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Chevrolet apresenta o Onix Activ 2027; hatch tem suspensão mais alta e itens exclusivos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 14:50

Carros Chevrolet apresenta o Onix Activ 2027; hatch tem suspensão mais alta e itens exclusivos Hatch tem suspensão elevada, pneus específicos e componentes externos redesenhados. O Activ assume o espaço das versões LT e LTZ do hatch. O preço ainda não foi divulgado. Por Redação g1

A Chevrolet reposicionou o Onix Activ dentro da linha 2027 e transformou a versão em um carro compacto com características mais próximas das encontradas em utilitários esportivos de entrada.

O Activ recebeu suspensão elevada e pneus específicos, alterações que elevaram a distância do solo para 201 milímetros na região entre os eixos. Os pneus são específicos para a versão.

O conjunto também permitiu alcançar ângulos de ataque de 19,7 graus e de saída de 28,1 graus, favorecendo a passagem por lombadas, rampas e pisos irregulares.

Segundo a Chevrolet, o desenvolvimento da versão consumiu cerca de um ano de trabalho da engenharia brasileira da marca. O resultado foi um carro com 4,16 metros de comprimento e 1,53 metro de altura, aproximadamente 6 centímetros mais alto que as demais variantes do Onix.

"Não se trata apenas de uma proposta visual inspirada no universo SUV, mas de um carro com conteúdo técnico real em altura, capacidade para transpor obstáculos e experiência ao volante. Isso permite à Chevrolet ofertar o modelo aventureiro de forma competitiva ante utilitários de entrada”, explica Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul.

Entre os equipamentos de série, o hatch traz transmissão automática, conexão Wi-Fi nativa, painel digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink com tela de 11 polegadas.

O acabamento também recebeu detalhes exclusivos, como bancos com identificação Activ, além de elementos escurecidos na grade, retrovisores, rodas e logotipos da marca.

Com a reformulação, o Onix Activ assume o espaço anteriormente ocupado pelas versões LT e LTZ do hatch. A Chevrolet passa a posicioná-lo como a opção de entrada para clientes interessados na linha de SUVs e crossovers da fabricante, apostando na combinação entre o custo de um compacto e a posição de dirigir mais elevada típica dos utilitários.

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Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 13:48

Tecnologia Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial O objetivo é supervisionar modelos de IA com acesso voluntário concedido pelas empresas que desenvolveram essas tecnologias. A medida é muito semelhante a outra adotada por Joe Biden em 2023. Por France Presse

Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na última terça-feira (2) um decreto sobre inteligência artificial (IA), que prevê a possibilidade de o governo supervisionar os modelos mais avançados em nome da segurança digital.

O texto restabelece regras para a IA nos Estados Unidos e representa uma mudança de rumo no governo Trump, que até então reunia setores contrários a qualquer tipo de regulação em nome da competitividade com a China.

No início deste ano, o cenário mudou quando o Mythos, da Anthropic, gerou preocupação ao demonstrar capacidade de expor falhas em sistemas digitais, incluindo os de bancos, governos e hospitais. A empresa optou por não lançar o modelo ao público.

As novas regras foram acordadas com empresas líderes em IA nos Estados Unidos, como Google, OpenAI e Anthropic, para que elas submetam, de forma voluntária, seus modelos a uma avaliação do governo antes do lançamento.

O texto esclarece que a medida não deve estabelecer um controle prévio obrigatório do governo sobre os novos modelos.

A abordagem voluntária adotada por Trump é semelhante à de seu antecessor, Joe Biden. O decreto de 2023 previa que as empresas compartilhassem os resultados de testes de segurança. Trump revogou essa medida ao voltar à Casa Branca, por considerá-la restritiva demais.

De acordo com a nova medida, o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional e a agência CISA devem criar um centro de coordenação para a segurança digital em IA. O grupo vai atuar em conjunto com o setor privado e operadores de infraestruturas críticas para identificar falhas em sistemas e priorizar correções.

O responsável por assuntos públicos do Google, Kent Walker, definiu a medida como um “passo importante”, que "oferece aos defensores do ciberespaço mais ferramentas para deter atores maliciosos".

Uma versão anterior do decreto estava prevista para ser assinada em 25 de maio, mas Trump a cancelou poucas horas antes, afirmando que não concordava com “alguns aspectos” e que não queria “comprometer” a vantagem dos Estados Unidos em relação à China.

Analistas apontaram David Sacks, ex-assessor da Casa Branca para temas de IA, como uma voz influente que teria ligado para o presidente para convencê-lo a mudar de decisão.

O episódio revelou tensões dentro do governo entre defensores da regulação e o grupo contrário a qualquer tipo de controle.

O texto aprovado é quase idêntico à versão anterior. No entanto, o prazo para o exame voluntário dos novos modelos foi reduzido de 90 para 30 dias. “Na corrida pela IA, cada dia conta”, afirmou Sacks ao comentar a mudança.

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Volvo acaba com recarga gratuita em eletropostos e passa a cobrar de clientes da marca

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 12:49

Carros Volvo acaba com recarga gratuita em eletropostos e passa a cobrar de clientes da marca Nova política encerra um benefício antes exclusivo para veículos da Volvo e reduz em 27,5% o custo de recarga para carros de todas as marcas. Por Redação g1 — São Paulo

A Volvo anunciou que a recarga em seus eletropostos passará a ser cobrada de todos os usuários, inclusive dos proprietários de veículos da própria marca. A mudança entra em vigor no dia 15 de junho deste ano.

Segundo comunicado enviado aos clientes, os valores da recarga nos eletropostos instalados e operados pela Volvo seguirão as regras abaixo:

Caso o motorista não retire o veículo, impedindo o uso do carregador por outro usuário, será aplicada uma cobrança de R$ 5 por minuto. Essa regra vale apenas para carregadores rápidos e somente para os que estão instalados em rodovias.

A recarga rápida permite que o veículo recupere a maior parte da energia mais rapidamente. Como exemplo, o Dolphin Mini leva cerca de 30 minutos para ir de 30% a 80% de carga, enquanto o Volvo EX30 precisa do mesmo tempo para passar de 10% a 80% da bateria.

Já a recarga lenta pode passar de sete horas, chegando até 12,5 horas para o caso do Volvo EX30 e cerca de seis horas para o Dolphin Mini.

Carros elétricos carregamento carregador carregando carro elétrico natal rn Rio Grande do Norte — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Com a mudança nos valores, proprietários de veículos de outras marcas passam a pagar menos. Atualmente, a tarifa é de R$ 4,00 por kWh, independentemente do tipo de carregador, mas esse valor não é cobrado dos veículos da Volvo.

A partir de 15 de junho, motoristas de veículos de outras marcas passarão a pagar 27,5% menos pela recarga. Já os proprietários de Volvo deixarão de ter gratuidade e passarão a pagar pelo serviço.

A principal vantagem para os veículos da Volvo deixa de ser a recarga gratuita e passa a ser a conveniência. Os motoristas poderão agendar um carregador com até 24 horas de antecedência e reservar o plugue até 20 minutos antes do horário desejado, além de contar com uma tecnologia que reconhece o veículo assim que ele é conectado ao carregador.

Com isso, a cobrança e a identificação do veículo acontecem automaticamente, sem a necessidade de usar um aplicativo específico.

O valor da recarga varia conforme a capacidade da bateria de cada veículo. Pela regra anterior, o proprietário do carro elétrico mais vendido do Brasil, o Dolphin Mini, precisa de R$ 152 para carregar os 38 kWh da bateria. Com a nova regra, esse custo cai para R$ 110,20.

Já o Volvo EX30 do exemplo anterior, que tem 69 kWh de bateria, passa a pagar R$ 200,1 pela recarga que antes seria gratuita.

Atualmente, o Brasil conta com 21.061 carregadores públicos instalados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Desse total, 6.479 são carregadores rápidos e 14.582 são lentos.

A Volvo não informa quantos carregadores lentos possui, mas afirma que são “mais de mil”. Já no caso dos carregadores rápidos, a marca tem 76 unidades, o que representa 1,1% de toda a base instalada no Brasil.

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Nestlé compra yfood Labs, marca de refeições prontas para beber

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 11:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%Oferecido por

A Nestlé vai comprar a marca de alimentos inteligentes yfood Labs, informou a empresa em comunicado divulgado nesta quarta-feira (3). Essa será a primeira aquisição da companhia sob a liderança do novo CEO, Philipp Navratil, que assumiu o cargo em setembro.

A yfood Labs é uma empresa sediada em Munique e que oferece refeições prontas para beber e barras alimentares. Segundo a empresa, seus produtos possuem um "perfil nutricional completo" e foram feitos para suprir uma dieta balanceada.

A Nestlé já havia adquirido uma participação de 49% na yfood em 2023. A expectativa é que as ações restantes detidas pelos pelos fundadores da marca de alimentos inteligentes sejam transferidas para a Nestlé a partir de 3 de julho de 2026.

Na Europa, as vendas da yfood totalizaram aproximadamente 150 milhões de euros (R$ 875,9 milhões) em 2025, representando um crescimento de dois dígitos em relação ao ano anterior.

Desde quando assumiu o cargo na Nestlé, Navratil tem anunciado diversas mudanças na estratégia da companhia.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, a companhia informou que estava deixando o negócio de sorvetes para concentrar suas operações nos segmentos de Café, Nutrição e Cuidados com Animais de Estimação. Juntas, essas categorias respondem por mais de 70% das vendas da empresa.

A medida veio como uma tentativa de melhorar o desempenho da companhia, que registrou um lucro líquido de US$ 9 bilhões (R$ 45,1 bilhões) em 2025 — queda de 17% em relação ao ano anterior (US$ 10,9 bilhões, ou R$ 54,7 bilhões).

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Entenda os principais pontos da reforma trabalhista que provoca greve geral em Portugal

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 11:50

Trabalho e Carreira Entenda os principais pontos da reforma trabalhista que provoca greve geral em Portugal A paralisação, convocada pela principal central sindical do país, a CGTP, é a segunda greve geral em seis meses e ocorre enquanto o governo tenta aprovar o pacote "Trabalho XXI", uma reforma que prevê mais de 50 alterações no Código do Trabalho português. Por Redação g1 — São Paulo

Uma greve geral em Portugal interrompeu serviços de transporte, fechou escolas e afetou hospitais nesta quarta-feira (3), em protesto contra uma ampla reforma trabalhista proposta pelo governo de centro-direita do primeiro-ministro Luís Montenegro.

A paralisação, convocada pela principal central sindical do país, a CGTP, é a segunda greve geral em seis meses e ocorre enquanto o governo tenta aprovar o pacote "Trabalho XXI", uma reforma que prevê mais de 50 alterações no Código do Trabalho português.

Segundo o governo, as mudanças buscam modernizar a legislação trabalhista, aumentar a produtividade e melhorar a competitividade da economia portuguesa.

Já os sindicatos afirmam que a proposta reduz direitos dos trabalhadores, amplia a precarização do emprego e facilita demissões.

Uma das principais mudanças propostas é a ampliação da duração máxima dos contratos de trabalho temporários.

Contrato a termo certo: tem uma data de término definida desde o início. Atualmente, ele pode durar no máximo dois anos. Pela reforma, o limite passaria para três anos.Contrato a termo incerto: são os contratos de trabalho com prazo indeterminado, como na substituição de um funcionário afastado ou em projetos com duração indefinida. Hoje, esse contrato pode durar até quatro anos. A proposta amplia o prazo para cinco anos.

Para os sindicatos, a medida aumenta a insegurança dos trabalhadores, especialmente dos jovens, ao prolongar períodos de contratação sem vínculo permanente.

A reforma também elimina as restrições atuais ao uso de terceirização (outsourcing) após demissões coletivas ou extinção de postos de trabalho.

👷Hoje, empresas portuguesas que realizam demissões desse tipo ficam impedidas de contratar serviços terceirizados para as mesmas funções durante um período determinado. A proposta revoga essa limitação.

Segundo o governo, a mudança aumenta a flexibilidade das empresas. Já as centrais sindicais afirmam que a medida facilita a substituição de trabalhadores próprios por mão de obra terceirizada mais barata.

Outro ponto que gerou forte reação dos sindicatos é a reintrodução do banco de horas individual, extinto em 2019.

🕐 Pela proposta, o trabalhador poderá realizar até duas horas extras por dia, elevando a jornada semanal para até 50 horas. O limite anual será de 150 horas adicionais, com compensação por meio de folgas posteriores.

A reforma também muda as regras do banco de horas coletivo, mecanismo que permite às empresas compensar horas extras com folgas futuras.

Atualmente, a adoção desse regime para um grupo de trabalhadores depende da aprovação em um referendo realizado entre os funcionários afetados.

Com a nova proposta, essa consulta deixaria de ser necessária: se pelo menos 75% dos trabalhadores concordarem com o acordo, a empresa poderá aplicar o banco de horas a todo o grupo, inclusive aos que votaram contra ou não participaram da decisão.

Os sindicatos argumentam que a mudança reduz o poder de decisão individual dos trabalhadores sobre a própria jornada de trabalho.

A proposta também altera as regras para casos em que a Justiça portuguesa considera uma demissão ilegal. Hoje, em Portugal, quando um tribunal conclui que um trabalhador foi dispensado de forma irregular, a regra geral é que ele tenha o direito de voltar ao emprego.

Com a reforma, empresas de qualquer porte poderão optar por indenizar o trabalhador em vez de readmiti-lo, mesmo após uma decisão judicial favorável ao funcionário.

Segundo o governo, a mudança dá mais flexibilidade às empresas e reduz conflitos nas relações de trabalho. Como compensação, aumenta o valor mínimo das indenizações pagas nesses casos.

🔎 O pacote também simplifica os procedimentos disciplinares e de demissão para pequenas e médias empresas, reduzindo exigências burocráticas e etapas formais nos processos de desligamento de funcionários. Críticos da reforma afirmam que as mudanças enfraquecem a proteção contra demissões injustificadas, enquanto o governo argumenta que elas tornam o mercado de trabalho mais ágil e competitivo.

O projeto do governo português também flexibiliza as regras do trabalho remoto (ou teletrabalho), permitindo maior adoção de modelos híbridos e reduzindo algumas exigências administrativas.

A reforma também flexibiliza as regras do teletrabalho, que passa a ser denominado oficialmente de "trabalho remoto".

Nos casos de regime híbrido, o contrato deverá especificar a proporção entre os dias de trabalho à distância e os presenciais. O trabalhador também poderá alterar temporariamente o local de onde exerce suas atividades apenas mediante comunicação ao empregador. A mudança passará a valer automaticamente caso a empresa não apresente objeção por escrito, substituindo a regra atual, que exige acordo entre as duas partes. Além disso, a proposta elimina a obrigatoriedade de exames médicos específicos antes da adoção do trabalho remoto. Segundo o governo, o objetivo é adaptar a legislação às novas formas de trabalho surgidas após a digitalização da economia e a expansão do home office.

📴 A proposta ainda prevê reforço do chamado "direito à desconexão", princípio que busca proteger os trabalhadores de contatos profissionais fora do horário de expediente.

Uma das novidades da reforma trabalhista portuguesa é a inclusão de regras específicas para o uso de inteligência artificial (IA) no ambiente de trabalho.

O governo afirma que a medida busca adaptar a legislação aos desafios da chamada Economia 4.0 e ampliar a adoção de novas tecnologias pelas empresas.

Segundo o Executivo, Portugal ainda apresenta um nível de utilização de inteligência artificial inferior à média da União Europeia, o que justificaria a modernização das regras trabalhistas.

A principal mudança prevista é a exigência de supervisão humana obrigatória em decisões tomadas com o auxílio de algoritmos ou sistemas de IA.

🤖 Pela proposta, empresas não poderão depender exclusivamente de ferramentas automatizadas para definir questões relacionadas à gestão de pessoal.

A exigência vale especialmente para processos considerados sensíveis, como recrutamento e seleção de candidatos, avaliações de desempenho e demissões. Nesses casos, deverá haver sempre um responsável humano acompanhando e validando as decisões.

A reforma também introduz mecanismos de regulação algorítmica, com o objetivo de aumentar a transparência sobre o uso de sistemas automatizados na gestão do trabalho e evitar que decisões importantes sejam tomadas sem supervisão ou critérios claros.

Segundo o governo português, as mudanças buscam conciliar a adoção de novas tecnologias com a proteção dos direitos dos trabalhadores em um mercado de trabalho cada vez mais digitalizado.

Entre as medidas estão o pagamento de 100% da licença parental compartilhada nos primeiros seis meses, a ampliação da licença obrigatória dos pais de 14 para 30 dias e a criação de licenças específicas em casos de interrupção da gravidez.

Licença parental mais ampla: a reforma prevê que os pais que dividirem a licença para cuidar do bebê recebam 100% do salário durante os primeiros seis meses de afastamento. Além disso, a licença obrigatória dos pais após o nascimento do filho passará de 14 para 30 dias.Licença em caso de interrupção da gravidez: a proposta cria um período específico de afastamento do trabalho para mulheres que sofrerem interrupção da gravidez, garantindo proteção laboral durante esse momento.Pagamento parcelado dos benefícios: em Portugal, os trabalhadores recebem normalmente um subsídio de férias e um subsídio de Natal, equivalentes a pagamentos extras ao longo do ano. Pela reforma, o funcionário poderá escolher receber esses valores parcelados mensalmente, junto com o salário, em vez de receber quantias maiores em datas específicas.Dois dias extras ligados às férias: os trabalhadores poderão solicitar até dois dias adicionais de descanso por ano, associados ao período de férias. Esses dias podem ser usados para prolongar ou antecipar as férias.

Após nove meses de negociações sem consenso com sindicatos e entidades patronais, o governo aprovou o pacote de reformas em maio e o enviou à Assembleia da República. O projeto ainda precisa ser analisado e votado pelos deputados para entrar em vigor.

Montenegro espera obter a aprovação do Parlamento nas próximas semanas, contando com o apoio do partido de direita Chega.

A greve geral em Portugal é a segunda mobilização nacional contra a reforma trabalhista em menos de seis meses. A primeira ocorreu em dezembro de 2025 e marcou a primeira greve geral em Portugal desde os protestos contra as medidas de austeridade registrados em 2013.

No entanto, o primeiro-ministro Luís Montenegro defende a reforma e afirma que as mudanças são necessárias para aumentar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa.

Segundo ele, o país possui uma das legislações trabalhistas mais rígidas entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que limita a capacidade das empresas de se adaptar às mudanças do mercado.

Houve cancelamentos e atrasos de voos, interrupções no transporte ferroviário e no transporte público urbano, fechamento de escolas e redução do atendimento em hospitais e repartições públicas.

Companhias aéreas que operam rotas entre Brasil e Portugal, como TAP, Azul e Latam, também registraram alterações em suas operações devido à paralisação. (veja mais sobre os impactos)

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Desenrola 2.0 renegociou R$ 20 bilhões em dívidas de famílias, diz governo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 11:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0430,68%Dólar TurismoR$ 5,2340,42%Euro ComercialR$ 5,8470,36%Euro TurismoR$ 6,0870,2%B3Ibovespa171.548 pts-1,52%Oferecido por

O "Desenrola 2.0", programa lançado no começo de maio que é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários-mínimos, renegociou R$ 20 bilhões, informou nesta quarta-feira (3) a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.

De acordo com balanço divulgado durante reunião ministerial, foram feitas 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida.

No Desenrola das famílias, são feitos novos empréstimos, pelos bancos, para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

descontos entre 30% e 90%;taxa de juros máxima de 1,99% ao mês;até 48 meses de prazo;prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;

Também é permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas.

No Desenrola do Fies, por sua vez, voltado a estudantes, foram feitas 82 mil renegociações, e no Desenrola das empresas, outros R$ 11 bilhões foram renegociados em 85 mil operações.

RELEMBRE: Desenrola 2.0: governo vai usar dinheiro esquecido em bancos para garantir renegociação de dívidas

O governo também prepara uma nova modalidade dentro do programa, que é voltado para pessoas que estão com as contas em dia, mas têm dificuldade de pagar as contas.

“Temos a próxima entrega, que é o Desenrola Adimplentes. Vamos ajudar quem paga em dia, mas sua muito para isso, para entrar com essa proposta para ajudar quem paga em dia”, acrescentou a ministra da Casa Civil.

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CBS News demite Scott Pelley, correspondente do ’60 Minutes’, por justa causa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 10:51

Economia Midia e Marketing CBS News demite Scott Pelley, correspondente do '60 Minutes', por justa causa Segundo o produtor-executivo do programa, Nick Bilton, jornalista estava resistente às mudanças propostas pela nova direção da CBS. Por Redação g1 — São Paulo

Scott Pelley, então jornalista do programa '60 minutes' da CBS News, foi demitido por justa causa. — Foto: Charles Sykes/AP Photo

A CBS News demitiu na terça-feira (2) jornalista correspondente do programa “60 Minutes”, Scott Pelley, em meio a desentendimentos sobre o futuro da atração e a uma série de mudanças recentes na emissora.

A saída de Pelley foi confirmada à Reuters por fontes da CBS por um e-mail enviado pelo produtor-executivo do programa, Nick Bilton, no qual ele afirma que a relação profissional foi encerrada “por justa causa, com efeito imediato”.

Segundo Bilton, a resistência do jornalista às mudanças propostas foi determinante para a decisão. “Sua antipatia pelo futuro da série ficou bem clara. E eu a ouvi”, escreveu.

Em outro trecho, Bilton acusou Pelley de ter dominado uma reunião de equipe para desacreditá-lo e questionar sua capacidade e intenções, em um episódio marcado, segundo ele, por “falta de civilidade e desprezo”.

Pelley, de 68 anos e integrante da CBS News desde 1989, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.

Segundo veículos de imprensa americanos, no entanto, Pelley teria divulgado um comunicado em que afirmara que o novo proprietário da CBS está descartando a "lenda" do icônico programa de notícias "aparentemente para ganhar a simpatia do governo Trump".

"No mês passado, o 60 Minutes perdeu sua essência quando toda a nossa diretoria e dois de nossos melhores correspondentes foram cruelmente demitidos sem justa causa", escreveu Pelley em um comunicado citado por veículos de imprensa americanos.

Em declarações recentes reproduzidas pela imprensa americana, o jornalista já havia criticado a nova direção da emissora e afirmado que o icônico “60 Minutes” está sendo desfigurado. Segundo o jornalista, mudanças recentes — incluindo demissões de executivos e correspondentes — teriam feito o programa “perder sua essência”.

Em uma reunião interna, Pelley também teria acusado a editora-chefe da CBS News, Bari Weiss, de “matar” o programa.

Pelley se junta a mais de meia dúzia de pessoas que deixaram o programa jornalístico de domingo, de horário nobre nos EUA, nas últimas semanas. A CBS demitiu a produtora-executiva Tanya Simon e as correspondentes Sharyn Alfonsi e Cecilia Vega. Em comunicado interno, Bilton reconheceu “uma grande quantidade de mudanças em um período muito curto” no programa.

A Skydance Media é liderada por David Ellison, filho do cofundador da Oracle, Larry Ellison, e antigo apoiador do presidente americano Donald Trump. Segundo a empresa, a nova orientação busca refletir “diversas perspectivas ideológicas” do público dos Estados Unidos.

Antes da fusão, a Paramount também chegou a pagar US$ 16 milhões (R$ 80,3 milhões) para encerrar um processo movido por Trump em 2024, relacionado a uma entrevista do “60 Minutes” com a então vice-presidente Kamala Harris, que, segundo ele, teria distorcido sua imagem durante a disputa eleitoral.

O ambiente político também tem influenciado a relação entre a imprensa e o governo. Desde que voltou à Casa Branca, Trump intensificou críticas a veículos de comunicação, que frequentemente classifica como propagadores de “notícias falsas”.

A CBS, tradicional emissora da televisão aberta americana, já teve em seu quadro nomes históricos do jornalismo, como Walter Cronkite e Edward R. Murrow. O “60 Minutes”, exibido aos domingos, é o programa de horário nobre mais antigo em funcionamento nos Estados Unidos.

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EUA acusam Brasil de trabalho escravo na pecuária, mas poupam carne bovina de nova tarifa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 10:51

Agro Trump acusa Brasil de trabalho forçado na pecuária, mas isenta carne bovina de nova tarifa Por Redação g1

Os Estados Unidos acusam o Brasil de usar trabalho forçado na produção de gado e propõem aplicar tarifas adicionais de 12,5% a países que falham em proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A proposta foi anunciada nesta terça-feira (2), após uma investigação do governo americano concluir que 60 países, entre eles o Brasil, não adotam medidas consideradas suficientes por eles para barrar a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.

O documento que embasa a proposta da nova tarifa traz um capítulo específico relacionando a pecuária brasileira ao trabalho escravo, e sugerindo que esse foi um dos fatores que provocou a queda das exportações de carne congelada dos EUA para a China.

"Está amplamente documentado que trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o relatório.

"A falha da China em impor e aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de carne bovina congelada produzida com trabalho forçado no Brasil conferiu uma vantagem de custo à carne brasileira e distorceu a concorrência", destacou.

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Dólar abre sessão desta quarta em alta, de olho em novas tarifas de Trump e conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 09:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira em alta e subia 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0162. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, só começam às 10h.

▶️ Os Estados Unidos propuseram mais uma sobretaxa para os produtos brasileiros na noite de terça-feira (2). A decisão de aplicar uma taxa de 12,5% se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio americana — a mesma usada para justificar a tarifa de 25% imposta ao Brasil na véspera.

A nova investigação feita pelo governo americano concluiu que o Brasil e outros 53 países falharam em proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado e que isso cria uma dinâmica de "competição desigual" para empresas e trabalhadores americanos.

Ainda não está claro, porém, se as taxas se somam — o que poderia totalizar uma sobretaxa de 37,5% aos produtos brasileiros. (entenda mais abaixo)

▶️ Para o mercado financeiro, no entanto, ainda pesam mais as incertezas acerca do conflito no Oriente Médio, em meio às mensagens mistas vindas dos Estados Unidos e do Irã. Ontem, o presidente Donald Trump negou que as negociações haviam sido interrompidas, contradizendo o que autoridades do Teerã haviam afirmado no início da semana.

Já nesta quarta-feira, o presidente americano afirmou que o Irã "concordou em não ter armas nucleares" e anunciou que gostaria de conhecer o líder supremo do país, o aiatolá Motjaba Khamenei em algum momento. Diante das incertezas sobre a continuidade das negociações, o petróleo enfrentava mais um dia de alta.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,10%, cotado a US$ 98,02. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 2,15% no mesmo horário, a US$ 95,78 o barril.

Em mais uma retaliação comercial do governo Trump, os Estados Unidos informaram na noite de terça-feira (2) que realizaram mais uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio americano e concluíram que o Brasil e outros 52 países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Isso porque, segundo o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos.

10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros.

A taxa de 12,5% vem apenas um dia após o governo americano decidir impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o Itamaraty, a expectativa é que as duas taxas, se adotadas, serão acumulativas.

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Nos últimos dias, o conflito envolvendo EUA, Irã e Israel voltou a se intensificar, colocando em risco a já frágil trégua em vigor. (acompanhe ao vivo os principais acontecimentos da guerra no Oriente Médio)

Na segunda-feira (1º), os dois países trocaram novos ataques, enquanto o governo iraniano suspendeu as negociações de paz com Washington após bombardeios israelenses no Líbano.

🔎 As conversas para um acordo também perderam força depois que os EUA apresentaram novas exigências a Teerã no fim de semana.

Paralelamente, Israel ampliou sua ofensiva no sul do Líbano, atingindo áreas próximas a um hospital na cidade de Tiro, em um ataque que deixou mortos e mais de uma centena de feridos, além de emitir alertas de evacuação para moradores da região.

Agências de notícias iranianas chegaram a informar que as negociações entre EUA e Irã estavam paralisadas. Nesta terça-feira, no entanto, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que as conversas têm sido contínuas e que os relatos de que as tratativas haviam sido interrompidas seriam "falsos e errôneos".

Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA concederão alívio das sanções ao Irã se o país concordar em desistir de suas atividades nucleares.

"O Irã está sendo sancionado porque tem urânio altamente enriquecido. O Irã está sendo sancionado por causa de suas atividades nucleares. Se o Irã concordar em desistir dessas coisas, haverá alívio das sanções associada ao seu compromisso e cumprimento desses acordos", disse Rubio, no primeiro depoimento público feito no Congresso americano desde o início da guerra.

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a pesar nos mercados financeiros nesta quarta-feira. Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street operavam sem direção única.

Enquanto o índice futuro do Dow Jones caía 0,35%, o futuro do S&P 500 recuavam 0,11% e o do Nasdaq avançavam 0,14%.

Na Europa, os índices também tinham sinais mistos. Entre os principais índices da região, o alemão DAX caía 0,85% perto das 9h20, enquanto o britânico FTSE 100 recuava 0,28% e o francês CAC-40 tinha perdas de 0,25%.

Na Ásia, as bolsas da China fecharam em alta, impulsionadas por ações do setor óptico e de semicondutores. O índice de Shanghai Composite subiu 0,2%, enquanto o CSI 300 subiu 0,5%.

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Copa do Mundo de 2026 deve atrair onda recorde de apostas; gols, passes e desempenho de jogadores viram alvo dos palpites

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

As apostas esportivas devem movimentar mais de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 251 bilhões) durante a Copa do Mundo de 2026, segundo estimativas de especialistas do setor. O valor representa um salto em relação ao torneio disputado no Catar, em 2022, impulsionado principalmente pela ampliação da competição de 32 para 48 seleções.

Para David Stevens, diretor de relações públicas da casa de apostas Coral, o alcance global e o tamanho do torneio devem transformá-lo no maior evento de apostas da história.

Além do aumento no número de jogos, especialistas apontam uma mudança no comportamento dos apostadores. Segundo Darren Small, vice-presidente da empresa de tecnologia esportiva Sportradar, o interesse deixou de se concentrar apenas nos resultados das partidas e passou a incluir o desempenho individual dos jogadores.

A expectativa é de crescimento das chamadas apostas especiais e personalizadas, conhecidas como "bet builders", que permitem combinar diferentes previsões em um único bilhete. Entre as opções mais procuradas estão número de gols, assistências, passes, desarmes, escanteios e até o pé utilizado para marcar.

"Os clientes criam suas próprias narrativas para os jogos, combinando diversos acontecimentos em uma única aposta", explicou Small.

De acordo com os especialistas, esse tipo de mercado tem atraído principalmente apostadores mais jovens, em busca de experiências mais dinâmicas.

Segundo Small, Argentina e França lideram as preferências dos apostadores ao redor do mundo. A Inglaterra também aparece entre as seleções mais apostadas, alimentando a expectativa de encerrar um jejum de seis décadas sem conquistar a Copa do Mundo.

Entre os jogadores, os atacantes Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega, estão entre os principais candidatos ao posto de artilheiro do torneio.

Um caso que chamou a atenção dos especialistas envolve o neozelandês Ben Waine. Apesar de não ser a principal estrela de sua seleção, o atacante aparece entre os dez nomes mais apostados para terminar a competição como goleador, em um movimento considerado incomum pelo mercado.

Os especialistas também apontam desafios relacionados aos horários das partidas, que serão disputadas nos Estados Unidos, Canadá e México. Jogos realizados na Costa Oeste americana devem ocorrer em horários menos favoráveis para o público europeu, embora a expectativa seja compensada pelo forte interesse de apostadores da América do Sul.

Até o momento, o mercado demonstra pouco otimismo com uma conquista dos Estados Unidos, um dos países-sede. Ainda assim, Small brincou que, caso a seleção americana surpreenda e levante a taça, as apostas sobre a presença do presidente Donald Trump nas comemorações provavelmente ganhariam destaque.

FOTO DE ARQUIVO: O logotipo da Copa do Mundo da FIFA de 2026 de Nova York/Nova Jersey é revelado durante o evento de lançamento na Times Square, em Nova York, nos Estados Unidos, em 18 de maio de 2023. — Foto: Reuters/Brendan McDermid/Foto de arquivo

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