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Organização Internacional do Trabalho suspende nomeação de representante dos EUA por atraso em pagamentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 12:53

Trabalho e Carreira Organização Internacional do Trabalho suspende nomeação de representante dos EUA por atraso em pagamentos Maior financiador da agência da ONU, país acumula dívida de US$ 328 milhões e foi cobrado a quitar parte dos valores atrasados para manter o cargo. Por Redação

A OIT cancelou a nomeação de Sheng Li para o cargo de vice-diretor-geral devido aos atrasos nos pagamentos dos Estados Unidos à agência da ONU.

Diplomatas afirmam que o governo americano precisa pagar ao menos US$ 50 milhões para reverter a decisão, que gera incertezas financeiras e risco de demissões.

Maior financiador da OIT com 22% do orçamento, os Estados Unidos acumulam uma dívida de cerca de US$ 328 milhões com a organização sediada em Genebra.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) cancelou a nomeação do principal representante dos Estados Unidos para o cargo de vice-diretor-geral da agência da ONU devido aos atrasos nos pagamentos do país, informou a entidade nesta segunda-feira (1º).

"Sheng Li (Estados Unidos da América) não assumirá o cargo de vice-diretor-geral em julho, como estava previsto anteriormente", afirmou a OIT em comunicado enviado à Reuters.

O Departamento do Trabalho dos EUA não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência de notícias.

Sheng Li havia sido nomeado para a função em abril, após meses de atrasos no processo de escolha. Desde então, porém, a OIT informou ao governo americano que a nomeação não será efetivada enquanto o país não regularizar os pagamentos pendentes.

Segundo a organização, a decisão não impede que os Estados Unidos recuperem a posição caso quitem as dívidas.

"Essa decisão não prejudica a possibilidade de os Estados Unidos liquidarem seus atrasos e, assim, retomarem sua posição como maior contribuinte das contribuições obrigatórias", disse a OIT, acrescentando que mantém negociações com Washington.

Três diplomatas ouvidos pela Reuters afirmaram que o governo americano foi solicitado a pagar pelo menos US$ 50 milhões dos valores devidos. A situação aumenta as incertezas sobre a delicada condição financeira da agência e sobre possíveis cortes de empregos.

Tradicionalmente, os Estados Unidos ocupam o posto de vice-diretor-geral por serem o maior financiador da OIT, responsável por 22% do orçamento da organização.

De acordo com dados publicados pela agência, sediada em Genebra, os EUA acumulavam, até 29 de maio, uma dívida de 257 milhões de francos suíços (cerca de US$ 328 milhões), referente à contribuição de 2026 e a débitos pendentes de 2024 e 2025.

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Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, aponta relatório

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 11:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,029-0,26%Dólar TurismoR$ 5,231-0,29%Euro ComercialR$ 5,840-0,71%Euro TurismoR$ 6,097-0,58%B3Ibovespa172.741 pts-0,6%MoedasDólar ComercialR$ 5,029-0,26%Dólar TurismoR$ 5,231-0,29%Euro ComercialR$ 5,840-0,71%Euro TurismoR$ 6,097-0,58%B3Ibovespa172.741 pts-0,6%MoedasDólar ComercialR$ 5,029-0,26%Dólar TurismoR$ 5,231-0,29%Euro ComercialR$ 5,840-0,71%Euro TurismoR$ 6,097-0,58%B3Ibovespa172.741 pts-0,6%Oferecido por

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, apontou um balanço divulgado pela estatal neste fim de semana.

O rombo nos três primeiros meses deste ano é 82,35% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado, quando a estatal registrou um prejuízo de R$ 1,7 bilhão.

Balanço prévio antecipado pelo g1 em abril deste ano já mostrava que os correios teriam um prejuízo acima dos R$ 3 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

Em todo o ano de 2025, o rombo foi de R$ 8,5 bilhões e a previsão para 2026 é de um resultado ainda pior nas contas, segundo cálculos da própria estatal.

Os Correios têm tomado uma série de medidas para sanear as contas e projetam chegar a um superávit somente em 2027.

O último ano da estatal com primeiro trimestre no azul foi em 2022, quando foi registrado um lucro de R$ 216,7 milhões (veja a curva descendente no gráfico acima).

Nos primeiros trimestres dos anos seguintes, os resultados foram de déficit: R$ 328 milhões em 2023; R$ 801 milhões (2024); R$ 1,7 bilhão (2025); R$ 3,1 bilhões (2026).

Para estancar o rombo e buscar o reequilíbrio fiscal — com a meta interna de voltar a operar no azul —, a diretoria da estatal elaborou um plano de reestruturação focado em três frentes: corte de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos.

Entre as medidas anunciadas, estão: tomada de empréstimos bilionários, plano de demissão voluntária (PDV), reformulação do plano de saúde dos funcionários, fechamento de pontos deficitários, venda de imóveis e revisão de contratos.

Parte das medidas dos Correios para enfrentar crise histórica, PDV tem baixa adesão de funcionários — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Preços do petróleo sobem após troca de ataques entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 11:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,031-0,24%Dólar TurismoR$ 5,231-0,28%Euro ComercialR$ 5,844-0,65%Euro TurismoR$ 6,099-0,55%B3Ibovespa172.437 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,031-0,24%Dólar TurismoR$ 5,231-0,28%Euro ComercialR$ 5,844-0,65%Euro TurismoR$ 6,099-0,55%B3Ibovespa172.437 pts-0,78%MoedasDólar ComercialR$ 5,031-0,24%Dólar TurismoR$ 5,231-0,28%Euro ComercialR$ 5,844-0,65%Euro TurismoR$ 6,099-0,55%B3Ibovespa172.437 pts-0,78%Oferecido por

Os preços do petróleo subiram mais de US$ 4 por barril nesta segunda-feira (1º), depois que o Irã e os EUA trocaram ataques e Israel ordenou que as tropas avançassem mais no Líbano em sua batalha contra o grupo militante Hezbollah, apoiado por Teerã.

🔎 Os futuros do Brent subiam US$ 4,7, ou quase 5%, a US$ 95,65 por barril, por volta das 10h45 (horário de Brasília). Os futuros do petróleo negociados nos EUA subiam cerca de US$ 5, ou 5,77%, para US$ 92,36 por barril.

Em maio, o Brent e o WTI perderam cerca de 19% e 17%, respectivamente. Foi a maior queda mensal de ambos os contratos em termos absolutos desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 reduziu a demanda por energia.

Os combates no Oriente Médio, depois que Washington sediou as negociações de paz entre Israel e Líbano na sexta-feira (29), diminuíram as esperanças de que os EUA e o Irã pudessem anunciar em breve uma extensão de seu cessar-fogo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que em breve decidiria sobre um acordo proposto para estender o cessar-fogo anunciado no início de abril.

Israel seria fundamental para qualquer acordo desse tipo, e o Irã tem dito repetidamente que o Hezbollah e o Líbano devem ser incluídos. Os EUA propuseram um plano de "redução gradual da escalada", disse uma autoridade dos EUA no domingo.

Estão aumentando as preocupações com as minas no Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo e gás, disse o analista do IG, Tony Sycamore, em uma nota. "Mesmo que se chegue a um acordo, ele não vai gerar uma enxurrada de suprimentos", disse Sycamore.

Um repórter da Axios disse no X na sexta-feira que o Irã havia lançado mais minas no estreito no início da semana passada.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse na segunda-feira que o atraso no processo diplomático para acabar com a guerra pode ser explicado pela falta de confiança, pelas posições contraditórias de Washington e pelos ataques de Israel ao Líbano.

As preocupações com a oferta superaram os dados econômicos do fim de semana da China, que mostraram a estagnação da atividade fabril. Isso aumentou as preocupações de que a segunda maior economia do mundo esteja perdendo força.

A Arábia Saudita provavelmente reduzirá seus preços oficiais de venda (OSPs) de petróleo bruto para a Ásia em julho, pelo segundo mês, segundo pesquisa da Reuters.

O Goldman Sachs disse no domingo que a fraca demanda de petróleo na China e na Europa representa um grande risco de queda para sua previsão de petróleo Brent para o quarto trimestre, de US$90 por barril, e para a previsão do WTI, de US$ 83, embora as interrupções no fornecimento do Oriente Médio ainda possam elevar os preços.

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Durigan diz que discussão para o fim da declaração anual do Imposto de Renda está ‘a todo vapor’ no governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:58

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,041-0,03%Dólar TurismoR$ 5,237-0,17%Euro ComercialR$ 5,853-0,49%Euro TurismoR$ 6,104-0,46%B3Ibovespa172.655 pts-0,65%MoedasDólar ComercialR$ 5,041-0,03%Dólar TurismoR$ 5,237-0,17%Euro ComercialR$ 5,853-0,49%Euro TurismoR$ 6,104-0,46%B3Ibovespa172.655 pts-0,65%MoedasDólar ComercialR$ 5,041-0,03%Dólar TurismoR$ 5,237-0,17%Euro ComercialR$ 5,853-0,49%Euro TurismoR$ 6,104-0,46%B3Ibovespa172.655 pts-0,65%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o governo está avançando nas discussões para acabar com a obrigatoriedade da declaração anual do Imposto de Renda (IR) como é feita atualmente.

Em entrevista à rádio CBN, Durigan disse que os estudos estão "a todo vapor" dentro da Pasta e que a meta é, em dois ou três anos, desobrigar todos os contribuintes de preencher a declaração.

"Eu não acho que seja para o ano que vem uma desobrigação universal, mas quero aumentar essa desobrigação, esse alívio para as pessoas […] espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem declaração de Imposto de Renda", afirmou.

Segundo o ministro, o processo já começou neste ano. Cerca de 4 milhões de contribuintes não precisarão entregar a declaração e receberão a restituição automaticamente por meio do Pix.

"Esse ano nós temos 4 milhões de pessoas que não precisam declarar Imposto de Renda e vão receber restituição automática no seu Pix. Eu espero que o ano que vem a gente avance nisso", disse.

💰 A proposta se baseia no uso de informações que já são enviadas à Receita Federal por bancos, seguradoras, planos de saúde, empregadores e estabelecimentos que emitem notas fiscais.

De acordo com Durigan, com a implementação da reforma tributária, estados e municípios também passarão a compartilhar dados com a Receita, ampliando a integração das informações fiscais.

"Não é possível que todo mundo já tendo declarado no dia a dia as suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida para mais uma vez prestar informações que muitas vezes a gente já tem", afirmou.

"Eu cresci sentindo o estresse da minha família quando chegava nesse momento de declaração do Imposto de Renda. Eram grandes formulários, preenchidos à mão. Eu acho uma espécie de burocracia, uma obrigação", disse Durigan.

Segundo o ministro, a intenção não é extinguir benefícios tributários ou alterar regras de isenção, mas simplificar o cumprimento das obrigações fiscais para os contribuintes.

A Receita Federal recebeu 44,5 milhões de declarações do Imposto de Renda 2026 até o fim do prazo de entrega, encerrado na última sexta-feira (29), segundo dados do governo federal.

Na semana passada, o órgão também realizou o pagamento do primeiro lote de restituições, no maior valor já liberado em uma única etapa da história do Imposto de Renda. O lote incluiu ainda restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes receberam os valores, que somaram R$ 16 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 8,64 bilhões foram destinados aos grupos com prioridade legal no recebimento da restituição.

Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:

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Na 12ª semana seguida de alta, mercado eleva estimativa de inflação para 5,09% em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

Analistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima segunda semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 94 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,90%.

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026, que subiu para 5,09%. Esta é décima segunda semana seguida de aumento.

As expectativas fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, próximo de US$ 94 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

➡️ Para 2026, a estimativa subiu de 5,04% para 5,09%;➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,01% para 4,02%;➡️ Para 2028, a previsão cresceu de 3,65% para 3,66%;➡️ Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano na última semana, embutindo reduções no decorrer do ano.Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano.Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

Royalties do petróleo: procurador do RJ afirma que mudança na lei seria fatal para finanças do estado — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,89% para 1,90%.

O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia.

O mercado financeiro baixou sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano de R$ 5,17 para R$ 5,16 por dólar.

Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,26 para R$ 5,25 por dólar.

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Durigan afirma que terá reuniões com autoridades dos EUA após designação de PCC e CV como terroristas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (1º) que se reunirá nos próximos dias com autoridades dos Estados Unidos para discutir a decisão do país de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

Em entrevista à rádio CBN, Durigan afirmou que a medida pode gerar sanções contra instituições financeiras brasileiras e, em um cenário extremo, até afetar a operação do PIX.

Isso porque, segundo o ministro, se o governo dos Estados Unidos entender que uma instituição financeira brasileira foi usada para movimentar recursos ligados às facções, ela poderá ser alvo de punições do Tesouro americano.

Ainda assim, a decisão aumenta a pressão sobre bancos e empresas para reforçar mecanismos de identificação da origem dos recursos e de prevenção à lavagem de dinheiro.

Diante desse cenário, disse Durigan, bancos e outras instituições financeiras brasileiras já começaram a revisar regras internas de controle e monitoramento para reduzir o risco de sanções por parte das autoridades americanas.

Como o g1 já mostrou, a classificação dos EUA eleva o risco jurídico para as instituições. (Leia a reportagem completa aqui)

🛑 Isso porque qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle.

"Basta você ter uma alegação dizendo que um determinado banco brasileiro tem contas do PCC. A autoridade americana pode dizer que esse banco está sancionado pelo Tesouro dos Estados Unidos e não pode operar com o PIX porque o sistema estaria sendo usado para movimentar dinheiro de facção criminosa", exemplificou Durigan

O ministro ainda reiterou que o governo brasileiro trabalha para evitar impactos econômicos e proteger o sistema de pagamentos.

"O PIX é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil. Nós não podemos ficar presos ao risco de uma intervenção ou de uma subserviência que tire a gente do caminho da inovação e de gerar infraestrutura de pagamento boa para as nossas empresas e famílias", afirmou o ministro.

Durigan também relacionou o tema à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, anunciada em julho do ano passado.

Entre os questionamentos apresentados pelo governo americano está o PIX, que foi citado na investigação sob a alegação de que poderia criar distorções competitivas para empresas dos EUA e fazer parte de práticas comerciais consideradas desleais.

Segundo Washington, essas práticas estariam restringindo o acesso de exportadores americanos ao mercado brasileiro há décadas, embora a investigação não apresente evidências concretas para sustentar as acusações.

Para Durigan, as acusações feitas pelos Estados Unidos carecem de fundamento técnico e têm caráter político. O ministro citou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA, onde se reuniu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente Donald Trump.

Após o encontro, Flávio afirmou que Rubio se mostrou favorável à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Na semana passada, o governo brasileiro criticou integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que viajaram aos EUA e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.

O Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país. (leia a nota na íntegra)

O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando também o PIX.

O ministro da Fazenda afirmou que o governo brasileiro pretende rebater os questionamentos por meio de negociações diplomáticas e da apresentação de informações técnicas às autoridades americanas.

"A gente tem respondido com muita diplomacia e contato bilateral com os Estados Unidos. Temos participado das audiências e esclarecido que essas alegações não têm fundamento técnico", afirmou.

"O presidente Lula tem defendido que o combate ao crime organizado precisa ser feito de forma conjunta, porque se trata de um problema transnacional. O que queremos é ampliar essa cooperação, e não criar obstáculos para ela", disse.

Apesar das preocupações levantadas pelo governo, Durigan afirmou que não há, neste momento, qualquer ameaça ao funcionamento do PIX. Segundo ele, a prioridade é preservar o sistema de pagamentos.

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Petrobras reduz em 14,2% preço do querosene de aviação a partir de junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,21%Dólar TurismoR$ 5,232-0,26%Euro ComercialR$ 5,856-0,45%Euro TurismoR$ 6,106-0,44%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,21%Dólar TurismoR$ 5,232-0,26%Euro ComercialR$ 5,856-0,45%Euro TurismoR$ 6,106-0,44%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,21%Dólar TurismoR$ 5,232-0,26%Euro ComercialR$ 5,856-0,45%Euro TurismoR$ 6,106-0,44%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

A Petrobras vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir de junho, o que corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a estatal em comunicado nesta segunda-feira (01).

A queda dos preços do combustível de aviação, que ocorre após altas sucessivas desde março, reflete a "atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais" ocasionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, disse a Petrobras.

Nos últimos meses, a intensificação do conflito na região elevou os preços do petróleo, diante do temor de interrupções na oferta da commodity.

Como o querosene de aviação acompanha as oscilações do petróleo, o movimento pressionou os custos das companhias aéreas e contribuiu para a alta do combustível.

✈️ Com isso, a redução anunciada hoje pode aliviar parte da pressão sobre os custos das companhias aéreas e ajudar a conter reajustes nas passagens. Isso porque o querosene de aviação é um dos principais componentes das despesas do setor e costuma ter impacto direto sobre os preços cobrados dos passageiros.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível passou a representar cerca de 45% dos custos operacionais das empresas após os reajustes registrados nos últimos meses.

Apesar da queda anunciada para junho, o combustível ainda acumula alta de 54,5% em 2026. Em comparação com dezembro do ano passado, o preço médio do querosene de aviação está R$ 1,98 por litro mais caro.

Na semana passada, o governo federal prorrogou até 31 de julho a isenção de impostos sobre a venda e a importação de querosene de aviação e biodiesel. A medida integra o pacote anunciado em abril para reduzir os impactos da alta do petróleo sobre os combustíveis no país.

O benefício, que expiraria em 31 de maio, reduz custos para companhias aéreas e produtores de combustíveis e pode ajudar a limitar o repasse de preços aos consumidores.

Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, seus preços seguem as cotações internacionais do petróleo.

Por isso, a escalada da commodity em meio à guerra elevou os custos do setor aéreo em diversos países, aumentando a pressão por reajustes de tarifas e reduzindo as margens das companhias.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o conjunto de medidas tem custo estimado em R$ 30,5 bilhões.

O governo, porém, afirma que não haverá impacto nas contas públicas, já que os gastos serão compensados por outras receitas, como a arrecadação sobre o diesel e os royalties pagos pelas empresas pela exploração de petróleo.

subvenção ao diesel, importado e nacional;isenção de impostos federais sobre o biodiesel;subvenção ao gás de cozinha (GLP);subvenção ao querosene de aviação;linhas de crédito para o setor aéreo.

Como parte dessas ações, o Ministério da Fazenda definiu no sábado (31) uma subvenção de R$ 351,50 por metro cúbico de diesel — equivalente a R$ 0,35 por litro.

O benefício será pago a produtores e importadores do combustível por dois meses, com possibilidade de prorrogação.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em queda com Focus, confiança empresarial e indicadores dos EUA no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,21%Dólar TurismoR$ 5,2460,24%Euro ComercialR$ 5,8810,36%Euro TurismoR$ 6,1330,38%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (1º), com um recuo de 0,42% perto das 10h, cotado a R$ 5,0212. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, abriu a sessão perto da estabilidade, com alta de 0,2%, aos 173.823 pontos.

▶️ O Banco Central publicou nesta manhã o Boletim Focus, relatório semanal que reúne as previsões de economistas para indicadores como inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB. Nesta edição, o mercado elevou a previsão para a inflação de 2026 para 5,09%, na 12ª alta semanal consecutiva.

▶️ A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o Índice de Confiança Empresarial (ICE), que mede a percepção dos empresários sobre a situação da economia e as perspectivas para os próximos meses.

▶️ O ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedeu entrevista à rádio CBN nesta manhã. Durigan comentou a decisão do governo dos EUA de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. (leia mais abaixo)

▶️ No exterior, investidores monitoram os índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos EUA, que mostram o ritmo da atividade industrial do país e ajudam a indicar a força da economia americana.

O mercado financeiro voltou a aumentar sua previsão para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª semana seguida de alta.

Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis, existe o risco de gasolina, diesel e outros produtos ficarem mais caros, pressionando a inflação.

Apesar disso, os economistas mantiveram a expectativa de queda dos juros nos próximos anos e aumentaram levemente a projeção de crescimento da economia em 2026.

Produto Interno Bruto (PIB) em 2026: passou de 1,89% para 1,90%.Dólar no fim de 2026: caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Dados fracos da indústria chinesa aumentaram as preocupações com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo.

Já em outros mercados, o desempenho foi positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,86%, para 25.398 pontos; o Nikkei, do Japão, avançou 1,4%, para 67.231 pontos; e o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 3,68%, para 8.788 pontos.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Nova regra que limita uso do FGC para atrair investidores começa a valer; entenda o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:19

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,21%Dólar TurismoR$ 5,232-0,26%Euro ComercialR$ 5,856-0,45%Euro TurismoR$ 6,106-0,44%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,21%Dólar TurismoR$ 5,232-0,26%Euro ComercialR$ 5,856-0,45%Euro TurismoR$ 6,106-0,44%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%MoedasDólar ComercialR$ 5,032-0,21%Dólar TurismoR$ 5,232-0,26%Euro ComercialR$ 5,856-0,45%Euro TurismoR$ 6,106-0,44%B3Ibovespa173.787 pts-0,73%Oferecido por

As novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro começaram a valer nesta segunda-feira (1º).

As medidas foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no final de abril, após a crise envolvendo o Banco Master. O banco registrou forte crescimento em pouco tempo ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outras instituições financeiras, destacando a cobertura do FGC como garantia.

Com as novas regras, os bancos vão ter que acompanhar um indicador chamado “ativo de referência”. Na prática, ele funciona como uma espécie de termômetro da saúde financeira da instituição, ao medir a qualidade e a diversidade dos investimentos que ela tem.

Se o banco tiver muito dinheiro captado com garantia do FGC e pouca aplicação em ativos mais seguros, ele terá de mudar essa estratégia. Nesse caso, será obrigado a investir parte dos recursos em títulos públicos federais, que são considerados mais seguros porque têm baixo risco de calote.

Além disso, o Banco Central também refinou a forma como mede a capacidade de os bancos absorverem prejuízos. Ou seja, passou a considerar outros tipos de capital, além do patrimônio principal, que podem ser usados para cobrir perdas em cenários de crise.

Segundo o Banco Central, a medida aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro.

O BC também informou que, a partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo.

Essas informações permitirão que as instituições financeiras e o próprio Banco Central tenham uma visão mais ampla sobre quais recursos estão ou não cobertos pelo FGC e qual o risco real que o fundo corre.

Em nota divulgada na última sexta-feira, o BC afirmou as mudanças "melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional".

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

Há 1 hora Economia Dólar abre em queda com Focus e indicadores dos EUA no radarHá 1 horaCrise do MasterNova regra que limita uso do FGC começa a valer; entenda o que muda

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Regra sobre trabalho em feriados no comércio entra em vigor; veja mudanças

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/06/2026 10:19

Trabalho e Carreira Regra sobre trabalho em feriados no comércio entra em vigor; veja mudanças Norma, adiada ao menos cinco vezes, exige acordo coletivo para autorizar trabalho em feriados em 12 atividades do comércio. Por Redação g1 — São Paulo

A portaria que exige convenção coletiva para o trabalho em feriados em parte do comércio entrou em vigor nesta segunda-feira (1º), após ter sido adiada ao menos cinco vezes pelo governo federal.

A regra determina que empresas de 12 setores do comércio só poderão funcionar em feriados mediante acordo firmado entre empregadores e sindicatos de trabalhadores.

Segundo o governo, a medida fortalece a negociação coletiva e adequa a norma à Lei nº 10.101/2000, que prevê acordo para o trabalho em feriados no comércio.

Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer multas administrativas e responder a ações trabalhistas, segundo especialistas.

Título: Regra sobre trabalho em feriados no comércio entra em vigor; veja mudanças — Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo

A portaria que exige convenção coletiva para o trabalho em feriados em parte do comércio entrou em vigor nesta segunda-feira (1º), após ter sido adiada ao menos cinco vezes pelo governo federal.

O último adiamento ocorreu em fevereiro, quando o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que a prorrogação reforçava o compromisso com o diálogo social e com a valorização da negociação coletiva.

Antes disso, a entrada em vigor da norma havia sido transferida para 1º de março deste ano. A medida enfrentou forte pressão de empresários e parlamentares. Até a sexta-feira (29), o governo não havia publicado um novo adiamento da regra.

Publicada originalmente em novembro de 2023, a portaria reforça a exigência de convenção coletiva entre empregadores e empregados para autorizar o trabalho em feriados, conforme determina a Lei nº 10.101/2000, atualizada pela Lei nº 11.603/2007.

Além disso, as empresas devem respeitar a legislação municipal. O texto altera dispositivos da Portaria nº 671/2021, editada no governo anterior, que autorizava o trabalho em feriados sem necessidade de acordo coletivo.

Segundo o MTE, a mudança restabelece a legalidade e valoriza a negociação coletiva como instrumento de equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores.

A norma publicada pelo governo Lula não altera integralmente a regra da gestão Bolsonaro. Segundo o ministério, apenas 12 das 122 atividades autorizadas anteriormente serão afetadas. São elas:

varejistas de peixe;varejistas de carnes frescas e caça;varejistas de frutas e verduras;varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive as de manipulação);mercados, comércio varejista de supermercados e hipermercados, cuja atividade preponderante seja a venda de alimentos, inclusive os transportes a eles inerentes;comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais;comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias;comércio em hotéis;comércio em geral;atacadistas e distribuidores de produtos industrializados;revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similarescomércio varejista em geral.

Conforme a Portaria nº 3.665/2023, empresas dos setores mencionados acima só poderão funcionar em feriados se houver convenção coletiva de trabalho firmada entre empregadores e sindicatos de trabalhadores.

Na prática, a decisão unilateral do empregador não será mais suficiente para autorizar o funcionamento nesses dias. Será necessário que trabalhadores e empresas negociem e formalizem um acordo.

A convenção coletiva deverá estabelecer as condições para o trabalho em feriados, como pagamento em dobro, folgas compensatórias ou benefícios extras.

A medida revoga parcialmente uma regra de 2021, editada durante o governo Bolsonaro, que liberava o funcionamento do comércio nos feriados sem necessidade de negociação coletiva.

Segundo o governo, o objetivo da mudança é fortalecer o papel das negociações coletivas, ampliar as garantias aos trabalhadores e alinhar a portaria à Lei Federal nº 10.101/2000, que determina que o trabalho em feriados no comércio só pode ocorrer mediante acordo entre as partes.

⚠️ Com a portaria em vigor, empresas que descumprirem as regras poderão ser punidas com multas administrativas.

Segundo Fernanda Maria Rossignolli, sócia do HRSA Sociedade de Advogados e especialista em Relações de Trabalho, a nova regra reforça a necessidade de negociação coletiva para o trabalho em feriados no comércio.

“A principal mudança é a garantia de que o trabalho em feriados só poderá ocorrer se houver autorização expressa em Convenção Coletiva de Trabalho. Isso devolve aos sindicatos o poder de negociação e assegura que folgas compensatórias ou pagamentos de horas extras sejam previamente negociados e fiscalizados”, afirma.

A advogada explica ainda que empresas que funcionarem sem previsão em convenção coletiva poderão sofrer multas administrativas aplicadas pelo Ministério do Trabalho, além de responder a ações na Justiça do Trabalho.

“O funcionamento pode ser considerado irregular, gerando passivos trabalhistas significativos”, diz.

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