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Dólar abre em queda, à espera de novos dados do mercado de trabalho americano

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (2) em queda, com um recuo de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,1982. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, é o principal destaque desta quinta-feira. A expectativa é que os dados indiquem a criação de 115 mil vagas de emprego no país. O documento é usado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) como um termômetro da economia e do emprego e pode trazer novas sinalizações sobre o futuro dos juros no país.

Na véspera, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os riscos de alta dos preços diminuíram nos EUA, mas reforçou que a instituição está empenhada em levar a inflação para a meta do Fed, de 2%.

▶️ Os investidores também seguem de olho em outros indicadores econômicos. Na agenda, a expectativa segue pelos pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA e pela taxa de desemprego da zona do euro.

▶️ No Brasil, o mercado também continua a avaliar as novas sanções impostas pelo governo americano contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). (entenda mais abaixo)

As sanções do governo Trump contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o PCC foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano na última quarta-feira (1º).

No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA".

Segundo os EUA, os brasileiros sancionados integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida.

Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

Na Ásia, as bolsas da China atingiram a menor cotação em três semanas nesta quinta-feira, pressionadas por uma forte onda de venda entre os fabricantes de chips.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 2,96%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em queda de 2,03%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 7,89%. O Hang Seng, de Hong Kong, foi na contramão do mercado e fechou em alta de 0,76%.

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União Europeia aposta em euro digital para reduzir domínio dos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

Esperava-se que as moedas digitais, ou criptomoedas, revolucionassem a forma como se executam pagamentos por bens e serviços. Ainda assim, em 2026, quando um europeu entra em uma loja ou compra algo online, ele recorre ao dinheiro em espécie ou ao cartão.

A volatilidade e a complexidade do bitcoin impediram que ele se tornasse um meio de pagamento cotidiano. Mas, agora, o Banco Central Europeu (BCE), responsável pela gestão do euro na União Europeia (UE), tem planos para uma moeda digital estável.

Para os consumidores, o euro digital promete uma forma simples de realizar pagamentos seguros — em lojas, online ou de pessoa para pessoa — com respaldo direto do BCE. No entanto, o avanço do euro digital não é apenas uma atualização tecnológica. Ele tem se tornado cada vez mais uma necessidade geopolítica.

Sob o presidente Donald Trump, os Estados Unidos mostraram que podem rapidamente reescrever regras comerciais, impor tarifas ou endurecer controles de exportação de inteligência artificial (IA). Por isso, formuladores de políticas da UE acreditam que a soberania monetária é uma proteção essencial.

Mesmo usando o euro, a União Europeia depende fortemente de sistemas de pagamento dos EUA, como Visa e Mastercard. As carteiras digitais e os aplicativos, incluindo Google Pay, Apple Pay e PayPal, adicionam outra camada de dependência.

A utilização crescente de instrumentos financeiros como ferramentas de pressão geopolítica tem levado governos e bancos centrais a intensificarem as discussões sobre como reduzir a dependência de infraestruturas financeiras controladas por terceiros. Foi o caso do Brasil com o PIX, que colocou a soberania digital no centro da tensão com os EUA.

"Se globalmente todas essas transações passarem a ser denominadas em dólar sem um euro digital, isso limitaria a eficácia da política monetária do BCE sobre o euro tradicional", afirma Bas van Donselaar, sócio‑administrador da consultoria PaymentGenes.

À medida que mais comércio e pagamentos migram para o ambiente online — e cada vez mais para moedas digitais estrangeiras —, a previsão é que o euro digital também ajudará o BCE a gerenciar melhor a oferta de dinheiro, responder a crises econômicas e proteger a moeda contra choques externos.

Outras grandes economias estão avançando mais rapidamente, incluindo a China com o yuan digital, ou e‑CNY. Desde seus primeiros testes em 2020, mais de 230 milhões de carteiras pessoais e cerca de 18,8 milhões de carteiras corporativas foram criadas.

Até o fim de novembro, a moeda digital chinesa já havia processado mais de 3,48 bilhões de transações de varejo acumuladas, totalizando cerca de 16,7 trilhões de yuans (R$ 12,81 trilhões), segundo a agência de notícias Xinhua.

Pequim agora avança ainda mais, expandindo o uso transfronteiriço e até permitindo remuneração sobre saldos em yuan digital.

Para o euro digital, no entanto, um desafio fundamental é garantir que ele não funcione como uma conta bancária tradicional completa. Se isso ocorresse, bancos europeus poderiam perder depósitos — especialmente durante crises como corridas aos bancos — com consumidores transferindo suas economias para o euro digital.

"Se não houver limite para a quantidade de euros digitais que as pessoas podem ter, ele se torna um substituto de contas bancárias”, alertou Emmanuelle Auriol, professora de economia da Toulouse School of Economics.

Para evitar isso, o BCE incorporou salvaguardas. Um possível limite de 3 mil euros (R$ 17.7 mil) para saldos em euro digital redirecionaria automaticamente qualquer valor excedente para uma conta bancária vinculada.

O euro digital também não pagaria juros, eliminando incentivos para transferir poupanças para fora dos bancos. Empresas seriam impedidas de manter grandes saldos permanentes.

Entre os consumidores, a privacidade continua sendo uma das maiores preocupações. Alguns temem que uma moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) permita monitoramento estatal dos gastos, traçando paralelos com o sistema de crédito social da China.

Na China, cidadãos recebem pontuações com base em seu comportamento, incluindo confiabilidade financeira. Pontuações baixas podem restringir acesso a empréstimos, empregos, serviços públicos ou viagens. No entanto, Auriol rejeitou qualquer associação com o euro digital.

"Sistemas de crédito social (como na China) não têm nada a ver com isso”, disse ela à DW. "Proteções de privacidade podem ser equilibradas com medidas anticrime sem criar ferramentas de controle social."

O BCE também planeja permitir pagamentos diretos de pessoa para pessoa entre celulares. Isso preservaria uma anonimidade semelhante à do dinheiro em espécie para pequenas transações cotidianas, ao mesmo tempo em que cumpriria regras de combate à lavagem de dinheiro.

Evelien Witlox, diretora do euro digital no BCE, descreveu a moeda proposta como "uma opção pública segura para pagamentos digitais, combinando a facilidade e a conveniência dos métodos modernos com a confiança e a estabilidade do dinheiro em espécie".

Um dos maiores desafios na implementação do euro digital é o impacto potencial nas receitas dos bancos europeus.

Atualmente, comerciantes perdem uma parte de cada pagamento com cartão para taxas — frequentemente entre 0,5% e 1,5% em uma transação de 100 euros, dividida entre o banco e o processador de pagamento. O euro digital tem como objetivo reduzir esses custos.

Muitos bancos de varejo argumentam que carregarão o principal ônus de construir e operar a nova infraestrutura, ao mesmo tempo em que perderão receita significativa com tarifas. Por isso, diversas instituições defendem limites de saldo maiores para usuários e uma compensação justa.

"O equilíbrio entre modelos de compensação para bancos e comerciantes é crucial”, disse van Donselaar. "Embora taxas mais baixas para comerciantes sejam compreensíveis, os bancos também precisam de um modelo de negócios viável.”

Para garantir aceitação pública, o BCE propõe conceder ao euro digital o status de moeda de curso legal em toda a zona do euro. Pelas propostas atuais, qualquer comerciante com terminal de pagamento teria que aceitar euros digitais pelo valor integral, sem taxas adicionais para o consumidor.

"Assim como o dinheiro físico, seu valor será garantido pelo Eurosistema — o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais —, portanto, 1 euro digital sempre será igual a 1 euro comum. Ao contrário das criptomoedas, seu valor é estável e não oscila", afirmou Witlox.

Países da UE que não fazem parte da zona do euro poderão optar por oferecer a moeda. O euro digital também funcionará offline, uma utilidade durante quedas de energia ou em áreas com conexão limitada.

Na semana passada, o Comitê de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu aprovou sua posição sobre o regulamento, abrindo caminho para negociações finais sobre a implementação do euro digital.

Formuladores de políticas públicas da UE agora buscam adotar o marco legal ainda este ano, com um projeto‑piloto previsto para 2027 e lançamento completo potencial em 2029.

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EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 09:48

Agro EUA correm risco de não cumprir metas de biocombustíveis de Trump Usinas americanas produzem menos diesel renovável do que o necessário para cumprir as metas de 2026, aumentando a pressão sobre o governo e sobre os preços dos créditos ambientais. Por Reuters

O esforço do presidente Donald Trump para ampliar a produção de biodiesel e cumprir promessas feitas a agricultores e comunidades rurais está esbarrando na realidade do mercado: as usinas americanas não estão conseguindo acompanhar as metas estabelecidas pelo governo.

Uma escassez prolongada pode elevar fortemente os preços dos créditos de combustíveis renováveis e obrigar o governo Trump a recorrer a um dispositivo raramente utilizado, que permite reduzir as metas previamente definidas para adequá-las às condições do mercado.

Uma eventual revisão das metas representaria um recuo incomum e poderia desagradar agricultores e produtores de biocombustíveis, que pressionaram por cotas maiores e formam uma importante base política do presidente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato.

Parte da produção também já está comprometida com contratos de exportação, onde os preços têm sido mais atrativos devido às interrupções na oferta provocadas pela guerra no Irã. Esses volumes, porém, não geram créditos para o cumprimento das metas estabelecidas pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA).

As refinarias geraram 736 milhões de créditos renováveis (RINs) em maio, segundo dados da EPA, bem abaixo dos cerca de 915 milhões necessários por mês para manter o ritmo exigido pelas metas, afirmou Scott Irwin, economista agrícola da University of Illinois.

Segundo as estimativas de Irwin, a produção nos quatro primeiros meses de 2026 ficou 1,41 bilhão de RINs abaixo do necessário. Para compensar esse déficit, a produção teria de superar em mais de 20% o maior volume mensal já registrado pelo setor durante o restante do ano.

"As metas, na prática, exigem que as usinas de biodiesel operem em seu maior ritmo sustentado da história e que as plantas de diesel renovável produzam muito acima de qualquer nível que já tenham alcançado", afirmou Irwin.

"Não há como o setor cumprir as metas no ritmo em que está", afirmou Paul Niznik, diretor de energia da Capstone LLC, empresa de Washington que assessora refinarias, distribuidoras de combustíveis e fundos de investimento. "O déficit tem gerado grande preocupação em todo o setor, principalmente sobre qual será a reação do governo."

Segundo ele, os agentes do mercado não esperam que a EPA intervenha, apesar de a agência ter autoridade para conceder uma flexibilização das metas. Em vez disso, o governo poderia adotar medidas como reduzir as obrigações previstas para 2028, alterando a forma como os volumes importados são contabilizados para o cumprimento das exigências.

A produção ficou represada por meses enquanto fabricantes de biodiesel e diesel renovável aguardavam que o governo Trump concluísse as regras para o crédito tributário federal 45Z, destinado à produção de combustíveis limpos.

As diretrizes, divulgadas nas últimas semanas, eliminaram algumas restrições relacionadas ao uso da terra e ampliaram os incentivos ao diesel renovável produzido com soja — mudanças reivindicadas pelo setor havia cerca de um ano.

Segundo Jeramie Weller, gerente-geral da Minnesota Soybean Processors, produtora de biodiesel, as novas regras trazem mais segurança para ampliar a produção e firmar contratos de fornecimento de matéria-prima com agricultores. Ainda assim, ele afirma que não está claro se as medidas chegaram a tempo de compensar as perdas de produção acumuladas anteriormente.

A disparada dos preços do petróleo, provocada pelo conflito com o Irã, também reduziu o ritmo de crescimento da produção de biodiesel. As interrupções na oferta elevaram a rentabilidade dos combustíveis fósseis, incentivando as refinarias a maximizar a produção de derivados de petróleo em vez de expandir a oferta de combustíveis renováveis.

A produção abaixo do esperado também está reduzindo uma reserva que historicamente ajudava o mercado a absorver déficits temporários.

O chamado "banco de RINs" — estoque de créditos não utilizados que as refinarias podem usar para cumprir as metas — vem sendo reduzido ao longo deste ano, à medida que a produção fica abaixo do necessário enquanto a demanda permanece elevada. Se essa tendência continuar, analistas alertam que essa reserva poderá se esgotar até o fim de 2026, pressionando ainda mais os preços dos créditos.

Os preços dos RINs já atingiram níveis recordes, elevando os custos de conformidade para refinarias menores, que dependem da compra desses créditos em vez de misturar combustíveis renováveis por conta própria.

A perspectiva de um mercado mais apertado intensificou a pressão de lobby em Washington. A American Fuel and Petrochemical Manufacturers (AFPM), principal associação das refinarias americanas, vem se reunindo com parlamentares no Congresso para pressionar o governo a rever as metas de biocombustíveis para 2026. A entidade também entrou com uma ação judicial contra a EPA.

"Os americanos pagarão bilhões de dólares a mais do que deveriam se o programa de combustíveis renováveis não for redimensionado", afirmou a AFPM em materiais distribuídos a parlamentares, argumentando que o alto custo dos créditos acaba elevando os preços dos combustíveis para os consumidores.

Em resposta por e-mail, a EPA afirmou que avalia o cumprimento das metas considerando o ano inteiro e leva em conta as oscilações normais entre os meses, incluindo o uso dos créditos já existentes para cobrir déficits temporários.

Para Brett Gibbs, analista da Bloomberg Intelligence, a EPA pode ter subestimado tanto o volume de exportações de biodiesel e diesel renovável quanto as dificuldades de importar matérias-primas no curto prazo devido ao conflito com o Irã.

"A EPA pode muito bem ter um problema nas mãos até as eleições de meio de mandato. E certamente entrando em 2027", afirmou Gibbs.

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Fim da 6×1: Indústria prevê queda à produtividade e à competitividade com redução da jornada de trabalho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 70% das indústrias do país preveem queda de competitividade se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à chamada escala 6×1 for aprovada pelo Congresso Nacional.

Defendido pelo governo, PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está no Senado, mas ainda não há data definida para ser votado (veja detalhes da proposta abaixo).

Por se tratar de uma proposta que muda a Constituição, precisa ser submetida a dois turnos de votação e obter o apoio mínimo de três quintos dos parlamentares, ou seja, 49 entre os 81 senadores.

Fim da escala 6×1, passando para 5×2 — com transição de 2 meses;Redução da jornada de 44 para 42 horas semanais — com transição de 2 meses;Redução da jornada de 42 para 40 horas semanais — com transição de 12 meses.

Segundo a CNI, a pesquisa da entidade junto a representantes do setor mostra os seguintes resultados em relação à proposta:

85% adotam jornada semanal de 44 horas;97% serão impactados pela redução legal de jornada;85% projetam aumento de custos com empregados;82% estimam aumento de custos com fornecedores;70% preveem perda de competitividade;68% veem risco de queda do volume de produção;73% rejeitam a redução da jornada.

Ao todo, segundo a entidade, foram ouvidos representantes de 1.664 empresas do setor industrial de pequeno, médio e grande portes, entre os dias 2 e 11 de março.

Fim da escala 6×1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas — Foto: Reprodução/EPTV

Ao participar de uma audiência no Senado, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse ser preciso pensar em medidas que garantam que o mercado interno seja “forte” e “competitivo”.

“Os produtos de fora têm que ajudar a nos forçarmos a sermos competitivos, produtivos e eficientes, mas não para nós ficarmos a reboque de uma realidade de perda de competitividade”, afirmou.

Em reunião com representantes das centrais sindicais nesta quarta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu o fim do período de transição previsto na proposta aprovada pela Câmara.

O presidente do Senado, no entanto, está discutindo com sua assessoria legislativa a possibilidade de uma emenda de redação para que a redução da jornada e o fim da escala 6×1 passem a valer imediatamente após a promulgação do texto.

Ao participar de uma uma sessão de debates sobre o tema no Senado, nesta quarta-feira (1º), o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, se manifestou a favor da PEC que põe fim à escala 6×1, afirmando que a proposta tem capacidade de gerar mais negócios para as famílias.

“Muitos empreendedores no Brasil são empreendedores de tempo parcial. Com mais tempo, nós teremos um acréscimo, inclusive, de empreendedorismo no Brasil. Muitos desses empreendedores em tempo parcial trabalharão mais, gerarão mais renda para as suas famílias, trarão mais dinheiro para casa, se qualificarão mais e desenvolverão vários negócios, que são dependentes do tempo livre”, declarou o ministro.

A proposta aprovada pela Câmara altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.

O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:

as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;as duas horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.

⏳O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.

O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.

➡️ O relator da proposta na Câmara fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.

Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.

Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.

Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.

Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.

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Brasil responde a relatório dos EUA, nega que PIX favoreça empresas e defende decisões do STF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 08:44

Política Brasil responde a relatório dos EUA, nega que PIX favoreça empresas e defende decisões do STF Em resposta à investigação comercial dos Estados Unidos, governo afirma que Washington não comprovou prejuízo ao comércio americano. Escritório do governo Trump quer impor tarifa de 25% por práticas 'desleais'. Por Túlio Amâncio, Ana Flávia Castro, TV Globo e g1 — Brasília

O Ministério das Relações Exteriores enviou um documento em que formaliza a resposta oficial do governo brasileiro à investigação dos Estados Unidos que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos, e propõe uma tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros.

No texto, o ministro afirma que as críticas do governo americano ao PIX e a decisões da Justiça brasileira não têm relação com comércio, mas com divergências sobre políticas internas.

A manifestação segue a mesma linha de discursos públicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em defesa da soberania, e do que o petista afirma que tem conversado com Trump nos encontros entre os dois.

🔎O documento foi enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas.

Mas, na manifestação, o Brasil afirma que esse requisito não foi demonstrado. Segundo o governo, o USTR não comprovou que atos, políticas ou práticas brasileiras sejam discriminatórios ou imponham barreiras ao comércio dos Estados Unidos.

Ao longo do documento, o governo sustenta que os Estados Unidos estão usando a investigação para questionar escolhas soberanas do Brasil, e não para tratar de medidas que efetivamente prejudiquem o comércio americano.

"A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 não autoriza o USTR a impor medidas comerciais apenas porque discorda das escolhas de política pública de outro país soberano", diz o documento, em inglês (tradução livre).

Ao longo do texto, afirma: "Nos seis temas abordados, o USTR identifica áreas de divergência de políticas públicas ou, em alguns casos, desafios internos em curso no Brasil. No entanto, o USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos Estados Unidos."

BC favorece o PIX? Entenda por que o sistema de pagamento está na mira de TrumpPIX, etanol e STF: entenda as críticas dos EUA para justificar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O documento é dividido em áreas temáticas. No capítulo sobre comércio digital, o governo brasileiro rebate críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis em redes sociais.

O governo afirma que essas decisões foram tomadas no âmbito de processos judiciais regulares, relacionados à integridade eleitoral, investigações criminais e à proteção de direitos fundamentais.

Além disso, contesta a avaliação de que o sigilo dessas decisões seria um problema. Segundo o texto, a confidencialidade é prevista na legislação brasileira para proteger investigações, a privacidade e outros interesses públicos, e as partes continuam tendo direito ao devido processo legal.

A manifestação diz ainda que o USTR não apresentou provas de que empresas americanas recebam tratamento diferente de companhias brasileiras ou de outras empresas estrangeiras. Para o governo, as regras se aplicam de forma igual a todas as plataformas que operam no país.

"A conduta apontada pelo USTR não é direcionada especificamente a empresas norte-americanas em razão de sua origem, nem o USTR identifica qualquer norma do direito brasileiro que imponha um regime de responsabilidade distinto para plataformas estrangeiras ou de propriedade norte-americana", diz o documento.

O texto prossegue: "As manifestações anteriores do Brasil destacaram exatamente que o arcabouço jurídico aplicável é, em sua redação, neutro, aplica-se igualmente a entidades nacionais e estrangeiras e não cria um regime de responsabilidade especificamente aplicável a pessoas, empresas ou ao próprio governo dos Estados Unidos."

Sobre o PIX, o Brasil rejeita a acusação de que o sistema favoreça empresas nacionais em detrimento de concorrentes americanos, usada como argumento pelo governo Donald Trump para dizer que há favorecimento indevido interno e contra o comércio estrangeiro.

Segundo o documento, o PIX é uma infraestrutura pública de acesso aberto, disponível em condições não discriminatórias para empresas que cumpram os requisitos de participação, independentemente da origem do capital.

O governo também destaca que empresas americanas já atuam normalmente no ecossistema do Pix, citando como exemplos o Google Pay Brasil e a Visa, e argumenta que o sistema ampliou a concorrência, reduziu custos e criou novas oportunidades para bancos, fintechs e empresas de tecnologia.

O Brasil também compara o Pix ao FedNow, sistema de pagamentos instantâneos operado pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Segundo a defesa, o fato de um banco central operar uma infraestrutura pública de pagamentos não caracteriza, por si só, uma prática comercial desleal.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Receita libera consulta ao lote especial de restituição automática do IR na próxima quarta; veja quem tem direito

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

A Receita Federal abre na quarta-feira (8) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. O pagamento será feito em 15 de julho.

O lote atende pessoas dispensadas da declaração em 2025 que tiveram imposto retido em 2024. Cerca de 4 milhões de contribuintes receberão até R$ 1.000 cada.

No projeto piloto, a Receita usa dados próprios para gerar uma declaração simplificada. O cidadão pode conferir e ajustar as informações no portal ou aplicativo oficial.

O pagamento será feito exclusivamente por chave Pix do tipo CPF. Quem não possui essa modalidade cadastrada precisará criá-la para receber o valor.

Este lote especial não integra o calendário regular de restituições de 2026. O próximo pagamento dos lotes tradicionais está previsto para ocorrer em 31 de julho.

A Receita Federal abre, a partir das 9h da próxima quarta-feira (8), a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback".

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.

O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir.

Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave Pix cadastrada com o CPF.

A consulta poderá ser feita a partir de 8 de julho no portal da Receita Federal e também pelo aplicativo oficial do órgão.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente, conferir os dados utilizados, incluir informações adicionais, se necessário, e fazer ajustes antes da conclusão do processamento.

A Receita informou que a restituição será paga exclusivamente por meio de uma chave Pix do tipo CPF.

Não haverá emissão de ordem de pagamento nem depósito em contas bancárias que não estejam vinculadas ao CPF do contribuinte.

Por isso, quem ainda não possui essa modalidade de chave Pix deverá cadastrá-la para receber os valores.

O órgão destaca que esse lote especial não faz parte do calendário regular de restituições do Imposto de Renda de 2026.

Enquanto o "cashback" contempla apenas contribuintes que não apresentaram declaração, os lotes tradicionais continuam sendo pagos normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo. O próximo lote regular está previsto para 31 de julho.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão orienta que consultas e acompanhamentos sejam feitos apenas pelos canais oficiais para evitar fraudes.

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Por que o salário parece render cada vez menos, mesmo quando aumenta?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 03:46

g1 explica Por que o salário parece render cada vez menos, mesmo quando aumenta? No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Mesmo com o aumento da renda do trabalho nos últimos anos, muitos brasileiros perderam poder de compra porque gastos com alimentação, plano de saúde, escola e serviços cresceram mais do que os salários.

Ao mesmo tempo, o orçamento das famílias passou a incluir novos gastos, como internet, streaming, aplicativos e assinaturas. Além disso, o aumento da renda costuma vir acompanhado de um padrão de consumo mais elevado, fenômeno conhecido como "inflação do estilo de vida".

A expansão do crédito também reduz a renda disponível, já que parcelas e financiamentos comprometem parte do orçamento. Segundo economistas, esse cenário pesa principalmente sobre a classe média, que concentra despesas mais difíceis de cortar.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

Dinheiro; real; reais; notas de R$ 5, R$ 10 e R$ 50; moeda de R$ 1 — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Criptomoedas, ações e imóveis: de onde vieram os mais de US$ 1 bilhão declarados por Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 03:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 — Foto: Jim WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ganhos em 2025, com receitas vindas de investimentos financeiros, participações em empresas e empreendimentos imobiliários.

As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais "The New York Times" e "Financial Times", com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA.

Além dos ativos digitais — que passaram a representar sua principal fonte de renda declarada — Trump também informou milhares de transações com ações e dezenas de receitas de empresas e imóveis que levam seu nome.

Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos.

Outros US$ 635 milhões (R$ 3,3 bilhões) vieram de operações com a $TRUMP, uma memecoin inspirada em memes e fenômenos da internet.

Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma "contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC", da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o "Financial Times".

Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo.

O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada.

🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros.🔎 Os ETFs funcionam como uma "cesta" de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis.

Além disso, o "Financial Times" destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados "sensíveis" pelo mercado.

A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano.

A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips.

De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump.

Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã.

Ainda segundo o "Financial Times", um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões).

Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões);campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões);campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões);campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões).

O "Financial Times" também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente.

10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil);15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil);30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil);Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).

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X-burguer de chocolate e hot dog doce? Bolos hiper-realistas viralizam e bombam os ganhos de confeitarias

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 02/07/2026 03:46

Pequenas Empresas & Grandes Negócios X-burguer de chocolate e hot dog doce? Bolos hiper-realistas viralizam e bombam os ganhos de confeitarias Confeiteiras transformaram lanches em bolos que conquistaram milhões de visualizações nas redes sociais. O sucesso aumentou as vendas, atraiu novos clientes e abriu planos de expansão. Por PEGN

As confeiteiras Letícia e Thaís Botelho transformaram um hambúrguer em bolo, viralizaram nas redes sociais e conquistaram mais de 2,5 milhões de visualizações, impulsionando as vendas da doceria.

O negócio, criado em 2016 com R$ 300 para ajudar a pagar a faculdade, hoje fatura cerca de R$ 200 mil por mês, emprega 24 funcionários e teve aumento de 30% no faturamento com o sucesso do x-bolo.

Em Maceió, a confeiteira Bia Marques criou um hot dog doce que também viralizou, alcançando 2,5 milhões de visualizações em 24 horas e atraindo novos clientes.

Após começar o negócio com R$ 800 emprestados, Bia hoje fatura cerca de R$ 1.500 por dia e R$ 8 mil nos fins de semana. O sucesso do produto já rendeu propostas para expandir a marca por meio de franquias.

À primeira vista, parecem um hambúrguer e um cachorro-quente. Mas basta uma mordida para descobrir que são, na verdade, bolos.

A criatividade de três confeiteiras transformou doces em fenômenos nas redes sociais e impulsionou seus negócios, com milhões de visualizações e aumento nas vendas.

Em Ribeirão Preto (SP), as irmãs Letícia e Thaís Botelho decidiram criar uma versão de um "x-bolo" depois que seguidores passaram a pedir o produto nas redes sociais. O vídeo da novidade ultrapassou 2,5 milhões de visualizações e rendeu mais de 10 mil novos seguidores em poucos dias.

O doce reproduz todos os elementos de um hambúrguer. O pão é feito de bolo, a carne é brigadeiro, o tomate é morango, a maionese leva creme de leite em pó e, na versão de chocolate, o molho barbecue é substituído por calda de chocolate.

As irmãs começaram a empreender em 2016 para pagar a faculdade. Com investimento inicial de R$ 300 e faturamento mensal de R$ 3 mil, iniciaram a produção em casa vendendo brigadeiros, brownies e cupcakes.

Hoje, a doceria fatura cerca de R$ 200 mil por mês, emprega 24 funcionários e o x-bolo representa um aumento de cerca de 30% no faturamento.

Para Letícia e Thaís, viralizar exige rapidez. Assim que perceberam o aumento da procura, ampliaram a produção para atender à demanda e aproveitar o momento para fidelizar clientes. Segundo elas, nas redes sociais, quem demora perde a oportunidade.

Lanches que viraram bolo rendem milhões de visualizações e impulsionam negócios — Foto: Reprodução/PEGN

Em Maceió (AL), a confeiteira Bia Marques resolveu ir além. Depois de conhecer o sucesso do x-bolo, criou um "hot dog doce", feito com massa amanteigada, brigadeiros, geleia de morango, frutas, cereal crocante e mousse de maracujá para reproduzir todos os ingredientes de um cachorro-quente tradicional.

O vídeo também viralizou, alcançando 1 milhão de visualizações nas primeiras 12 horas e 2,5 milhões em um dia. A confeiteira começou o negócio depois que o marido perdeu o emprego e a família enfrentou dificuldades financeiras.

Com R$ 800 emprestados, montou uma barraca e, logo no primeiro dia, vendeu R$ 1.150 em bolos. Hoje, registra faturamento médio de R$ 1.500 por dia e cerca de R$ 8 mil nos fins de semana.

O sucesso também mudou os planos para o futuro. Além de seguir criando novos produtos, Bia recebeu propostas para expandir o negócio por meio de franquias. O objetivo agora é levar o hot dog de bolo para outras cidades do país.

Lanches que viraram bolo rendem milhões de visualizações e impulsionam negócios — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua João Penteado, 602. Jardim Sumaré Ribeirão Preto-SP – CEP: 14025-010📞 Telefone: (16) 99422-8862 | (16) 3636-7227📧E-mail: cikolataconfeitaria@gmail.com🌐Site: cikolata.com.br📸 Instagram: https://www.instagram.com/cikolataconfeitaria?igsh=dHN1eDJkeXF3OTdz&utm_source=qr📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1EERLgfh89/

📍 Endereço: Praça centenário MCZ – Rua dr José Jacinto 132 Maceió/AL – CEP: 05625-040📞Telefone: 82 996658185📧E-mail: biamarquesateliededoces@gmail.com🌐Site: https://biamarquescursos.com.br/captura/📸Instagram: https://www.instagram.com/biamarquescentenariomcz📘Facebook: https://www.facebook.com/share/17scWBiJFg/?mibextid=wwXIfr

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Financiamento imobiliário da Caixa cresce 14% em um ano; veja o que está por trás do avanço

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/07/2026 02:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

A Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira (1º) que atingiu um marco histórico: sua carteira de crédito habitacional chegou a R$ 1 trilhão. O valor representa um crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado segue sendo turbinado pelo Minha Casa, Minha Vida, responsável por 58,4% do valor. As contratações contemplam famílias de diferentes faixas de renda.

Atualmente, a Caixa concentra 68% do mercado de crédito habitacional e possui 7,9 milhões de contratos ativos, que abrangem 481 mil imóveis, para cerca de 1,44 milhão de pessoas.

Em seis anos, a carteira mais que dobrou, passando de R$ 483,6 bilhões, em junho de 2020, para R$ 1 trilhão em junho de 2026. Isso representa um aumento acumulado de aproximadamente 107%, com cerca de R$ 516 bilhões em novos financiamentos incorporados ao estoque do banco.

Desde outubro de 2025, o governo passou a permitir o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para auxiliar quem financiou um imóvel entre 2021 e 2025, em contratos de imóveis de até R$ 2,25 milhões.

A permissão agrega de 2009, que autoriza a aplicação do FGTS no MCMV para compor entrada, abater o saldo devedor ou quitar parcelas.

Os resultados do primeiro trimestre de 2026 mostram que os financiamentos com recursos do FGTS cresceram 17,1%, enquanto aqueles concedidos com recursos próprios da Caixa avançaram 9,1%.

O fundo também respondeu pela maior parte das novas operações. Entre janeiro e março, a Caixa concedeu R$ 64,2 bilhões em crédito habitacional. Desse total, R$ 38,6 bilhões vieram do FGTS e R$ 25,6 bilhões de recursos próprios do banco. Na prática, cerca de 60% de todo o valor financiado no período utilizou recursos do fundo.

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