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Casa, filhos e renda: mulheres recorrem ao próprio negócio para ‘dar conta de tudo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 10:12

Empreendedorismo Guia do empreendedor Casa, filhos e renda: mulheres recorrem ao próprio negócio para 'dar conta de tudo' Pesquisa do Consulado da Mulher mostra que maioria das mulheres empreende por necessidade, enfrenta jornadas extensas, baixa renda e dificuldade de acesso a políticas de cuidado. Por Redação g1 — São Paulo

Pesquisa inédita do Consulado da Mulher, em parceria com a Vert.se e a Be.Labs, analisou as condições em que as atividades de nanoempreendedorismo feminino são desenvolvidas.

O levantamento foi realizado em duas etapas, com 120 mulheres em grupos qualitativos e 371 participantes em um questionário nacional.

Mais de 85% dessas mulheres têm filhos, e 29% cuidam de três ou mais. Mais da metade convive com crianças em idade escolar ou pré-escolar.

Para 75% das entrevistadas, abrir o próprio negócio foi uma resposta direta a crises como desemprego, queda de renda, maternidade ou dificuldade de conciliar um emprego formal com a rotina doméstica.

Casa, filhos e renda: mulheres recorrem ao próprio negócio para conciliar a rotina — Foto: Freepik

Antes de se consolidar como negócio, o nanoempreendedorismo feminino no Brasil tem funcionado, em muitos casos, como uma estratégia de adaptação à realidade econômica e social. É o que mostra uma pesquisa inédita do Consulado da Mulher, em parceria com a Vert.se e a Be.Labs, que analisou as condições em que essas atividades são desenvolvidas.

Não se trata de pequenos negócios no sentido tradicional, mas de uma engrenagem de sobrevivência — marcada pela informalidade, pela sobreposição de jornadas, pela baixa possibilidade de crescimento e pela falta estrutural de apoio.

"O que encontramos não foi um grupo de empreendedoras no sentido tradicional", diz a diretora-executiva do Consulado da Mulher, Adriana Carvalho. "Foi um contingente de mulheres criando soluções econômicas em um cenário de limitações".

Nanoempreendedores são pessoas físicas que atuam em pequena escala, com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, como trabalhadoras informais ou autônomas. Criada pela reforma tributária, a categoria reduz burocracias, dispensa CNPJ e garante isenção do novo imposto sobre consumo como forma de incentivar a formalização.

O levantamento foi realizado em duas etapas, com 120 mulheres em grupos qualitativos e 371 participantes em um questionário nacional, e indica que esse “empreender” quase sempre começa antes do negócio: começa na vida.

Mais de 85% dessas mulheres têm filhos, e 29% cuidam de três ou mais. Mais da metade convive com crianças em idade escolar ou pré-escolar. Ao mesmo tempo, muitas assumem responsabilidades com outros membros da família, especialmente idosos.

Não por acaso, 61% têm entre 30 e 49 anos — faixa associada à chamada geração sanduíche, marcada pela sobreposição de demandas de cuidado.

“Essa mulher está no auge da pressão de tempo”, afirma Adriana. “Ela não tem margem. Então, o trabalho precisa caber na vida — e não o contrário. Com o empreendedorismo, elas têm autonomia para decidir: ‘no dia tal, não vou aceitar a encomenda’ ou ‘não vou fazer porque tenho outra prioridade’".

Essa dinâmica ajuda a explicar por que o empreendedorismo surge menos como escolha e mais como adaptação.

Para 75% das entrevistadas, abrir o próprio negócio foi uma resposta direta a crises como desemprego, queda de renda, maternidade ou dificuldade de conciliar um emprego formal com a rotina doméstica.

Mesmo quando existe a possibilidade de um emprego formal, ele não elimina o problema. A origem da sobrecarga não está apenas no mercado de trabalho, mas na estrutura social.

Cerca de 70% das entrevistadas são as principais responsáveis pelo trabalho doméstico. Entre as 60% que vivem com parceiros, a divisão de tarefas segue desigual. Em muitos casos, a presença de um companheiro não reduz a carga de cuidado.

“Há uma ideia de que é uma escolha ficar em casa empreendendo. Não é”, diz Adriana. “É o que cabe dentro de uma rotina em que tudo depende dela.”

A pesquisa também evidencia recortes raciais e sociais. Segundo o levantamento, 71% das nanoempreendedoras são mulheres negras, proporção superior à observada no empreendedorismo feminino em geral.

E diferentemente do estereótipo, segundo a pesquisa, o grupo não é marcado por baixa escolaridade. Quase 40% têm ensino superior completo ou pós-graduação.

“Elas têm formação, mas não têm condições de permanecer no mercado”, diz Adriana. “O problema não é preparo. É sustentação — especialmente pela falta de creches e políticas públicas de cuidado.”

Essa ruptura entre formação e inserção se reflete na renda. Embora 78% dos negócios faturem até R$ 3 mil por mês e 83% das famílias vivam com até três salários mínimos — sendo mais da metade abaixo de dois.

Para Adriana, os dados indicam uma fragilidade estrutural: o faturamento do negócio frequentemente se confunde com a renda familiar. Em mais da metade dos casos, não há separação entre finanças pessoais e do negócio. Custos operacionais, tempo de trabalho e despesas indiretas não entram no cálculo.

“O dinheiro entra e sai no mesmo lugar”, afirma Adriana. “E isso cria uma sensação de ganho que não corresponde à realidade.”

O resultado é um modelo de subsistência, com baixa capacidade de acumulação e crescimento limitado — um retrato do chamado “piso pegajoso”, que mantém essas mulheres na base da pirâmide econômica.

Ainda assim, os negócios apresentam longevidade. Mais de 78% existem há mais de três anos, 41% ultrapassam seis anos e cerca de 20% têm mais de uma década de atividade.

Grande parte se concentra em atividades de baixa barreira de entrada e compatíveis com a rotina doméstica. O setor de alimentação reúne 51% dos casos. Somados alimentação, artesanato, costura e manufatura, predominam atividades manuais e intensivas em trabalho.

Mais de 60% dedicam mais de cinco horas diárias ao negócio, e 31% trabalham mais de oito horas por dia. Quando somadas às atividades de cuidado — às quais 37% destinam mais de cinco horas diárias —, as jornadas podem ultrapassar 10 horas por dia.

“Elas trabalham o tempo inteiro”, diz Adriana. “A flexibilidade existe, mas vem acompanhada de uma carga contínua.”

Mesmo diante de uma rotina exaustiva, marcada por sobrecarga e instabilidade financeira, cerca de 60% das entrevistadas afirmam não desejar voltar ao regime CLT, sobretudo pela falta de flexibilidade.

Na saúde mental, 59% relatam ansiedade, estresse ou depressão, e 44% afirmam que esses quadros surgiram após o início do negócio. A instabilidade da renda e a responsabilidade integral pela sustentação da casa aparecem como fatores centrais.

Na saúde física, 46% relatam dores ou limitações, principalmente na coluna, pescoço, pernas e braços — padrão associado a atividades repetitivas e longas jornadas sem suporte ergonômico.

Já na dimensão social, a pesquisa aponta o papel das redes de apoio informais. Mais de 80% se identificam como cristãs e, para 92%, a fé é um elemento importante para lidar com as dificuldades do negócio.

Em muitos casos, a igreja também funciona como espaço de sociabilidade e apoio prático, sendo citada por 53% como canal de divulgação e venda de produtos.

Apesar de cumprirem um papel relevante no cotidiano dessas mulheres, as redes informais têm alcance limitado quando se trata de garantir estabilidade e crescimento dos negócios.

Ainda de acordo com a pesquisa, a formalização ainda avança de forma limitada. Cerca de 44% estão formalizadas, enquanto 47,7% permanecem na informalidade.

Entre os principais obstáculos estão o custo fixo, citado por aproximadamente um terço das entrevistadas, além da insegurança em relação à estabilidade da renda.

Entre as mulheres que participaram de programas de capacitação oferecidos pelo Consulado da Mulher, os resultados indicam mudanças relevantes.

Nesse grupo, 83% relataram aumento de renda, 66% passaram a se considerar mais independentes financeiramente e mais de 80% apontaram avanços no desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, 70% afirmaram ter conseguido melhorar o equilíbrio entre trabalho e família.

“O que muda é a forma como elas se enxergam. Elas deixam de se ver como alguém que faz um complemento de renda e passam a se reconhecer como alguém que tem um negócio.”

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Petrobras faz nova descoberta de gás em poço exploratório na Colômbia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 10:12

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (18) a descoberta de uma nova reserva de gás natural em águas profundas da Colômbia.

O poço Copoazu-1 fica a cerca de 36 quilômetros do litoral, em uma área de mar profundo, com quase 1 mil metros de profundidade.

Ele também está próximo de outros dois poços importantes já perfurados na região, o Sirius-1 e o Sirius-2, a cerca de 8 quilômetros de distância.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (18) a descoberta de uma nova reserva de gás natural em águas profundas da Colômbia.

O poço Copoazu-1 fica a cerca de 36 quilômetros do litoral, em uma área de mar profundo, com quase 1 mil metros de profundidade.

Ele também está próximo de outros dois poços importantes já perfurados na região, o Sirius-1 e o Sirius-2, a cerca de 8 quilômetros de distância.

🔎 A Petrobras explora gás natural para garantir o abastecimento de energia, reduzir a dependência de importações, gerar receita e aproveitar recursos encontrados junto ao petróleo, além de contribuir como uma alternativa menos poluente no processo de transição energética.

Segundo a companhia, a nova descoberta indica que há ainda mais gás disponível no local do que se imaginava, o que pode ajudar a garantir o abastecimento de energia no futuro.

A perfuração começou em novembro de 2025 e continua em andamento. A Petrobras informou que a presença de gás foi confirmada por testes feitos durante a exploração e que novas análises ainda serão realizadas para entender melhor o volume e a qualidade desse recurso.

A Petrobras atua no bloco como operadora, com participação de 44,44%, em parceria com a Ecopetrol, que detém 55,56%.

A descoberta faz parte da estratégia da Petrobras de encontrar novas reservas de petróleo e gás, especialmente fora do Brasil, para atender à demanda de energia nos próximos anos.

Em 2024, a Petrobras e a Ecopetrol confirmaram a maior descoberta de gás da história da Colômbia no poço Sirius-2, com volume estimado acima de 6 trilhões de pés cúbicos. O achado poderia elevar em até 200% as reservas do país.

O projeto, localizado em águas profundas, ainda entraria nas etapas de desenvolvimento e licenciamento.

À época, a expectativa era iniciar a produção em cerca de três anos, com potencial de abastecer o mercado por uma década. O consórcio também previa investimentos bilionários para viabilizar a exploração e o transporte do gás até a costa.

A Petrobras informa uma nova descoberta de acumulação de gás no poço exploratório Copoazu-1, no Bloco GUA-OFF-0, localizado em águas profundas da Colômbia. Esta descoberta consolida a província gasífera e o potencial de gás no offshore colombiano, ao mesmo tempo em que adiciona um maior volume de gás para contribuir com a segurança energética da região.

O poço Copoazu-1 encontra-se a aproximadamente 36 quilômetros da costa, a uma lâmina d’água de 964 metros e a uma distância de 8 quilômetros dos poços Sirius-1 (descobridor) e Sirius-2 (de avaliação), o que ressalta sua relevância dentro do contexto exploratório do Bloco Gua-Off-0.

A perfuração do poço Copoazu-1 foi iniciada em 11/11/2025 e segue de maneira segura, em respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Os intervalos portadores de gás foram constatados por meio de perfis elétricos e amostragem de fluido, confirmando presença de gás em outro objetivo além do objetivo principal, tornando a descoberta ainda mais relevante. Os intervalos portadores de gás serão posteriormente caracterizados por análises laboratoriais.

A atuação da Petrobras no Bloco GUA-OFF-0 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria com outras empresas, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética.

A Petrobras, por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB COL), atua como operadora do consórcio (participação de 44,44%), em parceria com a Ecopetrol S.A. (participação de 55,56%).

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Haddad se reúne nesta quarta com estados e debaterá impacto do ICMS sobre diesel

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 09:10

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo pretende levar uma "proposta" para uma reunião com os estados sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre diesel.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia solicitado "boa vontade" dos governadores para reduzir também o ICMS, após o governo ter reduzido o PIS e a Cofins.Nesta semana, porém, os governadores informaram reduzirão o ICMS pois isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e também porque cortes no imposto "não costumam ser repassadas ao consumidor final".

"Temos reunião hoje com o Confaz, [que reúne governo e secretários de Fazenda dos estados] vamos fazer uma proposta para eles, mas não vou antecipar para não ser deselegante com os proprietários", afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a jornalistas.

Ele não confirmou diretamente que pedirá redução do ICMS sobre combustíveis, conforme proposta do presidente Lula rejeitada pelos estados, mas observou que ações do governo já estão elevando a arrecadação do tributo estadual. São elas:

O ação contra o crime organizado, no setor de combustíveis, que está retirando empresas irregulares do setor, que não recolhiam corretamente os tributos, dando lugar a outras que funcionam corretamente.

"Nós temos um trabalho a fazer em relação a ICMS, que é justamente o combate a essas quadrilhas, a essas organizações criminosas que estão sendo expulsas do mercado. Então isso é um dado positivo, que a arrecadação aumenta sem que o imposto aumente", declarou o ministro.

O trabalho da fiscalização da que está sendo implementado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), medida anunciada na semana passada com o objetivo de garantir o repasse da redução dos impostos federais ao preço do combustível.

"Vejam você que a gasolina [preço] nao foi alterada no caso da Petrobras. A Petrobras não mudou a preço da gasolina. No entanto, os especuladores estão aproveitando esse clima tenso em função da guerra para tirar proveito da situação e prejudicando a economia popular", disse Haddad.

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Quaest: 71% dos brasileiros são contra taxa mínima para entregas por aplicativo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 09:10

Política Quaest: 71% dos brasileiros são contra taxa mínima para entregas por aplicativo Maioria teme aumento de preços e impacto sobre os mais pobres. Proposta prevê valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional. Por Redação g1

Pesquisa Quaest aponta que 71% dos entrevistados rejeitam a taxa mínima para entregas por aplicativo sugerida pelo governo.

Proposta prevê valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro acima de 4 km, segundo o ministro Guilherme Boulos.

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (17) mostra que 71% dos entrevistados são contra a proposta do governo de implementar uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo.

O ministro Guilherme Boulos anunciou que o governo pretende propor um valor mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de 4 km. A pesquisa questionou se os entrevistados já conhecem a proposta: 76% disseram que sim, conhecem, e 24% não conhecem.

Para 78% dos entrevistados, essa mudança levaria a um aumento de preços nos pedidos de entrega por aplicativo. Outros 17% acreditam que o preço ficaria igual, enquanto 5% acham que vai diminuir.

Além disso, 86% dizem que a mudança afetaria principalmente os brasileiros mais pobres, contra 14% que acreditam que o impacto seria maior sobre os mais ricos.

O levantamento foi realizado em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) e ouviu 1.031 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 16 de março.

De acordo com Fernando Blower, Presidente Executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) a regulamentação dos entregadores é necessária mas deve ser feita com equilíbrio, "pensando em soluções que protejam os trabalhadores e a sustentabilidade do setor".

"A própria pesquisa mostra que a população não apoia a proposta colocada, especialmente diante do potencial impacto nos preços. Medidas como a fixação de valores mínimos podem afetar os consumidores, sobretudo os mais vulneráveis, e pressionar a operação de bares e restaurantes, em especial os de pequeno porte, que dependem do delivery”, aponta Blower.

Você diria que é a favor ou contra essa proposta de taxa mínima para os pedidos de entrega de empresas como Ifood, 99food, Rappi, Aiqfome e Keeta, entre outras?

Você acredita que, se essa proposta for aprovada, o preço dos pedidos feitos por aplicativo vai subir, ficar igual, ou diminuir?

Na sua opinião, quem será mais afetado pelo aumento no custo das entregas: as pessoas mais pobres ou as pessoas mais ricas?

O levantamento perguntou aos entrevistados se estariam dispostos a pagar mais pelas entregas de aplicativo caso essa proposta seja aprovada e os preços subam: 29% disseram que sim, pagaria mais pelas entregas, enquanto 71% responderam que não pagaria.

Questionados se o governo federal deveria se preocupar mais ou se preocupar menos em criar novas regras para o trabalho das empresas brasileiras, 40% responderam que deveria se preocupar mais, enquanto 60% disseram que deveria se preocupar menos.

Entregadores de aplicativo se concentram na porta de supermercados da Zona Sul do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

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Nvidia retoma produção de chips para clientes da China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 09:10

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

A Nvidia retomou a produção de chips destinados especificamente ao mercado chinês, informou nesta terça-feira (17) seu diretor-executivo Jensen Huang.

No mês passado, uma autoridade do Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que ainda não havia sido realizada nenhuma venda de chips da Nvidia para empresas chinesas, uma situação que mudou, segundo Huang.

Além da autorização do governo americano, essas operações exigem a aprovação de autoridades chinesas. Segundo vários veículos, Pequim pretende aprová-las gradualmente, para limitar a dependência da tecnologia chinesa em relação aos produtos americanos.

Em abril de 2025, o governo americano proibiu inicialmente a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Em agosto, um acordo foi firmado com a empresa californiana que prevê o pagamento de uma comissão ao Estado, que aumentou para 25% em dezembro.

A Nvidia retomou a produção de chips destinados especificamente ao mercado chinês, informou nesta terça-feira (17) seu diretor-executivo Jensen Huang, após a empresa americana receber pedidos autorizados pela China.

"Estamos retomando a fabricação", anunciou Huang, em entrevista coletiva realizada paralelamente à conferência anual da Nvidia.

No mês passado, uma autoridade do Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que ainda não havia sido realizada nenhuma venda de chips da Nvidia para empresas chinesas, uma situação que mudou, segundo Huang.

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Além da autorização do governo americano, essas operações exigem a aprovação de autoridades chinesas. Segundo vários veículos, Pequim pretende aprová-las gradualmente, para limitar a dependência da tecnologia chinesa em relação aos produtos americanos.

Em abril de 2025, o governo americano proibiu inicialmente a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Em agosto, um acordo foi firmado com a empresa californiana que prevê o pagamento de uma comissão ao Estado, que aumentou para 25% em dezembro.

Desde então, no entanto, as entregas estavam paralisadas. No fim do mês passado, a Nvidia anunciou que não esperava nenhuma receita do mercado chinês no trimestre atual.

Para cumprir as restrições impostas pelo governo americano, que se recusa a permitir que a Nvidia venda seus produtos mais avançados para empresas chinesas, o grupo desenvolveu uma nova versão do processador H200.

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Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 04:49

Tecnologia Como prints do bloco de notas criaram mais rastros de conversa entre Vorcaro e Moraes Programas usados pela Polícia Federal recuperam mensagens e arquivos salvos em celulares. Segundo especialista, tentativa do banqueiro de esconder conversas pode, na verdade, ter ajudado a investigação. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Programas usados em investigações da Polícia Federal podem desbloquear celulares e recuperar o conteúdo de conversas no WhatsApp.

No caso Master, peritos analisaram mensagens enviadas como imagens de visualização única no WhatsApp, segundo o jornal O Globo.

O banqueiro fazia prints de mensagens escritas no bloco de notas e enviava o material pelo WhatsApp, de acordo com o jornal.

Segundo especialista em segurança digital ouvido pelo g1, a estratégia pode deixar mais rastros no aparelho e gerar mais provas para a perícia.

Montagem mostra Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e Alexandre de Moraes, ministro do STF — Foto: Reprodução/Rosinei Coutinho/STF

Programas usados em investigações da Polícia Federal podem desbloquear celulares e recuperar o conteúdo de conversas no WhatsApp. Em alguns casos, conseguem até acessar imagens apagadas pelo dono do aparelho.

Na investigação do caso Master, a PF realizou uma análise técnica para obter mensagens trocadas em 17 de novembro entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou o jornal "O Globo" em 6 de março.

A conversa incluía prints com mensagens escritas pelo banqueiro no aplicativo de bloco de notas e enviadas pelo WhatsApp como imagens de visualização única. O jornal afirmou que teve acesso ao conteúdo obtido por um software da PF que exibe, de forma conjunta, mensagens e arquivos, o que permitiu reverter a visualização única.

Em nota enviada anteriormente, Moraes afirmou que os prints de mensagens de Vorcaro não aparecem como enviados a ele e que uma análise técnica indicou que as imagens de visualização única não correspondem aos contatos do ministro.

O perito em segurança digital Wanderson Castilho explicou ao g1 que a estratégia de Vorcaro de criar capturas de tela do bloco de notas para ocultar o conteúdo das conversas pode, na prática, ter contribuído para criar mais evidências.

"É até mais fácil recuperar imagens do que a conversa propriamente dita. Quando ele transformou a conversa em imagem, deixou um rastro maior", afirmou.

O aplicativo bloco de notas; A galeria de fotos que armazena a captura de tela;Pastas ocultas que podem manter arquivos temporariamente no dispositivo.

Tanto o bloco de notas quanto a galeria de fotos possuem lixeiras que guardam arquivos excluídos por alguns dias. Mesmo depois de removidos da lixeira, esses arquivos podem deixar rastros na memória do aparelho.

"Conseguimos analisar todas essas correlações e chegar à mensagem de visualização única que, em tese, ninguém mais conseguiria ver", disse Castilho.

A estrutura do WhatsApp, que armazena as conversas no próprio aparelho e não em um servidor externo, permite que autoridades recuperem mensagens quando estão com o dispositivo em mãos, explicou o perito.

O WhatsApp usa criptografia de ponta a ponta, que impede o acesso às mensagens por terceiros, incluindo a própria plataforma. As conversas são protegidas por uma espécie de cadeado, aberto apenas com as chaves armazenadas no celular de cada usuário.

"A segurança está no caminho que as mensagens percorrem. Quando chegam aos aparelhos, elas são descriptografadas e ficam legíveis para qualquer pessoa", resumiu o perito.

Programas como o israelense Cellebrite e o americano GrayKey, ambos de uso restrito, conseguem acessar mensagens e arquivos em iPhones e celulares Android mesmo quando estão bloqueados.

Outra ferramenta é o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais), programa criado por peritos da PF em 2012. Ele faz varreduras em celulares apreendidos e permite buscar rapidamente informações em conversas e arquivos.

Se estiver com a tela bloqueada, podem ser usados programas como GrayKey e Cellebrite, que tentam descobrir a senha e baixar informações ao se conectar ao aparelho por cabo USB;Se estiver desligado ou danificado, pode-se usar a técnica chamada chip-off, na qual o chip de memória é removido do aparelho e as informações contidas nele são transferidos para outro dispositivo.

Apesar de arquivos e mensagens não desapareçam imediatamente da memória, o ideal é que a extração com esses programas seja feita o quanto antes.

Peritos têm pressa porque alguns registros que ajudam a acessar o material ficam em uma espécie de memória temporária do aparelho, explicou Castilho. É o caso da senha de bloqueio da tela, por exemplo.

Alguns celulares são reiniciados automaticamente para dificultar a extração da senha. A empresa que criou o GrayKey informou em 2024 que uma atualização do iPhone faz o aparelho reiniciar automaticamente se permanecer bloqueado por mais de três dias.

O IPED, criado pela Polícia Federal, facilita a busca por informações em um celular e consegue até extrair texto de imagens.

O sistema usa um princípio semelhante ao de radares de trânsito que fotografam placas e transformam os números em texto para identificação no sistema, explicou ao Fantástico o presidente da Associação dos Peritos em Computação Forense, Marcos Monteiro.

"Todas as imagens são identificadas e transformadas em texto. A ferramenta já pega as imagens, extrai os textos que ali existem, correlaciona ou organiza isso de uma forma legível. E, quando você vai fazer uma busca textual, por exemplo, ela vai identificar esses dados", disse Monteiro. (veja no vídeo abaixo)

O programa permite fazer buscas por padrões, como CPF e valores monetários, o que ajuda a agilizar investigações. Ele também consegue analisar mensagens apagadas, mas não as que têm visualização única.

O código-fonte do IPED está disponível na internet desde 2019, permitindo que desenvolvedores contribuam com melhorias na ferramenta.

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Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 04:49

Guia de Compras Páscoa 2026: compare o preço dos ovos com os do ano passado Oreo, Talento, Alpino… Quanto esses ovos ficaram mais caros desde a última Páscoa? g1 comparou 23 ovos de diferentes marcas e modelos pesquisados em 2025 e 2026. Por Laís Ribeiro, g1

O g1 comparou o preço de 20 ovos de Páscoa com os valores de 2025 para entender qual foi o aumento percentual do setor entre esses dois anos.

A maior variação encontrada de um ano para outro foi de 36,36%, contra 25% no ano passado. Esse percentual não considera a inflação acumulada de fevereiro, que foi 3,81%, pelo IPCA.

Os maiores aumentos percentuais foram dos ovos Lacta Favoritos 540g, de R$ 88 para R$ 120 (36,36%), e o Lacta Sonho de Valsa 277g, de R$ 42 para R$ 57 (35,7%).

O único que sofreu redução de preço foi o ovo Arcor Tortuguita Baunilha 120g, que passou de R$ 43 para R$ 40 (-6,97%).

Em 2025, o Guia de Compras comparou o preço de 15 ovos de Páscoa com os valores de 2024 para entender qual foi o aumento percentual do setor entre esses dois anos.

Agora, o g1 voltou a pesquisar preços para trazer uma nova comparação entre 20 ovos de 2025 e 2026, considerando a alta do chocolate usado para a Páscoa.

✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsAppVeja 25 opções de ovos de Páscoa (até para pets) para presentear por até R$ 185

As pesquisas em ambos os anos foram feitas um mês antes da Páscoa. Em 2025, a celebração foi em 20 de abril. Neste ano, vai cair em 5 de abril.

Considerando os menores valores encontrados nessa comparação, a maioria ficou mais cara de um ano para cá, e só houve redução de preço para um modelo. Veja na tabela abaixo.

A maior variação encontrada de um ano para outro foi de 36,36%, contra 25% no ano passado. Esse percentual não considera a inflação acumulada que, nos últimos 12 meses, foi de 3,81%, pelo IPCA. O índice de março só será divulgado em abril.

Os maiores aumentos percentuais foram verificados para os ovos Lacta Favoritos 540g, que passou de R$ 88 para R$ 120 (36,36%), e o Lacta Sonho de Valsa 277g, que subiu de R$ 42 para R$ 57 (35,7%).

Já os menores aumentos foram os dos ovos Nestlé KitKat 332g, que saiu de R$ 68 para R$ 70 (2,94%) e teve uma alta percentual abaixo da inflação, e o Ferrero Rocher 225g, que foi de R$ 107 a R$ 115 (7,47%).

Também houve redução de preço no ovo Arcor Tortuguita Baunilha 120g, que passou de R$ 43 para R$ 40 (-6,97%), após um aumento de 22,8% entre os anos de 2024 e 2025.

Comércio de ovos de Páscoa; supermercado; vendas; mercado; chocolate — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por que a China devolveu cargas de soja do Brasil e uma grande exportadora cancelou embarques

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 04:49

Agro Por que a China devolveu cargas de soja do Brasil e uma grande exportadora cancelou embarques Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 70% das exportações do produto. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China por apresentarem grãos de soja misturados a ervas daninhas proibidas no país asiático.

Diante da situação, representantes do Ministério da Agricultura devem viajar à China na próxima semana para tratar do tema.

A Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês.

Analistas da Hedgepoint Global Markets avaliam que o caso é pontual e não deve afetar o volume de soja exportado para a China.

Nos últimos dias, a China devolveu cargas de soja enviadas pelo Brasil que descumpriram regras sanitárias do país, enquanto a Cargill – uma das maiores exportadoras de grãos – cancelou embarques para o parceiro asiático no dia 12 deste mês.

Principal destino da soja brasileira, a China responde por cerca de 70% das exportações do produto.

Cerca de 20 navios brasileiros foram devolvidos pela China por apresentarem grãos de soja misturados a ervas daninhas proibidas no país asiático. Diante da situação, representantes do Ministério da Agricultura devem viajar à China na próxima semana para tratar do tema.

Apesar de o caso ter ganhado repercussão nos últimos dias, a situação não é nova, afirma Raphael Bulascoschi, analista do mercado de soja da StoneX Brasil.

"O problema começou no final do ano passado, quando o GACC, órgão responsável pela fiscalização na China, informou ao governo brasileiro que carregamentos estavam chegando com excesso de sementes proibidas e materiais estranhos", diz Bulascoschi.

"Recentemente, a China voltou a cobrar o Ministério da Agricultura de forma mais dura, o que levou o governo a adotar uma 'postura de tolerância zero' para evitar tensões diplomáticas e a emitir certificados fitossanitários com mais rigor", acrescenta.

Na prática, diz ele, o Ministério passou a fazer inspeções mais frequentes e deixou de emitir certificados fitossanitários para carregamentos que não cumprem as exigências. "Sem esse certificado, as empresas ficam impedidas de entregar a carga na China e de receber o pagamento", explica.

Segundo Bulascoschi, foi nesse contexto que a Cargill decidiu interromper as exportações para a China.

O g1 procurou a companhia, que informou que suas entidades representativas — a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) — publicariam uma nota conjunta.

No entanto, as entidades não têm dado explicações. Na nota conjunta, publicada na quinta-feira (12), disseram apenas que acompanham "de forma atenta" os "recentes desdobramentos" das exportações de soja. (veja no final da reportagem)

O Ministério da Agricultura disse ao g1 que se reuniu com as principais tradings (comercializadoras de grãos) e associações do país e que, juntos, atuam para "superar eventuais dificuldades" e "assegurar os elevados padrões de qualidade dos produtos brasileiros".

Analistas da Hedgepoint Global Markets avaliam que o caso é pontual e não deve afetar o volume de soja exportado para a China.

"A fila de navios nos portos brasileiros continua forte, com cerca de 17 milhões de toneladas de soja, sendo 10 milhões destinadas à China", afirma Thais Italiani, gerente de Inteligência de Mercado.

"Até agora, não há registro de atrasos relevantes na saída de navios, o que indica que se trata de ajustes pontuais no processo de inspeção das cargas", acrescentou.

Luiz Fernando Gutierrez Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos e Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets, afirma que 20 navios com cargas de soja representam entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas.

"É pouco diante das 112 milhões de toneladas que o Brasil deve exportar no total no ano", conclui.

"A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) informam que estão acompanhando, de forma atenta e com preocupação, os recentes desdobramentos relacionados aos embarques de soja destinados ao mercado chinês.

Diante desse cenário, a ABIOVE e a ANEC reafirmam que seguem atuando de forma colaborativa e mantendo diálogo constante com as autoridades competentes e com as demais entidades da cadeia produtiva para buscar soluções que garantam a fluidez do comércio, a previsibilidade das operações, prezando pela segurança jurídica e fortalecimento das relações comerciais internacionais e pela garantia dos requisitos de fitossanidade."

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Bolsa Família 2026: pagamentos de março começam nesta quarta; veja calendário

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 01:30

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de março do Bolsa Família 2026 nesta quarta-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo)

O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados.

🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos.

Final do NIS: 1 – pagamento em 18/3Final do NIS: 2 – pagamento em 19/3Final do NIS: 3 – pagamento em 20/3Final do NIS: 4 – pagamento em 23/3Final do NIS: 5 – pagamento em 24/3Final do NIS: 6 – pagamento em 25/3Final do NIS: 7 – pagamento em 26/3Final do NIS: 8 – pagamento em 27/3Final do NIS: 9 – pagamento em 30/3Final do NIS: 0 – pagamento em 31/3

Abril: de 16/4 a 30/4;Maio: de 18/5 a 29/5;Junho: de 17/6 a 30/6;Julho: de 20/7 a 31/7;Agosto: de 18/8 a 31/8;Setembro: de 17/9 a 30/9;Outubro: de 19/10 a 30/10;Novembro: de 16/11 a 30/11;Dezembro: de 10/12 a 23/12.

Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família.

manter crianças e adolescentes na escola;fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);manter as carteiras de vacinação atualizadas.

Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento.

Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.

Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque.

Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito.

Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.

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Entenda o que o BRB ainda estuda fazer para recompor patrimônio; emissão de ações foi adiada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 01:30

Distrito Federal Entenda o que o BRB ainda estuda fazer para recompor patrimônio; emissão de ações foi adiada Aval de acionistas era esperado nesta quarta, mas BRB avaliou que impasse sobre imóveis afugentou investidores. Fundo de imóveis, empréstimo do FGC e venda de ativos seguem na mesa. Por Mateus Rodrigues, g1 DF — Brasília

O Banco de Brasília (BRB) adiou, na noite de terça-feira (17), uma assembleia de acionistas que tinha sido convocada para a manhã desta quarta (18).

O adiamento, com menos de 24 horas de antecedência, foi anunciado em fato relevante ao mercado e antecipado pelo blog da Camila Bomfim no g1.

Segundo o blog, o BRB avaliou que o impasse jurídico sobre o uso de imóveis do governo do Distrito Federal (acionista controlador) para reforçar o caixa do banco afugentou investidores (entenda abaixo).

Na pauta da assembleia, estava a intenção do BRB de captar até R$ 8,86 bilhões emitindo 1,67 bilhão de ações ordinárias – aquelas que dão direito a voto.

A intenção é aumentar o capital social do banco e, na prática, reenquadrar o balanço patrimonial do BRB nos limites prudenciais previstos pela lei brasileira.

"[…] o Banco entendeu como mais adequado postergar a apreciação da matéria, de forma a permitir o amadurecimento das análises em curso e assegurar que eventual proposta a ser submetida aos acionistas reflita, de maneira consistente, a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica para a Companhia", afirmou o BRB no comunicado ao mercado.

Em entrevista exclusiva à GloboNews, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, creditou o adiamento da assembleia do BRB ao impasse sobre a lei que autorizou a entrega dos imóveis públicos do DF ao banco.

Uma decisão liminar da Justiça do DF suspendeu a validade da lei na manhã de segunda-feira (16). Um dos argumentos era de que o governo não poderia ter sancionado a lei antes de aprovar a medida na assembleia de acionistas do BRB.

A liminar foi derrubada na noite desta terça (17) pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça do DF, desembargador Roberval Belinati.

"Essa suspensão da lei 7.845 gerou, eu diria, um certo temor nos investidores qualificados. Todo aquele trabalho que nós fizemos na Faria Lima de buscar os grandes investidores – fizemos um roadmap, tivemos uma lei, um roadshow, e já tínhamos vários [investidores]", declarou à GloboNews.

"Com isso, com essa insegurança jurídica que foi criada, foi um desserviço para a capitalização do BRB", seguiu.

Além dessa captação no mercado financeiro, o BRB trabalha com pelo menos outros quatro mecanismos principais para restabelecer seu patrimônio:

a constituição de um fundo de investimento imobiliário com nove lotes públicos do governo do DF, avaliados em R$ 6,6 bilhões – mecanismo já autorizado em uma lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB);a oferta desses mesmos imóveis como garantia em um empréstimo a ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – autorizada na mesma lei;a venda de ativos do próprio BRB, como carteiras de crédito e participação em outras empresas;a securitização de ativos do governo como a dívida ativa, recebíveis da Terracap e dividendos da Caesb e da CEB – ou seja, transformar esses créditos em ações e antecipar o recebimento do dinheiro.

Parte desse "cardápio" já constava no plano "preventivo" entregue pelo BRB ao Banco Central em fevereiro, segundo apurou o g1. O documento segue em sigilo.

O mercado financeiro espera que, junto com esse documento, o banco divulgue também as soluções concretas que serão tomadas para recompor o capital – como forma, inclusive, de manter uma imagem de solidez.

SEM GARANTIA: com nota baixa em gestão fiscal, DF não terá União como avalista em empréstimoPATRIMÔNIO, VENDA E FEDERALIZAÇÃO: saiba quais riscos o BRB correGESTÃO FRAUDULENTA: BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025

Se (ou quando) a assembleia de acionistas do BRB aprovar a emissão de ações nas próximas semanas, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais.

Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual.

➡️Todo esse plano precisa ser aprovado pelos investidores do banco – incluindo o governo do DF , que detém 71,92% do capital do banco do BRB.

➡️Se novas ações forem emitidas, os atuais acionistas terão "direito de preferência". Ou seja, poderão comprar ações suficientes para manter o mesmo nível atual de participação no capital do banco.

➡️Até o momento, o governo do DF não indicou se vai exercer seu direito de preferência, e de onde tiraria esse dinheiro.

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