RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

BTG tem desvio de cerca de R$ 100 milhões em ataque hacker e suspende operações com PIX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 21:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa180.271 pts0,35%Oferecido por

Um ataque hacker contra o banco BTG Pactual desviou cerca de R$ 100 milhões da instituição durante a manhã deste domingo (22). O roubo teria acontecido por meio de uma falha relacionada as operações por PIX. Interlocutores dizem que a maior parte dos recursos já foi recuperada, restando entre R$ 20 milhões a R$ 40 milhões a serem buscados.

Os sistemas do Banco Central e do Pix não foram atacados, mas houve um “problema localizado” na instituição financeira – que foi identificado pela área técnica da autoridade monetária.

Após o Banco Central identificar atividades atípicas nas contas da instituição, o BTG suspendeu todas as operações relacionadas ao PIX. De acordo com o banco, a invasão não conseguiu acesso as contas dos clientes e nenhum recurso foi extraído delas.

Em nota, o banco confirmou o ataque e que medidas foram tomadas para diminuir o impacto. Além disso, informou que está "disponível" para tirar dúvidas dos clientes.

O BTG Pactual informa que identificou na manhã deste domingo (22/03) atividades atípicas relacionadas ao PIX. O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto. Enquanto investiga o caso, por medida de precaução, as operações por PIX estão suspensas. O BTG Pactual reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e está disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.

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Sem citar Trump, premiê da China critica unilateralismo e promete ampliar abertura econômica

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 11:04

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa180.271 pts0,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,3091,79%Dólar TurismoR$ 5,5201,71%Euro ComercialR$ 6,1351,55%Euro TurismoR$ 6,3931,49%B3Ibovespa180.271 pts0,35%Oferecido por

Primeiro-ministro da China, Li Qiang, discursa em abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai, na China, em 26 de julho de 2025. — Foto: REUTERS/Xihao Jiang

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, afirmou neste domingo (22) que o país está disposto a ampliar o comércio mundial com maior abertura econômica e também criticou o unilateralismo de alguns países.

Vários parceiros comerciais da China têm pedido ao país que reduza seu elevado superávit comercial, devido ao impacto sobre a concorrência. As exportações chinesas cresceram 21,8% nos dois primeiros meses do ano, segundo dados oficiais divulgados neste mês.

A China “promoverá de forma decidida uma abertura de alto nível, importará mais bens estrangeiros de alta qualidade e trabalhará com todas as partes para promover um desenvolvimento otimizado e equilibrado do comércio”, declarou Li a líderes empresariais em Pequim, segundo a agência Xinhua.

Li falou sobre o tema na abertura do Fórum de Desenvolvimento da China, que contou com empresários como o CEO da Apple, Tim Cook, e representantes dos bancos HSBC, UBS e Standard Chartered.

Ele criticou o avanço do unilateralismo e do protecionismo, que, segundo ele, “não são solução para os problemas”.

A China enfrentou uma guerra comercial no último ano com os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump impor tarifas unilaterais a diversos países.

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Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 08:05

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis Inspiradas pela natureza, artesãs da zona rural de Itapetininga (SP) transformam elementos coletados da natureza em biojoias únicas. Por Nosso Campo, TV TEM

No Distrito do Gramadinho em Itapetininga (SP), a a inspiração e a matéria-prima vêm diretamente da natureza.

A "pérola negra", uma das sementes utilizadas na produção das biojoias, é encontrada dentro de sua casca, e um punhado delas cai no chão a cada chacoalhada na árvore.

Na caminhada pelas ruas do bairro rural, as artesãs buscam outros elementos naturais que possam ter a melhor utilidade, como as sementes importantes encontradas na vagem da Leucena.

Artesãs de Itapetininga transformam matéria-prima da natureza em joias biodegradáveis — Foto: Reprodução/TV TEM

No distrito de Gramadinho, em Itapetininga (SP), artesãs transformam sementes e cascas em biojoias. Entre os materiais usados está a chamada "pérola negra", que cai da árvore sempre que o tronco é balançado.

Durante caminhadas pelo bairro rural, elas recolhem sementes e cascas de diferentes espécies, como a Leucena. O material coletado é a base para a produção artesanal das peças.

Depois da coleta, as sementes passam por tratamento antifúngico e secagem. A Leucena, por exemplo, é descascada e cozida antes de ser usada. O resultado são peças versáteis, como explica a artesã Deise Almeida: "Depois de pronto essa linda peça que pode usar como colar, cinto e pulseira".

Deise trabalhava como merendeira e não tinha experiência com artesanato. A mudança veio após um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ligado ao Sindicato Rural. "Eu me apaixonei pelo artesanato, principalmente pelas sementes", conta.

As biojoias também têm função de proteção. Plantas como alecrim, arruda, citronela e pimenta ajudam a afastar insetos. Já entre as cascas mais usadas estão as de coco, guapuruvu, jatobá e jacarandá-brasília.

A artesã Ione Berta destaca a sustentabilidade do trabalho. "É uma arte sustentável, né? Porque nada disso vai ser jogado fora. Depois que você não quiser mais, você pode desmanchar, fazer outro modelo ou jogar na natureza, porque ele decompõe da própria natureza", afirma.

Hoje, 54 mulheres integram a cooperativa. Todas recebem capacitação em cursos profissionalizantes, que ensinam tanto a produção das peças quanto noções de empreendedorismo.

O coordenador do Senar em Itapetininga, Bruno Galvão, destaca o impacto da iniciativa. "O importante do curso é fomentar, principalmente nas mulheres, uma economia criativa e uma renda fixa, e fomentar também o artesanato".

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Produtores comemoram safra recorde de abacate em Tupã após perdas no ano passado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 08:05

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Produtores comemoram safra recorde de abacate em Tupã após perdas no ano passado Após perder 95% da produção no ano passado, produtores de Tupã comemoram safra recorde de abacate, que mais que dobrou em 2026 e deve chegar a 1.100 toneladas. Por Nosso Campo, TV TEM

Em uma propriedade com cerca de 50 hectares e 5 mil árvores, a produção mais que dobrou em relação aos melhores anos.

A expectativa é colher cerca de 1.100 toneladas da fruta. Em safras anteriores, o volume girava em torno de 500 toneladas.

Produtores comemoram safra recorde de abacate em Tupã após perdas no ano passado — Foto: Reprodução/TV TEM

Após um ano de perdas, produtores de abacate de Tupã (SP) celebram uma safra recorde em 2026. Em uma área de 50 hectares com 5 mil árvores, a produção mais que dobrou em relação aos melhores anos.

A previsão é colher cerca de 1.100 toneladas, mais que o dobro da média de 500 toneladas registrada em anos anteriores. Quase metade da safra será exportada.

O produtor Jorge Manfré, com 30 anos de experiência, afirma que nunca viu resultado tão positivo. Em 2025, perdeu 95% da safra por causa do clima.

Em 2026, o cenário foi diferente. A chuva veio na medida certa e antecipou a safra, que costuma começar no fim de fevereiro.

Outros produtores da região também registram bons resultados, com aumento na produção e variedade de tipos de abacate.

O agrônomo Idoraldo Dassi Júnior explica que o clima foi decisivo para o bom desempenho. Mas alerta que o excesso de chuva exige mais cuidados no manejo.

Com a safra maior, os produtores acompanham o mercado. O aumento da oferta pode reduzir o preço da fruta.

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Produção de tilápia cresce no interior paulista com investimento em tecnologia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 08:05

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Produção de tilápia cresce no interior paulista com investimento em tecnologia Riolândia (SP) é responsável pela produção 300 toneladas por mês e aposta em manejo e inovação para atender demanda do mercado e garantir qualidade do pescado Por Nosso Campo, TV TEM

Em Riolândia (SP), no noroeste do estado, uma empresa se destaca ao produzir cerca de 300 toneladas de pescado por mês.

Toda a produção é destinada a frigoríficos de São Paulo e Minas Gerais, o que reforça a alta demanda pelo produto no mercado.

Produção de tilápia cresce no interior paulista com investimento em tecnologia — Foto: Reprodução/TV TEM

A produção de tilápia-do-nilo cresce no interior de São Paulo. Em Riolândia, no noroeste do estado, uma empresa produz cerca de 300 toneladas de peixe por mês. Todo o pescado é enviado para frigoríficos de São Paulo e Minas Gerais, o que mostra a alta demanda pelo produto.

Os peixes chegam de Monte Aprazível (SP) com cerca de 30 gramas e ficam nos tanques até atingirem entre 900 gramas e 1 quilo, peso considerado ideal para venda.

Nesse período, recebem ração a cada 15 minutos, somando cerca de 350 quilos por dia. O manejo ajuda no crescimento saudável e no controle de doenças.

Para manter a produtividade, a empresa aposta em tecnologia. Os tanques têm sistemas de imersão e submersão que facilitam a limpeza, e motores hidráulicos aceleram a retirada dos peixes.

A produção começou em 2008 e vem passando por modernizações. Desde 2024, foram investidos cerca de R$ 3,5 milhões, incluindo uma balsa automatizada que melhora o abastecimento de ração e garante precisão na alimentação.

O setor cresce junto com os investimentos em tecnologia. São Paulo é o segundo maior produtor de tilápia do Brasil, atrás do Paraná, e tem forte estrutura de processamento. Pesquisas do Instituto de Pesca também ampliam o conhecimento sobre a espécie, como a criação do primeiro banco de germoplasma da tilápia-do-nilo no país.

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Até R$ 3,1 mil por mês: como americanos transformam o próprio sangue em renda extra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 04:49

Trabalho e Carreira Até R$ 3,1 mil por mês: como americanos transformam o próprio sangue em renda extra Remunerada nos Estados Unidos, a doação de plasma virou alternativa para complementar renda — e já atinge até a classe média, mostra o New York Times. Por Redação g1 — São Paulo

Prática, que mistura necessidade financeira com demanda médica global, movimenta bilhões de dólares.

Embora o termo mais usado seja "doação", na prática, os participantes recebem pagamento.

Para muita gente, esse dinheiro tem destino certo: gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa.

Uma renda extra que vem do próprio corpo: vender plasma sanguíneo tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum entre americanos — inclusive na classe média. A prática, que mistura necessidade financeira com demanda médica global, movimenta bilhões de dólares e já virou rotina para muitas pessoas nos Estados Unidos.

💉 O plasma é a parte líquida do sangue, de coloração amarelada, e é essencial para a produção de medicamentos usados em tratamentos de doenças graves. Entre eles estão terapias para imunodeficiências, doenças hepáticas e distúrbios de coagulação.

Segundo reportagem do jornal "The New York Times", cerca de 215 mil pessoas vendem plasma todos os dias no país. Embora o termo mais usado seja "doação", na prática, os participantes recebem pagamento — em média, entre US$ 60 (R$ 314) e US$ 70 (R$ 366) por sessão.

Como é permitido doar até duas vezes por semana, muitos chegam a faturar até US$ 600 (R$ 3,1 mil) por mês. Em alguns casos, há bônus para novos doadores ou incentivos para quem mantém frequência.

Para muita gente, esse dinheiro tem destino certo: gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa.

De acordo com o New York Times, os Estados Unidos respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado no mundo. Um dos principais motivos é que o país permite o pagamento aos doadores, prática desencorajada pela Organização Mundial da Saúde.

O resultado é um setor altamente lucrativo: só em 2024, os EUA exportaram US$ 6,2 bilhões em plasma. Para grandes empresas farmacêuticas, o material é matéria-prima essencial.

Em 2025, os doadores americanos produziram 62,5 milhões de litros de plasma — o maior volume já registrado, segundo dados citados pelo jornal.

A imagem de que apenas pessoas em situação extrema recorrem a esse tipo de renda já não reflete a realidade.

profissionais de tecnologia tentando economizar para comprar uma casaprofessores buscando cobrir custos de saúdeenfermeiros lidando com despesas de crecheaposentados complementando a renda

Muitos se consideram classe média — e afirmam que, até pouco tempo atrás, não imaginavam fazer isso.

Um dos casos citados é o de Joseph Briseño, de 59 anos. Ele trabalha como supervisor em uma empresa de resíduos e ganha cerca de US$ 50 mil por ano. Ainda assim, passou a vender plasma duas vezes por semana para reforçar o orçamento.

"Isso pode ser dinheiro para gasolina, supermercado ou para guardar para emergências", disse ao New York Times. Em outro momento, admitiu: "Seria ótimo não precisar fazer isso por dinheiro extra".

Historicamente, as unidades de coleta se concentravam em áreas mais pobres — e frequentemente eram alvo de críticas por possível exploração econômica. Mas isso vem mudando.

Um estudo citado pelo New York Times, conduzido por pesquisadores da Washington University e da Universidade do Colorado, mostra que novos centros estão sendo abertos cada vez mais em bairros de classe média e até em regiões mais ricas.

Em Webster, no Texas, por exemplo, centros abriram perto de academias, lagos artificiais e escritórios financeiros — um cenário distante da imagem tradicional associada à prática.

Questionário de triagem (com histórico de saúde e hábitos)Checagem rápida de sinais vitaisPequena coleta de sangue para testeSessão de cerca de uma hora para retirada do plasma

Ao final, o pagamento costuma ser feito por meio de cartões pré-pagos. Também há programas com bônus por fidelidade ou indicação de novos doadores.

Embora seja considerada uma prática segura, o New York Times destaca que ainda existem poucos estudos sobre efeitos de longo prazo.

Segundo o New York Times, muitos doadores evitam contar que vendem plasma, por vergonha ou desconforto. Alguns falaram com o jornal apenas de forma anônima.

Outros veem a prática de forma positiva — especialmente por contribuir com tratamentos médicos. Ainda assim, especialistas são categóricos: a principal motivação é financeira.

Um estudo citado pelo New York Times aponta que, quando um centro de plasma se instala em uma região, a procura por empréstimos de curto prazo e juros altos (como os payday loans) cai quase 20% entre jovens nos primeiros três anos.

Para alguns especialistas, esses centros acabam atuando como uma espécie de "rede de segurança paralela" — ao lado de bicos, aplicativos e trabalhos informais.

Segundo o New York Times, ele está diretamente ligado a um problema maior: o descompasso entre o custo de vida e o crescimento dos salários.

Mesmo pessoas empregadas, com renda estável, estão sentindo a pressão. Despesas como moradia, alimentação e saúde aumentaram — enquanto salários permaneceram estagnados.

É o caso de muitos entrevistados, que relataram recorrer ao plasma para evitar dívidas, cobrir emergências ou simplesmente manter o padrão de vida. Em alguns casos, até aposentadorias e benefícios sociais se mostram insuficientes.

E há demanda para essa quantidade de oferta. O New York Times aponta que algumas companhias já fecharam centros menos produtivos e estudam diminuir gradualmente os pagamentos aos doadores.

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‘Primeiro emprego’ aos 27 anos: jovem relata julgamento por nunca ter sido CLT e diz ‘olhavam com pena’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 03:18

Trabalho e Carreira 'Primeiro emprego' aos 27 anos: jovem relata julgamento por nunca ter sido CLT e diz 'olhavam com pena' Mesmo com anos de trabalho informal, jovem diz que só passou a ser visto de outra forma após conquistar vínculo com empresa — ainda que como PJ. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Jovem de 27 anos viralizou ao relatar 'primeiro emprego', mas explicou que já trabalhava há anos de forma informal.

O caso expôs como o vínculo formal ainda influenciava a forma como trajetórias profissionais são percebidas.

Especialistas apontaram que o mercado passou a valorizar mais competências do que apenas o histórico em carteira.

O debate também refletiu mudanças nas carreiras, com entradas mais tardias e novos modelos de trabalho além da CLT.

O texto, publicado por Matheus Tavares na rede X (antigo Twitter), ultrapassou 2 milhões de visualizações em poucas horas. — Foto: X/ Reprodução

Aos 27 anos, Matheus Tavares chamou a atenção da internet ao anunciar que havia conseguido o "primeiro emprego". A frase, publicada nas redes sociais, viralizou rapidamente — mas também gerou muitas criticas.

Não é que ele nunca tivesse trabalhado. Ao contrário: a trajetória começou ainda na adolescência, quando atuava como office-boy no centro de São Paulo enquanto estudava para concursos militares.

Depois disso, vieram diferentes ocupações ao longo dos anos: fotógrafo em casa noturna, motoboy, vendedor, motorista de aplicativo, mecânico, técnico em celulares, além de pequenos negócios próprios e até importação de produtos

“Não era uma cobrança direta. Mas as pessoas olhavam meio com pena, como se eu estivesse sem rumo”, conta.

O que mudou agora não foi o início da vida profissional, mas o tipo de vínculo. Pela primeira vez, Matheus passou a trabalhar diretamente para uma empresa, com um contrato e um cargo definido: engenheiro de software.

"Antes eu tinha trabalhos. Agora eu tenho um emprego. Hoje eu tenho um título, consigo dizer o que eu faço", afirma.

O novo posto, porém, não é no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele foi contratado como pessoa jurídica (PJ), após abrir um CNPJ.

➡️ Ainda assim, a repercussão do caso trouxe à tona discussões que vão além da história individual: o peso do vínculo formal, o julgamento sobre trajetórias fora da CLT e a ideia de que existe um “tempo certo” para ingressar no mercado.

Criada em 1943, a CLT organiza as relações de trabalho no Brasil e garante direitos como férias, 13º salário e FGTS. Ao longo do tempo, esse modelo passou a ser associado também à ideia de estabilidade.

Dados do IBGE indicam que cerca de 38,5 milhões de brasileiros estão na informalidade, grupo que inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e parte dos que atuam por conta própria.

Para o professor Fernando Cardoso, especialista em mercado de trabalho, o vínculo formal ainda influencia a leitura sobre a trajetória de um profissional, mas deixou de ser determinante.

Segundo ele, experiências fora da CLT podem ser valorizadas, desde que apresentadas de forma estruturada, com resultados claros.

Matheus Tavares construiu uma trajetória longa, marcada por diferentes ocupações informais. — Foto: Matheus Tavares

Antes de conseguir a vaga atual, Matheus enfrentou dificuldades em processos seletivos — principalmente nas etapas iniciais.

A situação reflete um ponto levantado por especialistas: embora o mercado esteja em transição, ainda existem filtros baseados no histórico formal.

O professor Edgard Rodrigues explica que empresas mais tradicionais tendem a valorizar o registro em carteira, enquanto outras já adotam critérios diferentes.

"Há uma migração para recrutamentos que priorizam repertório, competências e capacidade de aprendizado", diz.

No caso de Matheus, o avanço veio quando ele organizou suas experiências em forma de portfólio, reunindo projetos e soluções desenvolvidas de forma independente.

A idade também apareceu como um ponto de questionamento na repercussão do caso. Mas, para especialistas, esse debate precisa ser analisado à luz de transformações mais amplas.

O economista Bruno Imaizumi, da LCA 4intelligence, explica que o mercado de trabalho brasileiro passa por mudanças estruturais que ajudam a entender trajetórias como a de Matheus. Entre elas, o envelhecimento da população, o maior tempo dedicado aos estudos e a própria redefinição do que significa construir uma carreira.

"O mercado está mais dinâmico e as pessoas permanecem mais tempo em formação. Isso faz com que a entrada no mercado formal aconteça, muitas vezes, mais tarde", afirma.

Para ele, o cenário recente também influencia esse movimento. Com a taxa de desemprego em níveis historicamente mais baixos, diferentes formas de ocupação — formais e informais — têm avançado simultaneamente.

“As carreiras estão menos lineares. O momento de entrada não define o potencial”, afirma o professor Edgard .

Para Fernando Cardoso, o modelo tradicional — estudar, se formar e ingressar imediatamente no mercado formal — já não representa a maioria das trajetórias.

"Entrar mais tarde pode significar chegar com mais repertório e mais clareza de objetivos', diz.

Ainda assim, ele ressalta que o tempo de experiência formal pode influenciar o ponto de entrada em algumas carreiras, especialmente no início.

Se o mercado amplia suas formas de avaliação, cresce também a importância de como o profissional comunica sua trajetória.

Portfólios, projetos e exemplos concretos têm ganhado espaço nesse processo, especialmente em áreas mais técnicas.

Segundo Cardoso, experiências fora da CLT costumam desenvolver habilidades valorizadas, como autonomia, adaptabilidade e resolução de problemas, mas precisam ser organizadas de forma estratégica.

A discussão também dialoga com mudanças na forma como o trabalho é percebido, principalmente entre os mais jovens, que tendem a ser mais seduzidos por trabalhos informais.

Nas redes sociais, o termo "CLT" aparece frequentemente associado a rotinas desgastantes, com longos deslocamentos e baixa remuneração — percepção que, segundo a antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, está ligada às condições enfrentadas por parte dos trabalhadores.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que alternativas como trabalho autônomo ou digital não garantem estabilidade.

'É importante considerar tanto a autonomia quanto a segurança envolvidas em cada modelo" afirma.

Foi pensando nisso que, hoje, mesmo atuando como PJ, Matheus avalia outras possibilidades, incluindo propostas no regime CLT, apesar de ainda não possuir Carteira de Trabalho.

Depois de anos em diferentes atividades, ele diz que a principal mudança não foi apenas o contrato, mas a forma como passou a organizar a própria trajetória.

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Sistema simples com potes de barro ajuda agricultores a driblar seca no Pará; veja como funciona

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 03:18

GLOBO RURAL Sistema simples com potes de barro ajuda agricultores a driblar seca no Pará; veja como funciona Sistema simples e de baixo custo garante água às plantas sem energia elétrica e já permite produção até na entressafra, aumentando a renda no campo. Por Redação g1, Globo Rural

No sudeste do Pará, uma solução simples e eficiente está mudando a realidade de agricultores familiares que, por anos, viram suas colheitas se perderem por causa da estiagem.

Batizado de Irrigapote, o sistema usa potes de argila enterrados para garantir água às plantas ao longo de todo o ano — sem depender de energia elétrica nem de altos investimentos (veja vídeo acima).

A produtora Renata, de Tucuruí, é um dos exemplos dessa transformação. Depois de deixar a rotina estressante à frente de supermercados, ela encarou um grande desafio no campo: perdeu mais de mil plantas logo no início da produção por falta de água.

A solução veio a partir de uma parceria entre a pesquisadora Lutieta Martorano, da Embrapa Amazônia Oriental, e uma universidade da Etiópia, onde a técnica foi desenvolvida.

Captação: a água da chuva é coletada por calhas nos telhados e armazenada em reservatórios;Distribuição: por meio de mangueiras e um sistema de boias, que evita desperdícios, a água chega até potes de argila enterrados próximos às plantas;Irrigação inteligente: as paredes porosas dos potes liberam a umidade de forma gradual. As raízes percebem essa umidade, crescem em direção ao pote e chegam a se fixar na argila para absorver a água diretamente.

O sistema é eficiente: um único pote pode abastecer várias plantas, e há casos em que as raízes percorrem até 7 metros para alcançar a água.

Para o pequeno produtor, o Irrigapote resolve dois dos principais desafios no campo: custo e acesso à energia.

Enquanto sistemas tradicionais de irrigação exigem investimento alto e uso de eletricidade, a tecnologia com potes de argila é mais acessível. Uma área com 100 potes custa, em média, R$ 8 mil — sendo o principal gasto a compra do material.

Em Capitão Poço, produtores de limão Taiti já começam a ver o retorno financeiro. Segundo o produtor João, o sistema permite produzir na entressafra, quando a caixa da fruta pode chegar a até R$ 100, o dobro do preço em períodos de maior oferta.

O sucesso da técnica também tem chamado a atenção de comunidades indígenas, como a Aldeia Trocará, e de comunidades quilombolas.

Nesses locais, o Irrigapote surge como uma alternativa prática e acessível para garantir segurança alimentar e viabilizar o cultivo de culturas perenes, como cacau e açaí.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

A empresa de IA que enfrentou o Pentágono nos EUA — e por que isso afeta o mundo todo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/03/2026 03:18

Tecnologia A empresa de IA que enfrentou o Pentágono nos EUA — e por que isso afeta o mundo todo O conflito entre a Antropic e o governo dos EUA levanta preocupações sobre a necessidade urgente de regulamentar o uso da tecnologia mais poderosa que já existiu. Por BBC

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono gira em torno do acesso ético à inteligência artificial de ponta — Foto: Getty Images

Enquanto o mundo observava a operação dos EUA na Venezuela e como a guerra com o Irã se tornava inevitável, uma batalha se desenhava em Washington — um alerta de que o futuro profetizado por anos, sobre o papel da inteligência artificial nas guerras, já havia chegado.

Uma empresa de inteligência artificial do Vale do Silício se recusou a seguir ordens do Pentágono (o departamento de Defesa dos EUA). E o Pentágono a tratou como se fosse inimiga do Estado. Mesmo assim, sua tecnologia de IA continuou sendo usada porque as Forças Armadas dos EUA não podiam se dar ao luxo de ficar sem ela.

Foi o que aconteceu entre a Anthropic e o departamento de Defesa nas últimas semanas. E embora tudo pareça uma mera disputa corporativa, é muito mais do que isso. É a primeira vez que uma empresa de IA confronta um aparato militar, recusando-se a eliminar limites éticos de sua tecnologia.

O confronto deixou no ar questões que preocupam a todos: até que ponto os humanos já estão delegando decisões irreversíveis e letais a máquinas? Quem decide como a IA é usada?

Essas não são perguntas retóricas. Especialistas da Universidade de Oxford alertam que este episódio "revela lacunas de governança antigas na integração da IA ​​em operações militares. Essas lacunas são anteriores neste governo (dos EUA) e persistirão após a controvérsia atual".

Por que — se a humanidade teme chegar a este ponto há tanto tempo — ainda existe um vácuo tão grande na governança da IA? É um vácuo que Logan Graham, líder da Equipe Vermelha da Anthropic, que analisa cenários negativos envolvendo tecnologia — de ataques cibernéticos a ameaças à biossegurança — conhece muito bem.

"A intuição de algumas pessoas, por terem crescido em um mundo pacífico, é de que em algum lugar existe uma sala cheia de adultos que sabem como resolver tudo", disse ele à revista Time. "Não existem esses grupos de adultos. Não existe nem mesmo uma sala. A responsabilidade é sua."

Em algum momento durante a operação que culminou em 3 de janeiro com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, a ferramenta Claude, da Anthropic, foi usada para processar dados e auxiliar na tomada de decisões.

Essa informação foi divulgada independentemente pelo Wall Street Journal e pelo site Axios, citando fontes com conhecimento direto dos eventos, e posteriormente confirmada pela revista Time, que publicou um extenso perfil da Anthropic, a empresa sediada em San Francisco que criou o Claude.

Nem o departamento de Defesa nem a Anthropic confirmaram oficialmente essa informação. Mas o que aconteceu em seguida está documentado e é muito mais revelador do que o próprio evento.

A operação para capturar Nicolás Maduro foi o estopim da disputa envolvendo a Antrhopic — Foto: Getty Images

Após a captura de Maduro, um executivo da Anthropic contatou a Palantir — a empresa de análise de dados que atua como intermediária tecnológica entre o Vale do Silício e o governo dos EUA — e perguntou: nosso software foi usado nessa operação?

A pergunta fez soar um alarme em Washington. Emil Michael, Subsecretário de Defesa e Diretor de Tecnologia do Pentágono, disse que isso gerou profunda preocupação: será que a Anthropic, em um conflito futuro, poderia "desligar seu modelo no meio de uma operação" — ativar algum mecanismo de rejeição — "e colocar vidas em risco"?

A Anthropic contesta essa interpretação: a empresa afirma que nunca tentou limitar o uso do Pentágono em nenhum caso específico e que a pergunta era rotineira.

O Pentágono exigiu que a Anthropic concedesse acesso irrestrito à sua tecnologia para "todos os usos legais". A Anthropic recusou. Pete Hegseth, Secretário de Defesa de Trump, classificou a Anthropic como um "risco para a cadeia de suprimentos", um rótulo historicamente reservado para empresas ligadas a rivais estrangeiros como a Huawei ou a Kaspersky, e não para empresas americanas que simplesmente discordam do governo.

A Anthropic processou o Pentágono por exceder sua autoridade e salvaguardas éticas, violando direitos fundamentais. Vários especialistas jurídicos acreditam que a empresa tem grandes chances de vencer a dispta jurídica.

O presidente Donald Trump, por sua vez, ordenou que todas as agências federais parassem de usar a tecnologia da Anthropic. E coroou a controvérsia com uma mensagem na plataforma Truth Social, escrita inteiramente em letras maiúsculas: "Os EUA jamais permitirão que uma empresa progressista ('woke') e radical de esquerda dite como nossas grandes forças armadas lutam e vencem guerras."

Em seu vocabulário e no de seus seguidores, "woke" é o maior dos insultos, um rótulo depreciativo para descrever ideias ou políticas progressistas relacionadas à identidade de gênero, desigualdade ou justiça social.

Foi fundada em 2021 por ex-pesquisadores da OpenAI com a premissa explícita de que a inteligência artificial representa um dos maiores riscos existenciais para a humanidade e que, precisamente por essa razão, é fundamental que aqueles que a desenvolvem sejam pessoas comprometidas em fazê-lo com segurança.

Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI — Foto: Getty Images

Em julho de 2025, a Anthropic assinou um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa, o primeiro desse tipo: um laboratório de IA que integra seus modelos em fluxos de trabalho de missão em redes classificadas.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, justificou isso em um texto publicado em janeiro deste ano. Ele escreveu que a Anthropic apoiava as forças militares e de inteligência dos EUA porque "a única maneira de responder a ameaças autocráticas é igualá-las e superá-las militarmente".

Ele acrescentou: "A formulação a que cheguei é que devemos usar IA para a defesa nacional em todas as suas formas, exceto aquelas que nos tornariam mais parecidos com nossos adversários autocráticos".

Consequentemente, o contrato com o Pentágono estabeleceu duas "linhas vermelhas": o Claude não poderia ser usado para vigilância doméstica em massa ou para armas totalmente autônomas.

Esses limites invioláveis ​​não são arbitrários; eles se baseiam em um documento da empresa que serve como sua "alma". Seu objetivo declarado é "prevenir catástrofes em larga escala", incluindo a possibilidade de a IA ser usada por um grupo humano para "tomar o poder de forma ilegítima e não colaborativa".

Amodei também argumentou perante o Pentágono que "os sistemas de IA de última geração simplesmente não são confiáveis ​​o suficiente para alimentar armas totalmente autônomas".

Neste contexto, não se trata de armas que decidem por conta própria a quem matar. "Autonomia" significa que um sistema pode atingir certos objetivos sozinho — ou com supervisão humana mínima — em ambientes complexos.

Mas existem sistemas automatizados que ajudam a tomar decisões sobre ataques. Especialistas em inteligência artificial alertam para um problema conhecido como "viés de automação": quando as regras de uso são vagas, os humanos tendem a confiar nas recomendações da máquina mais do que deveriam.

A IA não substitui o julgamento humano de uma vez: ela o corrói aos poucos, até que o operador pare de questioná-lo. Em uma situação tensa, se o sistema — que você sabe que analisou uma imensa quantidade de informações — aponta para alguns pixels na tela como um alvo urgente, é fácil aceitar sua recomendação sem muita hesitação.

Ou se um sistema de reconhecimento facial identifica alguém em uma multidão, um agente de segurança provavelmente confiará no resultado e procederá com a prisão.

Existem precedentes concretos: em diversas ocasiões documentadas, vários departamentos de polícia nos EUA acabaram prendendo pessoas erradas.

Isso coincide com a outra linha vermelha que enfureceu o governo Trump: a vigilância em massa, que afeta o cotidiano de pessoas que não estão em nenhuma zona de guerra.

Cabe ressaltar que a Anthropic se opôs especificamente à vigilância em massa de cidadãos americanos. Sua posição não é universalista. Mas o princípio por trás dela tem um alcance mais amplo. E ganha urgência porque, paralelamente a esse conflito, o governo dos EUA anunciou planos para usar IA por meio da Palantir para apoiar as operações do ICE — a agência de imigração — rastreando a localização em tempo real e o histórico financeiro de pessoas sem documentos.

Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, foi vice-presidente de pesquisa da OpenAI — Foto: Getty Images

A vigilância em massa, em diferentes graus e em diversas populações, já existe. A questão não é mais se ela ocorre, mas sim quantos controles ainda existem sobre como ela é usada.

Nesse contexto, as "linhas vermelhas" da Anthropic não são apenas filosofia corporativa: são, por ora, um dos poucos mecanismos concretos de controle e equilíbrio existentes.

E quando o Pentágono rejeitou esses limites e exigiu acesso irrestrito, a Anthropic se viu sozinha para manter sua posição, sem um arcabouço legal para apoiá-la e sem regulamentação internacional para protegê-la, tendo apenas suas cláusulas contratuais como escudo.

A relutância do departamento de Defesa em permitir que uma empresa privada imponha limites é, para muitos, justificada.

Embora as recentes operações militares em cidades dos EUA, na Venezuela e no Irã tenham sido conduzidas com mínima consulta ao Congresso, o uso de IA é tão crucial que deveria ser regulamentado por leis aprovadas por representantes democraticamente eleitos, argumentam alguns.

Mas o Legislativo ainda não aprovou leis sobre o assunto. Assim, a exigência do Pentágono pela liberdade de usar o Claude para "todos os usos lícitos" parece razoável até que se questione o que, exatamente, é lícito nesse contexto.

Não há uma definição consensual no direito internacional sobre o que constitui uma arma autônoma letal. O direito internacional humanitário — as normas que regem os conflitos armados desde as Convenções de Genebra — foi construído em torno de decisões humanas: um soldado apertando o gatilho e um comandante dando uma ordem.

Esses marcos não contemplam sistemas que detectam, selecionam e eliminam alvos com mínima ou nenhuma intervenção humana direta. É o que os especialistas chamam de "vácuo de responsabilidade": uma deficiência crítica em que as estruturas legais existentes não conseguem determinar quem é o responsável quando um sistema autônomo comete uma violação.

Se um drone com inteligência artificial matar civis, quem será responsabilizado? O programador? O comandante? A empresa que fabricou o sistema? O direito internacional não oferece uma resposta clara. E, na ausência de resposta, "uso lícito" significa, na prática, o que cada Estado decidir que significa.

Pete Hegseth, Secretário de Defesa de Trump, classificou a Anthropic como um 'risco para a cadeia de suprimentos', rótulo historicamente reservado para empresas ligadas a rivais estrangeiros como a Huawei ou a Kaspersky — Foto: Getty Images

Nesse contexto, surge uma questão delicada: essa discussão está sendo a feita no tempo certo? A resposta talvez seja: não oportuna o suficiente para ser preventiva; mas ainda assim, sim, oportuna o suficiente para ser útil.

O debate formal sobre armas autônomas começou em 2013. Onze anos depois, o resultado são diretrizes voluntárias. Em 2024, durante uma conferência internacional em Viena, o Ministro das Relações Exteriores da Áustria incentivou o progresso com uma declaração inquietante: "Este é o momento Oppenheimer da nossa geração".

Ele se referia ao momento em que a humanidade tomou consciência do poder destrutivo da bomba atômica: como naquela ocasião, a tecnologia já existe, e agora é preciso decidir como controlá-la.

Só que, diferentemente das armas nucleares — caras, escassas e com uma marca inconfundível —, os sistemas autônomos são baratos, produzidos em massa e difíceis de rastrear. Portanto, são estruturalmente mais difíceis de controlar por meio de tratados.

Naquele mesmo ano de 2024, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução criando um fórum, sob supervisão das Nações Unidas, para discutir os desafios e preocupações com o uso de armas autônomas e o que fazer sobre isso, com 166 votos a favor. Apenas três países votaram contra: Rússia, Coreia do Norte e Belarus.

O voto mostra que a preocupação é quase universal. O que falta é um tratado vinculativo e mecanismos de aplicação, algo que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, vem defendendo há alguns anos. Alguns especialistas, no entanto, temem que, como aconteceu com outras armas, tal tratado só seja firmado após uma catástrofe.

Enquanto advogados e diplomatas debatem, engenheiros constroem. E o que eles constroem já está sendo usado.

O general americano Stanley McChrystal, ex-comandante das forças americanas e da Otan no Afeganistão, certa vez resumiu isso de forma contundente: nunca antes na história alguém foi capaz de ver, decidir e matar uma pessoa do outro lado do mundo em questão de minutos.

Essa afirmação agora precisa ser atualizada. A questão não é mais apenas ver, decidir e matar, mas até que ponto estamos dispostos a delegar a decisão a uma máquina.

Essa transição já está sendo testada no campo de batalha. Na Ucrânia, em dezembro de 2024, as forças do país realizaram a primeira operação totalmente não tripulada perto de Kharkiv: dezenas de veículos terrestres autônomos e drones atacaram posições russas sem nenhum soldado em terra.

A lógica tática é esclarecedora. Os operadores lançam os drones e veículos autônomos sabendo que a comunicação com eles será bloqueada em poucos minutos. O sucesso depende de quão bem eles são programados para agir autonomamente quando isso acontecer.

Eles navegam de forma independente, evitam interferências eletrônicas e continuam a missão mesmo sem supervisão humana. Isso não é um detalhe insignificante: os drones já causam entre 70% e 80% das vítimas nessa guerra, de acordo com estimativas da inteligência europeia.

Assim que a Anthropic perdeu o contrato, sua rival OpenAI surgiu como alternativa — Foto: Getty Images

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, reconheceu que a inteligência artificial é uma ferramenta fundamental para a identificação de alvos, permitindo que os EUA "analisem vastas quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam tomar decisões mais inteligentes e mais rápidas do que o inimigo".

A história tem um final paradoxal. Dario Amodei declarou, referindo-se às exigências do Pentágono: "Não podemos, em sã consciência, atender ao pedido deles." A Anthropic perdeu o contrato.

E então algo inesperado aconteceu. No dia seguinte ao anúncio do novo acordo pelo Pentágono, o aplicativo Claude ultrapassou o ChatGPT da OpenAI na App Store da Apple pela primeira vez na história.

Naquela semana, mais de um milhão de pessoas se cadastraram no Claude todos os dias, impulsionando-o ao primeiro lugar em mais de 20 países. As vendas da empresa dispararam entre o público em geral.

E tem mais. Duas coalizões de trabalhadores da Amazon, Google, Microsoft e OpenAI pediram publicamente que suas empresas seguissem o exemplo da Anthropic.

Dezenas de cientistas e pesquisadores de empresas concorrentes assinaram um parecer jurídico em apoio à Anthropic. Um general aposentado da Força Aérea, que liderou o Projeto Maven — o controverso programa de drones com IA que provocou protestos massivos de funcionários do Google em 2018 até a empresa abandonar o contrato — escreveu nas redes sociais que, embora se esperasse que ele apoiasse o Pentágono, simpatizava mais com a posição da Anthropic.

E talvez igualmente importante: a Anthropic consolidou o apoio de seus próprios engenheiros, alguns dos profissionais mais requisitados do Vale do Silício, em um dos mercados de talentos mais competitivos do planeta, onde contratos para atrair ou reter esses indivíduos podem valer dezenas de milhões de dólares.

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