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Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 11:46

Tecnologia Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA Empresa de chips de memória ultrapassou as duas gigantes após divulgar projeções fortes e ampliar o otimismo com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Por Reuters

Logo da Micron em ilustração. A empresa superou Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por chips para inteligência artificial. — Foto: Dado Ruvic/Reuters

A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial.

As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda.

A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória.

A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo.

As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

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Sicupira, Saggioro e filho de Lemann: quem são os alvos da PF no caso de fraude na Americanas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 11:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,194-0,14%Dólar TurismoR$ 5,4130,08%Euro ComercialR$ 5,9070,02%Euro TurismoR$ 6,1610,11%B3Ibovespa172.234 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,194-0,14%Dólar TurismoR$ 5,4130,08%Euro ComercialR$ 5,9070,02%Euro TurismoR$ 6,1610,11%B3Ibovespa172.234 pts1,01%MoedasDólar ComercialR$ 5,194-0,14%Dólar TurismoR$ 5,4130,08%Euro ComercialR$ 5,9070,02%Euro TurismoR$ 6,1610,11%B3Ibovespa172.234 pts1,01%Oferecido por

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária na Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões.

Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência da Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. Veja a lista de alvos.

Em nota, a Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações. Veja a nota na íntegra.

Paulo Alberto Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do país, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões (R$ 105,2 bilhões) segundo a Forbes. Jorge Paulo, no entanto, não está entre os investigados na operação deflagrada nesta quinta-feira.

Paulo Alberto foi conselheiro de administração da Americanas e deixou o cargo em setembro de 2024, após acionistas indicarem novos nomes para a composição do conselho.

Um dos sócios fundadores da 3G Capital e parte do trio de investidores de referência da Americanas, Beto Sicupira, como é conhecido no mercado, tem uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões (R$ 35,9 bilhões), segundo a Forbes.

A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, de acordo com a Forbes.

Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard.

Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo.

Eduardo Saggioro Garcia foi apontado na operação da PF como um operador direto do trio de sócios do 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles.

Garcia é sócio da LTS, holding do trio de investidores, e faz parte do conselho de administração da Americanas, tendo sido reconduzido ao cargo em 2024 como um dos representantes dos acionistas de referência após a reestruturação do conselho.

Carlos Alberto da Veiga Sicupira, acionista de referência da Americanas;Paulo Alberto Lemann, acionista de referência da Americanas e filho de Jorge Paulo Lemann;Eduardo Saggioro Garcia, conselheiro da Americanas e apontado como operador direto dos sócios da 3G Capital;José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco;Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; André Juaçaba de Almeida e c, do Santander.

Em nota, a Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e apreensão da Operação da Polícia Federal e reiterou que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023.

"A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos."

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Fraude nas Americanas: PF mira acionistas bilionários e executivos de bancos na 2ª fase da operação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Política Blog da Camila Bomfim Fraude nas Americanas: PF mira acionistas bilionários e executivos de bancos na 2ª fase da operação Operação Disclosure apura participação de sócios e representantes de instituições financeiras no esquema que pode ter causado prejuízo de até R$ 54 bilhões. Reportagem tenta contato com as defesas. Americanas informou que não foi alvo de buscas. Por Camila Bomfim, Mahomed Saigg, g1 e GloboNews — Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) a 2ª fase da Operação Disclosure. A ação mira acionistas de referência da Americanas e executivos de bancos.

Agentes cumprem 9 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça determinou o bloqueio de bens de até R$ 54 bilhões.

Entre os alvos estão Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann. Também são alvos executivos de Itaú, Bradesco e Santander.

A investigação aponta fraudes contábeis para inflar artificialmente resultados e ocultar dívidas. Há indícios de manipulação de mercado e associação criminosa.

Revelada em janeiro de 2023, a fraude pode chegar a R$ 54 bilhões. Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários.

A Polícia Federal (PF) incluiu acionistas de referência da Americanas e executivos de grandes bancos entre os alvos de busca e apreensão da 2ª fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF).

os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann; além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios.

Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles:

José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco; Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander.

Paulo Alberto Lemann, acionista da Americanas e um dos alvos, é filho de Jorge Paulo Lemann, economista e empresário que não é alvo da operação desta quinta.

Até a última atualização desta reportagem, as defesas ainda não se manifestaram. A reportagem tenta contato com os advogados.

Já a Americanas informou que não foi alvo de operação nesta quinta. Em nota, a companhia disse que a ação se refere às fraudes contábeis reveladas em 2023.

“A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões.

Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos da Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado.

De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou.

A fraude contábil da Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando a empresa revelou inconsistências iniciais de cerca de R$ 20 bilhões — o que levou a empresa a pedir recuperação judicial.

Em junho de 2024, a Polícia Federal deflagrou a 1ª fase da Operação Disclosure, que teve como foco ex-executivos da companhia.

O ex-CEO Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), mas teve a prisão revogada meses depois.

Em março de 2025, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários, acusados de integrar uma estrutura organizada para manipular resultados financeiros, enganar investidores e ocultar a real situação patrimonial da empresa.

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Apple aumenta preços de MacBooks e iPads após disparada no custo de memória

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Tecnologia Apple aumenta preços de MacBooks e iPads após disparada no custo de memória Empresa eleva preços de iPads e MacBooks diante da escalada dos custos de memória, pressionados pelo boom da inteligência artificial. Por Reuters

MacBook Neo exibido em evento da Apple em Nova York nesta quarta (04) — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

A Apple aumentou nesta quinta-feira (25) os preços de iPads e MacBooks, afirmando que não consegue mais absorver a forte alta nos custos dos chips de memória e armazenamento, impulsionada pela expansão dos data centers voltados à inteligência artificial.

A medida não afeta o iPhone, principal fonte de receita da empresa. No entanto, eleva o preço inicial do MacBook Neo, seu notebook mais barato, voltado para competir com laptops acessíveis com Windows e Chromebooks, de US$ 599 (cerca de R$ 3.115) para US$ 699 (cerca de R$ 3.635), apenas alguns meses após o lançamento.

O reajuste mostra que nem mesmo a empresa de eletrônicos de consumo mais valiosa do mundo — conhecida por sua cadeia de suprimentos altamente eficiente — conseguiu escapar da disparada nos preços da memória, que já prejudica as perspectivas de vendas de smartphones e computadores.

Fabricantes de memória, como a Micron, têm priorizado nos últimos meses os pedidos de empresas de chips para IA, como a Nvidia. A estratégia garantiu lucros recordes ao setor, mas reduziu a oferta para fabricantes de eletrônicos, que passaram a repassar parte dos custos aos consumidores.

"Nunca vimos um aumento no preço de um componente tão grande e tão rápido", afirmou a Apple em comunicado. "Até agora conseguimos absorver esses custos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a reajustar os preços de diversos produtos, incluindo os iPads e Macs anunciados hoje."

O MacBook Air com 512 GB de armazenamento passou de US$ 1.099 (cerca de R$ 5.715) para US$ 1.299 (cerca de R$ 6.755);O MacBook Pro com 1 TB passou de US$ 1.699 (cerca de R$ 8.835) para US$ 1.999 (cerca de R$ 10.395);O iPad Air com 128 GB subiu de US$ 599 (cerca de R$ 3.115) para US$ 749 (cerca de R$ 3.895), entre outros reajustes.

A Apple também aumentou os preços das duas versões do alto-falante inteligente HomePod e do dispositivo de streaming Apple TV, embora não tenha informado os novos valores.

Os novos valores já aparecem no site da empresa. Após o anúncio, as ações da empresa caíam 0,7% nas negociações de pré-abertura da bolsa.

Em abril, a Apple já havia informado que seus estoques existentes ajudaram a manter a margem de lucro acima das expectativas do mercado, mas alertou que o aumento dos custos da memória começaria a impactar os resultados a partir do fim de junho.

"Esperamos custos significativamente mais altos com memória", afirmou o CEO Tim Cook durante conferência com analistas no fim de abril.

"Embora não façamos previsões além do trimestre encerrado em junho, posso dizer que acreditamos que os custos de memória terão um impacto cada vez maior sobre nossos negócios", acrescentou.

A Apple não detalhou quais outras medidas, além do aumento de preços, está adotando para lidar com a alta dos custos de memória. A empresa afirmou apenas que "sabe que essa não é uma notícia bem-vinda" e que trabalha para encontrar soluções.

Os preços da DRAM (memória dinâmica de acesso aleatório), utilizada em praticamente todos os dispositivos eletrônicos modernos, subiram até 98% no primeiro trimestre de 2026 e devem avançar mais 58% a 63% no trimestre atual, segundo a consultoria TrendForce.

O fenômeno, apelidado por alguns especialistas de "RAMageddon", é resultado do boom na construção de data centers para inteligência artificial. Empresas como a Nvidia firmaram contratos de longo prazo com fabricantes de memória, que correm para ampliar sua capacidade de produção.

Na quarta-feira (24), a Micron informou ter fechado US$ 22 bilhões (R$ 114,4 bilhões) em compromissos de longo prazo com clientes interessados em garantir o fornecimento desses componentes.

Os custos mais elevados devem pressionar as vendas de dispositivos neste ano. A consultoria IDC estima que o mercado de smartphones registrará sua maior queda anual da história, de quase 14%, enquanto o mercado de PCs deverá encolher 11,3%.

"O cenário para a memória é difícil e continuará estruturalmente desafiador no futuro próximo", afirmou Ben Bajarin, CEO da consultoria Creative Strategies. "Já havia sinais de que a Apple precisaria aumentar os preços. E, se uma empresa com uma cadeia de suprimentos tão eficiente quanto a da Apple precisou fazer isso, há preocupação de que o restante da indústria tenha de elevar os preços ainda mais."

Um dos poucos destaques positivos vinha sendo justamente o MacBook Neo, lançado em março. O modelo ajudou a impulsionar as projeções de vendas da Apple para o trimestre encerrado em junho e levou analistas a revisar para cima suas estimativas para o mercado de computadores.

Com o reajuste, o MacBook Neo passou a custar US$ 699 (cerca de R$ 3.656) e perdeu a vantagem de US$ 100 que tinha sobre o Dell XPS 13, lançado no mês passado também por US$ 699 (cerca de R$ 3.656) para competir diretamente com o notebook da Apple. Além disso, o Neo passa a custar mais do que alguns Chromebooks vendidos por Lenovo e Asus.

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Jovens ficam menos tempo no emprego e geração ‘nem-nem’ avança; entenda o que está por trás

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Trabalho e Carreira Jovens ficam menos tempo no emprego e geração 'nem-nem' avança; entenda o que está por trás Indicadores do MTE revelam instabilidade na trajetória dos jovens e crescimento do grupo fora do trabalho e dos estudos Por Rafaela Zem — São Paulo

Ceará tem cerca de 605 mil jovens “nem-nem”, que não trabalham nem estudam, segundo IBGE. — Foto: Natinho Rodrigues/Sistema Verdes Mares

Os jovens trocam mais de emprego e permanecem menos tempo nas vagas formais do que trabalhadores de outras faixas etárias.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que, entre adolescentes de 14 a 17 anos que estão ocupados, 52% ficam menos de um ano no mesmo emprego, o que evidencia uma entrada precoce no mercado marcada por alta rotatividade.

O levantamento indica que o desafio não se resume a conseguir uma primeira oportunidade, mas também a transformar essa inserção em uma trajetória profissional mais estável e de desenvolvimento.

Antes mesmo da entrada no mercado, há outro ponto de atenção: uma parcela significativa dos jovens não está nem trabalhando nem estudando. São os chamados “nem-nem”, que não estudam nem trabalham.

Segundo o MTE, esse grupo ainda representa uma fatia relevante da população jovem, o que evidencia dificuldades simultâneas de acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Os dados também mostram diferenças em relação a outras faixas etárias, indicando que os jovens enfrentam mais instabilidade na transição entre formação e ocupação profissional.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse quadro estão a falta de experiência, a concentração em ocupações mais vulneráveis e a maior presença em contratos temporários ou funções de menor qualificação.

O levantamento aponta ainda variações entre setores, níveis de escolaridade e regiões do país, mostrando que essas dificuldades se distribuem de forma desigual entre os jovens.

O cenário revela dois movimentos simultâneos: parte da juventude não consegue acessar oportunidades de trabalho ou estudo, enquanto outra entra no mercado, mas encontra dificuldade para se manter nele.

Segundo o MTE, o enfrentamento desse problema exige ações em diferentes frentes da trajetória profissional. Programas de aprendizagem e incentivo ao primeiro emprego ajudam na entrada, enquanto iniciativas de qualificação e desenvolvimento profissional contribuem para reduzir a saída precoce das empresas.

A alta rotatividade entre os jovens também ajuda a revelar uma mudança mais profunda no comportamento das novas gerações em relação ao trabalho. O g1 já mostrou esse fenômeno em reportagens anteriores.

Aurélio Santana e Raphaella Abrahão têm algo em comum: passaram por seis empresas ao longo da vida — mas em momentos completamente diferentes da carreira e sob lógicas opostas de mercado.

Hoje aposentado, o economista representa a geração baby boomer (nascidos entre 1946 e 1964). Ele construiu praticamente toda a trajetória profissional em uma única instituição: foram 43 anos na Anfavea.

Já Raphaella, formada em relações públicas e representante da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), vive uma experiência bastante distinta. Nos últimos seis anos, mudou de emprego seis vezes.

A comparação entre os dois expõe uma transformação estrutural no conceito de carreira. Enquanto gerações anteriores associavam sucesso à estabilidade e permanência, entre os mais jovens ganham força outros critérios, como aprendizado constante, flexibilidade e propósito.

“Estabilidade nunca foi meu objetivo. Meu foco é estar em lugares onde eu aprenda e me desenvolva”, diz Raphaella, que resume uma mentalidade cada vez mais presente entre jovens profissionais.

Do outro lado, a lógica é mais linear. Aurélio resume sua visão de sucesso de forma diferente: “O importante é chegar ao fim da carreira com conforto financeiro, saúde e poder ajudar os filhos. Olhar para trás e saber que você teve uma vida útil, que impulsionou sua família.”

Os dados ajudam a dimensionar essa mudança. No Brasil, jovens de 18 a 24 anos permanecem, em média, cerca de 12 meses no mesmo emprego, segundo levantamento do MTE. Em 2024, a rotatividade dessa faixa etária chegou a 96,2%.

Entre os principais motivos para a saída estão a busca por novas oportunidades, falta de reconhecimento e questões relacionadas ao ambiente de trabalho. Estresse, saúde mental e baixa flexibilidade também aparecem entre os fatores citados.

Esse movimento ganhou até um nome: job hopping, expressão usada para descrever a troca frequente de empregos em curtos períodos. Mais do que instabilidade, especialistas apontam que o fenômeno também pode refletir uma busca ativa por crescimento rápido, alinhamento de valores e experiências mais diversas.

Segundo o sociólogo Ricardo Nunes, as diferenças entre gerações ajudam a explicar esse comportamento. Enquanto baby boomers e parte da geração X foram moldados em um contexto de maior estabilidade e promessa de carreira linear, os jovens de hoje entram no mercado sob condições mais instáveis e com menos garantias.

Nesse cenário, a permanência longa em uma única empresa deixa de ser regra e passa a ser uma entre várias possibilidades — em um mercado que exige mais adaptação do que fidelidade.

Para as empresas, o desafio é acompanhar essa mudança e repensar estratégias de atração e retenção de talentos em um ambiente onde as trajetórias profissionais se tornaram mais rápidas, fragmentadas e diversas.

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Quem paga mais no Brasil? Veja o salário médio no seu estado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45 e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04.

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Mais vagas, salários menores: seis dos 10 setores que mais empregam pagam abaixo da média nacional

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 10:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%MoedasDólar ComercialR$ 5,2050,03%Dólar TurismoR$ 5,4140,09%Euro ComercialR$ 5,9150,13%Euro TurismoR$ 6,1600,08%B3Ibovespa171.629 pts0,66%Oferecido por

PIB – Movimentação intensa de consumidores na região de comércio popular da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. — Foto: WAGNER VILAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Parte dos setores que mais empregam no Brasil também está entre os que pagam os menores salários médios, segundo o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento analisou 20 atividades com base em dados de 2024. Os 10 setores que mais empregam no Brasil concentram mais de 48,9 milhões de trabalhadores assalariados — mais de 90% do total do país.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, por exemplo, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados (18,2% do total) e é o maior empregador do país, mas paga uma média de R$ 2.797,83 por mês — o quarto menor valor entre as atividades analisadas.

Outro destaque é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, que reúne mais de 5,7 milhões de assalariados (10,6% do total) e paga uma média mensal de R$ 2.392,97 — acima apenas do setor de alojamento e alimentação, que paga, em média, R$ 2.080,17.

Na outra ponta, setores que concentram menos de 3% dos trabalhadores apresentam os maiores salários médios.

O principal destaque é o de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representa cerca de 0,1% dos assalariados e paga em média R$ 9.678,61 — quatro vezes mais do que o salário pago pelo segmento de alojamento e alimentação.

O segmento de eletricidade e gás, por sua vez, concentra cerca de 0,25% dos assalariados e paga, em média, R$ 8.539,07 por mês. Em seguida aparece o setor de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com cerca de 1,3 milhão de trabalhadores e salário médio de R$ 8.430,55.

O levantamento do IBGE mostrou ainda que havia cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país em 2024, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior.

Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas no ano, sendo 54 milhões assalariadas.

🔎 O número de ocupados reúne todos os trabalhadores, incluindo donos de negócios. Já o total de assalariados considera apenas quem tem emprego formal e recebe salário.

Do total de empresas do país, 93% (9,9 milhões) são de pequeno porte, com até nove funcionários. Esse segmento também foi responsável por grande parte do crescimento no número de empresas, com alta de 6,1% no período.

O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.

Já na análise por gênero, os homens receberam, em média, salários 16,6% maiores que os das mulheres em 2024. Segundo o relatório, enquanto o salário médio deles ficou em R$ 4.206 em 2024, o valor recebido por elas foi de R$ 3.608,04.

Além de receberem salários maiores, os homens também representavam a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 29,3 milhões de pessoas.

As diferenças de renda também aparecem quando se observa a distribuição regional. O Distrito Federal é a unidade federativa com o maior salário médio mensal, de R$ 6.845,13.

O valor é cerca de R$ 2,3 mil maior do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

PF faz nova operação sobre fraude nas Americanas; relembre o escândalo contábil que levou a varejista à crise

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda etapa da Operação Disclosure, que apura as irregularidades contábeis bilionárias envolvendo as Americanas.

Na ação, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Além disso, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro autorizou o bloqueio de bens e ativos dos investigados até o montante de R$ 54 bilhões, quantia que, segundo perícias técnicas, corresponde ao prejuízo estimado causado pelas fraudes.

Nesta nova fase, as investigações se concentram em verificar se acionistas da varejista e representantes de alguns dos maiores bancos privados do país tiveram participação no esquema sob apuração.

A operação representa mais um capítulo de um escândalo que veio à tona em janeiro de 2023 e levou uma das maiores empresas do varejo brasileiro à recuperação judicial. Relembre o caso:

O escândalo veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando as Americanas divulgaram um fato relevante informando que haviam sido identificadas "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos, estimadas inicialmente em cerca de R$ 20 bilhões.

Segundo a companhia, os valores referentes aos primeiros nove meses de 2022 e a exercícios anteriores não haviam sido registrados de forma adequada.

À época, o então presidente Sergio Rial deixou o cargo apenas nove dias após assumir a função, assim como o diretor financeiro André Covre.

Na ocasião, a empresa informou que havia detectado operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem de grandeza, nas quais era devedora perante instituições financeiras, mas que não estavam adequadamente refletidas nas demonstrações financeiras.

No dia seguinte, 12 de janeiro, a revelação provocou forte turbulência no mercado financeiro. Instituições financeiras colocaram as ações das Americanas sob revisão, enquanto a B3 chegou a submeter os papéis da companhia a leilão diante da volatilidade.

Ao final do pregão, as ações acumulavam queda de 77,33%, uma das maiores perdas diárias já registradas por uma empresa de capital aberto no Brasil.

Naquele momento, Sergio Rial afirmou que o problema não se referia a valores inexistentes, mas sim a registros contábeis feitos de forma inadequada ao longo dos anos. Ele também explicou que a origem das inconsistências estava nas operações de risco sacado.

O risco sacado é uma modalidade comum no varejo em que uma instituição financeira antecipa o pagamento devido a fornecedores e passa a ser credora da empresa.

Segundo especialistas ouvidos à época, no caso das Americanas essas obrigações deixavam de aparecer corretamente nos balanços.

🔍Em vez de serem reclassificadas como dívidas financeiras junto aos bancos, eram simplesmente retiradas das contas de fornecedores, reduzindo artificialmente o endividamento apresentado pela companhia.

As investigações também apontam irregularidades envolvendo verbas de propaganda cooperada (VPCs), incentivos comerciais concedidos por fornecedores ao varejo.

Em 13 de janeiro de 2023, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma medida cautelar protegendo as Americanas contra o vencimento antecipado de dívidas, suspendendo temporariamente cobranças enquanto a empresa avaliava um eventual pedido de recuperação judicial.

A decisão buscava impedir que credores esgotassem rapidamente os ativos da companhia e preservasse sua atividade econômica.

Na mesma época, também vieram à tona informações de que executivos haviam vendido aproximadamente R$ 212 milhões em ações da empresa durante o segundo semestre de 2022, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.

No dia 14 de janeiro, a empresa informou que a correção das inconsistências exigiria revisão dos resultados financeiros de exercícios anteriores e alteraria significativamente seus indicadores de endividamento e capital de giro.

Enquanto isso, credores como o BTG Pactual passaram a contestar judicialmente as medidas de proteção concedidas à varejista.

Nos dias seguintes, as ações continuaram em forte queda, refletindo a deterioração da confiança do mercado.

Em 19 de janeiro de 2023, apenas oito dias após revelar as inconsistências contábeis, as Americanas ingressaram com pedido de recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Na ocasião, a companhia informou possuir apenas R$ 800 milhões em caixa, valor muito inferior aos R$ 8,6 bilhões divulgados no balanço do terceiro trimestre de 2022, tornando sua situação financeira insustentável.

Posteriormente, a recuperação judicial tornou-se uma das maiores da história empresarial brasileira, envolvendo dívidas superiores a R$ 50 bilhões.

Em março de 2026, a companhia informou que havia cumprido as obrigações previstas no plano de recuperação judicial com vencimento até dois anos após sua homologação e protocolou o pedido de encerramento do processo. A Justiça aceitou o encerramento, marcando a saída formal da empresa da recuperação judicial.

No processo de reestruturação, a Americanas já promoveu a venda de ativos estratégicos como a holding Uni.Co, que reúne marcas como Imaginarium e Puket, em uma operação adquirida pelo grupo BandUP!.

A companhia também vem reduzindo sua estrutura por meio do fechamento ou desmobilização de unidades menos rentáveis, dentro da estratégia de simplificação do negócio e geração de caixa no contexto da recuperação judicial.

Com o aprofundamento das apurações, a Polícia Federal concluiu que ex-executivos da companhia teriam manipulado deliberadamente os resultados financeiros para apresentar um caixa artificialmente elevado e melhorar indicadores da empresa perante investidores e o mercado.

Segundo os investigadores, a maquiagem contábil permitia ocultar dívidas, inflar lucros e gerar valorização indevida das ações negociadas na Bolsa, beneficiando diretamente os responsáveis por meio de bônus e operações com papéis da companhia.

Em junho de 2024, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Disclosure. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra ex-executivos das Americanas, além de pedidos de prisão preventiva contra o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali, que estavam no exterior.

As investigações identificaram indícios de crimes como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Na segunda fase da operação, realizada nesta quinta-feira (25), a PF ampliou o foco das investigações para apurar se acionistas da empresa e representantes dos principais bancos privados do país também tiveram participação no esquema.

Além dos nove mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 54 bilhões em bens e valores dos investigados, montante correspondente ao prejuízo estimado pelas fraudes apontadas nos laudos técnicos periciais.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.

De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Petróleo cai a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

Ilustração de bomba de petróleo em frente à bandeira dos Emirados Árabes Unidos — Foto: Reuters

Os preços do petróleo continuam em queda nesta quinta-feira (25), conforme investidores avaliam os desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio.

A volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, canal por onde passa mais de 20% do comércio global de petróleo, aumentou a perspectiva de um maior equilíbrio entre demanda e oferta no mercado internacional. Com o maior otimismo, os preços da commodity se aproximam dos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio.

"Os navios agora transitam pelo Estreito de Ormuz com seus sinais de satélite ligados", o que simboliza um retorno progressivo à normalidade, avalia Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.

Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume movimentado na região já voltou a patamares próximos aos registrados antes do conflito.

A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou seu plano de evacuação dos navios e marinheiros que estavam presos no Golfo por causa da guerra, iniciada em fevereiro.

Na véspera, durante participação no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York, Wright afirmou que cerca de 20 milhões de barris atravessaram o estreito em 24 horas. Segundo ele, a normalização do tráfego foi retardada pela presença de minas iranianas na região, mas o risco de interrupções mais amplas diminuiu.

Dados de navegação também indicaram que três petroleiros que estavam retidos na área deixaram o estreito nesta quarta-feira. Juntas, as embarcações transportam cerca de 5 milhões de barris de petróleo, sendo que duas seguem com destino à Ásia.

Depois de ter ficado bloqueado por muito tempo, "agora temos uma grande quantidade de petróleo chegando de repente ao mercado", considerou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, "um sinal de superabundância" imediata da oferta, segundo o analista.

O movimento ocorre em meio ao acordo provisório entre Irã e Estados Unidos, que tem permitido a liberação gradual de cargas que permaneciam paradas no Golfo.

Além da melhora no fluxo marítimo, os preços também foram pressionados pelo aumento da produção e das exportações de petróleo em países do Golfo Pérsico.

Os Emirados Árabes Unidos já recuperaram a maior parte dos níveis de produção observados antes do conflito, enquanto Kuwait e Iraque ampliaram os embarques para o mercado internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz em um único dia. Segundo ele, o volume supera os níveis observados antes da guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris diários.

Trump também disse que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity.

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Dólar oscila entre altas e baixas na abertura, com inflação do Brasil e dos EUA no radar

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/06/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%MoedasDólar ComercialR$ 5,2020,29%Dólar TurismoR$ 5,4090,23%Euro ComercialR$ 5,9060,07%Euro TurismoR$ 6,1550,000%B3Ibovespa170.507 pts-0,44%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (25) com volatilidade e oscilava entre altas e baixas. Perto das 9h, a moeda tinha um leve avanço de 0,01%, cotada a R$ 5,2025. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Os novos dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque desta quinta-feira. Os indicadores devem reforçar a percepção do mercado sobre o futuro das taxas básicas de juros em ambos os países e trazer informações adicionais sobre o cenário econômico à frente.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,41% em junho.

▶️ Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cessar-fogo no Oriente Médio. Na véspera, a volta do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz melhorou a perspectiva sobre o mercado internacional de petróleo, levando a commodity para o menor valor desde o início do conflito.

O cenário positivo continuava nesta quinta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 0,96%, a US$ 73,03. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 0,85%, para US$ 69,74.

A divulgação da ata da última reunião do Copom, na véspera, continua no radar dos investidores. No documento, o Banco Central (BC) indicou que houve uma piora das expectativas de inflação à frente, apontando uma aceleração da atividade econômica prevista para o segundo semestre.

Na reunião da semana passada, o colegiado decidiu diminuir os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,25% ao ano, no terceiro corte seguido da taxa.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

O BC ainda reiterou que preferiu ser mais flexível em relação à Selic, ou seja, manter uma trajetória com diferentes momentos de pausa e retomada dos cortes para evitar uma maior volatilidade dos ativos financeiros.

Já nos Estados Unidos, dados econômicos divulgados na véspera reforçaram a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) deve manter os juros elevados por mais tempo.

O Índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto — que considera dados da indústria e de serviços — subiu para 52,2 em junho, no maior nível desde janeiro. O crescimento da produção na indústria foi o maior em seis anos.

Os dados reforçam o cenário de uma atividade econômica ainda resiliente, o que indica que os preços podem continuar subindo no país.

A volta do tráfego pelo Estreito de Ormuz traz um cenário mais otimista para o petróleo no mercado internacional.

Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo canal — o que também ajuda a diminuir as cotações da commodity. Acompanhe todos os desdobramentos.

Teerã e Washington concluíram as conversas técnicas sobre o acordo de cessar-fogo, mas ainda devem tratar sobre temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano.

Na véspera, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que, sem mísseis, seu país teria acabado "como a Faixa de Gaza", e ressaltou que seu programa balístico não é negociável.

"Se os mísseis que temos para a nossa defesa não existissem, Israel e Estados Unidos teriam arrasado o Irã, como fizeram com a Faixa de Gaza, sem mostrar piedade nem dos idosos nem dos jovens", afirmou Pezeshkian no Paquistão.

"Nunca negociaremos com ninguém, sob nenhuma circunstância, sobre nossa capacidade de defesa", ressaltou.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que o acordo preliminar assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã não menciona os mísseis balísticos. "Não pode haver dois pesos e duas medidas. Que alguns países possam ter mísseis balísticos e que o Irã não deva tê-los", disse.

Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Na Ásia, a maioria das ações fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pelos papéis do setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen avançou, 1,56%. Já o índice de Xangai, o SSEC, ganhou 0,23%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng foi na contramão e caiu 1,43%, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 4,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma valorização de 5,42%.

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