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GR Yaris: testamos o hatch de duas portas com unidades limitadas e que custa R$ 354.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Carros GR Yaris: testamos o hatch de duas portas com unidades limitadas e que custa R$ 354.990 Criado para competir no Mundial de Rali, o GR Yaris tem motor 1.6 turbo de três cilindros e entrega alto desempenho no asfalto de autódromos. Por André Fogaça, g1 — Mogi das Cruzes (SP)

Desde 2020, o brasileiro tem dado preferência aos SUVs, segundo números de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Ainda assim, a Toyota decidiu desafiar essa lógica de mercado e lançar o GR Yaris: um hatch de duas portas, voltado a um público específico, com unidades inicialmente limitadas e preço inicial de R$ 354.990.

A marca aposta em um nicho claro: os motoristas que gostam de levar o carro para a pista de terra ou para o asfalto e que têm uma preferência pelos modelos de alto desempenho.

O GR Yaris é o menor e mais leve carro da Gazoo Racing, divisão da Toyota dedicada exclusivamente a modelos esportivos.

O veículo mede exatamente quatro metros de comprimento — sete centímetros a menos que o Volkswagen Polo, hatch também compacto e mais vendido do Brasil em 2025, segundo a Fenabrave. O peso é de 1.305 quilos na versão automática, com oito marchas, ou de 1.325 quilos na opção manual, que tem seis velocidades.

O novo GR Yaris também conta com um motor 1.6 turbo de três cilindros, o mais potente do mundo para um conjunto feito em série — sem modificações extras, comuns em veículos particulares de competição.

São cerca de 100 cv por cilindro, o que resulta em expressivos 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre com gasolina — o que deixa o hatch bem próximo à potência do motor 2.0 turbo da Ford Ranger.

Esse número representa a força do veículo. Na picape, ela é usada para mover as cerca de duas toneladas da Ranger e ainda suportar o peso da carga na caçamba. Já no GR Yaris, que pesa aproximadamente 700 quilos a menos, essa força é direcionada à velocidade — e à diversão de quem gosta de dirigir na pista.

O g1 colocou toda essa força à prova em um autódromo de Mogi Guaçu (SP), homologado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, responsável pela Fórmula 1) e pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA).

Com o capacete colocado e as instruções de pista dadas, ficou claro que este é um dos hatches mais divertidos de dirigir em um autódromo, entre os carros vendidos prontos em concessionárias. Entenda o motivo nos próximos parágrafos.

É possível pular diretamente para a descrição do carro clicando aqui. Antes, porém, vale explicar como este esportivo se comporta em seu ambiente mais favorável: o asfalto de um autódromo.

A primeira impressão ao assumir o volante é a de estar em um hatch comum, mas tudo muda ao acelerar com mais força. Nesse momento, duas sensações surgem imediatamente e tomam conta da cabine:

O isolamento acústico é mínimo, e o motor parece estar praticamente exposto à cabine;O calor do motor também passa para a cabine.

Engatada a primeira marcha, a experiência varia conforme o câmbio escolhido na compra. No manual, as trocas durante o teste foram curtas e fáceis de engatar. O carro frequentemente sugeria subir a marcha, mesmo em situações em que o teste exigia mais força do motor — algo que normalmente pede uma marcha mais baixa.

No automático, as trocas são feitas pelo próprio carro, mas há também abas atrás do volante, semelhantes às usadas na Fórmula 1. O teste foi realizado das duas maneiras: com trocas manuais pelas abas e deixando o sistema decidir sozinho.

O ponto principal é que, mesmo com oito marchas, o câmbio mantinha o motor sempre em cheio nas trocas. Isso garantia força constante na tração integral e preservava o ronco característico do motor, sem priorizar a economia de combustível.

Em relação à tração, o sistema nas quatro rodas permite ajustar a distribuição de força entre os eixos. Na pista, a configuração usada foi de 60% na dianteira e 40% na traseira, mas é possível alterar esses valores para:

Em ambas as opções de câmbio, a sensação foi de trocas rápidas, ainda que mais longas quando se pensa em um carro “de rua”. São oito marchas, e a última não passa a impressão de ser fraca ou sem força.

Somando a tração integral e o torque sempre disponível, o resultado é um carro que lembra um kart: baixo, firme e estável.

Mesmo forçando bastante durante o teste no autódromo, não foi possível fazer o GR Yaris cantar pneus em curvas. É claro que, com atitudes extremas, qualquer carro pode perder o controle, mas, ao buscar um bom tempo de volta, o GR Yaris se mantém seguro e previsível.

Para isso, o carro conta com freios de alto desempenho, todos a disco, além de uma bitola traseira mais larga — que é a distância entre os centros das rodas em um eixo. Esse conjunto garante maior controle tanto nas frenagens fortes quanto nas retomadas.

Os freios suportaram com tranquilidade a condução intensa exigida de um esportivo em pista. Mesmo após duas voltas rápidas e o retorno aos boxes, as pinças não apresentavam aquecimento excessivo — e isso em um dia com temperatura próxima dos 35 °C.

Após quatro voltas rápidas — duas com câmbio automático e duas com o manual — é possível afirmar com segurança que a versão automática do GR Yaris não deixa nada a desejar em relação à manual.

É claro que sentir a resistência do câmbio manual, que orienta as trocas de marcha pela própria resposta da alavanca, é mais envolvente. Ainda assim, manter as duas mãos no volante enquanto as trocas são feitas pelas abas, à moda da Fórmula 1, também agrada.

Mas ao pensar o GR Yaris como um carro voltado principalmente à diversão — e considerando que o uso diário ficará a cargo de outro veículo — o câmbio manual surge como a melhor escolha. Já em situações de trânsito pesado, o automático se mostra mais confortável, especialmente em longos períodos de condução em baixa velocidade.

Por fora, o GR Yaris é exótico. Na dianteira, ele tem aparência de um hatch mais agressivo, com faróis que lembram olhos furiosos e uma grande entrada de ar no radiador. O conjunto é chamativo e deixa claro que não se trata de um compacto comum.

Já na traseira, as sensações são mistas. O para-choque grande demais e as lanternas que parecem ter sido pensadas para um carro maior passam uma impressão desproporcional, como quando uma criança calça os sapatos dos pais.

Por outro lado, chamam atenção as duas ponteiras cromadas das saídas de escapamento. Elas são reais, funcionais e contribuem para o ronco característico de um carro esportivo.

Por dentro, o conforto não é o ponto forte. Não por causa dos bancos em formato de concha, que seguram muito bem motorista e passageiro, mas pelo acabamento simples e pelo espaço reduzido na fileira traseira, que, com muita sorte, acomoda apenas uma criança pequena.

Outro ponto que causa estranhamento visual é o painel, que lembra o de um ônibus. Trata-se de uma grande peça de plástico, reta na vertical e levemente curvada na horizontal. Nela estão o painel digital de instrumentos e a central multimídia de oito polegadas, surpreendentemente moderna para um interior tão simples e de aparência mais antiga.

Tudo isso seria um grande problema em um hatch comum que custa mais de R$ 350 mil, mas faz mais sentido quando se considera o público específico que a Toyota pretende atingir com este carro.

“É um cliente que gosta muito de motorsport, performance, apaixonado por automobilismo. São clientes que já conheciam a GR, até clientes novos com garagens recheadas de outros carros esportivos”, disse Nancy Serapião, responsável pelas marcas Gazoo Racing e Lexus no Brasil, ao g1.

“É um cliente para o track day [dia de competição em autódromo] e que também consegue usar no dia a dia. Que vai trazer mais o carro para o asfalto, do que o mato”, disse Nancy.

Andar fora de estrada faz parte do DNA do GR Yaris, desenvolvido para que a Toyota pudesse competir no Campeonato Mundial de Rali (WRC, na sigla em inglês). Ainda assim, o modelo também se sai muito bem no asfalto.

Para o lançamento e ao longo de todo o ano de 2026, a Toyota importou apenas 198 unidades do GR Yaris. Destas, 99 têm câmbio manual e outras 99 são automáticas. Mas, assim como acontece com o GR Corolla, o hatch seguirá disponível em 2027.

“Pra 2027 a gente continua trazendo esse carro, de acordo com a demanda. Porque a gente quer manter um portfólio de carros esportivos no Brasil. Então não é um único tiro, ele [o GR Yaris] vem para marcar um início", disse Nancy.

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Vilão do endividamento, cartão de crédito rotativo cresce; empréstimos beiraram R$ 400 bilhões em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%Oferecido por

O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, disparou após o fim da pandemia da Covid-19 e beirou a marca de R$ 400 bilhões no ano passado. Os números são do Banco Central.

A modalidade é considerada um dos vilões do alto nível de endividamento da população brasileira.

Em um ano eleitoral, o governo do presidente Luiz Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para reduzir os débitos da população e facilitar a tomada de crédito pelas pessoas (veja mais abaixo nessa reportagem).

➡️Segundo a autoridade monetária, 101 milhões de pessoas no Brasil usam cartão de crédito no país. Isso quer dizer que quase a metade do povo brasileiro tem cartão de crédito.

➡️De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro deste ano.

➡️Com juros elevados, a taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%, ou seja, mais de R$ 60 em R$ 100 emprestados não foram honrados.

A taxa de juros dessa linha de crédito, a mais alta de todas, somou 436% ao ano em fevereiro deste ano. No crédito consignado, por exemplo, as taxas variam de cerca 24% a 60% ao ano.O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo. Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida.Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.

No mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma "discussão estrutural".

"Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele", disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

De acordo com Galípolo, a ideia é tentar "produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito", ou seja, linhas de crédito mais adequadas.

Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com mais de R$ 80 bilhões liberados em um ano.

A regulamentação do uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, algo prometido pelo governo como um diferencial da modalidade, uma forma de baixar os juros aos trabalhadores, porém, ainda não saiu do papel.

De acordo com dados do Banco Central, entre 2012 e 2020, a concessão de crédito (desembolsos) por meio do cartão de crédito rotativo não tinha ultrapassado R$ 225 bilhões em um ano. As variações anuais intercalaram períodos de altas e baixas.

O ano de 2020, principalmente, e de 2021 foram marcados pelo pagamento do Auxílio Emergencial, valores excepcionais pagos à população durante a pandemia, para permitir o afastamento social.

Os dados do cartão de crédito mostram que, no período que coincide com a saída da pandemia e retorno de um patamar mais pesado de inflação, as concessões do cartão de crédito rotativo dispararam.

➡️Com o fim do Auxílio Emergencial a partir de 2022, as concessões de novos empréstimos no cartão de crédito rotativo alcançaram novos patamares (veja abaixo), atingindo quase R$ 400 bilhões em 2025.

➡️Esse período pós-pandemia também foi marcado por fortes pressões inflacionárias, com o índice oficial atingindo mais de 10% em 2021, a maior em seis anos, e cerca de 5,8% em 2022.

O governo brasileiro trabalha, neste momento, em um ano eleitoral, em um novo programa para reduzir o nível de endividamento da população.

A estratégia envolve unificar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma só, que seria refinanciada com descontos que iriam de 30% a 80% nos juros, com possibilidade de os bancos chegarem a um desconto de até 90%.

Dentro do mesmo programa de refinanciamento de dívidas, o governo analisa autorizar o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, mas com limites para evitar uma sangria dos recursos. As duas medidas foram admitidas pelo próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.

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Varejistas dizem que consumidor também foi beneficiado pela taxa das blusinhas e defendem tributo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%Oferecido por

Representantes dos setores produtivo, do comércio e varejistas divulgaram nesta semana um manifesto cobrando a manutenção da chamada "taxa das blusinhas", ou seja, da cobrança de impostos federais e estaduais na importação de produtos — mesmo que sejam de até US$ 50.

➡️De acordo com o jornal "O Globo", o governo voltou a avaliar a revogação da chamada "taxa das blusinhas", em um ano eleitoral. O movimento é liderado pela ala política, especialmente o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, mas envolve outros setores.

➡️Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados já discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada "taxa das blusinhas".

No documento, assinado por 53 entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), os órgãos avaliam que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.

"O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", diz o manifesto.

As entidades também dizem que o fortalecimento da produção local ampliou a oferta de produtos com qualidade assegurada, assistência técnica e conformidade com normas nacionais de segurança, trabalho, meio ambiente e saúde, "o que não ocorre com parte relevante dos itens vendidos por plataformas estrangeiras".

No documento, os órgãos representativos do setor produtivo nacional afirmam, ainda, que, "ao contrário do que sugerem narrativas difundidas nas redes sociais", a taxa das blusinhas não retraiu o consumo.

Eles também citam pesquisa do Instituto Locomotiva, pela qual "apenas 12% deixaram" de comprar nessas plataformas após a retomada do imposto de importação.

"Esse resultado era esperado. A tributação introduzida, somada ao ICMS, não eliminou a desigualdade tributária. As plataformas estrangeiras operam com carga de cerca de 45%, aproximadamente metade dos 90% incidentes sobre o varejo e a indústria nacionais. Ainda assim, os avanços recentes, apoiados por diferentes correntes políticas, devem ser preservados", concluem as entidades.

O discurso do manifesto coincide com o do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que lembrou, na semana passada, ter defendido a taxa das blusinhas para proteger a produção, o emprego e a renda no país.

"Defendi lá atrás, porque se você pegar o produto fabricado no brasil, a roupa, ele paga entre 45%, a quase 50% de tributo. Uma média de 45%. O importado está pagando bem menos do que o fabricado aqui dentro (…) Mesmo com a tributação [taxa das blusinhas], ainda é a carga bem menor do que o produto brasileiros", disse o vice-presidente, na última sexta-feira (2).

➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.

🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.

➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como "irracional". A medida foi defendida pela indústria brasileira.

💵No acumulado de todo ano de 2025, a chamada taxa das blusinhas arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões, ajudando o governo no atingimento da meta fiscal.

Segundo informou o Fisco em fevereiro, 50 milhões de brasileiros estão "cumprindo suas obrigações tributárias" por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais.

Em janeiro deste ano, o governo federal arrecadou o valor R$ 425 milhões, com crescimento de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

"Este balanço mostra que estamos no caminho para tornar as empresas nacionais muito mais competitivas em um Brasil que toma medidas para ser, cada vez mais, desenvolvido, com mais emprego e renda, com empresas nacionais que competem com as estrangeiras – e com consumidores mais protegidos! Um Brasil que reduz privilégios e subsídios a países estrangeiros e busca Justiça Tributária!", diz o manifesto do setor produtivo.

1. Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados2. Abinee – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica3. Abióptica – Associação Brasileira das Indústrias Ópticas4. Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção: Abit5. ABLos – Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings6. ABMalls – Associação Brasileira de Strip Malls7. ABMAPRO -Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização8. ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão9. ABRAFAS – Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas10. Abrinq – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos11. ABVTex – Associação Brasileira de Varejo Têxtil12. ALShop – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping13. Anamaco – Associação Nacional Comerciantes Material Construção14. ANEA – Associação Nacional dos Exportadores de Algodão15. Ápice – Associação pela Indústria e Comércio Esportivo16. Assintecal – Assintecal17. CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo18. CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo19. CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas20. CNI – Confederação Nacional da Indústria21. Fecomércio MG – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais22. Fecomércio RS – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Sul23. Fecomércio SC – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Santa Catarina24. FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais25. FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina26. FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul27. Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro28. Fitemavest – Sindicato das Industrias de Fiação Tecelagem Caxias do Sul29. IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo30. IUB – Instituto Unidos Brasil31. Sietex – Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis no Estado de São Paulo32. SIFITEC – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharia e Tinturaria de Brusque, Botuverá eGuabiruba33. SIFT MG – Sindicato das Industrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais34. SIFT RN – Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Rio Grande do Norte35. Simmesp – Sindicato Indústria de Malharia e Meias Estado São Paulo36. Sindimeias – Sindicato das Indústrias de Meias de Juiz de Fora37. Sindiroupas CE – Sindicato de Confecções e Vestuário do Ceará38. Sinditec – Sindicato das Indústrias de Tecelagens, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estampa eBeneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara D'Oeste e Sumaré39. Sinditêxtil RJ – Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro40. Sinditêxtil SP – Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo41. Sindivest JF – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora42. Sindivest MG – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais43. Sindivest RS – Sindicato das Indústrias do Vestuário do Alto Uruguai (RS)44. Sindvest Maringá – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Maringá45. Sindvest Nova Friburgo – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região46. Sinvesd – Sindicato da Indústria de Vestuário de Divinópolis47. SIVERGS – Sindicato das Indústrias do Vestuário do RS48. Sindvest SJN – Sindicato das Indústrias do Vestuário de São João Nepomuceno (MG)49. Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau50. Sindivest – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento51. Sivale – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí52. UNECS – União das Entidades de Comércio e Serviço53. UGT – União Geral dos Trabalhadores

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Governo calcula que R$ 7 bilhões do FGTS podem ser liberados a 10 milhões de pessoas para pagamento de dívidas, diz ministro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%Oferecido por

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta o uso de valores do FGTS em um novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores.

Marinho reafirmou o que disse em entrevista publicada pelo jornal 'O Globo' que cerca de 10 milhões de brasileiros podem ter acesso a R$ 7 bilhões do FGTS.

Luiz Marinho explicou ao 'O Globo' que o montante de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do FGTS a trabalhadores que fizeram a opção pelo saque-aniversário, foram desligados e tiveram parte dos recursos bloqueada como garantia a empréstimos bancários.

A elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda de Lula, que tem demonstrado preocupação com o nível de endividamento das famílias.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (9) o uso de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores – que está em estudo e pode ser lançado pelo governo nos próximos dias.

Em conversa com a GloboNews no Palácio do Planalto, Marinho reafirmou o que disse em entrevista publicada pelo jornal "O Globo" nesta quinta, que, conforme cálculos do Ministério do Trabalho, cerca de 10 milhões de brasileiros podem ter acesso a R$ 7 bilhões do FGTS.

Na entrevista que concedeu ao "O Globo", Luiz Marinho explicou que o montante de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do FGTS a trabalhadores que fizeram a opção pelo saque-aniversário, foram desligados e tiveram parte dos recursos bloqueada como garantia a empréstimos bancários.

A elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem demonstrado, em entrevistas e discursos, preocupação com o nível de endividamento das famílias.

Lula quer socorrer endividados unificando débitosGoverno avalia liberar FGTS para o pagamento de dívidas

Na conversa com a GloboNews nesta quinta, Marinho também defendeu uma nova regulamentação do uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o presidente Lula assinou, no ano passado, duas medidas provisórias que liberam o valor retido do FGTS para quem tinha sido demitido e estava com restrição em razão da opção pelo saque-aniversário.

Com a medida, foram liberados, segundo a pasta, cerca de R$ 20 bilhões em 2025, mas, conforme o entendimento do Ministério do Trabalho, a Caixa não liberou a totalidade dos recursos.

Em razão disso, há um valor residual, segundo cálculos do Ministério do Trabalho, de R$ 7 bilhões – valor que a pasta propõe que seja liberado neste momento.

Segundo o Ministério do Trabalho, a quantidade exata de trabalhadores que pode ser beneficiada com a nova liberação de recursos ainda está em apuração, mas uma avaliação inicial é de que cerca de 10 milhões de pessoas teriam direito ao uso dos recursos.

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Autuações da Receita Federal somam R$ 233 bilhões em 2025

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,087-0,33%Dólar TurismoR$ 5,3030,16%Euro ComercialR$ 5,943-0,16%Euro TurismoR$ 6,2090,15%B3Ibovespa193.857 pts0,86%Oferecido por

A Secretaria da Receita Federal informou nesta quinta-feira (9) que foram lançados autos de infração no valor de R$ 233 bilhões em 2025, com pequena queda na comparação com o ano anterior.

Esses lançamentos se tornaram créditos tributários, oriundos da fiscalização do órgão contra sonegação, evasão e falta de recolhimento de tributos.

Isso não quer dizer, entretanto, que esses recursos já ingressaram nos cofres públicos. O Fisco observou que, historicamente,, do valor total de autos de infração lançados, somente cerca de 5% ingressam no mesmo ano (sem contar parcelamentos).

Isso porque a maior parte das cobranças acaba sendo questionada pelas pessoas físicas e pelas empresas, tanto administrativamente quanto na Justiça, em processos que demoram anos.

De acordo com a Receita Federal, o foco da fiscalização foi mantido nos chamados grandes contribuintes, que são 9,2 mil empresas de grande porte — concentrando quase 60% da arrecadação de tributos.

O órgão informou que, no caso desses contribuintes, houve um aumento, em 2025, da chamada "autorregularização", ou seja, envio de notificações com subsequentes regularização por parte das empresas, sem a necessidade de lavrar autos de infração.

"Existe uma mudança de cultura [para passar a orientar mais o contribuinte]. Mas tem o contribuinte que não concorda ou que prefere não cumprir. E existem os fraudadores, a gente vai continuar autuando", disse a subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves.

A subsecretária lembrou que foi aprovado neste ano um novo projeto conformidade, que estabelece uma nova forma de relacionamento das empresas com o Fisco, buscando evitar as fiscalizações punitivas e o lançamento de multas de ofício. Foram lançados dois programas: o Confia e o Sintonia.

Programa Confia: direcionado para as grandes empresas do país, que terão a opção de aderir. Governo buscará, com orientações, que elas tenham uma estrutura de boa governança e que paguem os impostos corretamente. A ideia do Fisco é que a empresa seja parceira e que, em caso de divergências, haja um acordo entre as partes para evitar multas. E que eventuais litígios só aconteçam após uma série de procedimentos.Programa Sintonia: estímulo a boas práticas e regularidade para todas as empresas do país, também voltado à orientação e diálogo (principalmente por canais eletrônicos) que serão classificadas de acordo com critérios de conformidade (pagamento pontual e correto dos impostos, por exemplo). Quem estiver bem "ranqueado" pelo Fisco, poderá ter um bônus de adimplência que varia de 1% a 3% do valor devido em CSLL. Também será concedido um prazo para "autorregularização" caso esteja devendo tributo.

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Protótipo de ‘carro voador’ da Embraer completa 50 voos de teste

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Inovação Protótipo de 'carro voador' da Embraer completa 50 voos de teste Versão de teste já soma mais de duas horas de voo desde dezembro, enquanto empresa prepara produção de unidades para certificação junto à Anac. Por Reuters

A Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, informou nesta quinta-feira (9) que realizou 50 voos de teste com seu protótipo de "carro voador" (oficialmente conhecido como eVTOL) desde a estreia, em dezembro de 2025.

A empresa prevê iniciar ainda este ano a produção de protótipos de conformidade. Serão seis unidades usadas na campanha de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cuja aprovação é necessária antes da entrada em operação.

"Alcançar 50 voos de teste com nosso protótipo de engenharia vai além de um marco técnico. É uma evidência clara da maturidade do nosso programa", afirmou Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility.

Eve, da Embraer, fecha acordo de R$ 1,3 bilhão para vender até 50 carros voadores — Foto: Eve/Divulgação

A Eve também ampliou os testes, com aumento gradual da velocidade de cruzeiro e avaliações de gestão de energia, controlabilidade, estabilidade, ruído e vibração.

As aeronaves da Eve são produzidas em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027.

A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.

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Imposto de Renda: Receita Federal cobrou mais de R$ 5 bilhões em 2025 por conta de irregularidades

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 09/04/2026 11:37

Economia Imposto de renda Imposto de Renda: Receita Federal cobrou mais de R$ 5 bilhões em 2025 por conta de irregularidades Fisco já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina. Além das movimentações financeiras, o órgão checa, com a ajuda de supercomputadores e de inteligência artificial, uma quantidade enorme de informações dos contribuintes. Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

A Secretaria da Receita Federal informou que foram cobrados, em 2025, R$ 5,2 bilhões de contribuintes pessoas físicas por conta de irregularidades identificadas na declaração do Imposto de Renda — que teve por base as movimentações financeiras do ano anterior.

Deste total, R$ 2,6 bilhões referem-se a 2,4 milhões contribuintes que se "autorregularizaram", ou seja, que apresentaram declaração retificadora e pagaram à vista, ou parcelaram, os valores.Outros 600 mil contribuintes, entretanto, não enviaram declaração retificadora, apesar das notificações do Fisco de que estavam na malha fina, e foram autuados em R$ 2,6 bilhões.

Contribuintes que acertaram as contas com o leão espontaneamente — Foto: Apresentação da Receita Federal

Atualmente, a Receita Federal já tem acesso a uma série de informações dos contribuintes, que são usadas na malha fina do leão.

Além das movimentações financeiras, o Fisco checa, com a ajuda de supercomputadores e de inteligência artificial, uma quantidade enorme de informações dos contribuintes.

Ao todo, são mais de 160 filtros de checagem de dados na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser entregue todos os anos.

Alguns cruzamentos são mais simples, como CPF, endereço, dependentes, ou seja, informações pessoais.

rendimentos;movimentações financeiras no PIX (acima de R$ 2 mil por mês);pagamentos no débito (acima de R$ 2 mil por mês);cartões de crédito (acima de R$ 2 mil por mês);aluguéis;despesas médicas (titular e dependentes, com recibos digitais a partir de 2025);mercado acionário e criptoativos;automóveis;aplicações em renda fixa;número de dependentes;despesas com educação (titular e dependentes);previdência complementar;gastos com empregados domésticos,informações sobre imóveis, incluindo compra e venda;carnê leão;bens no exterior;deduções de incentivo cultural;contribuição a entidades beneficentes.

O objetivo é saber se os valores declarados no Imposto de Renda estão corretos, ou se eles precisam ser ajustados.

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Galípolo diz que BC não negocia autonomia de mandato e chama Focus de ‘bússola’ da política monetária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 10:06

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (9) que a autoridade monetária não está disponível para negociar o seu mandato e defendeu a conclusão do processo de autonomia institucional do órgão.

A declaração foi feita durante participação na Premiação Anual Rankings Top 5 2025, evento promovido pelo BC para reconhecer as instituições que mais acertaram projeções do Boletim Focus.

Segundo Galípolo, a autonomia da instituição vai além de dispositivos legais e está relacionada à capacidade do Banco Central de preservar seu mandato e tomar decisões técnicas mesmo diante de pressões externas

“A autonomia significa algo que é muito caro ao Banco Central, que não é estar disponível para negociar o seu mandato.”

Ele acrescentou que fortalecer a estrutura institucional do órgão é importante para garantir que decisões técnicas não sofram consequências políticas no futuro.

Galípolo também disse que a autonomia envolve uma postura institucional dentro do próprio Banco Central, que inclui reconhecer problemas internos quando necessário.

Vale lembrar que investigações da Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero deflagrada, apontaram a participação de servidores do BC no esquema liderado pelo Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

“Quando tiver alguma coisa errada ter a coragem de apontar o que é de errado dentro do Banco Central e não só pedir desculpas, mas cortar na carne.”

Galípolo também ressaltou que as projeções do mercado financeiro por meio do boletim Focus têm papel relevante na análise feita pelo Banco Central para definir a política monetária.

“As expectativas são sempre muito relevantes na condução da política monetária, mas em momentos como esse fica ainda mais sublinhada a relevância da gente tá analisando as expectativas como uma referência importante sobre aquilo que vai acontecer no desdobramento da economia.”

O presidente do BC destacou que a pesquisa semanal funciona como uma espécie de retrato de como economistas e agentes financeiros enxergam o cenário econômico.

Segundo ele, essa percepção influencia decisões de consumo, investimento e formação de preços — fatores que acabam impactando os próprios resultados da economia.

“E são essas decisões que vão ser tomadas a partir da percepção de hoje que vai criar o futuro.”

As declarações ocorrem em um momento em que as expectativas de inflação voltaram a subir nas projeções do mercado financeiro.

De acordo com o boletim Focus divulgado na segunda-feira (6), analistas elevaram pela quarta semana consecutiva a previsão para o índice oficial de inflação neste ano. A estimativa para o IPCA passou de 4,31% para 4,36%.

O levantamento do Banco Central é elaborado com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras.

Segundo analistas do mercado, parte da revisão está associada à alta recente do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. A valorização da commodity pode pressionar os preços de combustíveis e, consequentemente, a inflação no Brasil.

Para os anos seguintes, o Focus também registrou ajustes nas estimativas. A previsão de inflação para 2027 subiu de 3,84% para 3,85%, enquanto a projeção para 2028 passou de 3,57% para 3,60%. Já a expectativa para 2029 permaneceu em 3,50%.

Desde o ano passado, o país opera sob um sistema de meta contínua de inflação, cujo objetivo é manter o índice em 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília, nesta terça-feira, 08 de outubro de 2024. Galípolo reconheceu que há anos as projeções de crescimento do Brasil vêm sendo revistas "sistematicamente ao longo do ano para cima, surpreendendo positivamente em relação a crescimento". — Foto: CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

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Folga remunerada para exames: o que muda na CLT com lei sancionada por Lula

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 09:14

Trabalho e Carreira Folga remunerada para exames: o que muda na CLT com lei sancionada por Lula Trabalhador pode faltar até três dias por ano para exames sem desconto no salário; nova lei obriga empresas a informar. Por Rafaela Zem — São Paulo

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi atualizada na última segunda-feira (6) e passou a obrigar empresas a informar e orientar trabalhadores sobre a prevenção de doenças e o acesso a exames.

A mudança veio com a sanção da Lei nº 15.377/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em vigor.

O texto também reforça um direito que voltou ao debate público: a possibilidade de faltar ao trabalho por até três dias ao ano, sem prejuízo do salário, para a realização de exames preventivos.

A atualização da lei gerou uma onda de publicações nas redes sociais, muitas delas afirmando que esse direito teria sido criado agora. No entanto, a folga remunerada para exames preventivos já existe na CLT desde 2018.

Exame de sangue para dosagem do PSA é um dos principais métodos de detecção precoce do câncer de próstata — Foto: Banco de imagens

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi atualizada na última segunda-feira (6) e passou a obrigar empresas a informar e orientar trabalhadores sobre a prevenção de doenças e o acesso a exames. A mudança veio com a sanção da Lei nº 15.377/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em vigor.

O texto também reforça um direito que voltou ao debate público: a possibilidade de faltar ao trabalho por até três dias ao ano, sem prejuízo do salário, para a realização de exames preventivos.

A atualização da lei gerou uma onda de publicações nas redes sociais, muitas delas afirmando que esse direito teria sido criado agora. No entanto, a folga remunerada para exames preventivos já existe na CLT desde 2018. O que muda, desta vez, é o papel atribuído às empresas.

“O empregado já podia se ausentar por até três dias a cada 12 meses para realizar exames preventivos de câncer (…). A Lei nº 15.377/2026 não cria esse direito do zero, mas acrescenta um dever de informação e conscientização por parte das empresas”, explica o advogado Marcel Cordeiro, sócio da área de Direito Trabalhista e Previdenciário do escritório Miguel Neto Advogados.

Na prática, a nova lei faz com que o direito deixe de depender apenas da iniciativa do trabalhador e passe a ser uma informação que precisa circular no ambiente de trabalho.

A partir de agora, as empresas devem divulgar campanhas de vacinação, promover campanhas de informação e orientação sobre HPV e câncer e orientar funcionários sobre como acessar exames preventivos.

Essa mudança pode parecer discreta, mas tem efeito direto na rotina. Ao transformar a informação em obrigação, a lei tenta resolver um problema comum: o direito existe, mas nem sempre chega a quem pode utilizá-lo, segundo o Senado Federal.

Do ponto de vista prático, as regras continuam simples. O trabalhador pode se ausentar por até três dias a cada 12 meses de trabalho para realizar exames preventivos de câncer, sem desconto no salário. Esse limite é anual e não é acompanhado de muitos detalhes na lei.

“A legislação define o direito, o limite e a necessidade de comprovação, mas não entra em regras operacionais”, explica Marcel Cordeiro.

Isso significa que pontos como aviso prévio, escolha da data ou divisão dos dias costumam ser resolvidos no dia a dia, entre a empresa e o funcionário.

A comprovação, por outro lado, é indispensável. O trabalhador precisa apresentar um documento que comprove a realização do exame, embora a lei não especifique qual. Na prática, uma declaração de comparecimento costuma ser suficiente.

Outro ponto que costuma gerar dúvida é o tipo de exame. A CLT fala de forma ampla em “exames preventivos de câncer”, mas a nova lei destaca que o direito é válido para exames de HPV e para os cânceres de mama, colo do útero e próstata, como foco das ações de conscientização.

A lógica é justamente a oposta. A lei busca estimular o cuidado antes que problemas mais graves apareçam, o que pode facilitar o tratamento e reduzir afastamentos prolongados.

Ainda segundo o advogado Marcel Cordeiro, a nova norma não prevê uma penalidade específica para empresas que deixarem de cumprir a obrigação de informar.

Ainda assim, ao incluir esse dever na CLT, o texto aumenta a responsabilidade dos empregadores e tende a dar mais visibilidade ao tema no ambiente de trabalho.

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Preço do petróleo volta a subir após preocupações com cessar-fogo no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 09:14

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%MoedasDólar ComercialR$ 5,103-1,01%Dólar TurismoR$ 5,294-1,24%Euro ComercialR$ 5,952-0,42%Euro TurismoR$ 6,200-0,38%B3Ibovespa192.201 pts2,09%Oferecido por

O preço do petróleo voltou a subiu forte nesta quinta-feira (9), refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio e as dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo na região.

🔎 O barril do West Texas Intermediate (WTI), principal tipo negociado nos Estados Unidos, avançou 5% e chegou a US$ 99,13 durante as primeiras horas após a abertura dos mercados. Por volta das 8h16, a alta era cerca de 5,35%, com o barril cotado a US$ 99,46. Já o Brent, usado como referência internacional, subiu 3,82%, a US$ 98,57.

A alta vem depois de uma queda no dia anterior, quando o mercado reagiu ao anúncio de uma trégua entre Estados Unidos e Irã. Mas o alívio durou pouco.

O acordo previa uma pausa de duas semanas nos ataques e a reabertura do Estreito de Ormuz — uma espécie de “corredor” por onde circula grande parte do petróleo do mundo. Só que a passagem ficou liberada por poucas horas e voltou a ter restrições.

Além disso, novos ataques foram registrados, aumentando o clima de incerteza. Israel intensificou bombardeios no Líbano contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã. Ao mesmo tempo, países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, relataram ataques com mísseis e drones.

Com esse cenário, investidores temem que a oferta de petróleo seja afetada — o que normalmente faz os preços subirem.

Nas bolsas asiáticas, o clima foi de cautela. Mercados da China e de Hong Kong fecharam em queda, refletindo a preocupação com o conflito. O índice de Xangai recuou 0,72%, enquanto o CSI300 caiu 0,64%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,54%.

Outros mercados da região também operaram sem direção única. O índice Nikkei, no Japão, caiu 0,73%, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,61%. Por outro lado, a bolsa da Austrália subiu 0,24%.

Analistas do MUFG afirmaram que o cessar-fogo já mostra sinais de fragilidade, mesmo com pouco tempo de vigência.

Agora, além da geopolítica, investidores também aguardam novos dados da economia chinesa, que podem indicar como está a demanda global por petróleo.

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