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Desenrola Adimplentes: governo lança nova etapa do programa para trabalhadores informais e devedores do Fies; veja regras

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1830,23%Dólar TurismoR$ 5,3800,03%Euro ComercialR$ 5,9180,49%Euro TurismoR$ 6,1530,24%B3Ibovespa172.980 pts-0,18%MoedasDólar ComercialR$ 5,1830,23%Dólar TurismoR$ 5,3800,03%Euro ComercialR$ 5,9180,49%Euro TurismoR$ 6,1530,24%B3Ibovespa172.980 pts-0,18%MoedasDólar ComercialR$ 5,1830,23%Dólar TurismoR$ 5,3800,03%Euro ComercialR$ 5,9180,49%Euro TurismoR$ 6,1530,24%B3Ibovespa172.980 pts-0,18%Oferecido por

O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o chamado Desenrola Adimplentes, programa voltado para a população que ainda não está com dívidas bancárias vencidas, mas que paga juros mais elevados em seus financiamentos.

De acordo com o governo, o foco são trabalhadores informais e, também, estudantes com crédito do Fies empreendedores.

A nova modalidade do programa foi lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no Palácio do Planalto.

"Beneficiários do Desenrola Adimplentes e FIES Empreendedor aceitarão como contrapartida o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por 6 meses", informou o governo federal.

Essa é uma nova fase do Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105, com débitos junto às instituições financeiras, além de agricultores, empresas de pequeno porte e devedores do Fies.

Durante a apresentação nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também mencionou as novas regras para o crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A modalidade foi regulamentada na última sexta-feira (26).

Segundo a equipe econômica, a medida abrange trabalhadores informais, não incluindo trabalhadores CLT, aposentados, pensionistas nem servidores.

Além de refinanciar o débito antigo, será possível ter, ainda, um crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original.

Crédito Pessoal Não ConsignadoAo menos 4 parcelas já pagasEm dia ou com no máximo 90 dias de atrasoSaldo igual ou inferior a R$ 15 mil

Taxa máxima de juros: 1,99% a.m.Prazo: equivalente ao prazo remanescente da dívida original, com possibilidade de ampliação do prazo até no máximo 6 meses, a depender do prazo remanescente da dívida originalLimite da Prestação: Nova prestação de no máximo 90% da prestação da dívida original

O Ministério da Fazenda informou, ainda, que haverá novas linhas de crédito para pessoas físicas e empresas adimplentes no Fies.

Segundo o governo, parte relevante do público alvo conclui cursos associados à profissões autônomas, necessitando de capital inicial para exercer suas atividades, sendo que parte já possui CNPJ.

O objetivo financiar atividade empreendedora. O graduado, estando adimplente há pelo menos 36 meses, sem nenhuma renegociação, poderá buscar o crédito.

Os juros poderão ser de até 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e de R$ 80 mil para pessoas físicas. O prazo máximo será de 96 e 60 meses, respectivamente.

Governo federal anuncia Desenrola Adimplentes, nova fase de programa para renegociação de dívidas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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Como saber se você ganha bem ou mal? (Dica: o valor do salário não conta a história toda…)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 11:44

g1 explica Como saber se você ganha bem ou mal? (Dica: o valor do salário não conta a história toda…) No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada pSaber se você ganha bem ou mal vai além do valor que aparece no contracheque.

Para a economia, a renda é um conceito relativo: pode ser medida por critérios diferentes, como onde você se encontra na distribuição de renda do país, o seu poder de compra e o quanto resta ao fim de cada mês. É o custo de vida que revela quanto o seu rendimento realmente vale.

A estabilidade também entra na conta. Entradas esporádicas de dinheiro não sustentam um padrão de vida no longo prazo. No fim das contas, o que faz diferença é o equilíbrio do orçamento: há quem ganhe muito, gaste mal e viva no aperto, enquanto uma renda mais modesta, porém bem administrada, oferece mais previsibilidade e tranquilidade.

Neste vídeo, você confere as três formas principais de avaliar se ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

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De ator a empreendedor: ele criou cabine acústica portátil e fatura R$ 15 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 29/06/2026 11:44

Pequenas Empresas & Grandes Negócios De ator a empreendedor: ele criou cabine acústica portátil e fatura R$ 15 mil por mês Ideia surgiu na pandemia para gravações em casa e virou negócio em São Paulo; com investimento de R$ 4 mil, produto já atende profissionais de voz. Por PEGN

Diego Rodda, ator e engenheiro de som, criou uma cabine acústica portátil para gravar dublagens fora de estúdios profissionais.

A ideia surgiu da necessidade de gravações remotas durante a pandemia. Com investimento inicial de R$ 4 mil, o protótipo evoluiu rapidamente, e a primeira encomenda veio por indicação de uma colega.

Hoje, as cabines são personalizadas conforme o ambiente e o tipo de uso, com preços a partir de R$ 1.800. Diego concentra todas as etapas do negócio: cria, fabrica, vende e atende os clientes.

A divulgação é feita principalmente no boca a boca, estratégia que já resultou na venda de 55 unidades em 2025 e em faturamento médio de cerca de R$ 15 mil por mês.

O que começou como uma solução improvisada durante a pandemia se transformou em um negócio para o ator e engenheiro de som Diego Rodda, em São Paulo.

Ao precisar gravar dublagens fora de estúdios profissionais, ele desenvolveu uma cabine acústica portátil — hoje vendida para locutores, dubladores e músicos. A ideia nasceu da necessidade.

Com produções exigindo gravações remotas, Diego decidiu criar uma estrutura compacta que garantisse qualidade sonora dentro de casa. Em cerca de 25 dias, ele desenvolveu o primeiro modelo.

“Eu sempre projetei cabines grandes para estúdios, mas nunca tinha reduzido. Resolvi estudar mais a fundo e criar uma solução que fosse leve e portátil”, afirma.

Com investimento inicial de cerca de R$ 4 mil, o protótipo evoluiu rapidamente. A primeira encomenda veio por indicação de uma colega — e foi o ponto de virada para transformar a ideia em negócio.

Hoje, as cabines são personalizadas conforme o ambiente e o tipo de uso, com preços a partir de R$ 1.800. Há diferentes modelos, desde versões abertas até estruturas com maior isolamento acústico, além de opções compactas para mesa.

Diego concentra todas as etapas do negócio: cria, fabrica, vende e atende os clientes. A divulgação é feita principalmente no boca a boca, estratégia que já resultou na venda de 55 unidades em 2025 e faturamento médio de cerca de R$ 15 mil por mês.

“Hoje vale a pena financeiramente. A cada cabine, eu penso em como reduzir custos e facilitar para o cliente”, diz.

A portabilidade é um dos principais diferenciais. As cabines podem ser montadas por uma única pessoa em poucos minutos e transportadas com facilidade, o que amplia o uso em diferentes ambientes.

Com a demanda crescente, o empreendedor planeja expandir a operação e contratar funcionários. Para ele, o negócio é resultado direto da necessidade de criar soluções. “A criatividade vem da necessidade. Quando você precisa, você cria”, afirma.

📍 Endereço: Rua Juiciã, 17, Imirim São Paulo/SP – CEP: 02463-060📞 Telefone: (11) 9-7864-7393📧 E-mail: diegorodda@gmail.com📸 Instagram: https://www.instagram.com/diegorodda/

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Contas do governo têm déficit de R$ 53 bilhões em maio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%Oferecido por

As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, informou Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se as receitas ficam acima as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.

➡️Houve uma piora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado negativo de R$ 42,2 bilhões (valor corrigido pela inflação).➡️Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2024, quando foi registrado um déficit primário de R$ 66,6 bilhões (com a correção).

➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a piora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento das despesas, que avançaram em ritmo superior ao crescimento da arrecadação.

Segundo o governo, as despesas tiveram um aumento real (acima da inflação) de 9,4% em maio, para R$ 251 bilhões. Os principais aumentos foram:

Despesas livres do governo (+R$ 16,7 bilhões);Benefícios Previdenciários (+R$ 4,9 bilhões);Outras Despesas Obrigatórias (+R$ 2,0 bilhões).

O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 44,4 bilhões.

Isso representa piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 32,9 bilhões.

A deterioração nas contas do governo na parcial deste ano está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano.

📈 Nos cinco primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,8% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 1,06 trilhão (sem correção).

📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 1,1 trilhão entre janeiro e maio deste ano, com uma alta real de 13% no período (valores nominais).

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões

O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).

Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano.Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Oriente Médio mantém embarques de petróleo e gás apesar de ataques no Estreito de Ormuz nos últimos dias

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%MoedasDólar ComercialR$ 5,1700,06%Dólar TurismoR$ 5,375-0,06%Euro ComercialR$ 5,8970,2%Euro TurismoR$ 6,1450,12%B3Ibovespa173.388 pts0,05%Oferecido por

Produtores do Oriente Médio continuam embarcando petróleo e gás natural liquefeito (GNL), mesmo após novos ataques a navios no Estreito de Ormuz — canal por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo — e a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias, segundo dados do setor de transporte marítimo.

O volume de transporte de energia pelo estreito caiu depois de ataques a um navio de contêineres na quinta-feira e a um petroleiro no sábado. Os episódios provocaram novas retaliações e colocaram em risco o acordo de paz provisório entre Washington e Teerã.

No domingo (28), porém, uma autoridade dos Estados Unidos afirmou que os dois países concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a via, considerada estratégica para o comércio global.

Na segunda-feira, um quarto superpetroleiro de grande porte (VLCC), com capacidade para transportar 2 milhões de barris, foi flagrado carregando petróleo no terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita, segundo dados da LSEG, empresa de informações financeiras e de mercado.

A operação ocorre mesmo após a queda, no domingo (28), de um helicóptero da empresa, que deixou 14 mortos, e cuja causa do acidente ainda é desconhecida.

Outros três superpetroleiros carregaram petróleo e entraram em “modo oculto” após deixar o terminal no fim de semana, segundo os dados. O termo se refere a navios que desligam seus sistemas de rastreamento para reduzir o risco de ataques enquanto navegam pela região.

Um desses navios reapareceu na segunda-feira (29), depois de deixar o estreito, e segue agora em direção ao Japão, segundo os dados.

Dois superpetroleiros entraram no estreito no domingo e atracaram em um terminal nos Emirados Árabes Unidos para carregar petróleo bruto, segundo dados da LSEG.

A Abu Dhabi National Oil Company informou que, por política interna, não divulga detalhes sobre a localização, os movimentos ou as rotas de suas embarcações.

O Irã também acelerou os embarques de petróleo após os Estados Unidos suspenderem, por 60 dias, as sanções sobre suas exportações.

Teerã realizou carregamentos simultâneos em seus dois terminais de exportação na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, no sábado (27), pela primeira vez em quase uma semana, segundo a empresa de monitoramento marítimo Windward.

Dados da Kpler, empresa de dados sobre fluxo de petróleo, mostram que os superpetroleiros de bandeira iraniana Dan e Hawk entraram no estreito no sábado (27).

Ao mesmo tempo, cerca de 8 milhões de barris de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos e do Catar foram transportados em quatro navios do mesmo tipo durante o fim de semana. A Companhia Nacional de Petróleo do Irã não respondeu a pedidos de comentário.

O aumento das exportações a partir do Golfo — região responsável por cerca de um terço do abastecimento global — está pressionando os preços do petróleo. O Brent, principal referência internacional do preço do petróleo, caiu 10,6% na semana passada, na terceira queda semanal consecutiva, embora os ataques do fim de semana tenham feito as cotações subirem na segunda-feira.

“Se o Estreito continuar operando de forma instável nas próximas semanas e meses, o preço do petróleo está em um nível razoável e com tendência de queda”, afirmou o analista da IG Markets, Tony Sycamore, à Reuters.

“No entanto, se houver risco de uma escalada mais ampla do conflito a partir desses episódios de violência do fim de semana, então os preços do petróleo estão baixos demais.”

No mercado de gás natural liquefeito (GNL), dois navios-tanque vazios voltaram a aparecer nos dados de rastreamento a oeste do estreito em 26 de junho, após terem desaparecido dos sistemas. Ao mesmo tempo, outros dois navios carregados com GNL deixaram o Estreito de Ormuz.

O navio Al Kharaitiyat segue em direção ao Kuwait após carregar no terminal de Ras Laffan, no Catar. Já outra embarcação da QatarEnergy, o Al Kharsaah, aguarda ao largo do país, segundo dados de rastreamento da Kpler.

O navio Mraweh, controlado pela ADNOC, carregou na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos, em 21 de junho, e deve entregar a carga no terminal de Dahej, na costa oeste da Índia, em 5 de julho, segundo a Kpler. Já o Al Hamla, da QatarEnergy, transporta uma carga embarcada em Ras Laffan em 18 de junho e deve chegar à China em 3 de julho, de acordo com dados da LSEG e da Kpler.

A QatarEnergy não respondeu a um pedido de comentário até a última atualização desta reportagem.

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El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 10:44

Agro El Niño pode beneficiar safras do Brasil e na Argentina, diz relatório Fenômeno climático pode melhorar condições para milho e soja e reduzir a pressão sobre os preços dos alimentos, enquanto impacto na região tende a ser pontual, segundo a Oxford Economics. Por Reuters

Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo — Foto: Previsões para o El Niño estão mudando a produção no campo

O El Niño pode trazer um alívio incomum para partes da América Latina. Brasil e Argentina estão entre os países menos expostos à alta dos preços dos alimentos causada pelo fenômeno e podem até se beneficiar de melhores condições para as safras, segundo a Oxford Economics.

O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras de grãos e chuvas mais intensas em outras.

Em um relatório que analisa os riscos em 20 mercados emergentes, a Oxford classificou a América do Sul como a região menos vulnerável. Brasil e Argentina aparecem como os países “menos expostos” e com maior chance de se beneficiar de condições mais favoráveis para culturas como milho e soja.

Segundo a Oxford, o principal risco para a América Latina não é a falta generalizada de grãos, mas aumentos pontuais nos preços de alimentos frescos.

Chuvas mais intensas podem favorecer a produção de grãos em partes do Brasil e da Argentina. Por outro lado, inundações podem interromper o abastecimento de hortaliças, tubérculos, frutas e peixes. O Peru é um dos países mais expostos, devido à possível queda na atividade pesqueira.

Essas variações de preço podem ser intensas, segundo a Oxford, mas tendem a ser temporárias. Em geral, bancos centrais tratam esses movimentos como pontuais, e não como riscos persistentes de inflação.

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Dólar abre em queda, de olho em nova trégua entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (29) em queda, com um recuo de 0,19% perto das 9h, cotado a R$ 5,1569. Já as negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova trégua entre Estados Unidos e Irã fica no centro das atenções desta segunda-feira (29), após os dois países trocarem ataques na última sexta-feira (26), acusando um ao outro de violar o cessar-fogo. Na tarde de domingo (28), Washington e Teerã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz.

Ainda assim, a escalada das tensões traz um novo dia de alta para o petróleo no mercado internacional. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 0,61%, cotado a US$ 72,43. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,88% no mesmo horário, a US$ 69,84 o barril.

▶️Na agenda da semana, novos dados do mercado de trabalho no Brasil e nos EUA ficam no radar, com destaque para o relatório oficial de emprego americano, o payroll, e o Caged brasileiro. Os números devem trazer indicações sobre a atividade econômica e reforçar a perspectiva sobre o futuro das taxas de juros em ambos os países.

▶️Em sua última edição, divulgada nesta segunda-feira (29), o Boletim Focus, do Banco Central, mostrou a manutenção das estimativas para a inflação, o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) para este ano em relação à semana passada. Para a atividade econômica, a previsão subiu de 1,98% para 1,99%. O documento reúne as projeções de diversos agentes do mercado financeiro para a economia brasileira.

Washington e Teerã fizeram uma nova troca de ataques na última sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo implementado pelo memorando de entendimento assinado na última semana.

O Irã classificou a ofensiva como uma "violação clara" do cessar-fogo e ameaçou "paralisar todos os processos diplomáticos", enquanto o presidente americano, Donald Trump, voltou a fazer ameaças.

"É muito provável que eles nunca aprendam a lição. É possível que, um dia, já não possamos agir com prudência e sejamos obrigados a concluir, por meio da força militar, a missão que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", disse o presidente no TruthSocial no último sábado (27).

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades recentes no Golfo e retomar as negociações sobre a disputa em torno do Estreito de Ormuz. A expectativa é que haja uma nova reunião em Doha, no Catar, na terça-feira (30).

Na Ásia, a maioria das bolsas da região fechou em alta, impulsionadas pelos setores de saúde, consumo e inteligência artificial.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 1,21%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 1,16%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganhos de ,1,57%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,15% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 0,20%.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Lâmpadas de LED terão que atender a novas regras e padrão mínimo de eficiência; veja o que muda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 07:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Lâmpadas e luminárias de tecnologia LED vendidas e fabricadas no Brasil terão de atender a novos padrões mínimos de eficiência energética a partir de 2028.

As regras foram constam no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29) e valem para produtos fabricados, importados e comercializados no país.

A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

As exigências serão implementadas em duas etapas. A primeira entra em vigor em 2028, quando os produtos deverão atingir eficácia luminosa limite de 120 lm/W. Em 2030, sobe para 140 lm/W.

💡 A tecnologia LED é considerada mais eficiente porque consome menos energia para produzir a mesma quantidade de iluminação em comparação com lâmpadas convencionais. Além disso, esses produtos têm vida útil maior, o que reduz os custos com manutenção, reposição e descarte.

Segundo estimativas técnicas, a regulamentação poderá gerar uma economia acumulada entre 283 e 432 terawatts-hora (TWh) até 2040. O volume de energia economizado seria suficiente para abastecer cerca de 14 milhões de residências no período.

Além dos novos índices mínimos de eficiência, a resolução define como será calculado o desempenho energético de cada produto, considerando suas características técnicas, e estabelece os procedimentos que fabricantes e importadores deverão seguir para comprovar o cumprimento das novas exigências.

Instalação luz poste iluminação LED Santa Fé Uberaba 11-08-2023 — Foto: Prefeitura de Uberaba/Divulgação

Os produtos que não atenderem aos novos padrões ainda poderão ser comercializados durante o período de adaptação previsto na norma.

💡Os comerciantes terão três anos, na primeira etapa, e cinco anos, na segunda, contados a partir da publicação da resolução, para esgotar os estoques.

Segundo o governo, o prazo foi definido para permitir que os produtos já fabricados ou importados sejam comercializados ou retirados gradualmente do mercado, evitando impactos imediatos para empresas e consumidores.

"Ao estabelecer padrões mínimos de desempenho para produtos LED, a regulamentação da eficiência energética fortalece a transição energética brasileira ao promover um mercado mais moderno, competitivo e alinhado às melhores práticas internacionais, estimulando a inovação, reduzindo os custos de energia para as famílias, aumentando a eficiência no uso dos recursos energéticos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país", avalia o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao g1.

Ao todo, 16 tipos de lâmpadas e luminárias de tecnologia LED foram excluídos da regulamentação, ou seja, não precisam atender aos índices mínimos.

Entre elas estão lâmpadas e luminárias com tecnologia LED destinadas exclusivamente ao uso em: atmosferas explosivas, geração de ozônio, equipamentos médico-hospitalares, veterinários ou odontológicos, cultivo de plantas e outros.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

De olho na Copa, bares torcem por vitória da seleção para faturar: ‘Jogos rendem até 90% a mais’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 05:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Torcedores se reúnem em Manaus para a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo, em 24 de junho de 2026. — Foto: Reuters

Ponto de encontro de torcedores brasileiros durante a Copa do Mundo, os bares também têm motivos para acompanhar de perto a campanha da seleção.

O primeiro desafio do Brasil no mata-mata será nesta segunda-feira (29), às 14h, diante da seleção do Japão. Quem vencer avança às oitavas de final. Quem perder, dá adeus ao Mundial.

Para os proprietários de bares, que esperam casas cheias durante os jogos, a classificação significa mais do que comemoração: representa também um impulso no faturamento.

"Se o Brasil chegar à final, certamente será muito positivo para o setor", afirma o empresário Juarez Alves, fundador e proprietário do Bar do Juarez, que tem seis unidades na capital paulista. "É bom não só pelos negócios, mas também porque a gente torce pela seleção."

A estreia do Brasil, disputada em um sábado, pouco alterou o movimento na rede de bares de Juarez. Os dois jogos seguintes da fase de grupos, porém, superaram as expectativas.

Na visão do empresário, as partidas em dias úteis geram um impacto maior do que as disputadas nos fins de semana.

"No jogo de quarta-feira [contra a Escócia], o faturamento chegou a ficar 50% acima do registrado em um dia normal", diz. "Todas as nossas unidades lotaram."

A Copa do Mundo tem, ao todo, 104 partidas. A seleção brasileira, caso chegue à final, disputará oito. São justamente essas as datas cruciais para os estabelecimentos.

Marco Antonio Moreschi Rossi, um dos proprietários do noPorto Gastrobar, na zona sul de São Paulo, afirma que os jogos de outras seleções tiveram pouca relevância para o movimento.

"Só tivemos uma demanda específica para o jogo entre Colômbia e Portugal, disputado no sábado (27), quando um grupo de 15 colombianos reservou espaço para assistir à partida com a gente", diz.

No noPorto, o cenário tem sido semelhante ao do Bar do Juarez: a estreia da seleção registrou baixa adesão, mas o público e o faturamento cresceram a partir da segunda partida.

"A sexta-feira foi muito boa pra nós. O faturamento aumentou 80% em relação a um dia comum. Já no jogo da quarta-feira, contra a Escócia, a alta foi de 90%", afirma Marco Antonio.

Se as partidas do Brasil determinam os ganhos, quanto mais longe a seleção chegar, maior tende a ser o faturamento, independentemente dos jogos das outras seleções.

O empresário estima que, se a equipe disputar a final do Mundial, o faturamento adicional pode chegar a R$ 80 mil neste mês de Copa. O valor equivale a cerca de 60% da receita mensal do estabelecimento, que normalmente varia entre R$ 140 mil e R$ 160 mil.

noPorto Gastrobar quase dobrou o faturamento durante a partida entre Brasil e Escócia. — Foto: Divulgação/noPorto Gastrobar

O cenário otimista pode variar de bar para bar. Antes do início da Copa, uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indicava que a maioria dos estabelecimentos esperava elevar o faturamento em até 20% com a competição.

O percentual está dentro das estimativas da rede de bares Juarez. Apesar do pico nos dias de jogos da seleção, o empresário projeta que, no balanço do mês, a Copa eleve a receita entre 10% e 20% em relação a um período comum.

"Existem dois principais efeitos: em um dia, você bomba, com o público consumindo mais. No dia seguinte, há um 'efeito ressaca', que reduz o movimento", explica Juarez.

O empresário lembra que outros eventos, como feiras setoriais e congressos empresariais, costumam atrair público com mais frequência ao bar. "São, muitas vezes, cinco dias seguidos com público de fora da cidade. Isso é muito bom para o fluxo", diz.

No noPorto Gastrobar, onde as projeções são mais otimistas, a Copa tem servido como uma oportunidade de fortalecimento do negócio, explica Marco Antonio.

"Muitos clientes antigos acabam retornando. Além disso, tem muita gente que vem de fora do bairro. É uma oportunidade para conhecerem nosso projeto, nosso modelo de negócio", afirma.

Unidade do Bar do Juarez no Brooklin, na zona sul de São Paulo. — Foto: Divulgação/Giuliano Agnelli

O g1 mostrou, antes da estreia da seleção, que as vendas no comércio popular de São Paulo dispararam após o anúncio da convocação de Neymar para a Copa. Segundo Marco Antonio, o mesmo ocorreu no bar.

"Até o anúncio, nada se movimentou. Depois, passamos a ver muita gente interessada em assistir aos jogos com a gente. Foi o estopim", diz.

Não à toa, os estabelecimentos têm investido em telões, drinks temáticos e atrações para manter o público além do horário dos jogos. No caso do noPorto, foram contratados DJs e música ao vivo.

Segundo o proprietário, porém, o resultado do investimento foi um pouco frustrante: oito em cada 10 torcedores que fizeram reservas chegaram 15 ou 20 minutos antes dos jogos e foram embora assim que eles terminaram.

"Por outro lado, o ticket médio foi bastante elevado", explica. Ou seja, enquanto os consumidores estavam no espaço, o consumo ficou acima da média, o que garantiu os bons resultados.

O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca que a Copa representa mais oportunidades para o setor, especialmente em um momento em que muitos estabelecimentos ainda passam por recuperação financeira.

"Datas e eventos de grande mobilização ajudam a fortalecer o caixa das empresas, aumentar o fluxo de clientes e melhorar o desempenho de um setor que ainda convive com desafios de margem e endividamento", diz.

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Com Samsung e SK Hynix, Coreia do Sul lança plano de US$ 576 bi para chips de IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 29/06/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%MoedasDólar ComercialR$ 5,167-0,2%Dólar TurismoR$ 5,378-0,19%Euro ComercialR$ 5,884-0,08%Euro TurismoR$ 6,138-0,1%B3Ibovespa173.295 pts0,76%Oferecido por

Fábrica de chips da Samsung Electronics em Pyeongtaek, Coreia do Sul. — Foto: Samsung Electronics/Divulgação via REUTERS

A Coreia do Sul lançou nesta segunda-feira (29) megaprojetos abrangentes no setor de chips e inteligência artificial (IA), com o presidente Lee Jae-myung prometendo consolidar uma liderança industrial esmagadora por meio de investimentos superiores a US$ 576 bilhões ao longo dos próximos anos.

O anúncio marca a ofensiva mais ousada de Lee para alinhar as ambições de IA e semicondutores do país com sua promessa de reduzir as disparidades regionais e revitalizar as economias fora da região metropolitana de Seul.

Lee esteve acompanhado pelos líderes da Samsung Electronics e da SK Hynix, as duas maiores fabricantes de chips de memória do mundo, durante o anúncio transmitido pela televisão.

"Devemos assegurar os elementos centrais da IA mais rápido do que qualquer outro país", declarou o presidente. "Semicondutores, IA física e data centers de IA formam o triplo eixo para o nosso grande salto à frente."

A Samsung e a SK Hynix investirão 800 trilhões de wons (US$ 517,87 bilhões) junto a fornecedores para construir duas novas fábricas de chips cada na região sudoeste da Coreia do Sul, informou o mandatário.

Lee acrescentou que a cidade de Gwangju, no sudoeste, e a província de Jeolla do Sul também investirão entre 5 e 20 trilhões de wons nos projetos, com uma previsão de outros 81 trilhões de wons destinados a um polo de encapsulamento de chips na região de Chungcheong, próxima a Seul.

Segundo Lee, o sudoeste abrigará grandes complexos de produção de chips aproveitando a energia abundante e subutilizada da região.

"Para atender à demanda rapidamente crescente por semicondutores, precisamos concluir com agilidade os centros de produção que estão atualmente em construção", afirmou.

"Ao mesmo tempo, devemos garantir uma capacidade de produção esmagadora de forma antecipada por meio de novos investimentos em larga escala, inclusive na região sudoeste. Os complexos existentes em torno de Yongin e Pyeongtaek já atingiram o limite."

Representantes de outras companhias, incluindo LG Electronics, HD Hyundai Robotics, Korea Electric Power Corp e Korea Water Resources Corp também compareceram ao evento, segundo o gabinete presidencial.

Os chips de memória de alta largura de banda produzidos pela Samsung Electronics e pela SK Hynix tornaram-se cruciais na corrida global para o desenvolvimento de sistemas avançados de IA. Ambas as empresas já operam grandes instalações de semicondutores na região metropolitana de Seul e arredores.

O ministro da Indústria sul-coreano, Kim Jung-kwan, afirmou no evento que o país irá dobrar a produção de memórias de acesso aleatório dinâmico (DRAM) em cinco anos, antecipando para meados da década de 2030 a construção de fábricas na região metropolitana de Seul.

A DRAM é um tipo de memória utilizada para alimentar eletrônicos como notebooks e smartphones, e a HBM é produzida através do empilhamento de várias camadas de DRAM.

Lee defendeu a proposta do polo de chips no sudoeste em uma série de publicações no X no fim de semana, rejeitando as críticas de que a medida beneficiaria um reduto eleitoral progressista. Em vez disso, ele classificou a estratégia como uma "política de sobrevivência nacional" para atenuar desequilíbrios regionais e expandir a capacidade para a era da IA.

"A criação de um ecossistema industrial de semicondutores no [sudoeste] não é um favor especial para uma região específica", escreveu Lee em uma publicação. "Trata-se da criação adicional do centro industrial de semicondutores mais racional, por meio de decisões das empresas envolvidas e sob total apoio do governo."

Especialistas do setor avaliam que diversificar o investimento em chips para além de Seul pode aliviar gargalos de infraestrutura, mas alertam que a construção de fábricas de última geração exige vastos recursos de eletricidade e água, logística avançada, redes densas de fornecedores e mão de obra altamente qualificada — elementos que podem não avançar rápido o suficiente em uma nova região para atender à explosiva demanda por IA.

Políticos da oposição criticaram duramente o plano, questionando se a proposta tem motivações políticas, dado que 85% dos eleitores da região apoiaram Lee na eleição presidencial do ano passado.

O anúncio ocorre em um momento de queda na popularidade de Lee, cuja taxa de aprovação recuou pela sexta semana consecutiva, atingindo 46,5%, de acordo com o instituto de pesquisas Realmeter.

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