RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que o canal do Panamá é o grande beneficiário da crise no estreito de Ormuz

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O canal do Panamá se transformou em uma rota marítima alternativa ao longo do estreito de Ormuz — Foto: Getty Images via BBC

Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as empresas que vendem petróleo e gás, os grandes bancos de investimento e a indústria armamentista estão entre os principais beneficiados.

O canal do Panamá também saiu ganhando com o fechamento do estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o transporte de combustível no mundo.

"O conflito e a insegurança em Ormuz obrigaram o desvio de rotas e a busca por alternativas seguras", explicou à BBC Mundo Eduardo Lugo, presidente e diretor-executivo da consultoria Maritime & Logistics Consulting Group.

Uma dessas alternativas é o canal panamenho, cujo tráfego aumentou cerca de 11% após o início do conflito, embora, nos dias de maior demanda, a passagem de navios pela via marítima tenha chegado a crescer 20%, segundo a Autoridade do canal do Panamá.

As tarifas pagas pelos navios dependem do tamanho da embarcação, do volume da carga e do tipo de produto transportado. Um navio de transporte de gás, por exemplo, chegou a pagar US$ 4 milhões para atravessar a hidrovia.

Embora esse tenha sido um caso excepcional, alguns preços para cruzar o canal dobraram porque existe um sistema de leilão de vagas que permite que empresas sem reserva antecipada consigam atravessar mais rapidamente.

Nesse mecanismo, o preço final pago por uma companhia está diretamente ligado à urgência de chegar ao destino.

O diretor financeiro da Autoridade do canal do Panamá, Víctor Vial, disse à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) que o aumento do tráfego e os recursos adicionais obtidos nos leilões indicam que o crescimento da receita "ficará entre 10% e 15%, embora ainda seja preciso ver quanto tempo essa situação vai durar".

Diante de um cenário tão imprevisível, Vial alertou que, quando acontecem situações desse tipo, "as coisas mudam muito rápido" e, por isso, "ainda não estamos fazendo contas nem alterando nossas projeções para o ano".

Em meio à crise energética, os navios que transportam petróleo e gás natural liquefeito vêm deslocando parcialmente, nas últimas semanas, os porta-contêineres, navios frigoríficos e cargueiros de grãos, à medida que compradores impulsionam a demanda por petróleo bruto.

"O que realmente está acontecendo é que a energia proveniente dos Estados Unidos está substituindo os volumes que antes eram enviados para a Ásia a partir de cargas vindas do Golfo", explica Marc Gilbert, líder global do Centro de Geopolítica do Boston Consulting Group (BCG), uma das principais consultorias de transporte marítimo, cargas e logística.

As cargas de petróleo americano que passam pelo canal do Panamá estão próximas de atingir o nível mais alto em quatro anos, enquanto refinarias asiáticas tentam garantir abastecimento em meio a um conflito cujo fim ninguém sabe quando virá.

Usar o canal aumentou os custos do transporte marítimo por vários motivos, disse Gilbert à BBC News Mundo.

A viagem dos Estados Unidos até destinos asiáticos é muito mais longa, o pedágio de passagem é mais alto e os atrasos crescentes nas eclusas do canal, aponta o especialista, tornam a operação mais cara em comparação com o trajeto pelo estreito de Ormuz.

O que essa situação está mostrando, diz Gilbert, é que, quando uma rota marítima falha, todo o sistema precisa se adaptar.

Nessas circunstâncias, afirma, as empresas precisam prestar mais atenção à diversificação não apenas das rotas marítimas, mas de todos os meios de transporte utilizados.

Além disso, este é o momento de revisar a capacidade de armazenamento e formação de estoques, além de incorporar tecnologias para compartilhar instantaneamente dados sobre a localização dos navios.

Assim como ocorreu durante a pandemia e como acontece agora com a guerra no Irã, o equilíbrio das cadeias globais de abastecimento pode ser frágil — e qualquer ruptura provoca efeitos difíceis de prever.

Embora não seja a principal fonte de riqueza do país, o canal do Panamá é um dos seus grandes motores econômicos.

Por esta via de apenas 80 quilômetros de largura, que conecta o Atlântico com o Pacífico, transita cerca de 3% de todo o comércio marítimo global.

Na história recente, o canal passou por momentos difíceis, como em 2023, quando o país enfrentou uma seca sem precedentes que afetou o tráfego marítimo.

Hoje, porém, o clima tem jogado a seu favor, e as chuvas permitiram responder melhor ao aumento repentino da demanda provocado pela guerra no Irã.

Isso acontece porque a Constituição do Panamá estabelece que o canal deve transferir todos os anos ao Tesouro Nacional seus excedentes econômicos — ou seja, os lucros líquidos — depois de cobrir custos de operação, investimentos, funcionamento e manutenção, entre outros.

No ano fiscal de 2025, o canal gerou receitas de cerca de US$ 5,7 bilhões. Desse total, a contribuição direta aos cofres públicos panamenhos foi de aproximadamente US$ 3 bilhões.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Panamá, o canal representou uma contribuição direta de 3,4%.

À primeira vista, pode não parecer tanto, mas os benefícios que a rota marítima traz ao país também incluem contribuições indiretas relacionadas a toda a indústria logística que gira em torno do canal, além das atividades portuárias e ferroviárias e do comércio gerado pela Zona Livre de Colón.

Embora o comércio seja a espinha dorsal da economia panamenha, o canal é uma peça fundamental para o funcionamento de toda essa engrenagem.

E, se neste ano gerar mais receitas e maiores lucros líquidos do que no passado, o país receberá uma injeção de recursos que não estava prevista — transformando a crise no Oriente Médio em uma oportunidade.

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Liquidação do Banco Master deve dominar audiência pública de Galípolo em comissão do Senado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Política Liquidação do Banco Master deve dominar audiência pública de Galípolo em comissão do Senado Presidente do BC confirmou presença na CAE do Senado nesta terça (19). Senadores devem perguntar sobre reunião de Vorcaro com Lula e possível omissão de Campos Neto. Por Caetano Tonet, g1 — Brasília

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, deve participar nesta terça-feira (19) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A audiência deve ser dominada por um único assunto: o escândalo do Banco Master.

Ao longo de 2025, o Banco Central barrou a compra de 58% das ações do Banco Master por R$ 2 bilhões pelo Banco de Brasília (BRB).

Em novembro do ano passado, Daniel Vocaro, dono do Banco Master, foi preso em uma operação que mirava a venda de títulos de crédito falsos. Um dia depois, o BC decretou a liquidação do Master.

A expectativa no Senado é que os parlamentares questionem Galípolo sobre a liquidação do Banco Master. Governistas também devem perguntar sobre uma eventual omissão de seu antecessor no comando do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Esses foram os principais questionamentos na participação de Galípolo na CPI do Crime Organizado em abril deste ano. As respostas do presidente do BC irritaram alguns auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ocasião, Galípolo afirmou que não havia nada dentro do BC apontando que Roberto Campos Neto tenha feito algo de errado desde a criação do Master até o processo de liquidação.

Os parlamentares da oposição devem questionar Galípolo sobre a reunião com Daniel Vorcaro realizada fora da agenda do presidente Lula no Palácio do Planalto, tema que também foi abordado na CPI do Crime Organizado.

Galípolo deve repetir as respostas em que garante que Lula determinou a ele que não perseguisse nem poupasse ninguém na análise sobre a situação do Banco Master.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante participação na CPI do Crime Organizado — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Ao falar sobre o encontro com Vorcaro, Lula disse que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente.

Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo.

O encontro não constou na agenda de Lula e contou com a presença de Gabriel Galípolo, que à época estava indicado para suceder Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central.

Ao anunciar a audiência com Galípolo na semana passada, o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a reunião será importante para ele responder questionamentos sobre o BRB.

“É fundamental para que nós possamos atualizar não só os fatos da investigação com relação à fraude do Master, mas também para cobrar providências do Banco Central com relação ao BRB. Pelo visto, o Banco Central está cometendo com relação ao BRB, de Brasília, os mesmos erros que cometeu com relação à liquidação do Banco Master. A liquidação do Master demorou muito, e hoje se sabe que três diretores do Banco Central já foram afastados por envolvimentos com o Banco Master”, afirmou Renan Calheiros.

Segundo as investigações, mesmo sem efetivar a compra de 58% das ações do Master, o BRB adquiriu carteiras de crédito podre do banco de Vorcaro por R$ 12 bilhões.

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‘Menino Ney’: até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Trabalho e Carreira 'Menino Ney': até onde o talento compensa problemas de comportamento de um profissional? A convocação de Neymar Jr. para a Copa do Mundo reacende o debate sobre profissionais brilhantes, mas cercados por polêmicas e desgaste dentro das equipes. Por Redação g1 — São Paulo

Neymar – Estadio Urbano Caldeira, Santos, Brasil – 10 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Thiago Bernardes do Santos

Extremamente talentoso, reconhecido no mercado, dono de um currículo invejável e capaz de resolver problemas que poucos conseguem. Ao mesmo tempo, alguém que já não entrega os mesmos resultados de antes, acumula polêmicas, divide a atenção com projetos paralelos e frequentemente provoca desgaste dentro do grupo.

⚽ No futebol, esse debate tem nome e sobrenome: Neymar Jr. A convocação do atacante para a Copa do Mundo, confirmada nesta segunda-feira (18), voltou a inflamar discussões nas redes sociais e ganhou ainda mais força após o anúncio oficial.

Parte dos torcedores argumenta que um jogador com o talento de Neymar jamais poderia ficar fora da Seleção Brasileira.Outros defendem que o histórico recente pesa mais do que o passado brilhante e afirmam que ele já não apresenta o mesmo desempenho de outros anos.

O jogador está há quase 1 mil dias afastado da Seleção Brasileira. Neymar não joga pelo Brasil desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão em uma partida contra o Uruguai.

Em novembro do ano passado, Neymar sofreu uma nova lesão no menisco do joelho esquerdo. Antes, havia passado por cirurgia para corrigir uma ruptura do ligamento cruzado anterior no mesmo joelho. A sequência de lesões cria dificuldades para retomar o alto nível competitivo que o colocou entre os principais jogadores de sua geração.

Ao mesmo tempo, o atacante continua extremamente relevante fora dos gramados. Neymar mantém forte presença comercial e publicitária, participa frequentemente de campanhas, tem enorme influência nas redes sociais e é embaixador de uma plataforma de apostas online.

Neymar também vira manchete com frequência por polêmicas envolvendo sua vida pessoal, incluindo rumores de traições e discussões públicas nas redes sociais. Em muitos momentos, episódios fora de campo acabam recebendo mais atenção do que o desempenho do jogador dentro de campo.

Além disso, esses episódios continuam alimentando debates sobre sua postura profissional. Reclamações contra a arbitragem, desentendimentos com torcedores e controvérsias nas redes sociais mantêm o jogador no centro do noticiário esportivo, mesmo quando ele está longe dos gramados.

🤔 Mas a discussão ultrapassa o futebol. O exemplo de Neymar pauta a pergunta que muitas empresas passaram a fazer é: vale a pena contratar um “Neymar corporativo”?

Durante décadas, empresas aceitaram — e muitas vezes celebraram — profissionais considerados “gênios difíceis”. Eram executivos brilhantes, vendedores agressivos, criativos temperamentais ou especialistas técnicos vistos como indispensáveis.

Em muitos ambientes corporativos, comportamentos arrogantes ou explosivos eram relativizados porque o desempenho compensava o desgaste causado. Hoje, esse cenário mudou bastante, explicam especialistas.

Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, empresa do Talenses Group especializada em vagas de início de carreira, afirma que o mercado passou a valorizar mais a capacidade de entrega sustentável e o comportamento dentro das equipes do que apenas o talento individual.

“Um profissional extremamente talentoso pode ser um ativo importante, mas o mercado atual valoriza cada vez mais fatores como desempenho, colaboração e capacidade de trabalhar em equipe. O talento abre portas, mas o que sustenta uma carreira é a entrega consistente”, afirma.

Segundo Rodrigo, as empresas perceberam que profissionais tecnicamente brilhantes também podem gerar custos invisíveis elevados.

O problema é que esses impactos raramente aparecem de imediato em planilhas ou indicadores financeiros. Eles surgem no clima organizacional, na motivação da equipe, no aumento de conflitos internos e até na perda silenciosa de profissionais consistentes, que passam a se sentir desvalorizados.

“As companhias entenderam que uma pessoa muito brilhante tecnicamente pode gerar um custo elevado para o ambiente de trabalho. Nenhum talento individual deveria comprometer a saúde de uma equipe”, diz.

Essa mudança de mentalidade acompanha uma transformação mais ampla no mercado de trabalho. Nos últimos anos, temas como saúde mental, retenção de talentos, cultura organizacional e colaboração passaram a ocupar um espaço central nas empresas.

Em ambientes mais colaborativos — especialmente startups, empresas de tecnologia e multinacionais —, o profissional que entrega individualmente, mas gera tensão constante ao redor, passou a ser visto de forma diferente do que era no passado.

Rodrigo afirma que profissionais “estrela” que recebem tratamento diferenciado sem manter resultados consistentes podem afetar diretamente o restante da equipe.

“Quando um profissional recebe privilégios sem entregar de forma consistente, o time percebe rapidamente”, explica.

Segundo ele, esse tipo de situação costuma gerar uma sensação silenciosa de injustiça. Funcionários passam a questionar os critérios da liderança, a meritocracia interna perde credibilidade e profissionais produtivos começam a se sentir menos reconhecidos.

Ainda assim, isso não significa que as empresas deixaram de apostar em profissionais considerados excepcionais. Pelo contrário: talentos raros continuam sendo muito disputados, especialmente em áreas estratégicas, comerciais, de tecnologia, inovação e liderança.

Paulo Saliby, sócio-fundador da consultoria em planos estratégicos de remuneração SG Comp Partners, explica que a primeira pergunta que uma empresa deveria fazer diante de um profissional “estilo Neymar” não é se ele já foi brilhante no passado, mas se ainda existem condições reais de recuperar a alta performance.

“A pergunta central não é apenas ‘essa pessoa já foi brilhante?’, mas ‘ela ainda tem energia, motivação, disciplina e o contexto adequado para voltar a entregar em alto nível?’”, explica.

Segundo ele, antes de contratar alguém com histórico recente negativo, é fundamental entender a origem da queda de performance.

Em alguns casos, o problema pode estar no contexto da empresa anterior, como mudanças de liderança, perda de autonomia, conflitos culturais, ambiente tóxico ou desalinhamento estratégico. Em outros, a queda pode estar ligada ao próprio profissional, como perda de foco, excesso de distrações, acomodação, ego elevado ou dificuldade de adaptação.

“A empresa não deve contratar apenas pela reputação ou pelo passado. É preciso avaliar com cuidado se aquele profissional faz sentido para o desafio atual, para a cultura da organização e para o tipo de resultado esperado”, afirma.

Paulo destaca que esse tipo de contratação é, essencialmente, uma aposta de alto risco e alto retorno. Se a empresa consegue recuperar a performance, o ganho pode ser grande. Mas, se isso não acontece, o custo também pode ser elevado — inclusive do ponto de vista cultural.

Outro ponto que ganhou força nas empresas nos últimos anos envolve algo muito associado à imagem de Neymar: o acúmulo de atividades paralelas.

Em muitos casos, isso não apenas é aceito como também incentivado pelas próprias empresas, já que contribui para fortalecer a reputação e ampliar o networking. O problema começa quando a marca pessoal passa a competir diretamente com o trabalho principal.

Segundo Paulo, projetos paralelos e exposição excessiva nas redes sociais podem transmitir falta de foco, conflito de prioridades e até risco reputacional. “O problema surge quando a exposição externa passa a competir com a entrega principal para a qual a pessoa foi contratada.”

Ele afirma que a situação se torna ainda mais delicada em cargos executivos, estratégicos ou que envolvam relacionamento com clientes e informações sensíveis. Nessas funções, qualquer polêmica pública pode afetar diretamente a imagem da companhia.

“Quando uma pessoa ocupa uma posição de alta visibilidade, sua imagem pode se confundir com a da empresa. Se ela comete um erro em uma rede social, faz uma declaração inadequada ou se envolve em uma polêmica, o impacto pode atingir a organização”, diz.

Além disso, há um impacto interno relevante. Quando a equipe percebe que um profissional dedica mais energia à própria marca do que às entregas e, ainda assim, mantém privilégios, a sensação de desequilíbrio cresce rapidamente.

“A mensagem implícita pode ser: ‘por que essa pessoa pode se dedicar a outras atividades e ainda manter um status diferenciado?’”, afirma Paulo.

Outra discussão inevitável envolve o comportamento interpessoal. Afinal, até que ponto o talento compensa a arrogância? Para Paulo, essa tolerância tem limite: “O talento pode compensar algumas limitações, mas até certo ponto.”

Segundo ele, existe uma diferença importante entre profissionais intensos, competitivos e exigentes — características que podem ser positivas — e pessoas desrespeitosas, pouco colaborativas e incapazes de ouvir.

O especialista também chama atenção para um ponto importante. Empresas tendem a tolerar mais comportamentos difíceis em funções técnicas, individuais ou altamente especializadas, em que o impacto coletivo é menor. Já em cargos de liderança, o rigor costuma ser maior.

Isso acontece porque, quanto maior o poder de influência sobre equipes, clientes e a cultura organizacional, maior também o potencial de dano causado por comportamentos tóxicos.

Na prática, especialistas afirmam que o mercado corporativo vive hoje uma transformação significativa. O profissional brilhante continua sendo desejado, mas o conceito de “brilhante” mudou.

Se antes bastava gerar resultado individual, hoje as empresas buscam profissionais capazes de combinar desempenho, inteligência emocional, estabilidade, colaboração e consistência.

Rodrigo resume essa mudança de forma direta: “No mercado atual, talento continua sendo um diferencial. Mas consistência, humildade e capacidade de trabalhar em equipe são os fatores que realmente constroem carreiras duradouras.”

A lógica financeira das empresas também mudou. Segundo Paulo, companhias continuam dispostas a pagar altos salários por profissionais considerados excepcionais, mas com mais cautela do que no passado.

Hoje, tornou-se mais comum atrelar a remuneração variável ao desempenho, com bônus, metas, incentivos de longo prazo e mecanismos de retenção. “Está cada vez mais difícil justificar pacotes elevados baseados apenas em reputação ou potencial.”

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Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Trabalho e Carreira Vai ter folga nos jogos do Brasil? O que diz a lei trabalhista Seleção jogará duas vezes em dias úteis na fase de grupos, à noite. Veja o que a lei diz sobre folga, compensação e assistir aos jogos no expediente para quem trabalha no período noturno. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

A lista de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026, divulgada nesta segunda-feira (18) serviu como um esquenta do clima que deve tomar conta do país no próximo mês.

O calendário da seleção brasileira também já está definido e os três primeiros jogos serão à noite (horário de Brasília). A estreia acontece contra Marrocos, em um sábado. Depois disso, o Brasil volta a campo em outras duas datas que caem em dias úteis. Veja abaixo.

13 de junho (19h): Brasil x Marrocos – NY19 de junho (22h): Brasil x Haiti – Filadélfia24 de junho (19h): Brasil x Escócia – Miami

Se avançar para a próxima fase, o cenário pode se repetir, o que significa mais partidas em dia de trabalho caso a seleção siga no torneio.

A competição será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México.

A confirmação do calendário reacendeu um movimento familiar aos torcedores brasileiros. A cada edição, trabalhadores começam a se planejar, ajustam compromissos e tentam conciliar a paixão pelo futebol com a rotina profissional.

No Brasil, é comum que empresas liberem funcionários em dias de jogo ou flexibilizem a jornada, mas essa não é uma obrigação legal.

Como não existe uma regra, muita gente fica sem saber como agir e teme ser surpreendida por descontos, exigência de compensação ou até punições disciplinares.

➡️ Para ajudar no planejamento, o g1 conversou com advogados trabalhistas, que explicam como a legislação trata situações de liberação, acordos e faltas relacionadas à Copa.

O ponto de partida é direto: dia de jogo da seleção não é feriado. A legislação não prevê nenhuma exceção específica para a Copa do Mundo, e a jornada regular de trabalho continua valendo.

Ou seja, por lei, o expediente segue normalmente, independentemente do jogo, do horário ou da fase da competição.

Empresas como a startup GetNinjas, em São Paulo, enfeitou o ambiente de trabalho para a Copa do Mundo e permitirá que funcionários assistam aos jogos em casa ou no próprio escritório — Foto: Marcelo Brandt/G1

Muitos empregadores têm o costume de liberar a equipe durante os jogos, reduzir a jornada ou permitir que os funcionários assistam à partida no próprio ambiente de trabalho. Outras empresas mantêm o funcionamento normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa ao expediente.

Quando a empresa decide liberar os funcionários sem desconto, a folga é considerada remunerada. Essa é uma prática comum em anos de Copa e pode ser adotada sem necessidade de acordo coletivo, desde que o empregador deixe clara a regra.

Em muitos casos, o expediente é suspenso por algumas horas e volta após a partida, o que exige organização interna para evitar prejuízos no atendimento ou no fluxo de trabalho.

O advogado Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa opta pela liberação parcial ou total em horário de expediente.

A compensação precisa ser combinada e respeitar os limites diários de jornada. Isso significa que o funcionário não pode ser obrigado a trabalhar além do permitido em lei, mesmo que a reposição seja consequência dos jogos da Copa.

Zangiácomo reforça que a compensação “não pode ultrapassar duas horas extras por dia” e que o acordo “precisa ser claro para evitar que o trabalhador seja surpreendido depois”.

Segundo ele, é possível compensar em até um ano, desde que feito o tipo correto de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, respectivamente.

Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo considerada uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto das horas e perder o descanso semanal remunerado.

Advertências ou suspensões podem ocorrer em caso de reincidência, mas os especialistas reforçam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem avisar ou negociar antes, não configura motivo para justa causa.

O argentino Gustavo Gagliano , 19 anos, trabalha como barbeiro em Copacabana — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Para quem trabalha em regime de escala ou atua em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e serviços de atendimento ao público — o esquema é ainda mais rígido.

Segundo Zangiácomo, os setores com operação ininterrupta enfrentam ainda mais limites, porque “a empresa não pode comprometer atividades essenciais por causa da Copa”, o que exige planejamento prévio e diálogo para minimizar impactos.

Nessas situações, acordos individuais são mais comuns. Supervisores avaliam as condições operacionais e decidem caso a caso, o que torna fundamental que o trabalhador se antecipe e converse com antecedência.

Zangiácomo também alerta que assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

“Se a empresa determinou que não haverá pausa, o empregado precisa cumprir a orientação. Caso contrário, pode sofrer advertência e até suspensão”, afirma.

Os advogados destacam ainda que, em qualquer cenário, o diálogo é a melhor estratégia. A falta de uma regra única obriga empresas e funcionários a negociarem soluções práticas, evitando surpresas e conflitos. Documentar essas decisões ajuda a garantir segurança para as duas partes.

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Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa: ‘Ele dizia que resolveria tudo’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 04:49

Fantástico Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa: 'Ele dizia que resolveria tudo' Pedro André Marchesi Cecegolo atuava ao mesmo tempo como dono da construtora e funcionário de agência da Caixa no RS. Por Fantástico

O sonho da casa própria terminou em dívida, obra abandonada e sensação de traição para Guilherme e Bruna. O casal afirma ter sido vítima de um esquema envolvendo uma construtora e um funcionário da própria Caixa Econômica Federal durante um financiamento habitacional no Rio Grande do Sul.

Segundo eles, a relação próxima entre o empresário e a agência bancária ajudou a transmitir confiança durante todo o processo.

Em 2022, Guilherme e Bruna contrataram um financiamento de R$ 290 mil pela Caixa para construir a casa onde planejavam formar a família.

Quem apresentou a construtora ao casal foi Pedro André Marchesi Cecegolo, apontado pelas vítimas como dono da empresa responsável pela obra. Segundo os relatos, ele também trabalhava na agência da Caixa onde o contrato foi assinado, na cidade de Alvorada (RS).

O casal diz que o empresário se apresentava como alguém capaz de “facilitar” o processo do financiamento.

Mesmo sem participar diretamente do atendimento no dia da assinatura do contrato, Pedro André estava dentro da agência e teria cumprimentado o casal após a aprovação do financiamento.

Segundo Guilherme, funcionários do banco usavam até canecas da construtora sobre as mesas da agência.

A obra começou, e os recursos do financiamento passaram a ser liberados pela Caixa conforme relatórios de andamento apresentados ao banco.

Planilhas enviadas à Caixa indicavam que itens como cobertura, instalações elétricas e hidráulicas estavam praticamente concluídos. Ao visitar o imóvel, porém, Guilherme afirma ter encontrado apenas parte da estrutura levantada.

Segundo o casal, a construtora recebeu mais de R$ 200 mil do financiamento antes de abandonar a obra.

Guilherme afirma que começou a desconfiar do esquema quando a construtora pediu valores extras alegando que o dinheiro do financiamento não seria suficiente para concluir a casa.

Foi então que ele decidiu acessar os documentos enviados à Caixa e percebeu as inconsistências entre os relatórios e o estado real da obra.

Além da dívida com o banco, o casal afirma ter perdido cerca de R$ 62 mil pagos diretamente à construtora como entrada.

Sem conseguir entrar na casa própria, Guilherme e Bruna dizem que enfrentam consequências financeiras e emocionais até hoje.

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Casal diz ter caído em golpe da casa própria com ajuda de funcionário da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

Clientes denunciaram o caso à ouvidoria da Caixa. Pedro André Marchesi Cecegolo foi demitido por justa causa do banco, mas nega irregularidades e diz não ter causado prejuízo financeiro à instituição.

Em nota, a Caixa afirmou que qualquer conduta de empregados em desacordo com o código interno é investigada e pode resultar em punições.

O banco também informou que, nesse modelo de financiamento, cabe ao cliente administrar financeiramente a obra e contratar a construtora responsável.

Casa própria: como construtoras fraudaram famílias com dinheiro da Caixa — Foto: Reprodução/TV Globo

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R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 03:47

Trabalho e Carreira R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto Governo sul-coreano entra nas negociações para evitar paralisação de trabalhadores em fábrica crucial para a economia do país. Por Redação g1 — São Paulo

A Coreia do Sul pretende recorrer a todas as opções disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país, e reduzir possíveis impactos caso a paralisação ocorra.

A maior fabricante de chips de memória do mundo e o sindicato sul-coreano da empresa devem retomar nesta terça-feira (19) as negociações salariais, com mediação do governo — movimento que pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve na gigante de tecnologia, segundo a agência Reuters.

Segundo o primeiro-ministro, Kim Min-seok, os danos econômicos poderiam chegar a 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões) caso materiais precisem ser descartados por causa da interrupção.

As conversas mediadas pelo governo já haviam fracassado em uma primeira rodada, com as partes ainda distantes de um entendimento. O sindicato afirma estar comprometido com negociações “de boa-fé”, mas mantém reivindicações relevantes.

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung podem aderir à paralisação — Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo

A Coreia do Sul pretende recorrer a todas as opções disponíveis, incluindo arbitragem de emergência, para evitar uma greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país, e reduzir possíveis impactos caso a paralisação ocorra. A afirmação foi feita neste domingo (18) pelo primeiro-ministro, Kim Min-seok.

A maior fabricante de chips de memória do mundo e o sindicato sul-coreano da empresa devem retomar nesta terça-feira (19) as negociações salariais, com mediação do governo — movimento que pode aliviar as preocupações sobre uma possível greve na gigante de tecnologia, segundo a agência Reuters.

“Espera-se que apenas um dia de paralisação na fábrica de semicondutores da Samsung Electronics gere perdas diretas de até 1 trilhão de won (cerca de R$ 3,4 bilhões)”, disse Kim após uma reunião de emergência com ministros.

O primeiro-ministro também alertou para efeitos prolongados. “O mais preocupante é que uma interrupção temporária nas linhas de fabricação de semicondutores pode resultar em meses de inatividade”, afirmou.

Segundo ele, os danos econômicos poderiam chegar a 100 trilhões de won (R$ 335 bilhões) caso materiais precisem ser descartados por causa da interrupção.

A Samsung e o sindicato já enfrentavam dificuldades para chegar a um acordo nas últimas rodadas de negociação. A expectativa é evitar a maior greve da história da empresa, com potencial adesão de mais de 45 mil trabalhadores, segundo a Reuters.

A ameaça inicial incluía uma paralisação de até 18 dias, prevista para começar na quinta-feira (21), em meio a um cenário de escassez global de chips de memória — o que ampliou a preocupação com impactos na economia sul-coreana e nas cadeias globais de suprimentos.

As conversas mediadas pelo governo já haviam fracassado em uma primeira rodada, com as partes ainda distantes de um entendimento. O sindicato afirma estar comprometido com negociações “de boa-fé”, mas mantém reivindicações relevantes.

Entre os principais pontos de impasse estão os bônus e a participação nos resultados. Os trabalhadores exigem o fim do teto de bonificação equivalente a 50% dos salários anuais e a destinação de 15% do lucro operacional para distribuição entre os funcionários.

A Samsung, por sua vez, propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para bônus, mantendo o limite atual. Segundo estimativas citadas nas negociações, os valores envolvidos podem ultrapassar 200 trilhões de won neste ano.

Para aumentar a pressão, a empresa conseguiu na Justiça sul-coreana uma liminar parcial contra ações consideradas ilegais durante a greve. A decisão abre a possibilidade de obrigar parte dos funcionários a trabalhar para evitar danos às linhas de produção.

Caso descumpram a decisão, sindicatos podem ser multados em até 100 milhões de won por dia, enquanto líderes sindicais podem enfrentar penalidades diárias de 10 milhões de won.

Mesmo assim, representantes dos trabalhadores afirmam que a decisão não impede a realização da greve caso as negociações fracassem novamente.

Autoridades do país vêm demonstrando crescente preocupação com o impasse. Uma eventual paralisação é vista como um risco relevante para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros da Coreia do Sul.

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Refit: a fraude bilionária que nasceu no Rio e se espalhou pelo país – O Assunto #1722

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 02:45

Podcasts O Assunto Refit: a fraude bilionária que nasceu no Rio e se espalhou pelo país – O Assunto #1722 De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL). Por Natuza Nery — São Paulo

A operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (15), revelou que a dívida ativa do grupo Refit com a União e Estados ultrapassa os R$ 50 bilhões – Rio de Janeiro e São Paulo são as maiores vítimas. A refinaria é acusada de operar um complexo esquema de sonegação de impostos na venda de combustíveis. De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL), que assumiu o Palácio Guanabara em 2020. Segundo as investigações, a operação se espraiou pela máquina estadual, com tentáculos na Procuradoria-Geral, na Fazenda, no Judiciário e na Alerj. As conexões políticas de Magro garantem negócios para a Refit também em outros estados. É o caso do Amapá, onde a PF também investiga um escândalo que envolve benefícios tributários, suspeita de propinas e nomes do Centrão.

Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes para explicar como o esquema da Refit nasceu, prosperou e se multiplicou nas últimas décadas. Maria Cristina liga todos os pontos da investigação e analisa como o caso impacta o mundo político.

Convidada: Maria Cristina Fernandes, comentarista da GloboNews e da rádio CBN e colunista do jornal Valor Econômico

REFIT: veja o histórico de investigações no grupo empresarial, apontada como o maior devedor de impostos do Brasil;Operação Sem Refino: entenda as investigações contra Cláudio Castro e Ricardo Magro, dono da Refit;Quem é Ricardo Magro, empresário à frente da Refit e alvo de operação da Polícia Federal;OCTAVIO GUEDES: PF mira 02 de Ciro Nogueira em operação contra suposto esquema ligado à Refit; veja os nomes;‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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INSS: novas regras do empréstimo consignado passam a valer nesta terça; biometria será obrigatória

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 02:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

Novas regras para contratos de empréstimo consignado de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passam a valer a partir desta terça-feira (19). Entre elas, a necessidade de validar a operação por biometria facial.

Além disso, o limite máximo da renda (aposentadoria, pensão ou outro benefício do INSS) que pode ser comprometido com parcelas do empréstimo também muda. O teto passou de 45% para 40% da renda.

validação por meio de biometria facial pelo aplicativo ou site 'Meu INSS' para quem solicitar empréstimo consignado;prazo para pagar o empréstimo poderá ser de até 108 parcelas mensais (9 anos); antes era de até 96 parcelas (8 anos);o beneficiário poderá contratar um empréstimo consignado e começar a pagar somente depois de até 3 meses;margem consignável cai de 45% para 40% do valor da aposentadoria, pensão ou outro benefício. No caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC), esse limite é de 35% do valor mensal.

Segundo o INSS, a confirmação do empréstimo por biometria facial segue uma lei aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e que foi sancionada no início de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A lei busca aumentar a segurança para aposentados e pensionistas que contratam empréstimos consignados.

Além disso, a biometria era uma recomendações feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para evitar fraudes.

“Na prática, após solicitar o crédito junto ao banco, o beneficiário recebe a proposta no aplicativo Meu INSS com o status ‘pendente de confirmação’ e tem até 5 dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado”, informou, em nota, o INSS.

INSS cria regras para devolver descontos indevidos a herdeiros de aposentados e pensionistas que já morreram — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A nova lei também proíbe a contratação de consignado por telefone ou por meio de procuração de terceiros.

Na medida provisória publicada para criar o Novo Desenrola, o governo também alterou as regras do consignado do INSS e de servidores públicos federais.

De acordo com o governo, as mudanças no consignado dos aposentados "darão mais acesso e ajudarão o aposentado e o pensionista que precisa desse crédito".

Acabam os 10% de margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios (5% e 5%), que é dívida cara, e o limite de consignação total que antes era de 45% (5% do cartão de crédito, 5% do cartão de benefícios e 35% geral) passa a ser de 40%, limitando a participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada;Ampliação do prazo da operação de 96 para 108 meses;Fim da vedação à carência e permissão para que ela seja de até 90 dias;Além da redução de 45% para 40%, haverá redução gradual da margem consignável de 2 pontos percentuais ao ano até atingir 30%.

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Colorido, de bolso e novo queridinho dos fashionistas: como é o relógio da Swatch que causou confusão em dia de lançamento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 00:16

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O lançamento de um novo relógio da marca suíça Swatch gerou tumultos em frente a lojas da marca em diferentes cidades do mundo.

O relógio é uma colaboração da marca com a Audemars Piguet e a coleção foi batizada de “Royal Pop”.

Vídeos registrados por quem foi aos locais mostraram cenas de caos e confusão, em cidades como Nova York, nos EUA; Mumbai, na Índia; e Dubai, nos Emirados Árabes.

O lançamento de um novo relógio da marca suíça Swatch gerou tumulto em frente a lojas da marca ao redor do mundo.

A peça é uma colaboração entre a marca com a relojoaria Audemars Piguet. Batizada de “Royal Pop”, a coleção mistura elementos do tradicional modelo Royal Oak, da Audemars Piguet, com o visual colorido da linha POP, lançada pela Swatch nos anos 1980.

O resultado são oito modelos de relógios de bolso com design e proposta mais descontraída. O produto é apontado como o novo queridinho dos fashionistas e colecionadores.

👉 Os relógios são vendidos por cerca de US$ 400 (cerca de R$ 2 mil), bem abaixo dos milhares de dólares que normalmente custam relógios de luxo da Audemars Piguet. Ainda assim, muita gente está comprando os modelos Royal Pop para revendê-los online por preços inflacionados.

Segundo a Reuters, um conjunto completo dos oito modelos foi vendido por mais de US$ 25.000 no mercado online StockX no domingo (17), enquanto diversos sites não oficiais vendiam pulseiras personalizadas para converter os relógios Royal Pop em relógios de pulso por mais de US$ 50.

Os relógios da linha Royal Pop estão disponíveis em dois formatos: um com a coroa posicionada às 12 horas e um modelo com tampa protetora frontal.

As peças são acompanhadas por cordões em três tamanhos, o que permite usá-las de distintas formas, como no pescoço, presas à bolsa ou no bolso.

A estrutura das peças é feita de Bioceramic, um material patenteado pela Swatch que combina cerâmica com componentes derivados do óleo de rícino.

LEIA TAMBÉM: Briga, tumulto e filas: lançamento de relógio provoca caos em diferentes cidades do mundo, e fabricante fecha lojas; veja VÍDEO

Collab entre a Swatch e a Audemars Piguet virou item queridinho dos fãs de relógios. — Foto: Reprodução

Vídeos publicados nas redes sociais mostraram confusão em cidades como Nova York, Mumbai, Dubai, Milão, Barcelona, Bangkok e Osaka. Em alguns locais, a polícia foi acionada para controlar o público, e lojas da Swatch chegaram a ser fechadas.

Não houve registro de feridos graves. Em comunicado, a marca pediu que consumidores evitassem ir às lojas em grande número “para garantir a segurança de clientes e funcionários”.

A Swatch também recebeu críticas nas redes sociais pela estratégia agressiva de marketing adotada antes do lançamento. A empresa não comentou as reclamações.

Relógios da edição limitada "Royal Pop", uma colaboração entre a fabricante de relógios suíços Swatch e a marca de luxo Audemars Piguet, exibidos em uma vitrine em Paris, em 18 de maio de 2026. — Foto: Alice Sacco/Reuters

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