RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

IPCA: preços sobem 0,70% em fevereiro, puxados por educação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 09:20

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços variaram 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior.

Ainda assim, o número veio um pouco acima do esperado pelo mercado, que previa alta de cerca de 0,6% no mês. Pelas estimativas, o índice em 12 meses ficaria próximo de 3,77%.

No resultado mais recente, o grupo Educação teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21%, respondendo por 0,31 ponto percentual do índice do mês. Em seguida aparecem os Transportes, com alta de 0,74% e impacto de 0,15 ponto.

Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 66% da inflação registrada no período. Nos demais grupos pesquisados, as variações ficaram entre 0,13% em Artigos de residência e 0,59% em Saúde e cuidados pessoais.

Alimentação e bebida: 0,26%;Habitação: 0,30%;Artigos de residência: 0,13%;Vestuário: 0,16%;Transportes: 0,74%;Saúde e cuidados pessoais: 0,59%;Despesas pessoais: 0,33%;Educação: 5,212%;Comunicação: 0,15%.

O grupo Educação foi o que mais pressionou a inflação em fevereiro. Os preços nessa área subiram 5,21% no mês e responderam por cerca de 44% do resultado do IPCA.

A principal influência veio dos cursos regulares, que registraram aumento de 6,20%. Esse tipo de reajuste costuma ocorrer no início do ano letivo, quando escolas e instituições de ensino atualizam as mensalidades.

Esses reajustes explicam boa parte da pressão observada no grupo Educação no mês. Entre os itens com maiores aumentos estão:

🎓 Ensino médio: mensalidades subiram 8,19%.📚 Ensino fundamental: preços avançaram 8,11%.🧸 Pré-escola: mensalidades tiveram alta de 7,48%.

Prefeitura abre selação para 2 mil assistentes de educação infantil em Campo Grande — Foto: PMCG

Há 16 minutos Política Toffoli se declara suspeito e não votará em julgamentoHá 16 minutosGuerra no Oriente MédioIrã ataca instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra fogo no Bahrein

Há 2 horas Mundo VÍDEO mostra navio petroleiro em chamas após ataque no IraqueHá 2 horasIsrael bombardeia Beirute e Teerã; SIGAHá 2 horasComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 2 horas Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 2 horas’É como ter um rei, só que religioso’: o regime teocrático do IrãHá 2 horasPreço do diesel nos postos do Brasil dispara 7%; Cade investiga alta

Há 1 hora Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 1 horaComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio em OrmuzHá 1 horaIPCAPuxada por educação, inflação sobe e acumula alta de 3,81% em 12 meses

Há 1 minuto Economia Investigação em 11 estados4 são presos em operação contra venda de armas feitas em impressoras 3D

Há 1 hora Rio de Janeiro Tempo 🌧️☂️Chuva e temperaturas baixas seguem no Sul e Sudeste; veja previsão pelo país

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mundo enfrenta maior interrupção de fornecimento de petróleo da história com guerra no Oriente Médio, diz IEA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 08:29

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia.

Agência Internacional de Energia vai disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo para segurar alta dos preços

A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (12).

A declaração ocorre um dia depois de a entidade concordar em liberar um volume recorde de petróleo dos estoques estratégicos para compensar a escassez e a alta dos preços.

Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, na costa iraniana.

A interrupção ocorre desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a agência, países do Golfo no Oriente Médio — como Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — reduziram a produção conjunta de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris por dia. O volume equivale a quase 10% da demanda mundial e reflete os impactos do conflito.

A IEA acrescentou que, sem uma rápida retomada do transporte marítimo na região, essas perdas tendem a aumentar.

“A produção interrompida nos campos petrolíferos levará semanas e, em alguns casos, meses para voltar aos níveis anteriores à crise, dependendo da complexidade de cada área e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, informou a agência.

A IEA, que assessora países industrializados em políticas energéticas, anunciou na quarta-feira (11) a liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos por seus membros.

A medida busca conter a alta global dos preços do petróleo bruto desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com os EUA responsáveis pela maior parte do volume liberado.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira (12) após o Irã intensificar ataques a instalações petrolíferas e de transporte em diferentes pontos do Oriente Médio, aumentando o temor de um conflito prolongado e de novas interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, que chegou a US$ 119,50 por barril na segunda-feira (9) — maior valor desde meados de 2022 — avançava mais de 6% nesta quinta-feira, sendo negociado pouco abaixo de US$ 98 por barril.

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia anuncia a maior liberação de reservas de petróleo da história — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Há 12 horas Política Quem faz parte da 2ª Turma, que vai discutir prisão de VorcaroHá 12 horasMinistro também se declarou suspeito em pedido sobre CPIHá 12 horasGuerra no Oriente MédioIrã ataca instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra fogo no Bahrein

Há 1 hora Mundo VÍDEO mostra navio petroleiro em chamas após ataque no IraqueHá 1 horaIsrael bombardeia Beirute e Teerã; SIGAHá 1 horaComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 42 minutos Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 42 minutos’É como ter um rei, só que religioso’: o regime teocrático do IrãHá 42 minutosPreço do diesel nos postos do Brasil dispara 7%; Cade investiga alta

Há 33 minutos Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 33 minutosComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio em OrmuzHá 33 minutosTempo 🌧️☂️Chuva e temperaturas baixas seguem no Sul e Sudeste; veja previsão pelo país

Há 54 minutos Meio Ambiente Investigação em 11 estados4 são presos em operação contra venda de armas feitas em impressoras 3D

Há 31 minutos Rio de Janeiro 🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 4 horas O Assunto Governo Lula vê influência de aliados de Bolsonaro no debateHá 4 horasO que diz a ordem de Trump para combater cartéisHá 4 horasDisputa para presidente7 pontos sobre a Quaest que mostra empate entre Lula e Flávio no 2º turno

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 08:29

Empreendedorismo Guia do empreendedor René Redzepi, chef premiado, pede demissão após denúncias de agressões e humilhações Cofundador do Noma, um dos restaurantes mais famosos do mundo, Redzepi foi denunciado por 35 ex-funcionários em reportagem do jornal 'The New York Times'. Dinamarquês ficou 23 anos à frente do estabelecimento. Por Isabel Lima, g1 — São Paulo

O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos.

O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times".

A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017.

Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

O chef dinamarquês René Redzepi, um dos nomes mais celebrados da alta gastronomia internacional, pediu demissão nesta quarta-feira (11) após denúncias de agressões e humilhações no Noma, restaurante que comandava há 23 anos.

O restaurante, que acumula três estrelas Michelin, fruto da reputação construída ao longo de duas décadas, ganhou destaque internacional na última semana devido a uma reportagem do "The New York Times". A reportagem reuniu relatos de agressões físicas e constrangimentos públicos de cerca de 35 ex-funcionários que trabalharam no Noma entre 2009 e 2017.

Em seu perfil no Instagram, Redzepi publicou uma nota afirmando que assume responsabilidade pelas ações e pediu desculpas. (leia a nota na íntegra ao final da matéria)

"Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações", diz a nota.

Ele ainda renunciou ao cargo de conselheiro da MAD, uma organização global sem fins lucrativos com sede em Copenhague fundada por ele.

"Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo", afirma o chef.

René Redzepi usou as redes sociais para anunciar a saída do restaurante e pedir desculpas a equipe. — Foto: Reprodução/Instagram

“Ele batia, cutucava e empurrava funcionários por erros pequenos e às vezes chegava a socar alguém quando perdia a paciência”, relatou um ex-trabalhador ao "The New Yotk Times".

Os relatos também descrevem jornadas de trabalho extremamente longas dentro da cozinha, muitas vezes ultrapassando 12 ou até 16 horas por dia durante os períodos mais intensos do restaurante.

Ex-funcionários disseram ainda que parte significativa da equipe era formada por estagiários estrangeiros que recebiam pouca ou nenhuma remuneração pelo trabalho, apesar da carga pesada de tarefas.

As denúncias tiveram consequências imediatas. Dois patrocinadores desistiram de apoiar uma temporada de jantares — conhecidos como "pop-ups", quando restaurantes operam por um período limitado em outra cidade — que o Noma estava prestes a iniciar em Los Angeles.

A American Express e a startup de hospitalidade Blackbird anunciaram que retiraram o apoio ao evento, que teria ingressos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,7 mil ) por pessoa e estava com todas as reservas esgotadas.

As duas empresas afirmaram que vão reembolsar clientes que haviam comprado ingressos por meio delas e doar o dinheiro arrecadado a organizações que defendem trabalhadores do setor de restaurantes.

“As práticas passadas de René, segundo ele próprio admitiu, eram inaceitáveis e abomináveis”, afirmou Ben Leventhal, fundador da Blackbird, em comunicado.

“Não podemos simplesmente nos apoiar no tempo decorrido e em alegações de reabilitação quando essas coisas ressurgem.”

Uma porta-voz da Resy, plataforma de reservas da American Express, afirmou que a empresa também decidiu se afastar do patrocínio do evento e que os recursos envolvidos serão redirecionados para iniciativas em apoio aos trabalhadores do setor de hospitalidade em Los Angeles.

“Nossa prioridade é apoiar a comunidade gastronômica e não permitir que essa decisão prejudique as muitas pessoas que trabalharam arduamente para dar vida a este projeto, desde agricultores locais até fornecedores e outros profissionais envolvidos”, afirmou a empresa.

Considerado um dos restaurantes mais influentes da gastronomia contemporânea, o Noma ajudou a redefinir a culinária moderna com pratos experimentais e forte uso de ingredientes locais, sazonais e muitas vezes colhidos diretamente na natureza.

As recentes semanas trouxeram atenção e conversas importantes sobre nosso restaurante, a indústria e minha liderança no passado.

Tenho trabalhado para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar sua cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado. Um pedido de desculpas não é suficiente; assumo a responsabilidade por minhas próprias ações.

Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar e permitir que nossos líderes extraordinários guiem agora o restaurante em seu próximo capítulo. Também renunciei ao conselho da MAD, a organização sem fins lucrativos que fundei em 2011.

Para quem está se perguntando o que isso significa para o restaurante, deixem-me dizer claramente: a equipe do Noma hoje é a mais forte e inspiradora que já existiu. Estamos abertos há 23 anos e sinto um orgulho incrível de nossa gente, de nossa criatividade e da direção que o Noma está seguindo.

Esta equipe seguirá em frente unida para nossa residência em Los Angeles (LA), que será um momento poderoso para eles mostrarem o que têm desenvolvido e para receberem os clientes em algo verdadeiramente especial.

A missão do Noma para o futuro é continuar explorando ideias, descobrindo novos sabores e imaginando o que a comida pode se tornar daqui a décadas. O Noma sempre foi maior do que qualquer pessoa individualmente. E este próximo passo honra essa crença.

Há 12 horas Política Quem faz parte da 2ª Turma, que vai discutir prisão de VorcaroHá 12 horasMinistro também se declarou suspeito em pedido sobre CPIHá 12 horasGuerra no Oriente MédioIrã ataca instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra fogo no Bahrein

Há 1 hora Mundo VÍDEO mostra navio petroleiro em chamas após ataque no IraqueHá 1 horaIsrael bombardeia Beirute e Teerã; SIGAHá 1 horaComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 42 minutos Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 42 minutos’É como ter um rei, só que religioso’: o regime teocrático do IrãHá 42 minutosPreço do diesel nos postos do Brasil dispara 7%; Cade investiga alta

Há 32 minutos Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 32 minutosComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio em OrmuzHá 32 minutosTempo 🌧️☂️Chuva e temperaturas baixas seguem no Sul e Sudeste; veja previsão pelo país

Há 54 minutos Meio Ambiente Investigação em 11 estados4 são presos em operação contra venda de armas feitas em impressoras 3D

Há 31 minutos Rio de Janeiro 🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 4 horas O Assunto Governo Lula vê influência de aliados de Bolsonaro no debateHá 4 horasO que diz a ordem de Trump para combater cartéisHá 4 horasDisputa para presidente7 pontos sobre a Quaest que mostra empate entre Lula e Flávio no 2º turno

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

3 efeitos econômicos da guerra no Irã além do aumento do preço do petróleo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 07:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

Pouco mais de uma semana após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, o conflito já causa impacto na economia global.

Na segunda-feira (9/3), o preço do petróleo bruto Brent e WTI, referências do mercado internacional, ultrapassou a marca de US$ 100 (R$ 520) pela primeira vez desde 2022, embora tenha caído para menos de US$ 95 (R$ 494) no mesmo dia.

Em comparação, em 27 de fevereiro, um dia antes do início das hostilidades, o preço do petróleo bruto Brent e WTI rondava os US$ 70 (R$ 364) por barril.

Este aumento nos preços dos combustíveis ocorreu principalmente devido ao virtual fechamento do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, após o governo iraniano ameaçar navios que tentassem atravessar essa hidrovia, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás do mundo.

Mas, embora o aumento dos preços do petróleo — e da gasolina — fosse claramente esperado, visto que o conflito envolve o Irã e o Estreito de Ormuz, especialistas preveem que suas repercussões serão sentidas em outras áreas da economia e em diferentes partes do mundo.

Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são quatro dos maiores exportadores globais de fertilizantes nitrogenados, segundo dados do Observatório de Complexidade Econômica.

Esse tipo de fertilizante é produzido a partir de gás natural e é utilizado em plantações que produzem cerca de metade do suprimento mundial de alimentos.

Embora a maioria dos produtores de fertilizantes da região tenha continuado operando apesar da guerra, a Qatar Energy, uma das principais produtoras de ureia, teve que suspender suas operações após o fornecimento de gás ter sido interrompido na semana passada devido a ataques de drones e mísseis iranianos.

Além disso, os benefícios da continuidade das operações dessas empresas são limitados pelo fato de que elas não conseguem exportar seus fertilizantes devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um terço do suprimento mundial de fertilizantes, de acordo com a Bloomberg.

Navios cargueiros são atacados no Estreito de Ormuz e EUA atacam lança-minas do Irã; o que aconteceu na guerra até agoraGuerra no Irã: tráfego no Estreito de Ormuz, estratégico para o petróleo, cai 90%, diz consultoriaPor que crise desencadeada pela guerra no Irã pode se tornar 'maior choque petrolífero da história'

A isso se soma o fato de o Irã também ser exportador de fertilizantes e a decisão da China, adotada no final de 2025, de suspender as exportações de fertilizantes fosfatados e restringir severamente as exportações de ureia até agosto de 2026, com o objetivo de garantir o abastecimento aos agricultores locais.

Ainda segundo o Observatório da Complexidade Econômica, a China é a maior exportadora mundial de fertilizantes nitrogenados.

Como consequência disso, os preços dos fertilizantes já começaram a subir significativamente. No Porto de Nova Orleans, principal ponto de entrada desses produtos nos EUA, o preço dos fertilizantes saltou de US$ 516 (R$ 2.684) por tonelada métrica para US$ 683 (R$ 3.552) durante a primeira semana da guerra de preços.

E essa situação ocorre justamente na época do ano em que os agricultores do Hemisfério Norte se preparam para o plantio, o que complica ainda mais o cenário.

De acordo com dados da Federação Americana de Escritórios Agrícolas (FAR, na sigla em inglês), 25% das importações de fertilizantes do país ocorrem entre março e abril de cada ano.

"Isso não poderia ter acontecido em pior hora", disse à BBC o agricultor Harry Ott, que cultiva algodão, milho e soja na Carolina do Sul, nos EUA.

Analistas preveem que, caso o conflito continue, os consumidores começarão a sentir o impacto nos preços dos alimentos dentro de um a três meses, enfrentando custos mais altos e escassez, já que as colheitas serão menores sem a quantidade necessária de fertilizantes.

"O aumento repentino dos preços dos alimentos e combustíveis, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, pode ter um efeito dominó que agravará a fome para as populações vulneráveis ​​na região e em outras partes do mundo", alertou o Programa Mundial de Alimentos da ONU em um comunicado.

A guerra em curso no Oriente Médio também está impactando a cadeia de suprimentos global de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Isso se deve principalmente aos ataques sofridos por Dubai, um importante centro logístico no setor farmacêutico global.

A cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos abriga o aeroporto internacional mais movimentado do mundo, que recebeu aproximadamente 95 milhões de passageiros em 2025.

Este aeroporto também é um importante centro de distribuição de cargas para medicamentos e outros produtos farmacêuticos, especialmente aqueles que exigem manutenção da cadeia de frio.

A indústria farmacêutica da Índia, a maior fornecedora mundial de medicamentos genéricos e que produz 60% das vacinas do mundo, de acordo com dados do Departamento de Comércio da Índia, tem como o aeroporto de Dubai um ponto estratégico de distribuição.

A companhia aérea Emirates possui um terminal de cargas chamado Emirates SkyPharma, construído especificamente para lidar com remessas farmacêuticas sensíveis à temperatura. Dubai também possui o Porto de Jebel Ali, considerado o nono porto de cargas mais movimentado do mundo e o maior do Oriente Médio.

Segundo a Autoridade Portuária de Jebel Ali (JAFZA), cerca de 400 empresas farmacêuticas e de saúde de 60 países operam no porto. A JAFZA destaca que, em 2020, 50% dos produtos farmacêuticos e de saúde de Dubai, avaliados em US$ 21,8 bilhões (R$ 113,4 bilhões), passaram por este porto.

As exportações farmacêuticas indianas também transitam por este porto, de onde os produtos são enviados para outros países do Golfo Pérsico, África, Europa e outros destinos.

Os ataques militares iranianos causaram danos tanto ao porto quanto ao aeroporto de Dubai, interrompendo as operações normais devido ao conflito. O transporte aéreo de carga é crucial para a indústria farmacêutica, especialmente para remessas de alto valor ou que exigem entrega urgente ou controle de temperatura.

Embora existam algumas rotas alternativas para Dubai, muitas têm menor capacidade para lidar com esses volumes de carga, exigem dias adicionais de viagem e incorrem em custos mais elevados, o que pode, em última análise, aumentar o preço e a disponibilidade desses produtos. De acordo com o Departamento de Comércio da Índia, a indústria farmacêutica do país exportou produtos para 200 países em todo o mundo, sendo os EUA, o Reino Unido, o Brasil, a França e a África do Sul os principais destinos.

O aeroporto e as instalações portuárias de Dubai funcionam simultaneamente como centros de armazenamento e reexportação desses medicamentos, desempenhando, assim, um papel central no setor farmacêutico global.

A distribuição de elementos químicos como enxofre e de matérias-primas como alumínio, que desempenham um papel fundamental na produção industrial, também está sendo impactada pela guerra.

Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Irã estão entre os principais exportadores de enxofre, um subproduto do refino de petróleo e gás.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, 24% da produção mundial de enxofre tem origem no Oriente Médio.

Grande parte dessa produção é utilizada para fertilizantes, mas também tem usos importantes na extração de minerais e metais como cobre e níquel, essenciais para a produção de eletrodomésticos, veículos, redes elétricas, semicondutores, baterias e materiais como aço inoxidável, entre muitas outras aplicações.

Nesse setor, os efeitos da guerra já são sentidos. Durante a primeira semana do conflito, companhias mineradoras de níquel na Indonésia — país responsável por mais de 50% do níquel mundial — anunciaram cortes na produção devido a interrupções no fornecimento dos países do Golfo, que fornecem 75% do enxofre utilizado por essas empresas.

Como alertou a Reuters, alguns produtores de cobre na África provavelmente enfrentam uma situação semelhante.

"Uma disputa pela oferta colocaria refinarias de níquel indonésias contra mineradoras de cobre africanas, e ambas contra fabricantes de fertilizantes em todo o mundo, que também buscam substitutos para o enxofre do Oriente Médio", observou a Reuters.

Como o ácido sulfúrico — que é produzido com enxofre — é um dos componentes mais importantes para a fabricação de semicondutores e chips, interrupções no fornecimento desse produto químico podem impactar a produção de inúmeros produtos considerados essenciais na vida moderna, como smartphones, computadores, cartões de memória, veículos e inúmeros dispositivos eletrônicos usados ​​em residências, empresas e fábricas.

Esta não é a primeira vez que o mundo enfrenta uma situação como essa. Durante a pandemia de covid-19, a escassez de chips impactou tanto os volumes de produção desses dispositivos quanto o preço final que os consumidores tiveram que pagar.

Desta vez, há um fator adicional: a alta demanda por chips por parte de empresas que desenvolvem e implementam modelos de inteligência artificial.

Há 11 horas Política Quem faz parte da 2ª Turma, que vai discutir prisão de VorcaroHá 11 horasMinistro também se declarou suspeito em pedido sobre CPIHá 11 horasGuerra no Oriente MédioIrã ataca instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra fogo no Bahrein

Há 15 minutos Mundo VÍDEO mostra navio petroleiro em chamas após ataque no IraqueHá 15 minutosIsrael bombardeia Beirute e Teerã; SIGAHá 15 minutosComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 5 horas Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 5 horas’É como ter um rei, só que religioso’: o regime teocrático do IrãHá 5 horasGuerra faz preço do diesel nos postos do Brasil disparar 7%

Há 5 horas Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 5 horasComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio em OrmuzHá 5 horasAustrália autoriza mudança no combustível para conter altaHá 5 horasDécadas de laboratório 💉A pesquisadora por trás da 1ª vacina 100% brasileira contra a dengue

Há 2 horas Saúde HPV: podcast tira dúvidas sobre vírus que causa cânceres; OUÇAHá 2 horasTempo 🌧️☂️Chuva e temperaturas baixas seguem no Sul e Sudeste; veja previsão pelo país

Há 5 minutos Meio Ambiente 🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 3 horas O Assunto Governo Lula vê influência de aliados de Bolsonaro no debateHá 3 horasO que diz a ordem de Trump para combater cartéisHá 3 horasDisputa para presidente7 pontos sobre a Quaest que mostra empate entre Lula e Flávio no 2º turno

Há 17 minutos Eleições 2026 Cerimônia 2026Falas sobre balé, gatos e brasileiros deixam indicados ao Oscar em apuros

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Coreia do Sul vai impor teto para preços de combustíveis a partir de sexta-feira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 07:42

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13).

O petroleiro Seaprincess ao largo do Golfo de Fos-sur-Mer, em Port-de-Bouc. — Foto: Manon Cruz/Reuters

A Coreia do Sul vai impor um teto para os preços domésticos dos combustíveis a partir desta sexta-feira (13), segundo informações divulgadas pela imprensa local.

Além disso, o governo também vai restringir o armazenamento de produtos derivados de petróleo. A decisão foi confirmada pelo Ministério das Finanças do país.

De acordo com a pasta, as refinarias serão obrigadas a liberar ao menos 90% do volume mensal de derivados de petróleo que colocaram no mercado em março e abril do ano passado.

Há 11 horas Política Quem faz parte da 2ª Turma, que vai discutir prisão de VorcaroHá 11 horasMinistro também se declarou suspeito em pedido sobre CPIHá 11 horasGuerra no Oriente MédioIrã ataca instalações de petróleo no Golfo; VÍDEO mostra fogo no Bahrein

Há 18 minutos Mundo VÍDEO mostra navio petroleiro em chamas após ataque no IraqueHá 18 minutosIsrael bombardeia Beirute e Teerã; SIGAHá 18 minutosComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 5 horas Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 5 horas’É como ter um rei, só que religioso’: o regime teocrático do IrãHá 5 horasGuerra faz preço do diesel nos postos do Brasil disparar 7%

Há 5 horas Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 5 horasComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio em OrmuzHá 5 horasAustrália autoriza mudança no combustível para conter altaHá 5 horasDécadas de laboratório 💉A pesquisadora por trás da 1ª vacina 100% brasileira contra a dengue

Há 2 horas Saúde HPV: podcast tira dúvidas sobre vírus que causa cânceres; OUÇAHá 2 horasTempo 🌧️☂️Chuva e temperaturas baixas seguem no Sul e Sudeste; veja previsão pelo país

Há 8 minutos Meio Ambiente 🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 3 horas O Assunto Governo Lula vê influência de aliados de Bolsonaro no debateHá 3 horasO que diz a ordem de Trump para combater cartéisHá 3 horasDisputa para presidente7 pontos sobre a Quaest que mostra empate entre Lula e Flávio no 2º turno

Há 20 minutos Eleições 2026 Cerimônia 2026Falas sobre balé, gatos e brasileiros deixam indicados ao Oscar em apuros

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para ‘Agressor profissional de IA’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 05:47

Trabalho e Carreira Empresa dos EUA paga R$ 4 mil por dia para 'Agressor profissional de IA' Vaga curiosa foi criada pela startup Memvid para testar falhas e limitações de sistemas de inteligência artificial. Por Redação g1 — São Paulo

Uma startup de inteligência artificial está disposta a pagar cerca de R$ 4 mil por um único dia de trabalho a quem aceitar a função de provocar, criticar e apontar erros nas respostas de chatbots.

A empresa dos EUA Memvid abriu uma vaga com um título curioso: "agressor profissional de IA".

A pessoa contratada deverá testar, provocar e identificar falhas nas respostas de sistemas de inteligência artificial, especialmente problemas de memória e perda de contexto ao longo das conversas.

O anúncio foi publicado no LinkedIn por Jeremy Boudinet, consultor da empresa, que ressaltou que o cargo não é uma piada.

De acordo com o anúncio, a função consiste em interagir com sistemas de inteligência artificial durante oito horas seguidas e registrar todos os momentos em que eles cometem erros.

Startup busca pessoa disposta a provocar erros e testar os limites de sistemas de inteligência artificial. — Foto: Freepik

Você já perdeu a paciência com uma inteligência artificial que esqueceu o que você acabou de dizer? Já precisou repetir a mesma pergunta várias vezes até receber uma resposta adequada? Se a resposta for sim, você pode ser o candidato ideal para um trabalho bastante incomum — e bem pago.

Uma startup de inteligência artificial está disposta a pagar cerca de R$ 4 mil por um único dia de trabalho a quem aceitar a função de provocar, criticar e apontar erros nas respostas de chatbots.

A empresa dos EUA Memvid abriu uma vaga com um título curioso: "agressor profissional de IA". A pessoa contratada deverá testar, provocar e identificar falhas nas respostas de sistemas de inteligência artificial, especialmente problemas de memória e perda de contexto ao longo das conversas.

O anúncio foi publicado no LinkedIn por Jeremy Boudinet, consultor da empresa, que ressaltou que o cargo não é uma piada.

“A Memvid está contratando um bully profissional de IA. Não estou brincando. Esse é o título oficial do cargo”, escreveu.

De acordo com o anúncio, a função consiste em interagir com sistemas de inteligência artificial durante oito horas seguidas e registrar todos os momentos em que eles cometem erros.

O pagamento oferecido é de US$ 100 por hora, totalizando US$ 800 ao fim do dia, o equivalente a mais de R$ 4,1 mil.

Fazer perguntas repetidas e várias vezes à IA;Pedir que o sistema memorize informações;Verificar se a inteligência artificial consegue lembrar do que foi dito anteriormente;Registrar casos em que a IA perde o contexto da conversa;Documentar situações em que o sistema pede que o usuário repita algo ou responde de forma incoerente.

No próprio anúncio, Boudinet descreve o trabalho de forma bem-humorada: a pessoa passará “oito horas gritando com inteligências artificiais” enquanto registra cada falha dos sistemas.

A vaga não exige formação na área de tecnologia nem experiência prévia com inteligência artificial.

Histórico pessoal de frustração com tecnologia;Paciência para repetir a mesma pergunta diversas vezes;Irritação quando a IA continua errando.

Os candidatos também precisam ter mais de 18 anos, aceitar ser gravados durante os testes e concordar que o vídeo possa ser usado posteriormente pela empresa.

Ao Business Insider, a Memvid afirmou que pretende contratar inicialmente apenas uma pessoa para a função, mas não descarta ampliar a iniciativa no futuro.

A vaga, segundo a startup, foi criada para testar um desafio comum nesses sistemas: a limitação de memória em conversas longas.

A iniciativa também funciona como estratégia de marketing. A Memvid quer chamar a atenção para as limitações de memória das IAs e mostrar, na prática, que muitos sistemas ainda esquecem informações importantes ao longo de uma conversa.

O CEO da empresa, Mohamed Omar, afirmou ao site que a abordagem permite testar as soluções da startup em situações reais e, ao mesmo tempo, engajar o público de forma criativa.

A Memvid desenvolve ferramentas que prometem oferecer memória mais estável para sistemas de inteligência artificial. Essas tecnologias podem ser aplicadas em setores como recrutamento e saúde, onde é essencial lidar com grandes volumes de informação sem perder o contexto.

No fim das contas, a vaga tem dois objetivos: identificar falhas nas IAs atuais e chamar a atenção para uma solução que promete resolver esse problema.

Há 9 horas Política Quem faz parte da 2ª Turma, que vai discutir prisão de VorcaroHá 9 horasMinistro também se declarou suspeito em pedido sobre CPI; Zanin será relatorHá 9 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 50 minutos O Assunto Governo Lula vê influência de apoiadores de Bolsonaro para reclassificar facçõesHá 50 minutosO que diz a ordem de Trump para combater cartéis na América LatinaHá 50 minutosGuerra no Oriente MédioComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 3 horas Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 3 horasDrone iraniano atinge prédio de luxo em DubaiHá 3 horasGuerra faz preço do diesel nos postos do Brasil disparar 7%

Há 3 horas Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 3 horasComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio no Estreito de OrmuzHá 3 horasAustrália autoriza mudança no combustível para conter alta do petróleoHá 3 horasMato GrossoFilhos são presos no velório da mãe após sequestrarem suspeito de feminicídio

Há 9 minutos Mato Grosso BrasileirãoCom gols de Pedro e Carrascal, Flamengo vence Cruzeiro no Maracanã

Há 6 horas brasileirão série a Oscar 2026 🏆Filme com DiCaprio é ameaçado por ‘Pecadores’, indicam ‘termômetros’

Há 16 minutos Cinema Kleber Mendonça Filho: os filmes do diretor, do pior para o melhorHá 16 minutosFalas sobre balé, gatos e brasileiros deixam indicados ao Oscar em apuros

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 12/03/2026 05:47

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão em Paraty Depois de viver em Singapura e conhecer técnicas de bem-estar em países asiáticos, empreendedores abriram um day spa em Paraty (RJ). Negócio reúne massagens tradicionais, modelo de parceria com terapeutas e atrai turistas do Brasil e do exterior. Por PEGN

Hans e Priscila Neus criaram um spa em Paraty, no Rio de Janeiro, que oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia.

A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço, quando o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos e conhecer práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar.

O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil. Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente.

Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade.

Depois de viver na Ásia, casal aposta em spa de terapias orientais em Paraty e fatura R$ 1,2 milhão

A busca por equilíbrio entre corpo e mente inspirou um casal de empreendedores a transformar experiências de viagem em um negócio no litoral fluminense.

Em Paraty, no Rio de Janeiro, o spa criado por Hans e Priscila Neus oferece terapias corporais inspiradas em práticas tradicionais da Ásia e faturou cerca de R$ 1,2 milhão em 2025.

A ideia nasceu anos antes da abertura do espaço. Hans, holandês, veio ao Brasil para trabalhar no escritório de uma multinacional em São Paulo.

Foi nesse período que começou a se interessar pela cultura oriental, especialmente após fazer um curso sobre a filosofia chinesa dos cinco elementos e técnicas de massagem.

Priscila, bióloga marinha, acompanhou o marido em uma transferência profissional para Singapura. A mudança marcou o início de uma imersão cultural que acabaria influenciando o futuro da dupla.

Nos intervalos entre o trabalho e o mestrado, o casal passou a viajar por diferentes países asiáticos, como Malásia, Indonésia e Japão.

Durante essas experiências, conheceram práticas de relaxamento, rituais terapêuticos e diferentes filosofias de bem-estar. Com o tempo, surgiu o desejo de empreender.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

De volta ao Brasil em meados dos anos 2000, os dois decidiram transformar o interesse pelas terapias orientais em um negócio. O projeto inicial previa a criação de um resort de bem-estar, mas acabou evoluindo para um day spa, com serviços voltados ao relaxamento e ao cuidado corporal.

Para escolher o local, o casal buscava uma cidade pequena, com natureza e fluxo turístico internacional. A escolha acabou recaindo sobre Paraty, localizada entre os grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro.

A lógica era simples: oferecer um refúgio de relaxamento para quem vive em rotinas estressantes nas metrópoles. O investimento inicial no negócio foi de cerca de R$ 350 mil.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

Durante a pandemia de Covid-19, o spa precisou fechar as portas temporariamente. No período, Hans criou uma startup voltada à conexão entre terapeutas e clientes online — experiência que trouxe aprendizados de gestão, especialmente nas áreas fiscal e jurídica.

Com a retomada das atividades presenciais, o casal encontrou um novo espaço para reabrir o negócio em parceria com um hotel no centro histórico da cidade. O modelo inclui um contrato em que o proprietário do imóvel recebe uma participação no faturamento, reduzindo custos fixos do spa.

O catálogo do spa reúne rituais inspirados em diversas tradições asiáticas, incluindo técnicas de Bali, da Índia, do Tibete, da ilha de Java e da Tailândia. Entre os serviços mais procurados estão massagens de corpo inteiro e terapias focadas em relaxamento profundo.

O ticket médio do negócio foi de R$ 348 em 2025. Hoje, cerca de 15 terapeutas trabalham no espaço, que realiza aproximadamente 250 atendimentos por mês. O spa adota um sistema semelhante ao modelo de “salão parceiro”.

Os profissionais atuam como microempreendedores individuais (MEI) e trabalham sob demanda, de acordo com os agendamentos dos clientes. Nesse formato, o spa oferece infraestrutura, atendimento e marketing, enquanto os terapeutas recebem parte do valor dos serviços realizados.

Segundo os empreendedores, o modelo trouxe mais eficiência operacional e flexibilidade para os profissionais, que conseguem organizar melhor a própria agenda.

Casal transforma viagens pela Ásia em spa de terapias orientais que fatura R$ 1,2 milhão — Foto: Reprodução/PEGN

A clientela do spa inclui tanto brasileiros quanto estrangeiros — estes representam cerca de 70% dos clientes. Por isso, avaliações online e recomendações em plataformas digitais têm grande peso na atração de novos visitantes.

O casal aposta no crescimento do setor. Dados do Global Wellness Institute indicam que o Brasil ocupa o 12º lugar no ranking mundial do mercado de bem-estar, um segmento impulsionado pela busca por qualidade de vida e redução do estresse.

Para Hans e Priscila, essa tendência deve continuar nos próximos anos.“Mesmo com o avanço da tecnologia, o toque humano e o cuidado com o bem-estar não são fáceis de substituir”, diz Hans. “É um mercado que tende a crescer cada vez mais.”

📍 Endereço: Rua Comendador José Luiz, 348 – Centro Histórico – Paraty/RJ📞 Telefone: (24) 99999‑1299🌐 Site: www.shambhala-spa.com📧 E‑mail: info@shambhjala-spa.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/shambhalaspa.paraty/📸 Instagram: https://www.instagram.com/shambhalaspa.paraty/

Há 9 horas Política Quem faz parte da 2ª Turma, que vai discutir prisão de VorcaroHá 9 horasMinistro também se declarou suspeito em pedido sobre CPI; Zanin será relatorHá 9 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 55 minutos O Assunto Governo Lula vê influência de apoiadores de Bolsonaro para reclassificar facçõesHá 55 minutosO que diz a ordem de Trump para combater cartéis na América LatinaHá 55 minutosGuerra no Oriente MédioComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 3 horas Mundo O que é chuva ácida e quais são os seus riscos?Há 3 horasDrone iraniano atinge prédio de luxo em DubaiHá 3 horasGuerra faz preço do diesel nos postos do Brasil disparar 7%

Há 3 horas Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataquesHá 3 horasComo a liberação recorde de reservas contorna bloqueio no Estreito de OrmuzHá 3 horasAustrália autoriza mudança no combustível para conter alta do petróleoHá 3 horasMato GrossoFilhos são presos no velório da mãe após sequestrarem suspeito de feminicídio

Há 14 minutos Mato Grosso BrasileirãoCom gols de Pedro e Carrascal, Flamengo vence Cruzeiro no Maracanã

Há 6 horas brasileirão série a Oscar 2026 🏆Filme com DiCaprio é ameaçado por ‘Pecadores’, indicam ‘termômetros’

Há 21 minutos Cinema Kleber Mendonça Filho: os filmes do diretor, do pior para o melhorHá 21 minutosFalas sobre balé, gatos e brasileiros deixam indicados ao Oscar em apuros

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

PL dos apps de transporte: oposição tenta reeditar crítica a ‘taxa de blusinhas’; relator deve manter mínimo de R$8,50 por entrega

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 05:00

Política PL dos apps de transporte: oposição tenta reeditar crítica a 'taxa de blusinhas'; relator deve manter mínimo de R$8,50 por entrega Relator não vai subir mínimo de R$ 8,50 para R$ 10, Boulos fala em 'terrorismo econômico'. Aplicativos de entrega vão apresentar proposta até sexta (13). Por Luiz Felipe Barbiéri, Isabella Calzolari, g1 — Brasília

Parlamentares de oposição ao governo federal tentam reeditar o episódio da “taxação das blusinhas” para tentar derrubar o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos.

O texto tramita na Câmara em uma comissão especial, mas deve ser levado diretamente ao plenário no início de abril pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Pelas redes sociais, integrantes da oposição, como Nikolas Ferreira (PL-MG), publicaram vídeos em que ligam a aprovação do projeto ao aumento do valor pago por serviços de entrega de comidas, como o Ifood.

A crítica é semelhante à feita quando aprovada a chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$50 e que até então estavam isentas.

Na época, a oposição argumentou que a medida punia o consumidor de baixa renda que buscava opções mais baratas no exterior.

A última versão do projeto dos aplicativos de transporte estabelece o valor mínimo de R$ 8,50 para entregas de:

até três quilômetros rodados, no caso de coleta e entrega de bens por meio de automóvel ou outro veículo automotor de porte similar; até quatro quilômetros, no caso de coleta e entrega de bens a pé ou por meio de veículo motorizado de duas ou três rodas ou de bicicleta.

O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), defende que o piso suba para R$10, até 4 quilômetros, com R$2,50 por quilômetro adicional. (leia mais abaixo)

Última versão do texto traz valor mínimo de R$ 8,50 para entregas. — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

É essa taxa mínima que está sendo usada pela oposição para dizer que o consumidor pagará mais caro na ponta.

No entanto, o governo e o próprio relator argumentam que é preciso garantir “um colchão social” ao entregador, além de atender ao pedido dos trabalhadores por um valor mínimo de entrega.

Na última terça-feira (11), Motta, ministros do governo e o relator do texto participaram de uma reunião na residência oficial da Câmara, mas não chegaram a um acordo sobre o valor mínimo.

Pessoas próximas ao relator afirmam que ele vai manter o valor mínimo de R$8,50 para entregas por aplicativo, contrariando Boulos – e pode restringir o valor a apenas algumas modalidades.

A avaliação é a de que o governo sabe que não é possível subir o valor mínimo e que a demanda é apenas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, que pretende apresentar o aumento como um trunfo eleitoral.

As plataformas, por sua vez, criticam o tabelamento por acreditarem que isso inviabiliza o modelo de negócios.

O relator pediu que os executivos apresentam uma proposta até sexta-feira (13). Na terça, Coutinho se reunirá com integrantes do governo para levar as propostas.

Ao g1, o ministro Guilherme Boulos negou que o governo vá taxar clientes e que os produtos das plataformas ficarão mais caros com as medidas defendidas pelo Palácio do Planalto.

Segundo Boulos, atualmente a maior parte do ganho das empresas está na taxa mensal cobrada dos restaurantes.

"É uma mentira absoluta dizer que o governo está taxando os clientes, taxando as plataformas. E outra é vender a ideia de que encarecerá o produto, que não é verdade, porque a maior parte do ganho das plataformas não está com a entrega, a maior parte do ganho das plataformas está com a taxa que eles cobram dos restaurantes, que é uma taxa mensal para estar nos cardápios eletrônicos e cerca de 28% de cada restaurante por pedido. Então, é aí que está o centro do ganho deles", explicou Boulos.

"Então, dizer que pagar uma remuneração digna para os trabalhadores vai aumentar o preço, não procede".

O ministro disse que a proposta do governo de defender uma remuneração mínima de R$ 10,00 é uma reivindicação dos entregadores e que atualmente já existe um valor mínimo pago pela empresas.

"Já existe um mínimo pago pelo iFood que é de R$ 7,50 por entrega e R$ 1,50 para cada quilômetro adicional passando dos quatro quilômetros, para entregas mais longas. A reivindicação dos entregadores é, pura e simplesmente, aumentar do R$ 7,50 para R$ 10,00 e de R$ 1,50 para R$ 2,50", disse.

"Dizer que isso vai alterar significativamente o preço, além de mentira é um terrorismo econômico que busca atacar qualquer ganho dos trabalhadores."

Há 4 horas Blog da Andréia Sadi Patrimônio de Vorcaro quase dobrou em ano que Master começou a ser investigadoHá 4 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 8 minutos O Assunto Governo Lula vê influência de apoiadores de Bolsonaro para reclassificar facçõesHá 8 minutosO que diz a ordem do governo Trump para combater cartéis na América LatinaHá 8 minutosPesquisa eleitoralQuaest, 2º turno: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados pela 1ª vez, ambos com 41%

Há 15 horas Eleições 2026 51% desaprovam e 44% aprovam o governo LulaHá 15 horas43% têm mais medo de Lula seguir no poder; 42% temem a família BolsonaroHá 15 horas46% dizem que Lula é radical, e 45% afirmam o mesmo sobre Flávio Há 15 horasDatafolha: 46% avaliam que situação econômica do país piorou; para 24%, melhorou

Há 10 horas Política IPSOS-IPEC: governo Lula tem pior avaliação em gastosHá 10 horasQUAEST: 48% dizem que a economia piorou nos últimos 12 mesesHá 10 horasGuerra no Oriente MédioComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 2 horas Mundo Trump diz que EUA sabem onde estão ‘células adormecidas’ do IrãHá 2 horasDrone iraniano atinge prédio de luxo em DubaiHá 2 horasPreço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio

Há 2 horas Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataques a naviosHá 2 horasComo a maior liberação de reservas da história contorna bloqueio no Estreito de OrmuzHá 2 horasAustrália autoriza mudança no combustível para conter alta do petróleoHá 2 horasMato GrossoFilhos de vítima de feminicídio são presos no velório da mãe após sequestrarem suspeito

Há 6 horas Mato Grosso BrasileirãoCom gols de Pedro e Carrascal, Flamengo vence Cruzeiro no Maracanã

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

O que são os ‘cristais de memória’ que desafiam leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 04:02

Inovação O que são os 'cristais de memória' que desafiam leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados A grande quantidade de dados que produzimos está se tornando um grande problema. E, frente ao aumento das emissões geradas pelos centros de dados, pesquisadores investigam soluções inovadoras para o armazenamento de dados, como o DNA e os cristais de memória. Por Laurie Clarke

Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, um dilema que vem impulsionando soluções inovadoras — Foto: SPhotonix via BBC

Durante uma visita ao Japão em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso. Agora, ele acredita que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados.

No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundos. Eles emitem um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo.

Mas eles observaram algo incomum na forma em que a luz trafegava através do vidro tratado com laser.

A dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul.

"Foi difícil explicar", afirma Kazansky, professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. Ele trabalhava em colaboração com os pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão.

A desconcertante observação acabou provocando "um autêntico momento Eureka", segundo Kazansky.

Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por "microexplosões" geradas pelos lasers de femtossegundos.

Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham esta mesma propriedade.

Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses "redemoinhos" de luz são tão minúsculos que acabam sendo imperceptíveis para o olho humano. Mas logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador.

"Esta foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz", explica Kazansky.

Agora, 27 anos depois, espera-se que aquela descoberta possa ajudar a resolver um dos problemas mais graves da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados.

Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados.

A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes).

Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço.

Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente "na nuvem". Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável.

Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais. E seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais.

Este dilema vem impulsionando soluções inovadoras. E uma delas é a proposta de Kazansky de gravar dados por meio de lasers.

Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft.

Os dados são processados e alojados em centros de dados — estruturas gigantescas, quase alienígenas, repletas de filas de servidores de mais de dois metros de altura, que piscam sem intervalos.

Essas caixas vibrantes de hardware e cabos devoram energia, tanto para alimentar sua capacidade de computação quanto para os enormes sistemas de refrigeração necessários para evitar que elas se incendeiem.

Aliás, um centro de dados não é um lugar agradável para se trabalhar. Quente e ensurdecedor, ele só é adequado para pessoas que conseguem "suportar muitas dores", segundo uma pesquisa da revista americana The New Yorker em 2025.

Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casasSatélites gigantes e superchips: como serão os data centers no espaço?

A Agência Internacional de Energia prevê que o consumo de eletricidade dos centros de dados duplicará até 2030 — Foto: Getty Images via BBC

Projeções indicam que seu consumo irá duplicar até 2030, quando também poderão gerar 2,5 bilhões de toneladas de emissões de CO₂. Este número equivale a cerca de 40% de todas as emissões anuais dos Estados Unidos.

A recente expansão da IA generativa agravou a situação. Ela aumentou drasticamente a demanda por sistemas de computação de alto rendimento, que consomem quantidades colossais de energia e emitem nuvens intensas de calor.

A maior parte da energia consumida pelos centros de dados é gasta com "dados quentes": informações que devem estar disponíveis instantaneamente para acesso rápido e atualizações frequentes. Exemplos são transferências de dinheiro entre contas bancárias e documentos online editados regularmente.

Mas a maioria dos dados do mundo não é deste tipo. Até cerca de 80%, na verdade, são "dados frios": informações de que ninguém necessita imediatamente e que, quando são necessárias, as pessoas estão dispostas a esperar minutos ou até dias para obtê-las.

Eles incluem dados de conformidade, como registros financeiros ou processos de auditoria, que bancos e outras empresas devem conservar indefinidamente. Também entram nesta categoria as cópias de segurança dos e-mails ou fotos antigas, além de dados de arquivo.

A maior parte deles é atualmente armazenada em discos rígidos, dentro de centros de dados. Eles devem permanecer ligados para que as informações possam ser recuperadas, o que exige energia e sistemas de refrigeração.

Outra solução cada vez mais popular é a fita magnética. Ela é armazenada nas próprias instalações do centro de dados ou em bibliotecas de fitas especializadas.

As fitas devem ser mantidas sob temperaturas de 16 a 25 °C, o que também implica consumo de energia para manter suas condições ideais.

Além disso, elas precisam ser substituídas a cada 10 a 20 anos devido à sua degradação. Neste momento, a fita antiga é descartada como resíduo.

O enorme aumento da produção de dados impulsionou forte demanda por fitas magnéticas nos últimos anos.

Tudo isso faz com que a busca de soluções alternativas seja cada vez mais urgente. E Kazansky está adotando um enfoque inovador sobre este problema.

Nos anos que se seguiram àquela primeira revelação na Universidade de Kyoto, ele descobriu que os redemoinhos com perfurações minúsculas gravadas no vidro podem ser lidos de forma muito similar aos dados transmitidos por fibra óptica.

O professor explica que este método codifica dados em cinco dimensões, empregando a diferença de orientação e a intensidade da luz, combinadas com a localização de diferentes "voxels" (pixels tridimensionais individuais com coordenadas x, y e z).

"Podemos empregar estas propriedades da luz para armazenar dados em cinco dimensões, em vez das três habituais", explica Kazansky, "o que é fundamental para atingirmos a alta densidade necessária para o armazenamento 'eterno'."

As informações são lidas por meio de um microscópio óptico especializado, equipado com uma câmera capaz de detectar a intensidade e a polarização da luz.

"Como as nanoestruturas modificam a forma em que a luz viaja através delas, usamos óptica especial para 'ver' essas mudanças de polarização, que são novamente decodificadas em dados digitais", segundo ele.

Os "cristais de memória" de Kazansky precisam de energia apenas para o processo de escrita dos dados. Mas não é necessário ter energia adicional para sua manutenção e o processo de leitura também não apresenta consumo intensivo.

Eles podem reter uma quantidade vertiginosa de dados em uma área muito pequena. Teoricamente, até 360 terabytes (TB) — equivalentes a 36 mil GB — cabem um disco de vidro de cinco polegadas (12,7 cm).

Kazansky afirma ainda que eles podem durar essencialmente para sempre. Os discos são feitos de vidro de sílica fundida, conhecido pela sua durabilidade e estabilidade térmica.

A única precaução é mantê-los dentro de um recipiente resistente, pois, por serem feitos de vidro, eles continuam sendo susceptíveis às tradicionais quebras.

Cristal de vidro da SPhotonix, mostrando imagens digitais de uma pintura da caverna de Chauvet, na França, e uma imagem gerada por IA de uma alunissagem, foi lançado em órbita em junho de 2025 — Foto: SPhotonix via BBC

Em conjunto com seu filho, Kazansky fundou em 2024 uma empresa chamada SPhotonix, para comercializar sua ideia. A companhia completou recentemente uma rodada de financiamento de US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 23,2 milhões).

O professor afirma que a SPhotonix já está em contato com empresas de tecnologia para estrear alguns dos seus protótipos em centros de dados durante os próximos dois anos.

Mas, por enquanto, ele destaca que o objetivo continua sendo "aperfeiçoar a tecnologia para garantir que ela seja suficientemente robusta" para estes usos.

Atualmente, a empresa pode atingir velocidade de leitura de cerca de 30 MB por segundo. Mas ela espera aumentar a velocidade de leitura e escrita para 500 MB por segundo nos próximos três a cinco anos, segundo Kazansky.

Em termos de comparação, as soluções mais recentes de armazenamento em fita magnética oferecem até 400 MB por segundo.

"Nossa meta é fazer com que recuperar os dados… seja tão fácil quanto usar um disco rígido moderno", afirma ele. Mas nem todos acreditam que os cristais de memória representem o futuro imediato do armazenamento de dados.

Para o professor de ciência da computação Srinivasan Keshav, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, um dos problemas é que a tecnologia não é "compatível com a infraestrutura existente", o que gera "enormes barreiras para sua adoção".

Kazansky não é o único que estuda como enfrentar o enorme acúmulo de dados do século 21. Ele pode ter encontrado respostas em grãos de areia, mas outros recorreram ao substrato granular de toda a vida orgânica.

O físico soviético Mikhail Samoilovich Neiman (1905-1975) foi o primeiro a propor a ideia de usar o DNA como meio de armazenamento, em 1964.

Demonstrações realizadas desde a década de 1980 confirmaram sua viabilidade. Seus defensores afirmam que o DNA oferece uma solução extraordinariamente eficiente e duradoura.

Teoricamente, um único grama de DNA poderia armazenar até 215 petabytes (PB), ou 215 milhões de GB de dados, por milhares de anos. E transformar bytes em bases nitrogenadas é surpreendentemente simples.

"Você pega seus dados digitais e os atribui aos componentes básicos do DNA", explica o professor de gestão de dados Thomas Heinis, do Imperial College de Londres.

"Depois, você sintetiza uma molécula (a representação física real desses dados) e a armazena pelo tempo que quiser", afirma o professor.

A frase favorita entre os pesquisadores do armazenamento de dados em DNA é que "você poderia guardar todos os dados do mundo em uma colherada", comenta Heinis. Mas ele acrescenta que, na prática, seria muito difícil localizar a informação desejada dentro daquela massa indiferenciada.

"Ele é eficiente do ponto de vista energético, pois, se você guardar em local adequado, não necessita de refrigeração", segundo o professor.

Estão começando a surgir startups especializadas em armazenamento em DNA. E, nos últimos anos, houve avanços na redução do custo de "leitura" do DNA, segundo Heinis. Mas o custo total ainda é um obstáculo.

"Na parte da 'escrita', ainda não observamos grandes avanços, de forma que isso realmente precisa ocorrer", segundo Heinis. "Quando for suficientemente barato, tudo o mais irá se encaixar."

Heinis descreve os cristais de memória de Kazansky como um "concorrente direto do armazenamento em DNA", mas o DNA poderia ser vantajoso porque "sempre poderemos ler DNA", devido às suas amplas aplicações médicas.

"Com outras tecnologias, a questão é por quanto tempo existirá o dispositivo de leitura."

Heinis destaca que, atualmente, é cada vez mais difícil ler meios de gravação como os disquetes, que surgiram nos anos 1970, mas ficaram praticamente obsoletos no início do século 21.

"Existem empresas que oferecem armazenamento de dados por mais de 100 anos. Mas quais delas continuarão existindo daqui a um século?", questiona ele.

O DNA pode armazenar enorme quantidade de dados e suas necessidades de conservação não consomem muita energia — Foto: Getty Images via BBC

Entre as gigantes da tecnologia, a Microsoft é quem demonstrou mais interesse em experimentar novos tipos de armazenamento de dados.

Em 2016, a empresa anunciou ter armazenado 200 MB de dados em DNA, incluindo um banco de sementes do Silo Global de Sementes de Svalbard e a Declaração Universal dos Direitos Humanos em mais de 100 idiomas.

"A demanda por armazenamento de dados na nuvem a longo prazo atinge níveis sem precedentes e estamos chegando ao limite do possível com as tecnologias atuais", declarou à BBC um porta-voz da Microsoft.

A Microsoft também patrocinou o grupo de pesquisa de Kazansky na Universidade de Southampton, como parte do seu Projeto Sílica, entre 2017 e 2019.

"Juntos, demonstramos o princípio fundamental; depois disso, eles continuaram desenvolvendo a tecnologia de forma independente", segundo Kazansky.

Equipamentos de pesquisa para a criação de cristais de vidro desenvolvidos pela Microsoft — Foto: Microsoft via BBC

Em fevereiro de 2026, a Microsoft publicou um artigo na revista Nature, detalhando um novo avanço neste campo. A empresa conseguiu armazenar dados em vidro de borossilicato, o mesmo utilizado em utensílios de cozinha e portas de fornos, além do vidro padrão de sílica fundida.

O vidro de borossilicato é muito mais barato, o que faz com que a ideia seja economicamente mais viável. E também é muito durável; a empresa afirma que estes dados poderiam ser armazenados por até 10 mil anos.

A Microsoft informou à BBC que, embora seus testes conceituais tenham demonstrado resultados promissores, a empresa ainda não comercializa esta linha de pesquisa.

Solucionar o problema do armazenamento de dados a longo prazo é apenas uma parte do desafio representado pelos centros de dados e seu enorme consumo de energia.

A sílica e o DNA são "muito atraentes do ponto de vista da sustentabilidade", reconhece a professora Tania Malik, da Faculdade de Computação e Cibersegurança da Universidade Tecnológica de Dublin, na Irlanda.

"Mas é pouco provável que estas tecnologias substituam o armazenamento convencional para a informática cotidiana ou as cargas de trabalho de IA em um futuro próximo", alerta ela.

Malik destaca que existem formas mais práticas de abordar, em curto prazo, o problema do consumo de energia associado aos "dados quentes".

"Uma questão importante é melhorar a eficiência da infraestrutura, por exemplo, com processadores com uso mais eficiente de energia e técnicas avançadas de refrigeração, como a refrigeração líquida ou por ar externo", explica ela.

Paralelamente, a professora destaca que existe um "reconhecimento cada vez maior de que a eficiência também deve ser abordada em nível de software e das cargas de trabalho, não apenas em nível de infraestrutura".

Malik afirma que, "na informática de alto rendimento e na computação em nuvem, o rendimento tem sido tradicionalmente a métrica dominante, mas é preciso considerar a eficiência energética com a mesma importância".

Para ela, "isso significa projetar algoritmos e aplicativos com consciência do consumo de energia".

A professora destaca ainda que isso também implica o uso da potência adequada de computação para cada tarefa. Afinal, "nem todas as tarefas necessitam do maior modelo de IA possível, nem do tempo de execução mais rápido".

Mas, frente ao acúmulo exponencial de dados, é possível que venha a ser necessária uma reorganização mais radical, segundo Malik.

Cada vez mais, parte da solução consiste em "termos mais propósito em relação ao que decidimos conservar", conclui a professora.

Há 3 horas Blog da Andréia Sadi Patrimônio de Vorcaro quase dobrou em ano que Master começou a ser investigadoHá 3 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 46 minutos O Assunto SADI: EUA não vão considerar posição do Brasil sobre PCC e terrorismoHá 46 minutosO que diz a ordem do governo Trump para combater cartéis na América LatinaHá 46 minutosPesquisa eleitoralQuaest, 2º turno: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados pela 1ª vez, ambos com 41%

Há 14 horas Eleições 2026 51% desaprovam e 44% aprovam o governo LulaHá 14 horas43% têm mais medo de Lula seguir no poder; 42% temem a família BolsonaroHá 14 horas46% dizem que Lula é radical, e 45% afirmam o mesmo sobre Flávio Há 14 horasDatafolha: 46% avaliam que situação econômica do país piorou; para 24%, melhorou

Há 9 horas Política IPSOS-IPEC: governo Lula tem pior avaliação em gastosHá 9 horasQUAEST: 48% dizem que a economia piorou nos últimos 12 mesesHá 9 horasGuerra no Oriente MédioComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 1 hora Mundo Trump diz que EUA sabem onde estão ‘células adormecidas’ do IrãHá 1 horaDrone iraniano atinge prédio de luxo em DubaiHá 1 horaPreço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio

Há 55 minutos Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataques a naviosHá 55 minutosComo a maior liberação de reservas da história contorna bloqueio no Estreito de OrmuzHá 55 minutosAustrália autoriza mudança no combustível para conter alta do petróleoHá 55 minutosMato GrossoFilhos de vítima de feminicídio são presos no velório da mãe após sequestrarem suspeito

Há 5 horas Mato Grosso BrasileirãoCom gols de Pedro e Carrascal, Flamengo vence Cruzeiro no Maracanã

0

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A tentativa de 32 países de contornar bloqueio do Estreito de Ormuz com maior liberação de reservas de petróleo da história

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 12/03/2026 04:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,1590,04%Dólar TurismoR$ 5,3620,1%Euro ComercialR$ 5,969-0,33%Euro TurismoR$ 6,212-0,33%B3Ibovespa183.969 pts0,28%Oferecido por

A Agência Internacional de Energia (AIE) vai liberar 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz em plena guerra no Irã.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/3) por seu diretor-executivo, Fatih Birol, depois de o governo do Irã ameaçar não deixar passar "um único litro de petróleo" pelo corredor marítimo que até agora escoava mais de 20% do transporte global desse recurso energético crucial.

Birol afirmou que os 32 países membros votaram unanimemente a favor da maior liberação de reservas de petróleo da história da Agência Internacional de Energia.

A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados, em sua maioria economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.

Os 400 milhões de barris de petróleo equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que, em circunstâncias normais, flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias.

Estreito de Ormuz escoava mais de 20% do transporte global de petróleo. — Foto: Getty Images via BBC

A Agência Internacional de Energia (AIE) vai liberar 400 milhões de barris de petróleo para compensar a perda de suprimento causada pelo fechamento de fato do Estreito de Ormuz em plena guerra no Irã.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/3) por seu diretor-executivo, Fatih Birol, depois de o governo do Irã ameaçar não deixar passar "um único litro de petróleo" pelo corredor marítimo que até agora escoava mais de 20% do transporte global desse recurso energético crucial.

Birol afirmou que os 32 países membros votaram unanimemente a favor da maior liberação de reservas de petróleo da história da Agência Internacional de Energia.

A AIE é um organismo internacional que coordena a política energética e as reservas estratégicas de petróleo de 32 países industrializados, em sua maioria economias avançadas da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico.

A lista de membros inclui a maior parte da Europa Ocidental (como França, Itália, Alemanha e Reino Unido), além de Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Turquia e EUA. O Brasil é considerado um país "em vias de adesão".

"Os desafios que enfrentamos no mercado do petróleo são de uma escala sem precedentes; portanto, fico extremamente satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de magnitude igualmente sem precedentes", declarou o diretor-executivo.

A agência especificou que as reservas de emergência estarão disponíveis no mercado dentro de um prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país membro.

Os 400 milhões de barris de petróleo equivalem a quatro dias de consumo mundial ou ao que, em circunstâncias normais, flui pelo Estreito de Ormuz em 20 dias.

Esta é a sexta vez que a AIE aprova uma liberação coordenada de reservas de petróleo, depois de tê-lo feito em 1991, 2005, 2011 e duas vezes em 2022.

Segundo dados do próprio organismo, seus membros mantêm reservas de emergência superiores a 1,2 bilhão de barris, além de outros 600 milhões armazenados pela indústria petrolífera em cumprimento de obrigações legais impostas pelos governos.

Os preços dos barris Brent e WTI estavam na faixa dos US$ 60 antes do início da guerra no Irã — um valor relativamente baixo em comparação com dados históricos, devido à oferta abundante.

O conflito chegou a elevar o preço do barril para acima de US$ 100, embora nos últimos dias ele tenha se moderado para a faixa de US$ 80–90.

De todo modo, o preço da gasolina subiu em quase todos os países, e muitos governos passaram a considerar medidas de contingência caso a crise se agrave.

O regime do Irã, por sua vez, anunciou anteriormente nesta quarta-feira que pôs fim à sua política de ataques militares recíprocos para se concentrar no bloqueio do Estreito de Ormuz.

Especialistas interpretam essa estratégia como uma tentativa de usar o controle sobre o estreito para pressionar a alta dos preços e aumentar o custo econômico da guerra para os Estados Unidos e seus aliados.

Irã tem apostado em fechar o Estreito de Ormuz para pressionar seus adversários na guerra. — Foto: Getty Images via BBC

A política de Teerã agora será "ataque após ataque", declarou o porta-voz Ebrahim Zolfaqari, do quartel-general do comando militar Khatam al Anbiya, em Teerã, em um comunicado.

Ele afirmou que o Irã não permitirá que "nem um único litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz com destino aos Estados Unidos, a Israel e a seus aliados.

"Qualquer navio ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo. Preparem-se para que o barril de petróleo chegue a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram."

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira o aumento dos preços do petróleo como uma "questão de guerra" e afirmou que os mercados financeiros devem "voltar ao normal" em breve, em declaração à imprensa.

Ele assegurou que suas forças militares "atacaram 28 'navios mineiros' até o momento", fazendo referência a embarcações iranianas supostamente destinadas a atacar navios comerciais com minas em Ormuz.

O Exército dos Estados Unidos, que há dias busca uma forma de neutralizar a ameaça militar ao tráfego marítimo no estreito, sugeriu a possibilidade de ataques iminentes a portos na costa sul do Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) advertiu os civis iranianos para "evitarem imediatamente" todos os portos ao longo do estreito onde operam as forças navais do país.

O Centcom afirmou que o regime iraniano está utilizando portos civis para "operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional".

"Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes", diz a mensagem de advertência.

O comunicado especifica que portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam "alvos militares legítimos, segundo o direito internacional".

Anteriormente, o Centcom havia divulgado imagens do que descreveu como 16 navios mineiros iranianos destruídos nas proximidades do estreito de Ormuz.

Trump também declarou nesta quarta-feira — desta vez ao portal de notícias Axios — que a guerra terminará "em breve" e que "praticamente não resta nada para atacar".

Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a guerra "continuará por tempo indeterminado".

Ele alegou que o conflito seguirá enquanto for necessário e até que todos os objetivos da campanha conjunta israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, sejam alcançados, segundo relataram a agência Reuters e o jornal The Times of Israel.

Nessa situação, alguns países produtores da região estão tentando encontrar alternativas para lidar com a crise no Estreito de Ormuz.

A Arábia Saudita está aumentando o fluxo de petróleo através de sua rede de oleodutos Leste–Oeste, enquanto outros Estados petrolíferos do Golfo Pérsico estão reduzindo a produção, informa de Riad, a capital saudita, Sameer Hashmi, correspondente da BBC News no Oriente Médio.

O oleoduto de 1,2 mil km transporta petróleo dos campos do Golfo até os terminais de exportação no Mar Vermelho, o que permite que os embarques evitem o gargalo energético do estreito de Ormuz.

Antes da crise atual, o oleoduto Leste–Oeste saudita transportava cerca de 2,8 milhões de barris de petróleo por dia.

O diretor-executivo da gigante petrolífera saudita Aramco, Amin Nasser, confirmou na terça‑feira (10/3) que agora estão aumentando o fluxo até sua capacidade máxima, de aproximadamente 7 milhões de barris diários, já que os petroleiros estão transferindo as operações de carregamento para os portos no Mar Vermelho.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão entre os poucos produtores do Golfo com oleodutos projetados para contornar parcialmente o Estreito de Ormuz.

O Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pode enviar cerca de 1,8 milhão de barris diários até o porto de Fujairah, no Golfo de Omã.

Mas, mesmo operando em plena capacidade, os oleodutos administrados pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos transportariam menos da metade do petróleo que normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.

Outros produtores do Golfo que não contam com alternativas semelhantes, como Kuwait e Iraque, já começaram a reduzir a produção.

Amin Nasser descreveu a interrupção atual como "a maior crise que a indústria de petróleo e gás da região já enfrentou".

Há 3 horas Blog da Andréia Sadi Patrimônio de Vorcaro quase dobrou em ano que Master começou a ser investigadoHá 3 horas🎧 PodcastO ASSUNTO: os interesses dos EUA em classificar PCC e CV como terroristas

Há 44 minutos O Assunto SADI: EUA não vão considerar posição do Brasil sobre PCC e terrorismoHá 44 minutosO que diz a ordem do governo Trump para combater cartéis na América LatinaHá 44 minutosPesquisa eleitoralQuaest, 2º turno: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados pela 1ª vez, ambos com 41%

Há 14 horas Eleições 2026 51% desaprovam e 44% aprovam o governo LulaHá 14 horas43% têm mais medo de Lula seguir no poder; 42% temem a família BolsonaroHá 14 horas46% dizem que Lula é radical, e 45% afirmam o mesmo sobre Flávio Há 14 horasDatafolha: 46% avaliam que situação econômica do país piorou; para 24%, melhorou

Há 9 horas Política IPSOS-IPEC: governo Lula tem pior avaliação em gastosHá 9 horasQUAEST: 48% dizem que a economia piorou nos últimos 12 mesesHá 9 horasGuerra no Oriente MédioComo funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz

Há 1 hora Mundo Trump diz que EUA sabem onde estão ‘células adormecidas’ do IrãHá 1 horaDrone iraniano atinge prédio de luxo em DubaiHá 1 horaPreço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio

Há 53 minutos Economia Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 de novo após ataques a naviosHá 53 minutosComo a maior liberação de reservas da história contorna bloqueio no Estreito de OrmuzHá 53 minutosAustrália autoriza mudança no combustível para conter alta do petróleoHá 53 minutosMato GrossoFilhos de vítima de feminicídio são presos no velório da mãe após sequestrarem suspeito

Há 5 horas Mato Grosso BrasileirãoCom gols de Pedro e Carrascal, Flamengo vence Cruzeiro no Maracanã

0

PREVIOUS POSTSPage 3 of 4NEXT POSTS