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Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa de tecnologia médica dos EUA e diz que foi resposta a ataque em escola
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Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa de tecnologia médica dos EUA e diz que foi resposta a ataque em escola
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/03/2026 17:09
Tecnologia Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa de tecnologia médica dos EUA e diz que foi resposta a ataque em escola Grupo hacker Handala afirma ter destruído mais de 200 mil sistemas e extraído 50 terabytes de dados da empresa norte-americana Stryker; nas últimas semanas, também reivindicou ataques contra companhias de Israel e do Golfo Pérsico. Por France Presse
Grupo de hackers vinculado ao Irã reivindicou a autoria de um ataque cibernético em larga escala contra a gigante americana de tecnologia médica Stryker.
O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo de hackers Handala em um comunicado.
O grupo de hackers alegou que o ataque afetou os escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados roubados estão "nas mãos dos povos livres do mundo".
A Stryker reportou uma "interrupção global da rede" em seu "ambiente da Microsoft como resultado de um ciberataque".
"Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse.
Um grupo de hackers vinculado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético em larga escala contra a gigante americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o Irã.
O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo de hackers Handala em um comunicado.
"Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas.
O grupo de hackers alegou que o ataque afetou os escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados roubados estão "nas mãos dos povos livres do mundo".
"Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão".
A Stryker reportou uma "interrupção global da rede" em seu "ambiente da Microsoft como resultado de um ciberataque".
"Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse.
Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h00 (horário de Brasília) desta quarta-feira (11).
O grupo Handala reivindicou nas últimas semanas a autoria de uma série de ciberataques contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico.
Desde o início da guerra no Irã, desatada em 28 de fevereiro por uma ofensiva israelense-americana, o grupo reivindicou ataques cibernéticos contra infraestruturas israelenses, assegurando que tem "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém.
O grupo Handala é conhecido por sua afiliação "ao regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os vínhamos rastreando há anos", assinalou.
Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no começo deste ano, destacou que a atividade maliciosa do grupo Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida".
Dispositivos com Windows – inclusive os móveis e smartphones conectados às redes da Stryker – foram apagados remotamente, assinalou o relatório.
Fundada em Kalamazoo (Michigan), a Stryker é uma gigante global de dispositivos médicos com cerca de 56.000 funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época).
Fabrica de implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos a leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica.
O grupo Handala anunciou posteriormente que também havia realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos.
A AFP não pôde verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentários.
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