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SpaceX mira IPO histórico, mas analistas de Wall Street se dividem sobre valor de US$ 1,75 trilhão
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SpaceX mira IPO histórico, mas analistas de Wall Street se dividem sobre valor de US$ 1,75 trilhão
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/05/2026 01:01
Tecnologia SpaceX mira IPO histórico, mas analistas de Wall Street se dividem sobre valor de US$ 1,75 trilhão A SpaceX teve vendas de US$ 18,5 bilhões (R$ 93,2 bilhões) no ano passado — e Elon Musk pede aos investidores que avaliem a empresa em quase 100 vezes esse valor. Por France Presse
Elon Musk pretende listar sua empresa de foguetes e inteligência artificial (IA) na bolsa americana.
O bilionário tem indicado a investidores que sua companhia vale US$ 1,75 trilhão (R$ 8,8 trilhões, na cotação atual), mas nem todos em Wall Street estão convencidos.
A SpaceX teve vendas de US$ 18,5 bilhões (R$ 93,2 bilhões) no ano passado — e Musk pede aos investidores que avaliem a empresa em quase 100 vezes esse valor.
À medida que se aproxima a entrada em Wall Street, prevista para meados de junho, defensores da SpaceX afirmam que a companhia não é apenas um negócio de foguetes, mas uma porta de entrada para o espaço.
Musk deixou claro que pensa em algo muito maior do que lucros trimestrais. "Preciso me certificar de que a SpaceX continue focada em tornar a vida multiplanetária e em estender a consciência até as estrelas", escreveu no X em março.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, protocolou um pedido de IPO, para negociar ações na bolsa de valores. De acordo com documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), a companhia pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código “SPCX”.
Musk tem indicado a investidores que sua empresa de foguetes e inteligência artificial (IA) vale US$ 1,75 trilhão (R$ 8,8 trilhões, na cotação atual), mas nem todos em Wall Street estão convencidos.
A SpaceX teve vendas de US$ 18,5 bilhões (R$ 93,2 bilhões) no ano passado — e Musk pede aos investidores que avaliem a empresa em quase 100 vezes esse valor.
Em outras palavras: empresas como Apple e Nvidia também valem muitas vezes o que faturam por ano — mas bem menos do que o múltiplo sugerido para a SpaceX. Atualmente, a Apple vale cerca de 11 vezes sua receita anual, enquanto a Nvidia vale cerca de 25 vezes.
Agora, com a possível abertura de capital da SpaceX, cresce a expectativa de que o IPO esteja entre as maiores da história.
À medida que se aproxima a entrada em Wall Street, prevista para meados de junho, defensores da SpaceX afirmam que a companhia não é apenas um negócio de foguetes, mas uma porta de entrada para o espaço.
"A SpaceX controla os trilhos e o acesso à órbita", disse Chad Anderson, diretor executivo da Space Capital, empresa de investimento que já tem participação na SpaceX, à Agência France Presse (AFP).
Anderson afirma que este é apenas o início de um boom de infraestrutura espacial que deve durar décadas e movimentar centenas de bilhões de dólares, da substituição de satélites envelhecidos à construção de centros de dados em órbita.
O serviço de internet via satélite da empresa, o Starlink, já gera a maior parte da receita e dos lucros da SpaceX.
"Se conseguirem se tornar um provedor de acesso à internet de baixo custo para grande parte da população mundial, isso pode ser uma enorme fonte de receita e lucro", afirmou Jay Ritter, especialista em IPO da Universidade da Flórida.
Musk deixou claro que pensa em algo muito maior do que lucros trimestrais. "Preciso me certificar de que a SpaceX continue focada em tornar a vida multiplanetária e em estender a consciência até as estrelas", escreveu no X em março.
"Se a SpaceX tiver sucesso nesse objetivo extremamente difícil, valerá muitas ordens de magnitude mais do que a economia da Terra", acrescentou.
Quando a SpaceX incorporou a xAI — empresa de inteligência artificial de Musk e dona da rede social X — em fevereiro, Wall Street entrou em alerta.
Eric Jhonsa, da Dutch Asset Corporation, apontou um problema maior: "startups de IA com pouca ou nenhuma receita que estão alcançando avaliações astronômicas".
"Esta empresa é incrível ou está ridiculamente supervalorizada?", questionou Scott Galloway, professor de marketing da escola de negócios Stern, da Universidade de Nova York, à AFP.
Os críticos apontam alguns problemas básicos: lançar foguetes ainda dá margens de lucro pequenas; a Starlink pode ser cara demais para atingir o grande público; e ainda há dúvidas sobre se centros de dados no espaço são viáveis.
Kim Forrest, diretora de investimentos da Bokeh Capital Partners, afirma que a matemática financeira tradicional pode não se aplicar a esse caso.
"O que as pessoas realmente estão comprando é a esperança e o sonho do espaço comercial (…) — que são mais do que um sonho: já são uma realidade", afirmou.
Mas Ritter faz uma ressalva em tom de alerta: "muita coisa precisa dar certo para que a receita e o lucro cresçam o suficiente para justificar essa avaliação".
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