RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Bloqueio em Ormuz pode fazer receitas do petróleo do Irã ‘cair para zero’, diz analista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

Os mercados reagem à possibilidade de opções militares analisadas em Washington e à perspectiva de um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, passagem estratégica por onde normalmente transita cerca de um quinto do petróleo bruto mundial e que já está paralisada desde o fim de fevereiro. Com o bloqueio, Teerã pode enfrentar elevadas perdas de receita. 

Na quarta-feira (29), uma fonte do governo americano declarou que o presidente Donald Trump conversou com representantes de companhias petrolíferas sobre medidas para atenuar o bloqueio dos portos iranianos e mencionou uma possível prorrogação “por vários meses” da restrição imposta pelos Estados Unidos.

O movimento ocorre enquanto Teerã mantém seu próprio bloqueio do Estreito para navios petroleiros que tentam deixar a região. 

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que a iniciativa americana é contrária às leis internacionais e está “condenada ao fracasso”. Segundo ele, o bloqueio não melhora a segurança regional e tende a agravar as tensões de longo prazo no Golfo. 

Nesta quinta-feira, informações divulgadas pelo site americano Axios também agitaram o mercado: segundo o veículo, o presidente Donald Trump deve receber ainda hoje um briefing sobre novos planos para uma eventual ação militar no Irã, com base em duas fontes próximas do assunto. O cenário reforça as incertezas no Oriente Médio e alimenta a expectativa de perturbações prolongadas no abastecimento global de hidrocarbonetos. 

Receitas petrolíferas do Irã podem zerar Especialistas alertam que a República Islâmica do Irã dispõe atualmente de capacidade de armazenamento de petróleo suficiente para apenas alguns dias. Com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, Teerã não consegue exportar seu petróleo bruto e enfrenta um excesso de produção que precisa ser estocado para evitar perdas. 

A alternativa de fechar os poços tampouco é simples, já que a interrupção da extração pode causar danos estruturais duradouros às instalações petrolíferas. Além disso, a reativação dos poços é um processo complexo e demorado, com consequências econômicas diretas sobre a produção futura e as receitas do país. 

Segundo Homayoun Falakshahi, chefe de Análise de Petróleo da empresa Kpler, a acumulação forçada de petróleo representa um risco técnico e financeiro considerável para o setor energético iraniano, além de agravar a pressão sobre a economia do país. 

"O armazenamento do petróleo iraniano deve atingir um limite crítico em 20 dias. Portanto, se o bloqueio for mantido, as receitas petrolíferas do Irã, que atualmente giram em torno de US$ 5 a US$ 6 bilhões por mês, podem simplesmente cair para zero. Enquanto o bloqueio esteve ativo, o tempo estava a favor dos iranianos, que sabiam que quanto mais tempo o Estreito permanecesse fechado, mais os preços subiriam e menos a economia mundial seria capaz de suportar o impacto. Agora, porém, tudo voltou à estaca zero e o bloqueio passou a representar uma ameaça constante para os iranianos", explicou Falakshahi à RFI. 

Outro especialista, Anthony Kettle, gestor da RBC BlueBay Asset Management, citado pela Bloomberg, afirma que “o mercado parece ainda não incorporar plenamente a deterioração potencial dos fundamentos que um conflito prolongado no Oriente Médio pode provocar”. 

Efeitos históricos no mundo: bolsas em queda e Dólar em alta Na Bolsa de Tóquio, o principal índice, o Nikkei, encerrou em queda de 1,05%, aos 59.284,92 pontos. Em Seul, o índice Kospi recuou 1,38%. Em outros mercados asiáticos, Taipei caiu 0,96% e Sydney, 0,24%. 

Já pressionados, os índices aceleraram as perdas à medida que os preços do petróleo avançavam. A Ásia é fortemente dependente do Golfo para seu abastecimento de hidrocarbonetos. 

A moeda americana egistrava alta de 0,11%, cotada a 160,59 ienes por dólar, durante esta quinta-feira. O dólar já havia subido na quarta-feira, impulsionado tanto pela perspectiva de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz — que pressiona os preços do petróleo — quanto por um Federal Reserve pouco inclinado a reduzir os juros no curto prazo. 

Percebido como um ativo de refúgio em momentos de incerteza, o dólar se fortaleceu à medida que as cotações do petróleo avançaram. O ouro também subia 0,64%, a US$ 4.576 a onça, após um período de fraqueza. 

Além disso, a rúpia indiana caiu para o nível mais baixo de sua história frente ao dólar. A alta contínua dos preços do petróleo intensificou as preocupações com o déficit externo do país, levando a moeda a perder até 0,4% nesta quinta‑feira, para cerca de 95,26 rúpias por dólar, superando o recorde anterior registrado no fim de março. 

Bloqueio em Ormuz pode fazer receitas do petróleo do Irã ‘cair para zero’, diz analista — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Quando cai o quinto dia útil de Maio? Feriado pode impactar pagamento dos trabalhadores CLT

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Trabalho e Carreira Quando cai o quinto dia útil de Maio? Feriado pode impactar pagamento dos trabalhadores CLT Regra trabalhista define prazo máximo para o depósito e considera sábados na contagem dos dias úteis. Por Redação g1 — São Paulo

A contagem é impactada pelo feriado de 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cai na quinta-feira, com a contagem iniciando no sábado, 2 de maio.

Para o pagamento de salários, a contagem dos dias úteis inclui os sábados e desconsidera apenas domingos e feriados.

A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, que determina que o empregador deve efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Um novo mês começa e, como de costume, muitos trabalhadores já olham para o calendário à espera do pagamento do salário. Muitas empresas mantêm o hábito de fazer o depósito nos primeiros dias de cada mês — mas quando cai o quinto dia útil de maio neste ano?

Neste mês, a data será no dia 7 de maio, quarta-feira. A contagem é impactada pelo feriado de 1º de maio (Dia do Trabalhador), que cai na quinta-feira, com a contagem iniciando no sábado, 2 de maio.

Para o pagamento de salários, a contagem dos dias úteis inclui os sábados e desconsidera apenas domingos e feriados. A regra está prevista no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, que determina que o empregador deve efetuar o pagamento até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

1º dia útil: 2 de maio, sábado;2º dia útil: 4 de maio, segunda-feira;3º dia útil: 5 de maio, terça-feira;4º dia útil: 6 de maio, quarta-feira;5º dia útil: 7 de maio, quinta-feira.

Neste ano, a maioria das datas de pagamento para trabalhadores com carteira assinada cai em dias úteis da semana. Veja abaixo:

Maio: Quinta-feira, dia 7Junho: Sexta-feira, dia 5Julho: Segunda-feira, dia 6Agosto: Quinta-feira, dia 6Setembro: Sexta-feira, dia 4 (5º dia útil no sábado)Outubro: Terça-feira, dia 6Novembro: Sexta-feira, dia 6 (5º dia útil no sábado)Dezembro: Sexta-feira, dia 4 (5º dia útil no sábado)

De acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho, o pagamento deve ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte. Se a empresa não cumprir o prazo, o trabalhador pode cobrar judicialmente o valor devido, com correção monetária. O sindicato também pode entrar com ação contra o empregador.

Em casos de atrasos recorrentes, a Justiça do Trabalho entende que há descumprimento do contrato, o que pode justificar a rescisão indireta — quando o funcionário deixa o emprego com direito às verbas de uma demissão sem justa causa.

Além disso, a empresa pode ser autuada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com multa por trabalhador prejudicado, e ainda ser alvo de investigação pelo Ministério Público do Trabalho.

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Banco Central decreta liquidação extrajudicial de corretora de câmbio em São Paulo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

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O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta-feira (30) a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., com sede em São Paulo.

Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de graves violações às normas legais e regulamentares que regem sua atividade.

A corretora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial — grupo que reúne instituições de menor porte — e tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, segundo o BC.

🔎 Em 2025, a empresa ocupou a 78ª posição no ranking de câmbio do Banco Central. No período, suas operações corresponderam a 0,021% do volume financeiro e a 0,054% do total de transações realizadas no mercado.

Com a liquidação extrajudicial, o Banco Central passa a conduzir o processo de encerramento das atividades da instituição e a apuração de sua situação patrimonial.

A autarquia informou que continuará adotando todas as medidas necessárias para investigar responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações a outros órgãos competentes.

A partir da decretação, os bens dos controladores e ex-administradores da corretora ficam indisponíveis, conforme previsto em lei.

Fundada em 2017, a Frente Corretora de Câmbio S.A. nasceu com a proposta de enfrentar a concentração do mercado de câmbio no Brasil, então dominado por grandes bancos, segundo informações do site institucional.

Sob a liderança da CEO Daniela Marchiori, a companhia investiu em tecnologia e na expansão de parcerias para ampliar o acesso ao câmbio, com o desenvolvimento da plataforma Simple, voltada ao modelo Business-to-Business-to-Consumer (B2B2C).

Durante a pandemia, expandiu sua presença internacional, fechou acordos com empresas de grande porte e, em 2022, recebeu investimento da Travelex, que adquiriu 10% da companhia naquele ano.

Além da corretora de câmbio, o grupo Frente reúne ainda as operações FrenteTech, Frente USA e Comm.Pix, além de parcerias com empresas como PicPay, MoneyGram, Smiles e Livelo.

Em 2024, a corretora movimentou mais de US$ 2 bilhões em operações de câmbio — um salto significativo em relação aos cerca de US$ 80 milhões registrados em 2021 —, alcançando a segunda posição no ranking do Banco Central do Brasil.

Segundo o Pipeline, o crescimento foi impulsionado principalmente por transações ligadas a plataformas internacionais de apostas.

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Contas públicas têm déficit de R$ 80,7 bilhões em março; dívida sobe para 80% do PIB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (30).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com março do ano passado, houve forte piora, uma vez, que foi registrado saldo positivo de R$ 3,6 bilhões naquele mês.

governo federal registrou saldo negativo de R$ 74,8 bilhões;estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 5,4 bilhões;empresas estatais apresentaram superávit de R$ 469 milhões.

➡️Nesta quarta-feira (29), a Secretaria do Tesouro Nacional informou que a piora no seu resultado negativo está relacionada, principalmente, pela antecipação no pagamento de precatórios (sentenças judiciais) neste ano.

No acumulado dos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 6,62 bilhões — o equivalente a 0,21% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 88,7 bilhões (2,93% do PIB).

No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 17,04 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 52,32 bilhões nos três primeiros meses de 2025.

Essa piora também está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhõesO texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 199,5 bilhões nas contas do setor público em março.

➡️No acumulado em 12 meses até março, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,21 trilhão, ou 9,4% do PIB.

🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,08 trilhão (8,35% do PIB) em doze meses até março deste ano.

Com o déficit nas contas públicas em março, a dívida do setor público consolidado subiu 0,9 ponto percentual, para 80,1% do PIB, o equivalente a R$ 10,35 trilhões.

➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde julho de 2021, quando somava 80,3% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos.

➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,4 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros.

➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em fevereiro: 92% do PIB.

A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente.

➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI).

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Lula sinaliza a aliados que não vai abrir mão de nova indicação para o STF após derrota de Messias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, em conversa com aliados na noite dessa quarta-feira (29), que deve escolher um novo nome e não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Reunido com aliados do governo no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que deve escolher um novo nome para a Corte, ainda que não de forma imediata. A expectativa, segundo relatos, é que a indicação ocorra nas próximas semanas.

A posição foi discutida após a rejeição, pelo Senado Federal, do nome de Messias, indicado pelo presidente. Lula disse a interlocutores que recebeu com tranquilidade a decisão do Congresso Nacional. Messias, inclusive, estava na reunião.

Apesar disso, a votação acendeu alertas no Palácio da Alvorada. Aliados que participaram da reunião avaliaram que o placar — com apenas 34 votos favoráveis ao indicado — evidenciou traições dentro da base.

Ao longo do encontro informal, auxiliares do presidente, incluindo ministros ligados ao Centrão e não apenas petistas, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. Segundo eles, lideranças não conseguiram antecipar que o resultado no plenário seria desfavorável ao indicado.

Quando ficou claro, já durante a sessão, que Messias poderia ser rejeitado, articuladores do governo de outros partidos ainda tentaram adiar a votação. A tentativa, porém, não foi acatada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Outro ponto debatido na reunião foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças do Congresso. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) oi citado durante a conversa como alguém que teria votado contra o indicado.

O episódio reforçou, entre os presentes, a leitura de que o presidente deve agir rapidamente para garantir sua indicação ao STF ainda durante o atual mandato.

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Chefe da agência de energia faz alerta: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 08:01

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

Chefe da agência de energia faz alerta: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história — Foto: Leslie Von Pless/NASA

O mundo enfrenta "a maior crise energética de sua história", provocada pela guerra no Oriente Médio e pelas perturbações no comércio de hidrocarbonetos, afirmou nesta quinta-feira (30) o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

Assim como aconteceu com a invasão russa da Ucrânia em 2022, o conflito no Oriente Médio evidenciou a forte dependência mundial dos combustíveis fósseis.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, disparou os preços do barril de petróleo a níveis não vistos em quatro anos.

O Brent do Mar do Norte chegou a ser cotado nesta quinta-feira a US$ 126 dólares (R$ 629), enquanto os Estados Unidos também impõem um bloqueio naval aos portos iranianos.

O prolongado fechamento dessa passagem marítima crucial para o comércio mundial ameaça causar problemas de abastecimento e escassez a longo prazo.

Em uma conferência da AIE em Paris, onde o organismo tem sua sede, Birol assegurou que esse encarecimento está "colocando muita pressão em muitos países".

"O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história", disse ele durante uma conferência na capital francesa dedicada às energias renováveis. "Os mercados de petróleo e gás terão grandes dificuldades", insistiu.

Nesse mesmo fórum, o presidente da cúpula climática COP31, que será realizada na Turquia no fim do ano, Murat Kurum, chamou a "acelerar a transição para as energias limpas".

"Agora sabemos claramente que a economia mundial precisa mudar seu modelo energético. E a etapa mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas", afirmou Kurum, segundo a tradução de um intérprete de seu discurso em turco.

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Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 após Trump indicar que manterá bloqueio em Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 03:15

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

O preço do petróleo bruto Brent ultrapassou os US$ 125 por barril (cerca de R$ 624,73) no início desta quinta-feira (30), à medida que a estagnação nas negociações entre EUA e Irã levantou dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e um fim permanente para a guerra no Irã.

O petróleo Brent para entrega em junho saltou 6,2%, para US$ 125,36, e o Brent para entrega em julho subiu 3,1%, para US$ 113,85. O petróleo de referência dos EUA subiu 2,3%, para US$ 109,38 por barril. Antes do início da guerra no final de fevereiro, o Brent era negociado em torno de US$ 70 por barril.

A guerra no Irã, que está em sua nona semana, ainda não apresenta um caminho claro para o fim. Os EUA mantiveram o bloqueio aos portos iranianos enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, impulsionando os preços do petróleo. Relatos de quarta-feira sugerindo uma possível escalada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, dissiparam as esperanças de um fim rápido para o conflito.

"O colapso das conversas entre EUA e Irã, juntamente com o relato de que o presidente Trump rejeitou a proposta do Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, faz com que o mercado perca a esperança de qualquer retomada rápida nos fluxos de petróleo", escreveram os estrategistas do ING Bank, Warren Patterson e Ewa Manthey, em nota de pesquisa.

Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça Irã com montagem de explosões em publicação na rede social em 29 de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social

Os preços do petróleo variam dependendo do tipo de óleo, onde é negociado e sob quais termos, para contratos futuros. Por algumas medidas, o Brent atingiu seu nível mais alto desde o pico de US$ 147,50 por barril em 2008, durante a crise financeira global.

Com a guerra abalando os mercados mundiais, o dólar americano subiu para 160,51 ienes japoneses, seu nível mais alto em quase dois anos. A moeda fechou a 160,44 ienes na quarta-feira.

O dólar ganhou força frente a outras moedas principais em parte devido ao seu status de porto seguro para investidores em tempos de risco, e em parte porque as taxas de juros dos EUA permaneceram relativamente altas, enquanto o Federal Reserve se esforça para equilibrar a necessidade de impulsionar a economia com os preços mais altos resultantes da guerra.

A decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis em sua reunião de política monetária na quarta-feira deu suporte adicional ao dólar. Analistas disseram que autoridades japonesas provavelmente interviriam no mercado caso o iene caísse muito mais.

Os contratos futuros dos EUA e as ações na Ásia recuaram após um desempenho morno em Wall Street na quarta-feira. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,6%, para 58.967,07, e o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,1%, para 6.615,51.

O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3%, para 25.772,50, e o índice Composto de Xangai operou em alta de 0,1%, a 4.109,99. A atividade fabril da China para abril desacelerou ligeiramente, mas permaneceu em território de expansão pelo segundo mês, apesar do choque energético global provocado pela guerra no Irã, mostrou uma pesquisa oficial.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,3%, para 8.665,50. O Taiex de Taiwan recuou 0,1% e o Sensex da Índia perdeu 1,2%.

Na quarta-feira, as ações dos EUA fecharam mistas. O índice S&P 500 caiu menos de 0,1%, para 24.673,24. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6%, para 48.861,81, enquanto o Nasdaq avançou menos de 0,1%, para 24.673,24. As ações da Starbucks saltaram 8,4% após resultados melhores que o esperado, e a Visa subiu 8,3% pelo mesmo motivo.

Em outras negociações, o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu de 4,36% na terça-feira para 4,42%, após o Fed anunciar que estava adiando cortes nas taxas de juros.

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Você conhece a sapucainha? Fruta exótica da Mata Atlântica tem sementes tóxicas e consumo exige cuidado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 02:14

GLOBO RURAL Você conhece a sapucainha? Fruta exótica da Mata Atlântica tem sementes tóxicas e consumo exige cuidado Ela também é conhecida como “fruta-de-babado” ou “fruta-de-cutia”, e é usada no paisagismo. Por Redação g1 — São Paulo

Uma fruta de aspecto exótico despertou a curiosidade do produtor rural Flávio Aganete, de Caeté (MG). Ao encontrar o exemplar em sua propriedade, ele buscou identificar a espécie e descobriu que se tratava da sapucainha, uma árvore nativa da Mata Atlântica.

Também chamada de “fruta-de-babado” ou “fruta-de-cutia”, a sapucainha exige cautela, pois suas sementes são tóxicas, alerta o agrônomo Chukichi Kurozawa, consultor do Globo Rural.

Quem deseja experimentar a polpa da fruta precisa retirar cuidadosamente as sementes. Mas, diante do risco, a recomendação geral é evitar o consumo.

A sapucainha também se destaca no paisagismo. A árvore produz flores bonitas e pode ser uma excelente opção ornamental, contribuindo tanto para a beleza de propriedades quanto para a preservação da flora nativa.

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Imposto de Renda 2026: os erros mais comuns na declaração e como evitar a malha fina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 00:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,0010,4%Dólar TurismoR$ 5,2120,58%Euro ComercialR$ 5,8400,11%Euro TurismoR$ 6,0970,25%B3Ibovespa184.750 pts-2,05%Oferecido por

O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 termina em um mês, no dia 29 de maio. Contribuintes precisam ficar atentos ao preenchimento dos dados, já que erros podem atrasar ou até impedir o pagamento da restituição.

🔎 Isso porque a malha fina ocorre quando a Receita Federal retém a declaração para análise e correção de divergências identificadas no cruzamento de informações com outras bases de dados.

Segundo o guia elaborado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pela Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), entre os principais equívocos cometidos pelos contribuintes estão:

Omissão de rendimentos: Deixar de informar salários, rendimentos de aluguéis, bancos ou investimentos é um dos erros mais frequentes.Erros com dependentes: Falhas na inclusão de dependentes ou esquecimento de rendimentos deles — como bolsas de estágio, pensões ou investimentos — também são motivos comuns de inconsistência. Erros no preenchimento de valores de criptoativos ou a omissão de ganhos com apostas (bets), quando o total anual ultrapassa R$ 28.467,20, podem gerar problemas com o Fisco. Além disso, quem opta pelo modelo completo e declara deduções sem apresentar recibos válidos corre risco de cair na malha fina.Rendimentos de aluguel: quando apenas uma das partes declara (locador ou locatário), o risco de cair na malha fina é alto. Nos casos com intermediação de imobiliárias, os dados são enviados à Receita Federal via Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB) — e qualquer divergência de valores pode atrasar a restituição.Divergência com dados de terceiros: bancos, empregadores, planos de saúde e profissionais de saúde também reportam informações ao Fisco. Se os valores não coincidirem com os declarados pelo contribuinte, a declaração pode ser retida.Despesas médicas inconsistentes: declarar valores sem comprovação, sem documentos de suporte ou que não são dedutíveis pode levar à retenção.Dados bancários incorretos: informar conta errada ou de titular diferente pode atrasar o pagamento da restituição, mesmo que não haja outras pendências.

Existem algumas medidas ajudam a reduzir o risco de inconsistências e garantir uma declaração mais segura:

▶️Use a declaração pré-preenchida: A ferramenta é considerada uma das formas mais seguras de evitar erros, já que importa automaticamente dados de rendimentos, despesas médicas, imóveis e operações financeiras já informadas à Receita Federal. Mas é preciso conferir todos os dados para evitar questionamentos. Cabe ao contribuinte garantir a correção dos números.▶️Organize e guarde documentos: Todos os comprovantes de rendimentos e recibos de despesas dedutíveis (como saúde, educação e previdência) devem ser guardados por pelo menos cinco anos.▶️Acompanhe alertas do sistema: O programa do IRPF 2026 conta com alertas automáticos que indicam possíveis inconsistências durante o preenchimento.▶️Consulte o e-CAC: Após o envio, é possível acompanhar a situação da declaração pelo portal e-CAC e identificar pendências com mais rapidez. Caso o contribuinte identifique algum erro após o envio, a recomendação é corrigir os dados o quanto antes por meio de uma declaração retificadora. Em situações mais complexas ou com dúvidas, buscar o apoio de um contador pode ajudar a evitar inconsistências e garantir o preenchimento correto.

quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;deseja atualizar bens no exterior;quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

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Vai trabalhar no feriado de 1º de maio? Veja quais são os seus direitos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/04/2026 00:44

Trabalho e Carreira Vai trabalhar no feriado de 1º de maio? Veja quais são os seus direitos Quem for escalado para trabalhar na data tem alguns direitos assegurados, como pagamento em dobro ou folga compensatória. Por Redação g1 — São Paulo

O Dia do Trabalhador, em 1º de maio, é feriado nacional e pode garantir um “feriadão” prolongado para quem folga aos fins de semana.

A data tem origem em uma greve nos Estados Unidos, que reivindicava jornada de 8 horas e melhores condições de trabalho.

Quem for escalado para trabalhar tem direito a pagamento em dobro ou folga compensatória, conforme a lei.

Muitos trabalhadores já estão de olho no tão esperado “feriadão” prolongado que chega na próxima sexta-feira (1º): o Dia do Trabalhador. A data, considerada feriado nacional pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garante aos funcionários um dia de descanso.

O Dia do Trabalhador entrou para a história após uma greve operária nos Estados Unidos, durante a Revolução Industrial, que reivindicava a jornada de 8 horas diárias e melhores condições de trabalho.

Como a data cai em uma sexta-feira, quem folga aos fins de semana poderá ter três dias seguidos de descanso — de sexta a domingo.

Enquanto alguns terão a oportunidade de aproveitar o tempo livre, outros seguirão trabalhando normalmente. A legislação trabalhista autoriza o funcionamento de atividades em setores considerados essenciais (veja quais abaixo).

⚠️ Mas atenção: quem for escalado para trabalhar no feriado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. O g1 conversou com especialistas em direito trabalhista para explicar como funcionam as regras.

🤔 Meu chefe pode me obrigar a trabalhar durante o feriado?⚖️ Quais são os meus direitos?💰 Remuneração em dobro ou folga? Quem define?❌ Faltei ao trabalho, apesar de ter sido escalado. Posso ser demitido por justa causa?⚠️ As regras são diferentes para empregado fixo e temporário?✍🏼 Como funciona no caso do trabalhador intermitente?📆 Quais são os próximos feriados de 2026?

Vai trabalhar no feriado de 1º de maio? Veja quais são os seus direitos — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sim. Apesar do artigo 70 da CLT proibir atividades profissionais durante feriados nacionais, a legislação abre exceções para serviços considerados essenciais, como setores de indústria, comércio, transportes, comunicações, serviços funerários, atividades ligadas à segurança, entre outros.

Além disso, o empregador pode solicitar que o funcionário trabalhe durante o feriado quando houver uma Convenção Coletiva de Trabalho, que é um acordo antecipado feito entre empregadores e sindicatos.

Para quem é obrigado a trabalhar no feriado, a legislação garante o pagamento da remuneração em dobro ou compensação com folga em outro dia.

" Havendo banco de horas também poderão ser lançadas estas horas de trabalho, nos termos do acordo individual ou coletivo", explica Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista e sócia do A. C Burlamaqui Consultores.

A definição do tipo de compensação (seja através do pagamento em dobro ou concessão de folga compensatória) geralmente é determinada durante o acordo que feito entre empregador e sindicato.

Na ausência da Convenção Coletiva de Trabalho, a decisão pode ser negociada entre empregador e funcionário. No entanto, é importante que as duas partes estejam de acordo e que a compensação escolhida esteja em conformidade com a legislação.

"O empregador não pode decidir de forma unilateral. Se houver um acordo ou convenção coletiva prevendo a compensação por folga, essa regra prevalece; caso não exista, o pagamento em dobro pelo trabalho no feriado é obrigatório", afirma Elisa Alonso, advogada trabalhista e sócia do RCA Advogados.

"Mas a dispensa por justa causa, em geral, não decorre de um fato isolado, mas de um comportamento faltoso de forma reiterada", afirma Ana Gabriela Burlamaqui, advogada trabalhista.

Com isso, a demissão por justa causa geralmente segue um processo que deve incluir uma soma de advertências escritas e tentativas de correção de comportamento.

Em caso de expediente normal, o empregado poderá sofrer outras penalidades administrativas como o desconto do dia não trabalhado, que será considerado falta injustificada.

"A falta injustificada deve ser repreendida, no entanto, para fins de justa causa necessário que outros sejam analisados, como a recorrência da conduta, o impacto causado à empresa e a função desempenhada pelo empregado, por exemplo", completa a advogada trabalhista Elisa Alonso.

As regras básicas sobre trabalho em feriados aplicam-se tanto a empregados fixos quanto temporários, incluindo o direito ao pagamento em dobro ou folga compensatória.

No entanto, contratados por meio de vínculo de trabalho temporário podem ter pré-condições específicas.

Para o trabalhador que é contratado em regime de trabalho intermitente (previsão legal inserida na CLT pela Reforma Trabalhista de 2017), o pagamento em feriados deve ser acordado no momento da admissão.

O contrato deve especificar o valor da hora de trabalho, que já deve considerar os adicionais devidos por trabalho em feriados ou horas extras.

Dessa forma, o trabalhador intermitente receberá o valor que foi combinado para os dias trabalhados, incluindo feriados, aponta o advogado Luís Nicoli.

Depois de abril, a próxima possibilidade de emenda é o Corpus Christi, em 4 de junho, que é considerado ponto facultativo nacional. Ou seja, cada estado ou município tem autonomia para decretar a data como feriado religioso, desde que haja regulamentação local.

Nas cidades onde a data é considerada feriado, a regra é a dispensa do trabalhador. Caso seja necessário trabalhar, há direito ao pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.

7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

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