RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar cai a R$ 5,16, menor valor em quase dois anos, após mudanças no tarifaço; Ibovespa tem queda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O dólar fechou em queda de 0,14% nesta segunda-feira (23), cotado a R$ 5,1685. É o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando fechou em R$ 5,1534. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,88%, aos 188.853 pontos.

▶️ Nos EUA, ainda repercute a decisão da Suprema Corte de declarar ilegal o tarifaço proposto em abril. No fim de semana, o presidente Donald Trump usou outra lei comercial para aplicar uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados, em um novo endurecimento de sua estratégia comercial.

🔎 Trump foi impedido de taxar os países com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A nova medida utiliza a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a criação de uma tarifa temporária de até 15%.Segundo estudo da Global Trade Alert, Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas. O país terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais.

▶️ No Brasil, foi divulgada mais uma edição do boletim Focus, do Banco Central. Economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 pela sétima vez consecutiva, de 3,95% para 3,91%. A projeção para a taxa de juros também recuou, de 12,25% para 12,13% ao ano.

▶️ A agenda econômica da semana ainda inclui o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, além de novos dados de emprego. No exterior, o foco está no Índice de Preços ao Consumidor dos EUA e nas decisões de juros do banco central da China.

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, na última sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço".

Por 6 votos a 3, a maioria dos juízes concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.

A política tarifária do republicano ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite tarifas por até 150 dias antes da avaliação do Congresso.

As novas taxas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA.

Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, produtos agrícolas e componentes eletrônicos.

Ao g1, o especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio de Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirmou.

Campos lembrou ainda que a entrada de aço e alumínio brasileiros nos EUA continua com alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.

ENTENDA: Mudanças no tarifaço e como ficam as cobranças para o BrasilBrasil e China são os mais beneficiados com nova alíquota global de Trump, diz estudoVeja a cronologia e como ficam as tarifas para o Brasil

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, mostra que os economistas reduziram a previsão de inflação para 2026 de 3,95% para 3,91%.

Esse foi o sétimo corte seguido na estimativa. Se o cenário se confirmar, a inflação medida pelo IPCA ficará abaixo do resultado de 2025, quando atingiu 4,26%.

O mercado também continua esperando queda dos juros: a estimativa para a taxa básica ao fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13% ao ano, enquanto a previsão para 2027 permaneceu em 10,50%.

Em relação à atividade econômica, os analistas elevaram levemente a expectativa de crescimento do PIB em 2026, de 1,80% para 1,82%.

Já para o dólar, a projeção é de recuo em 2026, mesmo em ano eleitoral, passando de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027, a estimativa seguiu estável em R$ 5,50.

Nos Estados Unidos, a semana começou sob um ambiente de incerteza após novas mudanças na política tarifária anunciadas pelo presidente Donald Trump e os três principais índices de Wall Street fecharam em queda.

Na Europa, o tom foi de pressão sobre os mercados. Sem grandes notícias internas, o humor dos investidores refletiu principalmente as preocupações vindas do exterior, em especial dos EUA.

No fechamento, o índice STOXX 600 recuou 0,45%, para 627,70 pontos. O DAX, da Alemanha, caiu 1,06%, a 24.991,97 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, recuou 0,22%, para 8.497,17 pontos. Já o FTSE 100, no Reino Unido, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,02%, a 10.684,74 pontos.

Na Ásia, parte das principais bolsas, como Japão e China continental, permaneceu fechada por feriados, reduzindo o volume de negociações na região.

O Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,5%, aos 27.081,91 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,7%, para 5.846,09 pontos. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 0,5%, enquanto o Sensex, na Índia, subiu 0,6%. Já o SET, da Tailândia, encerrou o dia praticamente estável.

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Trump volta a criticar decisão da Suprema Corte sobre tarifas: ‘Ridícula, estúpida e extremamente divisiva’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.766 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.766 pts-0,93%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.766 pts-0,93%Oferecido por

A Suprema Corte dos EUA restringiu a capacidade presidencial de impor tarifas amplas e unilaterais, invalidando as "tarifas recíprocas".

Donald Trump criticou a Suprema Corte, mas declarou que a decisão lhe concedeu "muito mais poder e força" para agir contra parceiros comerciais.

Trump indicou que usará outras autorizações comerciais para "fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ com países estrangeiros" que exploram os EUA.

A Casa Branca confirmou uma nova tarifa global de 10% sobre importações, com início previsto para terça-feira, excluindo Canadá e México.

As novas tarifas serão implementadas com base nas Seções 122 e 301 da legislação comercial americana, permitindo ações temporárias.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Suprema Corte nesta segunda-feira (23), após a decisão que derrubou as tarifas comerciais aplicadas a outros países e limitou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o tribunal, apesar de restringir sua atuação, acabou lhe dando “muito mais poder e força” para agir contra parceiros comerciais.

“A Suprema Corte dos Estados Unidos, por um completo desrespeito, me deu acidentalmente e sem querer muito mais poder e força do que eu tinha antes de sua ridícula, estúpida e extremamente divisiva internacionalmente decisão”, escreveu.

Segundo Trump, a decisão do tribunal de barrar as tarifas permitiria o uso de outros instrumentos legais para pressionar países estrangeiros.

“Posso usar autorizações comerciais para fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ com países estrangeiros, especialmente aqueles que vêm nos explorando há décadas”, declarou.

Trump também criticou o fato de, segundo ele, a decisão impedir a cobrança direta de taxas por meio dessas autorizações comerciais.

“Todas as licenças [autorizações comerciais] cobram taxas. Por que os Estados Unidos não podem fazer isso? Você faz uma licença para receber uma taxa”, afirmou, acrescentando que a Corte “não explica isso, mas eu sei a resposta.”

Em tom duro, o presidente disse que os ministros erraram ao favorecer, em sua visão, outros países.

“Nossa Suprema Corte incompetente fez um grande trabalho para as pessoas erradas, e por isso deveria se envergonhar”, escreveu, fazendo uma exceção a três ministros que votaram contra a derrubada de tarifas, que chamou de “os grandes três”.

Poucas horas após a publicação, Trump ainda afirmou que não precisa de autorização do Congresso para impor tarifas comerciais, pois, segundo ele, essa prerrogativa já teria sido concedida anteriormente.

“Como presidente, não preciso voltar ao Congresso para obter aprovação para tarifas. Isso já foi concedido há muito tempo, de várias formas”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.

O republicano acrescentou que esse entendimento teria sido reforçado pela decisão da Suprema Corte, que ele voltou a classificar como “ridícula” e “mal elaborada”. “Elas também foram reafirmadas pela decisão da Suprema Corte”, declarou.

Na noite da última sexta-feira (20), a Casa Branca confirmou o fim de parte do tarifaço do governo Donald Trump e, ao mesmo tempo, anunciou a criação de uma nova tar ifa global de 10% sobre importações, posteriormente elevada para 15%, com início previsto para esta terça-feira (24).

A mudança ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir, por 6 votos a 3, que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas de forma ampla e unilateral.

Com isso, foram invalidadas as chamadas tarifas “recíprocas”, que estavam no centro da política comercial do governo.

Em resposta ao revés judicial, Trump recorreu a outros instrumentos da legislação comercial americana, como a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a adoção de tarifas temporárias por até 150 dias, e à Seção 301, usada para investigar práticas consideradas desleais por parceiros comerciais.

A nova tarifa de 15% será aplicada de forma geral, mas terá exceções, como produtos do Canadá e do México dentro do acordo USMCA (Acordo EUA-México-Canadá), além de alguns alimentos, medicamentos, minerais críticos, energia e certos eletrônicos.

As tarifas já existentes sobre aço e alumínio não foram afetadas pela decisão da Suprema Corte e continuam em vigor.

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American e United ficam com 8% da Azul após aporte de US$ 100 milhões em plano de recuperação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Campinas e Região American e United ficam com 8% da Azul após aporte de US$ 100 milhões em plano de recuperação CEO da Azul detalhou acordo após saída do Chapter 11 – mecanismo semelhante à recuperação judicial brasileira. Investimento da American precisa ser aprovado pelo Cade. Por g1 Campinas e Região

American Airlines e United Airlines, com aportes de US$ 100 milhões cada, assumem o status de "acionistas de referência" na Azul.

A Azul concluiu seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos em nove meses, conforme anunciado pela companhia.

A reestruturação resultou na redução de cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas, abrangendo empréstimos e obrigações de arrendamento de aeronaves.

O plano de recuperação atraiu um total de US$ 850 milhões em novos investimentos em ações, fortalecendo o capital da empresa.

A Azul Linhas Aéreas informou, nesta segunda-feira (23), que as companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines terão, cada uma, 8% das ações da companhia com os aportes de 100 milhões de dólares anunciados no dia 19 de fevereiro. No caso da American, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O CEO da Azul, John Rodgerson, conversou com jornalistas nesta segunda para detalhar a saída do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil.

Segundo Rodgerson, a United já era parceira da companhia brasileira há cerca de 12 anos e participou do conselho da empresa nesse período.

Agora, com a nova estrutura societária, American e United passarão a ser “acionistas de referência”, embora nenhuma das duas tenha direito automático a indicar membros ao conselho — condição prevista dentro do plano aprovado na Justiça dos Estados Unidos.

Além do aporte financeiro, o acordo também envolve ampliação de parcerias comerciais. A Azul mantém um acordo de compartilhamento de voos (codeshare) com a United, e agora deverá adotar um modelo semelhante com a American.

"Já temos um codeshare há mais de 12 anos já com o United, e sim, nós temos um acordo para ter isso também com o American Airlines como um novo parceiro nosso. Então, isso é natural, eles vão fazer parte da nossa base acionária e também é um acordo comercial", explicou o CEO.

Apesar do anúncio, Rodgerson não detalhou o acordo e explicou que ele ainda deve passar pela aprovação do Cade.

"Eu acho que a ideia pode ser similar ao que nós já temos com o United. E se tem que passar pela aprovação do Cade, vai passar e faz parte. É um acordo comercial como qualquer outro", completou.

A saída do Chapter 11 foi anunciada na noite de sexta-feira (20) pela companhia aérea brasileira. No comunicado, a companhia destacou que o processo foi concluído em nove meses.

Antes mesmo de anunciar o fim da recuperação judicial, a Azul havia anunciado três acordos para investimentos de 300 milhões de dólares, feitos pelas duas empresas aéreas norte-americanas, além de outros credores, como parte do processo de recuperação judicial.

O processo de recuperação judicial finalizado pela Azul Linhas Aéreas significou, segundo o comunicado da companhia, redução de cerca de 1,1 bilhão de dólares nas dívidas de empréstimos e financiamentos.

Somada à queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares. Além disso, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava a eliminação de mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11,28 bilhões) e o aporte financeiro de 950 milhões de dólares.

redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11;redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves;captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity.

Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1

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Azul prevê novas rotas internacionais a partir de 2027 e descarta fusão com a Gol após reestruturação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Campinas e Região Azul prevê novas rotas internacionais a partir de 2027 e descarta fusão com a Gol após reestruturação CEO da companhia aérea reforçou que 2026 será período de reorganização operacional após saída da empresa do processo de recuperação judicial nos EUA. Por Bárbara Camilotti, g1 Campinas e Região

A companhia aérea Azul projeta retomar a expansão de voos internacionais a partir de 2027, após a reorganização operacional e renovação da frota.

O CEO John Rodgerson afirmou que a fusão com a Gol não é mais necessária, devido à nova saúde financeira da Azul após a reestruturação.

A empresa iniciará uma transição de frota em 2026, recebendo novos aviões e devolvendo aeronaves mais antigas de alto custo.

A Azul afirmou que deve retomar o crescimento de rotas internacionais a partir de 2027, após concluir a transição de frota prevista para este ano. A informação foi dada pelo CEO John Rodgerson durante coletiva nesta segunda-feira (23).

O executivo reforçou que 2026 será um período de reorganização operacional, com a chegada de novas aeronaves e devolução de modelos mais antigos, após a saída da empresa do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil.

Rodgerson também descartou a possibilidade de retomar as negociações de fusão entre Azul e Gol por não haver necessidade de combinação das empresas após o processo de recuperação judicial nos EUA – entenda abaixo.

Ainda na coletiva, o CEO confirmou que as companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines terão, cada uma, 8% das ações da companhia com os aportes de 100 milhões de dólares anunciados no dia 19 de fevereiro. No caso da American, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo Rodgerson, a Azul vai receber dois A330neo novos de fábrica nos próximos meses, ao mesmo tempo em que devolverá aviões mais antigos que tinham custo mais alto de arrendamento. A troca deve ocorrer ao longo de cerca de seis meses. O CEO destacou que os novos modelos têm custo operacional menor do que os que estão sendo retirados.

Além dos jatos de longo curso, a companhia continuará recebendo aeronaves da Embraer — entre cinco e seis por ano — e reativará três aviões que estavam parados por problemas técnicos. A empresa opera hoje uma frota de 175 aeronaves ativas.

Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1

De acordo com o CEO, a expansão de voos para o exterior só deve ocorrer depois que a companhia concluir a renovação da frota. A Azul já opera rotas para Estados Unidos e Europa, além de destinos como Montevidéu e, sazonalmente, Bariloche.

“Vamos continuar crescendo internacionalmente, mas isso será mais a partir de 2027, não em 2026”, afirmou Rodgerson.

Ele explicou que o foco deste ano é substituir aeronaves, reorganizar a malha e preparar a companhia para voltar a expandir com segurança financeira.

Questionado sobre a possibilidade de retomar negociações com o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, Rodgerson afirmou que a fusão não está nos planos da companhia.

O CEO explicou que, antes de entrar no Chapter 11, uma fusão poderia ter sido considerada como solução para enfrentar o alto endividamento. No entanto, com o novo balanço e o nível atual de alavancagem, a Azul não vê necessidade de combinação de negócios.

“Não está na mesa. Saímos do processo com dívida menor e uma empresa mais saudável”, afirmou.

O processo de recuperação judicial finalizado pela Azul Linhas Aéreas significou, segundo o comunicado da companhia, redução de cerca de 1,1 bilhão de dólares nas dívidas de empréstimos e financiamentos.

Somada à queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares. Além disso, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava a eliminação de mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11,28 bilhões) e o aporte financeiro de 950 milhões de dólares.

redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11;redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves;captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity.

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Minha Casa, Minha Vida faz lançamentos e vendas de imóveis baterem recorde em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O mercado imobiliário brasileiro fechou 2025 com resultados históricos, mesmo em um ambiente de crédito mais caro. Ao longo do ano, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, um crescimento de 10,6% em relação a 2024, enquanto as vendas somaram 426.260 unidades, alta de 5,4%.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), também apontam que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve papel central no desempenho do ano passado. O programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre, consolidando-se como o principal motor do setor. (Entenda mais abaixo)

📈 Em valores, o setor imobiliário registrou um Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 292,3 bilhões — indicador que soma o valor potencial dos imóveis lançados — e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões, que mede o volume financeiro efetivamente comercializado no período.

Segundo Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e diretor de Economia do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), mesmo com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o incorporador continuou percebendo demanda e manteve o ritmo de lançamentos ao longo do período.

“As vendas também atingiram recordes, com a curva apontando para cima, o que mostra a resiliência do mercado imobiliário e a sua saúde do ponto de vista dos negócios”, afirmou.

Junto ao avanço nos lançamentos e nas vendas, a oferta de imóveis — isto é, o estoque disponível para comercialização — cresceu 8% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, encerrando o ano com 347.013 unidades.

Além disso, o último trimestre de 2025 consolidou a tendência de crescimento ao também registrar recordes trimestrais. Entre outubro e dezembro, os principais indicadores atingiram os seguintes patamares:

📦 Lançamentos: 133.811 unidades, alta de 18,6% em relação ao trimestre anterior;🏠 Vendas: 109.439 unidades comercializadas no período;💰 Valor Geral de Vendas (VGV): R$ 67,2 bilhões no trimestre.

“Se fizermos a média diária, chegamos ao número de 1.215 unidades novas vendidas por dia, sendo 312 apenas em São Paulo”, aponta Petrucci.

De acordo com a CBIC, foram lançadas 224.842 unidades no MCMV ao longo do ano, alta de 13,5% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas somaram 196.876 unidades, avanço de 15,9% no período.

Segundo ele, o orçamento e os desembolsos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) atingiram o maior patamar histórico em 2025, somando R$ 142,3 bilhões, abaixo apenas da dotação prevista para 2026, de R$ 160,5 bilhões.

“O programa Minha Casa, Minha Vida vai indo muito bem, obrigado”, afirmou, ao avaliar que a disponibilidade de recursos permitiu a expansão dos lançamentos e das vendas ao longo do ano.

O impacto foi mais forte nas regiões Sudeste e Norte, onde o programa representou, respectivamente, 55% e 56% das vendas no último trimestre do ano.

A oferta do MCMV também cresceu ao longo de 2025, e, no ritmo atual de vendas, o estoque seria consumido em cerca de 7,9 meses, caso não houvesse novos lançamentos.

A pesquisa também apontou que 50% dos entrevistados pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses. Entre os potenciais compradores, 37% ainda não iniciaram a busca, 8% já pesquisam online e 5% visitam imóveis.

🔎 O tipo mais desejado é apartamento (48%), seguido por casa em rua (34%), casa em condomínio (15%) e terreno (3%).

Os principais motivos da compra são sair do aluguel, buscar mais espaço ou deixar a casa dos pais. Para a CBIC, a intenção de compra elevada reforça a sustentação da demanda.

“A projeção da demanda potencial permanece elevada e cita fatores como o elevado grau de intenção de compra, a expectativa de queda na taxa básica de juros e a melhora nas condições de crédito”, reforça Fernando Guedes Ferreira Filho, presidente-executivo da CBIC.

Para 2026, o cenário tende a ser mais favorável. Apesar dos juros estarem no maior nível em duas décadas, a expectativa é de início do ciclo de cortes a partir de março, o que pode reduzir o custo do crédito imobiliário.

Além disso, a meta do governo de contratar 3 milhões de unidades no Minha Casa, Minha Vida até o fim do ano sinaliza a manutenção de um ritmo elevado de contratações no segmento.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Países que quiserem ‘brincar’ com a decisão da Suprema Corte enfrentarão tarifas mais altas, ameaça Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta segunda-feira (23) que qualquer país que quisesse "brincar" após a decisão da Suprema Corte americana de derrubar o tarifaço enfrentaria taxas "muito mais altas".

"Qualquer país que queira 'brincar' com a ridícula decisão da Suprema Corte, especialmente aqueles que 'exploraram' os EUA por anos, ou mesmo décadas, enfrentarão tarifas muito mais altas e piores do que aquelas que acabaram de aceitar. CUIDADO, COMPRADOR!!!", escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

Na última semana, o tribunal decidiu que as tarifas impostas por Trump no ano passado, com base em uma lei de emergência nacional, eram ilegais. De acordo com a Suprema Corte, o republicano teria extrapolado sua autoridade ao impor as taxas, indicando que o presidente precisaria contar com uma "autorização clara do Congresso" para justificar a imposição do tarifaço — o que não aconteceu.

A decisão reacendeu a incerteza em outros países sobre acordos comerciais já assinados ou pendentes com os Estados Unidos.

Mais cedo, por exemplo, parlamentares da União Europeia decidiram adiar a votação do acordo comercial com os americanos devido à imposição de uma taxa de importação geral de 15% por parte de Trump. (Entenda mais abaixo)

A decisão da Suprema Corte dos EUA foi anunciada na última sexta-feira (20). Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não permite ao presidente criar tarifas por conta própria. Trump argumentava que a lei de 1977 autoriza o presidente a adotar esse tipo de medida em situações excepcionais.

O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão e liderou a maioria. Os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh foram os votos vencidos.

Roberts afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

A decisão atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.

Em resposta à decisão da Suprema Corte, Trump anunciou no último sábado (21) que elevará as tarifas globais de importação para 15%. O anúncio foi feito em uma postagem em seu perfil na rede social Truth Social.

Segundo Trump, a medida tem o objetivo de corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, na sua avaliação, prejudicaram a economia americana.

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Diante das incertezas sobre o tarifaço e da nova taxa de importação geral de 15% imposta por Trump, o Parlamento Europeu decidiu nesta segunda-feira adiar a votação do acordo comercial da União Europeia com os EUA. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.

A assembleia da UE tem debatido propostas legislativas para eliminar taxas de importação da UE sobre produtos norte-americanos, uma parte fundamental do acordo firmado em Turnberry, na Escócia, no final de julho do ano passado.

O objetivo também é tentar manter a isenção de tarifas sobre lagostas dos EUA, inicialmente acordada com Trump em 2020.

A comissão de comércio do Parlamento deveria votar na terça-feira, mas a votação foi adiada, sendo esta a segunda suspensão por parte dos parlamentares da UE.

Anteriormente, eles suspenderam seus trabalhos sobre o acordo em protesto contra as exigências de Trump de adquirir a Groenlândia e as ameaças de tarifas extras sobre os aliados europeus que se opunham ao seu plano.

Muitos parlamentares reclamaram que o acordo comercial em si é desigual, com a UE obrigada a reduzir a maioria das taxas de importação, enquanto os EUA mantêm uma taxa ampla de 15%.

No entanto, eles pareciam anteriormente dispostos a aceitá-lo, embora com condições, como uma cláusula de caducidade de 18 meses e medidas para responder a possíveis aumentos nas importações dos EUA.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Redução da jornada para 40h semanais pode aumentar custos das empresas em até R$ 267 bilhões ao ano, diz CNI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta segunda-feira (23) estima que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia.

Tema da campanha eleitoral deste ano e destaque nas redes sociais, o debate do fim da escala 6×1 pode ser pautado ainda em 2026 no Congresso Nacional.

"Esses dados, combinados com as análises que estamos fazendo sobre o tema, mostram que o mais provável é que a produção seja reduzida e o custo unitário do trabalho aumente, trazendo pressão de custos e perda de competitividade das empresas nacionais. Essa dinâmica provoca queda da produção, do emprego e da renda e, consequentemente, do PIB brasileiro”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A projeção da CNI considera dois cenários para a manutenção do nível de horas trabalhadas: a realização de horas extras aos empregados atuais ou a contratação de novos trabalhadores.

Proporcionalmente, diz a entidade, o impacto para o setor industrial pode ser de até 11,1% da folha de salários, o que resultaria em aumento de despesas de R$ 87,8 bilhões (horas extras para os atuais empregados) e de R$ 58,5 bilhões anuais (considerando a contratação de novos trabalhadores).

Segundo a projeção da CNI, de um total de 32 setores industriais, 21 apresentariam elevação de custos acima da média da indústria, independentemente da estratégia adotada pela empresa para manter o número de horas atuais de produção.

Indústria da transformação: de 7,7% a 11,6%Indústria da construção: de 8,8% a 13,2%Comércio: entre 8,8% e 12,7%Agropecuária: 7,7% e 13,5%

A entidade avaliou, ainda, que as empresas industriais de menor porte seriam as mais impactadas pela redução da jornada de trabalho, uma vez que a proporção de empregados com jornadas superiores a 40 horas semanais é maior nessas empresas.

"A dificuldade de adaptação para micro e pequenas empresas, que correspondem a 52% do emprego formal do país, mas que não dispõem de recursos ou estrutura física para ampliar equipes, será ainda maior. Como resultado, essas indústrias tendem a reduzir a produção, perder a competitividade e comprometer os postos de trabalho", diz Ricardo Alban, da CNI.

Para o presidente da CNI, a discussão sobre a redução da jornada e mudança da escala de trabalho exige cautela e, se não for feita com o devido debate e análise criteriosa dos impactos, corre o risco de comprometer não apenas a competitividade da indústria, mas toda a economia e o desenvolvimento do país.

"Qualquer mudança na legislação trabalhista deve considerar a diversidade de realidades produtivas do país, os efeitos sobre os setores econômicos e empresas de diferentes portes, além das disparidades regionais e do impacto sobre a competitividade e a criação de empregos formais”, conclui.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Parlamentares da UE adiam votação sobre acordo comercial com os EUA após novo tarifaço global de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

A Comissão de Comércio Internacional da UE suspendeu a implementação de um acordo comercial com os EUA. A decisão aguarda esclarecimentos sobre as novas tarifas americanas.

O presidente Donald Trump impôs uma sobretaxa global de 15% após a Suprema Corte dos EUA anular suas tarifas anteriores.

A nova tarifa de Trump, baseada em uma lei de 1974, terá duração máxima de 150 dias sem aprovação do Congresso.

A Suprema Corte dos EUA considerou ilegais as tarifas prévias de Trump, reafirmando os limites do poder presidencial.

A China também reagiu, pedindo a suspensão das taxas "unilaterais" e prometendo defender firmemente seus interesses comerciais.

A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu realizou nesta segunda-feira (23) uma reunião extraordinária para avaliar a derrubada do tarifaço de Trump pela Suprema Corte na relação entre a Europa e os Estados Unidos.

Os eurodeputados decidiram suspender o processo de implementação do acordo comercial entre o bloco e os EUA.

Zeljana Zovko, do partido de direita PPE, explicou que a suspensão ocorrerá “enquanto a Comissão não esclarecer com os Estados Unidos as condições das novas tarifas alfandegárias” anunciadas pelo presidente americano.

A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento deveria deliberar na terça-feira sobre a implementação do acordo, antes de uma votação em sessão plenária prevista para o próximo mês.

🔎 O acordo, concluído em julho após intensas negociações entre Bruxelas e Washington, permitiu limitar a 15% as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a maioria dos produtos europeus, uma porcentagem abaixo dos 30% que o presidente americano havia ameaçado aplicar.

Em troca, a UE se comprometeu a eliminar suas próprias tarifas sobre importações americanas, o que exige aprovação do Parlamento Europeu.

A Comissão Europeia, que espera que os Estados Unidos respeitem esse acordo comercial, pediu no domingo (22) “esclarecimentos sobre as medidas que os Estados Unidos pretendem adotar” após a decisão da Suprema Corte.

A China também avalia as consequências das medidas e pressiona Washington a suspender as taxas “unilaterais”. Em comunicado, o ministro do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que o país "defenderá com firmeza seus interesses".

A reação do presidente americano à decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegal e, consequentemente, anulou o tarifaço imposto em abril de 2025 a vários países, está estampada na primeira página dos jornais franceses.

Libération fala em "revés significativo". Inicialmente, Trump reagiu anunciando uma sobretaxa global de 10%, mas 24 horas depois aumentou a tarifa para 15%. Nessa manobra para driblar a decisão da Suprema Corte americana, o republicano se baseou em uma lei de 1974.

O problema é que o texto limita a duração da nova sobretaxa, que entrará em vigor na terça-feira, a 150 dias, informa o Libération. Ela só pode ser prorrogada com aprovação do Congresso.

A derrota de Trump foi "contundente", salienta o jornal Les Echos. O diário econômico explica que o presidente americano tenta, com o anúncio, "tapar as rachaduras provocadas pela decisão da Suprema Corte".

A reportagem afirma que as tarifas comerciais são a “outra arma” de Trump. Segundo Les Echos, talvez esta seja a ocasião para renegociar a relação transatlântica entre os Estados Unidos e a Europa e revisar o acordo desigual assinado em julho entre Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Para o Le Figaro, “a confusão reina novamente sobre o comércio mundial”. As novas tarifas alfandegárias globais de 15% podem potencialmente cancelar os acordos assinados com diversas potências, incluindo a Europa.

Elas também abrem caminho para o reembolso de cerca de uma centena de bilhões de dólares das sobretaxas já recolhidas.

O La Croix avalia, em seu editorial, que a decisão da Suprema Corte faz vacilar o programa econômico e diplomático do presidente americano, que “está de volta à realidade”.

Ao considerar que Trump não tinha o direito de impor o tarifaço sem passar pelo Congresso, os magistrados reafirmaram sobretudo os limites de seu poder político. Já era tempo, segundo o jornal católico.

Desde a reeleição em 2024, o republicano, deslumbrado com seu poder, vem multiplicando decisões autoritárias, como no caso das tarifas alfandegárias, da prisão de Nicolás Maduro na Venezuela ou do envio da Guarda Nacional a cidades democratas.

A derrota jurídica, decidida por seis dos nove juízes da corte — três deles conservadores — reforça a primazia da Constituição sobre o poder presidencial e a existência de contrapesos na democracia americana. Ela também enfraquece o republicano antes das importantes eleições de meio de mandato, em novembro.

A expectativa é grande para o discurso sobre o Estado da União de Donald Trump, na terça-feira (24), indica La Croix

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França — Foto: Antoine Schibler/Unsplash

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Volvo fará um recall de 40 mil SUVs elétricos EX30 devido a risco de incêndio na bateria

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Carros Volvo fará um recall de 40 mil SUVs elétricos EX30 devido a risco de incêndio na bateria Substituição de módulos pode custar perto de US$ 200 milhões e ocorre em meio a plano de corte de gastos da fabricante sueca, controlada pela chinesa Geely. Modelo é um dos mais vendidos da marca no Brasil. Por Reuters

A Volvo fará um recall de mais de 40 mil unidades do SUV elétrico EX30, seu carro-chefe, após identificar risco de superaquecimento nos pacotes de bateria, informou a Reuters na segunda-feira. A iniciativa pode afetar a reputação de segurança construída pela montadora ao longo de décadas e gerar custos de milhões de dólares.

O recall prevê a substituição de módulos dos pacotes de baterias de alta tensão do SUV compacto, peça central da estratégia da Volvo para enfrentar marcas chinesas de menor preço. A segurança das baterias é um tema sensível tanto para fabricantes de veículos elétricos quanto para os consumidores.

Ao todo, 40.323 unidades do EX30 nas versões Single-Motor Extended Range e Twin-Motor Performance, equipadas com essas células de alta tensão, são afetadas, informou a montadora sueca — controlada majoritariamente pela chinesa Geely — em resposta a questionamentos da Reuters.

“Estamos entrando em contato com os proprietários de todos os carros afetados para orientá-los sobre os próximos passos”, afirmou a Volvo.

Na corrida pelo desenvolvimento de veículos elétricos, algumas montadoras já enfrentaram problemas relacionados às baterias. Em 2020, um risco de incêndio levou a General Motors a convocar um recall de 140 mil unidades do Chevrolet Bolt, equipadas com baterias fornecidas pela LG, a um custo estimado de US$ 2 bilhões.

Os problemas nas baterias da Volvo surgem em um momento em que a montadora busca economizar US$ 1,9 bilhão e ampliar a integração com sua controladora, a chinesa Geely. As baterias foram produzidas por uma joint venture apoiada pelo grupo, a Shandong Geely Sunwoda Power Battery Co.. Segundo a Volvo, o fornecedor já corrigiu a falha e será responsável pelo fornecimento das novas células.

A Volvo informou que fará a substituição gratuita das unidades afetadas e recomendou que, até a conclusão do reparo, os proprietários limitem a recarga a 70% para reduzir o risco de incêndio.

“O EX30, em especial, é muito importante para a Volvo, então eles precisam acertar”, disse Sam Fiorani, vice-presidente de previsão global de veículos da empresa de pesquisa AutoForecast Solutions.

Desde dezembro, a Volvo orientou proprietários do EX30 em mais de uma dúzia de países — incluindo Estados Unidos, Austrália e Brasil — a estacionar os veículos longe de edifícios e limitar a recarga a 70%, segundo registros regulatórios e a própria empresa.

Andy Palmer, veterano da indústria automotiva, afirmou que a Volvo tem menos margem para erros do que suas rivais, já que a reputação de segurança é um elemento central da identidade da marca.

“A Volvo não pode se dar ao luxo de um problema de segurança, porque isso atinge o coração da marca”, disse ele.

Os novos módulos de bateria de reposição podem custar até US$ 195 milhões, sem considerar despesas de logística e reparo, segundo uma análise da Reuters baseada em estimativas do que um fabricante chinês de baterias poderia cobrar. A Volvo afirmou que esses cálculos são “de natureza especulativa” e que segue em negociações com o fornecedor.

Antes da divulgação do recall, a Reuters ouviu dois proprietários do EX30 que manifestaram interesse em devolver seus veículos, o que reforça o impacto potencial do problema.

O corretor de seguros britânico Matthew Owen disse que escolheu o EX30 pela autonomia e pela reputação de segurança da Volvo, acrescentando que a montadora deveria assumir a responsabilidade por estar “produzindo um carro que é perigoso”.

Tony Lu, proprietário de um EX30 na Nova Zelândia, afirmou que teve custos adicionais, já que a limitação da recarga reduziu a autonomia do veículo.

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Tarifaço: Alckmin diz que Brasil foi o ‘país mais beneficiado do mundo’ com novas medidas de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. — Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Brasil foi o país mais beneficiado com as mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A declaração foi feita em São Paulo, durante evento na Fiesp, e se refere à nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos EUA, que passa a valer nesta terça-feira (24) — acompanhada de uma ampla lista de itens isentos.

A medida foi adotada por Trump após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço aplicado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

"Essa decisão de 15% não tem problema, porque 15% vale para nós e para o mundo inteiro. O país mais beneficiado foi o Brasil, porque ninguém tinha 50% a mais. Somos o país mais beneficiado com essa decisão", afirmou Alckmin.

💡 O Brasil chegou a enfrentar sobretaxas de 50% impostas pelos EUA — apesar de contar com uma ampla lista de itens isentos. Por isso, a redução dessas alíquotas beneficia diretamente os produtos brasileiros.

Além de, na prática, representar uma redução geral das taxas, as novas medidas ampliam a lista de isenções para produtos industriais, destacou Alckmin.

Conforme documento publicado na última sexta-feira (20) pela Casa Branca, além de petróleo, carne bovina, suco de laranja, café e outros itens, também estão na lista de imposto zerado produtos tecnológicos, como semicondutores e eletrônicos.

"Abre-se aí uma avenida para voltarmos a ter um comércio exterior relevante com os EUA", disse.

O presidente em exercício também destacou a importância estratégia dos EUA para a balança comercial brasileira.

"O maior comprador do Brasil é a China. O segundo é a União Europeia. O terceiro são os Estados Unidos. Mas, embora estejam em terceiro lugar, são primeiríssimos quando se trata de produto industrial manufaturado", afirmou.

Ele acrescentou que "a China compra muita commodity, incluindo petróleo bruto, minério de ferro, soja, café, carne e milho, e quem compra produto industrial são os EUA, adquirindo avião, máquina, motor e equipamento". "Então, as tarifas de 10% mais 40% eram um problemão", disse.

Conforme publicou o g1, um estudo da Global Trade Alert — organização independente que monitora políticas de comércio internacional — aponta o Brasil e a China como os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump.

Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos.

Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert.

Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1

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