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Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 08:44

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa Bebida produzida em área de pesquisa da Apta atingiu mais de 90 pontos em teste cego da Associação Brasileira de Enologia. Cultivo usa manejo agroecológico. Por Nosso Campo, TV TEM

Um suco de uva orgânico produzido em São Roque (SP) conquistou a medalha de platina da Associação Brasileira de Enologia.

O produto atingiu entre 90 e 95 pontos em uma avaliação rigorosa que analisou cerca de 200 amostras brasileiras.

A bebida é o resultado de uma pesquisa de seis anos conduzida pela Apta Regional, Sindusvinho e Instituto Federal.

As videiras são cuidadas sem defensivos químicos, utilizando linhas de plantas nativas para atrair predadores naturais de pragas.

O suco campeão é feito combinando o processamento controlado de duas variedades de uvas: a Bordô e a Isabel.

Suco de uva orgânico de São Roque ganha prêmio nacional após 6 anos de pesquisa — Foto: TV TEM/Reprodução

Um suco feito com uvas orgânicas em São Roque (SP) foi premiado como um dos melhores do Brasil. O produto conquistou a medalha de platina no concurso da Associação Brasileira de Enologia (ABE), atingindo nota entre 90 e 95 pontos em uma escala até 100. A bebida disputou o título com quase 200 amostras de todo o país.

O resultado é fruto de um projeto que une o conhecimento do campo à pesquisa acadêmica. O experimento durou seis anos, com quatro safras colhidas que comprovaram a viabilidade de produzir uvas sem agrotóxicos na região.

O trabalho foi desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional), em parceria com o Instituto Federal e o Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque (Sindusvinho).

O cultivo é feito em uma área de 4 mil metros quadrados que reúne mais de 1,3 mil videiras. O espaço funciona como uma "sala de aula a céu aberto" para estudantes do curso de Enologia do Instituto Federal. No local, é aplicado o conceito agroecológico:

Linhas alternadas: o mato e as plantas espontâneas são mantidos em uma fileira sim e outra não;Proteção natural: essa vegetação nativa serve de abrigo para insetos que combatem as pragas da videira, eliminando o uso de defensivos químicos;Colheita manual: os cachos são retirados um a um, avaliando critérios de cor, textura e doçura.

Após a colheita, as uvas passam por um processo rigoroso de extração e envase para manter a pureza da fruta. De acordo com o presidente do Sindusvinho, Alex de Moraes, o segredo do sabor premiado está na mistura exata e equilibrada de duas variedades tradicionais de uva: a Bordô e a Isabel.

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Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 08:44

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP Estabelecimentos preservam memórias, fortalecem laços comunitários e mantêm viva uma tradição que marcou gerações. Por Nosso Campo, TV TEM

Antigas vendinhas do interior de São Paulo resistem ao tempo e preservam tradições, memórias e laços comunitários diante das transformações do campo.

Na Estrada 12, em Três Fronteiras, a vendinha da família Scarabeli funciona há 40 anos e virou ponto de encontro de moradores e turistas.

O historiador Silvio Luiz Lofego explica que esses estabelecimentos representam espaços de resistência e símbolos de convivência para as comunidades rurais locais.

Em Nova Canaã Paulista, outra vendinha aberta há quase 70 anos preserva o costume do fiado e histórias de amizades de longa data.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Em meio às transformações do campo e aos avanços das grandes redes comerciais, antigas vendinhas do interior de São Paulo seguem resistindo ao tempo. Os estabelecimentos preservam memórias, fortalecem laços comunitários e mantêm viva uma tradição que marcou gerações.

Na Estrada 12, em Três Fronteiras (SP), próximo a Santa Fé do Sul, uma vendinha aberta há quatro décadas continua atraindo visitantes em busca de sabores e lembranças de um interior que parece ter parado no tempo.

Foi ali que o agricultor Antônio Scarabeli construiu a vida com a família. Segundo ele, a movimentação era intensa quando a região era ocupada principalmente por pequenos sitiantes e cafezais. “Tinha muita gente. Nós vendíamos de tudo. Depois foi acabando o café, entrando a cana e o povo foi indo embora”, relembra.

O filho, Dimar Aparecido Scarabeli, conta que o local chegou a funcionar como principal centro comercial da região. “A compra da semana, do mês, era tudo aqui. Chegamos a vender 100, 150 quilos de farinha e dezenas de fardos de açúcar por semana”, afirma.

Hoje, a função mudou. A vendinha deixou de ser um grande mercado rural, mas continua sendo ponto de encontro para moradores e turistas. Entre os produtos mais procurados estão conservas, queijos e doces artesanais produzidos por Nádia Maria Freitas Scarabeli.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Para muitos frequentadores, visitar uma vendinha é também revisitar a própria história. A cliente Mariene Maia frequenta o local desde a infância, quando acompanhava familiares que moravam na zona rural.

“Me faz sentir muita saudade daquele tempo que, infelizmente, não vai voltar. Mas estamos resgatando essas raízes e mantendo essa história viva”, diz Mariene.

Segundo o historiador Silvio Luiz Lofego, as vendinhas assumiram um papel importante na preservação da memória rural. “Elas representam espaços de resistência. Muitas comunidades rurais desapareceram ou perderam características ao longo das últimas décadas, mas as vendas permanecem como símbolos de convivência e identidade local”, explica.

Conservas, fiado e histórias: vendinhas resistem ao tempo e preservam tradição do interior de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

Em Nova Canaã Paulista (SP), a cerca de 30 quilômetros dali, outra vendinha mantém viva a tradição. Localizada no Bairro do Louro, ela existe há quase 70 anos.

Há 42 anos, o espaço é administrado por Paulo Francisco Araújo e pela esposa, Sônia Maria Andrade Araújo. “Aqui tinha de tudo, igual a um mercadinho. Muitas vendas fecharam, mas nós continuamos”, conta Paulo.

Além das mercadorias, o local preserva um costume cada vez mais raro: a venda fiado. “Já ajudei a tratar de bastante família. Criei meus filhos aqui e melhorei minha vida trabalhando na venda”, lembra.

O estabelecimento também guarda uma história de amor. Paulo e Sônia se conheceram ali há mais de meio século e seguem recebendo clientes que, com o tempo, se tornaram amigos. “A clientela virou família. Temos amigos de 50 anos aqui”, afirma Sônia.

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Renda maior, emprego forte e dívida crescente: por que o consumo segue forte mesmo com juros altos?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 05:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,165-0,17%Dólar TurismoR$ 5,354-0,51%Euro ComercialR$ 5,9280,02%Euro TurismoR$ 6,159-0,36%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

A economia brasileira vive um fenômeno que desafia as previsões econômicas. A taxa básica de juros começou a cair depois de atingir o maior patamar em 20 anos, enquanto a população enfrentava níveis recordes de endividamento e inadimplência.

Economistas esperavam um freio da atividade econômica já no primeiro trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) mostrou, contudo, um avanço do consumo das famílias no período: alta de 1% em relação ao trimestre anterior e de 1,7% contra o mesmo período do ano passado.

Segundo especialistas, o mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda das famílias — tanto pelo emprego quanto por políticas públicas de transferência de renda — ajudam a explicar esse cenário.

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em abril foi de 5,8%, menor patamar para o período na série histórica do Instituto Brasileirao de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o rendimento real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.732, valor 5,3% maior do que um ano antes.

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“As pessoas precisam permanecer inseridas no mercado de trabalho para dar conta do consumo. Isso faz com que o mercado reaja aos efeitos adversos, como a taxa de juros, com certa sustentabilidade”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Junto ao mercado de trabalho forte, o aumento real do salário mínimo, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o alívio de dívidas promovido pelo Desenrola 2.0 foram algumas políticas públicas que mantiveram o ganho de renda da população.

“Tivemos, ao longo dos anos, uma série de transferências de renda. Esse dinheiro vai direto para o consumo imediato, como alimentação, vestuário e serviços”, afirma André Sacconato, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Segundo especialistas, esse perfil de consumo também reflete a crescente digitalização da economia. Parte do avanço do setor de serviços está ligada a áreas como tecnologia, internet e telefonia.

De acordo com Juliana Trece, coordenadora do núcleo de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), outros segmentos que impulsionam o consumo são bares, restaurantes e viagens.

“O curioso é que, mesmo com juros elevados, os bens duráveis — que normalmente crescem menos nesse cenário — seguem avançando, com destaque para o aumento do consumo de automóveis importados, especialmente híbridos e elétricos. Já entre os bens não duráveis, há maior consumo de itens essenciais”, diz.

Ainda que a economia envie sinais positivos, especialistas alertam para o nível de endividamento das famílias. Os dados mais recentes do Banco Central (BC) mostram que o indicador chegou a 49,8% em março, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2025.

“A classe média está pressionada porque tem um consumo maior sustentado pelo crédito, que está cada vez mais caro”, afirma Sacconato, da FecomercioSP.

O levantamento do BC também mostra aumento importante da inadimplência em quase todas as modalidades de crédito para pessoas físicas. Nas linhas com recursos livres — aquelas em que taxas e condições são definidas pelos bancos — o calote chegou a 7,2%.

🔎 A inadimplência é especialmente grave porque representa o percentual das operações de crédito com atraso superior a 90 dias em relação ao saldo total. O resultado mais recente mostra aumento de 1,2 ponto percentual em relação a abril de 2025 (6%).

“A classe média não consegue consumir hoje como consumia anos atrás. O modelo econômico atual, baseado em transferências de renda, não é sustentável porque, no fim, aumenta o endividamento, a inadimplência e a necessidade de manter juros elevados por mais tempo”, diz Sacconato.

Mesmo com a perspectiva de juros e inflação elevados nos próximos meses, especialistas avaliam que o consumo das famílias deve continuar crescendo neste ano.

Segundo Juliana Trece, a projeção do FGV Ibre é que o consumo das famílias encerre o ano com alta de 2,2%, acima do crescimento de 1,3% registrado no ano passado.

“A gente sabe que o BC deve ser cada vez mais cauteloso nos cortes de juros. O mercado de trabalho aquecido ainda deve contribuir e, como se trata de um ano eleitoral, é possível que haja novos estímulos por meio de programas de transferência de renda”, afirma a economista.

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A dez dias do fim do prazo, governo ainda não pagou 10% do valor mínimo de emendas previstas para o 1º semestre

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 04:44

Política A dez dias do fim do prazo, governo ainda não pagou 10% do valor mínimo de emendas previstas para o 1º semestre Especialistas avaliam impacto de emendas nas eleições e criticam a mudança de finalidade dos repasses. Ao todo, governo pagou R$ 18,3 bilhões em emendas parlamentares este ano. Por Vinícius Cassela, Caetano Tonet, g1 — Brasília

A dez dias do fim do prazo estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não pagou 10% do volume mínimo de emendas previstas para o primeiro semestre.

🔎 O calendário aprovado na LDO prevê o pagamento no primeiro semestre de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde, de assistência social e de transferências especiais, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade.

O governo ainda precisa repassar um terço do valor previsto para as emendas feitas por transferências especiais — as chamadas emendas PIX.

💰 Até 18 de junho, o governo federal pagou R$ 15,8 bilhões do total de R$ 17,3 bilhões previstos para essas ações. Desse total, o Executivo quitou R$ 12,3 bilhões em emendas de saúde e R$ 583,1 milhões de assistência social, o que representa o total para essas áreas.

Em relação às emendas de transferências especiais, conhecidas como emndas PIX, o governo pagou R$ 2,8 bilhões, o que corresponde a 63% dos recursos obrigatórios nessa modalidade. Até o fim do mês, no entanto, o Executivo ainda precisa quitar R$ 1,6 bilhão, 37% do total.

Do valor pendente, R$ 109 milhões tiveram os planos de trabalhos rejeitados pelo governo, por algum vício na indicação, e R$ 530 milhões estão em processo de aprovação.

🔎 As emendas PIX foram criadas em 2019 e ficaram conhecidas assim pela dificuldade na fiscalização dos recursos, uma vez que os valores eram transferidos por parlamentares diretamente para estados ou municípios sem a necessidade de apresentação de projeto, convênio ou justificativa.

A modalidade chegou a ser bloqueada por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em 2024.

Após um acordo entre os Três Poderes em fevereiro de 2025, o Congresso aprovou um projeto de lei complementar com a exigência de um plano de trabalho para as emendas PIX.

Para Eduardo Grin, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o calendário de emendas cria um desequilíbrio nas eleições de 2026.

"O impacto é direto porque deputado que recebe mais emenda tem mais chance de reeleição. A gente vai consolidando, entre aspas, uma casta no Congresso, privilegiada. Isso torna a competição política desigual. Quem não tem os mesmos recursos têm menos chance de ganhar uma eleição, sobretudo postulantes novos que não têm cargos", pontuou.

Ele argumenta também que o envio de verbas por parlamentares para seus redutos eleitorais, na prática, antecipa a campanha para esses políticos e que esse foi o objetivo do Congresso ao aprovar o calendário de pagamento de emendas.

"O deputado faz um acordo com o prefeito para dizer 'foi o nosso deputado, a nossa deputada que trouxe recursos para a cidade'. Ou seja, eu tenho chance de ter exposição pública muito maior, eu tenho chance de ter o meu nome associado a uma conquista feita para a cidade", afirmou.

"É claro que isso tem impacto nas eleições. Essa nova regra que os parlamentares aprovaram obrigando o governo a empenhar todas as emendas até junho, ela foi pensada, justamente, para ter esse efeito eleitoral", concluiu.

Já para o gerente de pesquisa e advocacy da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France, essa imposição das emendas ainda criou um novo problema nas contas públicas por trazer um desequilíbrio na execução, obrigando o governo a contigenciar contas como despesas com educação, para pagar as emendas.

“Quando você perde essa flexibilidade da execução gerando uma dificuldade também para manter as contas equilibradas e, no final das contas, o que a gente tem visto é que com o calendário para pagamento de emendas não existe flexibilidade no pagamento e outras áreas acabam sofrendo”, disse.

Além disso, France ainda aponta que por as emendas estarem aumentando cada vez mais e tomando mais espaço do orçamento do governo federal, elas têm mudado de características, deixando de ter um caráter de investimento e passando a ser custeio de atividades públicas, como o pagamento de salários.

“Na Saúde, a gente vê os recursos indo cada vez mais para custeio e não para investimento. O que inverte a lógica do gasto público de emendas, porque as emendas não são necessariamente contínuas. Então, não quer dizer que ano que vem vai ter a mesma emenda que teve esse ano, o que acaba gerando esse problema de gestão pública. A gente está investindo um ano sem saber se terá recursos no ano seguinte”, concluiu.

Estudo mostra baixa relevância e transparência das emendas parlamentares individuais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Até a última quinta-feira, o governo pagou um total R$ 18,4 bilhões em emendas parlamentares. Desse montante, R$ 10,9 bilhões foram para indicações feitas por deputados federais. Outros R$ 4,2 bilhões foram para senadores e R$ 3,2 bilhões foram emendas definidas pelas bancadas estaduais.

Assim, o governo pagou R$ 2,6 bilhões a mais do que o definido como obrigatório para este 1º semestre de 2026. A maior parte desse montante foram para emendas destinadas ao custeio de serviços relacionados a Atenção Primária à Saúde, R$ 1,9 bilhão.

O restante foi pago para outras ações públicas, como fomento à cultura, promoção do turismo e o setor agropecuário.

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Vítimas do trabalho forçado nazista ainda cobram reparação: ‘Não compensou nem de longe os danos’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 03:59

Trabalho e Carreira Vítimas do trabalho forçado nazista ainda cobram reparação: 'Não compensou nem de longe os danos' Há 25 anos, fundo criado para indenizar milhões de pessoas forçadas a trabalhar para o regime nazista começou a fazer primeiros pagamentos – insuficientes, na opinião da própria diretora. Por Ben Knight

A fundação alemã Memória, Responsabilidade e Futuro (EVZ) completa, neste mês, 25 anos desde o início do pagamento de compensações aos últimos sobreviventes obrigados a trabalhar sob o regime nazista.

Mas há quem defenda que esses pagamentos deveriam ter começado muito antes, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e que também deveriam ter sido significativamente maiores.

Segundo a EVZ, € 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,6 bilhões) foram pagos a 1,66 milhão de ex-trabalhadores forçados e seus sucessores legais, em cerca de cem países, entre 2001 e 2007, quando as últimas indenizações foram concluídas.

Estima-se que cerca de 26 milhões de pessoas tenham sido obrigadas a trabalhar para o regime nazista entre 1933 e 1945, aproximadamente metade delas em territórios ocupados fora das fronteiras da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Estudos históricos indicam que, se todo o trabalho explorado durante a era nazista tivesse sido plenamente indenizado, o fundo original teria que somar entre 90 bilhões e 112 bilhões de euros (cerca de R$ 483 bilhões e R$ 601 bilhões).

"Se você me perguntar: foi um fundo grande? Não, claro que não, considerando a injustiça", afirmou a diretora da EVZ, Andrea Despot.

"Havia cerca de 26 milhões de pessoas trabalhando em fábricas, na agricultura, em igrejas, em residências particulares e em empresas. Quase não houve setor da sociedade que não tenha se beneficiado disso. Pode-se dizer que o fundo não compensou nem de longe os danos e a exploração sofridos."

A EVZ foi criada em julho de 2000, tanto para indenizar trabalhadores forçados quanto para promover e financiar projetos voltados à defesa dos direitos humanos, dos valores democráticos e dos interesses dos sobreviventes do regime nazista.

A organização foi constituída com um fundo de 10,1 bilhões de marcos alemães, o equivalente a cerca de € 5,16 bilhões (R$ 27,7 bilhões), sendo metade proveniente do governo federal e a outra metade de uma iniciativa que reuniu cerca de 6.500 empresas alemãs — chamada Iniciativa da Fundação da Indústria Alemã. Muitas dessas empresas, embora não todas, haviam utilizado trabalho forçado.

Grupo de civis russos que foi obrigado a fazer trabalhos forçados durante o regime nazista — Foto: Foto: Everett Collection/IMAGO

Embora a Alemanha Ocidental tenha adotado medidas de reparação, como a Lei Federal de Indenização de 1953, destinada a pessoas perseguidas por razões políticas, raciais ou religiosas, essas iniciativas excluíram os trabalhadores forçados.

Entre as décadas de 1950 e 1980, sob pressão da opinião pública, algumas grandes empresas da Alemanha Ocidental pagaram voluntariamente milhões de marcos alemães em compensações, mas esses pagamentos não alcançaram pessoas da Europa Oriental.

O debate nos anos 1990 foi difícil, com muitas empresas alemãs inicialmente se recusando a contribuir para o fundo e a assumir responsabilidade pelo uso de trabalho forçado.

"No fim, foi basicamente uma solução simbólica", afirma o historiador Constantin Goschler, da Universidade do Ruhr, em Bochum, que publicou, em 2012, uma coletânea ampla de estudos sobre o tema.

"As pessoas que representavam os demandantes defendiam um valor de pelo menos dois dígitos [em bilhões], enquanto aqueles que pagariam queriam um montante que não ultrapassasse dois dígitos", lembra.

"Assim, chegou-se a 10 bilhões de marcos alemães. Isso não refletia a dimensão dos danos, foi resultado de uma negociação psicológica".

A pressão jurídica também teve papel importante, à medida que diferentes grupos de vítimas — especialmente nos Estados Unidos — passaram a recorrer com mais frequência a ações coletivas.

"Não foi uma decisão puramente moral ou ética. Isso teve peso, mas não foi o único fator", diz Despot.

"Depois de décadas de reivindicações dos sobreviventes, houve pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos e de organizações judaicas, que estavam preparando ações coletivas."

Essas ameaças acabaram levando a Alemanha a negociar com os Estados Unidos, com o objetivo de garantir segurança jurídica no futuro.

Segundo Goschler, há um motivo central para o fato de o Estado alemão ter levado mais de meio século para oferecer compensações aos ex-trabalhadores forçados: a Guerra Fria.

"Havia um princípio: não se enviava dinheiro para o outro lado da Cortina de Ferro." Isso significava que a Alemanha Ocidental se recusava a transferir recursos aos países do Leste, especialmente à Polônia.

Outro fator, de acordo com o historiador, é que os ex-trabalhadores forçados na Europa Oriental frequentemente eram tratados com suspeita e, por isso, recebiam pouco apoio em seus próprios países.

"Os trabalhadores forçados — muitos deles mulheres — na antiga União Soviética eram vistos como colaboradores, por terem trabalhado para a economia de guerra nazista. Ao retornarem, eram recebidos com desconfiança, enviados a campos de triagem e levavam uma vida muito difícil", explica.

Quando a Alemanha finalmente iniciou os pagamentos, muitos sobreviventes estavam menos interessados no dinheiro do que no reconhecimento histórico. "Mais importante do que o valor recebido era o certificado que confirmava que eram vítimas, e não traidores."

Ainda há muitos ex-trabalhadores forçados vivos. A organização Jewish Claims Conference estima que existam cerca de 200 mil sobreviventes judeus ao redor do mundo, além de várias centenas de milhares de europeus orientais, sinti e roma e ex-prisioneiros políticos que foram obrigados a trabalhar pelos nazistas. Números exatos para esses grupos nunca foram estabelecidos.

Embora as indenizações tenham sido pagas há anos, o trabalho da EVZ continua. Hoje, a fundação atua como entidade beneficente, financiando projetos voltados à promoção dos direitos humanos, dos valores democráticos e da educação histórica e política.

Segundo Despot, o principal objetivo da EVZ atualmente é preservar a memória histórica da Alemanha sobre o período nazista, em especial o sistema de trabalho forçado que beneficiou milhares de empresas alemãs.

Em 2025, a EVZ foi classificada como "organização indesejável" pelo Kremlin, após manifestar apoio à Ucrânia.

"Ucrânia, Belarus e Rússia foram profundamente marcadas pela ocupação alemã, que foi genocida e exploratória", afirma Despot.

"Esses países sempre foram parceiros em nosso trabalho. A guerra da Rússia contra a Ucrânia também representa um ataque à identidade e à história ucranianas."

Atualmente, a EVZ apoia organizações russas e belarussas que foram forçadas ao exílio por seus governos.

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Quer começar a investir? Especialistas recomendam mudar a ordem das contas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 02:44

g1 explica Quer começar a investir? Especialistas recomendam mudar a ordem das contas No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Esperar sobrar dinheiro para começar a investir pode ser um erro comum. A recomendação é inverter a lógica: em vez de guardar o que resta no fim do mês, separar uma parcela da renda logo após receber o salário.

Uma das estratégias sugeridas é a chamada teoria dos três potes, que divide o orçamento entre gastos do dia a dia, reserva de segurança para emergências e investimentos voltados para objetivos futuros, como a compra da casa própria, viagens ou aposentadoria.

A regra de bolso mais conhecida prevê a destinação de 60% da renda para despesas correntes, 30% para segurança financeira e 10% para o futuro. Especialistas destacam, porém, que o mais importante é criar o hábito de investir regularmente, mesmo que o percentual inicial seja menor.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Quer vender mais durante a Copa do Mundo? Veja o que funciona para bares, lojas e restaurantes

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 21/06/2026 02:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Quer vender mais durante a Copa do Mundo? Veja o que funciona para bares, lojas e restaurantes Bares, restaurantes, supermercados e pequenos negócios podem aproveitar o aumento do consumo durante o torneio; veja estratégias para vender mais. Por PEGN

A Copa do Mundo impulsiona o consumo no Brasil, elevando o faturamento de bares e restaurantes em até 76%, segundo pesquisa realizada pela Data-Makers.

Supermercados e lojas de conveniência também registram alta nas vendas de alimentos, enquanto cresce a busca por televisores, smartphones e camisas da seleção brasileira.

Em contrapartida, lojas físicas enfrentam queda de público nos jogos, período em que o ticket médio de consumo chega a despencar cerca de 61,3%.

Para mitigar perdas, marcas apostam no engajamento digital de 86% dos torcedores conectados, evitando o uso não autorizado de símbolos oficiais da Fifa.

A Copa do Mundo não movimenta apenas torcedores. A competição também abre oportunidades para empresas e pequenos negócios aumentarem as vendas ao explorar as mudanças no comportamento dos consumidores durante os jogos.

Alguns setores chegam a registrar crescimento expressivo no faturamento. É o caso de bares e restaurantes, que podem ter alta de até 76% nas vendas durante o torneio, segundo levantamento da Data-Makers.

O motivo é simples: para muitos brasileiros, assistir aos jogos é uma atividade coletiva. O futebol se transforma em encontro, e o encontro gera consumo.

Para bares, restaurantes e estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar, a principal estratégia é transformar a transmissão dos jogos em uma experiência para o cliente.

instalar telões e investir em som de qualidadecriar combos promocionais para os dias de jogodesenvolver cardápios temáticos inspirados nas seleçõesorganizar entregas e pedidos antes do início das partidas

Supermercados e lojas de conveniência costumam registrar aumento na procura por alimentos, petiscos e bebidas. Os chamados “kits torcida” ganham espaço e contribuem para elevar o ticket médio.

A Copa também impulsiona a venda de televisores, smartphones, móveis e produtos ligados ao evento, como camisetas, bandeiras e itens de decoração.

Dados da Data-Makers indicam que o ticket médio pode crescer até 69,2% nas duas horas que antecedem as partidas. Depois do início dos jogos, porém, o consumo tende a cair, com redução que pode chegar a 61,3%.

Lojas de rua, parte do varejo físico e estabelecimentos localizados em shoppings podem enfrentar redução no fluxo de clientes durante os jogos, já que a atenção do consumidor fica concentrada nas partidas.

oferecer descontos em horários alternativosestimular compras antecipadasvender vouchers ou créditos para consumo futurocriar promoções válidas antes e depois dos jogos

Segundo a Data-Makers, cerca de 86% dos brasileiros utilizam redes sociais enquanto assistem às partidas. Isso transforma plataformas como Instagram, TikTok e X em ferramentas importantes para divulgar ofertas e se conectar com o público em tempo real.

Publicações com comentários sobre os jogos, promoções relâmpago e conteúdos preparados com antecedência podem ajudar marcas a ganhar visibilidade e engajamento ao longo do torneio.

Mas atenção ao uso de símbolos da Copa. Empresas interessadas em aproveitar o clima do evento devem ter cautela com o uso de marcas oficiais.

Símbolos, logotipos e elementos protegidos pela Fifa não podem ser utilizados sem autorização. A recomendação é apostar em referências indiretas ao universo do futebol, como cores, torcida e expressões populares ligadas ao esporte.Forneça seus comentários sobre o BizChat

Copa do Mundo: gastrobar de futebol com drinks de Messi e CR7 fatura R$ 1,5 milhão em SP — Foto: Reprodução/PEGN

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Alerta extremo falso da Defesa Civil: veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/06/2026 01:01

Tecnologia Alerta extremo falso da Defesa Civil: veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer Mensagens com a palavra 'misantropia' e referências a um suposto ataque alienígena foram enviadas sem autorização; Polícia Federal investiga o caso. Por Redação g1

Moradores de várias cidades receberam alertas extremos falsos entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20).

As mensagens traziam a palavra "misantropia" e, em alguns casos, referências a um suposto "ataque alienígena".

A Defesa Civil Nacional afirma que o sistema foi invadido e retirou a plataforma do ar durante a madrugada.

Um alerta sonoro classificado como extremo da Defesa Civil foi enviado a celulares de moradores de diversas cidades do Brasil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20).

As mensagens traziam a palavra "misantropia", ou variações dela, e não estavam relacionadas a nenhuma situação real de risco. Em alguns locais, o aviso mencionava um suposto "ataque alienígena".

O episódio gerou surpresa e confusão nas redes sociais, já que o termo não tem relação com fenômenos climáticos ou situações de emergência.

O Defesa Civil Alerta é uma plataforma usada para enviar avisos de emergência à população. O sistema utiliza uma tecnologia chamada Cell Broadcast, que permite encaminhar mensagens para celulares conectados à rede móvel em uma determinada área.

Os avisos aparecem em formato de pop-up, sobrepondo-se ao conteúdo exibido na tela do aparelho. Em situações de risco, também podem emitir sinais sonoros para chamar a atenção da população.

A suspeita da Defesa Civil Nacional é que a plataforma tenha sofrido uma invasão. Segundo o órgão, as mensagens foram disparadas remotamente por alguém sem autorização e podem ter sido resultado de um ataque hacker.

Além do alerta sonoro, moradores do Rio de Janeiro relataram ter recebido mensagens de texto com conteúdo incomum. Em um dos registros enviados ao g1, a mensagem atribuída à Defesa Civil dizia: "misantropo ADRESS RJ burros dms pprt".

O texto, com erros de escrita e sem contexto, reforçou a suspeita de falha ou uso indevido do sistema. Já em Belo Horizonte, a mensagem dizia: "Proteja-se: ATAQUE ALIENÍGENA, HUMANOS CHEGAMOSmisantropo".

O caso foi relatado por moradores de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande.

Mapa das regiões que receberam alertas da Defesa Civil Nacional — Foto: Gabriel Wesley Marques Santos/Arte g1

Em nota, as Defesas Civis do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro afirmaram que não emitiram as mensagens e disseram que não havia qualquer situação de risco. Ao g1, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cepedec-MS) informou que o caso está sendo investigado.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo informou, ainda na madrugada de sábado, que desabilitou temporariamente a ferramenta até que as autoridades federais esclareçam a situação do programa nacional Cell Broadcast.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar às 1h30 da madrugada de sábado após sofrer uma invasão.

"A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas", afirmou. (leia a nota na íntegra ao final da reportagem).

Ainda no sábado (20), a Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar o disparo dos falsos alertas extremos. Segundo a corporação, o procedimento já está em curso.

🔎 Uma investigação preliminar é o conjunto de atos e diligências iniciais realizados antes ou de forma preparatória à instauração formal de um inquérito policial.

O Ministério da Integração informou que acionou a Polícia Federal para investigar o episódio. Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, "tudo indica" se tratar de um ataque hacker.

De acordo com ele, 10 alertas falsos foram disparados. Desses, nove foram enviados pelo sistema Cell Broadcast e um por SMS. Ainda não é possível estimar quantos celulares receberam as notificações.

O Defesa Civil Alerta é um sistema público criado para enviar avisos emergenciais a celulares localizados em áreas de risco. Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

A tecnologia por trás da ferramenta se chama Cell Broadcast. Diferentemente de mensagens SMS ou notificações de aplicativos, ela não envia o alerta para números cadastrados individualmente. O aviso é transmitido pelas antenas de telefonia para todos os aparelhos compatíveis conectados à rede móvel em uma determinada área.

Isso permite que a Defesa Civil envie mensagens para regiões específicas, delimitadas por critérios técnicos e geográficos.

Por esse motivo, o sistema não exige cadastro prévio, aplicativo instalado, pacote de dados ativo ou conexão à internet. O objetivo é alcançar rapidamente o maior número possível de pessoas em uma área sob risco.

As notificações enviadas neste fim de semana fizeram parte da categoria "Alerta Extremo", o nível mais grave do sistema, utilizado quando a Defesa Civil identifica ameaças com risco iminente à vida, exigindo que a população busque proteção imediatamente.

Essa não é a primeira vez que a categoria é acionada. A Anatel mantém um portal que permite acompanhar os alertas mais recentes enviados pelo sistema.

Entre os últimos classificados como "extremo" está um aviso emitido em 31 de maio de 2026 para moradores de Manaus (AM): "Deslizamento para Manaus. Afasta-se de encostas. Procure abrigo seguro".

Dados da Anatel mostram que essa mesma classificação foi usada ao longo de 2025 em várias regiões do Brasil para alertas de alagamentos, tempestades com raios, deslizamentos de terra, queda de granizo, inundações e vendavais.

Além do alerta extremo, o sistema conta com o "Alerta Severo", uma classificação de menor urgência. Nesses casos, a população tem mais tempo para adotar medidas de proteção, segundo a Defesa Civil.

Segundo o dicionário Michaelis, misantropia é a qualidade de quem sente aversão, desconfiança ou rejeição à humanidade. A palavra também pode ser usada para descrever uma tendência ao isolamento social ou um estado de profunda tristeza e melancolia.

Na prática, uma pessoa considerada misantropa é aquela que evita o convívio social ou demonstra descrença em relação às outras pessoas. Isso não significa necessariamente que ela odeie todos ao seu redor, mas pode indicar dificuldade de conexão social ou uma visão pessimista sobre a natureza humana.

"A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas."

'Alerta extremo' é o aviso mais grave do sistema e já foi usado em outras situações Por que o alerta extremo da Defesa Civil chegou a alguns bairros e a outros não?ETs? Mistério? Susto com alerta extremo da Defesa Civil Nacional vira meme

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