RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Influencers que divulgarem apostas ilegais serão responsabilizados, diz governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 13:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,59%Dólar TurismoR$ 5,338-0,82%Euro ComercialR$ 5,898-0,5%Euro TurismoR$ 6,134-0,77%B3Ibovespa168.205 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,59%Dólar TurismoR$ 5,338-0,82%Euro ComercialR$ 5,898-0,5%Euro TurismoR$ 6,134-0,77%B3Ibovespa168.205 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,144-0,59%Dólar TurismoR$ 5,338-0,82%Euro ComercialR$ 5,898-0,5%Euro TurismoR$ 6,134-0,77%B3Ibovespa168.205 pts-0,04%Oferecido por

Influenciadores digitais que fizerem propaganda de plataformas de apostas ilegais serão responsabilizados tributariamente, informou o governo federal nesta sexta-feira (19).

“Se um influenciador entrar em uma rede social e fizer propaganda de uma bet ilegal, além de todas as sanções administrativas da SPA [Secretaria de Prêmios e Apastas], a Receita Federal vai cobrar Imposto de Renda e também tributos como PIS e Cofins", afirmou o secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas.

🔎O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) são contribuições sociais federais que incidem sobre a receita bruta das empresas.

Mais cedo, o governo federal anunciou que vai bloquear recursos vinculados a plataformas de apostas ilegais e destiná-los ao Fundo Nacional de Segurança Pública, respeitando o devido processo legal.

Barreirinhas reforçou que os ganhos obtidos por meio da divulgação de bets clandestinas não estarão isentos de tributação (leia mais abaixo).

“Se o influenciador está ganhando dinheiro com uma bet ilegal, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre esse rendimento”, declarou.

O secretário também informou que instituições financeiras que movimentarem recursos relacionados a bets ilegais também serão responsabilizadas no âmbito tributário.

LEIA MAIS: 25 milhões de pessoas usam plataformas ilegais de apostas online, diz ministro da Justiça

Nesta manhã, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.

A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.

O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais (relembre mais abaixo).

"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.

"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.

Dinheiro apreendido na Operação Conto da Sorte, deflagrada em PE, em SP e no CE — Foto: MPRN/Divulgação

Durigan explicou que o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça vão bloquear, administrativamente e de forma preventiva, recursos que são originados de jogos chamados pelo governo de "irresponsáveis", ou seja, de plataformas que operam de forma irregular.

A norma assinada pelo presidente nesta sexta (19) define os procedimentos para efetuar esse bloqueio e as regras para envio de informações que vão ajudar na investigação e na apreensão de bens desses operadores — recursos que poderão ser destinados à União.

Na prática, quando houver indícios de que uma empresa está explorando apostas de forma irregular, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda poderá notificar as instituições financeiras para bloquear os recursos ligados à atividade.

➡️Após o bloqueio, será aberto um processo administrativo para investigar o caso e decidir se os valores serão confiscados e transferidos para a União.➡️Se, ao fim do processo administrativo, for confirmada a irregularidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá recorrer à Justiça para pedir o confisco dos recursos e autorizar a transferência dos valores para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Segundo o governo, o procedimento deverá seguir as regras do processo administrativo, garantindo o direito de defesa e de contestação dos investigados, sem afetar os direitos dos apostadores.

"A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nos vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar", informou o ministro da Fazenda.

➡️O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.

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25 milhões de pessoas usam plataformas ilegais de apostas online, diz ministro da Justiça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,65%Dólar TurismoR$ 5,336-0,86%Euro ComercialR$ 5,893-0,57%Euro TurismoR$ 6,132-0,8%B3Ibovespa168.386 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,65%Dólar TurismoR$ 5,336-0,86%Euro ComercialR$ 5,893-0,57%Euro TurismoR$ 6,132-0,8%B3Ibovespa168.386 pts0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,65%Dólar TurismoR$ 5,336-0,86%Euro ComercialR$ 5,893-0,57%Euro TurismoR$ 6,132-0,8%B3Ibovespa168.386 pts0,06%Oferecido por

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil é Wellington César Lima e Silva, informou nesta sexta-feira (19) que 25,2 milhões de brasileiros fazem apostas por meio de plataformas ilegais no país.

Também nesta sexta, o governo anunciou que vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.

"Estamos falando de que as bets ilegais representam algo entre 41% e 51% das plataformas que operam na legalidade, é um número relevante. Já bloqueamos mais de 40 mil sites. São 25,2 milhões de brasileiros apostando nessas plataformas", declarou o ministro da Justiça.

Segundo ele, o crime organizado tem "estímulos" para migrar pelo setor de bets ilegais. Por isso, argumenta, é fundamental que o governo atue duramente contra as empresas irregulares.

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que dos mais de 40 mil aplicativos e sites ilegais derrubados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas da pasta, foram operados por apenas 350 pessoas, que utilizaram 37 instituições financeiras, em geral "fintechs" ou instituições de pagamentos.

Nesta quinta-feira (18), o governo realizou uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais.

Foram cumpridos14 mandados de busca e apreensão em três estados: Pernambuco, Ceará e São Paulo.Não houve prisões nessa fase da operação batizada de Conto da Sorte, realizada pelos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e de Pernambuco e pela Receita Federal.Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Dinheiro apreendido na Operação Conto da Sorte, deflagrada em PE, em SP e no CE — Foto: MPRN/Divulgação

A investigação foi iniciada a partir de uma análise técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, após a prefeitura de Bodó, município potiguar, criar a autarquia Lotseridó (entenda, mais abaixo, como funcionava o esquema criminoso).

Antes de encerrar as atividades, em outubro de 2025, a Lotseridó passou a credenciar, de forma irregular, empresas de apostas de quota fixa, que "permanecem atuando à revelia da SPA", segundo a Receita Federal.

O valor movimentado pelas bets ilegais "será revelado com os dados coletados nas buscas, apreensões e quebras de sigilo", mas chega a bilhões de reais.

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Quase 700 mil pessoas usaram ferramenta do governo de autoexclusão em apps e sites de apostas online, diz ministro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,137-0,72%Dólar TurismoR$ 5,350-0,59%Euro ComercialR$ 5,889-0,65%Euro TurismoR$ 6,148-0,55%B3Ibovespa168.207 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,137-0,72%Dólar TurismoR$ 5,350-0,59%Euro ComercialR$ 5,889-0,65%Euro TurismoR$ 6,148-0,55%B3Ibovespa168.207 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,137-0,72%Dólar TurismoR$ 5,350-0,59%Euro ComercialR$ 5,889-0,65%Euro TurismoR$ 6,148-0,55%B3Ibovespa168.207 pts-0,04%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta sexta-feira (19) que quase 700 mil pessoas já utilizaram a ferramenta do governo de autoexclusão em plataformas e aplicativos de apostas online.

Lançado em dezembro do ano passado, a serviço está disponível no site http://gov.br/autoexclusaoapostas. Após efetuar a autoexclusão, as pessoas recebem um documento confirmando essa opção.

A autoexclusão centralizada é "reconhecida cientificamente como uma estratégia essencial para reduzir os danos à saúde mental da população com relação às apostas", diz o governo.

"Uma vez selecionado o prazo, não é possível reverter a escolha durante o período indicado. Há a opção de se autoexcluir do ambiente de apostas por tempo indeterminado (sem prazo). Somente nesse caso, o usuário terá até um mês para invalidar a decisão", informou o governo.

decisão voluntária;dificuldades financeiras;recomendação de profissional de saúde;perda de controle sobre o jogo (saúde mental);ou prevenção de uso dos seus dados em plataformas de apostas.

'Meu nome hoje em dia é sujo em cinco bancos por conta das casas de apostas', conta baiana de 21 anos, que viu seu casamento acabar devido ao vício — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Também é possível escolher não informar o motivo. Em seguida, segundo o governo, é necessário aceitar os termos de uso e checar se os dados pessoais estão corretos.

A plataforma também disponibiliza informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), direcionando o usuário para o "Meu SUS Digital" e a "Ouvidoria do SUS" — por meio dos quais as pessoas poderão "testar" se têm algum tipo de problema com vício em apostas online, e procurar ajuda.

Também são ofertados teleatendimentos em saúde mental com foco em jogos e apostas por meio de parceria com o Hospital Sírio-Libanês dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi-SUS) e uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

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Governo vai congelar recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (19) que o governo federal vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.

A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.

O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais.

"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.

"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.

O ministro da Fazenda explicou que a pasta e o Ministério da Justiça vão administrativamente bloquear, de forma preventiva, recursos que são originados de jogos irresponsáveis.

"A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nos vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar", informou o ministro da Fazenda.

➡️O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.

"Respeitado o devido processo legal, e vá para o fundo de segurança pública pra fortalecer o combate à corrupção e o combate ao crime organizado", acrescentou.

Na operação dessa quinta-feira (18), foram cumpridos14 mandados de busca e apreensão em três estados: Pernambuco, Ceará e São Paulo (veja vídeo acima).

Não houve prisões nessa fase da operação batizada de Conto da Sorte, realizada pelos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e de Pernambuco e pela Receita Federal.

"O objetivo é colher provas sobre um esquema de exploração irregular de apostas de quotas fixas e jogos de azar na internet, as chamadas bets. […] Os crimes investigados são de lavagem de dinheiro, induzimento à especulação, exploração de jogo de azar e loteria não autorizada, associação criminosa e contra as relações de consumo", afirmou o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em nota, nesta quinta-feira (18).

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

A investigação foi iniciada a partir de uma análise técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, após a prefeitura de Bodó, município potiguar, criar a autarquia Lotseridó (entenda, mais abaixo, como funcionava o esquema criminoso).

Antes de encerrar as atividades, em outubro de 2025, a Lotseridó passou a credenciar, de forma irregular, empresas de apostas de quota fixa, que "permanecem atuando à revelia da SPA", segundo a Receita Federal.

O valor movimentado pelas bets ilegais "será revelado com os dados coletados nas buscas, apreensões e quebras de sigilo", mas chega a bilhões de reais.

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Há 1 hora Distrito Federal Ex-secretário e diretor estão entre investigados; veja quem sãoHá 1 horaQuem é Eduardo Chedid, executivo da Faria Lima alvo da operaçãoHá 1 horaBlog do CamarottiLula deve se reunir com Wagner após Planalto ver explicações como ‘sofríveis’

Há 7 minutos Blog do Gerson Camarotti SADI: operação abala estratégia do governo, e PT recalcula rotaHá 7 minutosImóvel, repasses e ingressos para show: as suspeitas da PFHá 7 minutosArgentinaEquipe de programa é demitida após notícia falsa da morte do pai de Messi

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Shein é despejada de loja física em Paris após locatário se arrepender

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%Oferecido por

A varejista Shein fechará sua única loja física permanente em Paris. O espaço fica na loja de departamentos BHV Marais.

A operadora SGM anunciou a venda do ponto nesta terça-feira (16). A empresa classificou a presença da Shein como um "erro estratégico".

Cerca de 100 marcas deixaram o local após a chegada da varejista. Comerciantes também processaram a Shein por concorrência desleal.

A União Europeia investiga a Shein por suspeita de produtos ilegais. A França já aplicou multas de 210 milhões de euros à marca.

A Shein afirmou que respeita a decisão. A empresa lamentou que a "colaboração experimental" ocorreu durante obras de renovação do prédio.

Polícia circula em frente ao BHV Marais no dia da inauguração da loja da Shein — Foto: Abdul Saboor/REUTERS

A Shein, a varejista online chinesa que se tornou ícone ultra fast fashion, vai fechar as portas de sua primeira e até então única loja física permanente.

Desde novembro, a gigante chinesa ocupa o sexto andar da loja de departamentos BHV Marais, um prédio localizado na turística região do Marais, em frente à prefeitura de Paris.

Na terça-feira (16/06), a empresa operadora da BHV, a SGM, anunciou a venda do cobiçado ponto comercial para um grupo empresarial.

A empresa anunciou que a Schein deverá "idealmente" deixar a loja até o Natal e classificou como um "erro estratégico" a decisão de permitir a presença da marca na BHV.

Sobre os planos de abrir mais cinco lojas na França, o diretor da SGM, Frédéric Merlin, afirmou que os compromissos contratuais com a Shein nas lojas fora de Paris serão "cumpridos" até a realização de uma revisão "de longo prazo".

Merlin disse ter cometido "erros" e acrescentou que a venda da BHV representa um "plano genuíno para uma retomada eficaz por pessoas sérias".

Clientes fizeram fila no dia da inauguração da primeira loja física da gigante varejista chinesa — Foto: Sarah Meyssonnier/REUTERS

A notícia de que as operações da Shein iriam sair do comércio online e chegar às lojas físicas, num local de prestígio na capital mundial da moda, provocou várias reações de indignação devido ao modelo de negócios da marca, aos impactos ambientais e à venda online de produtos ilegais.

Milhares de comerciantes processaram a varejista chinesa por concorrência desleal. Cerca de 100 marcas deixaram a BHV Marais após a chegada da Shein, segundo a administração da loja.

Políticos e fashionistas se juntaram na missão de impedir inclusive a contínua expansão online da empresa, famosa pelos produtos falsificados de baixa qualidade.

Manifestantes foram para frente da loja, no dia da inauguração, para lembrar das denúncias de trabalho infantil na cadeia de fornecimento da Shein — Foto: Olivier Arandel/LP

Em dezembro, reguladores da União Europeia abriram uma investigação por suspeitas de que a varejista não fez o suficiente para limitar a venda de produtos como "bonecas sexuais com aparência infantil", armas e medicamentos de venda ilegal na UE.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, ordenou que as autoridades bloqueassem o acesso ao site da Shein por dois dias; durante esse período, agentes da alfândega retiveram as encomendas compradas por meio da plataforma para inspeção.

Após a repercussão negativa do caso, a Shein afirmou ter retirado imediatamente os produtos de seu marketplace — seção que vende itens de terceiros — e proibido globalmente a comercialização de bonecas sexuais em seu site.

Fundada na China em 2012 e atualmente sediada em Singapura, a Shein é criticada ainda pelas condições de trabalho em sua cadeia de fornecedores e pelos impactos ambientais de seu modelo de ultra fast fashion.

No início de junho, a França informou ter aplicado duas multas à Shein que somam mais de 22 milhões de euros (R$ 128,8 milhões), citando problemas relacionados à rastreabilidade de produtos, rotulagem ambiental e prazos de entrega.

Com isso, o total de multas impostas pelo país à gigante asiática da moda ultrapassa 210 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão).

Sobre a intimação para fechar a loja, um porta-voz da Shein afirmou que a empresa respeita a decisão da BHV.

Ao mesmo tempo, manifestou pesar pelo fato de a "colaboração experimental" ter ocorrido em um contexto de "problemas importantes preexistentes" na unidade parisiense, em que "os clientes foram obrigados a lidar com obras de renovação em vários andares da loja".

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Há 5 horas Economia Torcedores contam quanto estão gastando na CopaHá 5 horasMéxico aproveita falha de goleiro, vence e se classifica; veja os GOLSHá 5 horasAção em 3 estadosBRB, secretaria do DF e PicPay são alvo de buscas por suspeita de fraude

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O que é o PicPay, banco digital alvo de operação por descontos indevidos a servidores do DF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

O PicPay foi alvo de uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (19) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal (DF).

Fundada como uma fintech em Vitória (ES), em 2012, a empresa recebeu licença do Banco Central (BC) para atuar como instituição financeira em 2022 e abriu capital no início de 2026, na primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma companhia brasileira em cinco anos. (veja mais detalhes abaixo)

Segundo a investigação, o banco digital teria feito descontos indevidos no contracheque dos servidores por meio do serviço de adiantamento salarial. O caso também entrou na mira da CPMI do INSS após informações indicarem que o escritório que leva o nome do governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F Participações, controlador do PicPay. Entenda mais aqui.

O presidente-executivo da companhia, Eduardo Chedid Simões, é um dos alvos da operação. Ele foi citado entre os gestores de instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de crédito consignado e descontos indevidos no INSS. Na CPMI dos Descontos Indevidos do INSS, ele foi indiciado.

Procurado, o PicPay afirmou que "não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas" e "rejeita a alegação da cobrança indevida".

De acordo com a companhia, seus produtos e serviços são ofertados "em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão".

"O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.

A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.

O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade.

O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.

A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação."

Operação faz buscas contra BRB, Secretaria de Economia do DF e PicPayQuem são os investigados por supostos descontos irregulares na folha de pagamento do GDF

O PicPay foi fundada como uma fintech — empresa de tecnologia que oferece serviços financeiros — em 2012 por um grupo de empreendedores.

Em 2015, a empresa foi adquirida pelo Banco Original e, em 2017, tornou-se independente sob controle direto do grupo J&F — holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A empresa conseguiu licença do Banco Central para operar como instituição de pagamento em 2020 e autorização para atuar como instituição financeira em 2022.

A companhia também adquiriu o Guiabolso, em 2021, e a BX Blue, fintech especializada em empréstimos consignados para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, em 2023.

Em 2026, o banco digital fez seu IPO na Nasdaq, bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, e levantou cerca de US$ 434,3 milhões (R$ 2,2 bilhões) com a oferta de 22,9 milhões de ações.

O PicPay tinha, ao final do primeiro trimestre deste ano, mais de 68,6 milhões de clientes. No período, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões, alta de 92% em comparação aos primeiros três meses de 2025.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A Copa do Mundo dos ultrarricos: pacote de R$ 20 milhões para a final, jatinho entre os estádios e encontro com jogadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 05:49

Turismo e Viagem A Copa do Mundo dos ultrarricos: pacote de R$ 20 milhões para a final, jatinho entre os estádios e encontro com jogadores Celebridades, bilionários e executivos de tecnologia, de vários países, inclusive o Brasil, buscam exclusividade, privacidade e luxo para ver os jogos do Mundial, e o que menos importa é o preço. Por BBC

Granit Xhaka chega ao Aeroporto de Newcastle em um jato particular para assinar com o Sunderland AFC em 28 de julho de 2025, em Newcastle upon Tyne, Inglaterra. — Foto: Ian Horrocks/Sunderland AFC via Getty Images

Alguns dias atrás, a Knightsbridge Circle, que oferece serviços exclusivos de concierge para o público de altíssima renda, anunciou um pacote para a final da Copa do Mundo, em 19 de julho em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A oportunidade, descrita como "a primeira do tipo na história do torneio", foi oferecida exclusivamente aos seus clientes convidados, que passam por uma avaliação antes de serem aceitos.

Ela incluía seis ingressos na primeira fileira, bem na linha de meio de campo, e acesso ao gramado durante a premiação, no momento em que a seleção campeã erguer a taça.

"(O pacote) foi vendido para um de nossos membros menos de 24 horas depois de anunciado", diz à BBC News Brasil o presidente da Knightsbridge Circle, Stuart McNeill.

A Knightsbridge Circle é uma entre várias empresas que estão oferecendo pacotes de luxo para os ultrarricos que desejam participar da Copa.

A atual edição é considerada inédita por, dentre outros motivos, ser disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e ter um número recorde de 48 seleções participantes. Serão ao todo 104 partidas em 16 cidades.

Para muitos torcedores ao redor do mundo que desejam acompanhar o Mundial de perto, o planejamento começou há meses e foi marcado por dificuldades, desde os altos preços dos ingressos e do transporte para alguns dos estádios até obstáculos para conseguir o visto americano.

Mas, para uma ínfima parcela dos visitantes, a experiência será bem diferente: eles devem chegar às cidades-sede de jatinho particular, deslocar-se aos estádios de helicóptero ou limusine e ter lugar garantido na área VIP, mesmo que tenham decidido fazer tudo isso de última hora.

"Trabalho com esse mercado (de luxo) há 22 anos, e a maior surpresa, para mim, é que nesta Copa, o dinheiro pode comprar praticamente qualquer coisa, o que é uma novidade (em comparação com as anteriores)", diz McNeill.

Um Rolls Royce Phantom branco, limusine de quatro portas, vira na Collins Avenue, em South Beach, Miami, EUA. — Foto: Getty Images

Ele e outros especialistas do segmento de alto luxo não revelam os nomes dos clientes interessados na Copa do Mundo. São celebridades, bilionários, fundadores de empresas, executivos do setor de tecnologia e atletas, entre outros, vindos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

"Temos alguns clientes brasileiros", diz McNeill, lembrando que a empresa tem uma equipe em Miami que fala português.

Nem todos os pacotes de luxo para a Copa têm um preço milionário. Os valores dependem de vários fatores, como tipo de acesso, transporte, acomodação e número de noites.

Mas muitos dos roteiros sob medida oferecidos pela Knightsbridge Circle, por exemplo, "passam facilmente dos seis dígitos".

Incluem desde os já citados jatinhos e helicópteros até atendimento VIP nos aeroportos, equipes de segurança e hospedagem em redes de hotéis de luxo, como Four Seasons, Aman e Rosewood.

Nicole Wallach, vice-presidente da divisão de lazer da Magma Global, empresa especializada em serviços de concierge de viagens de luxo, calcula que as opções mais em conta fiquem entre US$ 25 mil e US$ 75 mil (R$ 125 mil e R$ 375 mil) para um casal, incluindo hospedagem cinco estrelas, ingressos para uma partida, voo em classe executiva e transfer privativo.

Alguns clientes pagam bem mais do que isso, em itinerários de luxo que incluem vários dias e diversas cidades-sede. Há também quem decida emendar a Copa com viagens para outros locais.

"Tenho clientes que vão assistir a jogos em Los Angeles e depois pegar um voo para passar algumas noites no Havaí", diz Wallach à BBC News Brasil.

Vista para o campo de jogo a partir de uma das suítes do Dallas Stadium em Arlington. — Foto: Tom Fox/The Dallas Morning News

Para o fim de semana da final, com hospedagem de luxo em Nova York, ela estima que os gastos podem ficar facilmente na casa dos seis dígitos.

Gina Gabbard, diretora de Estratégia da First in Service Travel, agência de Nova York que faz parte da rede global de turismo de luxo Virtuoso, diz à BBC News Brasil que as opções para os torcedores ultrarricos vão desde ingressos VIP e refeições preparadas por chefs durante o jogo até pacotes mais completos.

"Podem incluir hospedagem em hotéis de luxo, transporte privativo na cidade-sede, reservas em restaurantes sofisticados, passeios e outras atividades e, para alguns clientes, encontros exclusivos com os jogadores", afirma Gabbard.

"Os ingressos VIP, dependendo da partida, podem custar a partir de US$ 5 mil [R$ 25 mil] por pessoa", diz Gabbard.

"Pacotes começam em torno de US$ 50 mil dólares [R$ 250 mil] e podem chegar a várias centenas de milhares de dólares quando envolvem múltiplos jogos e cidades."

Segundo Wallach, para os clientes desse segmento, conveniência, privacidade e acesso são mais importantes do que o preço.

"São viajantes que costumam voar em jatos particulares e se hospedar nas suítes mais luxuosas", diz.

"Eles viajam acompanhados de sua própria equipe e realmente esperam uma experiência altamente personalizada quando se trata de um evento dessa magnitude."

Ela ressalta, porém, que nem todos os interessados em pacotes de luxo para a Copa viajam em jatinhos, e alguns vão de primeira classe ou executiva em voos comerciais.

Além disso, em determinadas partidas, é possível que haja mais procura do que disponibilidade de helicópteros para chegar aos estádios.

"Há um limite para o número de aeronaves e locais de desembarque disponíveis", diz Wallach. Nesse caso, a solução é um carro de luxo com motorista particular.

De acordo com Wallach, esses torcedores querem mais do que apenas um ingresso VIP. "Nem todos querem sentar na primeira fila. Para muitos, a prioridade é a privacidade e o acesso a serviços exclusivos. Eles estão em busca de uma experiência VIP completa", ressalta.

"Enquanto o torcedor comum perde tempo em filas, pagando por comida e bebida ao longo do dia, esses clientes costumam contar com entrada exclusiva e acesso a lounges privativos com alta gastronomia".

Cofundador da Microsoft, o bilionário Bill Gates assistiu à estreia dos EUA na Copa do Mundo — Foto: Reuters

Wallach afirma que é equivocado pensar que esses viajantes estão simplesmente buscando a experiência mais cara. "O que eles querem é uma experiência sem atrito."

Isso envolve, entre outros aspectos, não ter de enfrentar multidões nem se preocupar com nenhum detalhe da programação.

"Eles querem exclusividade, não querem ficar esperando pelos outros. É um verdadeiro tratamento de tapete vermelho, e eles estão dispostos a pagar por isso", diz McNeill.

As equipes de apoio que costumam viajar com esses clientes podem incluir diversos profissionais, desde seguranças até chefs particulares.

"Em muitos casos, o consultor de viagens colabora diretamente com o assistente pessoal e outros membros da equipe do cliente para coordenar os arranjos", destaca Gabbard.

Outro aspecto que diferencia esses viajantes dos torcedores comuns é a (pouca) antecedência no planejamento.

"Muitos vão assistir aos jogos acompanhados de suas famílias, outros vão aproveitar para recepcionar clientes", diz Wallach.

"Eles valorizam seu tempo muito mais do que o dinheiro, e várias vezes tomam decisões de última hora."

Segundo McNeill, o interesse de seus clientes na Copa foi tímido no início. "Para viajantes de fora dos Estados Unidos, havia uma real relutância em razão do cenário político", afirma.

No entanto, a procura ganhou força nas últimas semanas, e a expectativa é de que aumente ainda mais à medida que as oitavas de final se aproximem e fique mais claro quais países vão avançar.

"Na verdade, está apenas começando para nós, porque os membros que atendemos costumam fechar os planos de última hora", diz McNeill.

"Gostam de ver como está o desempenho de sua seleção [antes de decidir]. Por exemplo, se o Brasil chegar à semifinal ou à final, vão entrar em um avião e ir para onde quer que o jogo seja realizado."

Entre os membros da Knightsbridge Circle, são comuns viagens bate-volta com duração de um ou dois dias, chegando na manhã do jogo ou na noite anterior e partindo no dia seguinte. Na semana seguinte, podem retornar para a próxima partida de sua seleção.

"Como muitos voam em jatinhos particulares, é conveniente e fácil para eles assistir a todos os jogos", observa McNeill.

Wallach diz ter visto aumento na procura desde que o torneio começou. "Sinceramente, acho que é maior do que esperávamos."

Segundo McNeill, além das partidas, há procura também por outras experiências exclusivas, como uma série de almoços organizados por sua empresa com ex-jogadores da Copa, que oferecem a oportunidade de conversar de perto com nomes consagrados do futebol mundial.

Em outras ocasiões, clientes que querem ver os craques de perto se comprometem com doações para instituições de caridade apoiadas pelo atleta. "Muitos dos jogadores são altamente engajados em causas beneficentes", ressalta McNeill.

"Em seu dia de folga, podem concordar em receber alguns clientes no centro de treinamento. Nossos clientes fazem uma doação [a uma instituição], e talvez possam tirar fotos [com o atleta], bater uma bola ou algo do tipo."

Para os interessados em acesso "superexclusivo" na final da Copa que perderam o pacote de US$ 4 milhões, McNeill lembra que há uma nova oportunidade, com dois assentos exclusivos na beira do gramado. Cada um vai custar "apenas" US$ 1,5 milhão de dólares (R$ 7,5 milhões).

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quanto custa assistir à Copa do Mundo? Torcedores contam quanto estão gastando

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

Torcedores brasileiros reunidos na Times Square, em Nova York, antes da estreia da seleção contra Marrocos (1×1), em 13 de junho — Foto: Getty Images

Para muitos torcedores, comparecer a uma Copa do Mundo é uma oportunidade única na vida, que não tem preço. Mas, se você calcular os custos da empreitada, é de fazer chorar.

💸 Ingressos para os jogos, voos, hotéis, o trajeto até os estádios, os custos de uma bebida durante o jogo… os custos vão se somando sem parar.

Poucos dias após o início do torneio, torcedores que se encontram no México, Canadá e nos Estados Unidos contaram à BBC o quanto já gastaram durante a Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino 2026.

Norueguês que mora em Atlanta, no Estado americano na Georgia, ele sabe que esta seria provavelmente a única chance de levar seu pai, de 82 anos, para ver a seleção do seu país jogar na Copa do Mundo. Afinal, a Noruega se classificou para o torneio pela primeira vez desde 1998, na França.

"Sou um grande fã de futebol desde a infância, principalmente graças ao meu pai", conta Oftedal à BBC. "Não posso dizer 'não, vamos na próxima vez ou em outro lugar'. Por isso, estamos muito animados."

Oftedal comprou três ingressos para ver a Noruega vencer o Iraque por 4×1 em Massachusetts por US$ 380 (cerca de R$ 1,9 mil) cada um.

As três passagens de ida e volta de avião entre Atlanta e Boston custaram, ao todo, 180 mil pontos do seu programa de fidelidade. Um único quarto de hotel por duas noites ultrapassou US$ 1,1 mil (R$ 5,6 mil). E o transporte até o estádio, ida e volta, custou US$ 80 (cerca de R$ 407) por pessoa.

Ao todo, Oftedal gastou cerca de US$ 4 mil (R$ 20,3 mil), entre dinheiro e pontos, para que ele, seu pai e sua esposa assistissem a uma partida. Ele descreve o valor como "insano".

"Realmente não é para indivíduos, parece que é para a América corporativa", declarou Oftedal, sobre o torneio de 2026.

Morten Oftedal gastou o equivalente a cerca de R$ 20 mil para levar seu pai de 82 anos e sua esposa para assistir ao jogo Noruega 4×1 Iraque, em Boston, nos Estados Unidos — Foto: Getty Images

Diversas pessoas declararam à BBC que o custo de assistir ao torneio atingiu alguns milhares de dólares. Mas eles dizem que seu amor pelo futebol e as recordações que eles esperavam criar na ocasião os ajudaram a abrir a carteira.

"Paguei cerca de US$ 1,2 mil [R$ 6,1 mil] por ingresso, na categoria 2", afirma o britânico Iain Bagwell, de 58 anos. Ele mora em Atlanta e viajou com seu filho de carro para ver Inglaterra x Croácia em Dallas, no Texas.

"Na época da compra, achei que fosse um assalto em plena luz do dia. Mas, vendo o que está acontecendo e a forma como a Fifa está tratando do assunto, provavelmente não foi um negócio tão ruim assim."

Bagwell e seu filho acamparam ao longo da sua viagem para Dallas, por diversão e economia ao mesmo tempo. E, depois do jogo, eles irão de carro para Kansas City para verem Tunísia x Holanda, por US$ 235 (cerca de R$ 1,2 mil) por ingresso.

Muitos torcedores americanos estão acostumados com o alto custo dos eventos esportivos. O ingresso mais barato para ver o time de basquete New York Knicks nas recentes finais da NBA, no Madison Square Garden, custava cerca de US$ 3,5 mil (R$ 17,8 mil).

Eles foram assistir à estreia da seleção do seu país, a Bósnia-Herzegóvina, contra o Canadá, um empate por 1×1 no segundo dia da Copa do Mundo.

"É uma sensação incrível, nunca pensei que, um dia, iria a um jogo da Copa do Mundo", declarou Admir. "Sempre quis ter esta experiência."

Eles escolheram os ingressos no "último minuto", segundo Maric, pagando 1.250 dólares canadenses (US$ 890, ou cerca de R$ 4,5 mil) cada um, por assentos na terceira fila. O hotel custou cerca de US$ 600 (R$ 3 mil) por noite e os voos, US$ 1.150 (cerca de R$ 5,8 mil) por pessoa.

As irmãs Aida e Emina Tucic, também torcedoras da Bósnia-Herzegóvina, não precisaram viajar tanto. Elas vieram da cidade de Hamilton, perto de Toronto.

Elas sabiam que queriam assistir à partida "no segundo" em que a Bósnia se classificou, conta Aida.

"Ficamos um pouco apreensivas porque os preços dos ingressos começaram a ficar, digamos, malucos", ela conta.

As irmãs acompanharam os preços por algum tempo e compraram seus ingressos três dias antes do jogo. Elas gastaram 1,2 mil dólares canadenses (cerca de US$ 850, ou R$ 4,3 mil) cada entrada.

Emina tem algumas dicas para outros visitantes, como verificar as redes sociais locais em busca de sugestões de lugares mais baratos para comer na região.

Questionada se elas achavam o preço dos ingressos justo para a experiência, Aida respondeu "provavelmente, não". Para ela, o futebol "deveria ser acessível para os torcedores".

"É uma vez na vida", declarou Emina. "Os dois países que você ama, um onde você cresceu e outro onde você nasceu. Ver os dois jogando no palco mundial é incrível".

Assistir a um jogo de rua improvisado nas laterais da Zona Rosa da Cidade do México, entre os transeuntes e os policiais, é talvez o mais próximo que alguns mexicanos irão chegar do esporte nesta Copa do Mundo.

Os preços dos ingressos para o jogo de abertura (México 2×0 África do Sul) estavam muito além das possibilidades da maioria dos habitantes de um país onde cerca de 30% da população vive na pobreza.

No lado de fora do Estádio Azteca, na última sexta-feira (11), os torcedores citavam diversos valores pagos pelos cobiçados ingressos.

Poucos pagaram menos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,6 mil) e alguns chegaram a gastar US$ 4 mil (R$ 20,3 mil) ou mais. Já alguns sortudos receberam ingressos grátis de presente ou em troca de trabalho.

"Paguei 30 mil pesos [US$ 1.750, cerca de R$ 8,9 mil] cada ingresso", conta Aaron Vieyra, da torcida organizada da seleção mexicana Fúria Azteca.

Vieyra comprou os ingressos para ele e sua namorada por meio de um contato com boas relações. Ele destaca que um único ingresso valia cerca de três meses de aluguel para muitos moradores da Cidade do México.

Vieyra acompanhou a equipe mexicana nas Copas de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia. Ele afirma que gastou mais em um jogo no México do que na soma das partidas assistidas por ele nos outros torneios.

"O jogo em si foi histórico e ficamos muito felizes por estar no Azteca para aquele momento", ele conta. "Ainda sinto arrepios."

"Para nós, funcionou porque não precisei pagar por voos ou hotéis. Se precisássemos cobrir também estes custos, eu não conseguiria pagar todo esse dinheiro por um ingresso."

A passagem de trem da Penn Station, em Nova York, até o Estádio NYNJ, palco da estreia do Brasil contra o Marrocos, custa US$ 98 (cerca de R$ 498). Normalmente, o preço é de US$ 12,90 (R$ 66). — Foto: Adam Gray/Getty Images

O preço dos alimentos e bebidas dentro dos estádios varia dependendo do local, mas eles parecem estar dentro da faixa que os torcedores e fãs de música costumam pagar nos estádios americanos.

Uma pesquisa do website The Athletic concluiu que os torcedores estão pagando US$ 16 (cerca de R$ 81) por uma cerveja americana (470 ml) no Estádio de Nova York-Nova Jersey (NYNJ), onde será realizada a final da Copa, e US$ 5 (R$ 25,40) por uma água (590 ml).

Mas, no Estádio Mercedes-Benz em Atlanta, por exemplo, você pagará apenas US$ 5 (cerca de R$ 25,40) por uma cerveja pequena (355 ml) e US$ 9 (R$ 45,80) pela grande (570 g). E a água (590 ml) custa US$ 3 (cerca de R$ 15,30).

A passagem de trem da Penn Station, em Nova York, até o Estádio NYNJ para um jogo da Copa do Mundo custa US$ 98 (cerca de R$ 498). Normalmente, ela custa US$ 12,90 (R$ 66).

O aumento ocorreu para que os moradores locais não precisassem pagar pelo transporte dos torcedores, segundo a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill. Ela também destacou que a Fifa não está colaborando com os custos de transporte, que atingem US$ 48 milhões (cerca de R$ 244 milhões).

Paralelamente, autoridades locais tentaram negociar com a Fifa para reduzir os custos para os torcedores comuns.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, negociou com a Fifa e garantiu 1 mil ingressos para moradores locais por US$ 50 (cerca de R$ 254), que podem ser comprados por meio de sorteio.

Já a província canadense de Ontario aprovou a Lei Torcedores em Primeiro Lugar, para reduzir os preços de revenda. E Dallas oferece transporte gratuito de e para o estádio local.

As manchetes sobre os preços dos ingressos vêm dominando o torneio, mas os torcedores que conversaram com a BBC permanecem entusiasmados com a Copa e afirmam que os gastos valeram a pena.

Oftedal, o torcedor norueguês, declarou que criar recordações com seu pai seria o mais importante e que a preocupação com o dinheiro "desaparece depois de algum tempo".

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Vai decorar o carro para a Copa do Mundo? Veja o que pode render multa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 04:53

Carros Vai decorar o carro para a Copa do Mundo? Veja o que pode render multa Adesivos que prejudicam a visibilidade, mudanças excessivas na cor do veículo e bandeiras mal fixadas podem resultar em multa e retenção de veículo. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Empresário faz plotagem gigante de Neymar em carro para a Copa — Foto: Reprodução/acervo pessoal

A Seleção Brasileira de futebol enfrenta o Haiti nesta sexta-feira (19) pela Copa do Mundo, e a empolgação da torcida se reflete nas ruas. Bandeiras, adesivos e enfeites em verde, amarelo e azul se espalham pelos automóveis em circulação.

No entanto, motoristas precisam ter atenção às regras estabelecidas pela legislação para evitar multas e problemas na fiscalização. Uma portaria recente da Prefeitura de São Paulo liberou o uso de decorações alusivas ao torneio para táxis, vans e veículos de transporte por aplicativo, mas condutores particulares devem seguir limites técnicos rígidos de segurança.

Segundo o advogado e ex-secretário de transportes de Porto Alegre (RS), Marcelo Soletti, esse tipo de liberação municipal é uma prática comum em grandes capitais durante períodos festivos ou grandes eventos esportivos.

Como os serviços de táxi e transporte por aplicativo são regulados pelos municípios, as prefeituras possuem autonomia para flexibilizar temporariamente as exigências estéticas e permitir o clima de celebração na frota pública local.

Para o motorista comum, o principal critério a ser observado é a manutenção da visibilidade e da segurança viária. A advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, explica que o Código de Trânsito Brasileiro permite a customização estética desde que ela não interfira nos componentes essenciais de dirigibilidade.

Qualquer adereço posicionado de forma a obstruir a visão dos retrovisores pode resultar em punição administrativa para o condutor do veículo.

"Também são problemáticas as adaptações que interfiram no funcionamento de equipamentos obrigatórios, como cintos de segurança, encostos de cabeça e sistemas de retenção", diz a advogada.

O uso de adesivos nos vidros é um dos pontos que mais demandam atenção técnica. O advogado Marcos Poliszezuk, sócio fundador do Poliszezuk Advogados, ressalta que os enfeites não podem “desviar a visão do motorista durante o ato de dirigir” nem dificultar a identificação do veículo.

Pietra Valentina envelopou o carro com as cores da bandeira do Brasil para a Copa do Mundo — Foto: Arquivo Pessoal

O descumprimento dos requisitos de segurança estipulados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) gera o enquadramento no artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), configurando uma infração grave.

A avaliação técnica dessa transparência nos vidros é regida por normas específicas federais. Marcelo Soletti detalha que uma resolução do Contran estipula limites para a chamada transmitância luminosa, estabelecendo que a visibilidade nos vidros essenciais do automóvel não pode ficar abaixo de 70%.

Caso a fiscalização identifique que um adesivo comemorativo reduziu a transparência além do limite permitido ou bloqueou o campo de visão frontal e lateral do motorista, a penalidade prevista é uma multa no valor de R$ 195,23, a perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a retenção do veículo até a retirada do material irregular.

A mesma penalidade de caráter grave é aplicada para quem exagera no tamanho das colagens sobre a lataria do carro.

De acordo com outra resolução do Contran, modificações que alterem mais de 50% da cor predominante original da carroceria sem a devida atualização do registro de trânsito deixam o veículo em situação irregular.

"Quando a adesivação modifica a cor predominante do veículo em mais de 50%, ocorre uma alteração de característica sujeita à atualização do registro junto ao órgão de trânsito", explica Daniela Poli Vlavianos.

A fixação de bandeiras externas e mastros também é monitorada pelos agentes públicos. Poliszezuk pondera que pequenas bandeiras fixadas de maneira adequada costumam ser toleradas, mas estruturas maiores ou suportes improvisados, que balancem ou tenham risco de desprendimento, representam risco à segurança viária e aos pedestres.

"Uma bandeira presa em mastro, por exemplo, pode ser considerada irregular se houver risco de desprendimento ou se comprometer a estabilidade e a segurança do veículo", diz o advogado.

Além disso, as decorações externas não podem ocultar as placas de identificação ou os dispositivos de iluminação obrigatórios do automóvel, sob risco de autuação e retenção do veículo até que a situação seja totalmente regularizada pelo proprietário.

O comportamento dos passageiros e o barulho excessivo durante as comemorações nas vias públicas são outros focos de atenção jurídica. Daniela Poli Vlavianos alerta sobre os riscos associados à conduta de torcedores mais entusiasmados em colocar partes do corpo para fora do automóvel em movimento.

Segundo a especialista, colocar a cabeça, os braços ou o tronco para fora do veículo em movimento aumenta significativamente o risco de acidentes e lesões graves, o que gera responsabilização direta para o condutor por transporte de passageiros em condições inseguras e pode acarretar desdobramentos de responsabilidade civil e criminal em caso de acidentes.

Marcelo Soletti reforça que o CTB proíbe o transporte de pessoas em partes externas do veículo e a projeção de partes do corpo para fora do automóvel em movimento.

Em relação ao uso de buzinas e equipamentos de som em volume muito alto, Soletti menciona que, embora os agentes de trânsito costumem avaliar o contexto festivo e a plausibilidade do momento, o abuso próximo a escolas, hospitais ou após as 22h resulta em tolerância zero por violar o sossego público.

O som excessivo atrai a aplicação de penalidades ambientais e municipais baseadas nas leis paulistanas do silêncio.

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Tarifaço de Trump: maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 04:53

Agro Tarifaço de Trump: maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência Em maio, o diretor jurídico da National Fisheries Institute, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida pressionaria a inflação do produto nos EUA. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Os pescados brasileiros serão defendidos contra as novas tarifas propostas por Donald Trump, durante audiência pública nos EUA, no próximo dia 6. Caso as novas taxas sejam aplicadas, o setor pode ser tarifado em 37,5% nos Estados Unidos.

A defesa do produto nacional será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) em 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu para o governo Trump não taxar a importação de nenhum país.

O Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.

Por outro lado, o Brasil depende muito dos EUA. Cerca de 90% de toda a tilápia exportada pelo país vão para o mercado americano.

Assim como o café solúvel, os pescados brasileiros serão defendidos contra as novas tarifas propostas por Donald Trump, durante uma audiência pública nos EUA, no próximo dia 6. Caso as novas taxas sejam aplicadas, o setor pode ser tarifado em 37,5% nos Estados Unidos.

A defesa do produto nacional será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

Segundo ele, a apresentação deve repetir, em grande parte, os pontos levados ao governo americano no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%.

"O nosso argumento central é que o Brasil não compete com os americanos, pois exporta produtos que os EUA não produzem internamente. O principal exemplo é a tilápia. Nesse setor, nós somos um fornecedor de segurança para os EUA, pois eles dependem muito da China", destaca.

➡️ Contexto: em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falha no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

Lobo acrescenta que a defesa também destacará os protocolos sanitários, trabalhistas e ambientais adotados pelo Brasil. "Vamos enfatizar que o país cumpre rigorosamente as normas internacionais e que não há trabalho infantil ou escravo na nossa produção", afirma.

"Além disso, diferentemente da pesca industrial em larga escala, nossa produção é predominantemente artesanal, realizada por pequenas embarcações familiares, o que resulta em baixo impacto ambiental", diz.

O g1 procurou a National Fisheries Institute para saber mais detalhes sobre a defesa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) no dia 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida, caso adotada, vai pressionar a inflação aos consumidores americanos.

"Os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados em seu limite sustentável e, por questões climáticas e geográficas, muitas vezes não há substitutos produzidos no próprio país. Por isso, os fornecedores americanos precisam recorrer ao mercado internacional", disse DeHaan, segundo nota publicada pela NFI.

O presidente da Abipesca reforça que o Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.

Atualmente, os produtos brasileiros respondem por cerca de 5% de todas as importações americanas de pescado. Nos últimos anos, porém, importadores dos EUA vinham ampliando as compras do Brasil na tentativa de reduzir a dependência dos fornecedores chineses, diz Lobo.

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Questionado sobre por que os pescados ficaram de fora da lista de isenções do tarifaço, Lobo acredita que o produto é apenas mais um entre os itens brasileiros usados pelos EUA como moeda de troca em outras negociações.

"Toda a negociação precisa ter uma moeda de troca. Como o pescado tem o menor valor financeiro em volumes comercializados com os EUA quando comparado a outras proteínas, ele acabou sendo usado", comenta Lobo.

Ao contrário dos pescados, a carne bovina brasileira tem sido alvo frequente de críticas por parte de Trump, que chegou a acusar o setor de usar trabalho forçado na produção. Ainda assim, o produto foi incluído na lista de isenções das duas novas tarifas.

A indústria brasileira de pescados depende muito do mercado americano. Segundo a Abipesca, 90% de toda a tilápia exportada pelo Brasil vão para os EUA. Considerando todas as espécies, o mercado americano absorve cerca de metade das exportações brasileiras.

"Estamos apreensivos, mas o setor amadureceu muito depois de tudo o que passou. Estamos lutando bastante para não diminuir produção, nem perder postos de trabalho", diz Lobo. Após o susto em 2025, o setor intensificou a busca por novos clientes.

Houve abertura de mercados em países asiáticos, como Singapura e Taiwan, além da Austrália, na Oceania. No Oriente Médio, o Brasil passou a exportar para os Emirados Árabes Unidos e o Catar. Paralelamente, ampliou de forma significativa suas vendas para a China, que passou a absorver uma parcela importante da produção brasileira.

Apesar dos avanços, os novos mercados ainda não compensaram a queda nas exportações para os Estados Unidos.

"Não compensou porque é o início de um trabalho. É muito difícil você substituir em um ano ou dois o maior mercado consumidor de pescados do mundo", ressalta.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 370 milhões para os Estados Unidos em pescados, cerca de US$ 100 milhões a menos do que em 2024. Para este ano, a expectativa era alcançar US$ 500 milhões em vendas, mas a ameaça de novas tarifas deve frustrar essa expectativa.

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