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Mega-Sena, concurso 3027: resultado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 21:46

Loterias Mega-Sena Oferecido por: Mega-Sena, concurso 3027: prêmio acumula e vai a R$ 38 milhões Veja os números sorteados: 06 – 15 – 16 – 24 – 34 – 47. Quina teve 44 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 45.413,55. Por Redação g1 — São Paulo

O sorteio do concurso 3027 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (4), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 38 milhões.

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O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.

A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.

Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Americanas vende dona da Imaginarium e Puket para BandUP! por R$ 152 milhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 17:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

A Americanas fechou na quinta-feira (2) a venda da Uni.Co, dona da Imaginarium, para a BandUP!. O negócio foi fechado por R$ 152,9 milhões.

A varejista recebeu R$ 20 milhões como primeira parcela da transação. O valor restante será pago pela BandUP! em 5 parcelas anuais corrigidas pelo CDI.

A transação integra o plano de recuperação judicial da Americanas. A empresa está sob o processo desde janeiro de 2023 por inconsistências contábeis bilionárias.

A Americanas fechou, na quinta-feira (2), a venda da Uni.Co, holding dona da Imaginarium, para a BandUP! e recebeu R$ 20 milhões como primeira parcela dos R$ 152,9 milhões da operação. O acordo faz parte do plano de recuperação judicial da empresa.

Parte do dinheiro foi usada para cobrir os custos da venda, e o valor remanescente foi destinado à amortização extraordinária da 22ª emissão de debêntures não conversíveis em ações da companhia, ou seja, ao pagamento antecipado de parte da dívida, fora do cronograma previsto.

A BandUP! é especializada na venda de produtos oficiais licenciados de franquias como Harry Potter, Disney e Cartoon Network.

O restante do valor da venda será pago à Americanas em cinco parcelas anuais, iguais e sucessivas, com vencimento da primeira em um ano. Até o pagamento de cada parcela, os valores serão corrigidos pelo CDI, tomando como referência o período entre a data de fechamento da operação e a data do efetivo pagamento.

A Americanas está em recuperação judicial desde janeiro de 2023, após revelar inconsistências contábeis bilionárias em seu balanço financeiro. A empresa informou ter identificado um rombo estimado em mais de R$ 20 bilhões relacionado à contabilização de operações com fornecedores, o que desencadeou uma crise financeira e uma disputa judicial com credores.

Desde então, a varejista vem executando medidas previstas no plano de recuperação, como a venda de ativos e a renegociação de dívidas, com o objetivo de reduzir seu endividamento e reequilibrar as contas.

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) iniciou a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude na empresa. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance os R$ 54 bilhões.

Segundo o blog da Camila Bomfim, entre os alvos estão Paulo Alberto Lemann — filho do bilionário Jorge Paulo Lemann, um dos acionistas de referência das Americanas —, Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia.

Em nota, as Americanas afirmou que não foi alvo da operação e que seguirá colaborando com as investigações.

"Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis", diz o documento.

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5 motivos do ‘boom’ econômico do Paraguai (e seus efeitos para o país)

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 15:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O Paraguai lidera o crescimento regional na América do Sul, atrás apenas da Guiana — Foto: Getty Images

Na Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026, a seleção do Paraguai não está entre as favoritas da América Latina.

Nos últimos três anos, o Paraguai cresceu, em média, 5,5% ao ano, muito acima da média dos seus vizinhos e da América do Sul como um todo.

Números do Banco Mundial indicam que cerca de 300 mil paraguaios saíram da pobreza nos últimos dois anos. E 2025 registrou o índice de desemprego mais baixo dos últimos 13 anos.

Os economistas concordam que o país vive um boom econômico. Eles mencionam razões como um sistema tributário relativamente simples e competitivo, dívida pública moderada, baixa inflação, população jovem e disponibilidade de energia renovável barata.

A localização geográfica do Paraguai, no centro do continente, também oferece certas vantagens. A dúvida dos especialistas é se este é um crescimento pontual ou se faz parte de uma tendência de longo prazo.

"Neste momento, o Paraguai sai de uma etapa de crescimento muito acelerado, impulsionado pela agricultura e por outros fatores, para outra fase, talvez de mais estabilidade, mas com altos níveis de crescimento", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o principal analista para as Américas da empresa de inteligência de riscos Verisk Maplecroft, Mariano Machado.

De fato, segundo ele, as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) calculam o crescimento do Paraguai em 2026 em cerca de 3,7% — abaixo dos 6,6% do ano passado.

Ou seja, o auge do Paraguai é real, mas a sua economia está passando de um crescimento excepcional para uma fase de execução, mais estável.

Nesta nova etapa, o governo conservador do presidente Santiago Peña precisará tentar convencer parte importante da população paraguaia, que continua percebendo que os benefícios do crescimento não chegam igualmente para todos.

"Geralmente, uma economia em crescimento gera mais emprego e renda", explica Humberto A. Colman, economista-chefe da fundação paraguaia Desenvolvimento em Democracia (Dende, na sigla em espanhol).

"De fato, nos últimos três anos, foram criados mais de 260 mil empregos, um número considerável para uma força de trabalho de cerca de 3,4 milhões de pessoas", prossegue ele.

"Mas ainda predominam empregos de menor qualidade. Seis a cada 10 trabalhadores estão na economia informal, o que limita seu acesso à previdência social."

"E, embora os salários reais tenham aumentado em mais de 5% no último ano, muitas famílias ainda não recuperaram plenamente o poder aquisitivo perdido em um período anterior de forte inflação dos alimentos", explica Colman.

Este fenômeno ajuda a explicar por que ainda persiste alta desigualdade na distribuição de renda. É um abismo que não se fecha, apesar do crescimento do país, e será o maior desafio a ser enfrentado pelos paraguaios nos próximos anos.

Para Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, o crescimento econômico do Paraguai trouxe reflexos para a população, especialmente em relação à redução da pobreza.

"Nas últimas duas décadas, a pobreza caiu em mais da metade, para 16%, enquanto a pobreza extrema atingiu o mínimo histórico de 2,4%", explica ela. "Grande parte deste progresso proveio de melhorias da produtividade agrícola, que ajudaram a aumentar a renda rural."

"Os resultados foram reconhecidos no exterior pelas agências de avaliação de crédito", prossegue Guerra.

"A Moody's promoveu o Paraguai a grau de investimento, mencionando seu sólido crescimento e as reformas realizadas no país. A S&P seguiu o mesmo caminho, elevando a classificação para BBB, em dezembro de 2025. E a Fitch também melhorou sua perspectiva para positiva, em outubro de 2025."

A central hidrelétrica de Itaipu, uma das maiores obras de engenharia do mundo, é administrada em conjunto pelo Brasil e pelo Paraguai — Foto: Getty Images

O aumento da classificação de crédito reduz o custo de financiamento do país, por transmitir menos riscos para os investidores.

Com isso, surgem mais investimentos estrangeiros, o acesso aos mercados de capital internacional é facilitado e a moeda nacional pode sair fortalecida.

Mas Machado acredita que, embora a melhor classificação de crédito tenha fortalecido a atratividade do país para os investidores, "o governo, agora, precisa transformar esta confiança em projetos financiáveis, capacidade de exportação e melhor infraestrutura".

São três os pilares que sustentam esta decolagem: a força do setor agrícola, o potencial energético do país e os baixos impostos.

Mas o desenvolvimento de infraestrutura também desempenhou um papel importante, além do investimento de capital estrangeiro.

O Paraguai é o maior exportador mundial de eletricidade limpa per capita, graças à represa de Itaipu. Por isso, ele se tornou um polo de atração para centros de processamento de dados e fabricação de alta tecnologia.

"A energia é o trunfo geopolítico do Paraguai", segundo Machado. "A energia hidrelétrica passou a ser o eixo central da proposta paraguaia, em termos de inteligência artificial, centros de dados, fertilizantes e crescimento industrial."

Para ele, "o impulso aos centros de dados poderia transformar o modelo de desenvolvimento do Paraguai".

"O interesse dos Estados Unidos, Taiwan e do setor privado nos planos paraguaios de IA e centros de dados está diretamente relacionado à eletricidade produzida pelas represas de Itaipu e Yaciretá."

Em 2025, o Chile permaneceu sendo o principal importador de carne bovina do Paraguai — Foto: Getty Images

"Aproveitando a energia verde e a energia digital, o Paraguai não constrói apenas estradas, mas um futuro digital respaldado por energia 100% renovável", concorda o economista Lucas Mendes Teixeira, presidente do centro de estudos LatAm Future.

Mas o Paraguai não exporta apenas eletricidade. O país também avança no mercado de biocombustíveis.

O país segue os passos do Brasil, que desenvolveu uma indústria líder na produção de etanol e biodiesel, com base em cultivos agrícolas. Agora, o Paraguai vem impulsionando a produção de combustíveis renováveis, para diversificar sua matriz energética e gerar novas exportações.

A agropecuária representa quase dois terços da atividade econômica do Paraguai. Ela inclui não apenas os cultivos, mas também as indústrias locais que dependem do setor.

A soja é um dos principais produtos, mas existem outros subsetores com papel muito importante, como a criação de gado e as exportações de carne, especialmente suína. E existe a participação cada vez maior da indústria relacionada à atividade florestal.

"Em 2022, o Paraguai sofreu uma seca intensa, que levou o país a uma grave crise no setor. A economia se contraiu, arrastada por uma época de baixa colheita e queda do setor agrícola", explica Marcos Lascurain Rodrigo, economista encarregado do Paraguai da empresa FocusEconomics.

"A partir de 2023, observamos uma recuperação, com boas colheitas, que voltam a trazer boa renda para os agricultores e retomam o crescimento das exportações agrícolas."

Para Machado, a diferença deste governo é o trabalho de diversificação do destino das exportações do país.

"Em nível internacional, o Paraguai é um dos poucos países que reconhecem Taiwan e a ilha é um dos principais destinos das exportações guaranis, especialmente de carne bovina e suína", explica ele. "Mas o país também está buscando ativamente outros mercados asiáticos, que permitam uma ampliação ainda maior."

Legenda da foto,A região metropolitana da capital, Assunção, concentra cerca de um terço da população do Paraguai

A região metropolitana da capital, Assunção, concentra cerca de um terço da população do Paraguai — Foto: Getty Images

O investimento estrangeiro direto (IED) no Paraguai disparou nas últimas duas décadas, atingindo níveis recorde. Foi o resultado da relativa estabilidade política e econômica do país, em comparação com vizinhos como a Argentina e a Bolívia.

"Desde 2023, o governo do presidente Santiago Peña criou uma série de reformas, destinadas a melhorar o ambiente empresarial e criar um ambiente de negócios e investimentos mais estável, com uma agenda econômica muito ortodoxa e favorável aos investimentos privados", explica Lascurain.

"A partir daquele ano, observamos a retomada dos investimentos, que viriam a ser o principal motor do crescimento econômico paraguaio no momento."

Os últimos dados disponíveis do Banco Central do Paraguai (BCP) estimam que o IED atingiu US$ 931 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões) em 2024. Este número representa um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

As empresas internacionais recorreram ao país em busca de mão de obra mais barata, estabilidade macroeconômica e acesso aos mercados regionais próximos, devido à sua localização geográfica, no coração da América do Sul.

Um dos projetos de infraestrutura privada mais importantes da região é a fábrica de celulose da multinacional Paracel.

"Com investimentos de mais de US$ 4 bilhões [cerca de R$ 20,8 bilhões] ao longo de vários anos, esta instalação, perto de Concepción, representa o maior investimento privado individual da história do Paraguai", explica Mendes Teixeira.

Além da fábrica em si, o projeto inclui a construção de um porto fluvial privado e uma expansão considerável da rede viária regional, gerando mais de 40 mil empregos indiretos.

"O país detém uma janela de oportunidade para transformar estabilidade em investimento, investimento em produtividade e produtividade em melhores empregos e bem-estar para seus cidadãos. O país demonstrou que pode crescer e reduzir a pobreza", destaca o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Paraguai, Alonso Chaverri-Suárez.

Para ele, a tarefa nos próximos anos será sustentar os avanços e garantir que mais famílias possam transformar estas melhorias conjunturais em uma trajetória estável de bem-estar.

Legenda da foto,No Paraguai, a pobreza é claramente rural. Ela atinge cerca de 40% da população no campo, contra 15% nas zonas urbanas

No Paraguai, a pobreza é claramente rural. Ela atinge cerca de 40% da população no campo, contra 15% nas zonas urbanas — Foto: Getty Images

O país mantém alíquotas fixas de 10% de imposto de renda, IVA e impostos corporativos. Em termos de comparação, a alíquota empresarial efetiva no Brasil é de 34%.

"Por isso, os promotores internacionais investem bilhões no país", explica Mendes Teixeira.

"A disciplina macroeconômica do Paraguai permite reduzir impostos, oferecer isenções fiscais e melhores condições", destaca Machado.

O Paraguai não conta com a escala da economia brasileira. Mas, por estar no centro do Cone Sul, o país atua como ponto de interconexão entre todas as economias da região.

Mas esta pressão fiscal tão baixa costuma suscitar discussões. Afinal, com impostos baixos, o Estado arrecada menos, o que limita sua capacidade de financiamento de serviços públicos como educação, saúde, infraestrutura, previdência social e justiça.

A pressão fiscal é definida como a relação entre os impostos e o PIB do país. No Paraguai, este índice é de 14%, o segundo menor da América Latina, perdendo apenas para o Panamá.

O número está abaixo da média latino-americana (22%) e dos países desenvolvidos (34%), segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O coeficiente de Gini é usado pelo Banco Mundial para avaliar a desigualdade. Nele, 0 é a igualdade perfeita e 1, a máxima desigualdade.

O índice de Gini do Paraguai é de cerca de 0,45, deixando claro que o crescimento econômico sustentado não se traduziu proporcionalmente em melhoria das condições de vida para as camadas inferiores da sociedade.

Legenda da foto,O trabalho informal continua sendo um fator estrutural no Paraguai, com cerca de 60% da população ocupada trabalhando na informalidade

O trabalho informal continua sendo um fator estrutural no Paraguai, com cerca de 60% da população ocupada trabalhando na informalidade — Foto: Getty Images

O Paraguai emerge como o principal centro logístico e energético da América do Sul, impulsionado pela hidrovia Paraguai-Paraná e pelo Corredor Bioceânico, que irá conectar o oceano Atlântico ao Pacífico.

A autoestrada de 3,5 mil quilômetros ligará o porto de Santos (SP) aos portos chilenos de Iquique e Antofagasta, atravessando o coração do Chaco paraguaio.

Quando os trechos finais deste corredor estiverem em operação, o tempo de trânsito das exportações com destino à Ásia será reduzido em até 14 dias e os custos logísticos, em cerca de 25%

A hidrovia Paraguai-Paraná também recebeu melhorias significativas. A rota é de importância estratégica fundamental para a exportação de soja, milho e carne.

A via fluvial se beneficiou de uma aliança público-privada no valor de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões) para dragagem e sinalização. As obras garantiram sua navegabilidade por todo o ano, independentemente das condições climáticas.

"Empresas como a Cofco, ADM e Viterra ampliaram suas instalações portuárias ao longo do rio", destaca Mendes Teixeira. "Estes modernos terminais recebem, agora, mais de 25 milhões de toneladas de carga por ano."

"A frota fluvial paraguaia, atualmente, é a terceira maior do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos e pela China, o que demonstra a destreza marítima do país, mesmo não tendo saída para o mar."

Manter a taxa de crescimento de 5% ao ano será difícil. Os economistas indicam que o crescimento irá prosseguir, mas com menos ímpeto, de forma mais estável.

O Paraguai tem pontos fortes muito claros. Mas, para dar o salto rumo a uma economia de maior receita, o país precisa resolver restrições estruturais, oferecendo maior produtividade, melhores empregos, instituições mais sólidas e desenvolvimento sustentável para toda a população.

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O que é ‘TikTok Farlands’, o submundo da rede hackeado pelos usuários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 15:44

Tecnologia O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários Existe um local escondido no TikTok que o algoritmo não mostra. Repleto de vídeos estranhos e assustadores, ele tanto pode ser uma lenda como uma amostra do futuro da internet. Por BBC

O TikTok é conhecido por oferecer um fluxo infinito de vídeos que, de forma geral, são razoavelmente positivos. Alguns de seus críticos chamariam este fluxo de suavizado.

Mas, abaixo desta superfície, existem bilhões de outros vídeos que, normalmente, a plataforma não mostra.

Com as estratégias certas, é possível atingir esse espaço digital misterioso, mais estranho, sombrio e grotesco do que o alegre caminho normalmente conduzido pelo algoritmo da plataforma.

A melhor forma de chegar lá é inserir um conjunto de letras e números aleatórios que outro usuário tenha postado nos comentários de um vídeo.

O que é 'TikTok Farlands', o submundo da rede hackeado pelos usuários — Foto: BBC/SERENITY STRULL/GETTY IMAGES

O TikTok é conhecido por oferecer um fluxo infinito de vídeos que, de forma geral, são razoavelmente positivos. Alguns de seus críticos chamariam este fluxo de suavizado.

Mas, abaixo desta superfície, existem bilhões de outros vídeos que, normalmente, a plataforma não mostra.

Há quem diga que, se você ficar até muito tarde, rolando a tela por horas até esgotar as recomendações normais do TikTok, poderá surgir uma visão momentânea desses vídeos. Mas os usuários da plataforma afirmam ter encontrado uma forma de mergulhar mais a fundo neste tipo de conteúdo.

Com as estratégias certas, é possível atingir esse espaço digital misterioso, mais estranho, sombrio e grotesco do que o alegre caminho normalmente conduzido pelo algoritmo da plataforma. Ele é conhecido como TikTok Farlands, as "terras distantes" do TikTok.

Aparentemente, a melhor forma de chegar lá é inserir um conjunto de letras e números aleatórios que outro usuário tenha postado nos comentários de um vídeo.

"Você não consegue chegar lá apenas com as recomendações do algoritmo", explica o repórter especializado em cultura da internet e pesquisador de memes Aidan Walker, em uma postagem sobre o assunto. "Você precisa que um ser humano o convide a entrar."

As discussões sobre as TikTok Farlands se desenvolveram nos últimos meses. Elas misturam teorias da conspiração, lendas urbanas e discussões sérias sobre o poder das empresas que administram as redes sociais.

Os usuários encontraram formas de assumir o controle do algoritmo do TikTok para trazer à tona vídeos que eles acreditam que o aplicativo não quer que eles vejam.

Este é um movimento social, mais do que uma tendência ou meme. As pessoas estão atacando as muralhas da máquina.

Em um mundo de AI slop (conteúdo desleixado, criado por inteligência artificial) e rolagens sem sentido, este fenômeno me deixou mais otimista em relação ao futuro da internet, algo que eu não sentia há muito tempo.

Nas primeiras versões do jogo, se você andasse por tempo suficiente, um erro criava cenários distorcidos e caóticos, repletos de túneis e estruturas estranhas.

"As Farlands do Minecraft eram o extremo do jogo. Você literalmente chegava ao fim do mundo e não conseguia avançar mais", explica a professora de estudos da comunicação Jessica Maddox, da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Seu foco de estudo são as redes sociais.

As TikTok Farlands seguem a mesma ideia. "É o fim da internet, onde tudo fica estranho. Você sai do convencional e faz uma curva para o lado errado."

Com a ajuda dos comentários à postagem do vídeo de Walker, consegui seguir alguns conjuntos de caracteres aleatórios e saltar no vazio. Coloquei um código na barra de busca e encontrei algo totalmente diferente da minha experiência comum no TikTok.

Figuras apavorantes geradas por IA desfilavam pela tela. Rostos contorcidos em uma névoa de distorção pixelada. Alguma espécie de criatura alienígena com suas veias conectadas aos fios de uma TV gritava de agonia, enquanto um adolescente observava com um controle de videogame.

Grande parte deste material era perturbador demais para que a BBC pudesse oferecer um link. E eu recomendo um pouco de cautela antes de qualquer observação.

Os visitantes das Farlands assumem o controle do algoritmo do TikTok, para divulgar vídeos que o aplicativo normalmente não promoveria — Foto: Shane Moore/Lucas Wilm/Mason T.

Os próprios conjuntos de letras e números aleatórios compartilhados pelas pessoas como senhas para as Farlands são envoltos em mistério.

Em alguns casos, os usuários marcam seus próprios vídeos com esses códigos e os compartilham para promover seu trabalho. Mas conversei com algumas pessoas que juram terem encontrado códigos das Farlands por tentativa e erro e martelando o teclado.

Alguns dos códigos parecem trazer resultados verdadeiramente aleatórios. É difícil analisar o que realmente está acontecendo, pois a função de busca do TikTok fornece resultados diferentes para diferentes usuários.

A ideia, em si, é subverter deliberadamente o TikTok para atingirmos nossos próprios objetivos, segundo Walker.

"Isso faz parte da emoção", ela conta. "Você usa a plataforma de forma diferente da que ela se destina a ser usada."

"Você ultrapassa os limites do TikTok normal, além da fronteira onde ninguém sabe realmente o que acontece."

Nos comentários desses vídeos estranhos, é possível encontrar pessoas escrevendo repetidamente, em grandes blocos, "QUERO FICAR NAS FARLANDS". E alguns visitantes parecem acreditar que postar um comentário de 500 palavras aciona o algoritmo para mostrar conteúdo similar.

Será verdade? Impossível dizer. Os algoritmos das redes sociais são uma caixa-preta. Entrei em contato com o TikTok, mas não recebi resposta.

"As pessoas estão tentando reaver o controle dos seus feeds e das suas experiências na internet", explica Maddox.

"É um reflexo do nosso cansaço com os feeds gerados pelos algoritmos e da nossa ansiedade em relação à força que eles exercem sobre as nossas vidas, determinando o que observamos."

"A internet é avassaladora. De certa forma, as Farlands representam a esperança de que você tenha de fato encontrado o fim, chegando a um lugar onde realmente pode parar."

Leia também: Brasileiro assume comando de nova divisão de inteligência artificial da Microsoft; saiba quem é

O objetivo de "entrar" nas Farlands é descobrir vídeos difíceis de se encontrar. Alguns são genuinamente estranhos, criados por pessoas que não compreendem ou não se preocupam com as normas das redes sociais. Outros são intencionalmente ousados ou artísticos.

Mas algumas dessas postagens supostamente "obscuras" nas Farlands possuem milhões de visualizações. E sua popularidade aumentou, levando certos usuários a fazer novos vídeos para se adequar a esta tendência.

Encontrar este material é mais fácil: basta digitar "Farlands". Mas os usuários afirmam que estes vídeos não são autênticos.

Os verdadeiros vídeos das Farlands não têm títulos, nem marcações e "certamente, não têm a hashtag Farlands", como comentou um usuário em um vídeo popular.

Um verdadeiro vídeo das Farlands, segundo os especialistas no assunto, terá apenas 30 visualizações e virá de uma conta sem seguidores, que só pode ser encontrada por pessoas determinadas a sair em busca dele.

As TikTok Farlands são um fenômeno relativamente novo. Mas existem ali muitos memes, ideias, estética e vídeos antigos.

Parte deste conteúdo traz de volta metáforas da era das creepypastas, um gênero de histórias de fantasmas do início da internet moderna.

Muitos vídeos compartilham a estética dos memes deep fried ("fritos"), com imagens que passam por diversos filtros até ficarem pixeladas e desgastadas.

Esta tendência remonta pelo menos a 2015. E os usuários discutiam o lado oculto do TikTok em 2019 e 2020, quando exploravam o chamado Deeptok.

"Realmente, parece uma miscelânea de materiais diferentes de toda a história da internet", segundo Walker. "É um nicho, meio assustador, meio bizarro."

Ainda assim, existe algo diferente por aqui. Para começar, grande parte do conteúdo popular que as pessoas descrevem como Farlands se parece mais com comentários sobre tecnologia e as próprias redes sociais.

As postagens de Shane Moore, mais conhecido como @smoorel8r, começam com as típicas resenhas sobre comida do TikTok, até que a imagem se degrada como se fosse um arquivo de vídeo corrompido, com cenas que parecem filmes de terror surgindo e desaparecendo.

Outros, como @realityisoptional.net e Lucas Wilm, produzem vídeos que se parecem menos com redes sociais e mais com os vídeos de arte que encontramos nos museus. Diversos criadores de conteúdo me disseram que eles já faziam este estilo de conteúdo antes que se começasse a falar nas Farlands.

Pergunto a Aidan Walker se a cobertura das Farlands por um órgão da imprensa convencional, como a BBC, poderia fazer tudo parecer menos atraente.

"Já é algo convencional", responde ele. "É grande parte do consumo de mídia de algumas pessoas." Em outras palavras, os criadores mais interessantes provavelmente já saíram dali.

Mas existe a sensação, no discurso sobre as Farlands, de que algo subversivo está acontecendo, especialmente porque as pessoas estão encontrando métodos de manipular os algoritmos.

"O TikTok gosta de um certo conteúdo. O Instagram gosta de um certo conteúdo. As Farlands vão contra tudo isso."

É preciso relembrar que, se tudo isso fizer você passar mais tempo no TikTok, o resultado será exatamente o que a plataforma deseja.

As pessoas vêm trocando há anos seus smartphones por "telefones burros". As câmeras analógicas e os fones de ouvido com fio estão de volta. A reação negativa à IA é tão popular que até o papa vem falando a respeito.

De forma geral, existe a sensação de que está surgindo uma rebelião tecnológica na nossa sociedade.

Pode ser apenas um breve e interessante desvio histórico. Ou pode ser um sinal de algo que está por vir.

Thomas Germain é jornalista sênior de tecnologia da BBC. Ele escreve (em inglês) a coluna Keeping Tabs e é um dos apresentadores do podcast The Interface. Seu trabalho revela os sistemas ocultos que conduzem sua vida digital e como você pode viver melhor dentro deles.

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Vini Jr. ou Haaland: qual o jogador mais valioso da partida entre Brasil e Noruega?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 05:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

A seleção brasileira enfrenta neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), seu maior desafio até agora na Copa do Mundo de 2026.

O confronto com a Noruega, pelas oitavas de final, coloca frente a frente dois dos jogadores mais valorizados do planeta: os atacantes de 25 anos Vini Jr. e Erling Haaland.

No duelo individual, o norueguês leva vantagem em valor de mercado. Avaliado em 200 milhões de euros (R$ 1,18 bilhão), Haaland é o atleta mais caro da partida.

Vini Jr. aparece logo atrás, estimado em 140 milhões de euros (R$ 828,03 milhões). O atacante é, disparado, o jogador mais valioso da seleção brasileira.

Na sequência, estão o zagueiro Gabriel Magalhães e o meia-atacante Matheus Cunha, cada um avaliado em 75 milhões de euros (R$ 443,6 milhões) — pouco mais da metade do valor de Vini Jr. e cerca de 38% do de Haaland.

🔎 Os valores consideram a cotação do euro em 1º de julho e dados do Transfermarkt, site especializado em estimativas de valor de mercado no futebol. A plataforma leva em conta fatores como idade, desempenho, potencial, tempo de contrato, salário e taxas de transferência dos jogadores.

Haaland concentra grande parte do valor de mercado da seleção norueguesa, avaliada em 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões). Sozinho, o atacante do Manchester City representa cerca de um terço do valor da equipe — a nona mais valiosa da Copa.

Depois dele, o jogador mais valioso da seleção nórdica é o meio-campista Martin Ødegaard, do Arsenal, avaliado em 65 milhões de euros (R$ 384,4 milhões).

A média do elenco, porém, é puxada para baixo pela composição: 18 dos 26 convocados da Noruega não superam os 20 milhões de euros em valor de mercado, segundo dados do Transfermarkt.

O cenário é bem diferente na seleção brasileira. Somados, os jogadores convocados por Carlo Ancelotti para a Copa alcançam valor de mercado de 928,2 milhões de euros (R$ 5,5 bilhões).

Avaliado em 140 milhões de euros, Vini Jr. representa cerca de 15% desse total. Além dele, outros 14 jogadores da seleção estão avaliados em mais de 20 milhões de euros.

Além da força já demonstrada dentro de campo, a Noruega será, até agora, a seleção mais valiosa enfrentada pelo Brasil na Copa do Mundo de 2026.

Adversário na estreia, o Marrocos tem valor de mercado estimado em 447 milhões de euros (R$ 2,6 bilhões).O Japão, eliminado pelo Brasil na primeira fase do mata-mata, é avaliado em 270,8 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão).Já a Escócia, última adversária da equipe de Carlo Ancelotti na fase de grupos, tem valor de mercado de 170,25 milhões de euros (R$ 1,01 bilhão).

🇫🇷 França: 1,52 bilhão de euros (R$ 8,99 bilhões)🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra: 1,36 bilhão de euros (R$ 8,04 bilhões)🇪🇸 Espanha: 1,22 bilhão de euros (R$ 7,22 bilhões)🇵🇹 Portugal: 1,01 bilhão de euros (R$ 5,97 bilhões)🇩🇪 Alemanha: 947 milhões de euros (R$ 5,60 bilhões)🇧🇷 Brasil: 928,2 milhões de euros (R$ 5,49 bilhões)🇦🇷 Argentina: 807,5 milhões de euros (R$ 4,78 bilhões)🇳🇱 Holanda: 754,2 milhões de euros (R$ 4,46 bilhões)🇳🇴 Noruega: 589,9 milhões de euros (R$ 3,49 bilhões)🇧🇪 Bélgica: 547,5 milhões de euros (R$ 3,24 bilhões)

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Economia do paradoxo: Noruega ficou rica com o petróleo e hoje lidera a transição para a energia limpa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

A Noruega concilia ser referência em energia limpa com a produção de petróleo e gás, financiando sua transição verde por meio de combustíveis fósseis.

O governo norueguês argumenta que manter a produção de gás ajuda a reduzir emissões globais ao substituir o carvão e complementar fontes renováveis intermitentes.

Apesar do alerta do FMI sobre dependência de recursos naturais, a Noruega estruturou um planejamento considerado robusto para gerir suas riquezas ao longo das décadas.

O fundo soberano do país acumulou 21,3 trilhões de coroas norueguesas no fim de 2025, investindo globalmente com base em diretrizes ambientais e sociais.

Com 89% da eletricidade vinda de hidrelétricas, a Noruega lidera a adoção de veículos elétricos e reduziu em 12% o uso de petróleo rodoviário desde 2021.

O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026 também desperta interesse por um motivo que vai além do futebol. A Noruega é um dos países mais avançados na adoção de energia limpa, mas continua tendo no petróleo e no gás uma importante fonte de riqueza.

À primeira vista, essas duas realidades parecem difíceis de conciliar. Mas elas fazem parte da estratégia adotada pela Noruega para avançar rumo a uma economia de baixo carbono sem abrir mão, ao menos por enquanto, de um dos principais motores de sua economia.

O caso norueguês alimenta um debate que vai além de suas fronteiras: como conciliar metas climáticas, segurança energética e crescimento econômico em um mundo que busca reduzir a dependência dos combustíveis fósseis?

Embora seja reconhecida internacionalmente pelos avanços em energia limpa, a Noruega continua sendo uma potência do setor.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o país está entre os maiores produtores mundiais de petróleo e ocupa uma posição estratégica no mercado internacional de gás natural.

⛽ Dados da Comissão Europeia mostram que a Noruega é atualmente o maior fornecedor de gás natural da União Europeia, respondendo por cerca de 31% das importações do bloco em 2025. 🌱 Em 2023, Noruega e União Europeia também firmaram uma Aliança Verde para ampliar a cooperação em energia limpa, transição industrial e proteção ambiental.

É nesse contexto que o governo norueguês argumenta que a manutenção da produção de petróleo e gás não é incompatível com seus objetivos climáticos.

Segundo o Ministério da Energia e a Diretoria Norueguesa de Offshore, o setor continua sendo o principal em valor de exportações e arrecadação pública, mas também pode contribuir para reduzir as emissões em outros países.

Em comunicações oficiais, o governo afirma que substituir usinas movidas a carvão por usinas a gás pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa na geração de eletricidade, além de melhorar a qualidade do ar.

Também sustenta que o gás complementa fontes renováveis, como a solar e a eólica, cuja geração depende das condições climáticas.

"À medida que a Europa incorpora cada vez mais fontes renováveis intermitentes, aumenta a necessidade da flexibilidade que o gás pode oferecer para equilibrar as oscilações no fornecimento de energia e garantir um abastecimento confiável aos consumidores", afirma o governo norueguês.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que as receitas provenientes de recursos naturais representam uma "espada de dois gumes": podem impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também criar desafios para a gestão das contas públicas e para o crescimento de longo prazo.

No caso da Noruega, o organismo considera que o país conseguiu construir um planejamento robusto para administrar essa riqueza ao longo das últimas décadas.

Ainda assim, ressalta que a abundância de recursos naturais pode levar países a concentrar esforços na captura dessas receitas, reduzindo o foco em reformas estruturais e na produtividade, o que pode desacelerar o crescimento de atividades fora do setor de petróleo.

Uma das principais ferramentas criadas pela Noruega para administrar a riqueza gerada pelo petróleo e pelo gás foi o Government Pension Fund Global (GPFG), fundo soberano que transforma essa renda em ativos financeiros para as próximas gerações.

Segundo o próprio GPFG, o objetivo é proteger a economia das oscilações do mercado de petróleo e preservar essa riqueza no longo prazo.

No fim de 2025, o fundo administrava cerca de 21,3 trilhões de coroas norueguesas (aproximadamente R$ 11,2 trilhões) — um patrimônio equivalente a cerca de 3,8 milhões de coroas (R$ 2 milhões) por habitante.

Além de investir em milhares de empresas ao redor do mundo, a instituição adota diretrizes ambientais e sociais para orientar suas aplicações e amplia gradualmente os investimentos em infraestrutura de energia renovável.

A transição também foi facilitada por uma característica da matriz elétrica do país. Segundo a IEA, cerca de 89% da eletricidade produzida na Noruega vem de hidrelétricas, o que favoreceu a eletrificação de residências, da indústria e, mais recentemente, dos transportes.

O resultado mais visível dessa estratégia está no mercado de automóveis. Após décadas de incentivos, a Noruega passou a liderar a adoção de veículos elétricos.

🚗 O governo estabeleceu como meta que todas as vendas de carros novos sejam de modelos sem emissões, apoiando essa mudança por meio de benefícios tributários, expansão da infraestrutura de recarga e regras estáveis ao longo do tempo.

Com o avanço da frota elétrica, parte desses incentivos vem sendo reduzida gradualmente para preservar a arrecadação pública.

Segundo o relatório Global EV Outlook 2025, da IEA, essa transformação já produz efeitos no consumo de combustíveis. Desde 2021, o uso de petróleo no transporte rodoviário caiu cerca de 12%, reflexo da substituição dos veículos movidos a combustíveis fósseis por modelos elétricos.

Além da eletrificação dos automóveis, a legislação norueguesa estabelece metas obrigatórias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os municípios também receberam instrumentos para criar zonas de emissão zero, exigir critérios ambientais em obras públicas e ampliar políticas de gestão de resíduos.

E a própria indústria petrolífera passou a incorporar iniciativas para reduzir suas emissões: projetos como o Hywind Tampen — considerado o maior parque eólico flutuante do mundo — foram desenvolvidos para fornecer eletricidade renovável às plataformas de petróleo e gás no Mar do Norte, reduzindo as emissões da própria produção.

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Ministro da Fazenda defende tributar mais os ricos, rever programas sociais e cortar benefícios fiscais nos próximos anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu aumentar a tributação sobre a renda, englobando, assim, a população mais rica, rever programas sociais, aumentando a focalização e cortar benefícios fiscais, como caminhos para melhorar a economia nos próximos anos.

Em entrevista ao g1, ele afirmou que não foi abordado, até o momento, pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, mas que tem conversado com José Sérgio Gabrielli, que chefia o programa de governo petista, e com aliados.

"Eu não fui abordado especificamente para contribuir com o plano de governo. Não foi esse o tom. Eu tenho, sim, conversado com o Gabrielli, com o Edinho [presidente do PT], com o próprio presidente [Lula], com outras figuras do partido e dos partidos aliados, do PSB, do PDT, no sentido de explicar o que eu acho que deve ser o caminho do futuro", disse o ministro.

➡️Um dos pontos defendidos por Durigan é o aumento da taxação da renda no Brasil, contemplando a fatia mais rica da população.

Historicamente baixa na comparação com nações mais desenvolvidas, a carga tributária sobre a renda não mudou com a reforma tributária aprovada — que manteve o país entre aqueles que mais focam sua tributação no consumo no mundo (penalizando a população mais pobre). A alíquota sobre o consumo está entre as mais altas do planeta.

➡️Para taxar mais a renda, o titular da Fazenda defende a economia brasileira deveria caminhar na direção do que acontece nos países mais avançados do planeta, tributando os lucros e dividendos, algo que vigorou até 1995.

Desde então, a distribuição de lucros e dividendos é isenta de tributação no Brasil, que é um dos poucos países do mundo que têm alíquota zero. A alíquota média do países da OCDE, por sua vez, foi de 24,7% em 2024, segundo dados da Tax Foundation. Nesse grupo, somente Estônia e Letônia não tributam lucros e dividendos.

➡️A taxação de lucros e dividendos já foi proposta antes pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto chegou a ser aprovado pela Câmara em 2021, mas não foi levado adiante no Senado Federal.

Estimativas de analistas apontam que seria possível arrecadar mais de R$ 100 bilhões por ano com a medida, dependendo de como for implementada.

Ao mesmo tempo, segundo Durigan, seria possível caminhar na direção da redução do imposto de renda das empresas e da tributação sobre o consumo, algo também buscado pelo ex-ministro Paulo Guedes, na gestão Bolsonaro.

"Então, de fato, é um desafio do Brasil. A gente tem que tributar menos o consumo, e mais a renda e o patrimônio. Essa diretriz deve seguir, deve se espelhar para frente. A gente nunca teve tributação ou nunca teve, pelo menos nos últimos 30 anos, a tributação de dividendos. Foi até 1996, agora (…) Para o futuro, a gente deveria aprimorar essas discussões tributárias e tentar tributar melhor, em especial os mais ricos, quem tem capacidade econômica, sem exagero. É um caminho que a gente deve seguir", declarou Durigan.

➡️Para ajudar no equilíbrio das contas públicas, o ministro defendeu, também, continuar reduzindo os chamados "gastos tributários", ou seja, os benefícios existentes por meio da redução de tributos para setores ou segmentos específicos da sociedade. Esses subsídios são estimados pela Receita Federal em mais de R$ 600 bilhões por ano.

"Eu acho que desde que justificados, tem espaço para corrigir distorção tributária. Não estou falando aumentar tributo, então é importante colocar aqui, por exemplo, gasto tributário. O gasto tributário no país segue alto e tem espaço para rever (…) Esse ano, nós estamos cortando 10%. Acho que segue tendo espaço para cortar gasto tributário ano que vem. E é justo isso", afirmou Durigan ao g1.

➡️Ao mesmo tempo, o ministro também avaliou que é importante continuar realizando reformas para cortar gastos obrigatórios, e citou uma proposta, já defendida pelo seu antecessor, Fernando Haddad, de revisão dos programas sociais.

Estudo aponta que os principais benefícios sociais do país, juntos, vão custar cerca de R$ 550 bilhões em 2026, e que há registro de duplicidades e fraudes. Durigan afirmou ver com "bons olhos" a proposta de consolidação dos programas sociais.

"Esse esforço tem que ser feito para racionalizar e dar eficiência para o gasto social. Isso é dinheiro público e tem que ser bem gasto. Essa é a minha posição (…) Nós precisamos olhar agora para a situação como o país reconhece a necessidade de benefício em razão do seu histórico de desigualdade e da pobreza persistente, estamos saindo da pobreza, estamos tirando as pessoas da fome. E é preciso racionalizar esse gasto. Para quê? Para que a gente abra espaço para investimento", acrescentou Durigan.

Questionado se seria possível a desindexação o salário-mínimo dos gastos previdenciários, ou os pisos em saúde e educação das receitas, propostas defendidas por analistas para uma melhora mais rápida das contas públicas, ele afirmou que esse é um debate para o futuro governo que assumir em 2027.

"Nós estamos vivendo um momento eleitoral. Precisa ver o que vai ser a eleição e, depois da eleição, abrir quais são as propostas específicas", concluiu.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Durigan diz que ‘gargalo’ da economia são os juros altos: ‘quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 04:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta semana que o "gargalo" (obstáculo) da economia brasileira são os juros altos.

Para Durigan, este é o fator que prejudica os investimentos do setor privado e pressiona a dívida pública brasileira – atualmente em 81,4% do Produto Interno Bruto (PIB), elevada para o padrão de países emergentes.

Em 14,25% ao ano, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central (BC), é a mais alta do mundo em termos reais (descontada a inflação para os próximos 12 meses) em um ranking da MoneYou com 40 nações.

▶️A taxa de juros, por sua vez, corrige grande parte da dívida pública. Quando ela sobe, cresce também o endividamento.

"De fato, a taxa de juros, ela prejudica o investimento privado e ela prejudica a dívida pública. Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros", declarou o ministro, ao g1.

Durigan avaliou ser preciso "harmonizar" a estratégia relacionada com receitas e gastos públicos com a chamada política monetária, ou seja, a definição dos juros pelo Banco Central para conter a inflação.

O ministro rejeitou, no entanto, a percepção de que decisões do governo que elevam os gastos e produzem estímulos à economia estejam pressionando a taxa de juros.

"Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (…) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil", disse o ministro da Fazenda.

▶️Para economistas, porém, o que está faltando é justamente a harmonização da política de gastos com a definição dos juros. Eles avaliam que esse descompasso dificulta controle da inflação e pressiona taxa de juros. É como se fossem dois remadores puxando o barco em direções opostas, com o governo estimulando a economia e o BC tentando desacelerar a atividade.

O Banco Central costuma explicar que sua atuação sobre a taxa de juros é reativa, ou seja, a instituição apenas reage ao cenário da economia.

🔎Se há um aumento de despesas e de crédito, que estimulam a economia e pressionam as estimativas de inflação, por exemplo, o BC tem que adotar uma política de juros mais agressiva.

Banco Central é o responsável pela definição da taxa básica de juros — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A autoridade monetária esclarece, em sua página na internet, que a taxa básica da economia, a Selic, é de curto prazo.

Analistas observam que a curva de juros em mercado para prazos mais longos (que servem de base para a venda de títulos públicos) reflete as expectativas dos agentes econômicos para gastos públicos e atividade, entre outros, e, consequentemente, para a inflação.

Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento.

Ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto já vinculou a alta taxa de juros no país ao nível de endividamento — Foto: Reuters/Brendan McDermid

"Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não e alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião.

▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos. Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para que os juros possam cair de forma sustentável no país, e conter a dívida pública.

Questionado se a concessão de linhas de crédito com taxas favorecidas em um ano eleitoral, como para compra de caminhões, ônibus, reforma de imóveis, táxis e para o Desenrola 2.0, entre outros, não prejudicou um corte mais agressivo de juros pelo BC, o ministro avaliou que não.

"O mercado de crédito brasileiro é de 600 bilhões por mês. Você está falando de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões para moto, R$ 30 bilhões para carros. Isso não tem impacto do ponto de vista de atrapalhar a política monetária (…) Não me parece que as políticas que a gente tem feito têm impacto macroeconômico. São ajudas setoriais pontuais e específicas", avaliou Durigan.

Na semana passada, o BC informou ter elevado sua projeção de crescimento da economia neste ano "em grande parte" por conta de "estímulos de natureza fiscal e creditícia". A autoridade monetária tem pontuado que busca desacelerar a atividade como estratégia para conter a inflação e, com isso, reduzir a taxa de juros.

O ministro da Fazenda declarou que o governo implementará o ajuste nas contas públicas necessário nos próximo anos para tentar atingir as metas fixadas de que as contas públicas retornem ao azul. Segundo ele, isso será feito por meio de contenção de gastos e redução de benefícios fiscais.

Em 2027, a meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões.Porém, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões no próximo ano.Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.Para os anos seguintes, as metas fiscais são de superávits primários de 1% do PIB em 2028, de 1,25% do PIB em 2029 e de 1,5% do PIB em 2030.

"Eu acho que o Brasil tem que seguir fazendo um esforço fiscal grande, não é pequeno, para limitar o crescimento de dívida no que compete ao Ministério da Fazenda. Tudo o que o Ministério da Fazenda puder fazer para melhorar a fiscal e harmonizar a política monetária, nós faremos. A preocupação da inflação é minha também", disse Durigan.

No processo de ajuste das contas públicas, o ministro defendeu tributar mais os ricos, rever programas sociais e cortar benefícios fiscais nos próximos anos.

Sobre eventual desindexação do salário mínimo de benefícios previdenciários e de gastos em saúde e educação da variação da receita, medidas defendidas por analistas, ele afirmou que esse é um debate para o próximo governo.

Ele disse, ainda, que o arcabouço fiscal – a regra para as contas públicas aprovada em 2023 – é "viável e sustentável", apesar da compressão prevista, ano a ano, dos gastos livres do governo. O temor é que isso leve à paralisia da máquina pública.

➡️A explicação é que, pelas regras do arcabouço fiscal, os gastos do governo, não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação). ➡️Como os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo acima disso, o espaço para as despesas livres vai ficando cada vez menor – o que pode levar ao chamado "shutdown" da máquina pública.➡️Para manter a atual regra fiscal de pé, o governo tem de propor, e aprovar no Congresso Nacional, cortes nos gastos obrigatórios nos próximos anos – como aconteceu no fim de 2024. ➡️Sem um corte robusto de despesas, especialistas em contas públicas estimam que a regra terá de ser abandonada, ou alterada, nos próximos anos.

"Reconheço, o espaço discricionário tende a diminuir se a gente não reverter o crescimento de gasto obrigatório. E isso vai precisar ser feito, mas sem descartar o arcabouço fiscal. É o arcabouço fiscal que vai nos permitir acomodar a trajetória de receita e despesa no país. Então, o arcabouço fiscal é sustentável e é necessário que seja mantido", concluiu o ministro.

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Copa do Mundo: o que acontece se o trabalhador abandonar o posto para assistir ao jogo? Veja o que diz a lei

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 03:45

Trabalho e Carreira Copa do Mundo: o que acontece se o trabalhador abandonar o posto para assistir ao jogo? Veja o que diz a lei Empregado que deixar o trabalho sem autorização pode receber advertência, suspensão e, em casos mais graves, até ser demitido por justa causa. Especialista explica quais fatores são levados em consideração. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Os jogos da Copa do Mundo não são feriados. Mesmo com partidas da Seleção Brasileira, o trabalhador escalado deve cumprir a jornada, salvo se houver liberação da empresa ou previsão em acordo coletivo.

Quem abandonar o posto para assistir ao jogo sem autorização pode sofrer penalidades disciplinares, como advertência ou suspensão. Em casos mais graves, a conduta pode levar à demissão por justa causa.

A justa causa, porém, depende da análise de fatores como a gravidade da infração, a reincidência e os prejuízos causados à empresa. Uma única ausência, em regra, não é suficiente para justificar a medida.

Empresas podem flexibilizar horários, organizar revezamentos ou liberar funcionários para acompanhar as partidas, desde que respeitem a legislação trabalhista e as normas coletivas da categoria.

A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 aumentou a expectativa dos torcedores. Se chegar à final, a equipe comandada por Carlo Ancelotti disputará mais quatro partidas até a decisão do título.

O próximo será no domingo (5), às 17h, contra a Noruega. Mas outros dois estão marcados para dias úteis.

Mesmo nos jogos aos domingos — dia de folga para parte dos trabalhadores —, muitos profissionais seguirão em serviço, como os que atuam em hospitais, aeroportos, transporte público, segurança e outros setores essenciais.

A legislação trabalhista não garante ao empregado o direito de deixar o trabalho para acompanhar a partida.

Os jogos não são considerados feriados. Por isso, os trabalhadores escalados devem cumprir a jornada normalmente, salvo quando houver liberação da empresa, acordo prévio ou previsão em convenção ou acordo coletivo. (veja como funciona)

Nos casos de trabalho aos domingos, a remuneração e a eventual folga compensatória seguem as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, principalmente, o que estiver previsto em convenções ou acordos coletivos da categoria.

Se o domingo já fizer parte da escala regular e o descanso semanal for concedido em outro dia, não há pagamento em dobro apenas por se tratar de um domingo, diferentemente do que ocorre em alguns feriados. (veja como funciona nesses casos)

Caso decida liberar os empregados para acompanhar a partida, a empresa poderá adotar formas de compensação da jornada, desde que respeite a legislação e as normas coletivas aplicáveis. Em outras palavras, essa liberação depende da decisão do empregador e não é um direito garantido ao trabalhador.

Funcionários trabalham na startup GetNinjas, que enfeitou o ambiente de trabalho para os jogos da Copa do Mundo — Foto: Marcelo Brandt/G1

Segundo a advogada trabalhista Malu Vieira Xavier, sócia do escritório A.C. Burlamaqui Advocacia, o empregado que abandonar o posto sem autorização para assistir ao jogo poderá sofrer penalidades disciplinares, como advertência ou suspensão.

Em situações mais graves, a conduta também pode resultar em demissão por justa causa. No entanto, a especialista ressalta que essa é a penalidade mais severa prevista na legislação trabalhista e depende da análise das circunstâncias de cada caso.

"Uma conduta isolada dificilmente justifica a justa causa. São avaliados fatores como a gravidade da infração, eventual reincidência e os prejuízos causados à empresa", afirma Malu.

A situação tende a ser considerada mais grave em atividades essenciais ou de funcionamento contínuo, como hospitais, aeroportos, transporte público, segurança, fornecimento de energia e serviços de emergência.

Nesses casos, o abandono do posto pode comprometer o atendimento à população ou a continuidade da operação.

A advogada destaca que o trabalhador tem o dever de cumprir a jornada para a qual foi escalado. Já a empresa pode flexibilizar horários, organizar revezamentos ou liberar parte da equipe para acompanhar a partida, caso considere essa alternativa viável.

Por isso, a recomendação é que qualquer alteração na jornada seja negociada previamente com o empregador. O trabalhador, por sua vez, deve evitar se ausentar sem autorização.

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Copa do Mundo 2026: os ‘astros virais’ conseguirão transformar sucesso nas redes sociais em fortuna?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 04/07/2026 03:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,76%Dólar TurismoR$ 5,377-0,75%Euro ComercialR$ 5,910-0,72%Euro TurismoR$ 6,164-0,7%B3Ibovespa174.070 pts0,74%Oferecido por

O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, já conta com mais de 17 milhões de seguidores no Instagram — Foto: Reuters

Foram necessários apenas 90 minutos para que Vozinha, o goleiro cabo-verdiano de 40 anos, passasse a ser uma sensação mundial, com mais seguidores no Instagram do que a lenda do futebol americano Tom Brady.

O impressionante desempenho de Vozinha contra a Espanha, na fase de grupos da Copa do Mundo, levou sua seleção a empatar em 0x0 com uma das seleções favoritas do torneio — resultado comemorado como vitória pelos cabo-verdianos.

A enorme surpresa fez com que os 50 mil seguidores do goleiro de Cabo Verde no Instagram disparassem para 17,5 milhões, superando atletas como Brady, com 15,5 milhões.

Astros da Copa do Mundo como Vozinha têm a oportunidade de aproveitar sua recente fama nas redes sociais para gerar lucrativas oportunidades financeiras.

A professora de redes sociais e comunicação digital Brooke Duffy, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, afirma que influenciadores com milhões de seguidores podem receber pagamentos que ultrapassam a casa dos seis dígitos.

Sua presença de destaque nas redes sociais pode gerar parcerias com marcas e patrocinadores que pagam por postagens individuais.

"Os seguidores são uma forma de moeda que é importante, atualmente", explica Duffy. "Mais seguidores costumam se traduzir em renda mais alta."

Tim Payne, da Nova Zelândia, durante a partida contra a Bélgica na primeira fase da Copa 2026 — Foto: EPA/Shutterstock via BBC

Antes do início do torneio, o zagueiro Tim Payne, da Nova Zelândia, ganhou o apelido de "jogador menos conhecido" da Copa do Mundo, graças a um influenciador argentino.

Valen Scarsini é conhecido na internet como "elscarso". Ele compartilhou um vídeo convocando centenas de milhares de seguidores a promover o perfil de Payne online.

E, em poucos dias, o jogador passou de cerca de 5 mil para perto de seis milhões de seguidores no Instagram — mais do que a própria população da Nova Zelândia, que é de pouco mais de 5,3 milhões de pessoas, como destaca o próprio jogador.

Diferentemente do caso do cabo-verdiano Vozinha, a fama recente fama de Payne não se deveu ao seu desempenho no campo de jogo.

Este é um fenômeno cada vez mais frequente no mundo esportivo, segundo Mike Serazio. Ele é professor do Boston College, nos Estados Unidos, e pesquisou as conexões entre a comunicação e o esporte.

"Nós tivemos, nos últimos cinco a 10 anos, a ascensão de astros do esporte que são frutos de marketing, de seguidores nas redes sociais", explica ele. "Sua fama não é proporcional aos seus talentos esportivos."

Serazio destaca que qualquer jogador que chega à seleção nacional do seu país tem grandes talentos. Mas, antigamente, os atletas precisavam estar entre os melhores para fazer comerciais na televisão ou aparecer em embalagens de produtos.

"Você simplesmente não precisa da comunicação de massa como antigamente e os atletas compreendem isso", prossegue o professor.

"Os atletas vão às redes sociais e as empregam com a ambição de cultivar seguidores, conseguir contratos com marcas, ganhar dinheiro e alavancar sua popularidade."

"O seu desempenho durante todo o jogo importa menos do que ter um momento único que funcione bem, que reverbere nos confins virais das redes sociais", explica ele.

A questão é se um atleta que participa da Copa do Mundo e consegue milhões de novos admiradores pode transformar este sucesso em uma carreira além das quatro linhas do gramado.

"Você tem ali uma janela de atenção", prossegue o professor. "Ninguém sabia quem era o goleiro de Cabo Verde… e acho que não saberão quem é ele depois que terminar a Copa do Mundo."

"Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Mbappé, depois que se aposentarem, ainda conseguirão fazer contratos", segundo Serazio. Estes, segundo ele, não são "atletas que têm apenas um grande momento que pode alavancá-los além da sua carreira".

Um exemplo de atleta que aproveitou com sucesso seu público nas redes sociais é a jogadora americana de rugby Ilona Maher. Sua popularidade disparou durante os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris, na França.

Maher tem seu próprio podcast, é embaixadora de marcas, serviu de modelo para a revista Sports Illustrated e ficou em segundo lugar na série de TV Dancing with the Stars. Maher também ganhou o Prêmio ESPY (o mais importante prêmio do esporte nos Estados Unidos), como Atleta Revelação de 2025.

Para Duffy, existem oportunidades de carreira a longo prazo para os novos astros das redes sociais. Mas é difícil calcular exatamente o quanto de dinheiro eles podem ganhar com isso.

Ela explica que o preço pago por postagens patrocinadas nas redes sociais não tem padrões tão rígidos quanto nos meios de comunicação tradicionais, como os comerciais na televisão.

"Existem muito poucas indicações sobre o que seria uma renda razoável", prossegue a professora.

"São indivíduos cujas carreiras, até agora, estiveram atreladas ao futebol. Por isso, é curioso imaginar como eles enfrentarão a variabilidade de um ecossistema nebuloso como a economia dos meios digitais."

O capital cultural desses astros virais da Copa do Mundo, agora, está no seu ponto mais alto. Mas o que isso significa para o futuro dos jogadores poderá depender de como eles conseguirão manter seus novos admiradores engajados após o fim do torneio.

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