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Após cancelar voos e encerrar operações, Spirit diz que maioria dos clientes foi reembolsada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 20:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

A Spirit Airlines afirmou neste domingo (3) que a maioria dos passageiros já foi reembolsada e sua equipe realocada para suas bases de origem.

A Spirit cancelou voos abruptamente no início da manhã de sábado, deixando passageiros e funcionários presos nos Estados Unidos, no Caribe e na América Latina.

A companhia vinha enfrentando pressões financeiras, agravadas pelo forte aumento nos preços do combustível, provocado pela guerra entre os EUA e o Irã.

Mais de 4.000 voos domésticos estavam programados até 15 de maio, segundo dados da empresa de análise de aviação Cirium.

A maioria dos clientes que reservaram com cartões de crédito ou débito já foi reembolsada, enquanto uma pequena parcela ainda está em processamento, informou a empresa.

Um Airbus A319 da Spirit Airlines se aproxima do Aeroporto Regional de Manchester Boston para pouso, em 2 de junho de 2023 — Foto: Charles Krupa / AP

A Spirit Airlines afirmou neste domingo (3) que a maioria dos passageiros já foi reembolsada e sua equipe realocada para suas bases de origem — os aeroportos onde normalmente trabalham — após encerrar operações durante o fim de semana.

A Spirit cancelou voos abruptamente no início da manhã de sábado, deixando passageiros e funcionários presos nos Estados Unidos, no Caribe e na América Latina.

A companhia vinha enfrentando pressões financeiras, agravadas pelo forte aumento nos preços do combustível, provocado pela guerra entre os EUA e o Irã.

Mais de 4.000 voos domésticos estavam programados até 15 de maio, segundo dados da empresa de análise de aviação Cirium.

A maioria dos clientes que reservaram com cartões de crédito ou débito já foi reembolsada, enquanto uma pequena parcela ainda está em processamento, informou a empresa.

A viajante Jessica Stanton disse que havia voado na quinta-feira (30) de Myrtle Beach, Carolina do Sul, para Boston, Massachusetts, para sua formatura universitária. Na sexta-feira, recebeu um e-mail informando que sua viagem de volta havia sido cancelada.

Em resposta a um pedido de comentário sobre o caso de Stanton, a Spirit afirmou que os reembolsos podem levar algum tempo para aparecer nas contas dos clientes.

A companhia aérea havia entrado em falência duas vezes após uma proposta de fusão com a JetBlue ser bloqueada pela administração do ex-presidente Joe Biden em 2024.

"Eles estavam perdendo dinheiro, então isso estava sendo planejado há algum tempo. Teriam que liquidar", disse o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, neste domingo, no programa “This Week”, da ABC.

Diversas companhias aéreas dos EUA — incluindo Frontier, JetBlue e Southwest — introduziram tarifas promocionais para ajudar passageiros prejudicados e anunciaram novos voos para o verão americano.

Companhias como Delta e American Airlines também ofereceram tarifas temporariamente mais baixas para passageiros da Spirit.

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Desaprovação de Trump atinge novo recorde em meio à guerra com o Irã, aponta pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 19:47

Mundo Desaprovação de Trump atinge novo recorde em meio à guerra com o Irã, aponta pesquisa A seis meses das eleições de meio de mandato, americanos estão amplamente insatisfeitos com a atuação de Trump no conflito e na economia. A pesquisa é do Washington Post-ABC News-Ipsos. Por Redação g1, g1 — São Paulo

A desaprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu um nível recorde, segundo pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos divulgada neste domingo (3).

O levantamento indica que os americanos estão amplamente insatisfeitos com a atuação do republicano na guerra com o Irã e em outras questões-chave, a seis meses das eleições de meio de mandato.

De acordo com a pesquisa, a desaprovação de Trump chegou a 62%, o maior nível já registrado em seus dois mandatos. A aprovação está em 37%, próxima dos 39% observados em fevereiro.

O levantamento mostra que a avaliação do presidente em relação à economia, tema central de sua retomada política em 2024, piorou desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento da Turning Point USA no dia 17 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

A desaprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu um nível recorde, segundo pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos divulgada neste domingo (3).

O levantamento indica que os americanos estão amplamente insatisfeitos com a atuação do republicano na guerra com o Irã e em outras questões-chave, a seis meses das eleições de meio de mandato.

De acordo com a pesquisa, a desaprovação de Trump chegou a 62%, o maior nível já registrado em seus dois mandatos. A aprovação está em 37%, próxima dos 39% observados em fevereiro.

O levantamento mostra que a avaliação do presidente em relação à economia, tema central de sua retomada política em 2024, piorou desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.

Nesse contexto, a maioria dos americanos desaprova a condução de Trump na crise com o Irã, por 66% a 33%.

Na economia, a avaliação do republicano caiu sete pontos, para 34%, em meio à alta dos preços da gasolina. Já em relação à inflação, a aprovação recuou cinco pontos no período, para 27%.

O pior desempenho no recorte econômico da pesquisa aparece na percepção sobre o custo de vida, com 23% de aprovação e 76% de desaprovação.

O crescente descontentamento dos americanos tem relação direta com a guerra. Dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu cerca de 40% no país desde o início do conflito.

E os impactos já se refletem em uma alta mais disseminada dos preços. A inflação subiu 0,9% em março, no maior aumento desde maio de 2024, alcançando 3,3% no acumulado em 12 meses. O resultado foi influenciado pela alta nos custos de energia, alimentos e moradia.

O movimento é consequência da disparada do preço do barril de petróleo, que chegou a superar US$ 120. Na última sexta-feira, o tipo Brent, referência global, fechou a US$ 108,17, o que representa alta de cerca de 50% desde 28 de fevereiro.

🔎 Conforme mostrou o g1, a alta nos preços de energia desagrada o eleitorado dos EUA e pode azedar a disputa legislativa para o partido de Trump em novembro deste ano, quando os americanos vão às urnas para eleger governadores, deputados e senadores.

O principal fator por trás da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial.

A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros.

Com os impactos econômicos dos dois lados, o Estreito de Ormuz segue como centro da disputa entre Estados Unidos e Irã.

Neste domingo, Trump afirmou que os EUA vão guiar em segurança navios presos na via marítima a partir da manhã desta segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio.

O presidente disse que a ação será destinada a embarcações de países que não estão envolvidos na guerra na região, mas não citou nenhuma nação especificamente.

"Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente", escreveu em sua rede social, a Truth Social.

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Os inquietantes paralelos entre 2008 e 2026: uma nova crise financeira está a caminho?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

Funcionários do Lehman Brothers com caixas de papelão foram a imagem da crise financeira de 2008 — Foto: Getty Images via BBC

Em 15 de setembro de 2008, Bobby Seagull chegou ao seu escritório em Canary Wharf, em Londres, pouco antes das 6 da manhã.

Era a última vez que ele precisaria ser pontual. Ele era um operador do Lehman Brothers, um banco americano que passava por sérias turbulências.

"Tínhamos visto no noticiário de domingo, vindo dos Estados Unidos, que eles estavam entrando com pedido de falência. Não tínhamos muita certeza das implicações disso para nós no Reino Unido. Então, nos disseram apenas para comparecer normalmente."

Inicialmente, foi um "caos", diz Bobby. "Não havia comunicação direta com nossos colegas americanos. Eles não atendiam o telefone. Algumas pessoas pegavam objetos, como quadros na parede, e diziam: 'Eles me devem ações'."

"Curiosamente, naquele verão, as pessoas perceberam uma certa inquietação. Gastei todo o meu cartão da máquina de venda automática, [no valor de] 300 libras, em chocolates, porque percebi que se a máquina de venda automática ou o banco quebrassem, meu cartão da máquina se tornaria inútil."

Bobby, juntamente com milhares de colegas, colocou toda sua carreira em uma caixa de papelão e deixou o prédio.

Foi uma imagem marcante da crise financeira global que viu milhares de empresas falirem e milhões de pessoas perderem seus empregos.

Em 2008, o banco de investimentos Lehman Brothers declarou falência nos EUA — Foto: Getty Images via BBC

Agora, diversos sinais de alerta estão surgindo na economia mundial, levando alguns a questionar se estamos no início de outra crise financeira.

Como seria o próximo colapso? E, considerando que as relações internacionais em 2026 estão mais instáveis do que em 2008, os formuladores de políticas terão as ferramentas necessárias para impedir um colapso?

Antes da crise que assolou a economia mundial em 2008, já havia sinais de alerta em algumas partes do sistema financeiro.

Em 2007, muitos investimentos em empréstimos imobiliários de alto risco nos EUA deram prejuízo, com a alta inadimplência dos donos dos imóveis.

Fundos administrados pelo Bear Stearns, BNP Paribas e outros bancos tiveram que congelar a capacidade dos investidores de sacar seu dinheiro ou liquidar os fundos completamente.

À medida que o nervosismo se espalhava, até mesmo os bancos eventualmente pararam de emprestar uns aos outros por medo de não receberem seu dinheiro de volta, criando a chamada crise de crédito. Isso causou uma crise financeira global.

Diversos fundos que emprestam dinheiro declararam prejuízos ou restringiram a capacidade dos investidores de resgatar seus investimentos.

BlackRock, Blackstone, Apollo e Blue Owl enfrentaram pedidos de saques bilionários de fundos de crédito privado – instituições que oferecem uma alternativa aos bancos tradicionais.

Reguladores bancários e veteranos do setor financeiro reconhecem as semelhanças entre as duas crises.

Sarah Breeden é vice-governadora do Banco da Inglaterra, instituição responsável por garantir a estabilidade financeira no Reino Unido.

Ela afirma que o novo mundo do crédito privado cresceu rapidamente, ainda não foi testado por adversidades financeiras e é pouco compreendido.

"Há ecos da crise financeira global no que estamos vendo agora", diz ela. "O crédito privado passou de zero para US$ 2,5 trilhões nos últimos 15 a 20 anos. Há alavancagem [dinheiro emprestado], há opacidade, há complexidade, há interconexões com o restante do sistema financeiro. Tudo isso se assemelha ao que vimos na crise financeira global."

Ela também está preocupada com o fato de que muito do dinheiro emprestado por fundos de crédito privado já tenha sido tomado emprestado, criando camadas de dívida — ou alavancagem — que podem amplificar quaisquer perdas.

"Há alavancagem sobre alavancagem sobre alavancagem. O que queremos garantir é que todos entendam como essa complexa estrutura de alavancagem se acumula."

Em 2007, formaram-se enormes filas nas agências do Northern Rock, com pessoas tentando sacar seu dinheiro — Foto: Getty Images via BBC

Mohammed El-Erian, principal consultor econômico da empresa financeira alemã Allianz e ex-CEO da PIMCO, a maior investidora em títulos do mundo, concorda que o risco de outra crise está sendo subestimado.

"Há certas semelhanças com 2007 que me tiram o sono. As semelhanças são fragilidades claras no sistema financeiro que não são devidamente reconhecidas."

Na verdade, ele afirma, foram as restrições impostas aos bancos após a crise que deram origem a esse novo mercado de crédito privado.

Os bancos foram forçados por novas regulamentações a serem mais cautelosos. Por isso, fundos que imitavam os bancos surgiram para preencher a lacuna.

"De repente, o sistema foi inundado por credores privados que desejam emprestar dinheiro para empresas. As empresas veem todo esse dinheiro disponível e, é claro, muito dinheiro faz as pessoas cometerem erros."

Ele descreve um cenário assustador. "De repente, todos que emprestam dinheiro querem seu dinheiro de volta ao mesmo tempo. Daqui a pouco, algo começado como uma ótima ideia se transformou em algo que representa um risco de instabilidade e, em vez de beneficiar a economia, corre o risco de desestabilizá-la."

Mas Larry Fink, chefe da maior gestora de recursos do mundo, a BlackRock, disse recentemente à BBC que não concorda que o crédito privado represente uma ameaça à economia mundial.

A própria BlackRock é uma das várias empresas que limitaram os saques de investidores nervosos em fundos de crédito privado.

Mas Fink é categórico ao afirmar que não há chance de uma repetição do trauma financeiro visto em 2007-08, pois acredita que as instituições financeiras hoje são mais seguras.

No entanto, alguns compararam o que está acontecendo no crédito privado a uma corrida lenta aos bancos. Você pode não ver as filas do lado de fora das agências do Northern Rock, como em 2007, mas há uma fila de pessoas querendo seu dinheiro de volta.

Outra forma pela qual a história pode estar se repetindo é através da alta dos preços da energia.

Esse foi um fator que contribuiu para a crise de 2008. O preço do petróleo bruto Brent subiu de cerca de US$ 50 por barril no início de 2007 para US$ 100 no final do ano — chegando a atingir o pico de US$ 147 em julho de 2008.

Isso foi impulsionado pela crescente demanda de uma China em rápida expansão, mas também, em parte, pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã.

Recentemente, os preços do petróleo subiram para mais de US$ 100 por barril, com alertas de que podem subir ainda mais se não houver uma resolução rápida para o conflito com o Irã, que fechou a artéria energética mais importante do mundo, o Estreito de Ormuz.

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, classificou o fechamento do Estreito de Ormuz como "a maior crise de segurança energética da história", insistindo que ela é "mais grave" do que os choques energéticos anteriores de 1973 (quando alguns Estados árabes impuseram um embargo de petróleo ao Ocidente), 1979 (causado pela revolução iraniana) e 2022 (Ucrânia) "juntos".

Esse nível de pessimismo ainda não se reflete nos preços atuais do petróleo. Embora os preços tenham subido mais de 50% desde antes do conflito com o Irã, eles ainda estão longe dos níveis observados antes da última crise financeira, quando o petróleo atingiu US$ 147 por barril (em valores atuais, isso equivale a cerca de US$ 190 por barril).

E os mercados de ações estão atualmente perto de suas máximas históricas — nada parecido com o choque do petróleo de 1973, que provocou uma queda de 40% nos mercados de ações dos EUA, do pico ao vale.

Sarah Breeden, do Banco da Inglaterra, diz que espera que os mercados de ações caiam em algum momento, pois o nível atual não reflete totalmente os muitos riscos para a economia global.

Mas, por enquanto, os mercados de ações parecem presumir que a paz acabará prevalecendo, e muitas grandes empresas continuam a lucrar mais do que os investidores esperavam.

Mas um choque energético faz parte da lista de riscos do Banco da Inglaterra, que Breeden teme que possa ocorrer simultaneamente.

"Um grande choque macroeconômico, ao mesmo tempo em que a confiança no crédito privado cai, ao mesmo tempo em que as avaliações de IA e outras avaliações de ativos de risco se reajustam. O que acontece nesse ambiente e estamos preparados para ele?"

Mais de US$ 2 trilhões foram investidos em IA, no que o cofundador da Microsoft, Bill Gates, chamou de "frenesi" e outros descrevem como uma bolha.

Isso impulsionou as avaliações de algumas megaempresas a tal ponto que 37% do valor do principal índice do mercado de ações dos EUA, o S&P 500, agora está concentrado em apenas sete empresas (incluindo Nvidia, Microsoft, Alphabet (empresa controladora do Google) e Amazon, que também estão entre as maiores investidoras em infraestrutura de IA.

Isso significa que os milhões de pessoas que investem em fundos de índice estão investindo uma grande parte de suas economias em IA, quer queiram ou não.

Uma grande venda de ações dessas empresas afetaria os poupadores — incluindo indivíduos e fundos de pensão em diversos países — e inevitavelmente abalaria a confiança empresarial e do consumidor.

O estouro da bolha das empresas "ponto com", que atingiu seu pico em março de 2000, contribuiu para desencadear uma recessão em 2001.

O índice Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caiu quase 80% entre março de 2000 e outubro de 2002, destruindo bilhões em valor de mercado.

Esse colapso de empresas baseadas na internet, as enormes perdas para investidores e as demissões em massa no setor de tecnologia causaram uma recessão mais ampla na economia.

Há também a questão da capacidade das autoridades para apagar um possível "incêndio financeiro".

Em 2008, os governos finalmente conseguiram controlar o caos injetando bilhões de dólares de dinheiro público nos principais bancos para evitar seu colapso e aumentando as garantias sobre os depósitos bancários para impedir que os poupadores fugissem.

Ao mesmo tempo, os principais bancos centrais cortaram as taxas de juros, incluindo um raro corte coordenado.

Hoje, esse número está próximo de 100%, após grandes intervenções em 2008 para resgatar bancos, auxílios durante a covid-19 e subsídios de energia em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Portanto, a capacidade do governo de tomar empréstimos é muito mais limitada.

"Governos e bancos centrais tiveram que responder a crise após crise e, ao fazerem isso, reduziram sua capacidade de resposta", alerta ele.

Esse sentimento é compartilhado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que afirmou no início deste mês que os múltiplos desafios econômicos mundiais ocorrem em um momento em que "o espaço para políticas públicas foi reduzido".

Há também o estado precário das relações internacionais. Em meio à crise de 2008, líderes nacionais se reuniram em uma série de encontros de emergência, incluindo um crucial em Washington, em novembro de 2008, onde definiram seu plano para injetar bilhões nos bancos; e outro em Londres, em abril de 2009.

Gordon Brown, o primeiro-ministro que ajudou a liderar a resposta internacional, afirmou que a forte cooperação internacional foi o que impediu que a crise se transformasse em uma depressão.

Em meio à crise de 2008, líderes se reuniram em uma série de encontros de emergência, incluindo um crucial em Washington, em novembro de 2008 — Foto: Getty Images via BBC

Tudo isso pode ser mais difícil hoje, em meio a divergências significativas entre os países ricos sobre política comercial, Otan e até mesmo o status da Groenlândia.

Escrevendo no início deste mês sobre os perigos de uma crise financeira, o FMI fez questão de alertar que a "cooperação internacional está mais fraca" agora do que em anos anteriores.

A implicação, talvez, seja que, em uma era de guerra na Europa, guerras comerciais entre EUA e China e a política "América Primeiro" do presidente dos EUA, Donald Trump, será mais difícil para os governos deixarem de lado suas diferenças e sentarem na mesa de negociações como fizeram em 2008.

Brown alertou diversas vezes sobre os perigos de uma abordagem isolacionista — de "nós contra eles" — em assuntos globais.

Sarah Breeden, no entanto, demonstra otimismo, argumentando que os bancos têm mais capacidade de absorver choques do que em 2008.

Ela se conforta com o fato de que os bancos estão "muito mais capitalizados agora" — em outras palavras, eles têm reservas de caixa maiores, em vez de depender de empréstimos.

Mohammed El Erian concorda — até certo ponto. "Não estamos exatamente na situação de 2008, porque não acredito que o sistema bancário, e, portanto, o dinheiro dos depositantes e o sistema de pagamentos, estejam em risco. Mas estamos em um momento semelhante ao de 2008, no sentido de que o sistema financeiro pode agravar as fragilidades econômicas que nos levam à recessão."

"As fragilidades econômicas e financeiras tendem a expor os segmentos mais vulneráveis ​​da população. Eles têm a menor resiliência e tendem a ser atingidos com particular intensidade."

Bobby Seagull, que agora é professor de matemática, diz que os mercados financeiros estão ainda mais complexos hoje em dia e que nunca se sabe ao certo que surpresas desagradáveis ​​podem estar escondidas.

"Você está meio que passando instrumentos financeiros de uma pessoa para outra, sem ter certeza do que há dentro deles. E acho que a preocupação é que, se as coisas acontecerem, elas se intensificam muito rapidamente nos mercados financeiros. E é aí que você não quer ser a última pessoa a ficar com esse pacote."

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Tecnologia e gestão transformam agro no Noroeste Paulista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 08:50

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Tecnologia e gestão transformam agro no Noroeste Paulista Histórias de produtores mostram como inovação, parcerias e estudo transformam pequenas propriedades em negócios de grande escala. Por Nosso Campo, TV TEM

Produtores rurais da região de Jales e Jaci (SP) vêm transformando o cenário agrícola com investimentos em tecnologia e novos modelos de negócio.

De viveiros que produzem milhões de mudas a granjas integradas e usinas de borracha, o uso de maquinário moderno e a especialização técnica têm sido os motores para a expansão das propriedades.

O uso intensivo de tecnologia e a transição da agricultura familiar para modelos de gestão empresarial estão transformando o cenário rural no Noroeste Paulista.

As histórias reforçam a ideia de que, no agronegócio, paixão, dedicação e a busca constante por conhecimento e inovação são os pilares para construir um futuro promissor.

Empreendedores rurais de Jales e região apostam em tecnologia para crescer — Foto: Reprodução/TV TEM

Produtores rurais das cidades de Jales e Jaci, no interior de São Paulo, estão transformando o cenário agrícola da região com investimentos em tecnologia e novos modelos de negócio. A aposta em maquinário moderno, especialização técnica e gestão empresarial tem impulsionado a expansão de propriedades, desde viveiros de mudas até granjas e usinas de borracha.

Um dos exemplos é o do produtor Leandro da Silva, de Jales. O que começou há 22 anos em um terreno cedido pelo avô se tornou um viveiro com 14 mil metros quadrados de estufas. A grande mudança veio com a mecanização: uma máquina comprada há cinco anos preenche em uma hora a mesma quantidade de bandejas de mudas que antes levava um dia inteiro de trabalho manual.

Com o ganho de produtividade, o viveiro hoje produz mais de 8 milhões de mudas de hortaliças e legumes por mês, que são vendidas para todo o Brasil. Além disso, o produtor investe em enxertia, uma técnica que torna as plantas mais resistentes a pragas e variações do clima.

Outro caso de sucesso é o de Renato Martins, que em 2018 transformou um sítio de lazer da família em uma granja. Ele aderiu ao sistema de integração, no qual frigoríficos fornecem ração, aves e assistência veterinária. Em cinco anos, a propriedade saltou de três para 10 aviários e hoje abriga 420 mil aves.

No setor da borracha em Jaci, o agrônomo Marcos Murbach usou sua formação para virar empresário. Após atuar como técnico e consultor, ele se uniu a outros produtores e fundou, há 10 anos, uma indústria de beneficiamento de látex. Atualmente, o grupo administra mais de 500 mil pés de seringueira.

Esses casos mostram como a combinação de conhecimento técnico e visão de negócio tem gerado crescimento e contribuído para a economia da região.

50 vídeos Jaci Jales Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a produtores rurais em Mineiros do Tietê

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 08:50

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a produtores rurais em Mineiros do Tietê O programa do Senar, em parceria com sindicato rural, acompanha famílias e amplia acesso à saúde na zona rural da região do centro-oeste paulista. Por Nosso Campo, TV TEM

Em Mineiros do Tietê (SP), trabalhadores do campo estão recebendo atendimento de saúde sem sair da propriedade.

A ação faz parte do programa Saúde no Campo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, em parceria com o sindicato rural do município.

O objetivo é melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem e trabalham na zona rural, oferecendo acompanhamento periódico e orientação preventiva.

Em uma das propriedades atendidas, a produtora Vera Lúcia Rodrigues Giraldi divide o tempo entre os pés de café e a máquina de costura.

Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a famílias rurais em Mineiros do Tietê — Foto: Reprodução/TV TEM

Em Mineiros do Tietê (SP), trabalhadores do campo estão recebendo atendimento de saúde sem sair da propriedade. A ação faz parte do programa Saúde no Campo, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, em parceria com o sindicato rural do município.

O objetivo é melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem e trabalham na zona rural, oferecendo acompanhamento periódico e orientação preventiva.

Em uma das propriedades atendidas, a produtora Vera Lúcia Rodrigues Giraldi divide o tempo entre os pés de café e a máquina de costura. Durante a visita da equipe, a técnica em saúde rural Cássia Fernanda Dalmazo realiza o acompanhamento básico, como aferição de pressão e orientações. Vera conta que o suporte faz diferença na rotina.

“Ajuda muito. Quando a Cássia me procurou, fiquei muito feliz. A gente sabe que pode contar com esse acompanhamento todo mês”, afirma.

O programa também atende outras famílias da região, como a de Dilsa Mara da Silva. Para ela, o acesso ao serviço facilita o cuidado com a saúde. “É muito especial. A gente tem dificuldade de ir ao médico, então isso ajuda bastante. Eles medem pressão, acompanham diabetes, peso facilita muito pra nós”, diz.

Segundo a supervisora do programa, Katy Priscila Lisboa Fernandes, o trabalho começa com o cadastro das famílias e segue com visitas periódicas. Além do acompanhamento, cada propriedade recebe um kit de primeiros socorros, e crianças e adolescentes ganham kits de saúde bucal.

Programa Saúde no Campo leva atendimento gratuito a famílias rurais em Mineiros do Tietê — Foto: Reprodução/TV TEM

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Agrishow reúne 197 mil visitantes e destaca tecnologia e cultura no campo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 07:46

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Agrishow reúne 197 mil visitantes e destaca tecnologia e cultura no campo Feira apresentou novidades para produtores de todos os portes, com demonstrações de maquinário, palestras e valorização da cultura regional. Por Nosso Campo, TV TEM

A feira trouxe as mais recentes novidades para o trabalho no campo, em diferentes culturas, atendendo do pequeno ao grande produtor.

Entre as atrações, destacou-se a tecnologia. Para chamar a atenção dos visitantes, as máquinas até "dançaram" em apresentações que demonstraram acrobacia e agilidade.

Além da tecnologia, os visitantes também puderam apreciar a cultura regional, com a venda de produtos artesanais, como queijos, doces e vinhos.

Agrishow atrai 197 mil visitantes com inovações tecnológicas e cultura regional — Foto: Reprodução/TV TEM

Desde o plantio da semente até a finalização da safra, a Agrishow exibiu o que vai além das propriedades rurais. Nesta semana, 197 mil pessoas conheceram o que mais de 800 expositores apresentaram, em um espaço de 520 mil m².

A feira trouxe as mais recentes novidades para o trabalho no campo, em diferentes culturas, atendendo do pequeno ao grande produtor, além de palestras e inovações em maquinário.

Entre as atrações, destacou-se a tecnologia. Para chamar a atenção dos visitantes, as máquinas até "dançaram" em apresentações que demonstraram acrobacia e agilidade.

Além da tecnologia, os visitantes também puderam apreciar a cultura regional, com a venda de produtos artesanais, como queijos, doces e vinhos.

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Conheça espécie de banana importada que produz frutos mais doces e cachos mais pesados no ES

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 04:54

Espírito Santo Agronegócios Conheça espécie de banana importada que produz frutos mais doces e cachos mais pesados no ES Mudas nativas da Jamaica foram pesquisadas por mais de 20 anos até se adaptarem ao Brasil. Bananeiras têm folhas limpas, saudáveis, não precisam de agrotóxico e têm troncos mais grossos. Por André Afonso, g1 ES e TV Gazeta

Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e agora promete alavancar a produção do Espírito Santo.

Bananeiras têm folhas limpas, saudáveis, não precisam de agrotóxico, dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados.

As mudas deste novo tipo de banana começaram a ser distribuídas recentemente aos produtores capixabas após mais de 20 anos de pesquisa.

Os resultados foram animadores e mostraram uma boa adaptação da espécie em vários tipos de ambiente.

Outra vantagem da banana Ambrosia é o tronco mais grosso, que promete facilitar o manejo nas lavouras.

Bananeiras com folhas limpas, saudáveis, que não precisam de agrotóxico, dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados.🍌 Isto é o que garante a espécie Ambrosia, do tipo nanica, que surgiu na Jamaica e agora promete alavancar a produção do Espírito Santo.

Resistentes a doenças e pragas e adaptáveis a diferentes ambientes e climas, as mudas deste novo tipo de banana começaram a ser distribuídas recentemente aos produtores capixabas após mais de 20 anos de pesquisa.

O agricultor Álvaro Gottardo se surpreendeu com os resultados: "Eu plantei, não pus nada, só fiz análise de solo. Depois, eu pus calcário e um adubo. Não queimou nada, nem uma folha, não tem nada queimado. E dá um produto bom, um cacho bem grande."

Bananeiras da espécia Ambrosia dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados no Espírito Santo. — Foto: Divulgação/Incaper

Os estudos sobre a planta foram conduzidos em Alfredo Chaves, Sul do estado, pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O objetivo era observar o desenvolvimento da planta no Brasil, além do Espírito Santo, na Bahia, em São Paulo e na Amazônia.

Os resultados foram animadores e mostraram uma boa adaptação da espécie em vários tipos de ambiente, como explica José Ventura, pesquisador do Incaper.

"Essa é uma planta que tolera seca e tolera encharcamento. Há uns anos, logo depois da pandemia, nós tivemos enchentes e ela ficou alagada. A planta suportou o encharcamento e, depois do encharcamento, ela teve uma excelente recuperação. As outras bananas do tipo nanica não conseguiram."

Outra vantagem da banana Ambrosia, segundo o especialista, é o tronco mais grosso, que promete facilitar o manejo nas lavouras. A característica dispensa a necessidade de escoramento e é mais resistente à broca.

Fruta mais doceCacho mais pesadoTronco mais grossoResistência a doenças e pragasDispensa o uso de agrotóxico

Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e promete alavancar a produção do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O berço dos estudos foi a lavoura experimental do Incaper, um Banco Ativo de Germoplasmas (BAG), que atualmente conta com 26 espécies de bananas de todo o mundo. O espaço funciona como um acervo, em que cada tipo de planta é estudado por anos.

É só após décadas de pesquisa, quando as vantagens de cultivar uma espécie de banana se comprovam, que as mudas são apresentadas aos produtores. Desde 1976, quando o BAG foi criado, cinco variedades foram recomendadas pelo Incaper. A Ambrosia é a sexta, e a primeira do tipo nanica.

O Espírito Santo produz mais de 400 mil toneladas de banana por ano em 76 municípios, sendo que a banana-prata é responsável por 75% da produção, seguida pela banana-da-terra, e a nanica, em terceiro lugar.

A cidade de Alfredo Chaves, onde a Ambrosia foi estudada, disputa com Itaguaçu, no Noroeste capixaba, o título de maior produtor estadual da fruta.

Bananeiras da espécia Ambrosia dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados no Espírito Santo. — Foto: Divulgação/Incaper

O município é conhecido, inclusive, por realizar anualmente a Festa da Banana e do Leite há mais de 50 anos. A comemoração serve para celebrar a fruta que salvou os agricultores da cidade na década de 1960, quando a cafeicultura entrou em crise no país.

Com o cultivo Ambrosia, a expectativa é que a produção capixaba de banana cresça ainda mais. O Incaper já distribuiu 1.200 mudas da planta para produtores de todo o estado e vai continuar auxiliando os interessados nos laboratórios particulares.

Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e promete alavancar a produção do Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta

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Por que trabalhadores experientes são uma vantagem competitiva

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 04:54

Bem-Estar Longevidade: modo de usar Por que trabalhadores experientes são uma vantagem competitiva Empresas que não retiverem talentos maduros enfrentarão escassez de mão de obra, alerta especialista. Por Mariza Tavares — Rio de Janeiro

Vamos olhar o copo meio cheio: embora o preconceito de idade ainda seja a norma, o valor dos trabalhadores experientes está começando a ganhar corpo – e reconhecimento. Essa é a tese defendida por Annie Coleman, fundadora da RealiseLongevity (algo como “tomando consciência da longevidade”), que, após quatro décadas no mercado financeiro, agora se dedica a ajudar organizações a enxergar vidas mais longas como uma vantagem competitiva. Seu lema é claro: se não há uma estratégia para a longevidade, não existe uma estratégia de crescimento.

Annie Coleman: empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra — Foto: Divulgação

Em 2007, a BMW começou a implementar adaptações ergonômicas de baixo custo em uma linha de montagem especializada em Dingolfing, na Alemanha. Focada em oferecer melhores condições aos funcionários de meia-idade e seniores, a empresa adotou estações de trabalho com altura ajustável, iluminação aprimorada e banquetas especializadas. O resultado? Um crescimento de 7% na produtividade.

Um documento do Bank of America afirma que recrutar e reter colaboradores maduros está se tornando crucial à medida que as populações envelhecem. Por isso, benefícios inclusivos são vistos como um motor de desempenho organizacional, especialmente para funções onde o julgamento, a experiência e a qualidade da decisão são primordiais.

Pesquisas recentes da AARP (American Association of Retired Persons), que conta com mais de 40 milhões de associados, e da OCDE (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostraram que empresas com mais trabalhadores acima dos 50 ganham em eficiência. Da mesma forma, um estudo de 2022 do Boston Consulting Group revelou que equipes multigeracionais superam as homogêneas quando o julgamento e a mentoria sênior se combinam com as habilidades digitais dos jovens.

No entanto, Coleman aponta que iniciativas como essas raramente são apresentadas como uma estratégia central. A maioria das corporações ainda projeta carreiras como se a eficácia atingisse o pico cedo – e como se a velocidade, o vigor e a inovação pertencessem exclusivamente aos jovens. Se a experiência melhora os resultados, por que tantas empresas expulsam as pessoas justamente quando o seu valor atinge o auge? Nos EUA, uma análise do Urban Institute mostrou que mais da metade dos trabalhadores acima de 50 anos foi desligada de empregos de longa data por reestruturações, e não por problemas de desempenho. Ela enumera três desafios urgentes:

O êxodo prematuro: expulsar os 50+ do mercado por razões não relacionadas ao desempenho é uma falha sistêmica de design e sinônimo de perda de capital intelectual.O ponto cego da demanda: os gastos dos indivíduos acima de 55 anos devem chegar a US$ 15 trilhões anuais até o fim desta década. Ignorar esse público é desperdiçar oportunidades de crescimento.Vidas profissionais longas são inevitáveis: seja por necessidade financeira ou mudanças nas políticas previdenciárias, as pessoas trabalharão por mais tempo. Empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra.

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Empresas nos EUA lacram celulares de funcionários para evitar distrações; isso é possível no Brasil?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/05/2026 04:54

Trabalho e Carreira Empresas nos EUA lacram celulares de funcionários para evitar distrações; isso é possível no Brasil? Reportagem do jornal Financial Times mostra como a medida busca mais segurança e foco no trabalho, mas divide opiniões. No Brasil, restrições podem existir em atividades com risco, dados sensíveis ou sigilo profissional. Por Redação g1 — São Paulo

Empresas nos EUA têm adotado uma medida incomum para reduzir distrações e proteger informações sensíveis: exigir que funcionários guardem seus celulares em bolsas lacradas durante o expediente.

A prática, que já aparece em diferentes setores, busca limitar o uso dos aparelhos no ambiente de trabalho e reforçar a segurança de dados.

Segundo reportagem do Financial Times, a empresa de verificação de identidade digital ID.me implementou o sistema há cerca de três anos para aproximadamente 290 funcionários.

Os aparelhos são colocados em pequenos sacos que permanecem com os trabalhadores, mas só podem ser abertos em estações magnéticas específicas.

Um aluno usa o celular depois de destravar a bolsa que impede o uso durante o período escolar, na escola Bayside Academy, 16 de agosto de 2024, em San Mateo, Califórnia, EUA. — Foto: Lea Suzuki/San Francisco Chronicle via AP, Arquivo

Uma reportagam do jornal "Financial Times" mostra como empresas nos Estados Unidos têm adotado uma medida incomum para reduzir distrações e proteger informações sensíveis: exigir que funcionários guardem seus celulares em bolsas lacradas durante o expediente.

A prática, que já aparece em diferentes setores, busca limitar o uso dos aparelhos no ambiente de trabalho e reforçar a segurança de dados.

Segundo o jornal, a empresa de verificação de identidade digital ID.me implementou o sistema há cerca de três anos para aproximadamente 290 funcionários.

Os aparelhos são colocados em pequenos sacos que permanecem com os trabalhadores, mas só podem ser abertos em estações magnéticas específicas.

Diferentemente de armários tradicionais, as bolsas permitem que os funcionários percebam chamadas ou notificações urgentes. O uso dos celulares segue liberado durante os intervalos.

De acordo com o jornal, as empresas que adotam a medida apontam principalmente dois motivos: evitar vazamentos — intencionais ou acidentais — de dados sensíveis e aumentar a produtividade ao reduzir distrações.

A fabricante dessas bolsas, a Yondr, afirma que seus clientes incluem tribunais, agências governamentais, creches e empresas com propriedade intelectual sensível. Segundo o CEO da empresa, muitas organizações recorrem ao sistema após tentativas frustradas de confiar apenas em regras internas de uso.

"As organizações que nos procuram geralmente já tentaram o sistema de confiança", diz Graham Dugoni, fundador e CEO da Yondr. "O que esses ambientes têm em comum é o reconhecimento de que uma política de não usar celular não é o mesmo que um ambiente livre de telefones", conta.

A discussão também ganhou força em ambientes corporativos. O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, já criticou o uso constante de celulares em reuniões, classificando o hábito como desrespeitoso e prejudicial à produtividade.

"As pessoas estão em reuniões e recebem notificações, mensagens de texto pessoais e emails o tempo todo. Isso tem que parar. É desrespeitoso. É perda de tempo", afirmou.

Apesar da resistência inicial, alguns trabalhadores relatam efeitos positivos. A funcionária Kamilah Muiruri, da ID.me, diz que a política melhorou sua relação com o celular e contribuiu para mais interação entre colegas.

"Não preciso de tantas pausas para olhar meu celular." Para ela, há outro benefício. "Isso nos faz conectar com os outros. Eu não conhecia as pessoas do escritório porque estava focada nos amigos que tenho fora do trabalho. Agora, somos unidos como equipe e adoramos sair juntos".

Ainda assim, a implementação não foi simples. A própria empresa relata que, nos primeiros meses, houve queixas e descumprimento frequente da regra, com parte dos funcionários interpretando a medida como falta de confiança da gestão.

Kyle Scofield, vice-presidente sênior de suporte ao membro na ID.me, diz que quando a empresa adotou as bolsas, houve resistência de funcionários. "Durou mais do que eu esperava. Nos primeiros seis meses, as violações eram muito frequentes." Hoje, ele diz, "não saberia dizer a última vez que tivemos algo assim."

A adoção das bolsas no ambiente corporativo segue uma tendência que já vem sendo testada em escolas. Em diferentes países, autoridades têm defendido a restrição do uso de smartphones em sala de aula como forma de reduzir a dependência digital e melhorar a concentração dos alunos.

Nesse cenário, as bolsas lacradas surgem como uma alternativa prática — modelo que agora começa a ser replicado por empresas em busca de mais foco e menos distrações no trabalho.

Ainda segundo o jornal, especialistas destacam que os impactos da restrição ao uso de celulares não são consenso. Estudos indicam que a proibição pode aumentar a produtividade em tarefas simples e repetitivas, mas não necessariamente em atividades que exigem criatividade e autonomia.

“É muito difícil para os pesquisadores determinar os efeitos de uma proibição em comparação com uma situação sem a restrição no mesmo contexto organizacional”, afirma Adrian Chadi, professor associado de economia da Universidade de Southampton.

Segundo ele, o resultado varia conforme o tipo de trabalho. Enquanto funções mais operacionais podem se beneficiar da redução de distrações, atividades que dependem de pensamento criativo podem ter efeito oposto.

Chadi também aponta que a medida pode ser mal recebida pelos funcionários, especialmente quando o uso do celular traz benefícios no dia a dia. “Também é possível que os trabalhadores percebam a proibição de forma negativa se o uso do aparelho oferecer vantagens claras no trabalho”, diz.

Há ainda evidências de que permitir o uso dos celulares pode ajudar os funcionários a lidar com questões pessoais ao longo do expediente, o que pode ter impacto positivo no desempenho geral.

Eoin Whelan, professor de análise de negócios e sociedade da Universidade de Galway, conduziu um estudo em uma empresa que voltou atrás na proibição. Segundo ele, a liberação dos aparelhos não prejudicou a produtividade e ajudou os trabalhadores a equilibrar demandas pessoais.

"Depende do funcionário, mas no mundo de hoje, a maioria espera que haja uma fronteira entre trabalho e vida pessoal, especialmente aqueles responsáveis por cuidar da família fora do emprego", afirma.

No Brasil, empresas podem proibir ou restringir o uso de celulares pessoais durante o expediente, mas a medida precisa seguir alguns limites. Não há regra específica na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sobre o tema, mas o empregador tem o chamado poder diretivo — ou seja, pode organizar, controlar e fiscalizar as atividades dos funcionários.

Na prática, a restrição pode ser prevista em contrato de trabalho ou em regulamentos internos, especialmente em atividades que envolvam riscos à integridade física, proteção de dados ou sigilo profissional.

“O uso do celular pode ser limitado, desde que não haja invasão da privacidade, da intimidade e da dignidade do trabalhador”, afirma o juiz do trabalho Luiz Antonio Colussi, titular da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, em entrevista à Rádio TST.

Segundo o magistrado, a fiscalização deve ser proporcional e baseada no bom senso. Medidas como restringir o uso durante a operação de máquinas ou veículos, por exemplo, são consideradas legítimas e ajudam a evitar acidentes e conflitos no ambiente de trabalho.

O descumprimento das regras pode levar a advertência, suspensão e, em casos mais graves — como situações de risco —, até demissão por justa causa. Especialistas recomendam que as empresas deixem claras as regras e prevejam exceções, como uso em emergências ou durante os intervalos.

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A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 03/05/2026 04:54

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

A Anta é uma gigante do vestuário esportivo que vem construindo um portfólio de marcas internacionais, incluindo Arc'teryx e Salomon.

A empresa pode ainda não ser um nome familiar no Ocidente, mas possui mais de 10 mil lojas na China e patrocina atletas de elite como a esquiadora freestyle Eileen Gu.

A expansão global da empresa — que ocorre em um momento em que Donald Trump busca trazer de volta aos EUA empregos industriais por meio de tarifas — destaca o quão essenciais e competitivas as cadeias de suprimentos chinesas se tornaram para o setor manufatureiro.

Décadas como a "fábrica do mundo" deram a diversas empresas chinesas ambiciosas a oportunidade de competir diretamente com as mesmas empresas que antes eram suas clientes.

A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas — Foto: Getty Images via BBC

A economia chinesa estava apenas começando a se abrir no final da década de 1980, quando um jovem determinado, que havia largado a escola no ensino médio, partiu para Pequim com 600 pares de sapatos.

Ding Shizhong os fabricou em uma fábrica de um parente e pretendia vendê-los. O dinheiro que ganhou permitiu que ele montasse sua primeira oficina, onde começou a fabricar calçados para outras empresas.

O jovem de 17 anos era um dos muitos empreendedores emergentes na China, enquanto o capitalismo decolava sob o olhar atento dos governantes do Partido Comunista.

Desde então, seu negócio cresceu e se tornou uma gigante do vestuário esportivo chamada Anta, que vem construindo um portfólio de marcas internacionais, incluindo Arc'teryx e Salomon.

A Anta agora busca competir com marcas como Nike e Adidas, um objetivo que Ding deixou claro em 2005: "Não queremos ser a Nike da China, mas a Anta do mundo."

A Anta pode ainda não ser um nome familiar no Ocidente, mas possui mais de 10 mil lojas na China e patrocina atletas de elite como a esquiadora freestyle Eileen Gu.

Em fevereiro, a empresa inaugurou sua primeira loja nos EUA, no exclusivo bairro de Beverly Hills, em Los Angeles.

A Anta é uma gigante do setor de roupas esportivas na China. — Foto: CFOTO/Future Publishing via Getty Images via BBC

A expansão global da empresa — que ocorre em um momento em que Donald Trump busca trazer de volta aos EUA empregos industriais por meio de tarifas — destaca o quão essenciais e competitivas as cadeias de suprimentos chinesas se tornaram para o setor manufatureiro.

Décadas como a "fábrica do mundo" deram a diversas empresas chinesas ambiciosas a oportunidade de competir diretamente com as mesmas empresas que antes eram suas clientes.

A Anta pretende conquistar o mercado internacional e competir com a Nike e a Adidas. — Foto: Getty Images via BBC

Fundada em 1991, a Anta iniciou sua trajetória longe do glamour de Beverly Hills, como uma pequena fabricante na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China.

Mas Jinjiang cresceu rapidamente, transformando-se de uma pacata cidade agrícola na "capital mundial do calçado", como parte do plano do governo para impulsionar indústrias específicas em diferentes províncias.

Um grande volume de investimentos logo se seguiu, vindo de gigantes do calçado esportivo em busca de fábricas no exterior que lhes permitissem reduzir seus custos de produção.

Em Jinjiang, assim como em cidades vizinhas ao longo da costa leste, surgiram diversos polos especializados em diferentes tipos de calçados, cada um com sua própria cadeia de suprimentos.

No coração da região central de Jinjiang encontra-se o município de Chendai, uma área de cerca de 40 quilômetros quadrados com milhares de fábricas e fornecedores. Esse distrito ajudou a consolidar a reputação da cidade na fabricação de calçados para marcas globais como Nike e Adidas.

Um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por fabricantes de calçados. — Foto: CFOTO/Future Publishing via Getty Images via BBC

Cada centro reunia fornecedores de cadarços, solados e tecidos, além de empresas de logística que ajudavam a transformar rapidamente projetos em produtos prontos para o varejo e a distribuí-los.

Em 2005, a província de Fujian sozinha era responsável por quase um quinto da produção mundial de calçados, segundo estimativas das Nações Unidas.

Até um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por uma das milhares de fábricas de calçados da cidade, o que a coloca entre os distritos econômicos de maior renda da China.

Jinjiang era apenas um dos muitos centros de manufatura na costa leste. Os outros produziam roupas ou eletrônicos. Esse nível de especialização na manufatura era inédito em qualquer outro lugar do mundo na época, afirma o professor Fei Qin, da Universidade de Bath, no Reino Unido, que pesquisou sobre fábricas no leste da China na década de 2000.

À medida que clientes estrangeiros chegavam a essas fábricas para fechar negócios, o país colhia mais do que apenas receita.

"Eles aprenderam não apenas a produzir mais, mas também a produzir melhor, mais rápido e de forma consistente", acrescenta Fei.

A esquiadora olímpica de estilo livre Eileen Gu é embaixadora da marca chinesa de roupas esportivas Anta. — Foto: Getty Images via BBC

Foi nessas ruas que a Anta cresceu, fabricando calçados em larga escala e a baixo custo para marcas globais.

Primeiro, ela estabeleceu uma vasta rede de distribuição para varejistas em toda a China, um fator crucial para fabricantes que buscam expansão.

Ao mesmo tempo, a Anta construiu gradualmente o reconhecimento de sua marca no mercado interno, abrindo novas lojas e firmando parcerias com grandes eventos esportivos, incluindo competições nacionais de basquete e tênis de mesa.

Empresas como a Anta sabem que há mais valor em ser uma marca reconhecida do que em ser uma subcontratada, afirma Fei.

Em 2007, a Anta abriu seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, arrecadando cerca de US$ 450 milhões, um recorde na época para uma empresa chinesa de artigos esportivos.

A China busca competir com grandes marcas após décadas sendo a "fábrica do mundo". — Foto: Getty Images via BBC

O consultor de marcas Wei Kan, que trabalhou para a Converse e a Nike na China, afirma que a Anta chamou sua atenção por seu centro de produção integrado, que lhe permitia projetar e comercializar calçados mais rapidamente do que seus concorrentes.

Além disso, era uma das poucas empresas chinesas que visavam o mesmo segmento de consumidores que as principais marcas ocidentais, diz Kan.

Empresas como a Anta, que começam fabricando produtos para marcas globais, gradualmente aprendem os fundamentos da gestão de negócios, prosperam na China e "naturalmente aspiram a objetivos mais ambiciosos", acrescenta Kan.

Há muitos outros exemplos, como a empresa de tecnologia Xiaomi. Essa empresa começou como desenvolvedora de software, personalizando sistemas baseados em Android, antes de fabricar seus próprios telefones, dispositivos eletrônicos e, agora, veículos elétricos.

Da mesma forma, a DJI fabricava acessórios para câmeras e componentes para drones antes de se tornar, por mérito próprio, uma fabricante internacional de drones.

Talvez o exemplo mais conhecido seja a BYD, que antes fabricava baterias para pioneiros de veículos elétricos como a Tesla e agora é a principal fabricante mundial do setor.

A empresa administra mais de 12 mil lojas na China. Ela também possui mais de 460 pontos de venda fora do país e planeja ter mil lojas operando somente no Sudeste Asiático nos próximos três anos.

A Nike, que ainda detém a maior participação no mercado de calçados esportivos, tem apenas mil lojas em todo o mundo.

As empresas chinesas são conhecidas por se expandirem rapidamente dentro do próprio país antes de se aventurarem no exterior, onde enfrentam maiores desafios para ampliar suas operações.

Para começar, há um desafio relacionado à percepção. Os produtos chineses são frequentemente vistos como itens baratos, de baixa qualidade ou meras imitações.

A Anta tentou superar essa barreira por meio de aquisições, como parte de uma abordagem que denomina "estratégia multimarca".

A primeira grande jogada da empresa foi a aquisição dos direitos da Fila na China, em 2009, tornando a marca italiana uma das principais fontes de receita para seus negócios, explica Elisa Harca, da agência de marketing chinesa Red Ant Asia.

Em 2019, a Anta adquiriu uma participação majoritária na marca finlandesa de artigos esportivos Amer Sports. Esse acordo deu à Anta o controle sobre as subsidiárias da Amer, incluindo marcas de luxo como Arc'teryx e Salomon.

A Anta também é proprietária da Wilson, fabricante americana de raquetes e bolas de tênis usadas pela National Basketball Association (NBA), e neste ano adquiriu uma participação de 29% na Puma, permitindo que auxilie a empresa alemã em sua expansão na China.

Essas ações ajudam a Anta a evitar "impor" seus produtos em todos os mercados e, em vez disso, usar suas marcas ocidentais como porta de entrada, afirma o analista de negócios Rufio Zhu, da agência global de marketing esportivo IMG.

Dessa forma, a Anta consegue alcançar compradores que podem estar desconfiados de uma marca com o rótulo "made in China", observa Zhu.

O patrocínio de celebridades é um ativo fundamental para uma marca global. A Nike, por exemplo, selou seu emblemático acordo com Michael Jordan na década de 1980. Já a Anta contratou jogadores de basquete como Klay Thompson e Kyrie Irving. No entanto, ainda não conseguiu fechar acordos na mesma escala daqueles que forjaram o prestígio de marcas como Nike ou Adidas.

Além disso, ser uma marca chinesa traz certos obstáculos, dada a relação tensa de Pequim com o Ocidente, e particularmente com os Estados Unidos. A esquiadora americana Eileen Gu, embaixadora da marca Anta, foi alvo de críticas após sua decisão de representar a China em vez dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos.

Empresas que atingem uma escala significativa devem manter um delicado equilíbrio entre a China e o Ocidente, argumenta Kan. "Marcas como a Anta devem estar preparadas para isso."

A ascensão da Anta ocorre em um momento em que rivais como Nike e Adidas enfrentam seus próprios desafios, tanto globalmente quanto na China.

As tarifas americanas impactaram os lucros dessas duas empresas, já que elas importam produtos fabricados na Ásia.

A Nike também está lutando para estimular suas vendas, pois sua incursão no comércio eletrônico fracassou após a pandemia de Covid-19. Além disso, a demanda na China diminuiu.

Essas dificuldades colocam a Anta em uma posição vantajosa no exterior, especialmente considerando o crescente interesse do consumidor por outras marcas, observa o especialista em marketing esportivo Zhu.

"A questão não é se a Anta conseguirá aumentar sua visibilidade, mas se seus concorrentes serão capazes de se adaptar com rapidez suficiente para defender seu próprio espaço", acrescenta Zhu.

Enquanto isso, a China está "preparando seus fabricantes para o futuro" acelerando a implantação de robôs nas fábricas, o que agiliza a produção e pode reduzir custos, acrescenta Fei.

A inauguração da primeira loja da Anta nos Estados Unidos ocorreu após anos de venda de seus produtos no país por meio de lojas de departamento.

Suas paredes estão repletas de prateleiras cheias de tênis e sapatos de basquete: dois segmentos de mercado que a Anta precisa conquistar nos EUA para competir com a Nike ou a Adidas.

"Somos realistas quanto à concorrência, mas o cenário global de roupas esportivas não é um jogo de soma zero", disse um porta-voz da Anta à BBC.

"Estamos confiantes de que os entusiastas do esporte reconhecerão as inovações e o valor da marca que a Anta oferece", acrescentou.

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