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Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 23:46

Política Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho Texto estabelece duas folgas por semana e redução de 44 para 40 horas por semana em até 14 meses. A proposta segue para análise dos senadores. Por Luiz Felipe Barbiéri, Paloma Rodrigues, g1 e TV Globo — Brasília

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (27) uma PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1.

A transição para a nova jornada de 40 horas ocorrerá de forma gradual em até 14 meses. A redução inicial de duas horas começa após dois meses.

O fim da escala 6×1 passa a valer 60 dias após a promulgação da PEC. O texto garante duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos.

Trabalhadores de alta renda com diploma superior e salário acima de R$ 21,1 mil ficam excluídos das novas regras de jornada e controle de ponto.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em primeiro turno, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1. A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno.

🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação.

Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra.

Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5×2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana.

O parecer de Leo Prates, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.

A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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EUA suspendem voos da nave Starship após falha em foguete

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 20:54

Inovação EUA suspendem voos da nave Starship após falha em foguete Decisão foi tomada após primeiro estágio da nave cair bruscamente ao retornar para a atmosfera. Lançamento só serão retomados após investigações serem concluídas. Por Redação g1

A Administração Federal de Aviação americana (FAA) determinou a paralisação dos testes da Starship.

A decisão foi tomada após uma falha no retorno do propulsor Super Heavy e será mantida até que as investigações sejam concluídas.

Em um o voo experimental na última sexta-feira (22), o primeiro estágio do foguete caiu bruscamente no Golfo do México.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (27) futuros lançamentos da Starship, nave mais poderosa do mundo, até que sejam concluídas as investigações sobre o voo realizado na última sexta-feira (22).

A SpaceX, fabricante da Starship, usou a missão para testar as novas gerações da nave, do propulsor e da base de lançamento.

Em comunicado, a FAA afirmou que a missão resultou em um incidente por conta do foguete Super Heavy, o estágio inferior da Starship que funciona como propulsor no início dos voos.

O foguete se separou normalmente da nave minutos após a decolagem na base da SpaceX, no estado americano do Texas. Mas, ao retornar para a atmosfera, o primeiro estágio caiu bruscamente em vez de fazer um pouso controlado no Golfo do México.

Segundo a FAA, não houve relatos de feridos ou danos materiais, mas o órgão supervisionará uma investigação da empresa.

O estágio superior continuou sua trajetória ao redor da Terra até pousar no Oceano Índico. Durante o voo, a nave liberou com sucesso 20 simuladores de satélites Starlink, além de dois satélites reais modificados.

Com a nova versão da nave, a empresa de Elon Musk pretende se aproximar de um modelo capaz de realizar futuras missões da Nasa para a Lua.

O projeto da Starship, que prevê o desenvolvimento de supernaves reutilizáveis, fez a SpaceX investir mais de US$ 15 bilhões até o momento, segundo a Reuters.

A empresa protocolou um pedido de oferta pública de ações, quando uma empresa abre seu capital e passa a ter ações negociadas na bolsa de valores.

Musk vinha sinalizando ao mercado que a SpaceX poderia ser avaliada em US$ 1,75 trilhão. O valor é muito superior ao faturamento anual da empresa, que ficou em US$ 18,5 bilhões em 2025.

A avaliação projetada por Musk equivale a quase 100 vezes a receita da companhia, bem acima do observado em gigantes de tecnologia como Apple e Nvidia.

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TCU alerta governo sobre falhas na garantia dada pelo Tesouro ao empréstimo aos Correios

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 19:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%MoedasDólar ComercialR$ 5,0610,66%Dólar TurismoR$ 5,2630,61%Euro ComercialR$ 5,8850,63%Euro TurismoR$ 6,1340,6%B3Ibovespa175.744 pts-0,48%Oferecido por

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o governo para falhas na análise sobre a capacidade dos Correios de honrar o empréstimo de R$ 12 bilhões contratado no fim do ano passado com garantia da União.

Em relatório técnico, auditores da Corte afirmam que o aval concedido pelo Tesouro Nacional não foi precedido de avaliações “suficientes, independentes e tempestivas” sobre a situação econômico-financeira da estatal.

🔎 Em grave crise financeira, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumularam 14 trimestres consecutivos de resultados negativos. O rombo do ano passado superou em mais de três vezes as perdas contabilizadas em 2024, quando a estatal teve déficit de R$ 2,6 bilhões.

“Conclui-se que o Plano de Reestruturação e a concessão de garantia da União não foram precedidos de análises técnicas suficientes, independentes e tempestivas para suportar adequadamente a decisão pública e mensurar, de forma robusta, o risco assumido pelo Tesouro Nacional”, afirmam os técnicos do TCU.

Segundo os auditores, as análises realizadas pelo governo foram insuficientes para verificar as premissas econômico-financeiras do plano, validar as projeções de fluxo de caixa e avaliar a real capacidade de pagamento da empresa.

“As análises realizadas mostraram-se insuficientes quanto à verificação das premissas econômico-financeiras, à validação dos fluxos de caixa projetados e à avaliação prospectiva da capacidade de pagamento da ECT, o que fragilizou o processo decisório e ampliou a assimetria de informações no momento da concessão da garantia”, diz o relatório.

Na auditoria, os técnicos dizem que a União, como acionista controladora da empresa e detentora da maioria nos Conselhos de Administração e Fiscal, tinha condições de acompanhar a deterioração financeira dos Correios.

“A não adoção de medidas tempestivas […] pode ter contribuído para a não reversão do quadro de insolvência e, por fim, ocasionado aumento do risco fiscal para o próprio Tesouro Nacional”, aponta o documento.

Para os auditores, os sinais de deterioração financeira já eram públicos e persistiram por tempo suficiente para exigir uma resposta mais rápida da governança federal.

A demora, segundo o relatório, restringiu alternativas de recuperação e aumentou a necessidade de medidas emergenciais.

Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O relatório também destaca que a condução do caso contraria princípios previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige ações planejadas e transparentes para prevenir riscos fiscais.

Os auditores apontam ainda descumprimento de diretrizes de governança pública federal, previstas em decreto de 2017, relacionadas à gestão de riscos e capacidade de resposta da administração pública.

A auditoria destaca ainda que a deterioração patrimonial da estatal encareceu o acesso ao crédito no mercado financeiro.

Um dos exemplos citados é um empréstimo de R$ 1,8 bilhão contratado em junho de 2025 junto a bancos privados, inicialmente com juros de 21,99% ao ano.

A taxa subiu para 25,67% em dezembro após o descumprimento de cláusulas econômico-financeiras previstas no contrato.

Para o TCU, a ausência de providências mais rápidas por parte da administração dos Correios e da União agravou a crise da estatal e dificultou a reversão do quadro financeiro.

O relatório também identificou fragilidades no Plano de Reestruturação apresentado pela empresa. Segundo os técnicos, o Ministério das Comunicações realizou análise considerada insuficiente sobre a viabilidade econômico-financeira das medidas propostas.

De acordo com a auditoria, não houve validação independente das premissas utilizadas nas projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa.

Para os auditores, a ausência de avaliação externa comprometeu a confiabilidade das projeções financeiras e ampliou a exposição do Tesouro Nacional ao risco fiscal.

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Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 18:48

Carros Papa Leão XIV conhece Ferrari Luce de R$ 3,2 milhões e ganha volante Além de ser o primeiro carro elétrico da Ferrari, a Luce também é o primeiro modelo da marca italiana com espaço para cinco ocupantes e custa cerca de R$ 3,2 milhões. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Avaliado em cerca de R$ 3,2 milhões, o veículo representa um marco de transição para a fabricante italiana. O modelo busca redefinir o futuro da marca.

O visual minimalista do utilitário esportivo foi desenvolvido pela Lovefrom, estúdio de Jony Ive, responsável por gerações do iPhone.

Equipado com quatro motores elétricos, o superesportivo entrega 1.050 cavalos de potência e tem velocidade máxima de 310 km/h.

A bateria oferece autonomia de 530 quilômetros. O sistema permite recarga rápida em apenas 20 minutos.

Após anunciar os detalhes da Ferrari Luce, a fabricante italiana apresentou o veículo ao papa Leão XIV. Além de observar o carro por fora, o pontífice sentou-se no banco do motorista e interagiu com o volante – que ganhou como doação.

O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari pode não ter agradado aos fãs mais tradicionais da marca e nem seus os acionistas, mas o papa Leão XIV demonstrou curiosidade pelos detalhes do veículo.

John Elkann, presidente da Ferrari, conduziu a apresentação do carro ao papa. O modelo exibido era branco, com bancos e interior inteiramente na cor preta.

“Esta é a primeira Ferrari com quatro portas?”, questionou o papa. “É a primeira com cinco lugares”, respondeu Elkann.

Ao entrar no veículo e sentar no banco do motorista, o piloto de testes da Ferrari, Raffaele De Simone, explicou as funções dos botões do volante.

A Ferrari apresentou o Luce e afirmou que o modelo é um novo capítulo para a marca de Maranello. O preço anunciado é de US$ 610 mil (R$ 3,2 milhões em conversão direta).

O nome Luce, segundo a marca, evoca claridade e direção. “Ele ilumina o caminho em direção ao futuro a define a intenção de criar uma Ferrari 360º, não somente uma Ferrari elétrica”, diz o comunicado.

O ponto de maior debate é o design do Luce, que tem pouquíssimos elementos marcantes da Ferrari. O SUV tem carroceria arredondada, linha de cintura alta e proporções mais comuns em carros tradicionais. Bem longe do que se espera de uma Ferrari

E a polêmica não é pelo fato de a Ferrari lançar um utilitário esportivo, pois a Purosangue foi bem aceita e tem bons números de vendas.

O capô flutuante com parte inferior em preto e o para-brisas amplo causam estranheza. Assim como o mecanismo dos limpadores de para-brisa, que ficam sempre na vertical e nas laterais do vidro.

Na lateral, a Ferrari fez uma combinação de teto, colunas e saias laterais em preto para tirar o peso visual do carro, que é grande para um esportivo. Chama a atenção um grande aplique preto nas portas dianteiras. As portas traseiras abrem no sentido inverso.

Na traseira, o Luce tenta invocar modelo icônico dos anos 1980 e 1990 com as quatro lanternas redondas e aplique em preto.

O interior já havia sido revelado e mostra a filosofia minimalista que caracteriza os produtos da Apple. Telas com cantos arredondados, botões com acionamento fácil e leitura clara das informações.

Os responsáveis pelo design do Luce são da Lovefrom, estúdio de Jony Ive, designer que trabalhou na Apple e foi responsável por várias gerações do iPhone. Segundo a Ferrari, foi dado ao estúdio a liberdade criativa necessária para definir a direção do design do projeto.

São quatro motores elétricos, um para cada roda, e o total é de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h leva 2,5 segundos. Para chegar a 200 km/h depois da largada, o Luice leva só 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 310 km/h.

As baterias de 122 kWh estão plugadas em um sistema de 800 V. Em postos de recarga super-rápida, o Luce pode alcançar 350 kW. Isso permite recuperar até 70 kW para a bateria em 20 minutos.

Com baterias 100% carregadas e nos critérios internacionais, o Luce tem autonomia de mais de 530 km.

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PF faz nova investigação sobre empréstimo consignado; Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, vai ser ouvido novamente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 18:48

A Polícia Federal (PF) voltou a mergulhar no escândalo do Banco Regional de Brasília (BRB), com novas investigações sobre crédito consignado, em especial o Credcesta.

O CredCesta é um cartão de benefício consignado oferecido a servidores públicos, aposentados e pensionistas. A operação, iniciada na Bahia, é apontada por investigadores como o elo de aproximação entre Daniel Vorcaro e seu ex-sócio Augusto Lima.

Lima, que chegou a ser preso pela PF na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado, tem um histórico associado não apenas às fraudes do Banco Master, mas também a nomes de políticos.

O ex-sócio de Vorcaro é próximo, por exemplo, a petistas da Bahia, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

A PF deve abrir uma nova fase de depoimentos sobre o negócio entre Master e BRB. Lima é apontado como uma das conexões de Vorcaro para convencer o BRB a comprar carteiras do banco hoje liquidado pelo Banco Central.

A nova fase de investigação têm como base conversas de Vorcaro registradas em seu primeiro aparelho celular, que expõe mensagens para convencer o BRB a fechar a compra de carteiras do Master e, posteriormente, o próprio banco de Vorcaro.

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Fim da escala 6×1: comissão da Câmara aprova texto-base da PEC que reduz jornada e aumenta folgas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 16:15

Política Fim da escala 6×1: comissão da Câmara aprova texto-base da PEC que reduz jornada e aumenta folgas Proposta reduz jornada semanal em quatro horas, com implementação em até 14 meses. Parecer segue para plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos para ser aprovada. Por Luiz Felipe Barbiéri, g1 — Brasília

O texto aprovado estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A transição gradual ocorrerá em até 14 meses após a promulgação.

A proposta garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos. A mudança na escala entra em vigor 60 dias após a aprovação final.

Trabalhadores com diploma superior e salário acima de R$ 21,1 mil ficam fora das novas regras. A medida visa combater a chamada pejotização.

A matéria segue agora para o plenário da Câmara dos Deputados. Para ser aprovada definitivamente, precisará do apoio de 308 parlamentares em dois turnos.

A comissão especial que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). O parecer foi aprovado 34 a favor e 4 contra.

O parecer do deputado, apresentado na última segunda-feira (25), reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. (veja detalhes da proposta)

O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

A proposta poderia ter sido votada já na segunda (25), mas o deputado Maurício Marcon (PL-SP) pediu vista e adiou a análise.

Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como exige regras de aprovação muito rígidas — precisando de votação em dois turnos nas duas casas do Congresso (Câmara e Senado)

O pedido de vista na comissão especial é contado em sessões realizadas no plenário. O prazo da vista é de duas sessões plenárias.

Nesta terça, a Câmara realizou uma sessão e, na manhã desta quarta, antes da abertura da comissão especial, Motta convocou uma nova sessão para vencer o prazo mínimo.

A sessão durou oito minutos e nenhum projeto foi votado, o que mostra empenho do presidente da Casa em votar a matéria com celeridade.

Com a aprovação na comissão, o parecer segue para o plenário da Câmara, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares em dois turnos de votação.

O regimento estabelece um intervalo de cinco sessões do plenário para votação entre um turno e outro, mas os parlamentares costumam aprovar um requerimento que dispensa esse período.

A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.

A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as quatro horas em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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YouTube automatiza detecção de vídeos criados por inteligência artificial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 15:13

Tecnologia YouTube automatiza detecção de vídeos criados por inteligência artificial Plataforma diz que sistema não terá impacto no alcance dos vídeos nem no funcionamento do algoritmo. Por France Presse

O YouTube anunciou nesta quarta-feira (27) que passará a detectar e rotular automaticamente conteúdos criados com inteligência artificial (IA). Até agora, a identificação desses vídeos dependia apenas das declarações feitas pelos próprios criadores.

"Se um criador não indicar se utilizou IA ou não, mas nossos sistemas detectarem um uso significativo de IA realista, aplicaremos um rótulo automaticamente", destacou a empresa em uma postagem no blog.

Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial capazes de criar conteúdos, o YouTube adotou as primeiras medidas em 2024, solicitando que os criadores informassem quando recorressem a esse tipo de tecnologia.

Com o novo sistema automatizado, os criadores poderão contestar a rotulagem de seus vídeos caso considerem que a identificação tenha sido feita de forma incorreta, segundo o YouTube.

A plataforma também informou que a aplicação desses rótulos não terá impacto no funcionamento do algoritmo de recomendações.

Outras plataformas e redes sociais também lidam com o crescimento acelerado de conteúdos produzidos com IA, que muitas vezes são difíceis de identificar devido à rápida evolução da tecnologia.

No fim de abril, a plataforma de streaming de áudio Spotify lançou um novo selo, chamado “Verified by Spotify”, que indica que o artista ou grupo é, provavelmente, humano, e não um personagem criado por inteligência artificial.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

PIX fora do ar? Clientes de bancos reclamam de instabilidade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 13:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0590,62%Dólar TurismoR$ 5,2650,64%Euro ComercialR$ 5,8850,62%Euro TurismoR$ 6,1370,64%B3Ibovespa176.636 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0590,62%Dólar TurismoR$ 5,2650,64%Euro ComercialR$ 5,8850,62%Euro TurismoR$ 6,1370,64%B3Ibovespa176.636 pts0,03%MoedasDólar ComercialR$ 5,0590,62%Dólar TurismoR$ 5,2650,64%Euro ComercialR$ 5,8850,62%Euro TurismoR$ 6,1370,64%B3Ibovespa176.636 pts0,03%Oferecido por

A plataforma Downdetector registrou reclamações a partir das 7h56 desta quarta-feira (27). Em seis horas, o sistema acumulou mais de 1,7 mil queixas de usuários.

Usuários de diversas instituições financeiras utilizaram as redes sociais para relatar dificuldades em realizar transferências. O problema afetou múltiplos aplicativos bancários ao longo do dia.

Em nota oficial, o Nubank confirmou que "está ciente de uma instabilidade afetando o app". A instituição financeira declarou que trabalha para normalizar os serviços rapidamente.

O Banco Central, órgão responsável pela operação do Pix, foi procurado pela reportagem. No entanto, a instituição ainda não se manifestou sobre as causas da instabilidade.

Outras instituições financeiras afetadas pelas falhas não responderam aos questionamentos enviados. A reportagem segue em atualização para acompanhar a normalização do sistema de pagamentos.

Clientes de diferentes bancos usaram as redes sociais nesta quarta-feira (27) para reclamar de instabilidade no PIX.

A plataforma Downdetector, que monitora serviços online, registrou forte aumento de queixas a partir das 7h56. Em pouco mais de seis horas, o sistema já contabilizava 1.766 ocorrências.

O g1 procurou o Banco Central do Brasil (BC), responsável pelo Pix, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado assim que houver um retorno da instituição.

O Nubank, por sua vez, informou em nota que "está ciente de uma instabilidade afetando o app e trabalha para restabelecer os serviços o quanto antes".

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Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 13:48

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Google inaugura centro de engenharia de IA dentro da USP; g1 conheceu o espaço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/05/2026 11:51

Tecnologia Google inaugura centro de engenharia de IA dentro da USP; g1 conheceu o espaço Novo espaço, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na USP, terá foco em inteligência artificial, segurança digital e parceria com startups de tecnologia. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

O Google inaugurou nesta quarta-feira (27) seu segundo centro de engenharia de IA no Brasil. O espaço fica em São Paulo, dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na USP.

Anunciado em fevereiro de 2024, o novo local terá capacidade para receber até 400 funcionários. Entre as frentes de atuação estão projetos ligados à inteligência artificial e à segurança na internet. O centro também terá foco em parcerias com startups voltadas para IA.

O Google afirma que as equipes trabalharão no desenvolvimento de soluções para ampliar a proteção de usuários em serviços como Gmail e Busca.

Participaram da inauguração o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, e o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho.

Na cerimônia de inauguração, Fábio Coelho afirmou que tecnologias desenvolvidas no novo centro poderão ser usadas futuramente no mundo inteiro. Segundo ele, o Brasil tem muitos profissionais qualificados em tecnologia, mas ainda faltam espaços para que essas pessoas pudessem desenvolver suas habilidades.

"O time de engenharia presente na sede de Belo Horizonte é uma referência global para o Google, e inovações criadas aqui hoje impactam bilhões de usuários todos os dias. Estou entusiasmado com a expansão da nossa engenharia para São Paulo e com o próximo capítulo da história do Google neste novo espaço", disse Fábio Coelho.

O prédio, que tem mais de 100 anos, foi restaurado pelo Google, mas continuará pertencendo à USP. A big tech ficará responsável pela conservação do espaço, explicou Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT. Segundo ele, a empresa também restaurou outros prédios dentro do instituto.

Embora o espaço seja voltado principalmente para as operações do Google e para atividades ligadas à universidade, o prédio também conta com uma cafeteria aberta ao público.

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, discursa em cerimônia de inauguração do centro do Google. — Foto: Darlan Helder/g1

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou empresas que, segundo ele, estão deixando a cidade para migrar para o Paraguai e comemorou o investimento do Google no Brasil.

O Google disse que não informa os valores investidos no espaço. O primeiro centro de engenharia da Google no Brasil foi inaugurado em 2006, em Belo Horizonte, e foi o primeiro da empresa na América Latina.

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