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Dólar abre em alta, de olho em petróleo e tensões no Oriente Médio

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Dólar abre em alta, de olho em petróleo e tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 09:49

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O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (8) em alta, com avanço de 0,57% perto das 9h, cotado a R$ 5,1818, conforme investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A nova escalada das tensões no Oriente Médio fica no centro das atenções nesta quarta-feira. Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi feito pelo Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país.

Os ataques voltam a levantar questionamentos sobre a efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã e aumenta preocupações sobre uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito, afetando os preços do petróleo. (entenda mais abaixo)

▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O documento, previsto para ser divulgado durante a tarde, deve trazer sinais mais claros sobre a política de juros do novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

O cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã voltou a ficar no centro das atenções, após dois navios comerciais e um petroleiro terem sido atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na última segunda-feira (6).

“Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em um comunicado.

Após os ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o acordo de paz firmado com o Irã "acabou" e que não quer mais diálogo com Teerã. As falas aconteceram durante entrevista a jornalistas em Ancara, capital da Turquia, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Para mim, acho que [o acordo de paz] acabou. Eu não quero mais lidar com eles [Irã]. Eles são a escória, são liderados por pessoas doentes e são um povo maldoso e violento. (…) Vou falar com meus negociadores, mas é uma perda de tempo lidar com eles. Até onde eu sei, acabou", afirmou Trump quando perguntado se o acordo teria "morrido".

Na terça-feira (7), o ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia criticado Trump, afirmando que não haveria mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra.

Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra.

Com a escalada das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira. Perto das 9h10, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 5,10%, cotado a US$ 77,94. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,94%, a US$ 73,92 o barril.

Em meio às tensões no Oriente Médio, os principais índices futuros de Wall Street operavam em queda nesta quarta-feira.

Perto das 9h, os futuros do Dow Jones tinham queda de 1,34%, enquanto os do S&P 500 caíam 1,06% e os do Nasdaq Composite tinham perdas de 1,55%.

Na Europa, o dia também era negativo para os mercados financeiros. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha perdas 1,80% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 1,75% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,17%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam mistas, ainda impactadas pelos papéis do setor de tecnologia e à espera da ata da última reunião do Fed.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen caiu 0,77%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, perdeu 0,49%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 2,11%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,35% e o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,99%.

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