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União Europeia cobra que EUA cumpram acordo comercial após ameaça de Trump à Espanha

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 08:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França — Foto: Hassan Anayi/Unsplash

A União Europeia espera que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos no acordo comercial firmado entre as duas partes, disse um porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8).

A afirmação foi feita depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ao secretário do Tesouro que interrompesse as relações comerciais com a Espanha.

Falando em Ancara, capital da Turquia, Trump classificou a Espanha como uma "péssima parceira" da OTAN ao criticar aliados por, segundo ele, não apoiarem a guerra contra o Irã. Em seguida, determinou que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, suspendesse as relações comerciais com o país.

"Lembro que assinamos uma declaração conjunta com os Estados Unidos no ano passado. Esperamos que os EUA cumpram os compromissos assumidos nessa declaração, assim como nós cumprimos os nossos", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill.

"A Comissão sempre garantirá que os interesses da União Europeia e de todos os seus Estados-membros sejam plenamente protegidos. Continuaremos defendendo um comércio transatlântico estável, previsível e mutuamente benéfico para todos", acrescentou.

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Sites de dopamina: como lojas de mentira lucram com a sensação boa de fazer compras online

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 05:48

Empreendedorismo Sites de dopamina: como lojas de mentira lucram com a sensação boa de fazer compras online Para reproduzir a sensação de uma compra real, sites exibem produtos fictícios, permitem encher o carrinho e até simulam o envio das entregas. Especialistas alertam para os impactos dessa experiência pode ter sobre o futuro do consumo digital. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

🛒 Ele tem tudo o que existe em um site de compras tradicional. Você entra, escolhe produtos, lê avaliações, monta um carrinho, chega à etapa de pagamento e acompanha a entrega. Mas ela nunca acontece.

Poderia ser um golpe, mas não é. Os chamados "sites de dopamina" reproduzem a experiência de uma loja virtual em quase todos os detalhes, exceto naquele que realmente importa: a compra. Você não paga, mas também não leva.

🧠 O nome faz referência à dopamina, neurotransmissor associado aos mecanismos de recompensa e expectativa. É ela que está ligada às sensações despertadas durante o processo de consumo.

Nos sites de dopamina, a compra não acontece, mas o prazer de comprar, de certa forma, sim. A proposta é oferecer pequenas doses de recompensa por meio de experiências digitais que imitam situações reais.

Essa tendência se popularizou primeiro na Coreia do Sul com experiências como o Food Only Doesn't Come, uma versão fictícia dos aplicativos de entrega de comida.

A plataforma reúne cardápios, restaurantes, avaliações com estrelas e rankings de estabelecimentos. O usuário pode escolher pratos, montar o pedido e simular a entrega.

Kim, de 25 anos, ouvido pelo jornal sul-coreano "The Korea Times" diz que costuma acessar o site durante a madrugada, quando sente vontade de pedir comida, mas prefere evitar o gasto.

"Muitas vezes, sinto muita vontade de comer de madrugada, mas acabo não pedindo para economizar. Parece um aplicativo de entrega de verdade, então acabo sempre olhando (…) conforme navego, meu humor de alguma forma melhora um pouco", disse Kim ao jornal.

Outras plataformas, como o Dopamine Shopping, reproduzem a experiência de um e-commerce, com categorias como roupas, eletrônicos e cosméticos. Há cupons, descontos, recomendações, carrinho e até rastreamento da entrega. Novamente: sem compras e sem entregas reais.

Para a psicóloga especializada em consumo impulsivo Tatiana Filomensky, o sucesso dessas plataformas tem uma explicação: a dopamina não está presente apenas no momento da conquista, mas também na antecipação. Pesquisar, comparar preços e imaginar o uso de um produto já pode gerar uma sensação de recompensa.

💭 Ficam algumas perguntas: se parte do prazer de consumir acontece antes da compra, o que muda quando essa sensação pode ser acessada sem gastar dinheiro? Essas plataformas podem disputar espaço com as lojas tradicionais? E como esses sites ganham dinheiro se ninguém compra nada?

O que está por trás dos sites de dopaminaFenômeno é uma ameaça às lojas reais?O prazer de comprar começa antes do pagamentoComprar sem comprar pode ajudar a economizar?

À primeira vista, os sites de dopamina parecem contraditórios: simulam a experiência de consumo, mas não vendem nada. Mas essa visão é superficial.

Por trás da proposta leve, quase inocente, está um modelo já conhecido da economia digital e cada vez mais valioso: observar, registrar e interpretar o comportamento dos usuários.

📱 Cada clique, produto visualizado, tempo gasto em uma página ou horário de acesso deixa um rastro. Essas informações não servem apenas para registrar o que a pessoa fez, mas também para prever o que ela pode fazer.

"O mais valioso não é saber quem você é, mas como você age (…) são os hábitos repetidos, muitas vezes inconscientes, que ajudam as plataformas a prever o que você vai querer", explica o professor de marketing digital Alexandre Marquesi.

Esse tipo de análise permite identificar padrões de comportamento. Uma pessoa que acessa essas plataformas de madrugada, por exemplo, pode estar mais suscetível a determinadas ofertas nesse horário. Outra, que compara produtos repetidamente, pode estar mais próxima de uma decisão de compra.

"Não importa se você não cadastra seu nome nesses sites. É possível entender o comportamento mesmo assim, com IP, cookies e tempo de navegação (…) tudo isso constrói essa identificação do usuário".

Empresas dos setores de alimentação, varejo, educação e tecnologia, entre outros, podem usar essas informações para entender melhor o momento de consumo, os hábitos e as preferências dos consumidores.

No caso do Food Only Doesn't Come, um dos exemplos mais conhecidos, o próprio site informa que se mantém com anúncios, patrocínios e até doações. A plataforma sugere que quem gostou da experiência contribua com o valor de um café.

Esse detalhe revela a lógica por trás do modelo de negócio: para essas plataformas, manter o usuário engajado é mais importante do que levá-lo à compra.

lataformas como o Dopamine Shopping replicam o comércio eletrônico, com categorias como roupas, eletrônicos e cosméticos. — Foto: Dopamine Shopping

A lógica do consumo digital nunca foi apenas racional. Além das compras necessárias, o comércio eletrônico também depende dos impulsos e dos desejos imediatos. Muitas vezes, a decisão é influenciada por fatores como cansaço, tédio ou sensação de merecimento.

Os e-commerces tradicionais aperfeiçoaram essa dinâmica ao longo dos anos. Notificações, descontos relâmpago, recomendações personalizadas e compras com um clique são alguns exemplos.

Agora, os sites de dopamina atendem a esse desejo momentâneo sem que a compra aconteça. Para Marquesi, o fenômeno pode representar uma ameaça a esse modelo específico de comércio eletrônico.

"Todo mundo compra por impulso em algum momento (…) é como entrar no mercado com fome e comprar coisas que não precisa. No digital, a lógica é a mesma (…) quando surge algo que reduz esse impulso, o consumo final pode diminuir".

Para o especialista, o problema vai além da perda da venda. O risco é deixar de acessar justamente o momento em que o consumidor está mais suscetível ao consumo.

Marquesi compara a situação à experiência de entrar no supermercado com fome e sair com muito mais do que o planejado. Se esse impulso encontra um atalho — uma forma de ser satisfeito sem gasto —, ele pode deixar de se transformar em uma compra real.

E mais: em vez de disputar apenas a venda final, essas plataformas podem competir por algo ainda mais valioso: entender quando, como e por que alguém decide consumir. Nesse cenário, quem domina essas informações pode influenciar todo o restante.

A tendência se popularizou na Coreia do Sul com experiências como o Food Only Doesn’t Come — Foto: Food Only Doesn’t Come

A ideia de que comprar dá prazer não é nova. No ambiente digital, essa sensação se manifesta ao longo de todo o processo de compra. "A dopamina está muito mais ligada à expectativa do que à conquista em si", explica a psicóloga Tatiana Filomensky.

Isso significa que o cérebro já reage com sensação de prazer ao imaginar uma situação. Pensar em uma viagem, por exemplo, pode ser quase tão prazeroso quanto realizá-la. No consumo, ocorre algo semelhante.

Quando a pessoa começa a pesquisar, comparar preços e ler avaliações, já passa a experimentar essa sensação.

Segundo a especialista, esse processo já existia antes da internet: era o passeio pelo shopping. A diferença é que havia limites mais claros, como horário de funcionamento, necessidade de deslocamento e cansaço.

No ambiente digital, essas barreiras desapareceram, e a experiência se tornou contínua. As plataformas, por sua vez, utilizam diversas estratégias para manter o consumidor nesse estado de expectativa.

🛍️ Mensagens como "últimas unidades", contagens regressivas, alertas de carrinho abandonado e sugestões como "quem comprou isso também levou" não estão ali por acaso. Segundo a psicóloga, esses recursos são pensados para despertar emoções, especialmente a urgência e o medo de perder uma oportunidade.

Nesse contexto, a razão perde espaço para o impulso. E há momentos em que ele tende a se intensificar, como durante a noite.

"As pessoas estão em um momento de descanso, de lazer, e surge aquela sensação de ‘eu mereço’. Funciona como uma recompensa pelo dia cansativo".

Essa combinação cria um ambiente favorável a decisões rápidas, muitas vezes tomadas sem planejamento.

Se, por um lado, os sites de dopamina levantam dúvidas sobre os impactos no varejo, por outro despertam uma pergunta: eles podem ajudar no controle financeiro?

Segundo Tatiana Filomensky, uma das orientações para quem tem dificuldade em controlar as compras é justamente colocar o produto no carrinho e esperar, criando um intervalo entre o desejo e a decisão.

"Criar um tempo entre a vontade e a decisão (…) outra orientação é remover os cartões cadastrados para reduzir o risco de compras por impulso".

Nesse sentido, essas plataformas podem ajudar a evitar gastos. Mas esse é apenas um lado da questão.

🚨 O mesmo mecanismo que ajuda a conter o impulso também pode reforçá-lo. Ao estimular a busca constante por pequenas doses de prazer, esses ambientes digitais podem manter a pessoa presa ao hábito de consumir, mesmo sem gastar dinheiro, alerta a especialista.

Há ainda outro ponto relevante: a sensação de vazio ao final da experiência. Nesses sites, tudo permanece no campo da imaginação. Para algumas pessoas, isso basta. Para outras, pode gerar frustração ou perder o encanto com o tempo.

Segundo Tatiana, quem não tem dificuldades com o consumo tende a perder o interesse gradualmente, porque a experiência pode parecer incompleta.

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Algoz da seleção, Haaland ganha milhões de seguidores com o ‘efeito Brasil’; veja impacto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Ele ganhou protagonismo nas redes sociais assim que os brasileiros descobriram que a Noruega seria a adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Virou meme, entrou na brincadeira e, no fim, também se tornou o protagonista da partida.

Em campo, o atacante Erling Haaland não tomou conhecimento da seleção brasileira e marcou os dois gols que eliminaram a equipe de Carlo Ancelotti. Enquanto isso, fora das quatro linhas, experimentou outro fenômeno: a força da mobilização dos brasileiros na internet.

O astro norueguês ganhou 1,1 milhão de seguidores no Instagram no domingo (5), dia da partida. No dia seguinte, somou outros 5 milhões, chegando a um salto de 6,1 milhões de seguidores em apenas 48 horas. Os dados são da Social Blade, plataforma que monitora métricas de redes sociais.

Para se ter uma ideia da dimensão desse crescimento, Haaland acumulou 13 milhões de novos seguidores nos 30 dias encerrados na segunda-feira (6). Isso significa que quase metade (47%) desse avanço aconteceu justamente no período em que o atacante enfrentou o Brasil.

Segundo André Eler, diretor técnico da consultoria de dados Bites, alguns fatores ajudam a explicar a explosão de Haaland nas redes. Um deles é exatamente o chamado "efeito Brasil", impulsionado pela mobilização dos torcedores durante a Copa do Mundo.

"A repercussão no Brasil é um dos principais motores. Ela é excepcional porque os brasileiros respiram futebol o tempo inteiro e dão uma atenção muito grande ao torneio", afirma.

Os memes envolvendo Haaland, Vini Jr. e outros atletas da seleção brasileira também ajudaram a impulsionar o perfil do norueguês. Na esteira dessa movimentação, vieram os seguidores.

A publicação de maior sucesso, criada por inteligência artificial (IA) às vésperas da partida, recria uma cena da comédia As Branquelas (2004), ao som de "A Thousand Miles", de Vanessa Carlton. No vídeo, Vini Jr. aparece como Latrell Spencer e Haaland é caracterizado como uma das protagonistas do filme.

Em uma das postagens, o meme ultrapassou 94,1 milhões de visualizações e 9,1 milhões de curtidas. O alcance também foi impulsionado pelo comentário do próprio Haaland, que entrou na brincadeira e marcou Vini, dizendo: "Precisamos recriar isso".

Vídeo de IA recria cena do filme "As Branquelas" com Haaland e Vini Jr. — Foto: Reprodução

Além de reagir aos memes, Haaland fez declarações respeitosas sobre a seleção e os brasileiros. Isso ajudou a construir uma relação positiva com o país, o que também contribuiu para a disparada nas redes.

"Ele tem a vantagem de sempre ter sido simpático e respeitoso ao falar do Brasil. Isso aumenta um pouco essa identificação, mesmo ele tendo sido o algoz da seleção", avalia André Eler, da Bites.

O especialista afirma que os brasileiros são o segundo principal público do craque norueguês nas redes, atrás apenas dos alemães. "É bem provável que o Brasil se torne o maior público global do jogador após o torneio."

Há também outro fator decisivo para esse sucesso: a vitrine da própria Copa do Mundo. A competição amplia a exposição dos atletas na mídia e nas redes — ainda mais quando eles eliminam a seleção mais vitoriosa da história.

"Vale lembrar que a Copa do Mundo ainda é um dos eventos esportivos e televisivos mais relevantes do mundo. Então, ela também tem impacto fora [do Brasil], pela exposição que esses jogadores têm em seus próprios países", acrescenta Eler.

Não à toa, outro protagonista da partida contra o Brasil também entrou no radar do público. Após defender um pênalti, ter atuação decisiva e bater boca com Neymar no fim do jogo, o goleiro Ørjan Nyland mais que triplicou o número de seguidores no Instagram.

Os números de Nyland são bem menores que os de Haaland, mas, proporcionalmente, o impacto foi maior. Ele saiu de 93,6 mil seguidores na véspera da partida para 287,7 mil no dia seguinte ao confronto — um salto de mais de 194 mil seguidores.

"No caso do Nyland, vemos muita gente indo às redes cobrar que ele respeite o Neymar", diz André Eler. "Esse tipo de engajamento acaba impulsionando o conteúdo, alimenta o algoritmo e se traduz em novos seguidores", acrescenta.

Mas o fenômeno não se restringe ao duelo entre Brasil e Noruega. Outro exemplo é o de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, que conquistou os brasileiros — e acabou também ganhando projeção mundial.

No caso dele, a disparada foi ainda mais impressionante: Vozinha ganhou mais de 11,5 milhões de seguidores no Instagram nos últimos 30 dias, segundo dados da Social Blade.

O principal salto ocorreu em 4 de julho, um dia após a atuação heroica da seleção cabo-verdiana contra a Argentina. Apesar da eliminação da equipe africana, o goleiro conquistou 6,7 milhões de novos seguidores em 24 horas.

Especialistas já explicaram ao g1 que esse tipo de crescimento pode significar dinheiro no bolso. Isso porque o valor pago por ações publicitárias nas redes costuma depender, principalmente, do número de seguidores e do engajamento das publicações.

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Indústria global de IA não atende padrões de segurança, alerta relatório

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 04:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Um relatório publicado nesta terça-feira (7) aponta que a indústria global de IA não atende padrões de segurança para combater ameaças existenciais.

O Future of Life Institute avaliou 9 empresas do setor. Nenhuma companhia obteve nota máxima e a americana Anthropic registrou a melhor classificação geral.

O documento aponta que diversas empresas vêm revertendo a proibição do uso militar de suas tecnologias. Outros riscos avaliados incluem potenciais ciberataques.

A empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic obteve a pontuação mais alta em um ranking semestral de segurança, mas em nível global o setor não consegue combater ameaças "existenciais", segundo um relatório publicado nesta terça-feira (7).

O Future of Life Institute, um think tank americano de segurança em IA, avaliou nove das principais empresas de IA do mundo e definiu uma classificação com base em dados públicos e informações fornecidas pelas próprias companhias.

As nove empresas estão fracassando no combate a ameaças "existenciais", como o desenvolvimento de modelos que alcancem um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecidos como "inteligência artificial geral" ou AGI, acrescenta o relatório.

avaliação de riscos; danos atuais;estruturas de segurança;segurança existencial; governança e transparência, e; compartilhamento de informações.

Nenhuma empresa recebeu um "A", a nota mais alta, em nenhuma categoria, enquanto a Anthropic obteve a melhor nota geral, um "C+".

O relatório destaca que várias empresas que antes proibiam o uso militar de sua tecnologia vêm "revertendo gradualmente o rumo", entre elas a Anthropic, que foi criticada por manter "compromissos militares questionáveis".

O governo dos Estados Unidos utilizou a tecnologia da Anthropic em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano, segundo diversos relatos da imprensa, embora a empresa tenha sido recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências sobre a segurança da IA.

Embora "existam tentativas construtivas", os esforços como um todo são "totalmente insuficientes". Outros riscos incluem o possível uso indevido de um modelo para realizar um ciberataque ou executar tarefas potencialmente prejudiciais aos seres humanos.

Há 4 horas Mundo Irã lança mísseis contra bases militares dos EUA no Bahrein e Kuwait após bombardeio americanoHá 4 horasPreço do petróleo dispara após novos ataquesHá 4 horasTrump posta vídeo de bombardeio no IrãHá 4 horasCopa do MundoVeja todos os classificados e datas dos jogos das quartas de final da Copa

Há 8 horas Jornal Nacional Nos pênaltis, Suíça elimina a Colômbia e enfrenta a Argentina nas quartasHá 8 horasCopa marca o fim de grandes jornadas; veja os jogadores que se despedem

Há 7 horas Jornal Nacional Balogun pede desculpas pela eliminação dos EUA: ‘Decepcionamos vocês’Há 7 horas‘Equipa’, ‘guarda‑redes’ e ‘relvado’Por que Portugal usa termos diferentes do Brasil no futebol?

Há 1 hora Educação Massa de ar polar☃️Frio avança pelo Centro-Sul hoje com geada e mínimas abaixo de 10°C

Há 4 horas Meio Ambiente Do café ao arroz ☕🍚El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

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Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 03:47

Agro Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos Economistas afirmam que o fenômeno climático pode reduzir a oferta de produtos como café, milho, frutas e leite, pressionando a inflação dos alimentos nos próximos meses. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

O El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, porém, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima.

Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra, caso do milho e do café, devem encarecer no ano que vem. Isso porque são culturas plantadas no segundo semestre.

Está cada vez mais claro: o El Niño pode reduzir a oferta de alguns alimentos e aumentar os preços nos supermercados brasileiros, apontam economistas consultados pelo g1.

"Certamente vai impactar preço dos alimentos. É meio que inevitável, principalmente se afetar as janelas de plantio ou mesmo prejudicar a produção na hora da colheita", afirma Leandro Gilio, pesquisador no Insper Agro Global.

🔎 O El Niño é um fenômeno climático marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera os padrões do clima no mundo. Ele pode causar secas em algumas regiões produtoras e chuvas mais intensas em outras.

Ainda não é certo qual será a sua intensidade, mas a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) estima mais de 60% de chances de um evento muito forte no período de novembro a janeiro.

Os primeiros impactos devem ser sentidos nas hortaliças, que são mais sensíveis às mudanças no clima. Se o El Niño for realmente mais intenso, alimentos cultivados por safra devem encarecer no ano que vem.

Segundo Cesar Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, os principais produtos que devem ser afetados são milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz. O leite também pode ser impactado, dependendo do nível das chuvas no Sul do país.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária deve ser a atividade mais afetada no Centro-Oeste e no Norte, onde pode faltar água para as pastagens.

O instituto também prevê que algumas regiões do país podem ser beneficiadas. No Nordeste, o baixo volume de chuvas e o calor favorecem a colheita do feijão. Já no Sul, as chuvas acima da média podem ser boas para as culturas de inverno.

Por causa do El Niño, o Ministério da Fazenda deve aumentar sua previsão oficial para a inflação de 2026. A expectativa é que os preços subam mais do que o estimado em maio, quando a projeção era de 4,5%.

O El Niño causa irregularidade nas chuvas, que podem ser intensas depois de intervalos de estiagem. Com isso, aumenta o risco de floradas antes da hora e sem uniformidade nas lavouras de café. As flores que aparecerem podem ser abortadas ou formar grãos menores.

Outro ponto de atenção é que o fenômeno favorece temperaturas mais elevadas, episódios de calor intenso e perda de água do solo.

🔎 Para o café arábica, o mais popular no Brasil e mais sensível a esse tipo de estresse, pode haver ainda a perda da qualidade do produto.

Esse cenário traz preocupação para o setor, que iniciou o ano com uma expectativa de uma safra recorde, de mais de 66 milhões de sacas, afirma Celírio Inácio da Silva, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As chuvas já registradas em regiões produtoras atrasaram a colheita do café conilon. Isso pode reduzir a qualidade e a produtividade, além de favorecer pragas e fungos.

"Isso vai fazer com que a oferta não seja tão boa quanto se imagina e o mercado internacional, já sabendo que os estoques estão vazios, começa a ter especulações e isso pode fazer com que o preço da matéria-prima vá subir", afirma o diretor executivo.

Já para o café arábica, a principal preocupação é a produção de 2027, a qual os produtores já investiram para um aumento da área de plantio. Caso o El Niño aconteça de forma mais intensa, o setor espera uma perda de 25% da produção, diz Silva.

Contudo, ele afirma que ainda não dá para prever quando isso acontecerá, dependendo de como o fenômeno vai se desenvolver nas regiões produtoras.

Em anos de El Niño, a produtividade média global de milho apresenta uma queda de cerca de 4%, aponta o Itaú BBA. Isso acontece principalmente em regiões tropicais, como o sudeste Asiático, o Sul da China e na África.

O comportamento é o oposto do da soja, que tem um crescimento da produtividade em até 5%, puxada principalmente por países como EUA, Brasil e Argentina.

🔎 No Brasil, o principal impacto costuma atingir a segunda safra de milho. As chuvas irregulares atrasam o plantio da soja no Centro-Oeste. Com isso, a colheita também atrasa e reduz o período ideal para plantar milho.

Com o El Niño, alguns produtores optam por diminuir a área plantada ou decidem trocar o grão pelo sorgo, afirma Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

Para ele, a previsão de excesso de chuva no Sul preocupa ainda mais do que a seca no Centro-Oeste, porque pode reduzir a produtividade e aumentar a incidência de doenças.

Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, afirma que a área plantada também cresce menos por causa dos custos mais altos e das margens menores de lucro.

Segundo ele, uma queda na produção do Mato Grosso pode afetar os preços do milho no mercado internacional.

Caso o preço do milho suba em 2027, a carne também deve encarecer, uma vez que o grão é ingrediente da ração usada na criação em confinamento, afirma Alves.

Além disso, a criação de animais pode ser prejudicada pela menor disponibilidade de pastagens, por causa do deficit hídrico e da seca.

🔎 Isso prejudica a produção de leite e dificulta o ganho de peso dos animais destinados ao abate, explica Danyella Bonfim, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O calor excessivo também causa estresse nos animais, que passam a comer menos.

No Sul do Brasil, as chuvas mais volumosas podem gerar podridão, perda de qualidade e atraso no plantio.

Alimentos como a cebola, batata, tomate e cenoura são os principais afetados, aponta o Itaú BBA.Já a maçã pode ser afetada no momento da florada e da formação dos frutos, com aparecimento de doenças. A uva, no Rio Grande do Sul, pode ter uma queda na produção por causa do excesso de umidade.Em algumas regiões, porém, a redução do nível dos reservatórios pode dificultar a irrigação. Isso preocupa produtores de frutas mais sensíveis, como a manga, o mamão e a uva.

Por exemplo, no Nordeste, o tempo seco e as altas temperaturas vão favorecer o melão e a melancia nas lavouras irrigadas.

Para a laranja, a expectativa é de que hajam temperaturas acima da média no cinturão citrícola paulista. O calor pode prejudicar a florada, que acontece entre setembro e novembro, e causando o abortamento das flores e a queda de frutos jovens, aponta o Itaú BBA.

A safra da laranja já estava estimada com redução, por causa da falta de rentabilidade, do menor consumo e de doenças na lavoura. Com o El Niño, a tendência é que ela seja ainda menor, elevando os preços do suco e diminuindo a qualidade das frutas, explica Wharlhey Nunes, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo o Itaú BBA, o fenômeno pode provocar chuvas fora de época no Centro-Sul, região responsável por cerca de 90% da moagem de cana no país.

O excesso de umidade também pode reduzir a qualidade da matéria-prima e atrasar o acúmulo de sacarose. Com isso, aumenta o risco de colher a cana antes do ponto ideal de maturação.

Já nos plantios do Norte e Nordeste, a seca e o calor devem gerar estresse hídrico e térmico, comprometendo o desenvolvimento da planta.

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O que o clima tem a ver com o seu bolso? Saiba por que eventos extremos passaram a preocupar economistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 02:46

g1 explica O que o clima tem a ver com o seu bolso? Saiba por que eventos extremos passaram a preocupar economistas No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Fenômenos como El Niño, ondas de calor, enchentes e secas passaram a fazer parte das projeções do Banco Central, do Ministério da Fazenda e do mercado financeiro. Com o aumento da frequência dos eventos extremos, o clima passou a ser tratado como um fator capaz de influenciar a economia.

O El Niño é considerado um fator de risco porque pode reduzir a produção de alimentos, encarecer a geração de energia e pressionar a inflação. Por isso, o Banco Central acompanha o fenômeno em suas projeções para os preços, assim como o governo monitora seus possíveis impactos.

Além de aumentar os gastos públicos com resposta a desastres, os eventos climáticos podem influenciar a trajetória dos juros. Para especialistas, o risco climático passou a integrar as decisões econômicas, ao lado de fatores como o risco fiscal e o cambial.

Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

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Vender sem estoque: como montar um negócio com pouco investimento e alto potencial de lucro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 02:46

Empreendedorismo Guia do empreendedor Vender sem estoque: como montar um negócio com pouco investimento e alto potencial de lucro Especialista explica por que a prestação de serviços e os negócios digitais podem ser uma alternativa para quem quer empreender sem gastar muito para começar. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

Nem todo negócio exige a compra de mercadorias ou a formação de um estoque. Para quem deseja empreender com pouco dinheiro, uma alternativa é apostar na venda de serviços ou em produtos digitais, modelos que costumam demandar baixo investimento inicial.

Segundo Ênio Duarte Pinto, gerente de relacionamento com o cliente do Sebrae, o primeiro passo é identificar problemas ou necessidades das pessoas e oferecer soluções para eles. Nesse tipo de negócio, o principal ativo do empreendedor é o próprio conhecimento e experiência.

O especialista explica que, enquanto atividades ligadas ao comércio e à indústria geralmente exigem gastos com estoque, maquinário ou estrutura física, a prestação de serviços permite começar utilizando competências que a pessoa já possui.

Mas investir pouco não garante lucro automaticamente. Para aumentar as chances de sucesso, é fundamental entender as demandas do público e entregar valor ao cliente. Quanto mais relevante for a solução oferecida, maiores tendem a ser as oportunidades de faturamento.

Em resumo, empreender sem estoque pode ser uma forma mais acessível de começar um negócio. O desafio está em transformar conhecimento e habilidades em soluções pelas quais os clientes estejam dispostos a pagar.

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Preço do petróleo dispara após ataques novos ataques entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 02:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%MoedasDólar ComercialR$ 5,1520,39%Dólar TurismoR$ 5,3620,45%Euro ComercialR$ 5,8810,17%Euro TurismoR$ 6,1350,19%B3Ibovespa172.021 pts-0,25%Oferecido por

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

As bolsas asiáticas fecharam sem tendência definida nesta quarta-feira (8), enquanto os preços do petróleo dispararam mais de 2% após os Estados Unidos lançarem ataques contra o Irã. A ofensiva americana ocorreu após Washington acusar Teerã de atingir três navios no Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, referência internacional, subia 2,6%, cotado a US$ 76,09 o barril no início desta quarta-feira. O petróleo WTI, referência nos EUA, registrava alta idêntica de 2,6%, negociado a US$ 72,25 o barril. Ambos os contratos vinham acumulando quedas recentes, retornando aos patamares registrados antes do início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro.

As ações na China e em Hong Kong avançaram, enquanto os demais mercados da região operaram majoritariamente em queda.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 0.3%, aos 68.077,96 pontos. Em Seul, o Kospi registrou forte queda de 2,9%, fechando a 7.429,13 pontos.

O índice sul-coreano vem enfrentando forte volatilidade: chegou a superar a marca dos 9.000 pontos no mês passado, mas passou a sofrer com sucessivas ondas de realização de lucros em grandes empresas de tecnologia voltadas para inteligência artificial (IA), como a Samsung Electronics e a SK Hynix. A Samsung caiu 2,9% no início da quarta-feira, após desabar cerca de 7% no pregão anterior. Já a SK Hynix avançou 2,4%.

Por outro lado, em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,4%, para 24.057,24 pontos. Na China continental, o índice de Xangai Composto avançou 0,5%, aos 4.011,05 pontos.

Embora o "boom" global das ações de IA tenha ignorado as bolsas chinesas em grande parte, os investidores parecem focar agora nos esforços domésticos de Pequim para desenvolver sua própria infraestrutura no setor.

O setor de tecnologia liderou a alta desta quarta-feira no mercado chinês, com a Tencent Holdings subindo 3,1%, enquanto a gigante do comércio eletrônico e financeiro Alibaba Group Holding disparou 8,1%. A Baidu avançou 4,7%.

Em outros mercados da Ásia, o índice S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,7%, para 8.738,90 pontos, enquanto o Sensex, da Índia, também fechou em queda de 0,7%.

Na véspera, a volatilidade dos papéis de IA voltou a pressionar as bolsas de Nova York, arrastando Wall Street para o terreno negativo.

O S&P 500 caiu 0,4%, para 7.503,85 pontos, embora a maioria das ações do índice tenha fechado em alta.

A desvalorização das empresas ligadas à inteligência artificial derrubou o índice de tecnologia Nasdaq em 1,2%, para 25.818,69 pontos. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,2%, afastando-se de seu recorde histórico para fechar em 52.925,15 pontos.

Os mercados vêm sendo atingidos por temores de que as ações de IA tenham subido além do justificável e de que os investimentos massivos em chips e data centers possam não gerar o ganho de produtividade e os lucros necessários para validar tais valuations.

No setor automotivo, a fabricante de veículos elétricos Rivian Automotive desabou 18,1% após anunciar a emissão de 75 milhões de novas ações, movimento que dilui a participação dos atuais acionistas.

No mercado de câmbio, o dólar americano subia para 162,38 ienes, contra 162,11 ienes do fechamento anterior. O euro operava estável, cotado a US$ 1,1414.

Há 2 horas Mundo Irã lança mísseis contra bases militares dos EUA no Bahrein e Kuwait após bombardeio americanoHá 2 horasPreço do petróleo dispara após ataques novos ataquesHá 2 horasTrump posta vídeo de bombardeio no IrãHá 2 horasCopa do MundoNos pênaltis, Suíça elimina a Colômbia e enfrenta a Argentina nas quartas

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Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao lote especial de restituição automática nesta quarta; veja como fazer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 00:48

Economia Imposto de renda Imposto de Renda 2026: Receita abre consulta ao lote especial de restituição automática nesta quarta; veja como fazer Projeto piloto da Receita Federal deve beneficiar cerca de 4 milhões de contribuintes que não precisaram declarar o Imposto de Renda em 2025, mas têm valores a receber. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

A Receita Federal abre na quarta-feira (8) a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda. O pagamento será feito em 15 de julho.

O lote atende pessoas dispensadas da declaração em 2025 que tiveram imposto retido em 2024. Cerca de 4 milhões de contribuintes receberão até R$ 1.000 cada.

No projeto piloto, a Receita usa dados próprios para gerar uma declaração simplificada. O cidadão pode conferir e ajustar as informações no portal ou aplicativo oficial.

O pagamento será feito exclusivamente por chave PIX do tipo CPF. Quem não possui essa modalidade cadastrada precisará criá-la para receber o valor.

Este lote especial não integra o calendário regular de restituições de 2026. O próximo pagamento dos lotes tradicionais está previsto para ocorrer em 31 de julho.

A Receita Federal abre nesta quarta-feira (8), às 9h, a consulta ao lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), iniciativa piloto conhecida como "cashback".

O pagamento será realizado em 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave PIX do tipo CPF do contribuinte. (veja como consultar)

O lote é destinado a pessoas que não estavam obrigadas a entregar a declaração do Imposto de Renda em 2025 e, por isso, não declararam, mas tiveram imposto retido na fonte ao longo de 2024 e possuem valores a restituir.

Segundo a Receita, cerca de 4 milhões de contribuintes devem ser beneficiados nesta etapa, com a liberação de aproximadamente R$ 500 milhões em restituições. O valor da devolução é limitado a R$ 1.000 por contribuinte.

A restituição automática é um projeto piloto criado para facilitar a devolução de valores pagos indevidamente ou a maior por contribuintes que não precisavam apresentar a declaração do Imposto de Renda.

Nesse modelo, a Receita utiliza informações já disponíveis em suas bases de dados para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, identificando eventuais valores a restituir sem que o cidadão precise iniciar o processo.

🔍 De acordo com o órgão, a medida busca reduzir a burocracia e evitar que milhões de brasileiros deixem de receber recursos aos quais têm direito por desconhecimento das regras ou por estarem dispensados de declarar o imposto.

Para receber a restituição automática, o contribuinte precisa atender a todos os seguintes requisitos:

não estar obrigado a entregar a declaração do IRPF referente ao exercício de 2025;não ter apresentado a declaração por iniciativa própria;ter tido imposto de renda retido na fonte durante 2024;ter direito à restituição de até R$ 1.000;possuir CPF regular e uma chave PIX cadastrada com o CPF.

A partir desta quarta-feira, o contribuinte poderá verificar se foi contemplado no lote especial de restituição por meio dos canais oficiais da Receita Federal. A consulta pode ser feita:

Acesse o serviço Consulta Cashback na página da Receita Federal;Faça login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro, se solicitado;Verifique se o seu CPF foi contemplado no lote especial.

Abra o aplicativo Receita Federal, disponível para Android e iOS.Faça login com sua conta gov.br.Acesse a área de consulta da restituição e verifique se foi contemplado.Para acessar o serviço, é necessário fazer login com uma conta gov.br de nível prata ou ouro.

Na área "Meu Imposto de Renda", o contribuinte poderá acessar a declaração gerada automaticamente pela Receita, que possui as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional. Será possível:

conferir os dados utilizados pela Receita;incluir informações adicionais, se necessário;retificar ou ajustar a declaração antes da conclusão do processamento.

Caso tenha direito à restituição, o crédito será feito exclusivamente em uma conta vinculada a uma chave Pix do tipo CPF. Não haverá depósito em contas de outra titularidade nem emissão de ordem de pagamento.

Por isso, a Receita orienta que os contribuintes providenciem uma chave Pix vinculada ao CPF para receber os valores.

Este lote especial segue um calendário próprio e não faz parte do cronograma regular de restituições do Imposto de Renda 2026:

8 de julho: consulta aos contemplados;15 de julho: pagamento da restituição em parcela única;31 de julho: pagamento do próximo lote regular do IRPF.

Enquanto esse lote especial contempla contribuintes que não apresentaram a declaração, as restituições tradicionais continuam sendo pagas normalmente para quem entregou o documento dentro do prazo legal.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa faz parte da estratégia de modernização da administração tributária, com foco na automatização de processos, simplificação das obrigações fiscais e ampliação do acesso dos contribuintes a valores pagos indevidamente.

O órgão recomenda que as consultas e o acompanhamento do processo sejam feitos apenas pelos canais oficiais, para reduzir o risco de golpes e fraudes.

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Governo pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 08/07/2026 00:48

Carros Governo pode aumentar etanol na gasolina de 30% para 32%; veja quais carros podem sentir os efeitos Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tomará a decisão nesta quarta-feira (8). Engenheiros afirmam que veículos mais antigos ou sem calibração específica podem sofrer aumento de consumo, corrosão e desgaste de componentes. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve se reunir nesta quarta-feira (8) para anunciar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%. A medida busca reduzir os impactos da variação do preço internacional do petróleo.

A decisão já vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)

Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.

O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.

A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.

Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.

tanque;boia;bomba de combustível;linhas de combustível metálicas ou plásticas;bico injetor;câmara de combustão;pistões;vedações.

Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.

"As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores", explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor — Foto: Arte / g1

Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.

O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina.

🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.

Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia.

Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano.

Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.

Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumentio de tanol na gasolina — Foto: Divulgação

No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.

"Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas", explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.

O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.

O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o "cérebro" do motor.

A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.

Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro — Foto: Divulgação / Bosch

Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.

Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.

Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.

"Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol", avisa Rhoden.

Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.

Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto — Foto: Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center

A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.

Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa "queima" das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.

Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível.

Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.

Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.

Na maioria dos casos, a vela não "queima" apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.

A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves.

Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.

"Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea", explica Calvet.

O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.

A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. "A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema", diz Calvet.

Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país.

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