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Lula se encontra com Hugo Motta e entrega projeto que amplia benefícios para MEIs

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 15:45

Política Lula se encontra com Hugo Motta e entrega projeto que amplia benefícios para MEIs O texto reajusta o teto do faturamento para microempreendedores individuais terem tratamento tributário diferenciado. A mudança faz parte de negociação para a aprovação da PEC do fim escala 6×1. Por Paloma Rodrigues

12.05.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e deputado federal Hugo Motta durante Lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, no Palácio do Planalto. Brasília-DF. — Foto: SEAUD/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (29) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e entregou o projeto de lei que amplia o teto do faturamento para microempreendedores individuais (MEIs) terem tratamento tributário diferenciado.

O teto sairá de cerca de R$ 80 mil por ano e chegará a R$ 140 mil, de forma escalonada, até 2028. De acordo com Motta, que publicou sobre a reunião com o presidente Lula nas redes sociais, o aumento para R$ 110 mil já ocorrerá em 2027.

Os limites das demais categorias do Simples Nacional não devem ser corrigidos. A íntegra da proposta do governo ainda não foi divulgada.

Ainda segundo o presidente da Câmara, o reajuste do teto "faz parte de uma negociação direta" para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1.

A Câmara aprovou no fim de maio a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses. O texto ainda precisa ser votado pelo Senado.

A defesa central do projeto é que os MEIs podem ajudar a reduzir o déficit de força de trabalho que será gerado pela redução da jornada.

A proposta do governo também permite que os MEIs contratem um funcionário. Atualmente, os microempreendedores podem ter apenas colaborador.

Já existe um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional sobre o tema. O texto, de 2021, já foi aprovado pelo Senado e está em análise na Câmara. Ele propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, também, a contratação de mais um funcionário.

Ao entregar o projeto ao presidente da Câmara, o governo sinaliza que quer protagonismo na discussão e se aproximar da categoria.

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iFood pede investigação sobre estratégia da 99Food e Keeta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 15:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1670,000%Dólar TurismoR$ 5,3820,07%Euro ComercialR$ 5,9050,35%Euro TurismoR$ 6,1630,41%B3Ibovespa173.409 pts0,07%MoedasDólar ComercialR$ 5,1670,000%Dólar TurismoR$ 5,3820,07%Euro ComercialR$ 5,9050,35%Euro TurismoR$ 6,1630,41%B3Ibovespa173.409 pts0,07%MoedasDólar ComercialR$ 5,1670,000%Dólar TurismoR$ 5,3820,07%Euro ComercialR$ 5,9050,35%Euro TurismoR$ 6,1630,41%B3Ibovespa173.409 pts0,07%Oferecido por

O iFood pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que acompanhe de perto a atuação da Keeta e da 99Food no Brasil.

A empresa alega que essas plataformas têm muito dinheiro disponível e, por isso, conseguem oferecer descontos e até operar no prejuízo para conquistar mais espaço no mercado.

Para justificar o pedido, o iFood cita um estudo do próprio Cade sobre casos no exterior em que empresas usaram preços muito baixos e subsídios para ganhar clientes.

Na petição, o iFood afirma que a DiDi, dona da 99Food, e a Meituan, responsável pela Keeta, têm acesso facilitado a recursos financeiros baratos. Segundo a empresa, isso acontece por causa de políticas do governo chinês que incentivam a expansão de empresas para outros países.

Entre essas políticas, o iFood cita iniciativas como a Nova Rota da Seda e um programa voltado ao crescimento de empresas de tecnologia fora da China. De acordo com o documento, esses programas ajudam a financiar a expansão internacional dessas companhias.

O iFood também diz que DiDi e Meituan usam uma estratégia de crescimento baseada em dar descontos e aceitar prejuízos no curto prazo para ganhar mercado. Como exemplo, menciona um relatório do banco australiano Macquarie que aponta que os investimentos da DiDi no Brasil foram o principal motivo de um prejuízo de 470 milhões de dólares no último trimestre de 2025.

O documento também cita que a Meituan teve prejuízo de 3,4 bilhões de dólares em 2025. Além disso, lista casos em que outras empresas deixaram de atuar em alguns países depois da entrada dessas plataformas, como aconteceu em Hong Kong, Catar e Kuwait.

Com base no estudo do Cade e em exemplos de medidas adotadas em países como China, Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, o iFood pediu que o órgão solicite informações sobre os custos e os preços cobrados pelas plataformas que operam no Brasil.

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Trump comemora decisão da Suprema Corte que lhe permite demitir funcionários de agências federais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 15:45

Mundo Trump comemora decisão da Suprema Corte que lhe permite demitir funcionários de agências federais Decisão amplia os poderes presidenciais sobre o governo e reverte o próprio precedente da Corte de 1935. Por Redação g1

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em um comício para dar início à Great American State Fair (Grande Feira Estadual Americana) em celebração ao 250º aniversário da independência dos EUA, no National Mall, em Washington, D.C., EUA, 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta segunda-feira (29) uma decisão da Suprema Corte que lhe permite demitir uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), a agência federal independente que regula a concorrência no país.

A decisão expande os poderes presidenciais sobre o governo e reverte o próprio precedente da Corte de 1935, que havia reconhecido a autoridade do Congresso para proteger líderes de certas agências reguladoras de destituições presidenciais.

"Esta decisão era almejada pelos presidentes dos EUA desde a década de 1930", publicou Trump no Truth Social.

"É uma grande honra ser o presidente em exercício que obteve esta decisão histórica e sem precedentes", acrescentou.

A decisão foi uma vitória para o republicano, mas veio no mesmo dia que uma série de derrotas sobre temas variados relacionados ao mandato do republicano.

Também nesta segunda (29), a Suprema Corte proibiu Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook.

O republicano havia anunciado a demissão da diretora no ano passado, aumentando a pressão sobre o BC americano. Se tivesse conseguido, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913.

🔎 Trump anunciou a demissão em agosto de 2025, mas a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu, e a Suprema Corte confirmou a decisão nesta segunda-feira (29).

A Suprema Corte também decidiu apoiar leis estaduais que permitem que cédulas enviadas pelo correio e recebidas após o dia da eleição sejam contabilizadas nas eleições de meio de mandato, marcados para novembro.

Os juízes, também por cinco votos a quatro, derrubaram a decisão de um tribunal inferior que havia considerado uma lei do Mississippi incompatível com as normas dos EUA que definem o calendário das eleições federais — para a Presidência, o Senado e a Câmara dos Representantes.

A Suprema Corte rejeitou ainda uma tentativa de Trump de anular a decisão de um júri de 2023 que concluiu que ele abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll e, posteriormente, a difamou.

Os juízes se recusaram a analisar o recurso do presidente dos EUA e confirmaram a decisão emitida por um tribunal inferior em 2024.

Na prática, com a decisão e os recursos esgotados, Trump agora terá que pagar US$ 5 milhões – o equivalente a R$ 25,8 milhões – à escritora.

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Desenrola Adimplentes: quem aderir ao programa não poderá usar bets por seis meses

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%Oferecido por

O governo lançou nesta segunda-feira (29) o Desenrola Adimplentes. O programa é voltado para trabalhadores informais e devedores do Fies sem dívidas vencidas.

A iniciativa é voltada a trabalhadores informais, excluindo CLT, aposentados e servidores. Será permitido refinanciar a dívida e obter crédito adicional de até 50%.

Graduados adimplentes no Fies há 36 meses poderão obter crédito. Os juros serão de até 11% ao ano, com limite de R$ 180 mil.

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Quem aderir ao Desenrola Adimplentes, lançado nesta segunda-feira (29), terá o CPF bloqueado nas plataformas de apostas (bets) por seis meses. A mesma regra vale para os participantes do Fies Empreendedor, outra linha de crédito anunciada no mesmo evento, no Palácio do Planalto.

"Beneficiários do Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses", informou o ministro da fazenda, Dario Durigan.

A exigência é uma forma de tentar evitar que o crédito mais barato oferecido pelo programa seja usado em apostas online — atividade que tem preocupado o governo pelo impacto no endividamento das famílias brasileiras.

O bloqueio será automático para quem aderir às novas linhas de crédito e impedirá o acesso às plataformas de apostas regulamentadas no país durante o período de seis meses. A medida atinge tanto os trabalhadores informais que renegociarem dívidas pelo Desenrola Adimplentes quanto os ex-alunos do Fies que buscarem crédito para empreender.

O Desenrola Adimplentes é voltado para quem ainda não está inadimplente, mas paga juros altos em financiamentos. O foco são trabalhadores informais — que não têm acesso ao consignado CLT, do servidor público ou do INSS — e estudantes com crédito do Fies que queiram empreender.

A expectativa é alcançar até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies. A renegociação vale para o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldo de até R$ 15 mil, ao menos quatro parcelas já pagas e no máximo 90 dias de atraso. A taxa máxima será de 1,99% ao mês.

Para os estudantes do Fies, os juros podem chegar a 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas.

As linhas de crédito estarão disponíveis, inicialmente, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Os bancos privados ainda vão decidir se aderem ou não às condições. Leia mais aqui.

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Cosan, dona da Rumo, avalia vender fatia na empresa para reduzir dívida

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 14:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%MoedasDólar ComercialR$ 5,1760,16%Dólar TurismoR$ 5,3860,15%Euro ComercialR$ 5,9130,48%Euro TurismoR$ 6,1670,47%B3Ibovespa173.326 pts0,02%Oferecido por

A Cosan, dona ou sócia de empresas como Raízen e Compass, informou nesta segunda-feira (29) que avalia vender uma participação que possui na empresa de logística Rumo.

A operação ainda está em fase inicial, e a companhia ressalta que não tomou qualquer decisão sobre a realização da transação nem sobre o formato de um eventual negócio.

A empresa também confirmou a contratação do BTG Pactual como assessor financeiro. Segundo a Cosan, a análise faz parte de sua estratégia de reduzir o endividamento e otimizar sua estrutura de capital.

O principal objetivo da Cosan é reduzir seu endividamento. No último balanço, a holding registrou uma dívida expandida de R$ 11,5 bilhões e um prejuízo de R$ 1,583 bilhão. Se conseguir fortalecer sua situação financeira, a empresa poderá beneficiar seus negócios no longo prazo.

Caso venda sua participação de 20,33% na Rumo, a Cosan transformaria parte de um de seus ativos mais valiosos em dinheiro. Com os recursos obtidos, poderá pagar parte da dívida, diminuir as despesas com juros e fortalecer sua estrutura de capital.

No entanto, tudo dependerá do tamanho da participação vendida. Se negociar apenas uma parte da fatia e continuar como principal acionista ou mantiver o controle por meio de acordos societários, a Cosan poderá seguir influenciando a gestão da Rumo.

A possibilidade de venda já repercute no mercado financeiro. O Citi retomou a cobertura da Cosan com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,50 para as ações, o que representa um potencial de valorização de 19,58%.

Na avaliação do banco, a companhia avançou na estratégia de redução da dívida com a possível venda de ativos. Nesta segunda-feira, as ações da Cosan (CSAN3) recuavam 2,39%.

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Land Rover faz recall de 250 mil veículos por defeito em airbag; unidades do Brasil também foram afetadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 14:45

Carros Land Rover faz recall de 250 mil veículos por defeito em airbag; unidades do Brasil também foram afetadas Campanha envolve Discovery, Defender e Range Rover fabricados entre 2020 e 2026. Defeito pode impedir o acionamento do airbag do passageiro por possível corrosão em conector. Por Redação g1

A Land Rover anunciou na última semana, nos Estados Unidos, um recall de mais de 250 mil unidades dos modelos Discovery, Defender e Range Rover produzidos entre 2020 e 2026.

O defeito detectado pode ocorrer no airbag dianteiro do lado do passageiro. Um dos conectores pode apresentar corrosão e, por causa disso, causar falha de acionamento do airbag quando necessário.

A campanha acontece após uma investigação da NHTSA, órgão de segurança de tráfego nos EUA. A reportagem do g1 entrou em contato com a JLR Brasil que confirmou que as unidades vendidas no país também vão passar por esse recall. Veja abaixo a resposta da empresa:

“A campanha de recall também será realizada no Brasil. Neste momento, a JLR Brasil está conduzindo os procedimentos regulatórios necessários junto às autoridades competentes para o lançamento oficial da campanha no país. Assim que esse processo for concluído, os proprietários dos veículos potencialmente envolvidos serão notificados.”

A investigação da NHTSA começou em 2025. A entidade dos EUA percebeu um aumento de pedidos de reparo dentro do prazo de garantia de casos de "luz de alerta de mal funcionamento do airbag".

A Land Rover descobriu, após testes, que a vibração poderia acarretar corrosão do conector do airbag do passageiro. A solução para o problema, segundo comunicado da NHTSA, é a aplicação de um gel protetor no terminal do conector.

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Suprema Corte dos EUA proíbe Trump de demitir diretora do Fed

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 12:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,26%Dólar TurismoR$ 5,3890,2%Euro ComercialR$ 5,9170,55%Euro TurismoR$ 6,1690,5%B3Ibovespa172.887 pts-0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,26%Dólar TurismoR$ 5,3890,2%Euro ComercialR$ 5,9170,55%Euro TurismoR$ 6,1690,5%B3Ibovespa172.887 pts-0,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,1810,26%Dólar TurismoR$ 5,3890,2%Euro ComercialR$ 5,9170,55%Euro TurismoR$ 6,1690,5%B3Ibovespa172.887 pts-0,24%Oferecido por

A Suprema Corte dos Estados Unidos proibiu o presidente Donald Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (Fed), Lisa Cook.

O republicano havia anunciado a demissão da diretora no ano passado, aumentando a pressão sobre o BC americano. Se tivesse conseguido, seria o primeiro presidente a destituir um integrante do Fed desde sua criação, em 1913.

🔎 Trump anunciou a demissão em agosto de 2025, mas a Justiça barrou a medida. A Casa Branca recorreu, e a Suprema Corte confirmou a decisão nesta segunda-feira (29).

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e o também conservador Brett Kavanaugh formaram a maioria, ao lado dos três juízes liberais. Já Clarence Thomas, Samuel Alito, Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett divergiram.

A decisão se soma a outro julgamento relevante, de 20 de fevereiro, quando a Corte derrubou grande parte das tarifas globais de Trump.

Roberts, que redigiu a decisão da Corte, afirmou que Trump "deixou de conceder a Cook as proteções processuais às quais ela tinha direito por lei.

"Sem essas proteções, ela não poderia contestar adequadamente as acusações que o presidente fez contra ela", afirmou.

Os membros do Conselho de Governadores do Federal Reserve "não servem por mera liberalidade do presidente; em vez disso, cumprem mandatos escalonados de 14 anos e só podem ser destituídos 'por justa causa'", acrescentou Roberts.

Em agosto, Trump citou suspeitas não comprovadas de fraude imobiliária ao tentar demitir Cook — a primeira mulher negra a ocupar o cargo. Ela afirma que a medida foi motivada por divergências sobre a condução dos juros por parte do Fed.

Os juízes também rejeitaram um pedido do Departamento de Justiça para liberar a demissão imediata, enquanto segue o processo aberto por Cook. Ela nega as acusações.

O Fed é o banco central mais influente do mundo e define o custo do crédito nos Estados Unidos e, indiretamente, em outros países. A instituição tem sido alvo de críticas de Trump desde seu retorno à presidência, em janeiro de 2025.

A pressão de Trump sobre Cook e uma investigação separada contra o então presidente do Fed, Jerome Powell, representam o maior desafio recente à independência do banco central.

O mandato de Powell como presidente do Fed terminou em 15 de maio, mas ele segue no conselho. Kevin Warsh, indicado por Trump, foi confirmado pelo Senado e assumiu o cargo dias depois.

Ao criar o Fed, em 1913, o Congresso aprovou a chamada Lei da Reserva Federal. A norma prevê proteção contra interferência política e estabelece que membros do conselho só podem ser demitidos pelo presidente por “justa causa”. O termo, no entanto, não é claramente definido na lei.

Trump tentou demitir Cook em 25 de agosto de 2025, ao publicar uma carta nas redes sociais citando acusações levantadas por Bill Pulte, chefe da Agência Federal de Financiamento Imobiliário e aliado do presidente. As alegações envolviam imóveis da diretora em Michigan e na Geórgia.

Pulte escreveu nas redes sociais: “Acredito que Lisa Cook será indiciada por fraude hipotecária”.

Em setembro, a juíza federal Jia Cobb decidiu que a tentativa de Trump de demitir Cook sem aviso prévio ou possibilidade de defesa provavelmente violou seu direito ao devido processo legal, garantido pela Constituição dos EUA.

Segundo a magistrada, as acusações também não seriam motivo suficiente para a demissão, já que se referem a fatos anteriores ao mandato dela.

O Tribunal de Apelações em Washington também rejeitou o pedido de Trump para suspender a decisão.

A disputa ocorre em um momento de forte pressão política sobre o banco central. Trump tem pressionado o banco central a reduzir os juros mais rápido e de forma mais intensa no combate à inflação. Ele também criticou repetidamente Jerome Powell por não atender a essas demandas.

O caso levanta dúvidas sobre a autonomia do Fed para definir os juros sem interferência política — algo considerado essencial para manter a inflação sob controle.

Como integrante do conselho do Fed, Cook participa das decisões sobre juros ao lado de outros diretores e dos presidentes dos bancos regionais da instituição.

Em decisões recentes, a Suprema Corte tem ampliado o poder do presidente sobre agências federais e pode rever um precedente de 1935 que protege esses órgãos contra demissões políticas.

Ainda assim, a Corte indicou que o Fed pode ser tratado como uma exceção. Em decisão de maio de 2025, os ministros destacaram que o banco central tem estrutura e histórico distintos.

Tanto o caso de Cook quanto a disputa sobre as tarifas expõem as consequências da postura mais agressiva de Trump ao ampliar os limites do poder presidencial desde seu retorno ao cargo, em janeiro de 2025.

Trump também usou o poder executivo para promover mudanças rápidas em áreas como imigração, serviço militar e emprego federal. Até agora, a Suprema Corte tem permitido que a maioria dessas medidas avance, mesmo sob questionamentos judiciais, embora a decisão sobre as tarifas tenha sido uma exceção relevante.

No caso das tarifas, o tribunal derrubou um dos principais pontos da agenda econômica de Trump ao invalidar taxas impostas a quase todos os parceiros comerciais dos EUA. As medidas haviam sido justificadas com base em uma lei de 1977 voltada a situações de emergência — algo inédito entre presidentes americanos.

Trump reagiu com críticas duras à decisão, dizendo estar “absolutamente envergonhado” de alguns ministros. Ele também chamou indicados republicanos da Corte — incluindo dois escolhidos por ele — que votaram contra sua posição de “tolos” e “lacaios” dos democratas.

Como em outras disputas legais, o governo defendeu uma interpretação mais ampla dos poderes presidenciais no caso de Cook. Segundo esse entendimento, bastaria ao presidente apontar um motivo para a demissão para que a decisão estivesse dentro de sua “discricionariedade”.

Os advogados de Cook argumentaram que dar esse poder ao presidente poderia comprometer a independência do Fed, gerar instabilidade nos mercados e abrir precedente para interferência política na definição de juros.

Assim como Cook, Jerome Powell classificou a ação do governo contra ele como uma tentativa de pressão sobre o Fed. O caso envolvia uma investigação sobre possíveis estouros de orçamento na reforma de dois prédios históricos da instituição, em Washington.

Em 13 de março, um juiz bloqueou as intimações emitidas por um promotor nomeado por Trump, ao considerar que a apuração poderia representar uma tentativa indevida de pressionar o banco central a reduzir os juros. A investigação foi arquivada em 24 de abril.

Trump já chamou Powell publicamente de “imbecil”, “grande perdedor” e “muito incompetente”.

Em janeiro, Trump nomeou Kevin Warsh para liderar o Fed. Ele já havia feito parte da diretoria da instituição. A cerimônia de posse contou com a presença de ministros da Suprema Corte, como Clarence Thomas e Brett Kavanaugh.

O Departamento de Justiça arquivou a investigação após críticas de aliados republicanos, que apontaram o caso como um ataque à independência do Fed.

No ano passado, Bill Pulte pediu ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação criminal contra Cook por suspeita de fraude hipotecária. Não há indicação de que o caso tenha avançado.

Enquanto Pulte insistia nas acusações, a Reuters apurou que familiares dele adotaram prática semelhante em declarações de residência. Esse tipo de benefício garante desconto em impostos a imóveis usados como residência principal. A autoridade tributária local informou que Cook não violou as regras, apesar das alegações.

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Michelle Bolsonaro deixa de seguir enteados e publica versículos em meio à crise na família Bolsonaro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 12:46

Economia Blog da Ana Flor Michelle deixa de seguir enteados e publica versículos em meio à crise na família Bolsonaro Pedido de desculpas de Flávio e apelo de Valdemar Costa Neto não impediram novos gestos públicos que evidenciam o racha entre Michelle e filhos do ex-presidente Por Lorena Fraga, Ana Flor, g1 e GloboNews — Brasília

Apesar do pedido público de desculpas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à madrasta e da tentativa do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, de estancar a crise provocada pelo vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o conflito na família do ex-presidente Jair Bolsonaro segue movimentando as redes sociais.

Eduardo, por sua vez, ainda acompanha a madrasta no Instagram, mas passou a republicar, em seu perfil no X, conteúdos com críticas a ela.

O deputado cassado compartilhou a defesa da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, que descreveu o marido como "leve, respeitoso e carinhoso".

Eduardo também repostou um vídeo do ex-deputado Alexandre Ramagem, no qual ele acusa Michelle de fazer "birra" por não ter sido escolhida como sucessora de Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto.

O ex-deputado e a madrasta mantinham uma relação próxima. Em janeiro de 2025, os dois chegaram a viajar juntos aos Estados Unidos para a posse do presidente norte-americano Donald Trump.

No vídeo que publicou na quarta, Michelle faz uma menção a quem atua contra ela do exterior, uma clara referência a Eduardo Bolsonaro.

Michelle chegou a atribuir a esse núcleo publicações que a citam sem o sobrenome Bolsonaro, apenas com o de solteira: Michelle Firmo.

Com Carlos, o desgaste é mais antigo. Em março deste ano, durante uma entrevista, Michelle disse ter perdoado o vereador pelos conflitos antigos, mas descartou qualquer reaproximação:

A mãe dos três irmãos, Rogéria Bolsonaro, publicou uma mensagem compartilhada por Eduardo, Carlos e Flávio — que continua sendo seguido por Michelle e está no centro das tensões:

Na última quinta (25), no fim do dia, Michelle compartilhou um trecho bíblico sobre o "falso testemunho" não ficar impune.

Na sexta (26), foi a vez de Fernanda Bolsonaro publicar um versículo de Provérbios sobre a "testemunha falsa que profere mentiras" e "o que semeia contendas entre irmãos":

"Há seis coisas que o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16–19).

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Campo de Búzios bate recorde e atinge 1,2 milhão de barris por dia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1820,27%Dólar TurismoR$ 5,3810,04%Euro ComercialR$ 5,9170,54%Euro TurismoR$ 6,1540,27%B3Ibovespa173.496 pts0,12%MoedasDólar ComercialR$ 5,1820,27%Dólar TurismoR$ 5,3810,04%Euro ComercialR$ 5,9170,54%Euro TurismoR$ 6,1540,27%B3Ibovespa173.496 pts0,12%MoedasDólar ComercialR$ 5,1820,27%Dólar TurismoR$ 5,3810,04%Euro ComercialR$ 5,9170,54%Euro TurismoR$ 6,1540,27%B3Ibovespa173.496 pts0,12%Oferecido por

Petrobras: a FPSO P-78 é a sétima plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos — Foto: Divulgação/Petrobras

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira (26) produção média de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo. O volume foi alcançado três dias após o campo registrar 1,1 milhão de barris diários, impulsionado pela entrada de novas plataformas. A informação foi divulgada pela Petrobras à Reuters.

“O novo recorde foi alcançado com a ampliação das atividades das plataformas P-78 e P-79, que ainda estão em fase de aumento gradual da produção até atingir a capacidade máxima (‘ramp up’) de 180 mil barris por dia cada uma”, afirmou a companhia.

O campo de Búzios, o maior em águas profundas do mundo, conta com oito unidades de produção em operação: as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma (FPSOs) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

Ao todo, o campo terá 12 FPSOs em operação. Estão em construção as unidades P-80, P-82 e P-83, e a plataforma Búzios 12 está em processo de licitação, segundo a Petrobras.

O aumento da produção vem em um momento de pressão nos preços do petróleo no mercado internacional.

Apesar de a commodity ter caído mais de 10% na última semana, em meio ao maior otimismo por conta do memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã, uma escalada das tensões no último final de semana voltou a pressionar as cotações.

Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.

O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).

Com a escalada das tensõeso barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,96% perto das 11h desta segunda-feira (29), cotado a US$ 72,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 1,23% no mesmo horário, a US$ 70,08 o barril.

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TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 11:44

Política TCU recomenda melhorias no sistema de concessão automática de benefícios do INSS Auditoria feita pelo órgão aponta que tecnologia ainda não foi capaz de reduzir filas ou tempo de espera de segurados; INSS afirma que tem implementado recomendações do TCU e que houve avanço nos últimos meses. Por Amanda Lüder, g1 e GloboNews — Brasília

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à qual a Globonews teve acesso recomendou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atualize as tecnologias usadas para conceder benefícios automaticamente e busque melhorias nesse processo.

🔎A concessão automática de benefícios é quando um pedido de aposentadoria, pensão ou auxílio é analisado por um robô, sem passar por um servidor do INSS.

Esse tipo de análise começou em 2017 e ganhou espaço ao longo dos anos. No ano passado, cerca de 11 tipos de benefícios diferentes já passavam por esse tipo e análise. Entre eles, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) para idosos e pessoas com deficiência.

No início de 2024, apenas 15,7% dos benefícios passavam pela concessão automática. No mesmo mês de 2025, mais da metade dos benefícios já eram analisados pela automação (veja imagem abaixo).

Mesmo com o percentual crescente de concessões automáticas, a auditoria do TCU aponta que elas ainda não foram suficientes para reduzir a fila do INSS e nem o tempo que o segurado fica esperando para ter o benefício concedido.

Entre as dificuldades, segundo o relatório do TCU, estão uma equipe reduzida para cuidar da automação e uma limitação na atuação da Dataprev, a empresa de tecnologia responsável por operar sistemas do INSS.

De acordo com a auditoria, a maior parte dos serviços é feita por sistemas desenvolvidos no início da década de 1990, o que dificulta a integração com sistemas mais modernos.

O Tribunal de Contas da União destaca a importância de seguir tendo a concessão automática como prioridade, pelo potencial de redução de fila. Mas recomenda que, para isso, o INSS atualize as tecnologias usadas e busque melhorias nesse processo.

O INSS afirmou, em nota, que tem implementado as recomendações do TCU e tem tido avanços significativos nos últimos meses. Destacou também que tem mantido reuniões semanais com a Dataprev.

A Autarquia ainda ressalta que não há indeferimentos indevidos de forma automática e que, quando há necessidade de uma análise complementar, o requerimento é enviado para um servidor.

No entanto, a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional São Paulo (OAB-SP), Joseane Zanardi, afirma que há sim indeferimentos indevidos — isto é, benefícios que deveriam ter sido concedidos, mas foram negados.

Segundo a advogada, um dos problemas estaria no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne todo o histórico de trabalho de uma pessoa. O INSS puxa informações do CNIS para a conceder benefícios.

Se as informações estão erradas nesse cadastro, por consequência, o INSS fará uma leitura equivocada.

Atualmente, é possível solicitar a correção em dados do CNIS ligando na Central 135 do INSS. Mas segurados relatam dificuldades em se comunicarem por esse telefone, como demora no atendimento e má qualidade das ligações.

"Se esse serviço estivesse disponível na plataforma ‘Meu INSS’, no site, a correção ficaria um pouco mais fácil, porque falar no telefone 135 é muito difícil", diz a advogada Zanardi.

A presidente da Comissão de Direto Previdenciário da OAB-SP também destaca que são necessários investimentos por parte do governo federal para uma melhoria nesse cadastro de informações.

“Nós já solicitamos através de vários ofícios e conversas com o INSS que sejam feito esforços para que o Cadastro Nacional de Informações seja corrigido, mas até o momento isso não tem sido efetivado. O que falta é investimento em sistemas que conversem que façam a integração das informações corretamente."

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