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Galípolo diz que uso de dinheiro de fraudes do Master ‘chama atenção’, mas minimiza risco ao sistema financeiro: ‘3ª divisão’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0481,01%Dólar TurismoR$ 5,2520,87%Euro ComercialR$ 5,8570,55%Euro TurismoR$ 6,1060,5%B3Ibovespa174.435 pts-1,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,0481,01%Dólar TurismoR$ 5,2520,87%Euro ComercialR$ 5,8570,55%Euro TurismoR$ 6,1060,5%B3Ibovespa174.435 pts-1,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,0481,01%Dólar TurismoR$ 5,2520,87%Euro ComercialR$ 5,8570,55%Euro TurismoR$ 6,1060,5%B3Ibovespa174.435 pts-1,44%Oferecido por

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou nesta terça-feira (19) que a liquidação do banco Master, feita pela autoridade monetária em novembro do ano passado por conta de indícios de irregularidades, não oferecia risco ao sistema financeiro.

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele explicou que o banco Master era relativamente pequeno para oferecer um "risco sistêmico".

Na mesma época, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos.

"Concordo que isso está consternando as pessoas, não é o passivo [dívida do Master]. Mas o que foi feito com o dinheiro. Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico, é menor de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. O que se chama a atenção é o que se fazia com o dinheiro", declarou Galípolo, do Banco Central.

Na última semana, foi revelado que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

E que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões.

O financiamento de Vorcaro ao filme de Jair Bolsonaro, entretanto, não foi citado diretamente pelo presidente do Banco Central.

A Polícia Federal diz ter indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro pagou ao menos três viagens internacionais do senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressistas.

O Banco Master também pagou mais de R$ 80 milhões ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado sobre reuniões realizadas por Daniel Vorcaro no Banco Central nos últimos anos, antes de ser preso, e da participação do ex-servidores da autoridade monetária nas irregularidades, Galípolo afirmou que quando há um banco com suspeita sobre atuações, com evidências e indícios de práticas inadequadas, a fiscalização faz um acompanhamento 'bem mais de perto".

"Não acompanhei, mas ate 2024 meu mandato era de diretor de Politica Monetária. O BC não pode dizer que alguém cometeu fraude, só a justiça, Ministério público. Mas com as evidências que tínhamos, tinha que ter um acompanhamento mais perto. BC passou a impor uma serie de restrições", declarou Galípolo, chefe do BC.

Para melhorar a governança e o controle do Banco Central sobre o sistema financeiro, o presidente Gabriel Galípolo pediu que o Senado Federal aprove o projeto que garante autonomia orçamentária à autoridade monetária. Com a mudança, o BC não dependeria mais do orçamento da União.

“Se o Senado quer ajudar a governança do BC, aprova o projeto que está há 10 anos na Câmara e dá autonomia ao BC. Para ter recursos para competir com o sistema financeiro, que tem muitos recursos. Como automatizo processos e coloco mais gente sem pessoal?”, questionou.

O presidente da autoridade monetária também pediu a aprovação do projeto que cria um regime de resolução bancária, aplicável pelo Banco Central a instituições financeiras e seguradoras que tenham dificuldades de orçamento.

O objetivo seria atualizar essas regras de intervenção e liquidação do BC em instituições financeiras.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 19 de maio de 2026 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Panini vai atualizar figurinhas da seleção após convocação; veja quem entra e sai no álbum da Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0460,97%Dólar TurismoR$ 5,2510,86%Euro ComercialR$ 5,8550,51%Euro TurismoR$ 6,1040,47%B3Ibovespa174.620 pts-1,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,0460,97%Dólar TurismoR$ 5,2510,86%Euro ComercialR$ 5,8550,51%Euro TurismoR$ 6,1040,47%B3Ibovespa174.620 pts-1,33%MoedasDólar ComercialR$ 5,0460,97%Dólar TurismoR$ 5,2510,86%Euro ComercialR$ 5,8550,51%Euro TurismoR$ 6,1040,47%B3Ibovespa174.620 pts-1,33%Oferecido por

Pelo menos cinco jogadores devem ser substituídos; 13 selecionados por Ancelotti não estavam no álbum.

Com a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas.

A Panini precisará atualizar as figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 após o anúncio oficial dos convocados para a seleção brasileira, na última segunda-feira (18).

Em nota, a empresa confirmou que lançará um “pacote de atualização” com novas figurinhas, mas não deu mais detalhes.

Na véspera, o técnico Carlo Ancelotti anunciou os 26 convocados para representar o Brasil na Copa do Mundo deste ano, entre eles Neymar Jr., Igor Thiago, Rayan, Bremer e Endrick, e outros oito jogadores que não estão no álbum.

Por outro lado, Bento, João Pedro, Éder Militão, Rodrygo e Estevão estavam inicialmente entre as figurinhas, mas não foram selecionados pelo técnico italiano para a Copa deste ano e devem ser substituídos pela Panini.

Mesmo sem detalhes sobre as substituições, alguns dos convocados por Ancelotti devem ficar de fora do álbum da Copa. Isso porque cada seleção tem espaço para apenas 20 figurinhas — uma com o escudo, outra com a equipe e 18 de jogadores.

Como o g1 já mostrou, o álbum oficial tem versões vendidas de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que pode chegar a R$ 359,90. Já os pacotes de figurinhas custam R$ 7 e vêm com sete unidades cada.

O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas distribuídas em 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos.

Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo que a pessoa consega trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.

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Novo foguete da SpaceX, de Elon Musk, encara voo crucial antes de estreia na bolsa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Tecnologia Novo foguete da SpaceX, de Elon Musk, encara voo crucial antes de estreia na bolsa Nova versão do maior foguete já construído poderá decolar nesta semana no Texas. Teste é visto como etapa importante para missões à Lua e a Marte e para a abertura de capital da SpaceX, prevista para o próximo mês. Por Reuters

A SpaceX deve lançar nesta semana a Starship V3, nova versão de seu foguete reutilizável, em um teste considerado estratégico para os planos espaciais e financeiros da empresa.

O voo ocorre às vésperas da oferta pública inicial de ações (IPO), processo em que a companhia abre seu capital na bolsa e busca atrair investidores.

A nave recebeu melhorias para futuras missões à Lua e a Marte, incluindo reabastecimento em órbita, acoplamento entre naves e maior capacidade de manobra.

Embora não haja tentativa de recuperação nesta missão, o teste prevê manobras controladas antes de o propulsor cair no Golfo do México e a nave no Oceano Índico.

Um resultado positivo pode reforçar a confiança de que a Starship está próxima do uso comercial após anos de explosões, atrasos e sucessivos testes.

A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, seu foguete de nova geração.

Será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante tanto para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial quanto para a esperada abertura de capital da empresa.

A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas a futuras missões à Lua e a Marte. Por isso, o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), processo pelo qual uma empresa passa a ter papéis negociados na bolsa de valores.

O foguete é peça central da estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas. Esses planos sustentam a avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para o IPO.

“Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook.

A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de marcar a estreia da Starship V3, o teste será o primeiro realizado em uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente.

A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o foguete propulsor Super Heavy, responsável por impulsionar o conjunto nos primeiros minutos do voo.

Uma das principais mudanças está no Super Heavy, que teve seus 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais força com uma estrutura mais leve.

A parte superior da nave também foi aprimorada para missões de longa duração. Entre as novidades estão sistemas que permitirão o acoplamento entre espaçonaves, o reabastecimento em órbita e uma capacidade maior de manobra.

A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar nenhuma das duas partes do foguete nesta missão. Ainda assim, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes de os estágios caírem no mar.

O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem. Já a Starship deve concluir seu voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico.

Antes da reentrada na atmosfera, a nave deverá liberar 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico da espaçonave e transmitir dados aos operadores em solo.

A cultura de engenharia da SpaceX baseia-se em realizar testes frequentes, mesmo com risco de falhas, e usar os resultados para aperfeiçoar rapidamente os veículos.

Por isso, o mercado acompanhará com atenção o desempenho da Starship V3. Um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está cada vez mais próximo de entrar em operação comercial.

Elon Musk afirmou há um ano que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026.

O foguete também é parte de um contrato superior a US$ 3 bilhões firmado com a NASA no programa Artemis program, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década.

Esses planos colocam a Starship no centro de uma nova corrida espacial com a China, que pretende realizar seu próprio pouso tripulado na Lua em 2030.

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Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Agro Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8% Relatório da Organização Internacional do Café mostra alta nas exportações mundiais de café cru em março, mas o Brasil embarcou menos café arábica, principal variedade exportada pelo país. Por Reuters

As exportações globais de café cru cresceram 0,8% em março e somaram 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório da Organização Internacional do Café.

O avanço foi puxado pelo café robusta, cujos embarques atingiram recorde de 5,52 milhões de sacas, com destaque para o forte crescimento das exportações do Vietnã.

O Brasil registrou queda de 16,8% nas exportações de café arábica natural, principal variedade vendida pelo país ao exterior.

Mesmo com o recuo, o Brasil embarcou 2,71 milhões de sacas, volume superior ao registrado pela Colômbia no segmento de arábicas suaves.

O desempenho é relevante porque o Brasil é um dos principais exportadores mundiais de café e tem no arábica um de seus produtos mais importantes.

Produção de café arábica da Cooxupé atende a rigorosas exigências do mercado que busca por produtos cada vez mais sustentáveis – Crédito: Divulgação — Foto: ]Crédito: Divulgação

As exportações mundiais de café verde — grão ainda não torrado e comercializado no mercado internacional — cresceram 0,8% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (19) pela Organização Internacional do Café.

O resultado reflete comportamentos distintos entre os principais tipos de café negociados globalmente.

O robusta, variedade mais utilizada em cafés solúveis e em misturas, registrou forte expansão, enquanto parte do mercado de arábica apresentou desempenho mais moderado ou até retração.

As exportações de robusta avançaram 24% em relação a março do ano passado e atingiram o recorde de 5,52 milhões de sacas. O principal impulso veio do Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, cujos embarques cresceram 30,3% no período.

Já a categoria chamada de “outros suaves”, que reúne cafés arábica produzidos em países da América Central, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, teve alta de 0,9%, para 2,59 milhões de sacas.

Na Colômbia, as exportações de arábicas suaves caíram 33,8%, para 880 mil sacas, em meio a dificuldades de abastecimento no mercado local.

No caso do Brasil, o recuo ocorreu nas exportações de arábicas naturais, categoria que representa uma das principais especialidades do país no comércio internacional. Esse tipo de café pertence à variedade arábica, conhecida por seu maior valor agregado e ampla utilização em cafés de melhor qualidade.

As exportações brasileiras desse segmento caíram 16,8% em março, totalizando 2,71 milhões de sacas.

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Putin chega à China mais dependente de Xi em comércio, tecnologia e finanças

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0340,73%Dólar TurismoR$ 5,2290,42%Euro ComercialR$ 5,8450,36%Euro TurismoR$ 6,0880,21%B3Ibovespa174.127 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0340,73%Dólar TurismoR$ 5,2290,42%Euro ComercialR$ 5,8450,36%Euro TurismoR$ 6,0880,21%B3Ibovespa174.127 pts-1,61%MoedasDólar ComercialR$ 5,0340,73%Dólar TurismoR$ 5,2290,42%Euro ComercialR$ 5,8450,36%Euro TurismoR$ 6,0880,21%B3Ibovespa174.127 pts-1,61%Oferecido por

Guerra e sanções empurraram a Rússia para uma dependência inédita da China em tecnologia, energia, comércio exterior e sistema financeiro.

China tornou-se principal compradora de petróleo, gás e carvão russos, garantindo receitas essenciais para sustentar a economia de guerra.

Empresas chinesas passaram a suprir máquinas, eletrônicos e componentes com potencial uso militar antes obtidos no Ocidente.

Mais de 99% do comércio bilateral já é liquidado em rublos e yuans, reduzindo o uso do dólar e ampliando o peso financeiro de Pequim.

Relação mais estreita entre Rússia e China pode afetar preços de energia, geopolítica e estratégias comerciais de países como o Brasil.

Quando os líderes de ambos os países se encontrarem em Pequim, esta semana, Rússia e China poderão, mais uma vez, celebrar sua parceria "sem limites" – expressão criada quando os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping se encontraram pouco antes da guerra na Ucrânia –, ainda que cada vez mais desigual.

Embora o comércio bilateral tenha enfraquecido em 2025 devido à queda dos preços do petróleo, as exportações de bens da Rússia para a China quase dobraram desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra da Ucrânia.

Em 2024, a Rússia enviou cerca de 129 bilhões de dólares (R$ 645 bilhões) em mercadorias para a China – a grande parcela disso em forma de petróleo bruto, carvão e gás natural vendidos com grandes descontos.

O think tank Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo calculou que a China comprou mais de mais de 319 bilhões de euros (R$ 1,86 trilhão) em combustíveis fósseis russos desde o início do conflito, fornecendo a Moscou moeda forte essencial para financiar seu setor militar em meio às sanções ocidentais.

Em troca, a China exportou quase 116 bilhões de dólares em bens para a Rússia, fornecendo máquinas, eletrônicos e veículos que substituíram fornecedores ocidentais que haviam deixado o mercado russo.

Embora Pequim tenha evitado exportar diretamente equipamentos militares acabados para a Rússia, a China forneceu bilhões de dólares em produtos de uso dual – bens e tecnologias civis que também têm uso militar. Isso ajudou a sustentar a indústria de defesa russa.

Enquanto Putin e Xi se preparam para se encontrar em Pequim esta semana para negociações de alto nível, marcando o 25º aniversário do tratado de cooperação entre os dois países, esse desequilíbrio crescente deixa Moscou cada vez mais vulnerável às prioridades de Pequim.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Chiina, Xi Jinping, conversam durante reunião bilateral em Pequim, na China, em 4 de fevereiro de 2022 — Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/Pool via AP

As sanções ocidentais, impostas desde 2022 e continuamente reforçadas, cortaram o acesso da Rússia a tecnologias avançadas do Ocidente.

Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido proibiram exportações de semicondutores, microeletrônica, máquinas-ferramenta de precisão e outros bens de uso dual essenciais para a produção de armamentos. Essas medidas criaram escassez severa na Rússia.

Em resposta, Moscou recorreu à China, que, segundo a agência de notícias Bloomberg, forneceu cerca de 90% das importações russas de tecnologia sancionada em 2025 – acima dos 80% do ano anterior.

A obtenção de bens como máquinas para montagem de mísseis e drones tornou-se muito mais difícil e cara do que antes da guerra. A Rússia precisa usar redes complexas de evasão via outros países e frequentemente acaba pagando quase 90% acima dos preços pré-guerra.

Pequim também forneceu à Rússia inteligência de observação da Terra, imagens de satélite para fins militares e drones, informou a Bloomberg no ano passado.

A tecnologia chinesa permitiu que a Rússia sustentasse e até expandisse sua produção de mísseis, drones e outros armamentos, mantendo a economia de guerra em funcionamento.

À medida que a guerra na Ucrânia avançava, EUA, UE e aliados expulsaram grandes bancos russos do sistema de pagamentos Swift e congelaram aproximadamente 300 bilhões de dólares em reservas do Banco Central russo mantidas no exterior.

Isso transformou o sistema financeiro dominado pelo dólar numa ferramenta contra o Kremlin, tornando transações em dólar ou euro arriscadas ou impossíveis. A medida também expôs bancos, indivíduos e entidades estrangeiras a sanções secundárias caso continuassem trabalhando com entidades russas sancionadas.

Em resposta, Moscou e Pequim aceleraram a chamada "desdolarização", ou seja, a substituição do dólar por suas moedas nacionais. Segundo o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, no final do ano passado mais de 99% do comércio bilateral já era liquidado em rublos e yuans.

Essa tendência foi reforçada pelo grupo Brics, que promove pagamentos em moedas locais entre seus quase 12 membros e até propôs planos para uma moeda única do bloco.

A chamada "yuanização", porém, criou novas dependências. A Rússia agora enfrenta escassez ocasional de yuans, custos de empréstimos mais altos e precisa aceitar a posição dominante de Pequim nas negociações.

A China não tenta substituir o dólar de imediato, mas o uso mais amplo do yuan aumenta sua influência econômica global. Países que mantêm reservas ou tomam empréstimos em yuan tornam-se mais ligados à economia e à política monetária chinesas.

Muitos analistas especializados nas relações Rússia-China acreditam que a influência de Pequim sobre Moscou tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

Durante a visita de Putin à China, espera-se que o presidente russo pressione por avanços em novos gasodutos e na ampliação dos existentes, o que fortaleceria tanto as receitas de exportação da Rússia quanto a segurança energética da China.

A ampliação da capacidade de dutos para a China "aumentaria significativamente a segurança energética de Pequim num cenário de crise em Taiwan", afirmou o analista Joseph Webster, do think tank Atlantic Council, referindo-se às repetidas ameaças da China de invadir Taiwan, o que poderia levar a sanções ocidentais contra Pequim ou até a um bloqueio naval dos EUA que interromperia as importações de petróleo por via marítima.

O Kremlin está particularmente interessado em concluir o projeto do gasoduto Power of Siberia 2, há muito atrasado, que poderia fornecer até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano à China via Mongólia. O projeto segue parado por divergências sobre preços e detalhes técnicos.

O interesse de Pequim por fornecimento confiável de energia via terra aumentou após as interrupções no Estreito de Ormuz durante a guerra no Irã. No entanto, qualquer avanço nesses planos aumentaria ainda mais a dependência energética da Rússia em relação à China.

A cúpula entre Putin e Xi também ocorre poucos dias após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, na qual Washington e Pequim buscaram estabilizar relações em comércio, tecnologia e questões globais após anos turbulentos.

Uma melhora nas relações EUA-China, porém, não favoreceria Putin, reduzindo o incentivo da China para se alinhar totalmente à Rússia contra o Ocidente, enquanto Pequim prioriza a proteção de seus grandes interesses econômicos com os EUA e a Europa.

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Presidente do BC nega rivalidade entre PIX e cartão de crédito e diz que sistema ampliou uso de crédito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0310,67%Dólar TurismoR$ 5,2280,42%Euro ComercialR$ 5,8420,3%Euro TurismoR$ 6,0860,18%B3Ibovespa174.547 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,0310,67%Dólar TurismoR$ 5,2280,42%Euro ComercialR$ 5,8420,3%Euro TurismoR$ 6,0860,18%B3Ibovespa174.547 pts-1,37%MoedasDólar ComercialR$ 5,0310,67%Dólar TurismoR$ 5,2280,42%Euro ComercialR$ 5,8420,3%Euro TurismoR$ 6,0860,18%B3Ibovespa174.547 pts-1,37%Oferecido por

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que não há rivalidade entre o PIX, sistema de pagamentos em tempo real da autoridade monetária, e os cartões de crédito.

Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele afirmou que a ferramenta do BC aumentou a chamada "bancarização" da população brasileira.

🔎Isso significa dizer que o uso do sistema acabou contribuindo para que o número de pessoas clientes de bancos crescesse, o que estimulou o volume de empréstimos via cartão de crédito.

"O PIX incluiu pessoas que estavam à margem do sistema, que passaram a ter cartão de crédito. Pessoas imaginam que tem rivalidade entre o PIX e o cartão de crédito, mas a gente observa que não. Que o cartão de crédito cresceu com a bancarização", declarou Galípolo.

Em julho de 2025, o sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos durante uma investigação comercial aberta a pedido do presidente Donald Trump.

Relatório divulgado pela Casa Branca em abril deste ano ressaltou novamente o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard.

"O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders [partes interessadas] dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas", diz o documento do governo dos EUA.

Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

No documento que oficializou o processo, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro.

"O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo", disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época.

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Sob pressão de Trump, União Europeia corre para reduzir tarifas sobre produtos dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

Negociadores da União Europeia tentam concluir nesta terça-feira um acordo para eliminar tarifas sobre produtos dos EUA e evitar novas taxas anunciadas por Donald Trump.

Pelo pacto firmado em Turnberry, a UE abre seu mercado a produtos industriais, agrícolas e pesqueiros americanos em troca de tarifa de 15% sobre bens europeus.

O acordo ainda depende de aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho, que discutem mecanismos de proteção caso Trump volte atrás no compromisso.

Trump ameaça elevar as tarifas sobre produtos europeus, incluindo carros, se a União Europeia não implementar as medidas previstas até 4 de julho.

A votação foi adiada duas vezes após novas ameaças comerciais de Trump e depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou suas tarifas globais.

Negociadores da União Europeia devem chegar a um acordo nesta terça-feira (19) para eliminar tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos.

A medida busca colocar em prática o acordo comercial fechado no ano passado e evitar que o presidente Donald Trump imponha taxas mais elevadas sobre produtos europeus.

Pelo entendimento firmado em julho passado no resort de golfe de Trump em Turnberry, na Escócia, a União Europeia se comprometeu a zerar as tarifas sobre produtos industriais americanos e a facilitar a entrada de produtos agrícolas e do setor pesqueiro dos EUA.

Em troca, os Estados Unidos passariam a cobrar uma tarifa de 15% sobre a maior parte das mercadorias europeias.

Quase dez meses depois, porém, o acordo ainda depende da aprovação de um texto legal pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, órgão que representa os governos do bloco.

O principal ponto de divergência é a criação de mecanismos de proteção para o caso de Trump decida abandonar o compromisso.

Os representantes do Parlamento e do Conselho se reúnem nesta terça-feira em uma rodada considerada decisiva. Parlamentares envolvidos nas negociações afirmam que há expectativa de concluir um entendimento até o fim do dia ou nas primeiras horas de quarta-feira.

Trump declarou que poderá impor tarifas bem mais altas sobre produtos europeus, incluindo automóveis, caso a União Europeia não cumpra sua parte até 4 de julho.

As pausas ocorreram após ameaças de Trump de sobretaxar aliados que não apoiassem sua proposta de aquisição da Groenlândia e depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou suas tarifas globais.

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Dólar inicia o dia atento a negociações entre EUA-Irã e cenário eleitoral no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (19) em alta, avançando 0,43% na abertura, cotado a R$ 5,0220. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No exterior, os preços do petróleo recuam após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que suspendeu por dez dias um ataque planejado contra o Irã e dizer que há uma boa chance de um acordo nuclear com Teerã.

▶️ No Brasil, os investidores acompanham a pesquisa AtlasIntel, que mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e voltou a liderar no segundo turno. A pesquisa foi feita após a divulgações de áudios de Flávio pedindo dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

🔎 Em abril, antes da divulgação dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o senador tinha 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% de Lula. Agora, o petista aparece com 48,9%, enquanto Flávio caiu para 41,8%, em um movimento que reforça a cautela no mercado e influencia as expectativas para o dólar e a bolsa.

O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, ganham força as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas em relação ao ajuste das contas públicas e pode pressionar o dólar e a bolsa.

▶️ Ainda durante a manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com ações de tecnologia em queda e preocupações sobre uma possível interrupção no fornecimento de petróleo por conta do impasse entre EUA e Irã no Oriente Médio.

Na Europa, o fechamento foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do velho continente, fechou em alta de 0,5%, a 610,17 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,26%, a 10.323,75 pontos, e, em Frankfurt, o DAX subiu 1,49%, a 24.307,92 pontos. Já em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 7.987,49 pontos.

Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou em queda. Em Xangai, o principal índice caiu 0,09%, aos 4.131 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,54%, aos 4.833 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1,11%, encerrando aos 25.675 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei fechou em baixa de 0,97%, aos 60.815 pontos.

China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Rio Grande do Sul Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã Condições climáticas favoráveis devem elevar a produção de 5,2 mil para 8 mil toneladas; estado é responsável por 90% do consumo nacional e tem a Itália como principal compradora. Por Redação, Lorenzo Franchi

O Rio Grande do Sul, responsável por 90% da noz-pecã consumida no Brasil, deve ter uma safra recorde em 2026.

Projeção da Emater/RS-Ascar é que a colheita atinja 8 mil toneladas, um aumento expressivo em comparação às 5,2 mil toneladas da safra passada.

O Rio Grande do Sul, responsável por 90% da noz-pecã consumida no Brasil, deve ter uma safra recorde em 2026. A projeção da Emater/RS-Ascar é que a colheita atinja 8 mil toneladas, um aumento expressivo em comparação às 5,2 mil toneladas da safra passada.

As condições climáticas favoráveis são o principal motivo para o otimismo, segundo o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani. "Tivemos precipitação em momentos adequados, que permitiram que a gente tivesse essa supersafra que a gente está observando agora", explica.

Dias de sol e ventos leves durante a brotação e a floração também proporcionaram uma ótima condição de produtividade. A colheita, que segue até junho, é feita de forma mecanizada. Máquinas balançam as nogueiras para que os frutos caiam.

Uma fazenda em Santa Maria, na Região Central, cultiva 20 mil pés em 120 hectares. Após colhida, a noz passa por limpeza, seleção e classificação por tamanho.

O produtor Eduardo Klumb destaca que, além do clima, o manejo é fundamental. "Aprendemos na cultura da pecã que você tem que não só aproveitar o ano da alternância, mas também adubar e usar os defensivos", afirma.

Os municípios com as maiores áreas de cultivo no estado são Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria. O bom rendimento dos pomares deve incentivar novos produtores e ampliar mercados.

Atualmente, a Itália é a maior compradora da noz-pecã gaúcha. A expectativa do setor é de crescimento contínuo.

"Nós dispomos aqui dentro do Rio Grande do Sul de 8 mil a 9 mil hectares já plantados de Nogueira Pecã. Acreditamos que até 2030 o Brasil todo vai estar produzindo acima das 15 mil toneladas de noz pecan", projeta o presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Claiton Wallauer.

O bom retorno financeiro da cultura tem sido um estímulo para a expansão da atividade no estado. "A gente observa que quem começa a cultivar geralmente tem um bom retorno e acaba ampliando a área, e estimula outros também a iniciarem essa atividade", conclui o gerente da Emater.

Líder nacional na produção, RS se prepara para safra recorde de noz-pecã — Foto: Reprodução/RBS TV

50 vídeos Santa Maria Resumo do dia De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.

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Volkswagen avalia ceder fábricas ociosas para montadoras chinesas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:01

Carros Volkswagen avalia ceder fábricas ociosas para montadoras chinesas Em crise, grupo Volkswagen cogita ceder plantas ociosas na Alemanha para produção de carros de empresas chinesas. Alguns políticos se mostram abertos para tentar preservar postos, outros advertem contra inciativa. Por Deutsche Welle

Diante de uma das maiores crises da sua história, a Volkswagen estuda liberar parte das linhas de produção ociosas em fábricas baseadas na Alemanha para montadoras chinesas de veículos elétricos. Um dos focos dessa mudança pode ser uma planta em Zwickau, no estado da Saxônia, no leste da Alemanha.

Semana passada, o secretário saxão de Economia, Dirk Panter, afirmou que a "China é uma oportunidade" e que, "se vermos essa chance, devemos aproveitá-la".

"Nosso critério não é a ideologia, mas a viabilidade industrial futura e a segurança dos postos de trabalho da Volkswagen na Saxônia", afirmou o secretário.

A planta em Zwickau foi fruto de um aporte de 1,5 bilhão de euros, em 2019, para que fosse utilizada exclusivamente para a produção de veículos elétricos. No entanto, a fábrica nunca atingiu toda a capacidade e a ideia agora é que algumas linhas de produção possam ser utilizadas por fabricantes chineses, como forma de preservar postos de trabalho.

Recentemente, o governador do estado alemão da Baixa Saxônia, Olaf Lies, também se mostrou aberto à possibilidade de chineses produzirem modelos em plantas ociosas da Volkswagen. A posição de Lies tem maior peso, já que o estado da Baixa Saxônia detém 20% das ações do grupo Volkswagen.

"São declarações que, há apenas alguns anos, teriam sido consideradas heresia em Wolfsburg [sede mundial da Volkswagen]", apontou uma análise publicada nesta semana pelo semanário alemão Die Zeit.

"Por décadas, a Alemanha exportou sua tecnologia automotiva para a China; hoje, a indústria alemã discute trazer tecnologia e marcas chinesas para suas próprias fábricas. A razão: as fábricas alemãs e europeias já não operam com capacidade suficiente em muitos lugares, colocando em risco dezenas de milhares de empregos", prosseguiu o jornal.

A Volkswagen vem enfrentando problemas com a transição para os carros elétricos, que está ocorrendo mais lentamente do que planejado. Por outro lado, montadoras chinesas estão entrando com força no mercado europeu, cuja produção vem sofrendo com a política tarifária dos Estados Unidos e com os altos custos de energia e com mão de obra no continente.

Além, disso, a Volkswagen, que registrou uma queda de 44% no lucro líquido em 2025, anunciou um plano de reestruturação com o corte de 50 mil postos de emprego na Alemanha até 2030 com o objetivo de enxugar os custos.

Uma reportagem do jornal alemão Handelsblatt, publicada nesta segunda-feira (18/05), afirma que as conversas com montadoras chinesas que poderiam utilizar as estruturas da Volkswagen vêm ocorrendo desde 2024.

Citando quatro fontes internas em anonimato, o periódico afirma que foram discutidas colaborações com a SAIC, estatal chinesa e parceira da Volkswagen no país asiático, que poderia utilizar uma fábrica em Emden, no noroeste do país. À época, no entanto, as negociações não tiveram sucesso, acrescenta o Handelsblatt.

A continuidade das operações na planta de Emden foi, junto com a de Zwickau, colocada em dúvida em 2024 pelo CEO da Volkswagen, Oliver Blume, que também citou mais duas fábricas sob risco: a de Hannover e a Neckarsulm, da marca Audi.

Nesse contexto, o grupo está analisando vários cenários. Uma possibilidade seria trazer mais tecnologia e modelos das operações da Volkswagen na China para a Europa. Outra seria disponibilizar a capacidade ociosa para parceiros chineses da montadora, como a Xpeng, com a qual a VW já desenvolveu modelos conjuntos e na qual o grupo alemão detém participação de 5%.

Ainda segundo o jornal Handelsblatt, a direção da Volkswagen rejeita por enquanto a ideia de que montadoras que não são ligadas ao grupo, como a BYD, adquiram fábricas inteiras da montadora alemã.

Na última quarta-feira (13/05), o secretário de Economia da Saxônia defendeu o investimento chinês na indústria automotiva local durante sessão na Assembleia estadual. Membros de outros partidos, no entanto, advertiram para os possíveis riscos da presença estrangeira na indústria local.

"A China é um dos Estados mais agressivos do mundo quando se trata de espionagem. Vou dizer isso claramente. Não são segredos", afirmou o deputado estadual Wolfram Günther. O parlamentar acrescentou que as negociações entre Saxônia e Taiwan no setor de semicondutores podem ser um complicador a mais. "Isso também pode gerar grandes desafios, se a China continental tiver algum envolvimento aqui, pois sabemos o que está em jogo e quais são as linhas de conflito", complementou ele.

Já a líder da bancada do partido A Esquerda, Susanne Schaper, citou a empresa SRW metalfloat, de reciclagem e gestão de resíduos, que tem sede na Saxônia e é controlada por acionistas chineses.

"Trabalhadores e o sindicato relataram confrontos duros com o proprietário chinês. E falaram sobre a recusa ao diálogo e uma compreensão do trabalho que é incompatível com a nossa. Não podemos esquecer experiências como essas quando falamos de participação ou joint ventures", declarou Schaper.

"A ideia é provocadora: fábricas alemãs, trabalhadores alemães qualificados, tradição de engenharia alemã — mas marcas chinesas e tecnologia chinesa. O debate toca em um ponto nevrálgico, pois é mais do que apenas uma questão de política industrial; diz respeito também à imagem que a Alemanha tem de si como nação produtora de automóveis", apontou o jornal Die Zeit.

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