RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Grupo Fictor pede recuperação judicial após crise ligada ao caso Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Grupo Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” e pediu tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro.

À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários.

“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou.

Em novembro, após a decisão do BC sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

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Ações de empresa do Grupo Fictor caíram 60% desde a tentativa de compra do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest, empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro.

Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Mas as demais empresas do grupo também sentiram os reflexos. Com ações listadas na bolsa de valores, a Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master.

Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2).

No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Mas as demais empresas do grupo também sentiram os reflexos. Com ações listadas na bolsa de valores, a Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master.

Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 40% apenas nesta segunda-feira (2). Por volta das 13h, os papéis eram negociados a R$ 0,68.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa.

Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset.

🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos.💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas.

Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia.

Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3.

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

Fictor Alimentos S.A é uma empresa do setor alimentício listada na B3, que opera sob o código de negociação FICT3 — Foto: Reprodução

Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos.

Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029.Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional.

O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus.

Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional.

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para a Fictor Holding e a Fictor Invest, alegando dificuldades de liquidez após a crise envolvendo o Banco Master.

Segundo a empresa, as dívidas somam cerca de R$ 4 bilhões, e o objetivo é reorganizar as finanças sem interromper as operações.

A companhia atribui a crise ao episódio ocorrido em novembro de 2025, quando um consórcio liderado por um de seus sócios anunciou a compra do Banco Master, mas a operação foi suspensa após o Banco Central decretar a liquidação da instituição.

Antes de recorrer à Justiça, a Fictor afirma ter iniciado um plano de reestruturação, com redução de estrutura física e de pessoal. As demais subsidiárias ficaram fora do pedido de recuperação judicial e devem manter suas atividades normalmente.

Além dos negócios corporativos, a Fictor ganhou visibilidade nos últimos anos por meio de patrocínios esportivos. — Foto: Reprodução

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Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, empresa envolvida no caso do Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia Negócios Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, empresa envolvida no caso do Banco Master Com mais de duas décadas de atuação, o executivo lidera a holding multissetorial que tentou adquirir o Master às vésperas da liquidação pelo BC e que agora enfrenta um processo de recuperação judicial. Por Redação g1 — São Paulo

Rafael Góis é sócio e CEO da Fictor, empresa que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança.

A Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial.

Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2).

O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor trouxe para o centro do noticiário o nome de Rafael Góis, sócio e CEO da holding. A empresa atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master, em novembro. (entenda mais abaixo)

À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças.

Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações.

O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

🔎 O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. SAIBA MAIS AQUI.

Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país.

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

A Fictor ganhou projeção no noticiário nacional no fim do ano passado, ao se envolver em um episódio rumoroso que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então.

A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo.

"Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2) para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest.

As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas.

A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios.

O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial.

Há 9 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 9 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 9 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 2 horas Mundo EconomiaBrasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entenda

Há 25 minutos Jornal Nacional Dólar fecha no menor valor em 21 meses após mudanças no tarifaço de Trump Há 25 minutosSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

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Há 5 horas Economia Rede elétrica ‘Só Jesus Cristo’ evitaria apagões por queda de árvores em SP, diz CEO da Enel

Há 4 horas Economia Exclusivo JNPedidos de refúgio de cubanos no Brasil quase dobram de 2024 para 2025

Há 31 minutos Jornal Nacional Blog da Andréia SadiDobradinha de Michelle e Nikolas irrita Eduardo e expõe racha na direita

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Grupo Fictor: o que faz a empresa, que pediu recuperação judicial após tentar comprar o Banco Master

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos.

No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas.

A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura.

A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa.

Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset.

🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos.💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas.

Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia.

Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3. A Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master.

Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2).

Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo.

Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos.

Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029.Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional.

O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus.

Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado neste domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários.

“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou.

Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

Há 9 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 9 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 9 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 2 horas Mundo EconomiaBrasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entenda

Há 25 minutos Jornal Nacional Dólar fecha no menor valor em 21 meses após mudanças no tarifaço de Trump Há 25 minutosSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

Há 1 hora Política Presidente da CPI do INSS descarta ouvir dono do Master em reunião fechadaHá 1 horaMercado imobiliárioCom boom no Minha Casa Minha Vida, venda de imóveis bate recorde em 2025

Há 5 horas Economia Rede elétrica ‘Só Jesus Cristo’ evitaria apagões por queda de árvores em SP, diz CEO da Enel

Há 4 horas Economia Exclusivo JNPedidos de refúgio de cubanos no Brasil quase dobram de 2024 para 2025

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FEMSA assume controle das lojas Oxxo no Brasil e encerra parceria com a Raízen

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A FEMSA anunciou nesta segunda-feira (2) que assumiu o controle de 100% da rede de minimercados Oxxo no Brasil.

A medida conclui a separação da joint-venture que o grupo mexicano mantinha com a Raízen no negócio.

Com isso, a produtora de açúcar e etanol ficou com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, sua acionista, enquanto a companhia mexicana ficou com a rede de lojas Oxxo no Brasil.

Na ocasião, a Raízen disse que receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café. E a FEMSA todos os 611 mercados Oxxo no Brasil e o centro de distribuição em Cajamar.

A FEMSA anunciou nesta segunda-feira (2) que assumiu o controle de 100% da rede de minimercados Oxxo no Brasil. A medida conclui a separação da joint-venture que o grupo mexicano mantinha com a Raízen no negócio.

"Como resultado desta transação, a FEMSA manteve as lojas Oxxo no Brasil, bem como o centro de distribuição localizado em Cajamar, São Paulo", afirmou o grupo mexicano em comunicado ao mercado.

"Os demais ativos e passivos do Grupo Nós (joint-venture com Raízen) foram alocados entre a FEMSA e a Raízen de acordo com suas respectivas atividades", acrescentou.

A Raízen anunciou em setembro o fim da parceria com a FEMSA na Oxxo. Com isso, a produtora de açúcar e etanol ficou com as lojas de conveniência associadas à marca Shell, sua acionista, enquanto a companhia mexicana ficou com a rede de lojas Oxxo no Brasil.

Na ocasião, a Raízen disse que receberá 1.256 lojas de conveniência Shell Select e Shell Café. E a FEMSA todos os 611 mercados Oxxo no Brasil e o centro de distribuição em Cajamar.

"Essa decisão está alinhada à estratégia de reciclagem e simplificação do portfólio de negócios da Raízen, permitindo maior foco e agilidade na execução de sua Oferta Integrada Shell", disse a Raízen, em nota da época.

Em comunicado de setembro, a FEMSA declarou que o Oxxo Brasil é uma “prioridade estratégica” dentro de sua operação de varejo.

"Ao dar o próximo passo para operar de forma independente, seguimos totalmente comprometidos com fortalecimento e expansão do OXXO neste mercado dinâmico. O Brasil segue sendo foco fundamental na estratégia de crescimento de longo prazo da FEMSA", disse José Antonio Fernández Garza, diretor geral da FEMSA Retail.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Data centers no espaço: compra da xAI pela SpaceX impulsiona plano ambicioso de Musk

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Tecnologia Data centers no espaço: compra da xAI pela SpaceX impulsiona plano ambicioso de Musk Aquisição integra IA, foguetes e internet espacial em projeto. Para o bilionário, computação será mais barata e sustentável fora da Terra. Por Redação g1

A SpaceX anunciou a compra da xAI, empresa de inteligência artificial, nesta segunda-feira (2). Ambas as empresas são controladas por Elon Musk.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

O bilionário não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto de levar data centers ao espaço.

A SpaceX, fabricante de foguetes de Elon Musk, anunciou nesta segunda-feira (2) a compra de outra empresa do bilionário: a xAI, dedicada à inteligência artificial.

O movimento, segundo o próprio Musk, busca concretizar um de seus planos mais ambiciosos: o lançamento de data centers no espaço.

“A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de MuskSatélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço

No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto.

Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço".

"Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX.

Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol".

Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”.

O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters.

Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial.

Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço

Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações.

"Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud.

Jeff Bezos, dono da Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua.

"É difícil saber exatamente quando — são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado.

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SpaceX, xAI, X, Starlink… entenda a movimentação nas empresas de Musk

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Tecnologia SpaceX, xAI, X, Starlink… entenda a movimentação nas empresas de Musk Junto com a xAI, a SpaceX passa a ser dona da rede social X (ex-Twitter). Por Redação g1

Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da sua empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX, voltada a voos espaciais.

Além do X, a xAI é responsável pelo Grok, o "ChatGPT" da rede social de Musk, que responde perguntas e gera imagens.

A ideia por trás da concentração de todas essas atividades está na aposta que Musk faz no uso do espaço para acomodar os data centers necessários para a inteligência artificial.

Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (2) a compra da sua empresa de inteligência artificial xAI pela SpaceX, voltada a voos espaciais.

O negócio envolve ainda a Starlink, serviço de internet via satélite, e, junto com a xAI, a SpaceX passa a ser dona também da rede social X.

"A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão", descreveu o bilionário em um comunicado.

Segundo a imprensa americana, Musk pretende colocar a SpaceX na bolsa de valores ainda neste semestre. Isso também pode explicar a junção das demais empresas com ela, formando uma só companhia trilionária e impulsionando o valor das ações.

Musk afirmou que a ideia por trás da fusão está no uso do espaço para acomodar os data centers (centros de dados) necessários para a computação usando a inteligência artificial.

"A demanda global de eletricidade para IA simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres, nem mesmo no curto prazo, sem impor dificuldades às comunidades e ao meio ambiente", disse Musk. "No longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar."

"Minha estimativa é que, dentro de 2 a 3 anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço", completou.

A empresa aeroespacial de Musk é responsável por missões que envolvem a Nasa, a agência espacial norte-americana, e também empreitadas privadas, inclusive do turismo espacial.

Uma de suas principais inovações foi a criação de foguetes reutilizáveis, que tornaram as missões espaciais mais baratas.

Atualmente, a SpaceX desenvolve a maior nave do mundo, a Starship, que já realizou diversos testes não tripulados. A ambição de Musk é realizar voos a Marte, onde o homem nunca foi, e colonizar o planeta.

A agência Reuters diz que a SpaceX é, atualmente, a empresa de capital fechado (que não está na bolsa) mais valiosa do mundo, com US$ 800 bilhões.

Se ela entrar na bolsa, será a segunda empresa do bilionário de capital aberto (com ações que podem ser vendidas ao público): atualmente, apenas a Tesla, fabricante de carros elétricos, está listada.

Braço da SpaceX, a Starlink oferece conexão de internet via satélite para áreas remotas com pouca ou nenhuma estrutura, além de também prover o serviço em cidades.

A tecnologia também funciona em movimento, em meios de transporte como aviões, lanchas e barcos, carros, etc.

Atualmente, a Starlink tem cerca de 4.400 satélites que orbitam a 550 km acima da superfície da Terra.

A xAI, voltada para inteligência artificial, é uma das empresas mais recentes de Musk, fundada em julho de 2023. Ela é responsável pelo Grok, o "ChatGPT" da rede social X, que responde perguntas e gera imagens.

Musk foi um dos fundadores da OpenAI, antes de o ChatGPT, criado pela startup, se tornar famoso. O bilionário deixou o negócio ainda em 2018 e passou a ser um crítico dessa empresa.

Em março de 2025, Musk vendeu a rede social X para a xAI. Ele tinha comprado a plataforma um ano antes, depois de meses de vai e vem na negociação.

Ao decidir colocar o X como parte da empresa de IA, Musk afirmou que a transação serviria para somar a experiência da xAI em inteligência artificial com o alcance da rede social.

No começo do ano, a xAI anunciou que arrecadou US$ 20 bilhões em sua mais recente rodada de financiamento. O valor superou a meta inicial de US$ 15 bilhões.

Os data centers Colossus I e II da empresa, em Memphis, nos Estados Unidos, agora abrigam mais de um milhão de GPUs de alto desempenho. As GPUs, ou unidades de processamento gráfico, são os semicondutores da Nvidia que impulsionam o desenvolvimento da indústria de IA.

A empresa também lançou seus modelos de linguagem Grok 4 e Grok Voice, um agente de voz em tempo real que já está disponível nos veículos da Tesla.

Segundo a xAI, seus serviços alcançam aproximadamente 600 milhões de usuários ativos mensais por meio da plataforma X e dos aplicativos do Grok.

Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia, para marcar o início da nova gestão, em 2022 — Foto: Reprodução/Twitter

Na "era Musk", o X foi acusado de promover discursos de ódio e informações falsas. Como fez no comunicado desta segunda, sobre a compra da xAI pela SpaceX, Musk costuma defender que o X é um canal que promove a "liberdade de expressão".

Em março de 2025, a plataforma foi vendida para a xAI, a empresa de inteligência artificial do bilionário. Ou seja, com a compra da xAI, a SpaceX passa a ser dona do X também.

No início do ano, o Grok, ferramenta de IA criada pela xAI e disponibilizada na rede social, espertou uma polêmica mundial ao obedecer ordens de usuários do X para "despir" mulheres, alterando fotos que elas postavam nas redes. A ferramenta também foi acusada de gerar imagens sexualizada de menores de idade.

Musk chegou a dizer que não tinha conhecimento de nenhuma imagem de menores nus produzida pelo Grok. No mesmo dia, porém, a empresa anunciou que tomaria medidas para impedir que o Grok edite imagens com conteúdo sexual de pessoas reais.

Antes disso, o Grok foi alvo de outras controvérsias e acusações, como omitir informações negativas sobre Musk.

Apesar de terem havido especulações de que a fusão da SpaceX com outras empresas de Musk envolveria também a fabricante de carros elétricos Tesla, isso não foi anunciado.

No entanto, não é incomum que Musk, presidente-executivo da montadora, use a Tesla para concluir movimentações nas outras empresas que possui.

Ele afirmou que vendeu ações da fabricante para financiar parte da compra do então Twitter, em 2022.

Neste ano, Musk usou outras ações da Tesla para comprar a empresa de energia solar SolarCity. Na última sexta, a Tesla anunciou que investirá na xAI.

A fabricante de carros também desenvolve robôs humanoides. Musk disse recentemente que a Tesla deverá começar a vender seus robôs para o público até o final de 2027. E avaliou que, no futuro, todas as pessoas terão um humanoide como assistente.

O bilionário também comanda a empresa de túneis The Boring Co e a empresa de neurotecnologia Neuralink, que desenvolve implantes cerebrais.

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Musk tem plano de ter data centers no espaço com compra da xAI pela SpaceX; entenda

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Tecnologia Musk tem plano de ter data centers no espaço com compra da xAI pela SpaceX; entenda Empresa de foguetes do bilionário comprou a de inteligência artificial do mesmo dono; proposta é integrar tecnologia, satélites e conectividade para criar data centers no espaço. Por Redação g1

A SpaceX anunciou a compra da xAI, empresa de inteligência artificial, nesta segunda-feira (2). Ambas as empresas são controladas por Elon Musk.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

O bilionário não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto de levar data centers ao espaço.

Elon Musk uniu duas de suas principais empresas nesta segunda-feira (2), após a SpaceX, fabricante de foguetes do bilionário, comprar a xAI, companhia dedicada à inteligência artificial, também controlada por Musk.

A mudança faz parte de um plano ambicioso de Musk de lançar data centers (centros de processamento de dados) no espaço.

“A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio.

Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário.

SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de MuskSatélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço

No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto.

Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço"."Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX.

Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol".

Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”.

O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters.

Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial.

Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço

Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações.

"Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud.

Jeff Bezos, dono da empresa aerospacial Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua.

"É difícil saber exatamente quando — são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado.

Há 9 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 9 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 9 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal

Há 2 horas Mundo EconomiaBrasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entenda

Há 25 minutos Jornal Nacional Dólar fecha no menor valor em 21 meses após mudanças no tarifaço de Trump Há 25 minutosSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master

Há 1 hora Política Presidente da CPI do INSS descarta ouvir dono do Master em reunião fechadaHá 1 horaMercado imobiliárioCom boom no Minha Casa Minha Vida, venda de imóveis bate recorde em 2025

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que tantas indústrias estão trocando as capitais pelo interior do Brasil

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Em 1985, dois terços dos empregos na indústria estavam nas capitais e regiões metropolitanas, e um terço, no interior do país.

Passadas quase quatro décadas, em 2022, a maioria dos empregos industriais brasileiros (54,4%) já estavam no interior.

A inversão da prevalência, com o interior dos Estados superando as regiões metropolitanas com a maioria dos empregos industriais em nível nacional, aconteceu em 2014 e vem ganhando força ano após ano.

Entre os Estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas.

A mineira Letícia Martins conseguiu conciliar o sonho de trabalhar numa indústria multinacional, com seu desejo de morar perto da família em Passos, no sul de Minas — Foto: Cortesia Heineken

Quando se formou engenheira de produção pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Letícia Lemos Martins pensava que nunca voltaria a morar em Passos, sua cidade natal no Sul de Minas, com 112 mil habitantes, segundo o último Censo.

"Sempre imaginei que eu ia morar em algum grande centro, que ia arrumar um emprego legal e ficar por lá. Então, voltar para Passos não estava nos meus planos, mas eu tinha vontade, porque toda minha família está aqui, todas as pessoas que eu amo", conta a mineira de 26 anos.

Os planos de Letícia mudaram quando ela soube que a fabricante de bebidas Heineken abriria uma nova fábrica em sua cidade natal. Inaugurada em novembro de 2025, com um investimento de R$ 2,5 bilhões, a cervejaria gerou mais de 2,2 mil empregos na fase de obras e emprega atualmente 350 pessoas, segundo a empresa.

"Queria trabalhar numa multinacional, que é o sonho do engenheiro de produção. Então, surgiu a oportunidade de voltar para casa, e eu agarrei essa oportunidade."

A chance de Letícia conciliar um sonho profissional com o desejo de morar perto da família foi possível devido a uma tendência crescente na indústria brasileira: a interiorização.

Em 1985, dois terços dos empregos no setor estavam nas capitais e regiões metropolitanas, e um terço, no interior do país.

Passadas quase quatro décadas, em 2022, a maioria dos empregos industriais brasileiros (54,4%) já estavam no interior, segundo dados do governo federal.

A inversão da prevalência, com o interior dos Estados superando as regiões metropolitanas com a maioria dos empregos industriais em nível nacional, aconteceu em 2014 e vem ganhando força ano após ano.

Entre os Estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém-publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin.

Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil.

Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 — e confirmaram com números uma "neoindustrialização" do país puxada pelas cidades do interior.

Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos Estados do Centro-Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas.

Segundo os economistas da USP, a participação no emprego total do Brasil da indústria de transformação — aquela que transforma matérias-primas em produtos, diferentemente da indústria extrativa, focada na retirada de recursos da natureza, como mineração e petróleo, por exemplo — diminuiu de 27,7% para 15,1% entre 1986 e 2022.

Esse movimento de desindustrialização aconteceu em duas fases: uma mais intensa, de 1986 (ano do auge da industrialização no Brasil, quando a parcela da indústria no emprego atingiu seu máximo) a 1998, e uma mais branda, de 2008 a 2022.

Em primeiro lugar, eles citam a redução do investimento público em infraestrutura e estatais como parte de um esforço para conter a explosão da dívida externa herdada da ditadura militar, enfraquecendo o que havia sido até então um dos pilares da industrialização nacional.

A hiperinflação que o país enfrentava neste período inibiu investimentos empresariais ao impactar o consumo das famílias e gerar muita incerteza entre os empresários quanto à estabilidade econômica.

A súbita abertura comercial promovida pelo governo federal nos anos 1990 e a valorização da moeda brasileira com a implementação do Plano Real expôs a indústria nacional — até então, excessivamente protegida, na visão dos economistas — à competição estrangeira, sem uma fase de adaptação.

A combinação desses fatores levou à eliminação de 1,67 milhão de postos de trabalho na indústria entre 1989 e 1998, resultando em uma redução de 27,2% no estoque de emprego formal do setor, mostra o estudo.

Já a fase mais recente começou com a crise financeira mundial de 2008 e foi impactada ainda pelo baixo crescimento do Brasil neste século, pelo avanço da China nas exportações mundiais de manufaturados e pela recessão econômica de 2015 e 2016, fatores que ampliaram a competição com importados e inibiram investimentos no setor industrial, devido ao enfraquecimento do consumo.

Nesse cenário, tanto capitais e regiões metropolitanas, como o interior dos Estados, se desindustrializaram nas últimas quatro décadas, com a indústria perdendo participação no total de empregos formais.

Mas, no interior, essa desindustrialização foi mais branda, especialmente no Estado de São Paulo, o maior polo industrial do país, mostram os economistas.

Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas.

"Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos", exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil.

"O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa", diz ele.

Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista — polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo —, agora floresce em outras partes do Brasil.

Exemplo recente disso é a montadora chinesa GWM, que inaugurou em agosto uma nova fábrica em Iracemápolis, no interior paulista, distante cerca de 160 km da capital, após adquirir, em 2021, uma planta que pertenceu à Mercedes-Benz.

Com investimentos planejados de R$ 10 bilhões no Brasil até 2032, a empresa espera gerar de 800 a mil postos de trabalho na nova fábrica, que deve produzir até 50 mil veículos por ano.

A inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis contou com a presença de Lula e dos ministros Geraldo Alckmin (MDIC) e Luiz Marinho (Trabalho) — Foto: Divulgação/GWM via BBC

A chegada da GWM a Iracemápolis permitiu à paulista Gabriele de Oliveira Pereira, de 27 anos, trocar a jornada 6×1 como estoquista em um supermercado em Piracicaba, por uma vaga de operadora de produção na indústria automotiva da cidade vizinha.

"Meu salário dobrou", conta Gabriele, orgulhosa do novo emprego, que conseguiu após fazer um curso de solda na Oficina de Sonhos, um projeto de capacitação profissional de Piracicaba.

"Coloquei minhas contas em dia e, agora, consigo levar minha filha de 2 anos para passear, coisa que antes não podia proporcionar e que minha mãe não pôde proporcionar para mim, quando eu era mais nova."

"Alguns falam inglês, outros falam chinês. Só sei o básico, então, nos comunicamos pelo celular. E eles são bem trabalhadores e não gostam que fique parado, não."

'Meu salário dobrou', conta Gabriele, orgulhosa do novo emprego em montadora — Foto: Cortesia GWM via BBC

Morceiro destaca ainda que outro fator que tem contribuído para a interiorização da indústria é a chamada "guerra fiscal", quando Estados ou municípios abrem mão de arrecadar impostos para atrair empresas a instalarem fábricas em seus territórios.

No caso da planta da Heineken em Passos, por exemplo, o município isentou a cervejaria holandesa de pagar cerca de R$ 90 milhões em tributos municipais por até 15 anos, segundo informações da imprensa local à época da aprovação da chamada "Lei Heineken", criada especialmente para isso, em 2022.

Já a GWM afirma que recebeu isenção de IPTU pela geração de empregos em Iracemápolis, além de estar inscrita no programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do governo federal, que concede incentivos para montadoras que investem em produção nacional e pesquisa e desenvolvimento.

Morceiro observa, porém, que esse movimento de "neoindustrialização" puxado pelo interior é insuficiente para compensar o processo maior de desindustrialização do Brasil como um todo.

Por exemplo, enquanto os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são responsáveis juntos por 92,9% da desindustrialização do país, Estados que estão se industrializando com o impulso das commodities agrícolas, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dão uma contribuição pequena para atenuar esse processo, reduzindo em apenas 4,4% a desindustrialização de 1986 a 2022.

"Esse movimento de interiorização permitiu com que a indústria ganhasse um fôlego para competir com os importados", diz Morceiro, já que a interiorização representa muitas vezes uma redução de custos para a indústria.

"Mas não é suficiente para estancar a desindustrialização, é suficiente apenas para diminuir a intensidade [desse processo] no país."

O economista destaca que a desindustrialização importa, porque a indústria é um setor que dá um forte impulso ao crescimento dos países. Isso é particularmente relevante para aqueles ainda em desenvolvimento e muito desiguais, como o Brasil.

Indústria é um setor de forte impulso no crescimento dos países, diz economista — Foto: Fábio Rezende via BBC

"A indústria tem engrenagens mais fortes que outros setores. Quando ela cresce, a economia cresce mais, porque ela arrasta esse crescimento devido aos seus multiplicadores, às cadeias produtivas mais longas", diz Morceiro.

"Durante a industrialização de qualquer país, a taxa de crescimento costuma ser a maior da sua história."

Rafael Cagnin, diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), observa que parte da desindustrialização das regiões industriais mais tradicionais do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, também está relacionada ao avanço do setor de serviços nestes locais.

"Rio e São Paulo, que são os polos industriais tradicionais, também são as regiões metropolitanas mais ricas", diz Cagnin.

"Então, é possível que esse processo de desindustrialização, embora mais intenso, seja mais próximo de um processo 'normal' do enriquecimento dessas regiões e, consequentemente, da diversificação da estrutura produtiva em direção a serviços."

Esse movimento também ocorre nos países ricos, de economia mais avançada, mas, no Brasil, especialistas avaliam que ocorre de forma precoce por ser registrado após poucos anos de vigor industrial e em um momento em que o país ainda era considerado de renda média, em vez de alta.

"Parte daquilo que era emprego industrial tipicamente até os anos 1980 — segurança, reparos, limpeza, organização de estoques, pesquisa e desenvolvimento, marketing —, com o fenômeno da terceirização, acabou sendo transferido para fora da indústria", observa o diretor do Iedi.

Pesa ainda para a desindustrialização (quando medida como a participação da indústria no emprego total do país, como fazem Morceiro e Tessarin) o avanço da automação, que é um processo positivo ao aumentar a produtividade da indústria, avalia Cagnin, mas que reduz a mão de obra necessária e, consequentemente, o peso do setor no mercado de trabalho.

Diante desse quadro, de desindustrialização dos polos tradicionais e avanço da indústria rumo ao interior do Brasil, o diretor do Iedi avalia que a política industrial nacional precisa atuar em duas frentes.

"Isso implica criar condições no país de viabilização de investimentos. E o principal obstáculo que temos é custo de capital", diz o economista, destacando o papel dos juros elevados nesse alto custo.

Com a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 15%, maior patamar em 20 anos, fica mais caro para as empresas pegar dinheiro emprestado para investir em novas tecnologias e processos.

Já para os parques mais recentes e modernos, muitos deles agora no interior, a principal preocupação deve ser com a capacidade logística, avalia o especialista.

"É uma questão de como você vai adensar estes parques, ou seja, como criar outros setores em torno desses que já existem", afirma Cagnin.

"Então, onde tem biocombustível, podemos fazer etanol de segunda geração [produzido a partir de resíduos como bagaço e palha de cana-de-açúcar, em vez do caldo]. A indústria de carne pode ir além do abate, esquartejamento, congelamento e exportação, processando ainda mais essa carne em outros produtos alimentares", exemplifica.

"O desafio é tornar mais complexos esses polos industriais que já foram criados por esse interior."

Segundo o economista, para isso, além de reduzir o custo para investir, são necessárias melhorias em redes de transporte, energia e combustíveis para escoar a produção para os mercados compradores e também ampliar a conexão entre esses diferentes polos.

Gabriele, a funcionária da fábrica de automóveis que viu sua qualidade de vida melhorar ao conseguir um emprego na indústria, também avalia que fortalecer o setor seria importante.

"Muita gente queria estar aqui também, mas é difícil, né? Muita gente pergunta se [a fábrica] está contratando", conta a operária.

"Uma pessoa que nem eu, que sempre trabalhou em mercado, sempre em escala 6×1, é bastante libertador se sentir confortável trabalhando de segunda a sexta, tendo um horário bom, com pessoas que amam o que fazem. Venho trabalhar agradecendo a Deus todo dia pela oportunidade."

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Justiça suspende ações e bloqueios de bens contra empresas do Grupo Fictor

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Justiça de São Paulo determinou, na noite desta segunda-feira (2), a suspensão de processos de execução e de bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor.

A medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

A empresa, que também atua no setor de alimentos, infraestrutura e serviços financeiros, enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro.

Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias.

Na decisão, o juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, também determinou a verificação prévia das condições de funcionamento das empresas do grupo e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores, antes de decidir sobre o pedido de recuperação judicial.

A Justiça de São Paulo determinou, na noite desta segunda-feira (2), a suspensão, por 30 dias, de processos de execução e de novos bloqueios de bens contra duas empresas do Grupo Fictor — a Fictor Holding e a Fictor Invest.

A decisão foi tomada pelo juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, após o grupo protocolar, no domingo (1º), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

🔎 Na prática, a decisão antecipa o chamado stay period, fase em que a Justiça suspende cobranças contra empresas que pedem recuperação judicial. Em regra, esse período é de 180 dias, mas o juiz pode reduzir o prazo ou aplicar a medida antes da aceitação formal do pedido, como ocorre no caso da Fictor.

O objetivo da recuperação judicial, segundo a companhia, é “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam mais de R$ 4,2 bilhões.

Apesar da suspensão temporária de novas cobranças, o juiz afirmou que a decisão vale apenas para atos futuros. Assim, bens e valores já bloqueados continuam retidos e só poderão ser liberados após a conclusão de uma perícia que apure a situação das empresas e eventuais indícios de fraude.

Antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial, o juiz também determinou a verificação prévia das condições de funcionamento das empresas e a análise de toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Não há prazo definido para essa análise.

Segundo o despacho, as empresas afirmaram que a crise financeira teve origem em um forte abalo à reputação do grupo após o anúncio da intenção de compra do Banco Master, em novembro de 2025.

O episódio associou o nome da companhia a escândalos financeiros e provocou uma corrida por resgates de investidores das Sociedades em Conta de Participação (SCPs), reduzindo o caixa das empresas.

Por conta disso, além da recuperação judicial, a Fictor pediu, em caráter de urgência, a antecipação do período de proteção judicial para suspender cobranças e impedir novos bloqueios de bens.

De acordo com a empresa, haveria risco de paralisação das atividades em razão das ordens judiciais em curso. Para isso, foram apresentados os documentos exigidos pela Lei de Recuperação Judicial.

O juiz, no entanto, ressaltou que a medida não pode servir como proteção irrestrita do patrimônio das empresas. Por esse motivo, autorizou apenas parte do pedido, com efeitos válidos apenas para o futuro.

A suspensão impede novos bloqueios que possam comprometer o funcionamento das companhias, mas não permite desfazer apreensões já realizadas nem liberar valores bloqueados, apenas impedir o saque desses recursos.

Segundo o magistrado, a liberação imediata desses valores poderia provocar a perda de ativos antes da verificação da real situação financeira das empresas.

Na decisão à qual a GloboNews teve acesso, credores da Fictor apontam indícios de que o grupo operaria um esquema de pirâmide financeira e citam investigações em andamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Polícia Federal.

Um dos credores afirmou que a estrutura de Sociedades em Conta de Participação (SCPs) usada pela empresa serviria para encobrir contratos irregulares de investimento coletivo.

Também foram levantadas suspeitas de confusão patrimonial entre as empresas do grupo. Segundo os credores, recursos captados por meio das SCPs teriam sido transferidos para empresas operacionais e para fundos administrados pela Fictor Asset, o que teria deixado a Fictor Invest sem recursos.

Outra denúncia envolve a falta de lastro real nos ativos apresentados pela empresa — ou seja, a inexistência de bens concretos que sustentem o dinheiro captado, especialmente no caso de terras.

O juiz observou inconsistências na lista de bens informada, apontando que áreas declaradas como próprias seriam, na prática, apenas arrendadas. Também foi mencionado um aumento de capital feito com ativos considerados de difícil recuperação.

Os credores ainda argumentaram que as empresas não teriam viabilidade econômica e que o pedido de recuperação judicial seria uma tentativa de proteger o patrimônio de forma indevida.

Diante da gravidade das acusações, o juiz determinou a realização de uma verificação prévia para apurar as reais condições de funcionamento das empresas, o fluxo de recursos dentro do grupo e a regularidade da documentação apresentada, a fim de evitar o uso do processo judicial para fins fraudulentos.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado no domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou.

A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.

Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, não havia sido registrado nenhum atraso de nenhuma natureza e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários.

“Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou.

Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

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