um avanço histórico e um primeiro passo para incentivar uma divisão mais equilibrada do cuidado com os filhos.

Segundo a entidade, a medida pode trazer benefícios como melhora no desenvolvimento infantil, apoio à recuperação das mães e impactos positivos no mercado de trabalho, além de ajudar a reduzir desigualdades de gênero.

O que muda com a nova lei?Em que situações o benefício pode ser negado?Em quais casos o benefício pode ser estendido?Como fica em casais homoafetivos?O trabalhador terá estabilidade?Quem terá direito?Como fica o Programa Empresa Cidadã?

Além disso, empresas que participam do Programa Empresa Cidadã podem conceder mais 15 dias de licença aos funcionários e, em troca, recebem deduções no Imposto de Renda.

10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

A proposta também prevê que a Previdência Social passará a arcar com o custo do afastamento. Na prática, a empresa continuará pagando o salário normalmente e depois será reembolsada pelo INSS.

O texto garante que o empregado receberá a remuneração integral ou o valor equivalente à média dos últimos seis meses.

O trabalhador também poderá emendar a licença às férias. No entanto, o período não poderá ser dividido.

Pela nova lei, o benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica ou familiar, além de situações de abandono material — quando o pai deixa de prestar assistência financeira à criança.

O salário-paternidade também poderá ser suspenso caso o trabalhador não se afaste efetivamente de suas atividades durante o período da licença.

Falecimento da mãe: O pai ou companheiro passa a ter direito ao período da licença-maternidade, que varia de 120 a 180 dias.Criança com deficiência: Caso o recém-nascido — ou a criança ou adolescente adotado — tenha deficiência, a licença-paternidade será ampliada em um terço. Na prática, isso pode representar cerca de 13, 20 ou aproximadamente 27 dias, dependendo da fase de implementação da nova regra.Adoção ou guarda unilateral: Quando o pai adota sozinho a criança ou obtém a guarda sem a participação da mãe ou de um companheiro, ele também terá direito ao período equivalente ao da licença-maternidade.Parto antecipado: A licença-paternidade também será estendida e garantida nesses casos, independente do motivo para atencipação do parto. Internação da mãe ou do recém-nascido: O início da licença poderá ser adiado e passará a contar apenas após a alta hospitalar da mãe ou da criança.Ausência do nome da mãe no registro civil: Se no registro de nascimento não constar o nome da mãe, o pai terá direito a uma licença equivalente à licença-maternidade de 120 dias, além da estabilidade no emprego prevista nesses casos.

O Supremo Tribunal Federal já decidiu, em casos específicos, pela concessão de licença-maternidade em casais homoafetivos. No entanto, a aplicação das regras para casais formados por dois homens ainda depende de análise caso a caso.

De acordo com a nova lei, um dos integrantes do casal poderá receber a equiparação à licença e ao salário-maternidade.

O texto também estabelece que, em casos de adoção por casais homoafetivos, uma pessoa poderá usufruir do período referente à licença-maternidade, enquanto a outra terá direito ao período vinculado à licença-paternidade.

Assim como ocorre com as trabalhadoras grávidas, o projeto cria uma proteção contra demissão sem justa causa.

A proposta proíbe a demissão arbitrária durante o período da licença e também por até 30 dias após o retorno ao trabalho.

Caso o trabalhador seja dispensado nesse período, poderá ter direito à reintegração ao emprego ou a uma indenização equivalente ao dobro da remuneração referente ao período de estabilidade.

Licença-paternidade de servidores do DF é de 30 dias. — Foto: Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Outra mudança amplia o número de trabalhadores que poderão acessar o benefício. Atualmente, o direito está concentrado principalmente em trabalhadores com carteira assinada.

trabalhadores com carteira assinada;autônomos;empregados domésticos;microempreendedores individuais (MEIs);demais segurados do INSS.

Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã poderão continuar ampliando a licença-paternidade em 15 dias adicionais em troca de deduções no Imposto de Renda.

Com a nova lei, porém, esses 15 dias passarão a ser somados aos 20 dias previstos na legislação, e não mais aos cinco dias atualmente garantidos.

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Meta lança dois óculos inteligentes Ray-Ban para usuários de lentes de grau

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 14:06

Tecnologia Meta lança dois óculos inteligentes Ray-Ban para usuários de lentes de grau Lançamentos estarão disponíveis em óticas nos EUA e em mercados internacionais selecionados a partir de 14 de abril. Por Reuters

A Meta lançou dois óculos inteligentes da Ray-Ban nesta terça-feira (31), ampliando sua atuação em uma área que se tornou um dos poucos sucessos da empresa na corrida por dispositivos com recursos de inteligência artificial.

Os novos óculos, disponíveis para pré-venda nos EUA a partir de US$ 499, ampliam as opções para usuários com necessidade de correção visual.

O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse em janeiro que "bilhões de pessoas usam óculos ou lentes de contato para correção da visão".

A Meta informou que os novos produtos — Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics — estarão disponíveis em óticas nos EUA e em mercados internacionais selecionados a partir de 14 de abril.

A empresa afirma que os novos modelos oferecem opções de ajuste que os tornam adaptáveis ao formato de rosto de cada usuário.

Meta lança dois óculos inteligentes Ray-Ban para usuários de lentes com grau — Foto: Divulgação/Meta

A Meta lançou dois óculos inteligentes da Ray-Ban nesta terça-feira (31), ampliando sua atuação em uma área que se tornou um dos poucos sucessos da empresa na corrida por dispositivos com recursos de inteligência artificial.

Os novos óculos, disponíveis para pré-venda nos Estados Unidos a partir de US$ 499, ampliam as opções para usuários que precisam de correção visual. O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse em janeiro que “bilhões de pessoas usam óculos ou lentes de contato para correção da visão”.

A Meta informou que os novos produtos — Ray-Ban Meta Blayzer Optics e Ray-Ban Meta Scriber Optics — estarão disponíveis em óticas nos EUA e em mercados internacionais selecionados a partir de 14 de abril.

Segundo a empresa, os novos modelos oferecem opções de ajuste que os tornam adaptáveis ao formato do rosto de cada usuário.

As vendas globais de óculos inteligentes atingiram 9,6 milhões de unidades no ano passado, com a Meta respondendo por cerca de 76,1% do total, disse o diretor de pesquisa da IDC, Ramon Llamas. Ele acrescentou que as vendas devem chegar a 13,4 milhões de unidades em 2026.

A Meta lançou os óculos Meta Ray-Ban Display por US$ 799 no ano passado, seu primeiro modelo com tela integrada, permitindo que os usuários leiam mensagens, sigam instruções de navegação e interajam com serviços de IA sem precisar de um telefone.

No início deste ano, no entanto, a empresa atrasou o lançamento global do modelo, citando escassez de oferta e forte demanda. Os óculos Display também podem ser encomendados com lentes de grau por um adicional de US$ 200.

A rival Snap Inc. criou uma subsidiária independente para seus óculos inteligentes de realidade aumentada e se prepara para lançar o produto ao consumidor. Enquanto isso, o Google firmou parceria com a Warby Parker para lançar óculos com inteligência artificial.

CEO da Meta, Mark Zuckerberg, usa óculos Meta Ray-Ban Display durante apresentação da nova linha de óculos inteligentes no evento Meta Connect, em Menlo Park, Califórnia (EUA), em 17 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Carlos Barria

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Huawei aumenta receita anual para US$ 127,5 bilhões, mas crescimento em 2025 foi mais lento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 12:47

Tecnologia Huawei aumenta receita anual para US$ 127,5 bilhões, mas crescimento em 2025 foi mais lento Alta de 2,2% no faturamento foi mais tímida que o recorde de 22,4% registrado em 2024. Áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo puxaram subida. Por Reuters

Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025 — Foto: REUTERS/Go Nakamura

A chinesa Huawei Technologies anunciou nesta terça-feira (30) um crescimento de 2,2% na receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.

A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025, alta de 2,2% em comparação com o ano anterior. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.

O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.

A área de consumo, que reúne smartphones e outros aparelhos digitais, registrou aumento de 1,6% na receita, para US$ 49,8 bilhões.

A divisão de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação, principal fonte de faturamento da empresa, teve crescimento de 2,6% nas vendas, que somaram US$ 54,2 bilhões, segundo comunicado da Huawei.

Já o negócio de computação em nuvem (embora menor, mas relevante para a companhia) apresentou queda de 3,5% na receita, reflexo da forte concorrência no mercado chinês.

A área de soluções automotivas inteligentes, voltada ao apoio a montadoras tradicionais no desenvolvimento de veículos com tecnologia avançada, registrou alta expressiva de 72,1% na receita, que alcançou US$ 6,5 bilhões.

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Ministro diz que governo está próximo de ter ‘unanimidade’ dos estados em acordo sobre subsídio para ICMS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 12:28

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,63%Dólar TurismoR$ 5,430-0,45%Euro ComercialR$ 6,0140,000%Euro TurismoR$ 6,2700,13%B3Ibovespa184.534 pts1,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,63%Dólar TurismoR$ 5,430-0,45%Euro ComercialR$ 6,0140,000%Euro TurismoR$ 6,2700,13%B3Ibovespa184.534 pts1,11%MoedasDólar ComercialR$ 5,216-0,63%Dólar TurismoR$ 5,430-0,45%Euro ComercialR$ 6,0140,000%Euro TurismoR$ 6,2700,13%B3Ibovespa184.534 pts1,11%Oferecido por

Por Kellen Barreto, Alexandro Martello, Ana Flávia Castro, Túlio Amâncio, g1 e GloboNews — Brasília

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo está "muito perto" de convencer todos os estados a aderir ao acordo proposto que fixa uma subvenção (um tipo de subsídio) à tarifa de ICMS sobre o diesel.

Segundo apuração da GloboNews, ao menos 20 estados já anunciaram que aceitaram a proposta do governo.

Há, entretanto, ao menos um posicionamento contrário. O governo do Distrito Federal se manifestou contra, enquanto outras unidades da federação, como São Paulo e Rio de Janeiro, ainda não se posicionaram.

Durante a reunião, Durigan fez um balanço da situação econômica do país e das medidas adotadas pelo governo. Entre as ações, citou o decreto que zerou impostos federais sobre o diesel, "muito pra atacar a questão do abastecimento e do impacto do preço no bolso das famílias dos nossos caminhoneiros", afirmou.

"A pedido do presidente eu propus aos estados pra que, junto conosco, retirassem o peso do ICMS na importação do diesel, e ontem falando com vários governadores, estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo a proposta do presidente Lula", prosseguiu.

De acordo com interlocutores dos estados, a medida não precisa de unanimidade entre os governadores para que seja implementada, e nem mesmo de aprovação pelas assembleias legislativas.

Pela proposta apresentada na semana passada aos governadores, o governo federal pretende bancar uma subvenção (um tipo de subsídio) aos importadores de diesel.

A ajuda financeira ao setor seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado, até o fim de maio. De acordo com Durigan, R$ 0,60 será coberto pelos estados e R$ 0,60 pela União.

Nesse formato, os estados não precisariam zerar o ICMS. A medida proposta difere um pouco da sugerida anteriormente, pela qual os estados zerariam o tributo sobre o diesel.

Segundo o ministro Dario Durigan, a proposta, se aceita, será uma medida adicional ao que já tinha sido anunciado pelo governo federal, a isenção do PIS/Cofins e da subvenção de R$ 0,32 por litro concedida pela União, e concessão de subsídio a produtores e importadores (em mais R$ 0,32).

Essa é mais uma iniciativa do governo para tentar conter a escalada do preço do diesel, em alta por conta da guerra no Oriente Médio.

O movimento do governo ocorre em meio às tensões geopolíticas que têm pressionado o mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio e a instabilidade em regiões produtoras de petróleo aumentaram a volatilidade dos preços no exterior, o que tende a impactar o valor dos combustíveis no Brasil.

Diante desse cenário, o governo Lula já vinha estudando medidas para reduzir os efeitos dessas oscilações no Brasil.

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Manifestantes se mobilizam na Alemanha em apoio à atriz vítima de ‘deepfake’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/03/2026 12:28

Tecnologia Manifestantes se mobilizam na Alemanha em apoio à atriz vítima de 'deepfake' Protestos pressionam por leis mais rígidas contra deepfakes, enquanto caso expõe lacunas na proteção de mulheres e gera debate político sobre violência digital na Alemanha. Por France Presse

Pessoas protestam contra a violência sexual e em apoio à atriz Collien Fernandes, em Berlim. — Foto: REUTERS/Christian Mang/File Photo

Milhares de pessoas estão se manifestando na Alemanha em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa seu ex-marido de divulgar vídeos pornográficos falsos gerados por inteligência artificial (IA), na qual ela aparece em evidência.

De Berlim à Frankfurt, passando por Hamburgo, diversos atos foram realizados para apoiar Fernandes, muitos deles convocados pelo coletivo Vulver, que denunciou as "lacunas gritantes" da proteção jurídica das mulheres na internet.

A Alemanha já estava preparando um projeto de lei sobre a divulgação de vídeos falsos gerados com IA (chamados "deepfakes"), mas a publicação, em meados de março, de uma investigação da revista Spiegel sobre este caso evidenciou a urgência de regular estas práticas.

Collien Fernandes, de 44 anos, que também é modelo e apresentadora de televisão, acusa o ex-marido, o ator e apresentador Christian Ulmen, de 50 anos, de ter criado perfis falsos nas redes sociais para contactar homens, sobretudo do seu círculo social, e de ter difundido vídeos pornográficos falsos em que aparece sua imagem. Devido a isso, a atriz sofre assédio online há anos.

Alguns meios de comunicação alemães observam neste cenário o equivalente digital ao caso da francesa Gisèle Pelicot, que se tornou uma figura mundial da luta contra a violência sexual por ter denunciado publicamente os estupros cometidos por dezenas de homens recrutados por seu ex-marido.

Na sexta-feira, a Procuradoria alemã afirmou que está investigando Ulmen por uma "suspeita inicial" baseada nos elementos apresentados pela atriz no artigo da Spiegel. Por ora, investiga-se o crime de assédio, mas outras infrações podem ser acrescentadas posteriormente.

Uma denúncia já havia sido apresentada em 2024, mas foi arquivada em junho por falta de pistas para identificar o autor dos vídeos.

Fernandes denunciou que o marco jurídico para casos deste tipo continua sendo muito limitado na Alemanha, país que é, segundo ela, um "paraíso para os agressores".

A atriz também apresentou uma queixa na Espanha, onde o casal morava e no qual a legislação sobre violência contra as mulheres é mais rígida.

O escândalo levou milhares de pessoas às ruas. No dia 26 de março, 17.000 manifestantes protestaram em Hamburgo, no norte do país, para pressionar o governo.

Pessoas protestam contra a violência sexual e em apoio à atriz Collien Fernandes, em Berlim. — Foto: REUTERS/Christian Mang/File Photo

Após ter recebido ameaças de morte, Collien Fernandes descartou em um primeiro momento participar das mobilizações, mas acabou por subir ao palco, vestindo um colete à prova de balas por baixo de um casaco, "pois [há] homens, e apenas homens, que querem me matar", afirmou sob os aplausos da multidão.

"Precisamos de leis verdadeiras que sensibilizem especialmente as mulheres sobre esta violência digital", sublinhou.

Questionado há alguns dias por uma deputada sobre o que pretendia fazer para proteger as mulheres da violência, o chefe de Governo alemão, Friedrich Merz (conservador), evocou uma "explosão da violência na nossa sociedade, tanto no espaço físico como no digital".

Mas causou grande polêmica ao afirmar que uma "parte considerável desta violência procede das comunidades de imigrantes", em uma tentativa adicional de travar o avanço da extrema direita, com um discurso cada vez mais duro contra os migrantes.

"Uma mentira populista escandalosa", reagiu Lydia Dietrich, diretora da associação feminista Frauenhilfe München, durante o ato de apoio a Collien Fernandes na capital da Baviera.

Christian Ulmen e Collien Fernandes eram um casal de celebridades muito conhecido na Alemanha — Foto: G. Chlebarov/VISTAPRESS/IMAGO

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