Imposto de Renda

Novo Ministro da Fazenda anuncia auxiliares; Rogério Ceron será secretário-executivo

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Novo Ministro da Fazenda anuncia auxiliares; Rogério Ceron será secretário-executivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/03/2026 20:45

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Desde 2023 no Executivo, Durigan ajudou nas chamadas "medidas de recomposição de receitas", ou seja, nos aumentos de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos.

À frente do Ministério da Fazenda, Dario Durigan terá de coordenar as ações da área econômica do governo durante a campanha presidencial de Lula à uma nova reeleição, período que costuma ser tenso, marcado por embates com a oposição e divulgação de notícias falsas.

Outro assunto da pauta econômica em 2026 é a regulamentação e a transição da reforma tributária.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou, nesta segunda-feira (23) a nomeação de Rogério Ceron para o cargo de secretário-executivo da pasta. Até então, Ceron ocupava o posto de secretário do Tesouro Nacional.

"Tenho a alegria de compartilhar novidades na equipe do Ministério da Fazenda. Rogério Ceron será o novo secretário-executivo. Confio na sua capacidade de entrega, e destaco que seu trabalho à frente do Tesouro foi fundamental para avançarmos com nossa agenda nos últimos anos", disse o ministro, em uma rede social.

Como secretária-executiva adjunta, assume a professora da Universidade de São Paulo (USP), Úrsula Peres. Ela é especialista em políticas públicas.

Daniel Leal assumirá a chefia da pasta que cuida do Tesouro Nacional. A secretária de Prêmios e Apostas, por sua vez, será conduzida por Daniele Cardoso. A Secretaria de Assuntos Internacionais será dirigida por Mathias Alencastro.

"Ninguém faz nada sozinho. Somos um Ministério sério, unido e técnico. Mulheres e homens comprometidos em fazer a diferença todos os dias, trabalhando pela prosperidade das famílias brasileiras", afirmou Durigan.

Desde 2023 no Executivo, Durigan ajudou nas chamadas "medidas de recomposição de receitas", ou seja, nos aumentos de tributos anunciados pelo governo nos últimos anos, assim como na articulação e regulamentação da reforma tributária sobre o consumo e no fechamento de uma renegociação sobre a dívida dos estados, entre outros temas.

Antes da área econômica, trabalhou como consultor na Advocacia-Geral da União, entre 2017 e 2019, e no setor privado, entre 2020 e 2023, como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp. Ele coordenava temas relacionados a políticas públicas e comunicação. Durigan também fez parte da equipe de Haddad em 2015 e 2016, na prefeitura de São Paulo.

Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP), o novo ministro da Fazenda tem perfil mais discreto, menos afeito aos holofotes. Entretanto, possui bom trânsito dentro do governo e é visto por interlocutores como bom articulador junto aos setores da economia real.

À frente do Ministério da Fazenda, Dario Durigan terá de coordenar as ações da área econômica do governo durante a campanha presidencial de Lula à uma nova reeleição, período que costuma ser tenso, marcado por embates com a oposição e divulgação de notícias falsas.

Temas como o fim da jornada 6 por 1, do Imposto de Renda sobre lucros e resultados dos trabalhadores, entre outros, devem entrar na pauta. A área econômica também citou, recentemente, a possível revisão de benefícios sociais e uma reforma de encargos sobre a folha de pagamentos.

Outro assunto da pauta econômica em 2026 é a regulamentação e a transição da reforma tributária. O governo trabalha para implementar a CBS, seu imposto sobre consumo, em 2027 e, para isso, divulga normas operacionais de transição neste ano (período de testes).

Na regulamentação da reforma tributária, embora boa parte dos temas já tenham sido abordados pelo Congresso, um deles, extremamente polêmico, ainda terá de ser debatido no Legislativo: o imposto seletivo, chamado de imposto do pecado.

Pelas regras, esse imposto será cobrado sobre produtos com externalidade negativa na economia, ou seja, que geram problemas sociais e repercussões de aumento de gastos, como bebidas alcoólicas e cigarros, entre outros. O problema é que tende a haver um aumento de preços desses produtos com a regulamentação, um debate que acontecerá em ano eleitoral.

Além disso, Durigan também terá de conduzir o processo orçamentário até o fim de 2026, período no qual o governo tem por meta retomar o superávit em suas contas (considerando os limites do arcabouço fiscal e o abatimento de precatórios).

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.

Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 57,8 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Na prática, portanto, a previsão é de que o governo tenha um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026 – mesmo que, para o cálculo oficial da meta, apresente um resultado positivo.

Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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