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Dólar cai a R$ 5,16, menor valor em quase dois anos, após mudanças no tarifaço; Ibovespa tem queda
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por
O dólar fechou em queda de 0,14% nesta segunda-feira (23), cotado a R$ 5,1685. É o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando fechou em R$ 5,1534. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,88%, aos 188.853 pontos.
▶️ Nos EUA, ainda repercute a decisão da Suprema Corte de declarar ilegal o tarifaço proposto em abril. No fim de semana, o presidente Donald Trump usou outra lei comercial para aplicar uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados, em um novo endurecimento de sua estratégia comercial.
🔎 Trump foi impedido de taxar os países com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A nova medida utiliza a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a criação de uma tarifa temporária de até 15%.Segundo estudo da Global Trade Alert, Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas. O país terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais.
▶️ No Brasil, foi divulgada mais uma edição do boletim Focus, do Banco Central. Economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 pela sétima vez consecutiva, de 3,95% para 3,91%. A projeção para a taxa de juros também recuou, de 12,25% para 12,13% ao ano.
▶️ A agenda econômica da semana ainda inclui o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, além de novos dados de emprego. No exterior, o foco está no Índice de Preços ao Consumidor dos EUA e nas decisões de juros do banco central da China.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, na última sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço".
Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.
O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.
Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.
A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.
A política tarifária do republicano ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite tarifas por até 150 dias antes da avaliação do Congresso.
As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA.
Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.
Ao g1, o especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.
“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirmou.
Campos lembrou ainda que a entrada de aço e alumínio brasileiros nos EUA continua com alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.
ENTENDA: Mudanças no tarifaço e como ficam as cobranças para o BrasilBrasil e China são os mais beneficiados com nova alíquota global de Trump, diz estudoVeja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil
O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, mostra que os economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%.
Esse foi o sétimo corte seguido na estimativa. Se o cenário se confirmar, a inflação medida pelo IPCA ficará abaixo do resultado de 2025, quando atingiu 4,26%.
O mercado também continua esperando queda dos juros: a estimativa para a taxa básica ao fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13% ao ano, enquanto a previsão para 2027 permaneceu em 10,50%.
Em relação à atividade econômica, os analistas elevaram levemente a expectativa de crescimento do PIB em 2026, de 1,80% para 1,82%.
Já para o dólar, a projeção é de recuo em 2026, mesmo em ano eleitoral, passando de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027, a estimativa seguiu estável em R$ 5,50.
Nos Estados Unidos, a semana começou sob um ambiente de incerteza após novas mudanças na política tarifária anunciadas pelo presidente Donald Trump e os três principais índices de Wall Street fecharam em queda.
Na Europa, o tom foi de pressão sobre os mercados. Sem grandes notícias internas, o humor dos investidores refletiu principalmente as preocupações vindas do exterior, em especial dos EUA.
No fechamento, o índice STOXX 600 recuou 0,45%, para 627,70 pontos. O DAX, da Alemanha, caiu 1,06%, a 24.991,97 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, recuou 0,22%, para 8.497,17 pontos. Já o FTSE 100, no Reino Unido, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,02%, a 10.684,74 pontos.
Na Ásia, parte das principais bolsas, como Japão e China continental, permaneceu fechada por feriados, reduzindo o volume de negociações na região.
O Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,5%, aos 27.081,91 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,7%, para 5.846,09 pontos. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 0,5%, enquanto o Sensex, na Índia, subiu 0,6%. Já o SET, da Tailândia, encerrou o dia praticamente estável.
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