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Acordo do Itaú com MPMG determina que banco faça ressarcimento de cobranças indevidas; saiba se você tem direito e veja como solicitar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 20:44

Minas Gerais Acordo do Itaú com MPMG determina que banco faça ressarcimento de cobranças indevidas; saiba se você tem direito e veja como solicitar Instituição bancária cobrou tarifas de correntistas indevidamente entre 2011 e 2018, segundo o Procon. Empresa será multada caso descumpra medidas. Por g1 Minas — Belo Horizonte

O Itaú assinou um acordo com o MPMG e o Idec para devolver valores cobrados indevidamente por seguros não contratados a clientes de todo o país.

A medida abrange cobranças sem consentimento feitas entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025. O descumprimento gerará multa diária de R$ 10 mil.

Para informar os consumidores, a instituição financeira realizará uma campanha nacional. Clientes prejudicados têm até 2 anos para solicitar o ressarcimento.

Pedidos de devolução exigem o envio de documentos específicos. Reclamações devem ocorrer por canais oficiais do banco ou plataformas de defesa do consumidor.

O reembolso poderá ser feito em conta corrente, poupança ou ordem de pagamento. Após a solicitação, o Itaú terá até três faturas para efetuar o estorno.

Após acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o banco Itaú terá que devolver a clientes valores cobrados indevidamente por seguros não contratados.

A medida foi divulgada em 29 de maio de 2026 e vale para correntistas de todo o país. Caso descumpra o combinado, a instituição financeira poderá pagar multa de R$ 10 mil por dia e por irregularidade cometida.

Segundo a promotoria, a instituição bancária feriu o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e cometeu uma prática abusiva ao cobrar tarifas sem consentimento entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025.

O g1 procurou o Itaú para um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

➡️ Veja, a partir dos pontos abaixo, como saber se sua conta passou por cobranças indevidas e, caso sim, como pedir ressarcimento:

O que foi decidido?Quem pode pedir ressarcimento?Quais são os requisitos para solicitar a devolução?Quais canais de reclamação valem?Ainda posso reclamar se descobri agora?Como os clientes serão avisados?Qual é o prazo para pedir o dinheiro?Como solicitar o ressarcimento?Como será feito o pagamento?E casos após dezembro de 2025?E se houver cobrança depois do cancelamento?O que acontece se o acordo não for cumprido?

O acordo encerra uma ação civil pública movida pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do MPMG e pelo Idec contra o Itaú.

O banco terá que ressarcir clientes que foram cobrados por seguros sem consentimento, além de adotar medidas de transparência, prevenção e comunicação sobre o caso.

Para solicitar a devolução dos valores, é necessário atender aos seguintes critérios, simultaneamente:

ter evidências de cobrança de seguro não contratado ou mantido após cancelamento;ter feito reclamação até 18 de dezembro de 2025;não ter sido ressarcido anteriormente.

Proconsconsumidor.gov.brMinistério PúblicoDefensoria PúblicaIdec (para associados)Reclame AquiSistemas como Sindec e Pró-ConsumidorReclamações feitas diretamente ao Itaú

jornais de grande circulação;site do banco;redes sociais, como Instagram;comunicação aos órgãos de defesa do consumidor.

Os consumidores terão até dois anos para solicitar o ressarcimento, a partir do início da campanha previsto no acordo.

documentos que comprovem a cobrança;registro da reclamação anterior;dados bancários para eventual restituição.

exigir autorização prévia;informar a contratação por mensagem de texto (SMS), WhatsApp ou e-mail;facilitar o cancelamento;estornar os valores após o cancelamento.

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TCU vai analisar acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,5 bilhões ao governo do DF para salvar o BRB

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 20:44

Distrito Federal TCU vai analisar acordo que prevê empréstimo de até R$ 6,5 bilhões ao governo do DF para salvar o BRB Operação prevê uso do FGC com garantia de bancos privados e sem recursos da União; acordo foi homologado pelo STF. Jhonatan de Jesus será relator no TCU. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para analisar o acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e a União para destravar o empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar o balanço patrimonial do Banco de Brasília (BRB), abalado por operações irregulares com o Banco Master.

A abertura da apuração foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo g1. O ministro Jhonatan de Jesus foi designado como relator do processo nesta segunda-feira (1º).

O acordo foi firmado na última quinta-feira (28) após duas reuniões mediadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux.

➡ As negociações ocorreram após o DF receber nota baixa na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação fiscal usada pela União para autorizar operações de crédito com garantia federal (veja detalhes abaixo).

Segundo termo de acordo obtido pela TV Globo, o STF deve autorizar o DF a contratar uma operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no valor de até 16% da Receita Corrente Líquida do Distrito Federal.

De acordo com o advogado-geral da União substituto, Flávio Roman, não haverá transferência de recursos federais nem garantia da União.

A medida cria apenas condições para que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) faça uma operação de capitalização do BRB dentro dos limites previstos pela resolução do Senado Federal.

"Dá em torno de R$ 6,5 bilhões para a capitalização e isso vai depender de outros aportes do Distrito Federal”, explicou.

O BRB informou, em nota, que o acordo prevê uma operação com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com participação de instituições financeiras e uso de recursos do próprio sistema bancário, respeitando os limites de endividamento do DF.

O modelo inclui a possibilidade de bancos atuarem como garantidores, com contragarantias vinculadas aos repasses dos fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Fundo de Participação dos Estados (FPE), e ainda depende de análise técnica.

Presidente do BRB, Nelson Souza, advogado-geral da União, Flávio Roman, e governadora do DF, Celina Leão; GDF e União fecham acordo para viabilizar socorro bilionário ao BRB — Foto: TV Globo

Pelo acordo, o empréstimo ao GDF será feito pelo FGC e terá garantia de um sindicato de bancos. Como contragarantia, o Distrito Federal oferecerá recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O texto também prevê dispensa de limites e exigências fiscais normalmente aplicáveis a esse tipo de operação de crédito.

Segundo Roman, os recursos usados na operação não são públicos, mas pertencem às instituições financeiras que abastecem o FGC.

O Distrito Federal acionou o STF para tentar suspender os efeitos da nota “C” recebida pelo DF na Capacidade de Pagamento (Capag).

➡️ Como mostrou o g1, essa classificação impede que a União atue como garantidora em novas operações de crédito — prerrogativa restrita a entes com notas A ou B. Em 2025, a nota do DF caiu para C na avaliação.

Na prática, a classificação impede que o Distrito Federal avance na operação de crédito para fazer um aporte no BRB.

O DF argumenta que a nota foi definida por uma diferença de 0,27 ponto percentual no indicador de “poupança corrente” e sustenta que a metodologia usada pelo Tesouro Nacional desconsidera medidas recentes de ajuste fiscal adotadas pelo DF.

O pedido de socorro ao BRB foi formalizado pelo Governo do DF junto ao governo federal em abril. Em ofício enviado ao Ministério da Fazenda, Celina Leão solicitou garantia da União para contratação de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Segundo o governo do DF, o objetivo da operação é reforçar o capital do banco público. A movimentação ocorre em meio à crise enfrentada pela instituição após prejuízos relacionados às operações com o Banco Master e à Operação Compliance Zero.

opera 25 programas sociais do DF;movimenta cerca de R$ 3 bilhões em benefícios;faz o pagamento de aproximadamente 210 mil servidores públicos;atende quase 440 mil beneficiários de programas distritais;já concedeu mais de R$ 32 bilhões em crédito.

O texto afirma ainda que o banco guarda “valores bilionários” de correntistas e depósitos judiciais.

“A inviabilização de suas atividades resultaria em graves consequências para todo o País”, diz a peça enviada ao Supremo.

O Capag se baseia em critérios de endividamento, poupança e liquidez que, juntos, definem a "saúde fiscal" de cada ente. Na prática, os indicadores medem o risco de inadimplência em operações de crédito.

➡️ A União só entra como avalista em empréstimos de Estados e municípios que tenham nota alta (A ou B).

➡️ O DF tinha nota B em 2023 e 2024, mas caiu para C na avaliação feita em 2025 e divulgada no início deste mês.

"O BRB informa que foi firmado acordo entre a União e o Distrito Federal, com homologação no Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de viabilizar condições para o fortalecimento de capital do Banco, dentro das regras do sistema financeiro e dos limites legais aplicáveis. O acordo não envolve transferência de recursos, garantia ou aval da União.

A solução construída permite a realização de uma operação no âmbito do Fundo Garantidor de Créditos, com participação de instituições financeiras, para apoiar a capitalização do BRB. Essa estrutura considera limites de endividamento do Distrito Federal e será conduzida conforme a governança do fundo, com utilização de recursos do próprio sistema bancário.

O modelo prevê a organização de um conjunto de bancos que poderão atuar como garantidores da operação, com contragarantias vinculadas ao fluxo dos fundos FPM e FPE do Distrito Federal. A eventual operação ainda dependerá da análise do plano de negócios e das condições técnicas exigidas pelo Fundo Garantidor de Créditos.

A instituição destaca o papel do ministro Luiz Fux na condução do processo, ao promover as audiências de conciliação e articular o entendimento entre as partes, permitindo a construção de uma solução consensual para a operação.

Por fim, o Banco esclarece que segue operando normalmente, com pleno atendimento a clientes e parceiros, e manterá o mercado informado sobre os desdobramentos das etapas previstas no acordo, em linha com as exigências regulatórias."

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Imposto de Renda 2026: mais de 44 milhões de contribuintes entregaram declaração

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 18:52

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: mais de 44 milhões de contribuintes entregaram declaração Segundo a Receita Federal, foram entregues 44.393.571 declarações. A declaração pré-preenchida foi a modalidade mais utilizada pelos contribuintes neste ano. Por Mariana Assis, g1 — Brasília

A Receita Federal informou nesta segunda-feira (1º) que recebeu 44.393.571 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026.

O número representa um aumento de 2,4% em relação a 2025. O prazo para envio das declarações terminou na última sexta-feira (29).

O modelo, que reúne automaticamente informações já disponíveis nos sistemas da Receita Federal e exige apenas a conferência dos dados pelo contribuinte, foi adotado em 59,8% das declarações entregues.

O calendário de restituições do IRPF 2026 foi reduzido de cinco para quatro lotes. Com isso, segundo a Receita, os pagamentos devem ser concluídos em um prazo menor do que nos anos anteriores.

A expectativa da Receita Federal é que, com o segundo lote, previsto para 30 de junho, cerca de 80% dos contribuintes com direito à restituição já tenham recebido os valores.

Quem é obrigado a declarar, mas não enviou o documento em tempo, agora está em dívida com o Fisco.

Nesses casos, segundo a Receita Federal, o contribuinte fica sujeito ao pagamento de uma multa por atraso, calculada da seguinte forma:

Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%;Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar).

A multa começa a contar no primeiro dia seguinte à data limite de entrega e termina sua contagem na data do envio da declaração ou, se não for entregue, na data do lançamento de ofício pela Receita.

De acordo com o Fisco, a recomendação é que o contribuinte regularize sua situação o quanto antes. A declaração em atraso poderá ser entregue somente a partir das 9h de segunda (1º).

O formato para entrega da declaração fora do prazo é o mesmo: o contribuinte deve reunir os mesmos documentos e comprovantes e pode enviar as informações pelos canais disponibilizados pela Receita Federal.

A diferença está na cobrança de multa. Ao transmitir a declaração em atraso, o contribuinte recebe automaticamente uma Notificação de Lançamento de Multa, acompanhada do boleto para pagamento e das orientações necessárias para a quitação do débito.

A multa pela entrega da declaração em atraso é inegociável e seu pagamento deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação das Receitas Federais (Darf).

A Receita normalmente dá um prazo de até 20 dias para o pagamento da multa. Caso os débitos não sejam quitados dentro desse período, é possível a cobrança de juros de mora, calculados com base na taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Caso o contribuinte tenha restituição a receber, a multa também poderá ser descontada desse valor, acrescido de juros.

Os valores devidos à Receita Federal — incluindo multas, juros e impostos — podem ser considerados como dívidas e pendências fiscais.

Isso significa que o contribuinte pode ter a inclusão do débito no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin) e na Dívida Ativa da União. Isso pode trazer, também, uma série de restrições ao CPF, tais como:

o impedimento de emissão ou renovação de passaporte e carteira de trabalho;a impossibilidade de realizar matrícula em instituições de ensino, bem como vedação da participação de concursos públicos;o score de crédito pode ser impactado negativamente, dificultando ou mesmo impedindo a contratação de produtos e serviços financeiros;protesto em cartório e negativação do nome do contribuinte, além de pagamento de custas ao cartório para regularização;o impedimento da emissão de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União (CND), requerida, por exemplo, para financiamento imobiliário, entre outros.

O contribuinte pode consultar sua situação na aba "Situação Fiscal" — documento que atesta a regularidade do contribuinte perante a Receita e que está disponível no e-CAC.

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Greve geral em Portugal cancela voos e afeta ponte aérea com o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 18:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,023-0,39%Dólar TurismoR$ 5,221-0,47%Euro ComercialR$ 5,842-0,66%Euro TurismoR$ 6,084-0,79%B3Ibovespa172.197 pts-0,91%Oferecido por

Greve geral em Portugal marcada para 3 de junho já afeta voos desde a véspera, com companhias aéreas cancelando ou reduzindo operações entre Brasil e Europa.

Aeroporto de Lisboa orienta passageiros a consultar o status dos voos antes de sair de casa, diante do risco de cancelamentos, atrasos e filas nos terminais.

TAP manterá apenas 79 voos em toda a malha durante a paralisação, incluindo 16 ligações com o Brasil; demais operações previstas serão suspensas.

Azul cancelou quatro voos entre Campinas e Lisboa nos dias 2 e 3 de junho, enquanto voos da Latam entre Guarulhos e a capital portuguesa estão indisponíveis.

Convocada pela CGTP, a greve protesta contra uma reforma trabalhista que divide sindicatos e governo e também deve afetar metrôs, trens e ônibus em Portugal.

Uma greve geral marcada para esta quarta-feira (3) em Portugal deve afetar passageiros que viajam entre o Brasil e o país europeu, com reflexos previstos nas operações aéreas já a partir desta terça-feira (2).

Diante da paralisação, a administração do Aeroporto de Lisboa — principal porta de entrada dos brasileiros em Portugal — orientou os passageiros a verificarem a situação de seus voos antes de seguirem para o terminal.

"Devido à greve geral de 3 de junho, verifique junto da companhia aérea o estado do seu voo antes de se dirigir ao aeroporto", informou o terminal em comunicado.

A TAP Air Portugal informou que operará apenas 79 voos em toda a sua malha durante o período de serviços mínimos estabelecido para a greve. As demais operações previstas para 3 de junho serão suspensas.

Nas rotas com origem ou destino no Brasil, a companhia manterá 16 voos entre os dias 2 e 3 de junho.

✈️ Entre São Paulo e Portugal, seguem programados os voos TP82 e TP88, na rota Guarulhos-Lisboa, nos dois dias. Também estão mantidos o TP89, de Lisboa para Guarulhos, em 3 de junho, e o TP94, que liga São Paulo ao Porto, em 2 de junho.✈️ No Rio de Janeiro, permanecem previstos os voos TP72 e TP74, entre Galeão e Lisboa, nos dias 2 e 3, além do TP73, de Lisboa para o Galeão, no dia 3.✈️ Também foram mantidos os voos TP12 (Recife-Lisboa), TP48 (Belém-Lisboa), TP58 (Brasília-Lisboa), TP104 (Belo Horizonte-Lisboa) e TP118 (Porto Alegre-Lisboa).

Segundo a companhia, qualquer voo que não esteja incluído na lista de serviços mínimos deve ser considerado suspenso.

Já a Azul anunciou o cancelamento de quatro voos entre Brasil e Portugal em razão da paralisação.

✈️ Foram suspensos os voos AD8750 e AD8900, que partiriam de Viracopos, em Campinas, para Lisboa no dia 2 de junho. ✈️ No sentido contrário, os voos AD8751 e AD8901, previstos para 3 de junho, também foram cancelados.

"A Azul lamenta a situação, totalmente alheia à sua vontade, e reforça que trabalha para minimizar possíveis impactos", afirmou a companhia em nota.

Embora a Latam não tenha divulgado comunicado sobre a greve, o voo LA8146, que partiria de Guarulhos para Lisboa em 2 de junho, está indisponível no sistema de vendas da companhia.

O voo de retorno (LA8147), previsto para o dia seguinte, também não aparece disponível para reserva.

O g1 procurou a empresa para esclarecer se houve cancelamentos ou ajustes operacionais relacionados à paralisação, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

Convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), a greve é um protesto contra uma proposta de reforma trabalhista aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento português em maio.

Os sindicatos afirmam que as mudanças podem tornar as relações de trabalho mais precárias, ao ampliar possibilidades de contratação temporária e alterar regras sobre jornada e vínculos empregatícios.

Já o governo português defende que a proposta busca aumentar a competitividade das empresas e adaptar o mercado de trabalho às novas demandas da economia.

Além da aviação, a paralisação deverá afetar outros serviços de transporte em Portugal, como o Metro de Lisboa, os Comboios de Portugal (CP) e parte da operação da Carris, responsável pelo transporte urbano da capital.

Mulher passa por pixação convocando greve em Lisboa, Portugal. — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP

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iFood começa a usar drones para fazer entregas em São Paulo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 16:44

Tecnologia iFood começa a usar drones para fazer entregas em São Paulo Empresa faz entregas em condomínios residenciais próximos a shopping em Barueri. Uso comercial de drones pela plataforma começou em 2021, com envios para clientes de Sergipe. Por Redação g1

O iFood anunciou nesta segunda-feira (1º) que começou a usar drones em parte dos trajetos de entregas no estado de São Paulo.

Nesta primeira etapa, a operação está restrita ao trecho entre restaurantes do shopping Iguatemi Alphaville e condomínios residenciais em Barueri. Ela funcionará diariamente, das 10h30 às 22h30.

Após o pedido ser feito no aplicativo, um mensageiro ou um robô usado pelo iFood fazem a coleta no restaurante e colocam a embalagem no drone.

O equipamento faz um trajeto de 3,6 km em cerca de cinco minutos e, então, pousa em local dedicado no condomínio. Por fim, um entregador parceiro faz a última etapa até a porta do cliente.

A empresa afirmou que os drones devem ajudar a diminuir as taxas de rejeição por entregadores na região.

Quase 50% dos pedidos na região são recusados por conta da dificuldade de acesso e do tempo de espera nas portarias, segundo a companhia.

Esta é a segunda rota de entregas com drones anunciada pelo iFood. Em 2021, a empresa começou o uso comercial de equipamentos em Sergipe, no trajeto entre Aracaju e Barra dos Coqueiros.

Mais de 5 mil pedidos já foram realizados no Sergipe, substituindo um trajeto terrestre de 36 km por um voo de menos de 4 km, segundo a empresa.

O iFood afirma que sua operação por drones tem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

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Flórida processa OpenAI por danos do ChatGPT a crianças

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 16:44

Tecnologia Dona do ChatGPT é acusada nos EUA de causar danos a crianças Ação acusa a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, de tornarem usuários mais jovens dependentes do ChatGPT e de não implementarem medidas para verificar a idade de quem acessa o assistente. Por France Presse

O procurador-geral da Flórida, nos Estados Unidos, processou nesta segunda-feira (1º) a OpenAI e seu CEO, Sam Altman. Eles são acusados de colocarem usuários mais jovens em risco ao torná-los dependentes e promoverem comportamentos nocivos pelo ChatGPT.

O procurador James Uthmeier acusou a OpenAI de não implementar regras para verificar a idade dos usuários.

"Apresentamos uma ação civil monumental contra Sam Altman e o ChatGPT por colocarem nossas crianças em perigo e enganarem os pais, fazendo-os acreditar que se trata de um aplicativo seguro para uso. Claramente não é", declarou Uthmeier, em uma coletiva de imprensa.

"Sabemos que o ChatGPT pode ser viciante. Ele imita a empatia e características humanas para enganar os usuários e fazê-los fornecer mais informações", acrescentou Uthmeier.

Na ação judicial, analisada pela AFP, Uthmeier apontou para perda de sono, pior desempenho escolar e redução das interações sociais entre adolescentes que utilizam chatbots da Character.AI, concorrente da OpenAI, segundo um estudo recente da Universidade Drexel, nos EUA.

A ação afirma que, "apesar do conhecimento público sobre o uso do ChatGPT por menores de idade, incluindo pré-adolescentes, os réus não tomaram medidas para impedir sua utilização".

O processo aponta ainda que "a versão gratuita do ChatGPT não possui qualquer mecanismo de controle ou verificação de idade".

E que, embora a versão paga solicite nominalmente a idade dos usuários, "não existem mecanismos de verificação nem qualquer possibilidade de informar os pais sobre as conversas mantidas por menores com o ChatGPT".

Em janeiro, a OpenAI introduziu um sistema que estima a idade dos usuários. Caso identifique um menor de idade, aplica medidas adicionais de proteção.

O uso do ChatGPT é proibido para crianças menores de 13 anos e exige consentimento dos pais para usuários entre 13 e 17 anos.

Uthmeier também citou um relatório do Centro para Combater o Ódio Digital (CCDH, na sigla em inglês), que manteve diversas conversas com o ChatGPT se passando por um adolescente.

Segundo o relatório, o chatbot forneceu conselhos sobre como esconder hábitos alimentares e sobre como planejar um suicídio ou praticar automutilação.

"Acreditamos que a OpenAI, seu ChatGPT e Sam Altman, pessoalmente, são responsáveis por um valor que pode potencialmente chegar a bilhões de dólares."

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Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 16:44

Tecnologia Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais Plataformas do mercado de previsões têm sido tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro da disputa pela Presidência, embora especialistas apontem que não são uma boa forma de traçar um cenário da disputa nem de prever seu resultado. Por BBC

Sites de apostas não são um bom termômetro da disputa eleitoral, alertam especialistas — Foto: Reprodução via BBC

Em abril, o governo brasileiro bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como Kalshi e Polymarket — plataformas onde se compram e vendem contratos apostando se um evento vai ou não acontecer, de eleições a jogos esportivos. No jargão do mercado financeiro, são chamados de derivativos.

Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de "alternativa" às pesquisas eleitorais tradicionais — embora especialistas ressaltem que não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado.

O discurso é puxado, em grande parte, por uma rede de políticos e influenciadores de direita que apresenta os números das apostas como contraponto aos institutos de pesquisa, sugerindo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideraria a corrida presidencial, conforme uma análise de publicações feitas pela BBC News Brasil na rede social X.

A análise identificou um aumento no número de menções ao Polymarket e Kalshi em português em 2026, com alguns dos posts mais populares feitos depois da proibição.

A reportagem fez buscas em que os nomes das plataformas apareciam ligados a candidatos à Presidência da República e à eleição de 2026. No topo da lista das medidas de engajamento nas redes, como curtidas, comentários e compartilhamentos, predominam contas ligadas ao bolsonarismo e à direita.

A publicação mais engajada do recorte é do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) é um post de 6 de maio de 2026.

Em referência à decisão do governo brasileiro de bloquear as plataformas, o deputado escreveu: "Lula proibiu o Polymarket no Brasil, mas não quer só te impedir de ver que Flávio Bolsonaro lidera a corrida presidencial", junto de um vídeo. O post recebeu 16,7 mil curtidas e 5,6 mil compartilhamentos.

Na mesma linha, o empresário Paulo Figueiredo, apoiador da família Bolsonaro, publicou em sua conta no X três dias depois, em 9 de maio, a seguinte mensagem: "Por que o Dario Durigan (atual ministro da Fazenda) e Lula proibiram a plataforma de tecnologia preditiva Polymarket? Porque eles têm um histórico de acerto eleitoral de 90% em mercados de alta liquidez e Flávio já abriu quase 5 pontos de vantagem. Censura." O texto teve 11,6 mil curtidas e 3 mil compartilhamentos.

O cenário descrito por eles, no entanto, mudou no fim de maio, quando postagens no X que destacavam a "virada" de Lula na plataforma Polymarket passaram a ter mais engajamento na rede social.

Essas novas publicações associam a queda de Flávio nas apostas do site à revelação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro com pedidos de financiamento para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador.

Contratos ligados à eleição presidencial brasileira de 2026 no Polymarket somavam cerca de US$ 86,8 milhões (cerca de R$ 435 milhões) em volume negociado na última semana de maio — com Lula (US$ 5,79 milhões), Flávio Bolsonaro (US$ 5,98 milhões) e Renan Santos (US$ 5,80 milhões) à frente em movimentação financeira.

Lula aparecia na plataforma com cerca de 44% de chances de vitória. Por sua vez, Flávio Bolsonaro tinha perto de 28%. Renan Santos, em terceiro, tinha 13%.

Como o acesso ao site está bloqueado no Brasil, uma forma de entrar nas plataformas é por meio de VPN, um serviço de rede privada virtual que mascara o endereço IP do usuário e criptografa sua conexão, permitindo acessar conteúdos em uma dada localização.

Para especialistas ouvidos pela reportagem, o mercado de apostas e as pesquisas eleitorais não medem a mesma coisa. Raphael Nishimura, estatístico da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, explica a distinção.

"A pesquisa eleitoral está tentando estimar qual vai ser a intenção de voto de cada candidato. Já essas plataformas de apostas estão literalmente respondendo qual é a probabilidade de um candidato vencer a eleição. São perguntas diferentes que vão dar resultados diferentes."

Ou seja, um candidato aparecer com 40% ou 50% no Polymarket não significa que ele terá aquela proporção de intenção de votos. Significa que o mercado está calculando a probabilidade de vitória com base no quanto os usuários desse tipo de plataforma estão dispostos a pagar para apostar naquele desfecho.

O estatístico observa que o mercado de previsão, na prática, se alimenta das sondagens eleitorais.

"Assim que sai uma pesquisa, principalmente dependendo do resultado, tem uma mudança nas probabilidades. Os apostadores estão absorvendo as informações da pesquisa e atualizando aquilo que eles acreditam ser de quem vai ser o vencedor", explica.

Josilmar Cordenonssi, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, observa que pesquisas e sites de apostas operam em ritmos diferentes: as pesquisas exigem coleta de campo em amostra representativa e levam dias entre apuração e divulgação, enquanto os contratos se movem em tempo real, reagindo a fatos novos.

"Quem usa esses mercados está apostando, colocando o próprio dinheiro lá. Não é simplesmente uma opinião desinteressada", diz Cordenonssi.

"Eles estão apostando naquilo que é mais provável, porque o objetivo é ganhar dinheiro, não é ganhar politicamente, manipular o eleitorado."

A reação rápida do mercado a novos fatos que ainda não foram captados por pesquisas é, para Nishimura, o que essas plataformas têm de diferente. Mas ele alerta que essa mesma característica abre uma janela para riscos.

Segundo uma análise da Bloomberg News, entre o início de 2025 e o fim de abril deste ano, o número de contas da Polymarket que perderam dinheiro após apostar mais de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,6 mil) foi quase o dobro do total de contas que tiveram lucro.

Outro levantamento, publicado pelo jornal americano The Wall Street Journal, mostrou que 67% dos ganhos da Polymarket estão concentrados em apenas 0,1% das contas. De acordo com o jornal, quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) foram parar nas mãos de menos de 2 mil usuários.

A análise também indicou que quem costuma se sair melhor nessas plataformas são empresas com equipes especializadas, capazes de pagar por recursos que ajudam a embasar suas apostas, como ter acesso a dados em tempo real e usar servidores e robôs de inteligência artificial para analisar um grande volume de informações.

Os dados sugerem que o que se vende como "termômetro coletivo" pode, na prática, refletir mais o comportamento de poucos operadores sofisticados do que uma intuição pública coletiva.

Há ainda o risco do uso de informação privilegiada — situação em que apostadores com acesso antecipado a um fato que ainda não veio a público fazem movimentações de vulto que alteram o cálculo das probabilidades informadas por uma plataforma.

Em janeiro deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou Gannon Ken Van Dyke, militar das forças especiais americanas, por suposto uso de informação privilegiada.

Van Dyke teria ganho mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no Polymarket sobre a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes de a operação se tornar pública. Ele se declarou inocente.

Para Nishimura, o caso ilustra o problema. "Aquela pessoa que sabia [da captura de Maduro] era usuário dessa plataforma, acabava fazendo apostas de valores muito grandes, que acabaram puxando a probabilidade de aquele evento ocorrer, porque tinha ali uma informação interna."

Outro risco apontado pelo estatístico é a manipulação direta. "Por serem cálculos de probabilidade feitos com base em volumes de apostas, de fato existe ali uma janela em que, se uma pessoa ou grupo de pessoas com muito dinheiro quiserem, de alguma forma, manipular aqueles números."

Isso não acontece nas pesquisas eleitorais, ressalta o estatístico. "Os institutos têm seus métodos para averiguar as questões de voto da população para estimar aquilo que é o mais próximo possível. Não vai haver um grupo de pessoas que vai conseguir manipular o resultado das pesquisas. Institutos não têm interesse em vender um resultado distorcido, porque isso fere a própria reputação deles."

Nishimura também faz um contraponto sobre o que se espera de uma pesquisa. "Pesquisa não serve como prognóstico. O papel dela é retratar um momento do eleitorado, que pode continuar ou não. Pode haver mudanças."

Como exemplo, cita as eleições estaduais de 2018, quando pesquisas divulgadas na véspera apontavam Romeu Zema (Novo) em terceiro lugar na disputa pelo governo de Minas Gerais, e Wilson Witzel (então no PSC, hoje DC), no Rio de Janeiro, fora da liderança. Ambos acabaram à frente no primeiro turno após uma arrancada associada à onda bolsonarista na reta final.

O estatístico aponta uma alternativa a quem busca a probabilidade de vitória de cada candidato — sem precisar recorrer a plataformas de aposta.

"Existem agregadores que calculam probabilidades com base em pesquisas eleitorais apenas. Não só agrega e tira a média das pesquisas de intenção de voto, mas também tem um modelo por trás para calcular qual a probabilidade do Lula vencer a eleição, ou do Flávio vencer, ou de ter um segundo turno."

(Para a eleição de 2026, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a consultoria PollingData, compila resultados de pesquisas eleitorais e calcula a estimativa de intenção de voto para os pré-candidatos à Presidência.)

O bloqueio feito pelo governo federal partiu de uma resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), orgão que regula o sistema financeiro brasileiro.

Na ocasião, o ministro Dario Durigan afirmou que o setor "sofreu um espaço de anarquia" entre 2018 e 2022 e que esse tipo de aposta não pode ser tratado como derivativo regular no Brasil.

"A gente não vai ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade, como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil", disse Durigan.

Hoje, é permitido no país o mercado de apostas em eventos esportivos reais, conhecidas como bets, e jogos online com regras definidas.

A pressão pelo bloqueio veio também do próprio mercado regulado, segundo noticiou a imprensa brasileira.

A Folha de S. Paulo afirmou que as bets brasileiras — que pagaram outorgas de R$ 30 milhões cada para operar legalmente no país — solicitaram ao governo, em reuniões com o Ministério da Fazenda, que plataformas como a Kalshi fossem bloqueadas.

O argumento das bets é que essas empresas não poderiam operar no Brasil por não terem sede no país nem terem pago por outorgas. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a fundadora da Kalshi disse que a empresa está em expansão e que estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil.

Para Cordenonssi, do Mackenzie, o problema central é regulatório. "Eles driblam toda a regulamentação do mercado financeiro", diz o professor sobre as plataformas do mercado de previsão.

"Acharam melhor proibir esse tipo de aposta, deixando para o mercado financeiro organizar esse tipo de atividade aqui no Brasil."

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Dona do Claude, IA rival do ChatGPT, faz pedido confidencial para IPO nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 14:51

Tecnologia Dona do Claude, IA rival do ChatGPT, faz pedido confidencial para IPO nos EUA No fim de maio, a Anthropic levantou US$ 65 bilhões em uma rodada de investimento, atingindo uma avaliação de mercado de US$ 965 bilhões — valor que a colocou à frente da rival OpenAI. Por Reuters

A empresa norte-americana de inteligência artificial Anthropic, criadora do chatbot Claude, informou nesta segunda-feira (1º) que protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

A companhia não divulgou o tamanho nem os termos da oferta. No fim de maio, a Anthropic levantou US$ 65 bilhões em uma rodada de investimento, atingindo uma avaliação de mercado de US$ 965 bilhões — valor que a colocou à frente da rival OpenAI.

Essa avaliação mais do que dobrou em relação aos US$ 380 bilhões registrados em fevereiro, quando a empresa captou US$ 30 bilhões em outra rodada de financiamento.

A rápida valorização da empresa no início de 2026 abalou os mercados e levou à venda de ações de companhias de software e tecnologia da informação.

Investidores demonstram preocupação de que ferramentas de IA cada vez mais autônomas possam pressionar modelos de negócios tradicionais e acelerar mudanças em diversos setores.

A OpenAI também se prepara para um pedido confidencial de IPO nos EUA nas próximas semanas, segundo uma fonte ouvida pela Reuters no fim de maio.

Com uma sequência de grandes empresas se aproximando do mercado de capitais, companhias como a SpaceX e outras gigantes de tecnologia disputam um volume limitado de recursos de investidores.

A eventual listagem da Anthropic deve se tornar uma das mais relevantes dos últimos anos, com potencial para influenciar índices de referência, fluxos de investimento e o cenário das bolsas norte-americanas.

Com valuation próximo de US$ 1 trilhão, a empresa poderia passar a integrar o grupo mais alto de companhias listadas nos EUA, ao lado de nomes que dominam o mercado acionário global.

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Argentina, Panamá e Equador entre os ’10 piores países do mundo’ em direitos trabalhistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 14:51

Trabalho e Carreira Argentina, Panamá e Equador entre os '10 piores países do mundo' em direitos trabalhistas Relatório da Confederação Sindical Internacional aponta Argentina, Panamá e Equador entre os 10 piores países do mundo para os direitos dos trabalhadores. Por France Presse

Argentina, Panamá e Equador entraram na lista dos 10 piores países do mundo para trabalhadores, segundo o Índice Global dos Direitos 2026, da Confederação Sindical Internacional (CSI).

O relatório aponta avanço de medidas repressivas, restrições à atuação sindical e violações de direitos trabalhistas nos três países latino-americanos.

Brasil, Costa Rica, El Salvador, Peru e Trinidad e Tobago aparecem em um grupo intermediário, com “violações sistemáticas” de direitos trabalhistas.

O Uruguai foi o único país da América Latina classificado entre os melhores do mundo para trabalhadores, sendo apontado pela CSI como uma “exceção” na região.

Reforma trabalhista de Milei é votada no Senado sob greve e protestos nas ruas — Foto: REUTERS/Agustin

Argentina e Panamá se juntaram ao Equador entre os "10 piores países do mundo" para os direitos dos trabalhadores, segundo um estudo da Confederação Sindical Internacional (CSI) divulgado nesta segunda-feira (1º, data local).

Esses três países latino-americanos integram o grupo ao lado de Belarus, Egito, Essuatíni, Mianmar, Nigéria, Tunísia e Turquia, de acordo com o mais recente relatório Índice Global dos Direitos.

"A Argentina entra este ano na lista dos 10 piores países para os trabalhadores após cair para a categoria 5, registrando o segundo ano consecutivo de deterioração de sua classificação", apontou a CSI.

"As condições para os trabalhadores e os sindicatos tornaram-se cada vez mais repressivas e hostis sob o governo de extrema direita do presidente Javier Milei", sustenta o estudo.

O relatório lembrou que "a Argentina instituiu um protocolo antibloqueio para manter 'a ordem pública em caso de bloqueios de estradas', pelo qual se autoriza o uso indiscriminado da força policial".

"A classificação da Argentina piorou pelo segundo ano consecutivo, situando-se na categoria 5, o pior nível já alcançado por esse país sul-americano no Índice. Isso representa uma queda brusca e sem precedentes da categoria 3 para a 5 em apenas dois anos", afirma o estudo. O grupo 5 corresponde ao dos países com "direitos não garantidos".

Esse retrocesso se deve à "existência de violações regulares dos direitos para uma situação em que os trabalhadores não têm seus direitos garantidos".

No caso do Panamá, a CSI afirmou que "trabalhadores e sindicatos desse país centro-americano carecem de garantias quanto a seus direitos básicos e enfrentam uma opressão constante por parte dos empregadores e do Estado".

Sobre o Equador, o relatório apontou que "os legisladores equatorianos promulgaram em 2025 uma lei que permite realizar vigilância sem ordem judicial, bem como interceptar comunicações e coletar dados privados".

Os países do grupo 5 "são os piores países do mundo para trabalhar. Embora a legislação possa enumerar certos direitos, os trabalhadores efetivamente não têm acesso a eles", indica o estudo.

Brasil, Costa Rica, El Salvador, Peru e Trinidad e Tobago estão no grupo 4, referente aos países com "violações sistemáticas de direitos".

Bahamas, Bolívia, Chile, Jamaica, México e Paraguai aparecem no grupo 3, com "violações regulares" de direitos.

O único país latino-americano no grupo 1 ("violações esporádicas") é o Uruguai, ao lado de Alemanha, Áustria, Dinamarca, Islândia, Irlanda, Noruega e Suécia.

O estudo destaca que o Uruguai constitui "uma exceção em uma região amplamente caracterizada pela repressão sindical e pela exploração".

De forma geral, a América Latina "continua sendo a região mais letal para os trabalhadores e seus representantes, com execuções extrajudiciais registradas na Colômbia e no México".

"Em cerca de 9 em cada 10 países foi violado o direito de greve e impedido o registro de sindicatos. Em aproximadamente metade dos 25 países da região, trabalhadores foram detidos ou encarcerados", assinala a CSI.

Luc Triangle, secretário-geral da CSI, afirmou que "o Índice 2026 revela que a crise dos direitos dos trabalhadores já não se limita a alguns poucos países: ela agora está no centro das democracias".

"Os governos já não protegem os trabalhadores e, em alguns casos, contribuem para enfraquecer seus direitos", acrescentou.

Esse relatório, elaborado pela CSI desde 2014, classifica 151 países com base em 97 indicadores fundamentados em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em sua jurisprudência.

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Reformas fiscais significativas são necessárias que dívida brasileira tenha firme queda, diz FMI

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 13:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,038-0,13%Dólar TurismoR$ 5,234-0,23%Euro ComercialR$ 5,855-0,49%Euro TurismoR$ 6,095-0,62%B3Ibovespa172.027 pts-1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,038-0,13%Dólar TurismoR$ 5,234-0,23%Euro ComercialR$ 5,855-0,49%Euro TurismoR$ 6,095-0,62%B3Ibovespa172.027 pts-1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,038-0,13%Dólar TurismoR$ 5,234-0,23%Euro ComercialR$ 5,855-0,49%Euro TurismoR$ 6,095-0,62%B3Ibovespa172.027 pts-1,01%Oferecido por

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou nesta segunda-feira (1) que o governo brasileiro tomou medidas para melhorar a situação das contas públicas, mas acrescentou que "reformas fiscais significativas" são necessárias para colocar a dívida pública em uma trajetória firme de queda.

A instituição enviou recentemente uma missão ao Brasil para analisar políticas e perspectivas econômicas do país, com base no chamado "Artigo IV" — que consiste em visitas regulares aos países-membros. Ao final da missão, o FMI divulga um comunicado.

O FMI diz que, preservar as receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo, ao mesmo tempo que se fornece apoio temporário e direcionado, e "implementar um esforço fiscal mais ambicioso", apoiado por reformas para lidar com a rigidez dos gastos e reduzir as despesas tributárias, "aumentaria a credibilidade fiscal, reduziria os custos de empréstimo e criaria espaço para investimentos prioritários.”

A instituição informou, ainda, que a economia brasileira tem se mostrado "notavelmente resiliente diante de múltiplos choques", e concluiu que o Banco Central reduziu a taxa básica de juros em março e abril de "forma adequada, em consonância com o regime de metas de inflação do Brasil".

De acordo com dados do Banco Central, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões.

Este é o maior nível para a dívida pública desde junho de 2021, quando somava 80,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos.➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,7 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros.

➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em abril: 93,1% do PIB.

A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente.

➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI).

Para tentar conter o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por estas regras:

a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação;a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano;o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro.

Sem um corte robusto de despesas, necessário para manter de pé o arcabouço fiscal, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos.

Por conta disso, preveem uma expansão maior da dívida pública no futuro, o que pode resultar em aumento das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras ao setor real da economia.

Analistas do mercado financeiro estimaram, na semana passada, que a dívida pública brasileira deve atingir 99,4% do PIB em 2035 (pelo conceito brasileiro) — patamar bem distante dos países emergentes e mais próximo da Europa.

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