RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo anuncia bloqueio pequeno em gastos no Orçamento de 2026, mas sobe para R$ 60 bi projeção de rombo em suas contas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 17:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2540,27%Dólar TurismoR$ 5,4700,47%Euro ComercialR$ 6,0870,04%Euro TurismoR$ 6,3480,08%B3Ibovespa182.509 pts0,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,2540,27%Dólar TurismoR$ 5,4700,47%Euro ComercialR$ 6,0870,04%Euro TurismoR$ 6,3480,08%B3Ibovespa182.509 pts0,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,2540,27%Dólar TurismoR$ 5,4700,47%Euro ComercialR$ 6,0870,04%Euro TurismoR$ 6,3480,08%B3Ibovespa182.509 pts0,32%Oferecido por

Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento anunciaram nesta terça-feira (24) o bloqueio pequeno de R$ 1,6 bilhão, no orçamento deste ano.

A informação consta no relatório de receitas e despesas primárias do primeiro bimestre. Essa foi a primeira avaliação sobre o orçamento deste ano.

O valor ficou bem abaixo do bloqueio estimado por analistas do mercado financeiro, que oscilava entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões.

➡️A explicação é que, ao optar por um congelamento menor de gastos, o governo teve de revisar para cima sua projeção para o déficit primário em suas contas neste ano: que avançou de R$ 22,9 bilhões (quando o orçamento foi aprovado) para R$ 59,8 bilhões.

➡️Com isso, o déficit estimado para 2026 ficará próximo do limite fixado pelo arcabouço fiscal, com o abatimento de precatórios (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Mas, ao mesmo tempo, o governo poderá executar mais despesas em um ano marcado por eleições presidenciais.

A limitação de R$ 1,6 bilhão em despesas será feita nos gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios. Essas despesas envolvem investimentos e custeio da máquina pública.

Entre os gastos livres, estão: despesas administrativas, investimentos, verbas para universidades federais, agências reguladoras, defesa agropecuária, bolsas do CNPq e da Capes, emissão de passaportes e fiscalização ambiental e do trabalho escravo, entre outros.

💰 Já os gastos obrigatórios, que não podem ser bloqueados, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros.

O detalhamento de quais ministérios serão atingidos pelo bloqueio será divulgado até o fim deste mês.

Vista aérea da Esplanada dos Ministérios em Brasília (DF) em novembro de 2015 — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a nova regra para as contas públicas aprovada no ano passado. Pela norma:

o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior.o objetivo do arcabouço fiscal é evitar, no futuro, uma disparada da dívida pública e uma piora nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos.

Para calcular a necessidade de bloqueio no orçamento, o governo fez uma nova estimativa das receitas e despesas que serão feitas até o fim deste ano.

Além do limite para gastos da regra fiscal, o governo também tem de atingir a meta para as suas contas aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,4 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

➡️Com isso, o déficit estimado de R$ 59,8 bilhões em 2026 está bem próximo do limite fixado pela regra fiscal (com abatimento de precatórios).

O bloqueio de R$ 1,6 bilhão anunciado pela área econômica é menor do que o registrado em março do ano passado – no primeiro relatório de receitas e despesas do orçamento.

Naquele momento, foi anunciado um bloqueio de R$ 31,3 bilhões e aumento do IOF para tentar atingir a meta fiscal. Já em 2024, o primeiro do arcabouço fiscal, foi feito um contingenciamento de R$ 2,9 bilhões.

No ano anterior, 2023, ainda vigorava o chamado teto de gastos (aprovado por Temer) – pelo qual as despesas não podiam crescer acima da inflação do ano anterior. Mas foi concedido um espaço adicional de quase R$ 170 bilhões para despesas.

O teto de gastos teve início em 2017. Antes disso, os bloqueios no orçamento obedeciam à lógica das metas de superávit primário – propostas pelos governos e aprovadas pelo Congresso Nacional.

Para atingi-las, os governos tinham de bloquear gastos – com base nas previsões feitas no começo de cada ano para as receitas e para as despesas.

Em 2020, com a pandemia da Covid-19, foi aprovado um decreto de calamidade pública e gastos extraordinários, acima de R$ 700 bilhões, foram feitos.

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PL dos apps: governo propõe mínimo de R$ 10 por corrida e pagamento integral por rota agrupada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 17:58

Política PL dos apps: governo propõe mínimo de R$ 10 por corrida e pagamento integral por rota agrupada Governo também quer R$ 2,5 por quilômetro em corridas acima de 4 km. Texto vai na contramão do que propõe relator na Câmara. Plataformas dizem que projeto é inviável. Por Luiz Felipe Barbiéri, g1 — Brasília

O Grupo de Trabalho formado pelo governo para discutir um projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos apresentou nesta terça-feira (24) um relatório em que sugere pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, com R$ 2,50 por km adicional em viagens acima de 4 km, além do pagamento integral por entrega agrupada.

🔎As rotas agrupadas ocorrem quando um único entregador coleta e entrega múltiplos pedidos em uma única viagem. Essa estratégia é utilizada pelas plataformas para otimizar a logística e reduzir custos, mas é um dos principais pontos de atrito entre empresas e trabalhadores. O governo defende que os entregadores recebam o valor integral por cada item entregue.

O grupo é composto por representantes de entregadores, de motoristas por aplicativo e de sete ministérios do governo Lula e discutiu o texto, que tramita na Câmara, como forma de oferecer alternativas à proposta,

“Eu diria para você que hoje é um dia histórico, porque pela primeira vez no Brasil os trabalhadores por aplicativo, motoristas de Uber, estão sendo enxergados e tirados da invisibilidade”, afirmou o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP).

O parecer apresentado pelo grupo diz que o mínimo de R$ 10 por corrida atende a uma reivindicação da categoria e o adicional por quilômetro “aprimora a justiça remuneratória”.

“Essas mentiras que levam desinformação para a sociedade, que dizem que quando estamos defendendo ganho para os motoristas estamos defendo a taxa, essas mentiras servem às plataformas. Apesar do ambiente de fake news, envenenar o debate público, nosso governo vai permanecer firme ao lado dos trabalhadores”, afirmou Boulos.

Grupo de Trabalho montado pelo governo apresenta sugestões ao PL sobre os apps de entregas — Foto: Luiz Felipe Barbiéri/g1

Durante a apresentação do relatório, Boulos anunciou a assinatura de duas portarias do governo relacionadas aos trabalhadores por aplicativo.

Uma delas prevê a instalação de cem pontos de apoio para os motoristas e entregadores por aplicativo, com banheiro, água, vestiário, área de descanso e conectividade com a internet.

“Eles [plataformas] começaram a dizer que ia explodir o custo do delivery. Com essa portaria de transparência, eles vão colocar quanto o entregador vai ganhar, quanto eles [plataformas] estão ganhando e quanto é pro restaurante. Vamos começar a desmistificar a narrativa das grandes plataformas”, afirmou.

Quem são e quanto ganham os entregadores e motoristas de app no Brasil — Foto: Mart Production/Pexels

Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas por aplicativo, como está previsto hoje no texto, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades.

A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral.

As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios.

A entrega do relatório foi marcada por críticas às plataformas de entrega. Boulos criticou o fato de parte da corrida ficar com os aplicativos, o que chamou de taxa de exploração.

“Quem enche o tanque e paga a gasolina é o motorista. Quem está no risco de sofrer um acidente, é o motorista. Quem tem que trocar o pneu é o motorista. Quem trabalha é o motorista. O tempo é do motorista. E a Uber ficar com 40%, 50% de cada viagem… chamam isso de taxa de redenção. Para nós, isso é uma taxa de agiotagem, uma taxa de exploração dos trabalhadores”.

Já o ministro Luiz Marinho afirmou que o parecer do GT servirá para pressionar por um texto que garanta mais direitos aos trabalhadores.

"Esperamos que o parlamento escute essa voz. Esperamos que a sociedade escute essa voz e separe as mentiras das verdades”, afirmou o ministro. “É um bom ponto de partida para pressionar o Congresso para fazer uma lei que tenha garantia mínima para os trabalhadores", afirmou.

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Trump diz que Irã deu ‘grande presente’ aos EUA no setor de petróleo e gás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 17:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2540,27%Dólar TurismoR$ 5,4700,47%Euro ComercialR$ 6,0870,04%Euro TurismoR$ 6,3480,08%B3Ibovespa182.509 pts0,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,2540,27%Dólar TurismoR$ 5,4700,47%Euro ComercialR$ 6,0870,04%Euro TurismoR$ 6,3480,08%B3Ibovespa182.509 pts0,32%MoedasDólar ComercialR$ 5,2540,27%Dólar TurismoR$ 5,4700,47%Euro ComercialR$ 6,0870,04%Euro TurismoR$ 6,3480,08%B3Ibovespa182.509 pts0,32%Oferecido por

Trump afirmou que o Irã fez uma grande concessão no setor de energia aos EUA e classificou o gesto como positivo, sem dar detalhes.

Trump sugeriu que o “presente” envolve o Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo, que os EUA têm dificuldade em manter aberto.

Com o início da guerra, em 28 de fevereiro, o petróleo disparou no mercado internacional e chegou a US$ 120 — o maior nível desde 2022.

Trump reiterou que acredita que os EUA já venceram a guerra e disse que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ficou desapontado com a rapidez das ações militares.

Trump acrescentou que os EUA estão em contato com “as pessoas certas” no Irã para tentar encerrar as hostilidades. Disse ainda que os iranianos demonstram forte interesse em um acordo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de março de 2026. — Foto: Evan Vucci/Reuters

O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (24) que o Irã fez uma grande concessão aos Estados Unidos no setor de energia. Sem dar detalhes, ele indicou que o “presente” envolve o Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo.

A área está parcialmente bloqueada pelo Irã, registrou queda no fluxo de navios nas últimas semanas e tem impulsionado a disparada dos preços da commodity.

Com a dificuldade para escoar o petróleo, os preços dispararam no mercado internacional, chegando a US$ 120 — o maior nível desde 2022. Depois, recuaram, mas seguem acima de US$ 100, em nível ainda elevado. O cenário preocupa Trump, de olho nas eleições legislativas de novembro. (leia mais)

“Eles nos deram um presente e o presente chegou hoje. Foi um presente muito grande, que vale uma quantidade enorme de dinheiro”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Não foi nuclear, foi relacionado a petróleo e gás, e foi algo muito bom que eles fizeram.”

Trump reiterou que acredita que os EUA já venceram a guerra e disse que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ficou desapontado com a rapidez das ações militares. “Pete não queria que fosse resolvido”, afirmou, sem dar detalhes.

Na semana passada, Hegseth disse não haver um “prazo definido” para o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada após ofensivas conjuntas.

Trump acrescentou que os EUA estão em contato com “as pessoas certas” no Irã para tentar encerrar as hostilidades. Disse ainda que os iranianos demonstram forte interesse em um acordo.

“Estamos em negociações neste momento”, afirmou. O republicano não deu detalhes nem sobre possíveis conversas nesta semana com enviados americanos como Steve Witkoff e Jared Kushner.

Segundo ele, Witkoff e Kushner, assim como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, participam das negociações. Enquanto isso, o Paquistão afirmou estar disposto a sediar negociações entre EUA e Irã.

Agências de notícias estatais do Irã negam, com base em fontes do governo, que haja diálogo em curso entre Washington e Teerã. A negativa veio após Trump anunciar uma trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética do Irã, citando “conversas muito boas” com lideranças do país.

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Governo federal propõe aos estados subsídio na importação de diesel em R$ 1,20 por litro, dividindo custos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 15:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2630,44%Dólar TurismoR$ 5,4730,52%Euro ComercialR$ 6,0960,17%Euro TurismoR$ 6,3580,22%B3Ibovespa181.985 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,2630,44%Dólar TurismoR$ 5,4730,52%Euro ComercialR$ 6,0960,17%Euro TurismoR$ 6,3580,22%B3Ibovespa181.985 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,2630,44%Dólar TurismoR$ 5,4730,52%Euro ComercialR$ 6,0960,17%Euro TurismoR$ 6,3580,22%B3Ibovespa181.985 pts0,03%Oferecido por

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo federal propôs aos estados um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel, até o fim de maio, na importação do oleo diesel.

A medida proposta difere um pouco do sugerido na semana passada, pela qual os estados zerariam o ICMS sobre o diesel.

No formato discutido agora, eles não precisariam zerar o tributo, e receberiam o valor por eventuais perdas com essa subvenção proposta pela União. Ou seja, é uma proposição semelhante, operacionalizada de forma diferente.

"Em vez de falar em retirada de ICMS, nós vamos ambos, União e Estados, trabalhar na linha de subvenção aos importadores de diesel. Importadores de diesel vão ter uma espécie de controle junto à União na litragem importada, no valor do ICMS, de R$ 1,20 por litro, sendo que R$ 0,60 será pago pelos estados e R$ 0,60 pela União", disse o ministro Durigan.

O impacto da medida, segundo ele, será de R$ 3 bilhões no período de dois meses, dos quais R$ 1,5 bilhão ficaria a cargo da União e, o restante, por conta dos estados.

Essa é mais uma iniciativa do governo para tentar conter a escalada do preço do diesel, resultado da eclosão da guerra no Oriente Médio.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo federal não cobrará impostos sobre esse combustível.

Também foi anunciado o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo; uma subvenção (incentivo) aos produtores e importadores de diesel e ações para fiscalizar o repasse do custo das medidas ao consumidor.

Segundo o ministro Dario Durigan, a proposta feita nesta terça-feira, se aceita, será uma medida adicional em relação ao que foi anunciado pelo governo federal até então, ou seja, além da isenção do PIS/Cofins e da subvenção de R$ 0,32 por litro concedida pela União.

"O que nós estamos discutindo agora, frente a uma situação, um cenário de ainda muita volatilidade e de algum risco, em especial para abastecimento, é dar um passo a mais. E esse passo a mais em conjunto, dividindo esforços [com os estados]", disse o ministro da Fazenda.

A expectativa é de que a resposta dos estados seja dada em reunião presencial do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na próxima sexta-feira (27).

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TCU suspende processo sobre atuação do BC no caso Master e avalia retirar sigilo do processo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 15:59

Política TCU suspende processo sobre atuação do BC no caso Master e avalia retirar sigilo do processo Segundo o ministro Jhonatan de Jesus, medida valerá até conclusão de outras investigações em curso relacionados ao caso. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu nesta terça-feira (24) o processo de análise da atuação do Banco Central (BC) no processo de decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master até a conclusão de outras investigações em curso relacionados ao caso.

“Entendo que a apreciação imediata do relatório de inspeção e do mérito da representação, neste momento processual, não se afigura a medida mais adequada, sob pena de o julgamento ocorrer com grau de completude inferior ao desejável, quando há perspectiva concreta de superveniência de elementos oficiais aptos a qualificar o juízo definitivo”, afirmou o ministro, em despacho nesta terça.

Antes de elaborar seu relatório final, que será submetido ao plenário da Corte, o ministro solicitou acesso a informações de diferentes frentes de apuração.

Entre essas informações estão a sindicância instaurada no Banco Central, o processo administrativo conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

No despacho, o ministro também determina que a secretária-geral de controle externo do TCU instaure procedimento preparatório de reavaliação do grau de sigilo dos autos.

Para isso, os técnicos deverão pedir que o Banco Central sinalize quais documentos devem permanecer em sigilo por conter informações sensíveis.

Como mostrou o g1, o parecer final da área técnica do TCU apontou que não houve “impropriedades, omissões ou negligências” por parte do Banco Central (BC) na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master.

No documento, os técnicos afirmam que a intervenção no banco de Daniel Vorcaro foi uma “medida imperativa, legal e tecnicamente fundamentada, adotada tempestivamente após o esgotamento fático das alternativas de recuperação e diante da insolvência e da possível prática de ilícitos pela instituição supervisionada".

A conclusão dos técnicos afasta a hipótese levantada pelo ministro relator do caso, Jhonatan de Jesus, de que haveria indícios de precipitação na decretação da liquidação.

Jhonatan de Jesus, ministro do TCU, restringe acesso do Banco Central ao processo do Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Em meados de dezembro de 2025, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que, no prazo de até 72 horas, o Banco Central (BC) apresentasse esclarecimentos relacionados a supostos indícios de liquidação "precipitada" do Banco Master pela autoridade monetária.

Além disso, foi decretado sigilo sobre o processo. A medida causou estranheza no mercado financeiro visto que o Banco Master é privado, não público.

No prazo estabelecido, o BC precisou explicar a fundamentação e motivação para a liquidação; alternativas menos gravosas; Tratativas e cronologia; e Coerência interna e governança decisória.

No despacho, o ministro apontou supostos indícios que poderiam configurar como irregularidades e omissões do BC na condução do processo do Master.

Um parecer técnico preliminar da área técnica apontou que não houve omissão ou inação do BC na condução dos trabalhos.

Posteriormente, foi determinada uma inspeção nos documentos do BC pelo ministro Jhonatan de Jesus, o que gerou uma crise entre as duas instituições.

No entendimento do ministro, faltavam informações para embasar as explicações dadas pela autoridade monetária sobre a liquidação, decretada em novembro.

O BC reagiu à decisão e recorreu, argumentando que o procedimento não poderia ser determinado por um único ministro, mas deveria ser submetido à deliberação do colegiado do TCU.

O ministro, no entanto, recuou e as partes chegaram a um acordo sobre a realização de um procedimento técnico nos documentos.

O procedimento já foi finalizado. Segundo apurou o g1, o parecer técnico do TCU não encontrou irregularidades na condução do procedimento realizado pelo BC.

O ministro relator ainda não formulou o seu parecer e, por consequência, o caso não foi levado a plenário ainda.

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É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a R$ 15,89; trata-se de montagem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 15:59

Fato ou Fake É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a R$ 15,89; trata-se de montagem Posts enganosos utilizam foto com valores alterados de placa de posto no Pará. Ao Fato ou Fake, gerente do estabelecimento desmentiu as alegações e enviou foto dos preços reais praticados no local. Por Redação g1

É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem — Foto: Reprodução

Circula nas redes socias uma foto que supostamente mostraria preços exorbitantes de combustíveis em um posto de gasolina de São Félix do Xingu, no Pará, após a guerra no Irã. É #FAKE.

Publicados desde 12 de março no X, Facebook e Instagram, eles exibem uma foto de uma placa de preços em um posto de gasolina, na qual se lê "Petro Posto Xingu VI". Ao lado esquerdo, ao fundo, há um homem de boné apoiado em uma caminhonete.

Uma das versões leva uma tarja com este texto: "Guerra no Oriente Médio pressiona preço dos combustíveis no Brasil. Imagem de São Félix do Xingu". Já outros posts usam a mesma foto, mas sem a faixa de texto. Uma das legendas diz: "Tava ruim, parece que piorou 😂". Os valores exibidos são estes:

Gasolina: R$ 12,85Gasolina aditivada: R$ 13,10Diesel S500: R$ 15,25Diesel S10: R$ 15,89Etanol: R$ 10,99

Os números exibidos nos posts estão incorretos. Ao Fato ou Fake, o gerente Edivaldo Saraiva desmentiu as alegações e apontou que uma foto real do posto foi editada para que os preços ficassem maiores: "Alguém passou, tirou uma foto da nossa placa de preço. A pessoa adulterou, fez essa montagem".

Ele também comentou que o homem que aparece na imagem é um dos clientes do estabelecimento. Além disso, a unidade mencionada nos posts não fica em São Félix do Xingu, mas na cidade de Tucumã, também no Pará.A rede de postos também se pronunciou em 12 de março no Instagram para esclarecer as publicações:

"Esclarecemos que se trata de uma montagem, que não correspondem aos preços reais praticados em nossas unidades. Infelizmente esse tipo de ato pode gerar desinformação e prejudicar a imagem de quem trabalha seriamente todos os dias", diz o responsável pelas mídias do posto.

Segundo Edivaldo, apesar de os preços serem falsos, os combustíveis sofreram um aumento gradual desde o início da guerra. "As distribuidoras estão passando muito reajuste para a gente", explicou. Ao Fato ou Fake, ele enviou uma foto da placa com os valores de 20 de fevereiro, oito dias antes do início da guerra, e desta segunda-feira (23). Veja a comparação:

Foto dos preços em 20 de fevereiro (à esquerda) e a placa com os valores em 23 de março (à direita). — Foto: Reprodução

A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz levaram ao aumento do preço dos combustíveis no Brasil. Entre 8 e 14 de março, o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80.

Veja o preço médio de diesel, gasolina e etanol nos postos do Brasil, segundo levantamento da ANP de sexta-feira (20):

▶️Diesel: o maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79.

▶️ Gasolina: teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49.

▶️ Etanol: teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86.preço médio subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26

O Fato ou Fake submeteu a imagem sem tarja ao SynthID. Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema.

A ferramenta apontou que o conteúdo "não foi feito com a IA do Google". Depois, o Fato ou Fake repetiu o processo, mas dessa vez usando um recorte da versão com tarja, mantendo apenas a imagem do posto com a placa de preços. Nesse caso, a análise foi esta: "SynthID detectado em todo ou em parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Alta" (veja abaixo).Por fim, o Fato ou Fake pediu que o Google Gemini analisasse se existe alguma manipulação por inteligência artificial na imagem. O resultado apontou: "Se observar bem os números, eles parecem ter uma nitidez diferente do resto da placa, o que é um sinal comum de edição de imagem (Photoshop ou aplicações semelhantes) para alterar os valores originais".

SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. — Foto: Reprodução

É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem — Foto: Reprodução

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É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a R$ 15,89; trata-se de montagem

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Tribunal nos EUA delibera se Meta colocou menores de idade em perigo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 14:45

Tecnologia Tribunal nos EUA delibera se Meta colocou menores de idade em perigo Estado acusa empresa de expor adolescentes a riscos nas redes e pede indenização bilionária; caso pode influenciar ações semelhantes nos EUA. Por France Presse

Logotipo da Meta Platforms, durante uma conferência na Índia, em 2023 — Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

Um júri do Novo México, sudoeste dos Estados Unidos, iniciou nesta terça-feira (24) seu primeiro dia de deliberações em um julgamento no qual a empresa Meta é acusada de colocar crianças em perigo ao torná-las vulneráveis a predadores sexuais nas redes sociais.

O estado do Novo México reivindica bilhões de dólares à Meta, em um de dois principais casos nos Estados Unidos contra a gigante tecnológica que estão atualmente nas mãos de um júri.

O outro julgamento ocorre na Califórnia, onde é avaliado se a Meta e o Youtube devem ser considerados responsáveis por causar deliberadamente dependência em crianças.

Este caso, em particular, é visto como um teste importante para o futuro de centenas de outras ações semelhantes em andamento nos EUA.

O júri do Novo México iniciou seus trabalhos após os argumentos finais e um julgamento de seis semanas que incluiu o depoimento de 40 testemunhas, entre elas funcionários que se tornaram denunciantes e centenas de documentos, relatórios e e-mails.

O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, apresentou, em 2023, uma ação judicial contra a Meta – empresa-matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp – e seu CEO, Mark Zuckerberg.

Durante sua argumentação na segunda-feira (23), a promotora Linda Singer acusou a Meta de ter comunicado de forma enganosa sobre suas medidas de proteção de menores.

"A Meta não revelou a probabilidade de que o algoritmo colocasse predadores em contato com adolescentes, de que recomendasse conteúdos tão sensacionalistas e prejudiciais", disse Singer, segundo o Albuquerque Journal.

Um porta-voz da Meta afirmou que o caso do Estado era "sensacionalista" e tinha base em documentos "selecionados a dedo". "O Estado não conseguiu provar seu caso", disse.

O Estado solicita a sanção civil máxima de US$ 5 mil (cerca de R$ 26,3 mil) para cada um dos aproximadamente 221 mil adolescentes do Novo México que, segundo afirma, usam Facebook e Instagram. A Meta contesta este valor.

Uma segunda fase do processo no Novo México está prevista para maio, quando um juiz irá ouvir a alegação do Estado de que a Meta criou um incômodo público e deve financiar programas para lidar com os supostos danos às crianças.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Imóveis de até R$ 600 mil, até R$ 13 mil de renda: o que muda com novo teto do Minha Casa, Minha Vida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2760,67%Dólar TurismoR$ 5,4780,61%Euro ComercialR$ 6,1040,29%Euro TurismoR$ 6,3600,25%B3Ibovespa181.232 pts-0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,2760,67%Dólar TurismoR$ 5,4780,61%Euro ComercialR$ 6,1040,29%Euro TurismoR$ 6,3600,25%B3Ibovespa181.232 pts-0,38%MoedasDólar ComercialR$ 5,2760,67%Dólar TurismoR$ 5,4780,61%Euro ComercialR$ 6,1040,29%Euro TurismoR$ 6,3600,25%B3Ibovespa181.232 pts-0,38%Oferecido por

O Conselho do FGTS aprovou mudanças que aumentam o limite de renda das famílias e elevam o valor dos imóveis financiados no programa Minha casa, Minha Vida. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União.

Faixa 1: de R$ 2.850 para até R$ 3.200Faixa 2: de R$ 4.700 para até R$ 5.000Faixa 3: de R$ 8.600 para até R$ 9.600Faixa 4: de R$ 12.000 para até R$ 13.000

O MCMV oferece subsídios e juros que variam de 4% e 10% ao ano, que varia conforme a renda familiar mensal bruta e o ano orçamentário da contratação.​

Ao oferecer taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado, o programa habitacional se tornou uma importante alternativa em meio ao encarecimento do crédito, conforme já mostrou o g1.

Hoje, o financiamento imobiliário tradicional está em torno de 12%. O custo é puxado pela Selic, a taxa básica de juros do país, atualmente em 14,75% ao ano.

🏠 Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda.

Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

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Volkswagen faz recall de quase 100 mil carros elétricos por problema com bateria

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 14:45

Carros Volkswagen faz recall de quase 100 mil carros elétricos por risco de incêndio Falha na bateria aumenta risco de fogo; a Volkswagen ainda não confirmou se unidades da linha ID oferecidas no Brasil estão inclusas. A 'Kombi elétrica' ID Buzz pode ser alugada no País. Por Reuters — São Paulo

Volkswagen iD Buzz faz parte do serviço de assinatura da marca no Brasil — Foto: Divulgação / Volkswagen

A Volkswagen anunciou o recall de quase 100 mil veículos elétricos, dos quais cerca de 28 mil estão na Alemanha, por problemas relacionados aos módulos de bateria, segundo a autoridade alemã de veículos motorizados (KBA).

De acordo com avisos emitidos no início deste mês, módulos da bateria de alta tensão fora das especificações podem causar redução da autonomia e, em casos mais graves, risco de incêndio.

Como solução, a montadora informou que fará uma atualização de software, além de inspecionar as baterias. Se necessário, módulos individuais serão substituídos.

Ainda não está claro se o recall atinge os modelos da linha ID vendidos no Brasil, que ainda têm presença limitada no país. O g1 procurou a Volkswagen, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

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PIX fora do ar? Clientes de bancos reclamam de instabilidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 14:03

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2630,44%Dólar TurismoR$ 5,4720,49%Euro ComercialR$ 6,0940,14%Euro TurismoR$ 6,3450,03%B3Ibovespa181.801 pts-0,07%MoedasDólar ComercialR$ 5,2630,44%Dólar TurismoR$ 5,4720,49%Euro ComercialR$ 6,0940,14%Euro TurismoR$ 6,3450,03%B3Ibovespa181.801 pts-0,07%MoedasDólar ComercialR$ 5,2630,44%Dólar TurismoR$ 5,4720,49%Euro ComercialR$ 6,0940,14%Euro TurismoR$ 6,3450,03%B3Ibovespa181.801 pts-0,07%Oferecido por

Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta terça-feira (24) para reclamar de instabilidade no PIX.

A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 11h38. O pico foi atingido às 12h08, com 619 ocorrências.

O g1 entrou em contato com o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo PIX. A instituição não se posicionou até a última atualização deste texto.

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