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Exportações para os EUA recuam 14% em maio, mas balança comercial tem saldo positivo de US$ 7,8 bilhões

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Exportações para os EUA recuam 14% em maio, mas balança comercial tem saldo positivo de US$ 7,8 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 15:44

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O Brasil registrou déficit em suas transações comerciais com os Estados Unidos em maio, informou nesta quarta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

🔎O déficit comercial significa que o Brasil importou mais produtos americanos do que exportou para os Estados Unidos. Para a economia brasileira, esse fato representa um cenário desfavorável.

De acordo com o governo, as exportações aos EUA somaram US$ 3,09 bilhões em maio, com queda de 14%, frente ao mesmo período do ano passado.Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 3,21 bilhões da economia norte-americana, com recuo de 11% na comparação com outubro de 2024.Com isso, o saldo ficou deficitário para o Brasil em US$ 121 milhões no mês passado.

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, os dados do governo mostram uma queda de vendas externas aos Estados Unidos de 16%, o equivalente a US$ 2,7 bilhões a menos. No período, as exportações brasileiras para lá totalizaram US$ 14 bilhões.

Esse recuo ainda não contempla os efeitos da tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras anunciada nesta segunda-feira (1), sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.

E nem mesmo de um adicional sobre 60 países — entre eles o Brasil — que teriam falhado em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As duas sobretaxas, juntas, podem chegar a 37,5%.

▶️ Apesar da queda nas vendas para os EUA, a balança comercial como um todo registrou um saldo positivo de US$ 7,82 bilhões em maio deste ano, segundo dados oficiais do governo brasileiro.

🔎 O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

O saldo positivo registrou alta de 10,8% em relação ao mesmo período ano passado, quando somou US$ 7,06 bilhões.Esse também foi o melhor resultado para meses de maio desde 2024, quando foi registrado um superávit de US$ 8,3 bilhões.

As exportações somaram US$ 31,9 bilhões, com aumento de 12% pela média diária;As importações somaram US$ 24,1 bilhões, com aumento de 10,6% pela média diária.

US$ 15 bilhões é o volume das exportações que pode ser afetado caso tarifa de 25% seja aplicada, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Nos cinco primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 32,66 bilhões, informou o governo.

Com isso, houve aumento de 34,2% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o saldo positivo somou US$ 24,33 bilhões.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 148,57 bilhões – alta 9,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, pela média diária.Já as importações somaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, com alta de 4,2% em relação ao mesmo período de 2025, também pela média diária.

Os destaques das vendas externas em maio seguem sendo produtos básicos, como a soja, petróleo e minérios:

Soja: US$ 6,3 bilhões, com aumento de 14,6%;Óleos brutos de petróleo: US$ 3,81 bilhões, com queda de 9,3%;Minério de ferro: US$ 1,97 bilhão, com recuo de 15,2%;Carne bovina: US$ 1,7 bilhão, com crescimento de 50%;Óleos combustíveis: US$ 1,19 bilhão, com alta de 75%;Farelo de soja: US$ 1,03 bilhão, com aumento de 21,1%.

Já os principais consumidores de produtos vendidos pelo Brasil para o exterior seguem sendo China e a União Europeia, com Estados Unidos na terceira posição:

China: alta de 9,5%, para US$ 10,47 bilhões;União Europeia: aumento de 8,8%, para US$ 4,9 bilhões;Estados Unidos: queda de 14%, para US$ 3,09 bilhõesMercosul: queda de 15,6%, para US$ 1,89 bilhão;Asean: alta de 7,2%, para US$ 1,75 bilhões;África: alta de 10,2%, para US$ 1,17 bilhão;Oriente Médio: queda de 21,5%, para US$ 987 milhões;México: crescimento de 11,2%, para US$ 752 milhões.

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