RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Pagamento do segundo lote do abono salarial começa nesta segunda; entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 03:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,3141,37%Dólar TurismoR$ 5,5131,62%Euro ComercialR$ 6,0690,56%Euro TurismoR$ 6,3160,83%B3Ibovespa177.653 pts-0,91%Oferecido por

O pagamento do segundo lote do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa nesta segunda-feira (16).

Ao todo, 2.021.972 trabalhadores serão contemplados em todo o país, com a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões em benefícios.

O calendário de pagamentos do abono salarial referente ao ano-base 2024 teve início em 16 de fevereiro e segue até 30 de dezembro, prazo final para que os beneficiários realizem o saque.

De acordo com o ministério, mais de 1.8 milhão de trabalhadores são da iniciativa privada e têm direito ao PIS, pago pela Caixa Econômica Federal. Cerca de 203 mil são servidores públicos, com direito ao PASEP, cujo pagamento é feito pelo Banco do Brasil.

O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão.

O governo federal também autorizou a antecipação do pagamento para trabalhadores nascidos entre março e dezembro que possuem vínculo empregatício em empresas localizadas nos municípios de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, cidades afetadas por fortes chuvas no final de fevereiro.

Calendário PIS-Pasep 2019-2020: pagamento de abono salarial para nascidos em março e abril começa nesta quinta — Foto: Reprodução/TV Globo

O abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada — PIS — e a servidores públicos — Pasep — que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base.

estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados a partir da data do primeiro vínculo;ter recebido, de empregadores que contribuem para o PIS ou para o PASEP, remuneração média mensal de até R$ 2.766,00 no ano-base 2024;ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;ter os dados do ano-base 2023 informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado;Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br.Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício.

Trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.

O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal.

São quatro opções para receber. As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa recebem o abono automaticamente.

Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem.

Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui.

Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação.

Já o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil.

Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento.

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CNU 2025 divulga classificação final e inicia convocações para nomeação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 00:15

Trabalho e Carreira Concursos CNU 2025 divulga classificação final e inicia convocações para nomeação Resultado final define candidatos nas vagas imediatas e no banco de aprovados que poderão ser convocados durante a validade do concurso. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A classificação final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) será divulgada nesta segunda-feira (16). A publicação reúne as listas de aprovados nas vagas imediatas e também o banco de candidatos em lista de espera, organizadas por blocos temáticos e modalidades de concorrência.

A partir desta mesma data também começam as convocações para nomeação. Dependendo do cargo, os candidatos poderão ser chamados para etapas adicionais, como investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou curso de formação.

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A fase marca o encerramento do maior concurso público do Brasil, que é coordenado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e executado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A classificação final foi definida após três rodadas de confirmação de interesse previstas no edital, encerradas no dia 9 de março. Nessas etapas, os candidatos precisaram informar se continuavam interessados nos cargos para os quais estavam classificados.

📎 Quem não confirmou interesse dentro do prazo foi eliminado daquele cargo ou, em alguns casos, de todas as opções para as quais poderia ser convocado.

a Nota Final Ponderada (NFP), que soma prova objetiva, prova discursiva e, quando houver, avaliação de títulos;a modalidade de concorrência (ampla concorrência, PcD, pessoas negras, indígenas e quilombolas);a ordem de preferência de cargos definida no momento da inscrição;a confirmação de interesse nas convocações realizadas ao longo do processo.

foram reprovados na prova discursiva;não enviaram documentação exigida para cotas ou para vagas destinadas a pessoas com deficiência;não compareceram às etapas obrigatórias do concurso;não confirmaram interesse nas convocações realizadas pela organização.

Com a divulgação da classificação final, o concurso entra na fase de convocações para as etapas seguintes.

Os órgãos participantes passam a chamar os candidatos aprovados dentro do número de vagas, respeitando a ordem de classificação.

Dependendo do cargo, o processo pode incluir etapas adicionais, como investigação social e funcional, defesa de memorial, prova oral ou cursos de formação. Essas fases são eliminatórias e fazem parte do processo de preparação para o exercício das funções públicas.

A nomeação dos aprovados seguirá a ordem de classificação final e respeitará a modalidade de concorrência de cada candidato, além do número de vagas previsto para cada cargo.

Após a convocação, cada órgão participante será responsável por conduzir as etapas administrativas necessárias para a posse, incluindo a solicitação de documentos, a realização de exames admissionais e o agendamento da posse dos novos servidores.

Os candidatos classificados no banco de espera continuam aptos a serem convocados durante todo o período de validade do concurso. Esse prazo é de 12 meses a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

Durante esse intervalo, novas convocações podem ocorrer em caso de abertura de vagas adicionais, desistências de candidatos aprovados ou necessidade de reforço no quadro de servidores.

A seleção reuniu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil. As provas foram aplicadas em 228 cidades no país.

Ao todo, mais de 760 mil pessoas se inscreveram, reforçando o CNU como o maior concurso público do país.

A primeira etapa do CNU 2025, foi realizada no dia 5 de outubro. Já a etapa discursiva foi aplicada em 7 de dezembro e reuniu cerca de 42 mil candidatos em todo o país.

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Abono salarial PIS/Pasep 2026 terá novo pagamento nesta segunda-feira; veja quem vai receber

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 16/03/2026 00:15

Trabalho e Carreira Abono salarial PIS/Pasep 2026 terá novo pagamento nesta segunda-feira; veja quem vai receber Benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa; entenda. Por Redação g1 — São Paulo

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta segunda-feira (16).

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, terá novo pagamento nesta segunda-feira (16). Desta vez, o benefício será destinado aos trabalhadores que nasceram no mês de fevereiro.

Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.

➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que atendem aos requisitos do programa.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93.

O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br.

Em fevereiro, o Ministério do Trabalho já efetuou o pagamento para os nascidos no mês de janeiro. Veja abaixo todas as datas de pagamento em 2026:

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados em 2026, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos.

A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado.

O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, conforme as regras do Banco Central, que passa a ser a data-limite para o saque do abono.

O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores. — Foto: Marcello Casal Jr.

Há 50 minutos Cinema Ator é o 6º negro a levar principal estatueta de atuação masculinaHá 50 minutos’Não queremos posts, queremos Oscars’: brasileiros protestam

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Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 10:52

Piracicaba e Região Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume embarques da proteína em 13 anos, com 2,94 mil toneladas. No mercado doméstico, demanda aquecida e a oferta limitada favoreceram cotações. Por g1 Piracicaba e Região

Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado.

Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor.

O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta.

As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado.

Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume de exportações brasileiras de ovos em 13 anos. Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado.

Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor. Veja detalhes na reportagem, abaixo.

Exportações: o movimento de alta nas vendas de ovos para o exterior já tinha sido registrado em janeiro, mas o país não superava essa marca desde 2013, demonstram os dados compilados da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

"Em janeiro deste ano, o desempenho também já havia sido recorde para o mês em 13 anos. Apesar da alta anual, o volume embarcado apresentou leve recuo em relação ao mês anterior", detalha o Cepea.

Em relação aos preços, o Cepea aponta que as cotações mantêm tendência de alta neste ano e avançaram até 15% no início de março de 2026 nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos da Esalq-USP.

O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta.

Agentes do setor, consultados pelo Cepea, apontam alta nos pedidos para abastecimento das redes atacadistas e varejistas.

"Já do lado da oferta, a disponibilidade interna segue ajustada à demanda, sem excessos nas granjas. Paralelamente, há relatos de menor oferta de ovos vermelhos em diversas regiões. Assim, o produto teve valorização mais intensa que os brancos, nos últimos dias", detalhou.

Conflito no Oriente Médio: Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado de ovos, os impactos dos conflitos no Oriente Médio tendem a ser limitados quando comparados aos demais setores do agronegócio, pois a maior parte da produção nacional da proteína é destinada ao mercado interno, sendo relativamente pequena a parcela exportada

Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra foi de R$ 173,72 a caixa com 30 dúzias no dia 13 de março, com variação positiva de quase 3% ao dia.

Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 201,21 a caixa na região paulista nesta sexta-feira (13), o que representa alta de 2,99% ao dia.

As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento interrompeu a sequência de quedas observada por cinco meses consecutivos em relação ao cereal e por sete meses no caso do derivado da oleaginosa.

Em Bastos (SP), o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB), apresenta média de R$ 147,98/caixa com 30 dúzias nesta parcial de fevereiro, avanço de intensos 36,7% frente a janeiro.

Para os ovos vermelhos, a média da parcial do mês fechou em R$ 166,57 a caixa a região paulista, alta de 37% em relação ao período anterior.

"Neste cenário, considerando-se o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o avicultor paulista pôde comprar 131,22 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos, ou 147,77 quilos de milho com a venda de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 36,7% e 37,1% maiores, respectivamente, em relação a janeiro", detalhou o Centro de Estudos da Esalq.

Sobre o farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP), na mesma comparação, o produtor conseguiu adquirir 80,27 quilos do derivado com a venda de uma caixa do produto branco, ou 90,40 quilos com a venda de uma caixa do produto vermelho, aumentos de 41,3% e de 41,7% no comparativo mensa

O poder de compra do produtor de ovos paulista frente ao milho, insumo essencial para a avicultura, caiu por, pelo menos, três meses consecutivos no segundo semestre de 2025 e atingiu menor patamar do ano. A relação de troca sobre o farelo de soja também registra recuos desde o início do segundo semestre em valores reais, deflacionados pelo Índice Geral de Preços (GPD) de outubro.

Segundo pesquisadores do Cepea, a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro.

🌽Milho: o preço do milho passou de 67,52% para 70,30 entre os dias 14 de novembro e 5 de dezembro de 2025, segundo Indicado Esalq/Bovespa.

"A procura doméstica por milho voltou a se aquecer no fim de novembro, o que elevou os preços do cereal na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Parte dos consumidores, que priorizava o uso de estoques e/ou aguardava desvalorização voltou ao mercado para recompor os estoques e se programar para o final de 2025", analisa o Cepea.

As últimas semanas do ano são marcadas pela menor liquidez, sobretudo devido à paralisação de transportadoras.

"Do lado da oferta, os vendedores, que estão focados na semeadura da safra verão e atentos a esse retorno dos consumidores, limitam o volume de mercadoria para entrega imediata, reforçando a alta nas cotações", conclui.

A paridade de exportação e os embarques se mantendo em bons patamares também dão suporte aos vendedores, que acabam aguardando melhores oportunidades para novos negócios.

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Produtores de ovos se preparam para demanda da Quaresma com preços mais acessíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 08:06

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Produtores de ovos se preparam para demanda da Quaresma com preços mais acessíveis Consumo de ovos costuma crescer durante a Quaresma, período em que produtores se preparam para atender a demanda maior pelo alimento. Por Nosso Campo, TV TEM

A procura por ovos costuma aumentar durante a Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne e buscam outras fontes de proteína.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou mais de 40 toneladas do alimento.

Produção de ovos em granja do interior paulista ajuda a abastecer consumidores de diferentes estados — Foto: TV TEM/Reprodução

A procura por ovos costuma aumentar durante a Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne e buscam outras fontes de proteína. Em granjas do interior paulista, os produtores se preparam para atender a essa demanda maior.

Em uma granja de Guarantã (SP), o avicultor Rômulo Tinoco explica que esse aumento no consumo acontece todos os anos por causa da tradição religiosa. Segundo ele, o setor se organiza para garantir o abastecimento durante o período. A produção da granja é destinada a consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O ano de 2025 foi histórico para as exportações de ovos do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou mais de 40 toneladas do alimento, um crescimento de 121% em relação a 2024. Na Quaresma do ano passado, o avanço das exportações reduziu a oferta no mercado interno e os preços subiram.

O cenário neste ano é diferente. Em uma granja em Presidente Alves (SP), a caixa com 30 dúzias de ovos chegou a ser vendida por R$ 202,50 no atacado durante a Quaresma de 2025. No início da Quaresma deste ano, a mesma caixa foi comercializada por menos de R$ 160.

Segundo o gerente administrativo da granja, Pedro Paulo Netto, o ano passado foi considerado atípico e não há expectativa de que os preços alcancem novamente aquele patamar, mesmo com o aumento no custo de produção, causado pela alta do milho e da soja.

A granja tem 250 mil galinhas poedeiras e capacidade de produzir mais de 3 milhões de ovos por mês. Para atender a demanda, principalmente neste período do ano, o trabalho conta com o apoio da tecnologia.

Os ovos são transportados por esteiras até a área de seleção, onde passam por triagem, lavagem e classificação por peso antes de serem direcionados para as caixas e enviados para comercialização.

Ovos passam por seleção, lavagem e classificação antes de seguirem para comercialização — Foto: TV TEM/Reprodução

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Após estiagem em 2025, produtores de amendoim veem recuperação na safra atual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 08:06

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Após estiagem em 2025, produtores de amendoim veem recuperação na safra atual Safra de amendoim deve ser melhor que a do ano passado, mesmo com impacto do clima em algumas fases da lavoura no interior de São Paulo. Por Nosso Campo, TV TEM

A colheita do amendoim começou após um ciclo de mais de 120 dias em lavouras do interior de São Paulo.

Mesmo com desafios climáticos ao longo do desenvolvimento das plantas, produtores relatam uma safra melhor do que a registrada no ano passado.

A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Por isso, a estratégia do produtor é armazenar o amendoim e aguardar um melhor momento para a venda.

Amendoim é colhido após ciclo de mais de 120 dias em lavoura de Luiziânia (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

A colheita do amendoim começou após um ciclo de mais de 120 dias em lavouras do interior de São Paulo. Mesmo com desafios climáticos ao longo do desenvolvimento das plantas, produtores relatam uma safra melhor do que a registrada no ano passado.

Em Luiziânia (SP), o produtor rural Clézio Hungaro afirma que, apesar de o clima não ter ajudado tanto, o resultado foi melhor do que em 2025, quando a estiagem trouxe muitos problemas para a lavoura. A expectativa é colher cerca de 400 sacos por alqueire, o equivalente a 170 sacos por hectare.

O preço também melhorou. As primeiras sacas, de 25 quilos, foram negociadas a R$ 80, valor acima dos R$ 68 registrados na safra passada. Mesmo assim, ainda está abaixo dos R$ 110 alcançados em 2024.

A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Por isso, a estratégia do produtor é armazenar o amendoim e aguardar um melhor momento para a venda. A expectativa é que o preço chegue a R$ 100 por saca até junho, dependendo do comportamento do mercado internacional.

Produção de amendoim também é cultivada em áreas de sequeiro em Valparaíso (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

Segundo o engenheiro agrônomo Wanderley Júnior Domingues, um veranico registrado neste ano impactou a lavoura, já que faltou chuva na fase de enchimento dos grãos. Mesmo assim, a avaliação é de que a safra deve ser melhor que a do ano passado.

São Paulo é o maior produtor de amendoim do país, responsável por quase 90% da produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma safra superior a 1 milhão de toneladas, entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas de amendoim com casca.

Em Valparaíso (SP), o produtor Júlio Cornacini cultiva amendoim há sete safras seguidas. A área plantada soma 350 hectares no município e na região, toda em sistema de sequeiro, o que aumenta a dependência das condições climáticas.

Depois de dois anos de resultados abaixo do esperado, o produtor está mais otimista nesta safra. A expectativa é colher cerca de 60 mil sacos em toda a área cultivada, resultado que pode ajudar a recuperar parte dos prejuízos das últimas temporadas.

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Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 08:06

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade Com quase 200 espécies catalogadas em reservas locais, o 'birdwatching' une ciência, lazer e educação ambiental entre Piedade e Tapiraí. Por Nosso Campo, TV TEM

A região de Piedade (SP) é um ponto de biodiversidade. Somente de beija-flores, já foram identificadas 15 espécies.

Para registrar o Surucuá-dourado, por exemplo, é preciso enfrentar trilhas mata adentro, munido de binóculos, botas confortáveis e, acima de tudo, paciência.

A atividade tem conquistado diferentes gerações. De São Roque (SP), o casal Hernane e Amanda leva os filhos, para colecionar experiências pelo Brasil.

A reserva, localizada entre Piedade e Tapiraí (SP), faz parte de um ecossistema privilegiado. O estado de São Paulo concentra cerca de 40% das espécies de aves conhecidas no Brasil.

Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade — Foto: Reprodução/TV TEM

Os primeiros raios de sol em Piedade (SP), no interior de São Paulo, trazem visitantes ilustres. Leves, pequenos e de cores vivas, os beija-flores pairam no ar, alheios ao movimento humano, mas sob o olhar atento de lentes potentes.

O que para muitos é apenas um despertar no campo, para os praticantes do birdwatching (observação de aves) é o começo de uma caçada pacífica por registros raros.

No sítio de Marcos Mello, a rotina mudou há três anos. Incentivado por um amigo biólogo, o proprietário passou a cuidar de quem sempre esteve por perto.

A região é um ponto de biodiversidade. Somente de beija-flores, já foram identificadas 15 espécies, incluindo o Beija-flor-preto, Papo-branco, Rubi e o Front-violeta.

Mas a diversidade vai além do jardim, perto dos lagos, famílias de Mergulhão-pequeno dividem o espaço com aves que exigem mais fôlego dos observadores.

Para registrar o Surucuá-dourado, por exemplo, é preciso enfrentar trilhas mata adentro, munido de binóculos, botas confortáveis e, acima de tudo, paciência.

A atividade tem conquistado diferentes gerações. De São Roque (SP), o casal Hernane e Amanda leva os filhos para colecionar experiências pelo Brasil. Daniel Moderno Teixeira, de apenas 13 anos, já é um veterano: ele comemora o flagrante do Macuco e do Juruva, aves difíceis de serem avistadas.

A tecnologia e o talento natural também ajudam na "caça". Enquanto alguns usam o som do canto das aves gravado no celular para atrair os animais, a pequena Sophia, parte do grupo, impressiona ao imitar o som das aves com a própria voz, conseguindo atrair espécies como o próprio Surucuá.

A reserva, localizada entre Piedade e Tapiraí (SP), faz parte de um ecossistema privilegiado. O estado de São Paulo concentra cerca de 40% das espécies de aves conhecidas no Brasil, que possui quase 2 mil tipos catalogados.

Para o biólogo Alexandre Franchin, o papel dos observadores vai além do lazer. Ao registrar espécies como o Corocoxó, os entusiastas ajudam a monitorar aves raras ou ameaçadas de extinção, contribuindo diretamente para o catálogo da biodiversidade brasileira.

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Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará; caso expõe gargalos do transporte no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 05:47

Agro Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará; caso expõe gargalos do transporte no Brasil Buracos, estradas sem asfalto e dependência das rodovias encarecem o frete e impactam o preço dos alimentos no país. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

Motoristas que escoam a safra de soja deste ano passaram dias parados dentro de um caminhão, sem dormir, água para beber ou banheiro perto, para chegar ao porto de Miritituba, no Pará.

No fim de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, invadindo a BR-163. O local é uma das principais rotas de escoamento da produção no Norte do país, recebendo grãos do Mato Grosso.

O motorista Jefferson Bezerra também enfrentou a fila. Ele ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto.

Esse engarrafamento é apenas um exemplo dos problemas para transportar a produção agrícola no Brasil.

Dias parados dentro de um caminhão, sem dormir, água para beber ou banheiro perto, foi por esta situação que motoristas que escoam a safra de soja deste ano passaram para chegar ao porto de Miritituba, no Pará.

No fim de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, invadindo a BR-163. O local é uma das principais rotas de escoamento da produção no Norte do país, recebendo grãos do Mato Grosso.

“A situação era precária. Banho era no igarapé, banheiro era o mato. Não tem o que fazer”, relata o caminhoneiro Álvaro José Dancini, que ficou dois dias na fila.

O motorista Jefferson Bezerra também enfrentou o congestionamento. Ele ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto.

“Quem tinha alguma coisa dentro do caminhão, comia. Quem não tinha, ficava com fome. Ainda bem que os postos ali mais próximos passavam com carro dando água para nós”, disse.

"A gente depende de fazer os fretes. Então, se você fica três dias parado numa fila, é três dias que você não está recebendo nada, porque eles não pagam a estadia. É só prejuízo”, conta Renan Galina.

Da esquerda para a direita, os caminhoneiros Renan Galina, Álvaro José Dancini e Jefferson Bezerra — Foto: Arquivo pessoal

Esse engarrafamento é apenas um exemplo dos problemas para transportar a produção agrícola no Brasil:

há muitos caminhões chegando aos portos ao mesmo tempo, porque a produção é grande e faltam armazéns para guardar os grãos; o transporte depende, principalmente, de caminhões, que carregam menos carga do que trens ou embarcações; muitas estradas não têm asfalto ou estão em más condições, o que deixa o transporte mais lento e caro.

No caso das safras agrícolas, a dependência do transporte rodoviário pode gerar prejuízos, explica Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

"Esse tipo de carga seria ideal para trafegar por modalidades que têm a vocação de transportar grandes volumes de carga, com um custo de transporte menor, que seriam as ferrovias e as hidrovias”, afirma.

Um caminhão consome cerca de um litro a cada 2 km no transporte de grãos. Deste modo, em uma viagem de 2 mil km até o porto de Santos, o consumo pode chegar a 1 mil litros, exemplifica Thiago Péra, professor do grupo de pesquisa e extensão em logística da Esalq-USP.

Esse gasto é agravado pelas distâncias percorridas, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais, explica o professor.

"Essa é uma questão infraestrutural importante no transporte, que traz uma perda da competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Péra.

No porto de Miritituba, onde os motoristas ficaram parados, o único acesso é por caminhão. "E os terminais não têm dado conta, nessa época, de todo o volume que chega de carga naquela região", relata.

O motorista Jefferson Bezerra confirma essa situação. “Os portos não têm pátio suficiente para caminhão e usam a rodovia como área de espera”, diz.

O problema da dependência das rodovias se agrava com a baixa qualidade das estradas. Apenas cerca de 12,4% são pavimentadas, segundo dados da CNT.

Existem ainda as chamadas estradas vicinais, que são aquelas sem asfalto que conectam as regiões de produção até as rodovias para fazer o escoamento.

“Isso causa um aumento do custo de transporte. Porque, basicamente, as rodovias em condições precárias reduzem a velocidade do caminhão, aumentam gastos com pneu, com manutenção e, principalmente, aumenta o consumo de combustível”, afirma Péra.

Para os caminhoneiros, as estradas ruins também causam danos. Bezerra, por exemplo, quebrou o caminhão em fevereiro, depois de passar por um buraco.

“A estrada está se desmanchando em buraco […] Histórias de prejuízo, todos os dias. É uma mola que quebra, é um eixo que quebra”, relata também Dancini.

Os caminhões chegam praticamente no mesmo momento aos portos por um motivo: faltam armazéns para guardar os grãos.

“A gente bate recorde de produção, só que a infraestrutura não acompanha. Então, a gente tem um primeiro gargalo ali, ainda na lavoura”, afirma a diretora executiva Rezende.

"Tudo que é produzido hoje tem que ser escoado de forma imediata. Então, acaba fazendo com que o caminhão vire um armazém”, afirma.

“Aí vão todos os caminhões simultaneamente entregar para a exportação. Só que chega lá no porto, o ele não tem capacidade, muitas vezes, de recepção de todo esse volume”, afirma Péra.

Muitos caminhões parados nas filas dos portos geram menos oferta de veículos para transporte. Com isso, o preço do frete dispara na época da colheita.

Segundo o caminhoneiro Galina, o congestionamento acontece todos os anos durante a safra, entre janeiro e a primeira quinzena de março.

" O caminhão que era para estar viajando, trabalhando, fica parado na fila. O faturamento cai até para menos da metade. A gente aguarda o ano todo para fazer essa safra, para pagar as dívidas do caminhão. Mas vem a fila, e na hora de pagar as contas, a gente não consegue faturar”, afirma o caminhoneiro Bezerra.

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O aumento do custo do transporte não afeta apenas empresas. Ele também pesa no valor dos alimentos.

“Tudo isso encarece o nosso custo do Brasil, que é um conjunto de distorções que torna a nossa economia mais cara. Então a gente tem bens e serviços mais caros no país por conta dessa infraestrutura precária”, explica Péra.

“O problema é que você tem que percorrer distâncias muito maiores para você chegar no mesmo destino”, afirma Rezende. Isso porque caminhos mais longos aumentam o tempo de viagem e o consumo de combustível.

“Isso gira mais o agronegócio brasileiro, a economia, geração de emprego, renda e uma série de fatores”, diz o professor da Esalq.

Segundo Péra, o Brasil investe apenas entre 0,4% e 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura.

"É muito baixo, principalmente quando comparado com Estados Unidos e China, que têm um percentual acima de 2%. O Brasil teria que chegar a no mínimo 2% para conseguir gerar infraestrutura e garantir uma maior competitividade”, afirma.

Na comparação com o crescimento das safras, o transporte em outros modais, como ferrovia e hidrovia, vem caindo.

“Porque basicamente o volume que a gente tem produzido e exportado tem aumentado mais do que o crescimento da infraestrutura ferroviária no país, por exemplo”, diz o professor.

Rezende concorda. Para ela, é preciso ampliar e recuperar a malha rodoviária existente e investir para aumentar as modalidades de transporte.

"Quando você tem integração entre as modalidades, você faz com que esse transporte seja eficiente”, afirma.

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Audi RS3: como é pilotar o sedã mais potente da marca à venda no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 04:48

Carros Audi RS3: como é pilotar o sedã mais potente da marca à venda no Brasil Modelo custa mais que o dobro do A3 civilizado e traz aceleração mais rápida que o clássico Porsche 911 Carrera, que beira R$ 1 milhão. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O Audi RS3 voltou ao país como o sedã mais esportivo que a marca do grupo Volkswagen tem à venda por aqui.

O RS3 custa entre R$ 659.990 e R$ 714.990, e são versões esportivas do A3. O valor supera o de dois A3 convencionais, que partem de R$ 314.990.

Os dois modelos do RS3 trazem ampla aplicação de fibra de carbono em áreas como soleiras, retrovisores, traseira dos bancos, para-choques e aerofólio traseiro.

O g1 passou um dia inteiro no Circuito Panamericano, um autódromo próximo de Campinas (SP), com um objetivo claro: entender os limites do Audi RS3 em segurança.

De cara, o destaque é o motor 2.5 TFSI de cinco cilindros, que entrega 400 cv de potência e 51 kgfm de torque. O câmbio é um S-Tronic de sete marchas, com dupla embreagem, e trabalha em conjunto com o motor turbo para oferecer tração integral.

Fora do Brasil desde 2018, o Audi RS3 voltou ao país como o sedã mais esportivo que a marca do grupo Volkswagen tem à venda por aqui. O Audi RS Q8 é mais potente, mas trata-se de um SUV cupê, com proposta e preço bastante diferentes.

O RS3 custa entre R$ 659.990 e R$ 714.990, e são versões esportivas do A3. O valor supera o de dois A3 convencionais, que partem de R$ 314.990.

Os dois modelos do RS3 trazem ampla aplicação de fibra de carbono em áreas como soleiras, retrovisores, traseira dos bancos, para-choques e aerofólio traseiro.

A diferença entre as versões está no acabamento, nos bancos concha mais justos e no conjunto de freios. Os freios de carbono-cerâmica oferecem maior resistência ao uso intenso em pista.

O g1 passou um dia inteiro no Circuito Panamericano, um autódromo próximo de Campinas (SP), com um objetivo claro: entender os limites do Audi RS3 em segurança.

De cara, o destaque é o motor 2.5 TFSI de cinco cilindros, que entrega 400 cv de potência e 51 kgfm de torque. O câmbio é um S-Tronic de sete marchas, com dupla embreagem, e trabalha em conjunto com o motor turbo para oferecer tração integral.

Mais aceleração: o 0 a 100 km/h é feito em 3,8 segundos, mais rápido que os 4,1 segundos do Porsche 911 Carrera;Mais estabilidade: a tração nas quatro rodas faz o Audi RS3 “colar” no chão, reduzindo a perda de aderência mesmo em curvas fechadas de alta velocidade.

Mesmo com tração integral, o Audi RS3 prioriza o envio de força às rodas dianteiras e transfere torque para as traseiras quando necessário. Se o motorista desejar, é possível favorecer ainda mais o eixo traseiro, desligar o controle de tração e, assim, entrar em uma competição de drift.

Além do motor com fôlego de sobra, o ronco do conjunto ecoa pela cabine na medida certa. Ele aparece acima dos 5 mil giros e se mantém constante até as 7 mil rpm. É um deleite esportivo, com o assobio da turbina que reforça o DNA do sedã.

Com as mãos ao volante e em uma pista — onde o limite de velocidade é o bom senso para voltar vivo para casa —, as acelerações foram fortes, inclusive na saída das curvas.

Ao entrar nelas, a sensação inicial é de que a traseira pode perder aderência, mas o sistema de tração integral devolve rapidamente o carro à trajetória, permitindo manter uma condução tão agressiva quanto antes.

As retomadas de 60 km/h até além dos 120 km/h ocorrem em um piscar de olhos. Em certas situações, chega a causar um embrulho no estômago tamanha a potência.

Ele é 10 centímetros mais curto que um Toyota Corolla ou um Honda Civic. Ou seja, o RS3 é relativamente compacto, o que contribui para uma direção mais precisa. A baixa altura em relação ao solo também ajuda nesse comportamento.

Os mais puristas sentirão falta de um elemento que deveria estar presente em todo esportivo: a alavanca de câmbio. Mas o Audi RS3 compensa com borboletas no volante para as trocas manuais, que cumprem bem o papel e garantem segurança ao permitir manter as duas mãos sempre no volante.

Uma preocupação para o uso de rua é o perfil dos pneus. Os dianteiros têm perfil 30 e os traseiros, 35, o que exige atenção redobrada aos buracos fora da pista, já que não são os mais resistentes a danos.

Chega a ser injusto falar de consumo enquanto se explora o limite do motor turbo, mas o resultado foi de um litro de gasolina consumido a cada 3,5 quilômetros. Também não chega a ser um fator determinante para quem compra um RS3.

Assim, a título de curiosidade, uma condução mais civilizada pode elevar o consumo para 7,3 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada, segundo dados da Audi.

O Audi RS3 tem poucos concorrentes diretos no Brasil. O BMW M2 é um deles, assim como o Ford Mustang. Ambos contam com tração traseira e, em alguns casos, até mais potência, mas o 0 a 100 km/h do modelo testado pela reportagem é mais rápido.

Outro concorrente é o Mercedes-AMG CLA 45 S, que é mais barato (R$ 624 mil), mas também não tem o mesmo 0 a 100 km/h do RS3.

Os motoristas mais discretos também devem gostar. Apesar do apelo esportivo, o Audi RS3 pode passar facilmente por um carro de uso urbano no dia a dia.

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Samba, vinho e pisa da uva: a experiência inusitada que está atraindo turistas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 15/03/2026 04:00

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Samba, vinho e pisa da uva: a experiência inusitada que está atraindo turistas Empreendedora une tradição vinícola, samba e memória negra para criar uma experiência turística com identidade cultural. Por Pegn — São Paulo

Miriam Santiago, produtora rural e proprietária de uma vinícola no interior do Rio Grande do Sul, encontrou na valorização da história negra um diferencial de negócio.

A proposta vai além do produto e convida os visitantes a vivenciar processos ancestrais da produção vinícola, embalados por música e narrativa cultural.

A iniciativa se apoia em pesquisas históricas que mostram que a pisa da uva é um dos processos mais antigos da vinificação, desenvolvido no Egito Antigo e difundido pela Europa, com forte participação de pessoas negras ao longo da história.

O resultado foi expressivo. Entre 2024 e 2025, o faturamento da vinícola cresceu 248%, impulsionado tanto pelo turismo quanto pela ampliação das vendas para grandes redes de supermercados.

Um passo aqui, outro ali — e o samba dá o ritmo a uma tradição centenária. Em Poço das Antas, no interior do Rio Grande do Sul, a pisa da uva ganhou novos significados ao ser reinventada como uma experiência de afroturismo, que une vinho, memória, identidade e empreendedorismo.

À frente da iniciativa está Miriam Santiago, produtora rural e proprietária de uma vinícola que encontrou na valorização da história negra um diferencial de negócio.

“Ao juntar a roda de samba com a pisa da uva, a gente conta uma história que não costuma ser contada: a história das pessoas negras com o vinho”, explica a empreendedora.

A proposta vai além do produto e convida os visitantes a vivenciar processos ancestrais da produção vinícola, embalados por música e narrativa cultural.

A relação de Miriam com a terra vem de longe. Filha de trabalhadores rurais do interior de São Paulo, cresceu vendo os pais e o irmão enfrentarem condições duras no campo.

Samba na uva transforma vinícola do RS em experiência de afroturismo e impulsiona faturamento — Foto: Reprodução/PEGN

Formada em Direito, acreditava que a ascensão social viria longe da agricultura. O caminho, no entanto, mudou após se mudar para o Rio Grande do Sul, onde decidiu trabalhar na propriedade da família do marido e agregar valor à produção local.

O primeiro passo foi investir em conhecimento. Miriam fez cursos de viticultura voltados para mulheres, formação em vinificação e iniciou a graduação em Enologia.

Com investimento inicial de R$ 50 mil, deu início à agroindústria, que depois exigiu novos aportes para a construção da estrutura física. Hoje, além dos vinhos, a vinícola produz sucos integrais, geleias e licores.

Mas foi ao apostar na experiência que o negócio ganhou fôlego. Surgiu assim o “Samba na Uva”, uma atividade que combina pisa simbólica das uvas, roda de samba, tour pela propriedade — que começa em um passeio de trator pelas parreiras — e degustação de produtos locais.

A iniciativa se apoia em pesquisas históricas que mostram que a pisa da uva é um dos processos mais antigos da vinificação, desenvolvido no Egito Antigo e difundido pela Europa, com forte participação de pessoas negras ao longo da história.

Samba na uva transforma vinícola do RS em experiência de afroturismo e impulsiona faturamento — Foto: Reprodução/PEGN

O resultado foi expressivo. Entre 2024 e 2025, o faturamento da vinícola cresceu 248%, impulsionado tanto pelo turismo quanto pela ampliação das vendas para grandes redes de supermercados.

“Vinho não é só um produto. As pessoas compram a história também. Quando conhecem essa história diretamente de quem produz, o valor muda”, afirma Miriam.

Para chegar às gôndolas, a empreendedora destaca a importância de participar de feiras do setor e manter persistência. “Você tem que ser incansável. Entrar no supermercado não significa que o desafio acabou. A marca ainda precisa se apresentar ao consumidor.”

O plano de negócios, no entanto, vai além dos números. A proposta é criar experiências intimistas, em grupos menores, nas quais o visitante possa colher a uva, acompanhar o processo e entender o que existe por trás de cada garrafa. “Não é só vinho. São muitas histórias”, resume.

Entre a terra, o samba e o vinho, Miriam transformou tradição em estratégia e identidade em valor. Para o futuro, os planos incluem alcançar novos mercados e realizar um antigo desejo: exportar os vinhos, especialmente para países do continente africano, reforçando os laços culturais que inspiraram o negócio desde o início.

Samba na uva transforma vinícola do RS em experiência de afroturismo e impulsiona faturamento — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua X de Novembro, 4242 – Bairro Boa Vista, Poço das Antas/RS – CEP: 95740‑000📞 Telefone: (51) 99586‑7921🌐 Site: www.sitiorosadovale.com📧 E-mail: sitiorosadovale@gmail.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/sitiorosadovale?locale=pt_BR📸 Instagram: https://www.instagram.com/sitiorosadovale/

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