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China rejeita acusações de trabalho forçado e critica novas tarifas propostas pelos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas sobretaxas sobre importações de cerca de 60 economias.

Nesta terça-feira (2), uma investigação dos EUA concluiu que 60 países, entre eles China e Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington.

“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, em coletiva de imprensa.

A medida dos EUA inclui a China entre as economias potencialmente afetadas e faz parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento comercial com base em critérios ligados a direitos trabalhistas e práticas de cadeia de suprimentos.

Além da China, outros países também reagiram. O governo do Reino Unido afirmou estar em diálogo constante com Washington e tem adotado medidas para combater o trabalho forçado em cadeias de produção domésticas e globais, destacando que mantém negociação com os EUA sobre o tema.

Os mercados asiáticos reagiram de forma mista ao cenário de maior tensão comercial. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,6%, enquanto bolsas da China continental fecharam em leve alta, com o CSI300 avançando 0,5% e o Xangai subindo 0,2%.

Já o setor de semicondutores liderou ganhos, apoiado por expectativas positivas relacionadas à demanda por inteligência artificial.

Em meio às preocupações comerciais, dados econômicos mostraram que a atividade do setor de serviços chinês cresceu no ritmo mais forte em três meses em maio, impulsionada por novos negócios e melhora na demanda externa.

Analistas do Goldman Sachs mantiveram visão positiva sobre ações chinesas A-share, citando melhora nas perspectivas de crescimento e exposição ao setor de tecnologia.

Uma investigação dos EUA concluiu, nesta terça-feira que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a mesma usada para justificar a proposta de tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Ainda não está claro se as tarifas serão cumulativas.

O Brasil foi incluído no grupo que poderá enfrentar a sobretaxa de 12,5%, ao lado de China, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul.

Segundo o relatório, o país não possui mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países.

Os EUA argumentam que essa falha cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores americanos e contribui para a manutenção do trabalho escravo moderno nas cadeias globais de produção.

A proposta ainda não entrou em vigor. O governo americano receberá contribuições públicas até 6 de julho, e realizará audiências sobre o tema em 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas.

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em uma rua chinesa antes da visita de Donald Trump ao país, em 13 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Tingshu Wang

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Pecuária brasileira na ‘lista suja’: o que EUA dizem sobre trabalho forçado no Brasil ao propor mais tarifas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 08:53

Agro Pecuária brasileira na 'lista suja': o que EUA dizem sobre trabalho forçado no Brasil ao propor mais tarifas Brasil é incluído pelo governo Trump em lista de economias que deveriam sofrer novas tarifas de 12,5%. Por BBC

Relatório americano sobre trabalho forçado tem um estudo de caso criticando a pecuária brasileira. — Foto: Getty Images via BBC

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de 59 países, além da União Europeia, que "não conseguiram" proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado — e que, segundo as autoridades americanas, devem ser sujeitos a mais tarifas retaliatórias por causa disso.

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%. Não está claro se essas tarifas se adicionam a outras já em vigor — e como elas se aplicariam em relação a listas de exceções.

No caso do Brasil, o relatório destaca o fato de "pesquisas independentes" sugerirem que "pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'" (leia abaixo na reportagem). A BBC News Brasil entrou em contato com o governo brasileiro e com associações que representam a pecuária brasileira, mas ainda não houve manifestação sobre o novo relatório.

Os EUA ainda estão em fase de consulta sobre essas medidas. O USTR realizará uma audiência pública sobre sua proposta em 7 de julho.

"O fracasso dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais", disse o representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.

"Não toleraremos mais essa disparidade. Alguns parceiros comerciais já tomaram medidas iniciais para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado […]. No entanto, cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global."

A investigação foi feita em praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. As 60 economias sob investigação representam mais de 99% da pauta de importações dos EUA.

Todas elas foram condenadas pela investigação — e receberam recomendação de imposição de tarifas retaliatórias. Entre os países, estão economias avançadas e aliados tradicionais dos americanos, como União Europeia, Reino Unido, Japão e Israel.

Para seis economias — Canadá, União Europeia, Equador, México, Paquistão e Indonésia — a taxação proposta é de 10%, porque no entendimento americano elas possuem mecanismos, mas não realizam a fiscalização contra o trabalho forçado.

O anúncio do governo americano ocorre poucas semanas antes da expiração de uma tarifa de 10% que a Casa Branca havia imposto a dezenas de países após uma derrota na Suprema Corte em fevereiro, que derrubou o tarifaço inicial proposto pelo presidente americano Donald Trump. Essa tarifa fixa se baseava na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas tinha validade de apenas 150 dias.

Algumas autoridades e especialistas acusam os EUA de buscar novas formas de manter o tarifaço de Trump, usando outros pretextos.

"Como o tribunal considerou o regime tarifário [de Trump] ilegal, acho que está claro que os EUA estão buscando outras maneiras de restabelecer essa barreira tarifária, esse regime", disse o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Todd McClay, ao jornal Financial Times. "Não estamos envolvidos em nenhuma forma de trabalho forçado".

O anúncio foi feito um dia depois que o mesmo USTR concluiu uma grande investigação comercial iniciada contra o Brasil em julho do ano passado — e disse que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".

Na segunda-feira (01/06), o governo americano propôs tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros — mas essas medidas ainda não foram definidas e serão discutidas ao longo das próximas semanas até o dia 15 de julho.

O Brasil é um dos 59 países (além da União Europeia) com uma seção específica no relatório. O país é mencionado 19 vezes no relatório de 98 páginas.

"O USTR constatou que o Brasil não impôs nem aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado", diz o texto, cujas conclusões sobre o Brasil estão resumidas em três parágrafos.

O relatório diz que a falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado é "irrazoável" e "onera ou restringe o comércio dos EUA" — os mesmos termos usados na conclusão da investigação do dia anterior que condenou práticas comerciais usadas pelo Brasil e propôs tarifas de 25% aos produtos brasileiros.

"Embora o Brasil alegue proibir importações produzidas com trabalho forçado por meio da implementação de seus compromissos em acordos de investimento e acordos de livre comércio, essas disposições não proíbem legalmente a importação de bens produzidos total ou parcialmente por trabalho forçado de outra economia para o mercado interno para venda", diz o texto.

Essas conclusões sobre o Brasil são semelhantes às de outros países — com algumas variações no texto para cada um.

O Brasil aparece em outro trecho do relatório em um estudo de caso específico, sobre sua produção de carne bovina — ao lado de outros dois exemplos, sobre importação de arroz de Mianmar e de tabaco do Malauí.

"Está bem documentado que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil", diz o relatório.

"A lista TVPRA [uma lista do governo americano de produtos fabricados por meio de trabalho infantil ou trabalho forçado] afirma que há razões para acreditar que existe trabalho forçado na produção de gado no Brasil. Pesquisas independentes sugerem que pecuaristas brasileiros constam na chamada 'Lista Suja'."

A "Lista Suja" é um documento público divulgado pelo Ministério do Trabalho para dar visibilidade a fiscalizações do governo de combate ao trabalho escravo.

Segundo o relatório americano, as exportações agrícolas americanas são afetadas por isso, já que tanto Brasil como EUA exportam carne bovina congelada para a China — com o Brasil se distanciando dos americanos na preferência dos chineses.

"Durante o período de 2015 a 2025, o volume de exportações de carne bovina congelada do Brasil para as economias investigadas quase dobrou, em comparação com um aumento de 21% no volume exportado pelos EUA", diz o texto.

"Como demonstram as importações de carne bovina congelada pela China, os efeitos negativos da concorrência com produtos provenientes de trabalho forçado sobre as exportações dos EUA não se limitam a bens manufaturados, podendo também afetar negativamente as exportações agrícolas americanas."

"Embora nem todas as importações chinesas de carne bovina congelada do Brasil sejam necessariamente produzidas com trabalho forçado, a prevalência dessa prática na produção pecuária brasileira sugere fortemente que ao menos parte dessas importações foi produzida total ou parcialmente com trabalho forçado."

Segundo as conclusões da investigação americana, "todas as economias investigadas falharam tanto em impor uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado quanto em fazer cumprir efetivamente essa proibição".

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O anúncio da conclusão americana sobre trabalho forçado aconteceu um dia após outra grande investigação sobre o Brasil, na qual o USTR propôs tarifas retaliatórias de 25% contra produtos brasileiros.

As supostas práticas brasileiras condenadas pelo governo americano são relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

O governo americano ainda está recebendo consultas do público até o dia 1º de julho sobre as medidas. No dia 6 de julho, haverá uma audiência pública.

Brasil e EUA vivem tensões com classificação de facções criminosas como organizações terroristas e acusações comerciais — Foto: AFP via Getty Images/BBC

O representante-geral de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que teve "reuniões construtivas" que "se intensificaram nas últimas semanas" com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump — e que espera dar continuidade a esse diálogo com o governo brasileiro até 15 de julho, antes de adotar qualquer medida de resposta.

"No entanto, continuamos enfrentando divergências significativas na resolução das questões identificadas nesta investigação", disse Greer em nota.

No mesmo dia em que anunciou a medida, Trump fez uma publicação com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

"Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!", escreveu Trump na sua rede social Truth Social.

Antes da publicação do presidente americano, Flávio afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que é contra a imposição de novas tarifas para compra de produtos importados que os EUA planejam adotar contra o Brasil.

"Sempre defendi as empresas brasileiras e, em qualquer oportunidade que tiver, vou continuar a defender nosso setor produtivo. Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. Tarifa não é solução", disse Flávio na terça-feira.

"Precisamos sentar de maneira séria na mesa de negociação, não com bravatas, como faz Lula."

Lula, por sua vez, atribuiu a conclusão das investigações americanas à atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro nos EUA.

O petista chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de "vendilhões e traidores da pátria" ao reagir à nova ameaça do governo americano.

"Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores", disse Lula.

O presidente brasileiro comentou que a reunião que ele teve com Trump no início do mês havia sido um "sucesso", mas que as negociações foram atrapalhadas.

O presidente argumentou ainda que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil.

Em seguida, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta destinada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em que ele pede que Washington não imponha novas sanções comerciais ao Brasil.

No ofício, escrito em inglês, o senador diz que o país vive "um grave processo de deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas causaria "sérios danos ao povo brasileiro".

"Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", escreveu.

Outro ponto de desavença entre os governos dos EUA e Brasil aconteceu na semana passada, após o governo americano anunciar que passará a classificar as facções criminosas brasileiras PCC e CV como organizações terroristas. A medida foi anunciada por Trump dois dias após um encontro no Salão Oval com Flávio Bolsonaro.

"Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta", disse Lula, sobre a decisão americana.

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Governo brasileiro já esperava sobretaxa relacionada a trabalho forçado e segue dizendo ser decisão política dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 06:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro já esperavam que os Estados Unidos propusessem sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado.

No entendimento de interlocutores do governo, a nova taxa será somada aos 25% anunciados na segunda-feira (1°). Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximo aos 40% impostos no ano passado.

A defesa contra essa nova taxação deve seguir o mesmo caminho da adotada em relação aos 25%: diálogo com os Estados Unidos até o prazo final da investigação.

Em abril, o Brasil apresentou uma defesa que a diplomacia classificou como técnica, ressaltando os números do combate ao trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em 2003, e a criação da “Lista Suja”, pela qual empregadores flagrados explorando mão de obra escrava perdem financiamentos em bancos públicos.

Nesta quarta (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá a um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, onde também estará o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.

Fontes que acompanham o ministro afirmam que ainda não há nada marcado entre os dois, mas que Vieira deve tentar se reunir com Greer.

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Bloqueio de 18% do orçamento pode comprometer fiscalização, investimentos e serviços das agências reguladoras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 04:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%MoedasDólar ComercialR$ 5,009-0,27%Dólar TurismoR$ 5,212-0,18%Euro ComercialR$ 5,826-0,27%Euro TurismoR$ 6,075-0,15%B3Ibovespa174.198 pts1,16%Oferecido por

O bloqueio de 18% no orçamento das agências reguladoras federais pode comprometer atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população.

Os valores são parte de um bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 feito pelo governo federal no final de maio.

O alerta é do presidente do Comitê das Agências Reguladoras Federais (Coarf), Guilherme Sampaio, que avalia que os sucessivos cortes de recursos vêm reduzindo a capacidade operacional desses órgãos.

🔎 Um bloqueio no orçamento é como um "freio de emergência" temporário nas finanças do governo e acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido.

Segundo Sampaio, as agências acumulam perdas orçamentárias ao longo dos últimos anos. Ele afirma que, em um horizonte de cinco a dez anos, o orçamento do setor encolheu cerca de 40%.

"Quando você pega um recorte de cinco ou dez anos, as agências tiveram uma redução em torno de 40% do seu orçamento. Só corrigido pela inflação, esse valor já deveria ser significativamente maior", afirmou.

"Estamos falando de um contingenciamento de 18% sobre um orçamento que já é menor do que o dos anos anteriores. Se isso não for revertido, vai comprometer as atividades das agências", disse.

💵 Entre os órgãos afetados, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acumula o maior bloqueio do ano, da ordem de R$ 57 milhões. Sampaio, que também preside a agência, afirma que a medida coloca em risco ações estratégicas previstas para os próximos meses.

cronogramas de leilões de concessões;atividades de fiscalização do transporte de passageiros e de cargas; e projetos voltados à modernização tecnológica da agência.

"Os leilões previstos para o segundo semestre, a fiscalização do transporte de passageiros, o acompanhamento do piso mínimo do frete e, no curto e médio prazo, a própria execução das obrigações assumidas nos contratos de concessão, podem ser impactadas", afirmou.

🚛 Diante do cenário, a ANTT busca alternativas para reduzir os efeitos do bloqueio. Uma das possibilidades é o apoio do Ministério dos Transportes, ao qual a agência é vinculada administrativamente.

De acordo com Sampaio, as conversas com a pasta já estão em andamento para avaliar medidas de mitigação.

Em ocasiões anteriores, o ministério transferiu recursos para reforçar o orçamento da agência e evitar a interrupção de atividades consideradas essenciais. Desta vez, porém, a solução pode ser mais complexa, já que a própria pasta também foi atingida pelo bloqueio.

💰 A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que teve R$ 24 milhões bloqueados de seu orçamento, afirmou que será obrigada a reduzir imediatamente cerca de 40% de suas ações de fiscalização sobre empresas reguladas, como companhias aéreas, aeroclubes e oficinas de manutenção aeronáutica.

✈️ A Anac relata que também serão suspensas as provas para certificação de pilotos e comissários de voo. Além disso, os processos de certificação de novas aeronaves serão interrompidos, o que pode impedir a entrada de novas aeronaves em operação.

A agência informou ainda que precisará reduzir contratos terceirizados e adiar investimentos em tecnologia da informação.

"Foram cancelados eventos institucionais, muitos deles voltados ao aprimoramento da segurança operacional do setor aéreo, bem como a participação de servidores em fóruns e eventos internacionais nos quais a Anac representa o Brasil", afirmou a agência em nota.

💰 A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que teve R$ 34,2 milhões bloqueados, disse que acompanha a situação com preocupação e ainda avalia os impactos da medida.

"Nesse momento, o que se pode afirmar é que eventuais restrições orçamentárias tendem a demandar a reavaliação de despesas discricionárias, podendo repercutir sobre iniciativas de modernização administrativa, transformação digital, evolução tecnológica e projetos de desenvolvimento institucional", informou a agência.

📞 Já a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que está analisando os efeitos do bloqueio sobre suas atividades.

"O processo em curso envolve a revisão das programações internas e das atividades em andamento, com o objetivo de identificar possíveis ajustes e priorizar ações essenciais", disse a autarquia.

💰 A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por sua vez, afirmou que o bloqueio de R$ 34,3 milhões poderá reduzir as ações de fiscalização realizadas por equipes próprias, devido à limitação de recursos para deslocamentos e diárias.

Também poderão ser afetadas as fiscalizações descentralizadas realizadas em parceria com 16 agências reguladoras estaduais conveniadas. De acordo com a agência, projetos de transformação digital e modernização tecnológica também poderão ser adiados.

A Aneel alerta que restrições em infraestrutura e tecnologia da informação afetam processos considerados críticos, comprometem a produtividade da autarquia e podem provocar atrasos com reflexos para todo o setor elétrico.

O g1 pediu posicionamento para as demais agências reguladoras, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

Procurado, o Ministério do Planejamento informou que o bloqueio, detalhado na última sexta-feira (29), atingiu ministérios e órgãos do governo de maneira generalizada.

"Sempre que possível, foi observada a proporcionalidade entre bloqueios e volume de despesa de discricionária em cada um desses Ministérios e Órgãos", afirmou.

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Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? Entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 04:51

Agro Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? Entenda Embora os EUA comprem 90% da tilápia exportada pelo Brasil, especialistas avaliam que o volume destinado ao exterior é pequeno para provocar queda relevante nos preços internos. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

A tilápia foi um dos produtos agropecuários que ficaram de fora da lista de exceções da tarifa de 25% anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil, na segunda-feira (1°).

A tilápia é o peixe brasileiro mais exportado, e o principal mercado comprador são os EUA, que são o destino de 90% do volume vendido para o exterior.

Apesar da forte dependência das exportações para os EUA, os embarques representam apenas cerca de 2,1% de toda a produção brasileira de tilápia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Portanto, mesmo que as exportações diminuam e mais peixe fique disponível no mercado interno, o volume não seria suficiente para provocar uma queda significativa nos preços.

A nova taxa decorre de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, sob a alegação de que as políticas comerciais brasileiras restringem o comércio norte-americano.

A tilápia ficou de fora da lista de exceções da tarifa de 25% proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros. A medida foi anunciada na segunda-feira (1º) e pode entrar em vigor em 15 de julho.

➡️ Mas, afinal, o consumidor brasileiro pode ser afetado? Não diretamente. A tarifa será paga pelas empresas dos EUA que comprarem produtos brasileiros.

A tilápia é o peixe brasileiro mais exportado, e os EUA são o destino de 90% do volume vendido ao exterior. A dependência do mercado americano é muito maior do que a observada em setores como carne e café, que contam com outros compradores relevantes.

Apesar dessa dependência, as exportações representam apenas cerca de 2,1% de toda a produção brasileira de tilápia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Por isso, mesmo que as exportações recuem e mais peixe fique disponível no mercado interno, o volume não seria suficiente para provocar uma queda significativa nos preços, afirma Matheus Do Ville Liasch, analista de mercado de tilápia do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Segundo o pesquisador, as exportações brasileiras vinham crescendo e ganhando relevância. Ainda assim, continuam pequenas em relação ao mercado interno e não têm força para alterar os preços de forma significativa.

Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), pode haver alguma queda de preços em mercados regionais, mas não em escala nacional.

A nova tarifa foi proposta após a conclusão de uma investigação aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o documento, a medida se justifica porque uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro seria "irrazoável" e "oneraria ou restringiria" o comércio dos EUA.

Ao contrário de produtos como carne e café, dos quais os EUA dependem em maior medida, a tilápia conta com outros fornecedores relevantes para o mercado americano, afirma Liasch. Segundo dados do Cepea, o Brasil ocupa a quarta posição entre os exportadores para os EUA, atrás de China, Colômbia e Indonésia.

Além disso, cerca de 80% do mercado americano de tilápia é composto por filé congelado, enquanto o Brasil exporta principalmente filé fresco, segundo Medeiros.

No ano passado, Trump já havia imposto duas tarifas que foram anuladas pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro de 2026.

as chamadas tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado.a sobretaxa de 40% sobre diversos itens brasileiros, anunciada por Trump em carta enviada ao presidente Lula, em julho de 2025.

Segundo o presidente da PeixeBR, essas tarifas reduziram a rentabilidade dos produtores de tilápia, que absorveram parte do custo para evitar uma queda nas vendas. Mesmo assim, as exportações brasileiras para os EUA caíram 43,7% no segundo semestre de 2025.

No mesmo período, o Brasil ampliou as exportações de tilápia para o Canadá. Mas Liasch afirma que a abertura de novos mercados é uma estratégia de longo prazo e o Brasil deve continuar dependente dos EUA para exportar o peixe.

Para Medeiros, ainda é cedo para medir os impactos da medida. Segundo ele, será preciso avaliar se concorrentes do Brasil, como a Colômbia, também serão alvo de tarifas.

Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), destaca que a tilápia não está entre os produtos diretamente citados na investigação conduzida com base na Seção 301.

"Por isso, esperamos que haja sensibilidade durante o processo de consulta pública e que prevaleça uma análise técnica", afirma.

Carne bovina: cortes frescos, refrigerados ou congelados, com osso ou desossado, incluindo carcaças e cortes de alta qualidade, além de miúdos, carne enlatada e carne seca ou defumada;Frutos do mar e derivados: corais, conchas e materiais similares.Hortaliças e fungos: chuchu, brotos de bambu, castanhas-d'água, orelha-de-pau (wood ears) e cogumelos shiitake secos.Raízes e tubérculos: mandioca (fresca, congelada ou seca), taro, mangarás (yautia), jicama, araruta.Frutas: Tomates (frescos ou refrigerados), cocos (desidratados, frescos, com ou sem casca), fruta-pão, bananas, plátanos, abacaxis, abacates, goiabas, durians, mangas, laranjas, limões, papaias, kiwis, etrogs.Nozes: cocos, castanhas-do-pará, castanhas-de-caju, macadâmias.Café e outros estimulantes: café torrado, não torrado, descafeinado ou não, chá verde, chá preto, erva-mate.Bebidas e estimulantes: café (grão, torrado, cascas e substitutos), chás (verde e preto), erva-mate e cacau (grãos, pasta, manteiga e pó).Cacau e derivados: grãos, cascas, pasta, manteiga e pó de cacau sem açúcar.Especiarias: Pimenta, baunilha, canela, cravo, noz-moscada, gengibre, açafrão e cúrcuma.Produtos processados: Amido de mandioca, tapioca, sucos de frutas (laranja, limão, abacaxi e açaí) e preparações de açaí.

Minérios: minério de ferro, manganês, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio, titânio e prata.Minerais: grafite natural, caulim, fosfatos de cálcio, sulfato de bário (barita), magnésita e amianto.Energia e combustíveis: carvão (antracito e betuminoso), coque, gás de carvão, óleos de petróleo (crus e refinados), querosene, lubrificantes, gás natural liquefeito, propano, butano e energia elétrica.

Químicos industriais: iodo, silício, arsênio, selênio, óxidos de zinco e titânio, e diversos compostos orgânicos e inorgânicos.Fertilizantes: ureia, sulfato de amônio, nitrato de sódio, cloreto de potássio e fertilizantes fosfatados.Saúde e Farmacêuticos: vacinas (humanas e veterinárias), sangue humano, antissoros, toxinas, antibióticos (penicilinas, estreptomicinas, tetraciclinas, etc.), hormônios (insulina, cortisona, estrogênios), vitaminas, contraceptivos químicos e kits de ensaios clínicos.

Motores e peças: motores de pistão, turbojatos, turbopropulsores e suas partes.Componentes de voo: hélices, rotores, trens de pouso e fuselagens.Equipamentos internos: assentos de aeronaves, aparelhos de respiração, caixas-pretas (flight data recorders) e instrumentos de navegação aérea (pilotos automáticos e bússolas).Materiais diversos: tubos de plástico, pneus de borracha, juntas de vedação e vidros de segurança laminados, desde que destinados ao uso em aeronaves.Madeira: teca, mogno, balsa e virola (em toras ou serradas).Papel e celulose: polpa de madeira química e diversos produtos de papel.Metais preciosos: ouro, prata e platina (em formas brutas ou manufaturadas).Tecnologia: Máquinas para fabricação de semicondutores, circuitos integrados eletrônicos e processadores.

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O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 04:51

Trabalho e Carreira O que os jovens buscam em um emprego? Crescimento pesa mais que salário, diz pesquisa Levantamento do CIEE com mais de 8,8 mil jovens mostra também que flexibilidade aparece atrás de ambiente de trabalho e reputação da empresa. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Oportunidade de crescimento profissional é o principal fator na escolha de emprego para 54% dos jovens brasileiros, segundo pesquisa do CIEE com mais de 8,8 mil entrevistados.

Boa remuneração e benefícios aparecem em segundo lugar (43%), seguidos por ambiente de trabalho agradável (31%).

Saúde mental ganhou peso entre as prioridades: 98% consideram importante trabalhar em empresas que valorizem o tema.

Apesar do debate sobre home office, flexibilidade no trabalho ficou atrás de fatores como reputação da empresa e ambiente saudável.

Jovem faz curso de informática em Santa Catarina; jovens têm ficado fora do mercado de trabalho por opção das empresas — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

A oportunidade de crescimento profissional, a boa remuneração e um ambiente de trabalho saudável estão entre os principais fatores levados em consideração pelos jovens brasileiros na hora de escolher onde trabalhar.

É o que aponta uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com mais de 8,8 mil jovens de 14 a 24 anos em todo o país.

Segundo o levantamento, 54% dos entrevistados afirmaram que a oportunidade de crescimento é o principal motivo para escolher uma empresa. Em seguida aparecem boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%).

A pesquisa indica que a nova geração busca mais do que salário. Para 79% dos jovens, remuneração e benefícios são importantes, mas não representam o principal critério na escolha do emprego ideal. O resultado reforça uma visão mais ampla sobre o trabalho, que inclui bem-estar, desenvolvimento e propósito.

Outro dado que chama atenção é a importância dada à saúde mental: 98% consideram muito importante trabalhar em empresas que valorizem o tema, e 93% afirmam concordar totalmente com essa necessidade.

O levantamento também mostra que os jovens querem trabalhar em empresas onde se sintam valorizados. Quase todos os entrevistados (98%) consideram importante que as organizações valorizem os jovens profissionais, e sete em cada dez afirmam que não trabalhariam em empresas que não compartilham dos mesmos valores.

Apesar do avanço do debate sobre home office e modelos híbridos, a flexibilidade no trabalho apareceu apenas na quinta posição entre os fatores mais relevantes na escolha de uma empresa, empatada com a localização próxima de casa, também com 20% das respostas. A preferência ficou atrás até mesmo da reputação da empresa, citada por 24% dos participantes.

A pesquisa também revela uma forte percepção sobre o papel social das empresas: 98% dos entrevistados acreditam que organizações que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% dizem que elas têm papel fundamental para garantir a empregabilidade da juventude brasileira.

54% priorizam oportunidade de crescimento profissional;43% apontam boa remuneração e benefícios;31% valorizam ambiente de trabalho agradável;24% preferem empresas tradicionais ou renomadas;20% consideram flexibilidade no trabalho um diferencial;98% querem trabalhar em empresas que valorizem saúde mental;98% dizem ser importante que empresas valorizem os jovens;7 em cada 10 não trabalhariam em empresas com valores diferentes dos seus.

Para o superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, os dados mostram uma mudança nas expectativas da nova geração.

“Questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas para os jovens. Esta geração está mais atenta não apenas ao propósito da empresa, mas também à compatibilidade com seus próprios objetivos de vida”, afirma.

O levantamento ouviu 8.881 jovens de 14 a 24 anos em todas as regiões do país e tem margem de erro de um ponto percentual.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Avião que fará rota mais longa do mundo faz primeiro voo de teste; veja como foi a viagem

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 03:47

Inovação Avião que fará rota mais longa do mundo faz primeiro voo de teste; veja como foi a viagem Modelo da Airbus foi projetado para voar até 22 horas sem escalas e permitirá ligações diretas entre Sydney e cidades como Londres e Nova York. Por Redação g1 — São Paulo

O avião fez um teste de 3h43min em Toulouse na França e alcançou 12.500 metros de altitude, segundo a Airbus.

Uma das diferenças do modelo é a presença de um tanque de combustível adicional, capaz de aumentar sua autonomia.

O avião permitirá pela primeira vez voos sem paradas entre Sidney, na Austrália, e destinos coo Londres e Nova York.

A fabricante aeronáutica europeia Airbus concluiu na terça-feira (2) o primeiro voo de teste do avião A350-1000ULR. O avião foi projetado para voar até 22 horas seguidas e superar o recorde de voo comercial direto mais longo do mundo.

O modelo MSN 707 voou por 3 horas e 43 minutos em um trajeto com origem e destino em Toulouse, na França, e alcançou altitude levemente superior a 41.000 pés ou 12.500 metros, informou a Airbus.

A aeronave foi pilotada por uma equipe dedicada aos testes da empresa e estava equipada com instrumentos específicos para o experimento.

Pela primeira vez, será possível voar sem paradas entre Sidney, na Austrália, e destinos como Londres, no Reino Unido, e Nova York, nos Estados Unidos. Na prática, essa mudança pode reduzir em até quatro horas o tempo total das viagens.

O voo comercial mais longo em operação neste momento é o da Singapore Airlines, entre Singapura e Nova York, com aproximadamente 15.350 km e duração de mais de 18 horas. O voo entre Sidney e Londres, por exemplo, alcançaria 18.500 km.

O A350-1000ULR (ULR é a sigla em inglês para "alcance ultralongo") é uma variação do A350-1000. Uma das diferenças para a versão padrão é um tanque adicional com capacidade para mais 20 mil litros de combustível, o que aumenta a autonomia em mais de 1.800 km, segundo a Airbus.

"Durante o primeiro voo, a tripulação realizou verificações gerais de desempenho da aeronave e testou a nova arquitetura do sistema de combustível. Isso marca o início de uma campanha de teste de voo por dois meses para certificar a modificações", disse a Airbus.

A fabricante disse ainda que fará certificações sobre a ventilação e o controle de temperatura dentro da cabine, além de um novo sistema de refrigeração na cozinha de bordo, criada para ser mais leve e eficiente para voos de longa duração.

A entrega sofreu atrasos, mas a companhia aérea deve receber a primeira unidade em abril de 2027 – o prazo inicial para inaugurar a rota era 2025 e já tinha sido adiado para o final de 2026.

O investimento faz parte do que a empresa chamou de Projeto Sunrise ("nascer do Sol"). Ele ganhou esse nome porque, devido à diferença do fuso horário entre a Austrália e o restante do mundo, os passageiros poderão ver o nascer do sol duas vezes nos voos mais longos.

A companhia aérea também encomendou outras 12 unidades do A350-1000, destinados a voos de longa distância, mas com percursos um pouco mais curtos.

Avião A350-1000ULR, fabricado pela Airbus, foi encomendado pela companhia aérea australiana Qantas — Foto: Divulgação/Qantas

A Qantas informou em 2025 que, para oferecer mais conforto, levará até 238 passageiros por voo, abaixo dos cerca de 300 lugares da versão padrão da aeronave.

O projeto da Qantas inclui uma zona de bem-estar com opções para passageiros alongarem as pernas, se alimentarem e se hidratarem. Além disso, todos terão acesso a Wi-Fi durante o voo.

O avião terá 6 assentos na primeira classe, 52 na classe executiva, 40 na classe econômica premium e 140 na classe econômica. Saiba mais sobre cada uma delas:

Primeira classe com quarto privativo com poltrona reclinável, cama, TV de 32", seis áreas para armazenar objetos, guarda-roupa e espaço para trabalhar e comer;Classe executiva com poltrona larga de 2 metros de comprimento (que pode virar cama), TV de 18", mesa de apoio, carregador sem fio, área de armazenamento e opção para fechar a cabine;Classe econômica premium com apoios para pernas e cabeça, tela de 13,3" e porta-luvas pessoal;Classe econômica com apoio para cabeça, espaço extra para pernas, tela de 13,3".

A empresa também disse ter trabalhado com especialistas em sono para reduzir os efeitos do jet lag com a adoção de iluminação e horários de refeição mais adequados.

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Por que investidores seguem a multidão? Entenda o comportamento de manada

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/06/2026 03:47

g1 explica Por que investidores seguem a multidão? Entenda o comportamento de manada No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Seguir as decisões da maioria é um comportamento comum e, na economia, recebe o nome de comportamento de manada. A tendência faz com que muitas pessoas invistam em determinado ativo apenas porque ele está atraindo cada vez mais investidores.

Esse movimento costuma ganhar força em momentos de alta dos mercados. Com mais compradores, os preços sobem, reforçando a percepção de que o investimento é uma aposta segura, mesmo quando a valorização não reflete o valor real do ativo.

Episódios como a bolha das tulipas na Holanda, a crise das empresas de tecnologia e a crise financeira de 2008 mostram os riscos desse comportamento. Especialistas alertam que consenso não é garantia de acerto e que o entusiasmo coletivo pode aumentar a exposição a perdas.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Live shopping: como transmissões ao vivo viraram estratégia para vender milhões

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/06/2026 03:47

Empreendedorismo Guia do empreendedor Live shopping: como transmissões ao vivo viraram estratégia para vender milhões Formato combina entretenimento e vendas em tempo real, com interação direta com o público e ofertas que incentivam compras rápidas. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

As chamadas “live shop” ou “live shopping” — também conhecidas como live commerce — são transmissões ao vivo voltadas à venda nas redes sociais que vêm se consolidando como uma nova estratégia de negócios no ambiente digital.

O formato combina entretenimento, interação em tempo real e ofertas com senso de urgência para estimular compras online. Durante as transmissões, os vendedores apresentam produtos, tiram dúvidas dos consumidores e oferecem descontos ou estoques limitados para incentivar decisões rápidas.

Segundo especialistas, o diferencial está na proximidade com o público e na possibilidade de interação instantânea, o que aumenta as chances de conversão em vendas. A estratégia também tem sido adotada por pequenos empreendedores, muitas vezes com o uso apenas do celular.

Especialistas apontam que simplificar o processo de compra é um dos principais fatores para o sucesso das vendas ao vivo. Neste vídeo, o g1 mostra como funciona o modelo de live shop e por que ele tem atraído desde pequenos negócios até operações que já faturam milhões nas redes sociais.

Vender ao vivo virou febre: como funciona o modelo que já fatura milhões nas redes — Foto: Reprodução/Magnific

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Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 03/06/2026 02:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP Empreendedoras criaram gastrobar no Itaim Paulista, faturam R$ 1,5 milhão por ano e apostam na Copa do Mundo para ampliar público e abrir nova unidade. Por PEGN

Duas empreendedoras transformaram a paixão pelo futebol em um gastrobar temático no Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O negócio mistura clima de estádio com gastronomia mais sofisticada.

O bar surgiu após uma primeira experiência de Stefany Marques com uma balada temática de futebol. Depois da queda no movimento, ela se uniu à sócia Fernanda Tardochi para criar um novo modelo de negócio.

Hoje, o empreendimento conta com 25 funcionários, ticket médio de R$ 80 e faturamento anual de R$ 1,5 milhão. O cardápio inclui pratos e drinques inspirados em craques do futebol mundial.

Para a Copa do Mundo, as empresárias querem ampliar a capacidade do espaço de 120 para 200 clientes e planejam abrir uma nova unidade no centro de São Paulo.

Com grafites de jogadores nas paredes, telões espalhados pelo salão e pratos inspirados em craques do futebol mundial, um gastrobar na Zona Leste de São Paulo encontrou no esporte mais popular do país a fórmula para atrair clientes e crescer.

À frente do negócio estão as sócias Stefany Marques e Fernanda Tardochi, que transformaram a paixão pelo futebol em um empreendimento que hoje fatura cerca de R$ 1,5 milhão por ano.

O bar, localizado no Itaim Paulista, nasceu da vontade de Stefany de empreender em um segmento com o qual já tinha familiaridade. Filha de donos de restaurante, ela cresceu acompanhando a rotina da família no setor alimentício, mas decidiu apostar em um modelo próprio de negócio.

A primeira tentativa foi uma balada temática de futebol. Apesar do bom início, o formato perdeu força com o passar do tempo. “Balada tem uma durabilidade. Você abre, tem um ‘start’ de dois anos e depois acaba tendo uma caída”, afirma Stefany.

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

Foi nesse período que Fernanda entrou para a sociedade. O que começou como apoio durante a reforma do novo espaço virou parceria definitiva. Hoje, as duas dividem a gestão do negócio: Stefany cuida da área financeira e das compras, enquanto Fernanda lidera o marketing e a gestão da equipe.

A proposta do gastrobar foi unir o clima descontraído dos bares esportivos com pratos mais elaborados. Para isso, elas contrataram um chef que já havia trabalhado em restaurantes renomados da capital paulista.

A ideia era levar uma experiência gastronômica diferenciada para a região, evitando que moradores precisassem se deslocar até áreas centrais da cidade.

Hoje, o negócio conta com 25 funcionários e ticket médio de R$ 80. No cardápio, pratos e drinques levam nomes ligados ao universo do futebol, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

Para a Copa do Mundo, as empresárias criaram ainda uma sobremesa inspirada nas cores da seleção brasileira. A expectativa é que o torneio impulsione ainda mais o movimento da casa.

As sócias planejam ampliar a capacidade do espaço de 120 para 200 clientes, investir em decoração temática, telões e apresentações musicais durante os jogos.

Além da movimentação esperada com a Copa, as empresárias já pensam nos próximos passos. O plano é abrir uma nova unidade na região central de São Paulo para atingir um público ainda maior.

“A nossa chance é conquistar os clientes enquanto eles estão aqui. Se tiverem um bom atendimento, boa comida e bons drinks, as chances de eles voltarem são altas”, diz Fernanda.

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua Rafael Monteiro Valeiro 178 – Itaim Paulista São Paulo /SP – CEP: 08140-020📞 Telefone: (11) 94600-4577🌐 Site: https://livemenu.app/menu/65de1f76da37e20071ba67ee📧 E-mail: campinhogastrobar@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/campinhogastrobar/?hl=pt-br

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