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VÍDEO: Chevrolet Captiva EV vai ser fabricado no Brasil, mas precisa melhorar em 5 pontos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 04:50

Carros VÍDEO: Chevrolet Captiva EV vai ser fabricado no Brasil, mas precisa melhorar em 5 pontos SUV elétrico é baseado no Wuling Starlight S e precisaria de ajustes para ficar ainda mais alinhado ao mercado brasileiro. Preço do modelo importado da China é de R$ 219.990. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A Chevrolet já confirmou que o Captiva EV vai ser fabricado na cidade de Horizonte, Ceará. Lá já é feito o Spark, outro elétrico da marca. O curioso é que os dois modelos herdam nomes de carros da Chevrolet, mas não têm nada a ver com seus antecessores.

O g1 testou o SUV elétrico, que hoje é vendido por R$ 220 mil, e aponta cinco melhorias que a Chevrolet poderia fazer antes da produção nacional.

E se você acha que o Captiva EV não tem nenhuma relação com o Captiva lançado em 2008, você está redondamente certo.

O design com linhas agudas e para-lamas salientes até conversa com alguns carros da GM. Porém este é o Wuling Starlight S, com mudanças estéticas para ficar alinhado ao portfólio da Chevrolet.

O SUV tem motor elétrico dianteiro com 201 cv e torque de 31,6 kgfm. O desempenho é tímido, 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h.

As baterias comportam 60 kWh e são de lítio ferro-fosfato. Pelo padrão do Inmetro, a autonomia é de 304 km. Um conjunto até básico no mercado de elétricos nos dias de hoje. Há concorrentes com preço próximo, com mais potência e autonomia.

O pacote de segurança do Captiva é bom, como sistema de velocidade de cruzeiro adaptativo e frenagem autônoma de emergência.

O sistema de alerta e permanência em faixa poderia ser mais refinado, as reações são um pouco tardias. Porém, este é um sistema auxiliar e não uma condução autônoma. O farol alto também se ajusta para baixo automaticamente para não ofuscar ninguém.

Com as câmeras é possível ver ao redor e evitar aqueles toques que acabam com o dia do motorista. Sensor de estacionamento é só na traseira.

A experiência dentro do Captiva EV é peculiar. Quem já testa produtos da Chevrolet está acostumado ao MyLink e à filosofia adotada pela GM. Desde o Onix, passando por Sonic e até modelos mais caros, como a Blazer EV.

Ainda que a Blazer seja muito mais sofisticada que um Sonic, existe uma lógica clara na marca envolvendo multimídia, ícones, volante, botões e até o cluster, criando uma identidade bem definida dentro da cabine.

No Captiva EV, porém, essa lógica não está presente. Isso é compreensível, já que o modelo deriva Wuling Starlight S. Portanto, faz sentido que ele apresente uma ergonomia e uma organização interna diferentes.

O problema é que essa nova proposta não supera a experiência já oferecida pela GM. A multimídia atual do SUV utiliza uma lógica baseada em conteúdos retangulares organizados verticalmente, algo que lembra tablets ou até sistemas genéricos encontrados no mercado de acessórios.

Além disso, a forma como diversas funções são ajustadas não é tão intuitiva nem tão refinada quanto no sistema tradicional da Chevrolet.

Por isso, seria interessante que a GM, quando produzir o Captiva no Brasil, implemente o sistema MyLink no modelo fabricado no Ceará.

Outro ponto que compromete a experiência é a ausência de carregador por indução. Isso obriga o uso de cabo USB atravessando o painel para conectar o celular, o que reduz a praticidade e prejudica a percepção de qualidade da cabine. Como consequência, também não há Android Auto nem Apple CarPlay sem fio.

Sem carregador por indução, a utilização prolongada de sistemas sem fio pode se tornar limitada, já que o consumo de bateria do celular tende a ser elevado em viagens mais longas.

Dessa forma, a Chevrolet precisaria fazer essas mudanças para o Captiva nacional: oferecer Android Auto e Apple CarPlay sem fio e incluir carregador por indução.

Por outro lado, há um aspecto que a GM deve preservar no Captiva brasileiro: a qualidade dos materiais internos. O modelo apresenta acabamentos no console central que, em alguns pontos, superam materiais plásticos encontrados até mesmo na Blazer, que pertence a uma categoria superior e possui projeto Chevrolet próprio.

Ao buscar fornecedores locais para a produção nacional, a GM deveria manter o padrão de qualidade e a escolha cuidadosa dos materiais já presentes no Captiva, preservando um dos principais pontos positivos da cabine. E também manter o teto solar panorâmico.

Ao volante, o Chevrolet Captiva apresenta pontos positivos, mas também aspectos que poderiam evoluir.

Do ponto de vista de ergonomia e acesso às informações, existe uma percepção que não se limita apenas ao produto da Chevrolet, mas a vários veículos novos: o conceito de minimalismo em algumas cabines está sendo confundido com simplesmente minimizar elementos, e são propostas bastante diferentes.

Minimalismo significa oferecer informações importantes (como nível de bateria, potência, velocidade e autonomia) de maneira clara, objetiva e facilmente compreensível em uma rápida olhada. Transmitir informação com eficiência, sem excessos.

Por outro lado, “minimizar” é reduzir demais esses elementos, como ocorre ao utilizar um cluster muito pequeno, que até pode parecer discreto, mas compromete a leitura e pode até transmitir, de forma subconsciente, uma sensação de economia excessiva ou de produto mais barato.

Essa percepção se torna ainda mais evidente quando modelos de segmentos inferiores já oferecem telas maiores e visualmente mais adequadas.

Por isso, para o Captiva produzido no Brasil, a Chevrolet poderia rever o tamanho desse cluster e adotar uma filosofia mais alinhada ao padrão já conhecido da marca, tanto em multimídia quanto em apresentação de informações. Isso tornaria a experiência de condução mais agradável e reforçaria a sensação de qualidade.

Em relação à direção, o acerto é anestesiado. No cenário atual, porém, exigir de carros elétricos sensações de condução mais refinadas ou esportivas é falar para um público bastante específico.

Consumidores que buscam veículos elétricos normalmente priorizam eficiência energética, autonomia e desempenho equivalente a motores turbo a combustão, sem necessariamente esperar direção afiada ou comportamento dinâmico mais envolvente.

Para quem busca essa experiência ao volante, ainda existem opções como o Volkswagen Tiguan, que, embora não seja híbrido nem elétrico, entrega uma proposta mais dinâmica, com suspensão refinada e direção mais precisa, ainda que por um preço elevado. Já no caso do Captiva, sua proposta está claramente voltada para outro perfil de consumidor.

Sistema multimídia com MyLinkConexão de Android Auto e Apple Car Play sem fioCarregadores por indução para celularCluster de instrumentos maiorAr-condicionado de 2 zonas

Dentro desse contexto, um aspecto positivo é que, mesmo sendo um produto de origem chinesa, o acerto de suspensão desenvolvido para o Brasil é competente. Apesar das rodas grandes, o carro não transmite em excesso as imperfeições do asfalto para a cabine, evitando desconforto exagerado.

Outro destaque importante está na calibração do conjunto elétrico para o uso diário. Diversas marcas ainda enfrentam dificuldades no ajuste entre acelerador, frenagem regenerativa e resposta inicial do pedal, o que muitas vezes gera aquela sensação desconfortável que algumas pessoas associam erroneamente aos carros elétricos.

No Captiva, esse ajuste foi bem executado. A transição entre aceleração, desaceleração e frenagem ocorre de forma natural, aproximando a experiência daquilo que motoristas estão acostumados a sentir em veículos a combustão. Em poucos segundos ao volante, a condução se mostra previsível, confortável e sem os solavancos comuns em calibrações mal resolvidas.

Nesse ponto, a Chevrolet acertou e, para o modelo nacional, deve manter essa configuração, preservando uma das qualidades mais relevantes da experiência do Captiva.

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Nova picape de Ana Castela tem modificações que podem ser irregulares, dizem especialistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 04:50

Carros Nova picape de Ana Castela tem modificações que podem ser irregulares, dizem especialistas RAM 3500 da cantora tem rodas e pneus projetados para fora, iluminação decorativa e suspensão elevada. Algumas modificações são proibidas e outras têm de ser regularizadas. Por Redação g1

Ana Castela exibiu uma RAM 3500 modificada circulando em via pública. As alterações incluem suspensão, rodas, pneus, iluminação e itens estéticos personalizados.

Modificar um veículo não é proibido, mas exige autorização e regularização. Alterações como suspensão elevada precisam passar por inspeção técnica e constar no documento do veículo.

Pneus e rodas para fora dos para-lamas podem ser considerados irregulares. A legislação exige cobertura para evitar o lançamento de pedras, água e detritos contra outros usuários da via.

Luzes coloridas e iluminação extra podem infringir as normas de trânsito. O Contran determina quais cores e equipamentos de iluminação são permitidos nos veículos.

Irregularidades podem gerar multa, pontos na CNH e retenção do veículo. Em casos mais graves, o veículo pode ser removido até que todas as modificações sejam regularizadas.

A cantora Ana Castela divulgou esta semana em suas redes sociais a customização que realizou em sua RAM 3500. A picape passou por uma oficina especializada em Luziânia (GO) e teve alterações na suspensão, conjunto de rodas e pneus, iluminação e adereços estéticos.

Em uma das postagens, um vídeo mostra a picape circulando em via pública. Algumas dessas alterações são vetadas pela legislação e outras precisam ser legalizadas junto aos órgãos de trânsito e constar no documento.

O g1 procurou especialistas para explicar os riscos dessas modificações, o que diz a legislação e quais alterações podem ser legalizadas.

Segundo Jefferson Leão Pires, da Poliszezuk Advogados, um veículo modificado dentro de propriedade privada não infringe, a princípio, a legislação. “O problema jurídico surge quando o veículo é colocado em circulação sem atender às exigências legais de segurança, documentação e regularização”, explica.

RAM 3500 modificada de Ana Castela apareceu em vídeos circulando em vias públicas — Foto: Reprodução / Instagram

O proprietário não pode fazer ou mandar fazer modificações nas características de fábrica do veículo sem prévia autorização da autoridade competente. Isso está no artigo 98 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB).

O advogado explica que existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece que as modificações permitidas dependem, conforme o caso, de autorização prévia.

Também é necessária inspeção de segurança veicular, emissão de Certificado de Segurança Veicular, nota fiscal da modificação e posterior anotação no cadastro e no CRLV-e

“Portanto, a suspensão modificada, por exemplo, pode ser legalizada, mas não basta instalar o kit e circular. A alteração precisa passar pelo procedimento administrativo e técnico exigido”, diz Pires.

O próprio Contran prevê que veículos com suspensão modificada devem observar limites técnicos e que a altura livre do solo deve constar no campo de observações do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e).

Segundo Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, as modificações exibidas na picape podem, em tese, configurar infrações de trânsito e irregularidades administrativas. Dependeria da forma de instalação, regularização e efetiva circulação do veículo em vias públicas.

“No caso das rodas e pneus que ultrapassam os limites dos para-lamas, há forte indicativo de irregularidade”, diz a advogada.

A legislação brasileira exige que os pneus estejam cobertos pelos para-lamas, justamente para evitar arremesso de pedras, água, lama e detritos contra outros veículos, motociclistas e pedestres, explica a especialista.

“Quando os pneus excedem a largura da carroceria sem a devida proteção, a alteração pode ser considerada irregular e incompatível com os requisitos de segurança veicular”, diz Daniela.

No caso de alguns carros customizados com rodas mais largas, a solução é alargar os para-lamas ou instalar apliques que cobrem a parte excedente do pneu.

As luzes coloridas instaladas na grade dianteira e as luzes sob o veículo ou atrás das rodas também podem configurar irregularidade, explica a advogada.

“A legislação brasileira restringe o uso de dispositivos luminosos que possam comprometer a identificação do veículo, confundir outros motoristas ou prejudicar a sinalização oficial prevista pelo sistema nacional de trânsito”, diz Daniela.

Segundo o advogado Jefferson Leão Pires, o Contran estabelece especificamente quais os equipamentos obrigatórios e as cores admitidas para o sistema de iluminação de um veículo.

RAM 3500 modificada de Ana Castela com luzes na grade e sob o veículo — Foto: Reprodução / Instagram

A lógica, de acordo com o especialista, é padronizar sinais luminosos para que os demais condutores, pedestres e agentes de trânsito compreendam rapidamente a posição, sentido, frenagem e intenção de manobra do veículo.

Nesse ponto, o CTB tem um artigo que trata de “conduzir veículo com equipamento do sistema de iluminação e sinalização alterado”, e outro artigo que descreve quando “houver equipamento ou acessório proibido, a depender da constatação feita pela fiscalização”.

Daniela explica que as infrações relacionadas à alteração irregular de característica do veículo normalmente são classificadas como graves, com aplicação de multa, pontuação na CNH e retenção do veículo para regularização.

“Dependendo da irregularidade identificada, também pode haver reprovação em vistoria, impedimento de licenciamento, apreensão administrativa de equipamentos e necessidade de retorno às condições originais’, diz.

Em situações mais graves, conta Daniela, especialmente quando houver comprometimento efetivo da segurança viária, o veículo pode ser removido até regularização. No CTB, multas graves são fixadas atualmente em R$ 195,23 e geram 5 pontos na carteira do motorista.

“O alerta ao público é que customização automotiva não é proibida por si só, mas existe uma diferença grande entre modificar um veículo para exposição, filmagem ou uso privado e colocá-lo para circular em via pública”, diz Pires.

A reportagem do g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da cantora Ana Castela e perguntou sobre as modificações da RAM 3550 e se elas estavam legalizadas. Até o momento as perguntas não foram respondidas.

A reportagem do g1 também entrou em contato com o Detran de Goiás, onde a picape da Ana Castela foi filmada em vias públicas. As perguntas foram a respeito da fiscalização e da situação das picapes que aparecem no vídeo. Até o momento as perguntas não foram respondidas.

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CEOs do setor de IA tentam conter temor sobre desemprego em massa causado pela tecnologia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 03:50

Trabalho e Carreira CEOs do setor de IA tentam conter temor sobre desemprego em massa causado pela tecnologia Executivos afirmam que cortes recentes de vagas não podem ser atribuídos diretamente à inteligência artificial. Por France Presse

Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante conferência da empresa em 17 de março de 2026 — Foto: Reuters/Carlos Barria

Os empresários mais influentes do setor de inteligência artificial (IA) começaram a moderar o tom de previsões alarmistas sobre um suposto desemprego em massa causado pela tecnologia, em meio ao aumento da resistência pública às transformações prometidas para o mercado de trabalho.

Os CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da OpenAI, Sam Altman — cujas declarações anteriores ajudaram a alimentar preocupações sobre os impactos da IA na sociedade — agora afirmam que parte dos alertas apocalípticos foi exagerada ou até oportunista.

Em entrevista à Channel News Asia na segunda-feira (25), Huang criticou diretamente executivos que associam demissões recentes ao avanço da IA.

“A narrativa que vincula a IA à perda de empregos, para muitos CEOs, é simplesmente conveniente demais”, afirmou.

“A IA acabou de chegar. Como é possível que já estejam perdendo empregos por causa dela?”, questionou Huang, que há anos defende que a tecnologia criará tantos postos de trabalho quanto eliminará.

O executivo também rebateu previsões mais catastróficas do setor e disse que a recente onda de demissões em grandes empresas não foi provocada pela inteligência artificial.

“Como é possível que a IA tenha se tornado realmente útil há apenas seis meses e, ainda assim, empresas digam que demitem pessoas por causa dela há dois anos? Isso não faz sentido”, declarou.

“Era apenas uma forma de parecerem espertos, e eu detesto isso profundamente. Estamos assustando as pessoas de forma irresponsável”, acrescentou.

Na semana passada, o banco britânico Standard Chartered anunciou planos para cortar milhares de empregos até 2030, alegando que a inteligência artificial substituirá funcionários em diversas funções administrativas.

Já a empresa responsável pelo Snapchat eliminou mil vagas no mês passado, afirmando que a IA aumentou a eficiência operacional enquanto a companhia busca rentabilidade.

Sam Altman, CEO da OpenAI, também recuou parcialmente de previsões anteriores. Durante a conferência Accelerate AI, promovida pelo Commonwealth Bank of Australia em Sydney, ele afirmou que o avanço da IA não provocará o “apocalipse do emprego” previsto por parte da indústria — incluindo a própria OpenAI.

“Eu achei que já teríamos visto um impacto maior sobre cargos executivos de nível inicial do que realmente ocorreu”, disse Altman, segundo o jornal The Australian.

“Hoje entendo melhor por que isso não aconteceu — felizmente. Minhas intuições nessa área estavam erradas”, completou.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também suavizou o discurso. Recentemente, ele afirmou que, mesmo em um cenário em que 90% dos empregos sejam automatizados, os 10% restantes continuariam nas mãos de trabalhadores humanos, que seriam muito mais produtivos com o apoio da IA.

Amodei há anos é alvo de críticas de rivais do setor, que o consideram excessivamente pessimista em relação aos riscos da tecnologia, apesar do sucesso comercial da Anthropic.

No ano passado, Huang chegou a afirmar que discorda “de quase tudo o que ele diz”, em referência ao executivo.

As mudanças de discurso de Altman e Amodei ocorrem em um momento em que OpenAI e Anthropic se preparam para possíveis aberturas de capital na bolsa, operações que dependem de forte apoio de investidores.

Enquanto isso, o tom alarmista adotado anteriormente por parte da indústria começa a gerar reação negativa. Pesquisas de opinião indicam crescente desconforto do público — especialmente nos Estados Unidos — com a possibilidade de uma transformação profunda do mercado de trabalho impulsionada pela IA.

Nesta quarta-feira (27), a governadora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Lisa Cook, alertou que os efeitos mais profundos da inteligência artificial sobre o emprego ainda podem estar por vir.

“Podemos estar nos aproximando da reorganização do trabalho mais importante em gerações”, afirmou durante discurso na Universidade Stanford.

Segundo Cook, as perdas de empregos relacionadas à IA podem ocorrer antes que os ganhos prometidos pela tecnologia se concretizem, embora a perspectiva de longo prazo continue sendo considerada positiva.

Até o momento, porém, a maioria das instituições econômicas — entre elas o Banco Central Europeu — avalia que os impactos da inteligência artificial sobre o emprego seguem limitados.

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Nem todo crédito é igual: veja como escolher a opção menos cara

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 02:47

g1 explica Nem todo crédito é igual: veja como escolher a opção menos cara No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

As opções de crédito variam principalmente pelos juros e pelas garantias exigidas pelos bancos. Antes de emprestar dinheiro, as instituições analisam renda, histórico de pagamentos e bens que possam servir como garantia em caso de inadimplência.

Cheque especial e cartão de crédito estão entre as modalidades mais caras e devem ser usados apenas em emergências rápidas. Empréstimo pessoal e consignado têm juros menores, enquanto o financiamento imobiliário é considerado o mais seguro para os bancos por ter o imóvel como garantia.

Especialistas alertam que o crédito pode ajudar a organizar a vida financeira, mas recomendam evitar dívidas longas para pagar gastos passageiros, porque o consumo acaba — e a parcela continua.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Imposto de Renda 2026: errou ou entregou declaração incompleta? Saiba como fazer a retificadora

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 00:52

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: errou ou entregou declaração incompleta? Saiba como fazer a retificadora Correção dos dados pode ser feita até cinco anos após o prazo de entrega. Por Redação g1 — São Paulo

O contribuinte que entregou a declaração do IR 2025, mas percebeu que cometeu algum erro ou deixou de informar algum dado, pode retificar o documento sem pagar multa.

A declaração retificadora substitui todas as informações da declaração original. É importante verificar possíveis alterações no valor do imposto a pagar após o envio da correção.

A recomendação é que o contribuinte tenha atenção e não exagere no número de alterações, a fim de evitar possíveis problemas com a Receita Federal.

O contribuinte que entregou a declaração do Imposto de Renda 2026, mas percebeu que cometeu algum erro ou deixou de informar algum dado, pode retificar o documento sem pagar multa.

A declaração retificadora substitui todas as informações da declaração original. Por isso, é importante ter atenção e verificar se haverá alteração no valor do imposto a pagar após o envio da correção.

Após o prazo de entrega, os contribuintes têm até cinco anos para retificar a declaração, desde que o documento não esteja sob fiscalização da Receita Federal — ou seja, caso não tenha sido formalmente convocado pelo órgão para prestar esclarecimentos.

IR 2025: Antonio Gil, da EY, tirou dúvidas de leitores do g1Veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchidaComo baixar o programa de declaração? Veja perguntas e respostas

Abra o programa e clique na opção "Transmitidas";Em seguida, clique na declaração que deverá ser retificada e selecione a opção "Retificar Declaração" – com isso, a declaração a ser retificada ficará disponível na aba "Em preenchimento";Clique no campo "Declaração retificadora" e preencha o número do recibo de entrega da declaração original;Faça as alterações necessárias; Envie novamente a declaração.

Acesse o e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) e informe os dados para login;Clique na opção "Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF);Clique no ano da declaração que deseja retificar e selecione a opção "Preencher Declaração Online";Na nova aba aberta pelo site, selecione a opção "Retificar Declaração";Faça as alterações necessárias;Envie novamente a declaração.

Nesse último caso, no entanto, a versão disponível para edição é simplificada e limitada. Sendo assim, não é possível corrigir informações das fichas:

Apesar de haver a possibilidade de retificar o documento entregue ao Fisco diversas vezes, a recomendação é que o contribuinte tenha atenção e não exagere no número de alterações, a fim de evitar possíveis problemas com a Receita Federal.

A declaração retificadora substituirá a original. Assim, ela deve conter todas as informações corretas anteriormente declaradas, além das alterações;Com exceção dos grupos prioritários, a Receita leva em consideração a ordem de entrega da declaração para realizar o pagamento da restituição. Portanto, ao enviar a declaração retificadora, é feito um novo processamento, o que pode postergar a data de recebimento da restituição, pois o contribuinte vai para o “final da fila”;Passado o período de envio do documento, o declarante deverá manter o modelo de tributação escolhido inicialmente e corrigir apenas as informações equivocadas.

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Imposto de Renda 2026: saiba o que fazer se você perdeu o prazo para enviar a declaração

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 00:52

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: saiba o que fazer se você perdeu o prazo para enviar a declaração O documento em atraso poderá ser enviado a partir das 9h de segunda-feira (1º). A multa para quem não entregou é de, no mínimo, R$ 165,74, mas pode atingir 20% do imposto devido. Por Isabela Bolzani, g1

Contribuintes que perderam o prazo do Imposto de Renda 2026 devem regularizar a situação o quanto antes. O envio em atraso será liberado na segunda-feira (1º).

A multa por atraso começa a contar no dia seguinte ao término do prazo. O cálculo considera o período até o envio da declaração.

Ao transmitir o documento fora do prazo, o sistema gera automaticamente a Notificação de Lançamento de Multa. O boleto para pagamento é emitido junto.

O cidadão tem até 20 dias para quitar o débito gerado pelo atraso. Após esse período, haverá cobrança de juros com base na taxa Selic.

A ausência de regularização pode incluir o nome do contribuinte no Cadin e na Dívida Ativa. Restrições no CPF também podem ser aplicadas pela Receita.

O prazo de envio da declaração do Imposto de Renda 2026 acabou na última sexta-feira (29) — e quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Leão.

Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma:

Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%;Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar)

A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na data do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita.

De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda-feira (1º).

O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal.

A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito.

A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf).

A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros.

Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais.

Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como:

o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho;a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos;o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros;protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização;o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida por exemplo para financiamento imobiliário, entre outros.

O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.

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Decisão EUA: veja os possíveis impactos econômicos da classificação do PCC e do CV como grupos terroristas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 00:52

Política Decisão EUA: veja os possíveis impactos econômicos da classificação do PCC e do CV como grupos terroristas Especialistas e investigadores dizem que eventuais sanções serão motivadas, sobretudo, pela ampla utilização pelas facções do sistema financeiro nacional para lavar dinheiro. Por Reynaldo Turollo Jr

Os impactos da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas, pelos Estados Unidos, ainda não são completamente conhecidos, mas o Brasil pode ser prejudicado economicamente pela medida.

O motivo, segundo pesquisadores e investigadores ouvidos pelo g1, é que as facções têm utilizado o sistema financeiro nacional para lavar dinheiro — assim como também vem sendo observado em outros países com suas organizações criminosas.

A Carbono Oculto, uma operação da Polícia Federal deflagrada em 2025 e com desdobramentos recentes em 2026, por exemplo, investiga a infiltração do PCC no mercado financeiro e na economia formal (veja detalhes abaixo).

"Como se sabe pelas operações policiais já feitas, a penetração de dinheiro ilegal é muito grande na economia legal. Imagina, por exemplo, um operador de agronegócio que faça negócios com uma transportadora de soja que seja usada para lavar dinheiro do PCC. Esse agroempresário pode ser julgado nos EUA", diz Thiago Rodrigues, professor de Relações Internacionais na Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os EUA anunciaram a inclusão do PCC e do CV em duas listas: a de Terroristas Globais Especialmente Designados (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e a de Organizações Terroristas Estrangeiras (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).

Rodrigues explica que, no caso da inclusão das facções na primeira lista, que já está em vigor, o foco de eventuais ações do governo americano está no combate a operações financeiras realizadas dentro dos EUA.

Já a inclusão das facções na segunda lista traz consequências muito mais amplas, segundo Rodrigues, porque ela "projeta a capacidade de os Estados Unidos processarem pessoas de países terceiros que tenham relações com grupos que são listados como terroristas".

Em outras palavras, "a atividade financeira de um grupo no Brasil pode ser processada nos EUA", tanto na esfera cível quanto na criminal.

"Isso impacta diretamente na economia de um país. Qualquer pessoa, cidadã de outro país, pode ser processada no sistema jurídico-penal dos EUA: um político, uma personalidade pública, um empresário, um banqueiro — mesmo que não esteja fazendo negócio nos EUA, mas esteja fazendo negócio no seu próprio país", afirma Rodrigues.

– A Polí­cia Federal realiza Operação Carbono Oculto, no prédio localizado no número 3732 da Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do País, na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 28 de agosto de 2025. — Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

O promotor Lincoln Gakiya, que atua no combate ao PCC há 21 anos e é um dos investigadores da Operação Carbono Oculto, também aponta que a nova medida dos EUA pode fazer o país sofrer "sanções econômicas de natureza gravíssima".

A operação da PF identificou que fintechs, que prestam serviços digitais semelhantes aos de bancos, misturavam dinheiro limpo e dinheiro proveniente do crime em "contas-bolsões" abertas em grandes instituições financeiras.

As investigações revelaram também que o esquema também utilizava o setor de combustíveis para a prática de lavagem de dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.

"Veja este exemplo: postos de combustíveis pertencentes a pessoas ligadas ao PCC praticaram transações com outros grupos, como Copape [empresa que mistura gasolina], e por sua vez o dinheiro auferido dessas transações foi parar no mercado financeiro, num fundo da gestora Reag [investigada pela PF]", disse Gakiya em entrevista à jornalista Natuza Nery no podcast O Assunto desta sexta-feira (29).

"A Reag aplica uma parte de seus recursos, por exemplo, no Banco Master, que por seu turno faz transações de títulos com vários bancos grandes do país e que têm também operações financeiras com bancos americanos. Se a gente for levar ao pé da letra a interpretação que se dá a essa classificação de terrorismo, você poderia sancionar esses bancos brasileiros — que não tiveram diretamente nenhum contato com nenhum integrante do PCC", explicou o promotor.

As sanções, de acordo com Gakiya, podem incluir o congelamento de ativos e a proibição de transacionar com qualquer instituição americana — o que seria especialmente problemático para bancos, que estão interligados ao sistema financeiro dos EUA.

"[A nova classificação] Pode afetar desde o sistema bancário até o turismo no Rio de Janeiro, passando pelo agro, pelas empresas de tecnologia, pela Bolsa de Valores. O Brasil não é uma economia pouco integrada na economia global, é a sétima economia do mundo. Não é a Venezuela, que é um país exportador de petróleo cru. O Brasil é um sistema econômico complexo e muito integrado", diz Thiago Rodrigues.

Um representante de um grande banco brasileiro ouvido pela reportagem minimizou, no entanto, os possíveis impactos da medida anunciada pelos Estados Unidos.

Para o profissional, as instituições financeiras brasileiras já atuam com programas robustos de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. "As fintechs que não seguem tais medidas é que devem ser impactadas", disse reservadamente.

De olho nos tentáculos do crime organizado no sistema financeiro, o Banco Central tem adotado regras para aprimorar os mecanismos de identificação da origem e de rastreio de recursos.

Segundo o professor de Relações Internacionais Thiago Rodrigues, já havia grupos similares ao CV e ao PCC nas listas de terroristas dos EUA desde o ano passado.

Assim que assumiu o atual mandato, em 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para que o Departamento de Estado americano incluísse o crime organizado nessas listas. Na ocasião, Trump citou nominalmente o cartel de Sinaloa, do México, o Trem de Arágua, da Venezuela, e o Mara Salvatrucha, de El Salvador.

Ainda de acordo com Rodrigues, desde 2021 a facção PCC já estava em uma terceira lista do governo americano, classificada pelo Departamento do Tesouro como organização criminosa internacional. Essa lista prevê especificamente confiscos de bens e prisão de pessoas envolvidas em negócios com o PCC dentro dos EUA.

"O que a gente acredita é que a presença [de pessoas] do PCC nos Estados Unidos é irrisória, não é substancial. Não há uma iniciativa, até onde os pesquisadores saibam, de o PCC entrar nos Estados Unidos", explica.

"Agora, essa nova lista [de grupos terroristas] é muito mais política do que técnica, porque coloca esses grupos em uma outra narrativa — da guerra contra o terrorismo, de um inimigo muito perigoso que justifica interferências nos sistemas políticos de outros países", afirma.

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Corpus Christi é feriado ou ponto facultativo? Entenda a diferença

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 00:52

Trabalho e Carreira Corpus Christi é feriado ou ponto facultativo? Entenda a diferença Celebrado em 4 de junho, Corpus Christi não é feriado nacional, mas pode garantir folga em estados e municípios que decretarem a data como feriado religioso. Por Redação g1 — São Paulo

O Corpus Christi, celebrado em 4 de junho, pode render até quatro dias seguidos de descanso para parte dos trabalhadores neste ano. A data cai em uma quinta-feira e é considerada ponto facultativo nacional.

Na prática, estados e municípios podem transformar o Corpus Christi em feriado religioso por meio de regulamentação local, o que abre espaço para a emenda e prolonga a folga.

Nas cidades onde a data é feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho, embora atividades essenciais possam funcionar normalmente.

Quem for escalado para trabalhar no feriado tem direitos garantidos, como pagamento em dobro ou folga compensatória.

O mês de junho costuma ser aguardado por muitos trabalhadores. Além das festas juninas, a primeira semana pode render até quatro dias seguidos de descanso — embora isso não seja garantido para todos.

Isso porque o Corpus Christi, celebrado neste ano em 4 de junho, cai em uma quinta-feira e é considerado ponto facultativo nacional.

Na prática, estados e municípios podem transformar o Corpus Christi em feriado religioso por meio de regulamentação local, o que abre espaço para a emenda e prolonga o descanso. (veja em quais capitais haverá folga)

A diferença impacta diretamente quem pode folgar, trabalhar ou até receber pagamento em dobro. Nas cidades onde Corpus Christi é considerado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho.

⚠️ Ainda assim, atividades essenciais podem funcionar normalmente. Quem for escalado para trabalhar na data tem direitos garantidos, como pagamento em dobro ou folga compensatória.

Tapete de Corpus Christi na Catedral do Divino Espírito Santo, em Palmas-TO — Foto: Otávio Frabetti/Catedral de Palmas

Em dias de ponto facultativo, órgãos públicos podem dispensar os servidores do expediente sem prejuízo da remuneração. A medida costuma ser adotada em datas próximas a feriados e fins de semana, mas depende de decreto ou ato oficial de cada governo.

No setor privado, quando a data é considerada ponto facultativo — e não feriado nacional —, as empresas não são obrigadas a liberar os funcionários.

O ponto facultativo não está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao contrário dos feriados. Pela legislação trabalhista, o trabalho em feriados nacionais e religiosos é, em regra, proibido, salvo exceções previstas em lei.

“Art. 70 – Salvo o disposto nos artigos 68 e 69, é vedado o trabalho em dias feriados nacionais e feriados religiosos, nos termos da legislação própria.”

👉 Quando há necessidade de trabalho no feriado, o empregado tem direito a receber em dobro ou a uma folga compensatória. Já no ponto facultativo, o trabalho ocorre normalmente e não há pagamento extra obrigatório.

Na prática, o ponto facultativo costuma garantir folga principalmente aos servidores públicos. No setor privado, cabe às empresas decidir se concedem ou não a dispensa dos funcionários.

Ao todo, 2026 terá 10 feriados nacionais, sendo que 9 cairão em dias úteis. Este é um dos calendários mais favoráveis dos últimos anos para quem deseja planejar folgas prolongadas ao longo do ano.

Depois de Corpus Christi, que é ponto facultativo nacional, os próximos feriados são 7 de setembro (Independência do Brasil) e 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida).

Ambos caem em uma segunda-feira e podem render um descanso prolongado para quem folga aos fins de semana.

7 de setembro, Independência do Brasil (segunda-feira)12 de outubro, Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)2 de novembro, Finados (segunda-feira)15 de novembro, Proclamação da República (domingo)20 de novembro, Dia da Consciência Negra (sexta-feira)25 de dezembro, Natal (sexta-feira)

4 de junho, Corpus Christi (quinta-feira)5 de junho (sexta-feira)28 de outubro, Dia do Servidor Público (quarta-feira)24 de dezembro, véspera de Natal (após 13h) (quinta-feira)31 de dezembro, véspera de Ano Novo (após 13h) (quinta-feira)

*Com colaboração de g1 Acre, g1 Alagoas, g1 Amapá, g1 Amazonas, g1 Bahia, g1 Ceará, g1 Distrito Federal, g1 Espírito Santo, g1 Goiás, g1 Maranhão, g1 Mato Grosso, g1 Mato Grosso do Sul, g1 Minas Gerais, g1 Pará, g1 Paraíba, g1 Paraná, g1 Pernambuco, g1 Piauí, g1 Rio de Janeiro, g1 Rio Grande do Norte, g1 Rio Grande do Sul, g1 Rondônia, g1 Roraima, g1 Santa Catarina, g1 São Paulo, g1 Sergipe e g1 Tocantins.

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Mega-Sena pode pagar R$ 10 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/05/2026 00:52

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena pode pagar R$ 10 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo Apostas podem ser feitas até as 20h em lotéricas ou pela internet. Por Redação g1 — São Paulo

O concurso 3.012 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 10 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (30), em São Paulo.

O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Quase metade dos MEIs ainda não entregou a declaração anual; prazo termina amanhã

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 30/05/2026 00:52

Empreendedorismo Guia do empreendedor Quase metade dos MEIs ainda não entregou a declaração anual; prazo termina amanhã O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento. Por Rafaela Zem — São Paulo

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) devem declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até domingo (31).

A declaração reúne informações sobre o faturamento da empresa ao longo de 2025, além de indicar se houve contratação de empregado no período. Mesmo quem não teve faturamento precisa entregar o documento.

A DASN-SIMEI deve ser apresentada anualmente à Receita Federal para informar os rendimentos e manter o CNPJ regular.

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) têm até este domingo (31) para declarar o faturamento de 2025 por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). O envio deve ser feito pelo Portal do Empreendedor.

A Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) reúne informações sobre o faturamento do MEI ao longo de 2025 e indica se houve contratação de empregado no período. O envio é obrigatório, mesmo para quem não teve faturamento.

Dos 16,7 milhões de MEIs ativos no país, apenas 8,3 milhões haviam entregue a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) até esta sexta-feira (29), o equivalente a 49,7% do total. As informações foram divulgadas pela Receita Federal ao g1 e extraídas do painel oficial do órgão.

O documento deve ser apresentado anualmente à Receita Federal para manter o CNPJ regular e comprovar que a empresa atua dentro das regras do regime, cujo limite de faturamento é de R$ 81 mil por ano.

O não envio pode gerar multas e até o cancelamento do CNPJ. O registro também pode ser cancelado definitivamente caso o MEI fique dois anos sem pagar as contribuições mensais obrigatórias.

Para facilitar o preenchimento, o MEI pode utilizar o Relatório Mensal de Receitas Brutas, onde registra os valores obtidos a cada mês. O controle também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal.

🧮 Como fazer a declaração anual de MEI💻 Quem deve declarar? 📅 E se eu perder o prazo. O que acontece? 💵 Ultrapassei o limite de faturamento. E agora? 🤔 Errei alguma informação, e agora?

Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado.

Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI";Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração;O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas;Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos.

A declaração deve ser feita por todos os microempreendedores individuais, incluindo aqueles que não obtiveram faturamento durante o ano de 2025.

A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos devidos, ou mínimo de R$ 50.

O MEI também pode ter o CNPJ cancelado definitivamente, caso não tenha pagado nenhuma contribuição mensal durante os últimos dois anos.

O limite de faturamento anual do MEI em 2025 foi de R$ 81 mil, o que dá uma média de R$ 6.750 ao mês (ou um valor proporcional de acordo com o mês de abertura).

🔎 EXEMPLO: Se você formalizou a sua empresa em maio de 2025, o seu limite de faturamento até o final do ano a ser declarado é de R$ 54 mil.

Segundo Gabriel Santana Vieira, advogado especialista em direito tributário, existem duas possibilidades:

O MEI que fatura até 20% acima do limite (até R$ 97.200) será desenquadrado automaticamente a partir de 1º de janeiro do ano seguinte e deverá migrar para o regime de Microempresa (ME) no Simples Nacional.Já o empreendedor que faturar acima de 20% do limite (acima de R$ 97.200), o desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o limite foi ultrapassado, gerando possíveis custos adicionais, como tributos, multas e juros.

"O empreendedor deve solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional e ajustar seu enquadramento como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), iniciando o pagamento dos tributos de acordo com o novo regime", afirma Vieira.

Vale lembrar que no regime de ME, os tributos são calculados com base no faturamento anual e nas tabelas do Simples Nacional, exigindo maior controle financeiro e, geralmente, o auxílio de um contador.

Ainda segundo o especialista, essas mudanças são importantes para manter a regularidade fiscal da empresa e evitar problemas com a Receita Federal.

Neste caso, o MEI terá de entrar na declaração e escolher o ano-exercício a ser corrigido. Após selecioná-lo, aparecerá a opção de retificadora em 'tipo de declaração'.

O microempreendedor altera o dado que precisa e transmite de novo a declaração. Uma recomendação é salvar ou imprimir o novo recibo de transmissão.

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