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Lula discute veto à carne brasileira com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 15:53

Política Lula discute veto à carne brasileira com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia Na reunião, líderes se comprometeram a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias bem como interesses exportadores do Brasil, diz Planalto. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

Lula com com líder da União Europeia e presidente da Comissão Europeia. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (16) na cúpula do G7, na França. Também participou da reunião bilateral o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Eles discutiram sobre a decisão da UE de vetar a exportação da carne brasileira a partir de setembro.

Segundo nota publicada pelo Palácio do Planalto, durante a reunião, os três "definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos".

"Comprometeram-se a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia", diz a nota.

No início de junho, a União Europeia publicou um documento oficializando a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

🔎 O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político (não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência).

Compõem o grupo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia, que participa das reuniões.

Após o encontro com Úrsula von der Leyen e António Costa, Lula escreveu nas redes sociais que o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão para identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos.

"Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia", escreveu.

Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião.

Antes da chamada "foto de família" da cúpula do G7, em Evián, na França, o presidente Lula se reuniu com a primeira-Ministra do Japão, Takaichi Sanae, sobre o fortalecimento dos laços entre os dois países.

Nas redes sociais, Lula disse que os dois trataram do Marco de Parceria Estratégica entre o Japão e o Mercosul, lançado em dezembro do ano passado, "sob o qual temas como comércio, investimento, e o atual contexto internacional estão sendo discutidos".

"Anunciamos o lançamento das negociações do Acordo de Parceria Econômica entre o MERCOSUL e o Japão na futura 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, a ser realizada em Assunção, no final de junho", escreveu o petista.

Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, as discussões abrangeram "amplo escopo de temas, como comércio e investimento, e o atual contexto internacional".

"Os parceiros também trocaram informações relativas a áreas de interesse e sensibilidades mútuas, que devem ser apropriadamente consideradas. Tendo como base essas discussões e o reconhecimento mútuo da importância estratégica dessa Parceria, o Japão e o Mercosul afirmaram seu interesse em aprofundar os seus laços econômicos e comerciais."

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Por que reabrir do Estreito de Ormuz é mais complexo do que liberar rodovia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 14:47

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,0860,37%Dólar TurismoR$ 5,2970,49%Euro ComercialR$ 5,9050,6%Euro TurismoR$ 6,1630,65%B3Ibovespa169.973 pts-0,26%Oferecido por

Navios são vistos no Estreito de Ormuz, em Musandam, em Omã, no dia 16 de junho de 2026 — Foto: Reuters

Apesar da expectativa positiva dos mercados financeiros, a presença de minas navais e a própria fragilidade do acordo entre EUA e Irã indicam que situação deve demorar para retornar ao normal.

Estados Unidos e Irã anunciaram neste domingo (14) um acordo preliminar para encerrar a guerra entre os dois países. O primeiro ponto destacado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do suprimento mundial de petróleo.

"Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!", escreveu o presidente. Os mercados financeiros globais reagiram com entusiasmo ao anúncio.

Mas reabrir uma via marítima como Estreito de Ormuz não é a mesma coisa que reabrir uma rodovia após um acidente. Restaurar o tráfego de petróleo, gás e contêineres no nível pré-guerra por esse importante gargalo logístico enfrenta obstáculos significativos – o maior deles a fragilidade do próprio acordo, cujo texto não foi divulgado.

A agência grega de gestão de riscos marítimos Marisks alertou, nesta segunda-feira, que o acordo deve ser visto como "o início de um processo de desescalada, e não como a restauração imediata das condições normais de comércio".

"Operacionalmente, o setor não está se apressando para retomar as atividades", afirmou o editor-chefe do site especializado em transporte marítimo Lloyd's List, Richard Meade, observando que muitos alertam que a remoção de minas e o retorno ao uso das rotas de trânsito reconhecidas internacionalmente são pré-requisitos para uma navegação segura.

Trump diz que Estreito de Ormuz será totalmente reaberto na sexta-feiraÚnico brasileiro inscrito em audiência sobre tarifaço defende PIX e cobra debate técnico

Se as agressões tanto dos EUA quanto do Irã realmente pararem, o Irã terá primeiramente de localizar e remover as minas navais que instalou durante o conflito para tornar o Estreito de Ormuz novamente transitável.

A maioria delas pode ser localizada rapidamente com o uso de navios varredores de minas convencionais e drones submarinos de última geração. No entanto, algumas podem ter se deslocado ou ser difíceis de encontrar, segundo especialistas marítimos.

A operação de localização e remoção poderia levar de 40 a 50 dias – até muitas empresas de seguros, de transporte marítimo ou petrolíferas se sentirem seguras o suficiente para navegar pela região, de acordo com avaliações de especialistas ocidentais da área de segurança marítima ouvidos pela agência de notícias Reuters.

Já a chefe de análises de energia para o Oriente Médio e Opep+ na Kpler, Amena Bakr, ouvida pela AP, estimou que a remoção de minas levaria seis meses. A Kpler é uma empresa de dados e análises especializada em logística marítima.

Depois disso, observadores independentes precisarão verificar se a via marítima está de fato segura para a navegação.

O ministro alemão do Exterior, Johann Wadephul, afirmou que a Alemanha vai considerar participar de operações de remoção de minas no Estreito de Ormuz apenas quando ficar claro que os combates cessaram e que tanto os Estados Unidos quanto o Irã apoiam essa missão.

Alemanha, França, Reino Unido e Itália já haviam manifestado disposição para apoiar a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, inclusive por meio de uma missão independente e de caráter estritamente defensivo, voltada para garantir a segurança de navios comerciais e realizar a remoção de minas.

Mesmo após a remoção das minas, as empresas de navegação terão que arcar com custos mais altos do seguro contra riscos de guerra para transitar pelo Estreito de Ormuz até que a confiança seja restaurada.

Atualmente, os valores permanecem extremamente altos, entre 1% e 4% do valor da embarcação por travessia, em comparação com taxas inferiores a 0,1% antes da guerra, segundo o jornal The New York Times.

Para um petroleiro típico de 200 milhões de dólares, isso significa custos adicionais entre 2 milhões e 8 milhões de dólares por travessia, contra menos de 200 mil dólares antes do conflito.

O Lloyd's List citou nesta segunda-feira um analista de riscos de seguros de Singapura, não identificado, que descreveu os valores como "rápidos para subir e lentos para cair".

O chefe global de pesquisa em transporte marítimo da corretora de mercadorias Oil Brokerage Ltd, Anoop Singh, alertou que os proprietários de navios avaliarão os prós e contras com base em sua própria tolerância ao risco.

"Japoneses, coreanos e chineses são menos propensos a assumir riscos elevados, enquanto os gregos têm um apetite diferente. Portanto, podemos ver alguns agentes se preparando para avançar, mas, de modo geral, o restante do mercado ainda busca mais detalhes e garantias antes de prosseguir", disse Singh à agência de notícias Bloomberg.

Mesmo que o estreito esteja totalmente aberto, levará tempo para que os navios-tanque entrem, carreguem e façam a viagem até os países asiáticos, que são os principais clientes do petróleo proveniente de Arábia Saudita, Iraque, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Uma viagem de ida e volta ao Japão pode levar de 45 a 50 dias.

Assim que corredores seguros forem estabelecidos no Estreito de Ormuz, centenas de embarcações comerciais e suas tripulações, retidas por meses no Golfo Pérsico, poderão começar a se mover.

A Bloomberg, que citou a Kpler, noticiou que 300 navios totalmente carregados estão parados no Golfo, enquanto outros 250 estão vazios, aguardando carregamento assim que o estreito for reaberto.

Nas proximidades, no Golfo de Omã, cerca de 300 petroleiros vazios aguardam autorização para entrar no Golfo.

Reunir a tripulação para essas embarcações pode ser outro obstáculo. Estima-se que cerca de 20 mil marinheiros permaneçam a bordo de navios retidos, segundo a Organização Marítima Internacional.

Essa agência da ONU também confirmou que 14 tripulantes foram mortos em ataques, cerca de metade deles da Índia, a terceira maior origem dos marinheiros, depois das Filipinas e da China.

Diante da crescente relutância das tripulações em aceitar deslocamentos para a região do Golfo, a Diretoria Geral de Navegação da Índia ordenou no domingo que agências de emprego restrinjam esses envios para áreas de conflito.

Com o anúncio do acordo, os países árabes do Golfo podem agora começar a aumentar a produção de petróleo e gás. Mas esse pode ser um processo lento, pois exige inspeções de segurança nas instalações energéticas, reparos na infraestrutura danificada e o retorno gradual de trabalhadores e equipes de manutenção.

Alguns produtores no Oriente Médio interromperam a extração de petróleo quando ficaram sem espaço de armazenamento. Esses países não retomarão as atividades até terem certeza de que o estreito permanecerá aberto de forma duradoura e de que um cessar-fogo durará mais de 30 ou 60 dias, afirmou o pesquisador Daniel Sternoff, da Universidade de Columbia.

Uma retomada completa dependerá da restauração dos cronogramas de envio, da garantia de um número suficiente de petroleiros e de convencer compradores internacionais de que o fornecimento de energia voltou a ser confiável.

O economista-chefe do grupo Capital Economics, Neil Shearing, projetou nesta segunda-feira que levará até o fim de setembro para que cerca de 80% dos fluxos de energia pelo Estreito de Hormuz sejam retomados.

Shearing alertou que os fluxos de gás natural levarão mais tempo para se recuperar e mencionou danos no terminal de gás natural liquefeito de Ras Laffan, no Catar, onde ataques eliminaram cerca de 17% da capacidade de exportação do país, provavelmente por vários anos.

Não está claro se os EUA e o Irã chegaram a um acordo sobre o que significa "aberto" no caso do Estreito de Ormuz.

O Irã exigiu o direito de cobrar taxas de navios que utilizam o estreito e, em alguns casos, já cobrou para permitir a saída das embarcações. Trump afirmou em sua rede social, a Truth Social, que o acordo envolvia uma "abertura sem cobrança de pedágio", mas não houve confirmação disso por parte do Irã.

Enquanto os EUA insistem que o Estreito de Ormuz fique permanentemente livre de tarifas, as autoridades iranianas falam em "taxas de serviço" e em manter o controle da via marítima, junto com Omã.

O pagamento de pedágio representaria um dilema para os armadores, uma vez que os EUA e a União Europeia (UE) classificam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, e o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções à entidade, que o Irã anunciou como responsável pela cobrança.

A menos que essas sanções sejam alteradas, efetuar o pagamento expõe as empresas de transporte marítimo e os bancos a penalidades.

Além disso, especialistas jurídicos afirmam que permitir que o Irã controle a passagem violaria o direito internacional sobre a liberdade de navegação, estabelecido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a qual exige que os países permitam a passagem pacífica por suas águas territoriais. As águas do estreito são compartilhadas pelo Irã, ao norte, e por Omã, ao sul.

O maior risco para a reabertura do Estreito de Ormuz, porém, é o próprio acordo entre EUA e Irã, já que ele é apenas um esboço para negociações que buscam um fim definitivo do conflito.

Além da cobrança de pedágio, há questões ainda mais amplas não resolvidas, como as ambições nucleares do Irã, o alívio de sanções econômicas e o apoio de Teerã a grupos como o Hezbollah e os houthis, o que indica que há um risco real de que o conflito recomece.

Fortalecido por sua vantagem estratégica sobre o Estreito de Ormuz e por ter resistido à maior potência militar mundial, o Irã pode continuar testando limites.

Já o governo de Israel ressaltou que não está vinculado ao acordo, apesar de o Irã ter afirmado que ele abrange também o conflito no Líbano, o que é mais um ponto a colocar em risco o frágil acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã – e o retorno à normalidade em Ormuz.

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Comissão do Senado aprova projeto que blinda agências reguladoras contra bloqueios no orçamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 13:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,0830,32%Dólar TurismoR$ 5,2950,46%Euro ComercialR$ 5,9030,56%Euro TurismoR$ 6,1610,62%B3Ibovespa170.080 pts-0,2%Oferecido por

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para blindar de contingenciamentos o orçamento das agências reguladoras. 

Os parlamentares aprovaram um requerimento de urgência para que a proposta siga direto para o plenário. Antes, a proposta teria de passar também pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Com essa blindagem, as despesas das agências reguladores não poderão ser contingenciadas, por exemplo, para cumprir a meta estabelecida no arcabouço fiscal.

O relator e presidente da CI, Marcos Rogério (PL-RO), ampliou o alcance do projeto. A proposta original, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), estabelecia a proteção do orçamento das agências a despesas custeadas com receitas próprias, taxas de fiscalização ou por fundos criados para tal finalidade.

O parecer de Rogério prevê que a proteção passa a alcançar todas as atividades das agências reguladoras, sem a exigência de uma fonte específica de financiamento.

A justificativa é que a distinção entre atividades-fim e atividades-meio gera controvérsias e que a maior parte das despesas dessas instituições, incluindo capacitação, é bancada pelo orçamento ordinário — o que esvaziaria, na visão do relator, uma ressalva atrelada apenas a fundos.

O governo é contra a proposta sob o argumento de que proibir contingenciamento congela a margem discricionária do gestor público, cria um engessamento no orçamento e que recursos "livres" já são uma parte pequena do orçamento.

Esse foi o argumento utilizado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) para fazer um pedido de vista.

Após um acordo, Laércio Oliveira, que assumiu a presidência para Marcos Rogério fazer a leitura do parecer, concedeu vistas coletivas até às 14h para que o projeto fosse votado após uma audiência pública com os diretores das agências.

Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso aprovou uma regra que barrava o congelamento das despesas de regulação e fiscalização das agências, mas o trecho acabou vetado pelo presidente Lula.

Laércio Oliveira e Marcos Rogério afirmaram na reunião que irão articular com Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, a derrubada do veto presidencial na próxima sessão conjunta entre Câmara e Senado.

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UE proíbe termo ‘carne vegetal’ para proteger pecuaristas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 12:45

Agro UE proíbe termo 'carne vegetal' para proteger pecuaristas Medida representou uma vitória ao agro europeu, que argumenta que os alimentos à base de plantas que imitam a carne induzem consumidor a erro. Ambientalistas se opõe à decisão. Por Redação g1

O Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira (16), uma lei que proíbe o uso do termo "carne vegetal" para produtos à base de plantas, com o objetivo de proteger os seus pecuaristas, informou a agência de notícias France Presse.

Apesar disso, o bloco continua permitindo o uso de denominações como "hambúrguer vegetariano" e "salsicha vegetal", após um acordo alcançado em março entre eurodeputados e representantes dos Estados-membros.

A proibição – que ainda precisa da aprovação definitiva dos Estados-membros – representa uma vitória para os pecuaristas, que argumentam que os alimentos de origem vegetal que imitam a carne podem induzir os consumidores ao erro e prejudicar seu setor.

"Esta é uma vitória para nossos produtores, para sua experiência e para a transparência que se deve aos consumidores", afirmou Celine Imart, produtora de cereais e deputada francesa de direita que impulsionou a proposta.

➡️ O texto restringe o uso da etiqueta genérica "carne", assim como uma longa lista de termos que incluem "vitela", "porco", "frango", "peru", "pato" e "cordeiro".

Além disso, define claramente a carne como "partes comestíveis de animais", proibindo também seu uso para produtos cultivados em laboratório ou à base de células.

Os varejistas do setor de alimentos na Alemanha, o maior mercado europeu de produtos alternativos de origem vegetal, tinham se oposto a este veto, junto com ambientalistas e defensores dos consumidores.

O cantor Paul McCartney também havia se manifestado em defesa dos bifes à milanesa de soja e das salsichas de tofu.

➡️ O consumo, na União Europeia (UE), de alternativas vegetais aos produtos feitos com carne quintuplicou desde 2011, segundo dados da organização de consumidores BEUC, impulsionado pela preocupação com o bem-estar animal, o impacto ambiental da pecuária e questões de saúde.

No entanto, o debate ainda não foi concluído. A nova norma será aplicada, em um primeiro momento, até o final do próximo ano.

Para o período seguinte, já estão em curso as negociações sobre a organização comum de mercado da UE para os produtos agrícolas, que é revista a cada sete anos.

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Trump e Lula posam para ‘foto de família’ do G7; VEJA as imagens

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Mundo Trump e Lula posam para a 'foto de família' do G7; VEJA as imagens Grupo reúne as principais economias ricas do mundo e discute temas globais. Brasil não faz parte, mas foi convidado para a cúpula na França. 16/06/2026 10h36 Atualizado 16/06/2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posaram nesta terça-feira (16) para a tradicional "foto de família" durante a cúpula do G7, que acontece na cidade de Evian, na França.

O encontro acontece em meio a tensões entre Brasil e EUA por conta da aplicação pelo governo Trump de novas tarifas contra produtos brasileiros.

➡️ A chamada "foto de família" é a fotografia oficial tirada em encontros de chefes de Estado e de governo. O nome vem da ideia de reunir todos os participantes em uma única imagem e serve como um símbolo de unidade.

o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; a chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; a presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente do Quênia, William Ruto; e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

Contexto: o G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais. Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão — além da União Europeia – participam das reuniões. O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para a cúpula.

Foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, com residente dos EUA, Donald Trump; presidente da França, Emmanuel Macron; primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa; chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung; primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; presidente do Quênia, William Ruto; e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Keir Starmer (Reino Unido), Donald Trump (EUA), William Ruto (Quênia) e Emmanuel Macron (França). — Foto: REUTERS/Isabel Infantes/Pool REFILE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda) participa de foto de família da cúpula do G7 em Evián, na França, em 16 de junho de 2026. — Foto: Evelyn Hockstein/ Reuters

Trump acena pouco antes da tradicional 'foto de família' do G7. — Foto: Reuters/Isabel Infantes/Pool

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante fotografia oficial dos chefes de delegação dos países membros e dos países convidados do G7, em Évian-les-Bains – França. — Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Com acordo entre EUA e Irã, governo vai suspender subsídios aos combustíveis, diz ministro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Política Com acordo entre EUA e Irã, governo vai suspender subsídios aos combustíveis, diz ministro Em entrevista à GloboNews, Guimarães afirmou que redução das tensões no Oriente Médio deve aliviar a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Por Túlio Amâncio, GloboNews — Brasília

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta terça-feira (16) que o governo pretende suspender os subsídios aos combustíveis caso seja confirmado o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, previsto para ser assinado na sexta-feira (19), segundo anúncios feitos por líderes dos dois países.

Em entrevista à GloboNews, Guimarães afirmou que a redução das tensões no Oriente Médio deve aliviar a pressão sobre os preços internacionais do petróleo, tornando desnecessária a manutenção das medidas adotadas pelo governo para conter o impacto dos combustíveis sobre o consumidor.

Gasolina: o subsídio é de R$ 0,44 por litro, valor que corresponde a cerca da metade dos tributos federais incidentes sobre o combustível (PIS/Cofins e Cide, que somam R$ 0,89 por litro).Diesel: o benefício é de R$ 1,12 por litro. A medida foi adotada após o fim da isenção total dos tributos federais sobre o combustível.Diesel importado: a União e os estados mantêm um mecanismo de compensação para incentivar as importações e garantir o abastecimento do mercado nacional.

Segundo o ministro, a eventual queda dos preços internacionais também esvaziaria a necessidade de aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114, em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê medidas para reduzir a carga tributária sobre combustíveis a partir de 2026.

“Se o acordo de paz for assinado — e essa é a nossa expectativa para sexta-feira —, nós retiraremos da tramitação na Câmara o PLP 114. Isso vai ser um alívio muito grande”, afirmou Guimarães.

LEIA TAMBÉM: Preços do petróleo caem após anúncio do acordo de paz entre Irã e EUA e reabertura do Estreito de Ormuz

A perspectiva de entendimento entre Estados Unidos e Irã reduziu os temores do mercado sobre possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo. Com isso, o preço da commodity registrou forte queda nesta terça-feira.

O barril do petróleo Brent, referência internacional, recuou cerca de 5% e passou a ser negociado na faixa entre US$ 81 e US$ 83, o menor patamar em três meses.

O mercado financeiro reagiu ao anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por mediadores internacionais envolvidos nas negociações, reforçando a expectativa de normalização da oferta global de energia.

A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle — Foto: A recente escalada nas tensões geopolíticas e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, embora o país não enfrente risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel, com reflexos diretos no custo de vida. O Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara segue monitorando os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fim de avaliar o comportamento do preço dos combustíveis no município e no Brasil. No mês de fevereiro, os preços dos combustíveis em Araraquara registraram variações típicas, influenciadas majoritariamente por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e a menor oferta de cana-de-açúcar. No período, o etanol e a gasolina tiveram seus preços inflacionados; já o preço do gás de cozinha registrou queda, enquanto o óle

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IA do Facebook vira ‘buscador’ e vai usar posts de usuários para dar respostas; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 11:45

Tecnologia IA do Facebook vira 'buscador' e vai usar posts de usuários para dar respostas; entenda Ferramenta 'AI Mode' usará dados de grupos e Reels para responder buscas de usuários; plataforma também ganha novos recursos de edição de fotos e vídeos com IA. Por Redação g1

Novo recurso de IA do Facebook cria respostas com base em postagens de usuários da plataforma — Foto: Divulgação / Meta

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, anunciou na segunda-feira (15) o lançamento do "AI Mode", uma ferramenta de busca dentro do Meta AI que vai dar respostas baseadas em conteúdos compartilhados publicamente por outras pessoas em aplicativos da empresa.

A novidade, segundo a companhia, busca oferecer perspectivas e experiências reais, em vez de exibir apenas uma lista de resultados de busca, como o Google.

Ao fazer uma pergunta em linguagem natural, o sistema processa discussões e opiniões de usuários para formular uma resposta direta.

O mecanismo é impulsionado pela tecnologia Muse Spark e visa facilitar a localização de recomendações e opiniões compartilhadas na rede social.

O g1 perguntou à Meta se o recurso já está disponível no Brasil e se haverá moderação do que é exibido e aguarda reposta.

Além da busca, a atualização traz recursos criativos baseados em inteligência artificial para facilitar a criação e o compartilhamento de conteúdo.

O sistema atualizou as sugestões do rolo de câmera com novos modelos de recorte para colagens, capazes de reunir de forma automática registros como encontros de amigos realizados no último mês.

Novo recurso de IA do Facebook faz colagens com fotos do usuário e amigos — Foto: Divulgação / Meta

A ferramenta também adicionou novos efeitos de transição para produzir montagens de vídeo estilizadas com apenas um toque.

De acordo com a Meta, essas sugestões de fotos e vídeos obtidas a partir do rolo de câmera funcionam de forma estritamente opcional.

O recurso exige a autorização prévia do usuário para operar e pode ser completamente desativado a qualquer momento por meio das configurações de privacidade do aplicativo.

Novo recurso de IA do Facebook permite trocar roupas e acessórios em fotos — Foto: Divulgação / Meta

Também foram lançados filtros de fotos que permitem alterar virtualmente o vestuário, os penteados e os acessórios dos usuários com o auxílio da tecnologia.

No caso de torcedores, a função permite vestir digitalmente a camisa de um time de preferência. Para utilizar o recurso, basta tocar no ícone de edição de inteligência artificial nos Stories e escolher a opção "Wear It", ou acessar a foto de perfil e selecionar a mudança de guarda-roupa nas ferramentas de estilo.

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Trump diz que ‘em breve’ pode voltar a impor sanções ao petróleo da Rússia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0750,15%Dólar TurismoR$ 5,266-0,09%Euro ComercialR$ 5,8880,29%Euro TurismoR$ 6,120-0,05%B3Ibovespa169.536 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0750,15%Dólar TurismoR$ 5,266-0,09%Euro ComercialR$ 5,8880,29%Euro TurismoR$ 6,120-0,05%B3Ibovespa169.536 pts-0,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0750,15%Dólar TurismoR$ 5,266-0,09%Euro ComercialR$ 5,8880,29%Euro TurismoR$ 6,120-0,05%B3Ibovespa169.536 pts-0,52%Oferecido por

Oleoduto de Druzhba, que passa pela Ucrânia e leva petróleo russo para países da Europa. Foto de 2022. — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo/Foto de Arquivo

O presidente americano Donald Trump disse nessa terça-feira (16) que "em breve" os EUA poderão voltar a impor sanções ao petróleo da Rússia.

A declaração foi feita a jornalistas, durante uma reunião com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, na cúpula do G7, na França.

Trump afirmou que os Estados Unidos podem, agora, deixar expirar as isenções relacionadas ao petróleo russo, após fecharem um acordo para encerrar a guerra com o Irã.

Em março, Trump tomou uma medida controversa, ao aliviar as sanções à Rússia, em meio à crise no Oriente Médio, para evitar uma disparada nos preços da energia. Na época, a decisão provocou críticas dos aliados europeus.

Os Estados Unidos e o Irã, que estavam em guerra desde o fim de fevereiro, anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para encerrar o conflito.

O anúncio não significa, porém, o fim automático da guerra. O acordo prevê, inicialmente, um cessar-fogo — ou seja, uma trégua nos ataques, e não o fim definitivo deles.

Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, ainda em aberto: o futuro do programa nuclear iraniano. Outras questões, como a navegação no Estreito de Ormuz e a compensação financeira do Irã, não estão completamente esclarecidas até o momento.

A íntegra do acordo será conhecida na sexta-feira (19), quando haverá uma cerimônia para assinatura do documento em Genebra, na Suíça.

Em meio ao anúncio, o barril de petróleo Brent era negociado abaixo do valor de US$ 80 dólares pela primeira vez desde o início de março, depois que Trump anunciou que o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto até sexta-feira.

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Parlamento europeu aprova acordo comercial com EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 08:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%MoedasDólar ComercialR$ 5,0670,09%Dólar TurismoR$ 5,2710,09%Euro ComercialR$ 5,8690,21%Euro TurismoR$ 6,1230,23%B3Ibovespa170.415 pts-0,42%Oferecido por

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (16) uma redução de tarifas de importação sobre diversos produtos dos EUA, cumprindo sua parte em um acordo comercial firmado no ano passado, informou a agência de notícias Reuters.

A aprovação acontece onze meses depois de o acordo ter sido firmado, durante um encontro em um campo de golfe de Trump, na Escócia.

Diante da demora, Trump ameaçou impor tarifas “muito mais altas” caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho.

Pelo entendimento, a UE concordou em eliminar tarifas sobre produtos industriais americanos e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas dos EUA. Em troca, os EUA mantiveram tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus.

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Leilões de propriedades rurais disparam no Brasil com aumento da inadimplência no campo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/06/2026 05:49

Agro Leilões de propriedades rurais disparam no Brasil com aumento da inadimplência no campo Número de imóveis levados a leilão cresce com aumento das dívidas de produtores, pressionados por juros altos, queda nos preços de grãos e eventos climáticos. Por Reuters

Os leilões de propriedades rurais retomadas por credores estão crescendo rapidamente em todo o Brasil, segundo dados compilados para a Reuters, à medida que a inadimplência no campo chegou a quase um quinto dos empréstimos em circulação.

A queda nos preços dos grãos, os juros elevados e o aumento dos custos dos insumos, somados aos impactos de um clima cada vez mais imprevisível, têm levado a falências e à perda de propriedades rurais no país, disseram produtores e analistas à Reuters.

Para agravar a situação, agricultores brasileiros se preparam para a possível ocorrência de um “super El Niño”, que pode prejudicar a produtividade das safras e reduzir ainda mais a renda no campo.

Além disso, a alta nos preços dos fertilizantes durante a guerra no Irã levou muitos agricultores a reduzir os planos de novos plantios.

O Rio Grande do Sul é um dos estados mais afetados pela inadimplência, após as enchentes catastróficas de 2024, associadas ao fenômeno El Niño e às mudanças climáticas, segundo estudo publicado em janeiro na revista “NPJ Natural Hazards”, da editora Nature.

As dívidas com problemas de pagamento no crédito rural mais que quadruplicaram em dois anos, chegando a R$ 171,2 bilhões no início deste ano, segundo dados do Banco Central. Já a parcela de empréstimos em atraso no crédito rural subiu para 19,6%, ante 5,5% dois anos antes.

"Este momento de endividamento no campo é um momento extremamente delicado", disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura do Brasil, Guilherme Campos, à Reuters.

Os credores têm intensificado a execução de garantias e tomado mais terras agrícolas em caso de inadimplência, o que elevou o número de propriedades levadas a leilão, segundo dados do site Leilão Imóvel obtidos pela Reuters.

O volume desses leilões chegou a 14.219 propriedades rurais em 2025, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

As propriedades retomadas e leiloadas por meio de processos extrajudiciais — mais rápidos — quase dobraram, chegando a 2.398 no ano passado.

O Leilão Imóvel passou a acompanhar cerca de 7% mais leiloeiras em 2025, o que significa que os dados não são totalmente comparáveis, explicou o cofundador André Figueiredo, à Reuters.

Ainda assim, as maiores leiloeiras compartilham dados desde 2019, o que indica uma tendência clara de piora nas condições financeiras dos produtores, afirmou.

"O volume de imóveis rurais aumentou bastante", disse ele, acrescentando que as regiões voltadas para a produção de soja e outros grãos foram as mais afetadas.

Os pedidos de recuperação judicial do setor agrícola cresceram 56% em 2025, após mais que dobrarem em 2024, segundo dados da Serasa Experian.

Os produtores ainda enfrentam dificuldades para se recuperar de uma série de choques recentes, disse o responsável pelo setor de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, à Reuters.

Segundo ele, fatores como o clima adverso, a queda nos preços das exportações agrícolas — especialmente da soja — e a taxa básica de juros, que subiu de 2% para 15% em cinco anos, têm dificultado o pagamento das dívidas.

"A perspectiva para frente não é boa", acrescentou ele. "Os juros ficaram muito altos e não sabe onde vão ficar os preços das commodities. A chance de choques por problemas climáticos é muito alta."

Um agricultor do Rio Grande do Sul, que pediu para não ser identificado, afirmou que tem dificuldade para lidar com juros “impagáveis” após perdas causadas por eventos climáticos extremos. Segundo ele, um credor já tomou posse de mais da metade da fazenda da família.

"A mudança climática, ela é expressiva, ela é evidente. Nós não estamos conseguindo produzir uma hora por muita chuva e outra hora por muito sol. Então eu te digo assim: o fator clima é o fator que nos colocou nessa posição."

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