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Mãos queimadas e trabalho infantil: desafios da produção artesanal da castanha de caju no Rio Grande do Norte
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 04:02
GLOBO RURAL Mãos queimadas e trabalho infantil: desafios da produção artesanal da castanha de caju no Rio Grande do Norte A castanha de caju é uma fonte de renda para comunidades indígenas quando outras lavouras, como feijão, milho e algodão, não estão em período de colheita. Por Globo Rural
A castanha de caju é uma fonte de renda importante para pequenos produtores no semiárido do Rio Grande do Norte.
Mas a rotina traz desafios. Sem acesso a equipamentos de proteção, alguns agricultores queimam as mãos. Em alguns casos, crianças também acabam ajudando na produção.
No Nordeste, 195 mil agricultores cultivam caju. Os pequenos produtores representam mais da metade desse número.
O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor do Brasil de castanha de caju, com 20,5 mil toneladas.
Na comunidade indígena Amarelão, no município de João Câmara, a castanha é extraída da forma artesanal.
A castanha de caju é uma fonte de renda importante para pequenos produtores no semiárido do Rio Grande do Norte. Mas a rotina traz desafios. Sem acesso a equipamentos de proteção, alguns agricultores queimam as mãos. Em alguns casos, crianças também acabam ajudando na produção.
No Nordeste, 195 mil agricultores cultivam caju. Os pequenos produtores representam mais da metade desse número.
Apesar das dificuldades, a renda chega em um momento importante: durante a entressafra de culturas como feijão, milho e algodão.
O Rio Grande do Norte é o terceiro maior produtor do Brasil de castanha de caju, com 20,5 mil toneladas. O estado fica atrás do Ceará, com 102 mil toneladas, e do Piauí, com 25 mil toneladas.
Na comunidade indígena Amarelão, no município de João Câmara, a castanha é extraída da forma artesanal. Primeiro ela vai para o tacho, onde é torrada. Depois é cozida e quebrada para retirar a amêndoa.
Os trabalhadores começam o dia ainda de madrugada para fugir do calor. É o caso de Sebastiana de Souza Raimundo e Damião Raimundo.
O casal estudou apenas até a terceira série do ensino fundamental. Eles começaram a trabalhar com a castanha para sustentar a família, formada quando Sebastiana tinha 14 anos e Damião 17.
"A castanha mudou muito a nossa vida. Conseguimos construir a nossa casinha, compramos um carrinho, criamos as nossas filhas", diz Sebastiana.
As filhas do casal não precisaram abandonar a escola. Kaliane virou professora e a Kainara, técnica de enfermagem.
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Hoje, Sebastiana e Damião usam luvas para trabalhar. Mas, no passado, já machucaram diversas vezes a mão durante o processo de retirada da amêndoa.
Isso é causado pelo Líquido da Casca da Castanha de Caju (LCC), que é liberado na torra. Ele pode queimar, irritar a pele e até mesmo apagar as impressões digitais.
A castanha de caju tem três partes: a casca, a película e a amêndoa. Dentro da casca há um tecido esponjoso chamado de mesocarpo. É nele que está o LCC, que é corrosivo. A película o separa da amêndoa.
Em 2012, o programa Profissão Repórter mostrou casos de trabalho infantil durante o processamento da castanha na comunidade.
Enquanto o Globo Rural gravou a reportagem, exibida neste domingo (8), a equipe não encontrou nenhuma criança trabalhando. Contudo, a auditora do trabalho Marinalva Dantas confirma que o problema ainda existe.
O flagrante mais recente foi em 2023, quando 30 adolescentes foram encontrados com as mãos machucadas.
Mão de criança machucada pelo trabalho com a castanha de caju no Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução / Globo Rural
"O trabalho infantil continua, infelizmente. Como é no âmbito familiar, eles trabalham até às 7 horas da manhã, comem e vão para a escola. Lá eles não conseguem entender nada da aula, porque estão muito sonolentos", relata Dantas.
Para ela, é importante que as famílias entendam que crianças e adolescentes não devem trabalhar até os 18 anos.
Além disso, a auditora diz que a prefeitura e o governo do estado precisam oferecer apoio às famílias.
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